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PRONAC 194350Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Cinemateca Capitólio 2020

FUNDACAO CINEMA RS - FUNDACINE
Solicitado
R$ 1,29 mi
Aprovado
R$ 1,29 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Difusão de acervo e conteúdo audiovisual
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Planos anuais e plurianuais
Ano
19

Localização e período

UF principal
RS
Município
Porto Alegre
Início
2020-01-02
Término
2020-12-31
Locais de realização (1)
Porto Alegre Rio Grande do Sul

Resumo

Este projeto visa desenvolver o planejamento anual da Cinemateca Capitólio, o qual está dividido em três linhas de atuação, descritas a seguir: 1) Ações culturais e educativas com uma qualificada e exclusiva programação cultural acessível aos mais diferentes públicos (faixa etária e gênero), com preços populares e, também, atividades gratuitas, através da realização de mostras de cinema e sessões de filmes em lançamento. 2) Ações de preservação e memória do acervo fílmico e arquivistico dos documentos que estão acondicionados no Centro de Documentação e Memória, espaço localizado no prédio da Cinemateca, e a implementação do sistema de matrizes digitais. 3) Manutenção e modernização da infraestrutura, correção e aperfeiçoamento da edificação do espaço. O projeto realizará 17 atividades culturais, a implantação do sistema de matrizes digitais que possibilitará a salvaguarda de 30 filmes produzidos por empresas gaúchas, ações parao acervo do Centro de Documentação e Memória, a manutenção de serviços de programação e da cabine de projeção e a modernização de rede elétrica e da sala de exposição.

Sinopse

A perspectiva da proposta prevê a manutenção de uma tríplice parceria que ao longo dos anos vem demonstrando ser importante e vital para a cultura e a comunidade gaúcha. A prefeitura municipal e a FUNDACINE reuniram esforços para que o prédio do antigo Cine Theatro Capitólio fosse revitalizado e esse compromisso foi possível, também, pelo empenho dos incentivadores que compreenderam que o trabalho teria um propósito maior que é a possibilidade de acesso e fruição de um espaço destinado ao audiovisual. Após a revitalização do prédio e a transformação deste em Cinemateca o trabalho delineou-se pela manutenção e gestão dos serviços e processos administrativos diários, além da apresentação de uma programação compatível com aquilo que o espaço deveria oferecer. Assim, o projeto prevê ações culturais, de acervo e de manutenção, e assim apresenta uma programação anual condizente com as necessidades da Cinemateca, capaz de suprir as expectativas para as atividades culturais dos diversos públicos que frequentam o Capitólio.

Objetivos

OBJETIVO GERAL Realizar as atividades previstas no planejamento anual da Cinemateca Capitólio inseridas no projeto denominado Cinemateca Capitólio Especial 2020, que deve acontecer durante o ano que inicia. O projeto prevê atividades culturais, ações de preservação e memória e a manutenção e modernização da infraestrutura do espaço. OBJETIVOS ESPECIFICOS - Realizar 05 mostras cinematográficas temáticas, com curadoria específica; - Realizar sessões de filmes em lançamento; - Produzir 01 Festival Escolar de Cinema, que terá cinco semanas de sessões voltadas a grupos escolares; - Realizar 01 workshop, com a duração de 08 horas; - Realizar 01 exposição com curadoria, tratando das produções brasileiras realizadas em animação; - Realizar 07 sessões de cinema acessível com filmes de referência artística que disponham recursos de acessibilidade (janela de libras, legenda closed caption e audiodescrição); - Realizar o VI Sul Audiovisual Market, atividade que possibilita a discussão de temas relevantes para o setor cinematográfico e a integração entre agentes do mercado e as produtoras cinematográficas; - Efetuar a manutenção do acervo fílmico e arquivistico; - Implentar o sistema de matrizes digitais; - Acervar 30 filmes gaúchos produzidos nas ultimas duas décadas, em matrizes digitais (modelo LTO); - Realizar a manutenção e modernização da infraestrutura, através da atualização do sistema elétrico; reestruturação da sala de exposição e manutenção da cabine de projeção. O Projeto tem como finalidade: - Incentivar a cultura da preservação do patrimônio audiovisual material e imaterial do Estado do Rio Grande do Sul; - Promover o acesso da comunidade ao bem cultural da cidade; - Propiciar programação artística de qualidade para os mais diferentes e diversos públicos a preços populares e, também, com atividades gratuitas; - Fomentar a formação de novas plateias para as obras cinematográficas gaúchas e brasileiras; - Preservar, conservar e restaurar obras cinematográficas e históricas do audiovisual do Estado; - Ser um espaço de aprendizado e entendimento acerca do debate e da reflexão crítica sobre a produção do cinema gaúcho e nacional; - Capacitar equipes técnicas especializadas para o trabalho de preservação, conservação e restauração dos arquivos audiovisuais; - Promover importantes ações de pesquisa no campo da cultura e da história cinematográfica gaúcha e brasileira; - Tornar-se um espaço de referência para o lançamento e a exibição de filmes nacionais, para o cinema de arte e, também, para outras cinematografias de relevância para o cinema gaúcho e nacional, propiciando o encontro com seus públicos alvo.

Justificativa

O PROJETO Este projeto visa realizar o planejamento para o ano de 2020 da Cinemateca Capitólio, contemplando uma programação cultural especial, ações de preservação e memória e a manutenção e modernização da infraestrutura do espaço. A Prefeitura Municipal de Porto Alegre e a Fundação Cinema RS possuem uma parceria que nos últimos 15 anos contribuiu para a cultura local e entregou à comunidade gaúcha um espaço para a salva-guarda de filmes, livros e documentos, para a exibição de filmes e para a pesquisa na área cinematográfica. Essa parceria comprova que o público e o privado podem trabalhar conjuntamente para a realização de projetos que visem à manutenção do bem cultural e do acesso à cultura e ao lazer. Diante disso, a proponente apresenta este projeto que está formatado para ocorrer durante todo o ano de 2020 e contempla uma programação anual para a Cinemateca Capitólio. O referido projeto, além de oferecer ações culturais aos mais diversos públicos, prevê atividades para a preservação e memória e a manutenção e modernização da infraestrutura do espaço. Com isso a FUNDACINE objetiva contribuir com a gestão do prédio que hoje abriga a Cinemateca Capitólio, espaço cultural que se tornou referência não só local como nacional, pela qualidade da sua programação cinematográfica, que inclui desde a exibição de filmes clássicos a produções recém lançadas, equilibrando títulos de perfil autoral e outros de maior apelo junto ao público. Além disso, o espaço é a sede de festivais de renome como o FRAPA, o FANTASPOA, o CINE ESQUEMA NOVO e o Programa de Alfabetização Audiovisual. O projeto realizará 17 atividades culturais, a implantação do sistema de matrizes digitais que possibilitará a salvaguarda de 30 filmes produzidos por empresas gaúchas, a manutenção do acervo no Centro de Documentação e Memória, a manutenção de serviços de programação e da cabine de projeção e a modernização de rede elétrica e da sala de exposição. O Cine Theatro Capitólio é o prédio da Cinemateca Capitólio. O prédio foi inaugurado em 1928, período dos imponentes palácios de cinema, tornando-se um importante espaço cultural que ao longo de mais de sessenta anos exibiu filmes de diversas nacionalidades e foi palco de eventos importantes. No entanto, não resistiu ao impacto das novas tecnologias e às modificações dos hábitos da sociedade com o advento da televisão e do videocassete. No final dos anos 90 a família proprietária encerrou as atividades do Cine Theatro e a Prefeitura Municipal, anos mais tarde, adquiriu o espaço. A partir de 2004, numa parceria com a Fundação Cinema RS, o reestruturaram e o reformularam, devolvendo para a comunidade uma sala de exibição, um espaço de guarda, preservação e difusão da memória do cinema gaúcho e brasileiro. A Programação Especial 2020 da Cinemateca Capitólio realizará como atividades culturais: 05 mostras especiais de cinema; sessões de filmes em lançamento; 01 Festival Escolar de Cinema, visando ampliar a didática de aprendizado em sala de aula, quanto a vivência do espaço cultural como um todo; 01 workshop com renomado especialista sobre o processo criativo na realização cinematográfica, tendo como público profissionais e estudantes gaúchos do setor, configurando um importante local de aprendizado, debate e reflexão crítica sobre a produção audiovisual; 01 exposição tratando da animação brasileira; 01 edição do Sul Audiovisual Market, atividade que reúne os diversos setores do cinema para debates e reflexões avançadas sobre a área e a realização de 07 sessões de cinema acessível com ocorrência mensal. As atividades do Projeto serão realizadas com preços populares, entre R$6,00 a R$120,00, ou de forma gratuita, além de obedecer a lei de meia entrada. Nas ações de preservação e memória estão previstas a contratação de um técnico arquivístico para a manutenção da preservação de filmes em 35mm (em 2019 foi realizada a revisão do acervo de películas - higienização, consertos nas emendas ou rasgões, conserto nas perfurações rompidas. Todos os filmes foram rodados utilizando a mesa enroladeira. Para os que apresentaram maior sujidade foram rodados utilizando um pano (flanela) molhado com álcool isopropílico, além de melhorar higienização também combate o surgimento de fungos. elaboração da ficha de avaliação para cada rolo de filme onde fica registrado a condição do mesmo: se está riscado, se tem perda de imagem ou emulsão, abaulamento, síndrome do vinagre, fungos, rasgos, rompimento de perfurações e outros itens. Para cada item foi determinado um grau de avaliação: pouco, médio ou muito e a data da realização da revisão. Os que apresentaram um grau alto de contaminação por fungos ou a sidrome do vinagre esta bastante elevada ficou registrado na ficha que este rolo de filme deverá ser revisado dentro de um ano, no máximo). E documentação, organização, limpeza e restrauro e materiais do acervo da Cinemateca. Além disso, prevemos a implementação do sistema de preservação de matrizes digitais na Cinemateca Capitólio. O sistema de Preservação de Matrizes Digitais busca assegurar a preservação de 30 filmes gaúchos de longa-metragem, a serem prospectados para inclusão neste sistema. São títulos realizados a partir do ano 2000, quando a captação em película passa a ser substituída pela captação digital. Nossa intenção é garantir a preservação e a difusão destes filmes. Após a aquisição do equipamento necessário e da contratação dos serviços de tecnologia, um profissional de finalização irá preparar os arquivos dos filmes a serem gravados em LTO em três formatos: a) cópia de preservação (formato TIFF), b) cópia de difusão (DCP 2K) e c) cópia de pesquisa (H264). Cada longa-metragem terá estas três cópias, acrescidas de arquivos adicionais de som e acessibilidade, gravadas em uma fita LTO, que será depositada na Cinemateca Capitólio. O volume de informação de cada filme a ser armazenado é de aproximadamente 2,5 Tb por título. Em sua primeira fase, o projeto tem como meta a preservação de 30 longas-metragens gaúchos (em um universo que hoje alcança 200 títulos). Estes filmes serão prospectados juntos às produtoras do RS e terão suas matrizes preparadas para serem gravadas no sistema LTO, hoje o mais adequado e seguro para assegurar a guarda e preservação desses materiais. A substituição da captação em película para o digital democratizou o acesso à produção e aumentou significativamente o número de títulos realizados, porém o digital é um meio muito mais frágil e suscetível ao desaparecimento. Atualmente, a preservação de matrizes digitais é o grande desafio a ser enfrentado pelos acervos fílmicos pelo mundo. Não apenas por seu alto custo, mas também pela quantidade da produção. Hoje é consenso que a gravação de matrizes digitais através do sistema LTO é o modelo mais adequado para que as cinematecas guardem e preservem seus conteúdos de acervo não analógicos. A grande vantagem associada à preservação em formato digital e´ a facilidade de difusão, o que deve ser um dos pilares de uma cinemateca pública. O suporte LTO tem boa relação de preço/espaço de armazenamento, e longevidade estimada entre 15 e 30 anos, podendo chegar a 50 se for mantido em condições ideais. Para a manutenção e modernização da infraestrutura, prevemos melhorias na sala de exposição, local que necessita de alguns reparos como ajuste nas portas, pinturas, substituição de artefatos de iluminação. Além disso, haverá a modernização elétrica, pequenos reparos na rede que sustenta o abastecimento energético da Cinemateca, bem como a manutenção dos equipamentos da cabine de projeção e aquisição de novas lâmpadas para o projeto DCP 2k e o conserto do gesso da sala de cinema. Para finalizar estão previstos serviços para os processos administrativos diários como os direitos de exibição para a programação normal da cinemateca, lincença ALDA e impressão de ingressos que abastacem a bilheteria da sala de cinema. RESGATE E MEMÓRIA Em Porto Alegre, o Poder Público e a Sociedade Civil, representados pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal da Cultura (Coordenação de Cinema e Audiovisual), a Fundação Cinema RS _ FUNDACINE e a Associação dos Amigos do Cinema Capitólio _ AAMICA, reuniram esforços para constituir uma cinemateca com a função de proteger, armazenar, mapear e difundir a memória da produção audiovisual, principalmente a gaúcha. A iniciativa pretendia reunir não apenas filmes, mas também roteiros, fotos, livros, cartazes e demais itens que compõem a realização cinematográfica. Com este intuito, nasceu o projeto Cinemateca Capitólio, no antigo Cine Theatro Capitólio. O projeto arquitetônico de resgate e restauração do prédio foi realizado ao longo dos anos de 2004 a 2015, com a supervisão da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural, da Secretaria Municipal da Cultura e do Escritório de Projetos e Obras da Secretaria Municipal de Obras e Viação. A primeira etapa foi viabilizada com o apoio do Ministério da Cultura, através do financiamento da Lei Rouanet, contando com o patrocínio da Petrobras e do BNDES. Posteriormente, o projeto transcorreu através de convênio direto com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Preservando as características do prédio tombado, a Cinemateca Capitólio foi finalmente inaugurada em 27 de março de 2015, Dia do Cinema Gaúcho. Entre os anos de 2015 e 2019 outros projetos foram realizados e gerenciados pela Fundação Cinema RS com a parceria da Prefeitura para desenvolver ações culturais e de acervo dentro da já instalada Cinemateca. Abaixo mais informações a respeito desse processo. A Cinemateca Capitólio cumpre não apenas o dever de salvaguardar o patrimônio audiovisual do Rio Grande do Sul, mas, também, com o compromisso de estimular e viabilizar pesquisas neste setor. Como exemplo, citamos as duas exposições realizadas em 2019: Cartazes, uma História do Cinema Brasileiro no Capitólio e A Era de Ouro do Cinema: Anos 1930 e 40, que utilizaram exclusivamente materiais do acervo da Cinemateca. Cada exposição permaneceu aberta por 60 dias e contaram com a presença de escolas, entidades e público diverso. A obra de restauração devolveu à cidade um dos mais importantes cinemas de calçada do século passado, transformando o prédio em um espaço de promoção de atividades orientadas à formação de público, ao fomento e ao acesso aos bens culturais, através de mostras cinematográficas, seminários, exposições, publicações especializadas, workshops, sendo uma das sedes do Programa de Alfabetização Audiovisual (programa que atua há mais de 10 anos na integração do aluno, do docente e a utilização do cinema na educação, este programa é realizado pela Prefeitura Municipal e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul). A Cinemateca Capitólio, em seus 1.700m², comporta uma sala de cinema, com 164 lugares, uma biblioteca especializada em cinema, uma loja de souvenirs e uma cafeteria. Localizada no prédio anexo de quatro andares, a área de acervo guarda, além de livros e publicações sobre o setor audiovisual, filmes em diversas bitolas (35mm, 16mm, 8mm), VHSs, DVDs e disc lasers para consulta do público. Há, ainda, duas salas de pesquisa fílmica, uma sala multimídia para oficinas e projeções especiais, uma sala de exposições e uma ala exclusiva para a conservação, catalogação e mapeamento de acervos fílmicos. No quarto andar funciona a administração do prédio com sala de reunião e demais espaços necessários. No ano de 2017, a Cinemateca Capitólio passou a agregar o naming right da Petrobras, tornando-se Cinemateca Capitólio Petrobras, pois a estatal está presente na implantação do espaço, além de ser um dos seus incentivadores ao longo de mais de 10 anos. O naming right não é definitivo e depende das parcerias estretégicas das entidades envolvidas. CINEMATECA CAPITOLIO HOJE É um dos mais importantes espaços culturais da cidade, e completou 90 anos de existência em outubro de 2018, tendo sua restauração e funcionamento viabilizados através da parceria institucional estabelecida entre a FUNDACINE e a Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, sendo o primeiro centro cultural do Estado do Rio Grande do Sul dedicado exclusivamente ao audiovisual. Destinado a receber mostras especiais de difusão audiovisual, possibilitando o lançamentos de filmes de realizadores gaúchos e brasileiros, expressando a vocação ao cinema de autor e ao cinema de arte. A Cinemateca Capitólio conta com uma sala de cinema no formato stadium, com 164 lugares, totalmente equipada conforme as orientações da Cinemateca Brasileira, possuindo um projetor 35mm para projeções de filmes de acervo, além do equipamento digital (projetor DCP 2K), adquirido em 2017, com sistema de sonorização adequado às novas tecnologias de exibição. Além disso, em 2019 adquiriu o sistema CineAssista, que possibilita a acessibilidade sem a necessidade dos recursos abertos. O prédio possui acessibilidade física completa, com rampas, elevadores, banheiros adaptados, e na sala de cinema há espaço para 04 cadeiras de rodas e 02 poltronas para obesos. A partir da aquisição do equipamento digital, a Cinemateca ficou apta a receber uma programação ainda mais ampla e variada, acolhendo mostras e festivais que operam apenas no sistema digital, como por exemplo o Fantaspoa (Festival de Cinema Fantástico), o FRAPA (Festival de Roteiro de Porto Alegre) e o Programa de Alfabetização Audiovisual. Durante o ano de 2018, a Cinemateca Capitólio recebeu mais de 30.144 espectadores em suas sessões de cinema, número que é ainda maior se considerarmos as atividades conexas ao espaço, como oficinas, palestras, visitas à biblioteca e outros eventos. Desde a formatação e o desenvolvimento do Projeto da Cinemateca Capitólio, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre mantém parceria institucional com a FUNDACINE, visando a cogestão do espaço cultural. Sendo um bem público, desde a sua inauguração, a Prefeitura mantém, através da Secretaria da Cultura, uma equipe básica de trabalho, a manutenção predial do espaço e a infraestrutura de luz, água e telefone para o seu funcionamento. Porém, devido às características, à complexidade e à amplitude dos trabalhos e da programação desenvolvidos na Cinemateca, faz-se necessária a soma de esforços para a sua manutenção e a plena execução das atividades a que se destina. Assim, torna-se indispensável a articulação governamental com a sociedade civil, através da iniciativa privada, para que se possa ter êxito na complexa tarefa de manter um bem cultural aberto e em plenas condições de uso e atuação. Esta parceria possibilitou que o prédio fosse restaurado entre 2004 e 2014 e no ano de 2017 houve a renovação dos equipamentos de projeção e áudio, assim como melhorias na sala de projeção. Nas duas ocasiões a aproximação das duas entidades tornou-se viável, através do gerenciamento executado pela Fundação de recursos adquiridos através das leis de incentivos e apoio da Prefeitura Municipal como segurança, logística, equipe e acessoria. A Fundação Cinema RS é uma entidade sem fins lucrativos que atua há vinte anos no desenvolvimento do setor audviosiual. Suas ações são focadas na estratégia, qualificação e fortalecimento da área em toda a sua cadeia produtiva. Os projetos que realiza têm como objetivo capacitar e alicerçar a cadeia, incentivando a produção, a distribuição, a exibição, o debate e a circulação dos produtos audiovisuais regionais no cenário nacional e internacional, trabalhando para consolidar a relevância cultural e econômica do setor, buscando o seu desenvolvimento orgânico e sustentável. A entidade reúne em sua composição a iniciativa privada, o poder público municipal, estadual, universidades, associações e sindicatos do setor, sendo formada por um conselho fiscal, conselho consultivo, diretoria executiva e equipe de colaboradores. Entre seus projetos realizados estão: 1) O Prêmio RGE _ Governo do RS que financiou, através de 03 editais (1999, 2001 e 2004), R$ 11.700.000,00 (onze milhões e setecentos mil reais) na realização de 09 (nove) produções em longa-metragem; 2) III e VIII Congresso Brasileiro de Cinema (2000 e 2010), em Porto Alegre, reunindo representantes dos setores de produção, exibição, distribuição e educação cinematográficas na busca por soluções para a área; 3) O projeto RodaCine (2002 e 2014), em parceria com o Governo do Estado, através do IECINE _ Instituto Estadual de Cinema e incentivo cultural da RGE e CEEE. O RodaCine visava a formação de plateia, levando o cinema para as cidades do interior do estado que não dispunham de salas de cinema; 4) Fórum Mundial do Audiovisual, atividade promovida em parceria com o Congresso Brasileiro de Cinema, contando com a participação de entidades e profissionais dos cinco continentes; 5) Reciclagem e restauração do Cine Theatro Capitólio, (2004 e 2014), o projeto visava a recuperação do prédio e implantação da Cinemateca; 6) Cinemateca Capitólio _ digitalização e programação especial 2017, através desse projeto foi possível a atualização dos equipamentos de projeção e áudio da Cinemateca, assim como a implantação do banco de dados no Centro de Documentação e Memória; 7) Cinemateca Capitólio Petrobras _ Programação Especial 2019, projeto que realiza 26 atividades culturais e ações para o acervo; 8) Arranjo Produtivo Local do Audiovisual (2012, 2014 e 2017), projeto que tinha como objetivo organizar e desenvolver a cadeia produtiva do audiovisual da região metropolitana, através do estudo e do escritório de negócios para internacionalização do setor. Dessa forma, demonstramos que a parceria entre o poder público e entidades privadas é possível. O conjunto de ações realizadas ao longo dos últimos 15 anos ratifica o desenvolvimento e a evolução de utilização desse bem público, pois o prédio que estava fechado foi restaurado e transformado, habilitando-se para receber o público em suas dependências através do acesso à sala de cinema, biblioteca, centro de documentação e memória, sala multimídia, servindo à comunidade como ponto de lazer, cultura, troca de conhecimentos e preservação. A relação entre a Prefeitura e a Fundação é necessária, pois os entraves burocráticos para a realização do processo administrativo para a execução de obrigações diárias, assim como as ações de manutenção, são bastantes lentas quando sob a administração da municipalidade. Assim sendo, a cogestão com a FUNDACINE facilita os processos e integra não apenas o público e o privado, mas a comunidade e o setor empresarial, uma vez que utilizando a potência das empresas que atuam no território brasileiro é possível aproximar os diversos setores em uma força motriz maior que é a conservação de um espaço cultural que serve a comunidade, pois sendo gerenciado pela prefeitura não visa lucro e dessa forma, não está pautado pelas distribuidoras e suas agendas e, sim, norteia-se pela fruição da experiência do cinema. Em relação a preservação do acervo cinematográfico a Cinemateca possui um Centro de Documentação e Memória, o qual mantém acervado documentos, livros e filmes, entre outros. Para ampliar a possibilidade de acesso a esse material o primeiro projeto previu a criação da cinemateca, a qual teve o decreto 18.844 publicado em 12 de novembro de 2014 e modificado pelo decreto 20.054/2018. Com a Cinemateca foi previsto um espaço para a guarda desse material que estava em distintos locais pertencentes à Prefeitura. O segundo passo deu-se com a criação do site do Capitólio e do software e, implantação do banco de dados para o acervo que possibilitou a divulgação das informações dos documentos do centro, melhorando o acesso aos conteúdos. A terceira etapa contou a digitalização de cartazes, cartazetes, presbooks e, diversos materiais de publicidade e isso viabiliza a sustenção de informações no banco de dados. Além disso, nesta etapa, foi contratada uma técnica que tem feito a limpeza e o conserto de filmes realizados em 35mm e documentos. A quarta etapa, descrita neste projeto, deseja implantar o sistema de matrizes digitais, o qual visa conservar pelo menos 30 longas-metragens lançados nas últimas décadas. Assim, seria possível iniciar um incentivo às produtoras para que suas produções além de serem lançadas no circuito comercial, possam ser preservadas e usufruidas pelas futuras gerações. O Programa de Alfabetização Audiovisual é um projeto que contempla diferentes ações, e tem como objetivo principal qualificar a aproximação de estudantes e educadores de Porto Alegre com o audiovisual. Entre essas ações, a principal delas é o O Festival Escolar de Cinema, que ao longo de cinco semanas propicia aos alunos da rede púbica escolar o contato com uma seleção de filmes criteriosamente escolhidos, com produções premiadas de diferentes países, e especial atenção para o cinema brasileiro. Trata-se de uma ação de formação de público das mais exitosas, que já existe há 11 anos, e se constitui no braço educativo da Cinemateca Capitólio, constituindo-se num dos pilares mais importantes da instituição. Ao realizar o planejamento anual descrito neste projeto a Cinemateca Capitólio contribui para o acesso livre à cultura, promove e estimula a cultura local, valorizando a exibição de filmes produzidos no estado, estimula a preservação dos bens históricos, através da manutenção do seu acervo e da adoação de medidas necessárias para a conscientização para o acesso da produção às gerações futuras. Além disso, o projeto tem como finalidade, dentre as elencadas no Art. 3º da Lei 8.313/91, pelo menos, os incisos: II - Fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; e III - Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos. Desta forma, para a execução de um Projeto nos moldes da Cinemateca Capitólio 2020, que reúne aspectos formativos e culturais; conservação do acervo audiovisual e manutenção da infraestrutura, também dada a sua relevância para a sociedade gaúcha enquanto patrimônio cultural e, em especial, para a memória do audiovisual brasileiro, a possibilidade de captar recursos via Lei Federal de Incentivo à Cultura para sua efetiva realização é absolutamente indispensável.

Estratégia de execução

Plano Básico De Divulgação A proposta do projeto é desenvolver a programação anual para a Cinemateca Capitólio que prevê a realização de ações culturais, de acervo e de manutenção. Sendo assim, planejamos a divulgação da seguinte forma: - contratação de assessoria de impresa exclusiva; - contratação de designer gráfico para a concepção e confecção dos materiais gráficos; - contratação de assessoria para análise quantitativa de mídia; - manutenção de site para serem acessadas as informações dos filmes do acervo e a publicação semanal da programação; - envio semanal da programação por email através do mailing da Cinemateca; - publicação da programação nas redes sociais da Cinemateca e da FUNDACINE; Materiais gráficos referentes ao projeto: 1) folder com a programação das atividades do projeto, para distribuição; - Folder (1.000 unidades para cada mostra, totalizando 5.000 unidades. Cinco mil unidades para o Festival Escolar de Cinema. Quinhentas unidades para o Sul Audiovisual Market e mil e quinhentas unidades para a exposição, totalizando 12 mil impressos), especificação: A4 - 2 dobras - gramatura 170g - 4X4 cores; - Cartaz (10 unidades para cada mostra, totalizando 50. 50 unidades para o Festival Escolar de Cinema, 10 unidades para o Sul Audiovisual Market e 10 unidades para a exposição, totalizando 120 unidades), especificação: A4 - gramatura 170g - Roll ups. Um para a exposição com a apresentação desta e dois para fixação permanente no hall e na sala de cinema sobre o projeto e um para o Festival Escolar de Cinema, totalizando 04 unidades. Especificação: em tecido Oxford, 2m de altura por 0,80cm de largura; - Crachás para identificação durante o Sul Audiovisual Market, 180 unidades. Especificação: 7cm de altura x 4cm de largura, gramatura 170g - 4X4 cores; - Anúncio em jornal local (4 unidades – formato de rodapé) 4X0 cor - Busdoor (30 unidades para a cidade de Porto Alegre) - Outdoor (05 unidades para a cidade de Porto Alegre) - Spot de Rádio 30” (total de 60 inserções) - Redes Sociais (gestão de página e impulsionamento de postagens) - Manutenção de site institucional - Encarte Especial – Cinemateca Capitólio Petrobras (Jornal Zero Hora, com tiragem para região metropolitana de mais de 45.000 unidades), especificação: A4 formato fechado - gramatura 90g - 4X4 cores.

Especificação técnica

Contrapartida Social - CINEMA ACESSÍVEL No ano de 2019 a Cinemateca realizou 10 sessões acessíveis, com recursos de acessibilidade (audiodescrição, legendagem descritiva e Libras) abertos, bem como adquiriu o equipamento (CineAssista) que permite a acessibilidade dentro da sala de cinema para todos os filmes contemporâneos, adequando-se aos critérios da INs 116/2014 e 128/2016, consolidando-se como espaço de cinema acessível no Estado do Rio Grande do Sul. Dessa forma, ampliou a oferta de conteúdos culturais, cinema de qualidade, pleno de referências artísticas e de forma gratuita também às pessoas com deficiência. No entanto, percebemos que, muito embora a comunidade deficiente seja expressiva há uma certa dificuldade em participar de ações culturais. Em converas com o público participante das sessões acessíveis foi nos alertado que a não participação ocorre porque deficientes visuais e auditivos não tomam parte em ações culturais devido ao acesso ser escasso e nem sempre compatível com suas necessidades. Diante dessa informação planejamos para o Plano Anual de Atividades da Cinemateca Capitólio, como contrapartida social, uma ação formativa nas escolas, instituições públicas e sociais, na qual haverá formação de público para o cinema. Tendo como ponto de partida a democratização ao acesso cinematográfico exigido nas instruções normativas descritas acima. A formação prevê palestras com alunos, pais, professores e comunidade, onde haverá explicações sobre a linguagem audiovisual, sobre o equipamento de acessibilidade (CineAssista e ProAcess), o consumo de bens culturais e democratização do acesso, principalmente aos filmes brasileiros. Além disso, haverá sete sessões com recursos de acessibilidade abertos e gratuitas ao público. As sessões acessíveis promovem a exibição de um filme nacional que possua os recursos de acessibilidade abertos, ou seja, LIBRAS, legendagem descritiva e audiodescrição, dispostos para que o espectador possa usufruir da melhor maneira possível do filme. A programação prevê uma sessão mensal de um filme, dando destaque e prioridade aos novos realizadores nacionais e a longas-metragens premiados em festivais, produzidos com financiamento público. Para estas sessões acessíveis, após a cada exibição será feito um debate entre um convidado e o público presente sobre a obra em destaque. Essas sessões são a contrapartida social que a proponente oferece ao projeto, pois entende que o público deficiente visual e auditivo é carente de atividades culturais que atendam suas necessidades. Aliar a fruição fílmica ao acesso a ela, possibilitando-a a toda e qualquer pessoa, essa é a finalidade maior do trabalho desenvolvido pela FUNDACINE e pela Prefeitura Municipal quando se trata de pensar a programação da Cinemateca Capitólio.

Acessibilidade

Acessibiliade de conteúdo: No ano de 2019 a Cinemateca realizou 10 sessões acessíveis, com recursos de acessibilidade (audiodescrição, legendagem descritiva e Libras) abertos, bem como adquiriu o equipamento (CineAssista) que permite a acessibilidade dentro da sala de cinema para todos os filmes contemporâneos, adequando-se aos critérios da INs 116/2014 e 128/2016, consolidando-se como espaço de cinema acessível no Estado do Rio Grande do Sul. Dessa forma, ampliou a oferta de conteúdos culturais, cinema de qualidade, pleno de referências artísticas e de forma gratuita também às pessoas com deficiência. Para o projeto que estamos apresentando visamos: - Realizar 07 sessões acessíveis com recursos (audiodescrição, legendagem descritiva e Libras) abertos; - Realizar, pelo menos, 10 sessões no ano com filmes que possuam recursos de acessibilidade fechados que possam ser utilizados com o CineAssista.

Democratização do acesso

As ações que serão executadas pelo projeto prevêm a democratização do acesso de forma ampla, inserida de formas diferenciadas, para que o público de forma geral possa participar das atividades, usufruir do bem que serve à comunidade e integrar-se à cultura local. Dessa forma a distribuição de ingressos e a comercialização deles será dada da seguinte maneira: Para as 05 mostras está prevista a exibição de 10 filmes por mostra; a sala contém 164 lugares, dos quais serão distribuídos gratuitamente 30% dos ingressos e para os lugares restantes será cobrado um valor popular de R$12,00 e R$6,00. - 10 filmes por mostra x 164 = 1.640 ingressos x 30% = 492 - 492 x 05 mostras = 2.460 ingressos a serem distribuídos de forma gratuita; - 1.640 - 492 = 1.148 x 05 mostras = 5.740 ingressos com valores populares de R$12,00 e R$6,00. Para a exposição A exposição será alocada na sala localizada na Cinemateca Capitólio e estará aberta ao público de forma gratuita. Para a ocasião serão contatadas escolas e institutos para visitação. Para o workshop Esta atividade será realizada na sala de cinema, que possui 164 lugares: sendo assim, seguiremos a premissa das mostras e 30%, ou seja, 50 inscrições, serão dadas de forma gratuita, e as outras 114 vagas terão preços populares, com o valor de R$ 40,00. Para o Festival Escolar de Cinema Este festival acontece no decorrer de 05 semanas, na sala de cinema do Capitólio, com sessões 04 dias da semana. A ideia original é exibir pelo menos 12 diferentes filmes para escolas e institutos. Dessa forma, todos os 1.968 (12 sessões x 164 lugares) ingressos serão distribuídos gratuitamente. Para as sessões acessíveis Ao longo do ano de 2020 serão realizadas 07 sessões acessíveis, na sala de cinema da Cinemateca. Essa atividade prevê a distribuição total de ingressos de forma gratuita, ou seja, 07 sessões x 164 lugares = 1.148. Para o Sul Audiovisual Market Esta atividade é um pouco mais complexa que as demais, com três diferentes momentos, por isso vamos cobrar um valor diferenciado, ainda que condizente com os valores praticados abaixo do mercado. Tal como as outras atividades o Sul Audiovisual Market ocorrerá na sala de cinema da Cinemateca e serão oferecidos 06 paineis de discussões, rodadas de negócios e apresentações. Em função desse acúmulo de ofertas, o valor cobrado será de R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia entrada). Da mesma forma que as outras ações, serão distribuídas 50 entradas de forma gratuita. Os 30% de ingressos gratuitos serão utilizados para a divulgação e difusão cultural do projeto junto a universidades, centros dedicados ao ensino e ao fomento do audiovisual, a professores e alunos da rede pública de ensino municipal e estadual e a entidades sócioculturais vinculadas à Secretaria Municipal da Cultura, visando a descentralização do acesso a públicos menos favorecidos. O Projeto executa todas as suas atividades em conformidade com a lei da meia-entrada, tal como prevê a legislação vigente. A proposta da Programação Especial 2020 da Cinemateca Capitólio Petrobras é a de justamente fortalecer e incrementar o contingente de público que reflete e discute sobre cultura, tendo como foco a democratização do acesso à arte cinematográfica, propiciando que a cidade usufrua de excelentes produções de cinema, alcançando um público de mais de 10.000 espectadores de forma direta.

Ficha técnica

Fundação Cinema RS – FUNDACINE Fundação de direito privado, sem fins lucrativos, localizada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, criada para promover a sinergia no fomento ao setor audiovisual. Se trata de um empreendimento que une a iniciativa privada, o poder público nas três esferas (Municipal, Estadual e Federal), universidades, sindicatos, entidades e associações do setor audiovisual. A pluralidade e amplitude do conceito audiovisual, mercado, arte, entretenimento, ferramentas de desenvolvimento econômico e social, meio de expressão da identidade local, fonte de riquezas culturais materiais e imateriais, são as características que marcam os 20 anos de existência e de trabalho da Fundação. A FUNDACINE desenvolve e gerencia dezenas de importantes projetos de fortalecimento de toda a cadeira produtiva local, tais como o RODACINE (projeto de cinema itinerante que percorreu mais de 430 municípios do Estado), Prêmio RGE (na época, o maior edital de fomento à produção audiovisual do Brasil), criação, implantação e cogestão da Cinemateca Capitólio, proponência e gestão Arranjo Produtivo Local do Audiovisual – APL Audiovisual (escritório de negócios de empresas audiovisuais do RS). Juliane Fossati (Coordenadora do Projeto) Formada em Relações Públicas pela UFSM, pós-graduada em Gestão Cultural pelo SENAC e em Gestão Empresarial pelo IFRS. Trabalhou como diretora de produção no Santa Maria Vídeo e Cinema e nas produções autorais e publicitárias das empresas Filmes de Junho Produtora e Finish Produtora. Atuou, ainda, como produtora executiva do DVD Parcerias do Foro Entre Fronteras – Argentina, Paraguai e Brasil, e como assistente administrativa e coordenadora de produção na Otto Desenhos Animados nos projetos Boa noite, Marta, A pequena vendedora de fósforos, Castillo e el armado e A cidade dos Piratas. Com o diretor Luiz Alberto Cassol atuou como diretora de produção no longa Janeiro 27 e no curta Nem Isso. Foi assistente de produção executiva na série Chuteira Preta, da Accorde Filmes, e controller de prestação de contas na série De carona com os Óvnis, da Clip Produtora de Vídeo e Cinema. E, também, trabalhou na coordenação administrativa do 24º Porto Alegre em Cena. Débora Palhares (Direção de Produção) Formada em Produção Audiovisual pela PUCRS e pós-graduada em Professional & Leader Coach pelo IBC. Atuou durante anos com licenciamento de conteúdos, curadoria de projetos, editais e chamadas públicas via FSA na Programadora de TV por assinatura Box Brazil, onde também coordenou equipes e atendeu clientes na área de VOD e IPTV. Responsável por viabilizar a plataforma Box Brazil Play, que conta com os canais em streaming e conteúdos sob demanda da empresa. No cinema, atua como assistente de direção, produtora executiva e diretora de produção, dentre seus trabalhos estão: a série De Carona com os Óvnis, uma produção original History Channel e a série O Oráculo das Borboletas Amarelas produção a ser veiculado na TV Brasil em 2020. Atualmente, trabalha na Fundação Cinema RS como coordenadora de Programação do projeto Cinemateca Capitólio Petrobras – Programação Especial 2019. Paola Mallmann (Produção Executiva) Formada em Ciências Sociais pela UFRGS e pós-graduada em Antropologia pela UFF. É produtora cultural com especialização em Produção Cultural pelo Observatório Itaú Cultural (2018). Trabalhou em diferente projeto sócio culturais na área administrativa, sendo o último no CIMI-AM. No cinema, fez a direção e produção executiva do curta-documentário Nhemongueta, financiado pelo Fumproarte. Atualmente está em fase de preparação para dirigir seu primeiro documentário de longa- metragem aprovado em edital público. Recebeu o prêmio do IberculturaViva pelo vídeo minuto Kunhã Karai. Responsável pela produção da exposição fotográfica Revelações do Nhanderu. Participou na parte da pesquisada da série Afinal, Quem é Deus?, dirigida por Thais Fernandes. Realizou o curso Cinema de Poesia, com Joel Pizzini (2015), no Parque Lage/RJ. Atualmente, trabalha na Fundação Cinema RS na produção executiva do projeto “Cinemateca Capitólio Petrobras – Programação Especial 2019”. Leo Bomfim (Programador) Tem mestrado em Comunicação Social pela PUCRS, onde desenvolveu pesquisa sobre o cinema moderno. É membro de ACCIRS – Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul e editor da Revista Aurora e do Zinematógrafo. Editou o catálogo da mostra de cinema Nouvelle Vague Tcheca: o outro lado da Europa. Foi curador das mostras Cinema Novo – Brasil em Transe (2017), Cinema da América do Sul (2017), Nuevos Cines - Cinema Argentino Contemporâneo (2016), A China de Wang Bing (2014), Black (2010) e Cinema Marginal Brasileiro (2008). Atua como programador da Cinemateca Capitólio Petrobras e da Sala de Cinema P.F.Gastal em Porto Alegre. Maria Ragagnin Osmari (Consultora Técnica) Bacharel em Arquivologia pela UFSM com especialização em Patrimônio Cultural em Centros Urbanos pela UFRGS e curso de Restauração de Documentos e Recuperação de Livros. Tem diversas publicações na área de arquivo e memória. Com experiência profissional em: arquivo pessoal do Cartunista Sampaulo (2015); arquivos fílmicos da Cinemateca Capitólio (2013-2016); Secretaria Municipal da Cultura - Organização da Documentação de Valor Histórico da Cidade (2012-2013); Fundação Vitor Mateus Teixeira - organização do acervo de documentos, objetos, filmes, músicas e indumentária (2011- 2012); Prefeitura Municipal de Canoas - diagnóstico sobre a situação da documentação da prefeitura (2011); Prefeitura Municipal de São Gabriel - Implantação do Sistema de Arquivo (2010- 2011); Sindicato Médico do Rio Grande do Sul - Organização do Arquivo Geral (2008-2011); Associação Rio-Grandense de Imprensa - Organização do Acervo Documental (2009-2010); Secretaria Municipal da Cultura - Diretora do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho (período 1995-2000 e 2003-2004); Secretaria Municipal da Cultura - Coordenadora da Memória Cultural (2001-2003); Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN - Arquivista (2001 e 2005-2006); Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Chefe do Arquivo (1986- 1994). Daniel Dode (Geração de matrizes digitais) Possui graduação em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2001). Daniel Dode é montador cinematográfico e supervisor de pós-produção. Em mais de uma década atuando na Inglaterra junto a alguns dos mais importantes broadcasters do mundo, bem como vários estúdios de pós-produção, especializou-se em narrativas de longo formato e acumulou larga experiência servindo clientes como BBC, Walt Disney Company, Discovery Channel, Channel 4 e MTV. Na Europa, foi responsável pela finalização da série Wonders of the Universe da BBC, indicada a dois prêmios BAFTA em 2012, além de assinar a montagem e a supervisão de pós-produção no longa metragem Il Cielo Sopra di Me, do premiado diretor Italiano Gian-Vittorio Baldi. Especializou-se em narrativas de longo formato documental e de ficção e acumulou larga experiência servindo clientes como BBC, Walt Disney Company, Discovery Channel, Channel 4 e MTV. Juliana Vieira Costa (Coordenação de Produção do Festival Escolar de Cinema) É Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Licenciada em Artes Visuais pela mesma Universidade, com trabalho de conclusão de curso e dissertação em Cinema e Educação. Em sua atividade profissional concentra experiência em projetos educativos em arte, como o projeto educativo da Fundação Bienal do Mercosul, e especialmente na área de cinema e educação, como no Programa de Alfabetização Audiovisual, na qual realiza pesquisa e colabora desde 2012. Nesta área, foi consultora metodológica e oficineira do projeto Cinema e Educação Ambiental, promovido pelo Instituto Ingá de Estudos Ambientais, Coordenadora Regional da Rede Kino – Rede Latino Americana de Cinema, Audiovisual e Educação, nas gestões 2016/2017 e 2017/2018 e juntamente com Maria Angélica dos Santos e Angelene Lazzareti, organizou a publicação sobre cinema e educação Luz na Docência. Pesquisadora e crítica de cinema, foi também curadora de importantes mostras na Cinemateca Capitólio, como: Programação Especial para a semana de Porto Alegre, e Mostra Deneuve/Huppert - Divas do Cinema Francês, ambas em 2015 e Mostra Panorama do Cinema Contemporâneo em 2016. É produtora e curadora do projeto Animateca - Mostra Retrospectiva de 40 Anos da Otto Desenhos Animados, a ser realizada em 2020 nos CCBBs - Centro Cultural do Banco do Brasil, do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Juliana Costa também escreve e ministra cursos sobre cinema, sendo fundadora do Cineclube Academia das Musas, dedicado ao estudo e difusão de cinematografias de diretoras mulheres e membro da Accirs – Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.