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Realizar exposição inédita de artes visuais do artista Felipe Caldas, com técnica artística inovadora, valorizando também parte da história arquitetônica e urbanística da cidade do Rio de Janeiro do início do Séc. XX em sua temática. Com oficinas educativas.
MEMORIAL DESCRITIVO: A exposição convida os visitantes a embarcarem em uma viagem no tempo para conhecerem mais sobre a história do Rio de Janeiro, reconhecendo a cidade e seus habitantes através de maquetes, fotografias panorâmicas, philipotipos, philipogramas e matrizes. Além disto, ela traz para o mundo real a exposição virtual que já acontece no Instagram e a experiência interativa com o público. • 33 Maquetes – criadas em escala Lego de figura humana com 5 cm e com massa Fimo, uma cerâmica plástica de modelar. Serão dispostas de duas maneiras, em vitrines transparentes e em caixas com furos, que guiam o olhar do visitante, e fones de ouvido para que a imersão seja completa. O áudio captado será da mesma localidade representada em maquete, porém nos dias atuais, fazendo essa imersão dual entre passado e presente. • 4 Fotografias panorâmicas – ampliações na linguagem estética do Lord Philip; • 32 Philipotipos – objeto que une a fotografia e as matrizes usadas na sua composição, inspirado nos primeiros experimentos fotográficos que levavam o nome de seus inventores, como o daguerreótipo, criado por Louis Daguerre, em formato 7,7 x 7,5 x 5cm, expostos em nichos no painel; • 32 Philipogramas – Fotografias com texto, que podem ser sequenciais ou unitárias, fazendo referência aos posts e stories do Instagram, no formato 10x15 cm ou 7x10cm, emoldurados e expostos nos painéis; • 60 Matrizes – Figurinos e objetos, de massinha e FIMO, apresentados em molduras caixa, bem como outros objetos, como mobiliários e pequenas maquetes. A história de Lord Philip será contada em uma narrativa temporal espacial, dividida em 5 períodos (1916 a 1920) e três movimentos, e estará apoiada em painéis expositivos com nichos e vitrines e um mapa impresso adesivado no chão. 1916: Chegada ao Rio de Janeiro (Centro) 1917-1918: Mudança e período de adaptação (Zona Sul) 1919-1920: Saída para explorar e registrar a cidade e sua diversidade (Centro e outros bairros e seus diferentes personagens) Na entrada, serão distribuídas cartelas com pequenos adesivos em formato de coração, para simular o like do Instagram de modo analógico, promovendo a experiência interativa. Introdução – A História do Lord – De onde vem (Origem) e a ponte entre Felipe e o Lord. O visitante começa a exposição em um painel que conta brevemente a história do Lord, de onde vem e o que motivou a sua mudança para o Brasil e sua relação com o artista Felipe Caldas. Momento 1 / 1916 1916 – Chegada ao Porto do Rio de Janeiro (Centro) Os visitantes poderão acompanhar a chegada do Lord Philip ao Rio de Janeiro e seus primeiros registros na cidade: • O Cais do Porto (Praça Mauá) será representado por uma foto panorâmica na linguagem do nosso querido Lord Philip, impressa em grande formato; • O Convés do Navio, o desembarque na Praça Mauá, seus primeiros dias no Centro (Av. Central – O Paiz e Palace Hotel e Rua 7 de Setembro – Casa Cavé), serão apreciados em 6 philipogramas emoldurados e em 4 maquetes em formatos variados; • Alguns personagens que conheceu na época (a vendedora de doces, o menino jornaleiro com cachorro, o estivador, as Ladies Caldwyn, Tania, Poppe e Moletta, Lord Edward, Isadora Duncan, o chauffer e o vendedor da loja na Rua do Ouvidor) registrados em 11 philipotipos. Momento 2 / 1917-1918 1917 – Recolhimento em Copacabana Fugindo da adulação por parte da elite, Lord Philip muda-se para a distante Copacabana, onde mantém uma vida reclusa, retraindo-se ao cotidiano doméstico, com poucos eventos sociais e pequenas viagens no entorno da cidade. Serão apresentados: • As Praias de Copacabana e Ipanema, em 5 philipogramas; • Os ambientes da sua casa, representados por 7 maquetes de tamanhos variados, expostos em vitrines ou nichos (saleta íntima, sala de receber, banheiro, quartos, conzinha e lavanderia); • Alguns personagens com os quais conviveu na época (Fraulein Erika, Barão e Baronesa, o funcionário público, o pescador de Ipanema, a empregada doméstica, o limpador de trilhos, a lavadeira) registrados em 7 philipotipos; 1918 – Botafogo e ZS • A vista da Regata em Botafogo registrada em uma foto panorâmica na linguagem do Lord Philip impressa em grande formato; • Maquete caixa da Vista Chinesa (20x20x20cm) com áudio; • O Jardim Botânico, a Lagoa Rodrigo de Freitas registradas • Alguns personagens com os quais conviveu na época (o vassoureiro, a meretriz e Freira do Sion) registrados em philipotipos. Momento 3 / 1919-1920 1919 e 1920 – Movimento de volta para o Centro A partir de 1918/1919, começa a desenvolver um interesse especial pela cidade e passa a flanar pelas ruas e observar o cotidiano carioca. Esse sentimento vai transformando a natureza do seu diário fotográfico, e se torna tão preocupado em documentar seu entorno, quanto sua própria vida. Passa a explorar então cada vez mais a cidade, nas mais variadas companhias, captando a essência do Rio e de seus habitantes. 1919 • o Arco do Teles, a Tabacaria Africana, a Casa Granado (ou Confeitaria Colombo) e a Rua Lapa em philipogramas e em maquetes; • A Confeitaria Colombo (ou Granado) em maquete caixa (20x30x30cm) com áudio; • O Cais Pharoux e a Vista da Ilha Fiscal registrados em fotos panorâmicas na linguagem do Lord Philip impressas em grande formato; • A Charutaria Syria, a visita ao Pão de Açúcar, o Sarau em Santa Teresa, o Cortiço no Morro do Castelo em philipogramas; • A Rua Buenos Aires, em maquete em caixa com áudio. • O Cosme Velho, a Urca, a Rua Sr dos Passos, a Cinelândia, o Castelo e o Hospício, em maquetes de tamanhos variados expostos em vitrines ou nichos; • Alguns personagens com os quais conviveu na época (o vendedor de sorvete Yayá, o garrafeiro, Ruy Barbosa, Nair de Teffé, Laurinda Santos-Lobo) registrados em philipotipos. 1920 – O Rio e sua diversidade – “Apoteose” Completando quase 4 anos de vida no Rio, Lord Philip volta aos locais visitados e diversifica seu objeto de interesse, circulando entre a elite, classes de trabalhadores e até mesmo o basfond, onde estão as meretrizes e malandros. Alterna os saraus de Laurinda Santos-Lobo em seu palacete de Santa Theresa com as rodas de samba na casa de Tia Ciata, na praça XI. Dos passeios elegantes da Avenida Central e Confeitaria Colombo ao alto do Morro da Providência e cercanias da região portuária. A cidade já separada por montanhas é igualmente dividida socialmente, e apesar do abismo social, as pessoas convivendo muito próximas é fonte de curiosidade e perturbação para o Lord. O ano de 1920 é assim, a apoteose do projeto, e faz a ponte direta entre a exposição e o Congresso de Arquitetura. Em 1920, Lord Philip passa de protagonista a interlocutor, fotografando e documentando o Rio. A partir 1920, Lord Philip passa a registrar cenas e lugares tipicamente cariocas, alguns já conhecidos e outros novos. Além da cenografia urbana, os habitantes da cidade de todas as matizes sociais são capturados pela sua lente. • O Palácio Monroe em uma foto panorâmica na linguagem do Lord Philip impressa em grande formato; • O Corso no carnaval, o Paíz,, a Academia de Bellas Artes, o Theatro Municipal, a Rua da Lapa, a Roda de Samba da Tia Ciata, o jardim do Valongo, o Theatro Lyrico, o Morro da Previdência philipogramas. • a Igreja de São Pedro dos Clérigos em maquete caixa (20x20x20cm) com áudio; • A Academia de Bellas Artes, o Morro da Previdência, a Ilha Fiscal, a Igreja de São Pedro dos Clérigos, o Jardim do Valongo e o Cais Pharoux em maquetes de tamanhos variados expostos em vitrines ou nichos; • Alguns personagens com os quais conviveu na época (João do Rio, Chiquinha Gonzaga, Lima Barreto, Tia Ciatta, Archimedes Memória e a Família Real da Bélgica) registrados em philipotipos. ** CONTINUA EM DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE **
GERAIS: · Realizar exposição de artes visuais com conteúdo inédito, por cerca de 30 dias; · Promover a obra inovadora do artista Felipe Caldas, cuja técnica de desenvolvimento de suas obras utiliza peças de Lego e massa Fimo, criando cenários únicos, ricamente detalhados; · Resgatar a autoestima carioca, promovendo uma mostra que traz ao presente o passado da cidade, valorizando-o; · Difundir novas técnicas e trabalhos artísticos inovadores; · Debater passado e presente na arquitetura e urbanismo do Rio de Janeiro do século passado e desse século. ESPECÍFICOS: O objetivo deste projeto é proporcionar ao visitante da exposição uma experiência artística, cultural e didática sobre a memória do Rio de Janeiro no início do século XX, nos anos de 1916 a 1920. Além desta viagem ao passado, esta experiência trará o observador para o século XXI _ 100 anos após cada ano retratado do século XX. Com esta dualidade de períodos centenários, visamos trazer uma reflexão sobre a cidade carioca, centro de referência político-cultural do pais. Nossa intenção é montar a exposição de julho à agosto de 2020, no Rio de Janeiro, com intuito de conciliar com o período do Congresso Mundial de Arquitetos, UIA 2020, e com diploma que receberá como Capital Mundial da Arquitetura. O Congresso é uma ação conjunta do Instituto de Arquitetos do Brasil, União Internacional de Arquitetos, Prefeitura Municipal, escolas de Arquitetura, entidades afins e de classe. A exposição vai apresentar a arte de Felipe Caldas que inaugura uma mostra detalhada de locais e recantos do Rio, através de maquetes, personagens anônimos e conhecidos do início do século XX. O presente e o passado dialogam em tempo integral na arte de Felipe. Felipe Caldas é um designer de 35 anos, formado pela UFRJ no Rio, nos anos 2000, trabalhou em muitas agências de design e propaganda. Foi freelancer por anos e experimentou a vida sem um salário contínuo. Hoje trabalha no SESC. Felipe caminha pelo Rio desde adolescente e divaga como seria aquela paisagem em 1916, 1918, 1920. Com o caderno de desenho sempre debaixo do braço, vai acumulando as possibilidades de executar suas maquete e personagens da vida pessoal, do Rio e de seus devaneios. Resolveu que iria para arte e para história muito novo. Estudar os impérios, a arquitetura e os movimentos artísticos sempre foi um prazer. Felipe nasceu e logo se mudou para praia de Ipanema, entre o Castelinho e o Arpoardor. Foi morar com sua avó e ganhou, a seu pedido, um piano aos quatro anos. Sua formação clássica em casa era natural e incentivada. Desta forma, desenhar e brincar com Lego ou coisas de encaixar ganhavam um tempo de muitas descobertas. Felipe construiu um acervo significativo de maquetes, fachadas, cúpulas, calçadas de pedras, interiores de palácios e casas, jardins, personalidades históricas e seus amigos em lego e massa Fimo. O projeto pretende alcançar um público mínimo de 3.000 pessoas entre os visitantes da exposição, os participantes das oficinas e o público que será o usurário virtual do site. O número de pessoas impactadas, no entanto, deverá ser ainda maior, dado o alcance do trabalho de redes sociais e assessoria de imprensa e divulgação, sendo assim, estimamos um público total de, pelo menos, 5.000 pessoas. Edição de 3.000 catálogos e realização de pelo menos 20 oficinas.
O conceito da mostra é baseado em memória e pertencimento à um lugar. Com três eixos conceituais, o artista nos levará para uma viagem ao passado, onde MEMÓRIA como primeiro eixo nos traz um significado sobre como éramos e como estamos, sobre a cidade imperial e republicana e, hoje, cosmopolita. PERTENCIMENTO é o segundo eixo que nos leva a questionar a cidade que acolhe e expulsa pelas diferentes oportunidades e um desenvolvimento urbano - que foi decidido entre a escolha privilegiada e o abandono de espaços da cidade, com soluções e problemas de infraestrutura, moradia e mobilidade. E para fechar, o terceiro eixo tem a ideia de TRANSTEMPORALIDADE: colar o tempo - um no outro - , como uma dobra do passado no presente e vice versa, uma vez que as maquetes e fotos são reproduções de vida cotidiana do artista que é o nosso "Lord" (seu alterego) transpostas para o século XX, com os cenários e pessoas nos anos de 1916, 1918 e 1920. Para compreender a proposta artística de Felipe Caldas é importante ressaltar como nasceu o Lord Philip. Ele é o alterego de Felipe com todas suas referências de infância, adolescência e maturidade. O personagem nasce em 2014, em uma estória criada pelo artista para materializar sua ligação atávica com a vida inglesa e carioca, por influência de sua clássica avó Maria Helena e também, pelos estudos e contato do artista com a vida palaciana da Europa do século XIX e da primeira metade do século XX. Felipe começou com Lego e massinha nada resistente até chegar na massa Fimo, cuja queima a torna bem mis resistente. Estas personagens eram aleatórias com vestimentas de época, sem estarem dentro das primeiras maquetes. Ele criou o Lord quando resolveu elaborar toda uma trajetória de seu alterego dentro do contexto da cidade. E passa a reproduzir com fidelidade um Lord na vida urbana, que sai da Inglaterra em guerra e vem para os trópicos. Lord Philip desembarca no Rio em 1916 com seu amigo e companheiro Edward. O Lord Philip vem para ficar e se integrar à vida carioca. O nosso Lord inicia sua vida aqui na cidade em um pouso no Centro histórico e dois nos depois consegue comprar e construir uma casa em Copacabana, no período que o bairro deixa de ser para fins medicinais de banho de mar, e a elite artística e política compra terrenos baratos para suas casas e palacetes. Nesta época o Rio tem grande transformação urbana em pontos mais densos de população. E o artista compara, na exposição, com a proposta fotográfica, um salto de 100 anos nestes três períodos da cidade. (1916-2016, 1918-2018 e 1920-2020.) O projeto de exposição apresentado à lei federal de incentivo tem sua importância e pertinêcia justificada porque: * Trata-se de um trabalho inédito na sua forma com o uso do brinquedo Lego para as personagens e maquetes em massa fimo (e outros materiais) com tanta riqueza de detalhes e fidelidade aos estilos arquitetônicos e costumes de época, em uma escala diminuta; * É uma proposta didática de resgate do Rio de Janeiro da primeira metade do século XX com tantas transformações políticas, sociais, econômicas e urbanas; * É uma viagem ao passado e uma revisita ao presente, tanto na cidade, como na vida de cidadãos anônimos e ilustres que construíram o nosso Rio de Janeiro; * É uma oportunidade de questionamentos sobre o espaço urbano, seus usos e também determinados produtos e costumes que iniciaram o consumo e respectiva apropriação nesta época do início do século XX e das quais, até hoje, fazemos uso; * É uma oportunidade de apresentar uma exposição atrativa para todas as faixas etárias, onde os avós e o netos podem se identificar e aprender um com o outro pelas linguagens diferenciadas usadas na mostra: maquetes, fotografias, reproduções, redes sociais (em especial, o Instagram, onde o artista já apresenta seu trabalho). Cabe ressaltar que o projeto se enquadra no artigo 18 da Lei Federal de Incentivo à Cultura e contribui diretamente para o alcance das Metas 18 e 28 do PNC _ Plano Nacional de Cultura. Ressaltamos que o projeto contribui para facilitar a todos o acesso à fontes de cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, conforme o Artigo 1º da Lei 8.313/91, bem como apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações culturais genuinamente brasileiras e seus respectivos criadores. O projeto tem por finalidade o fomento à produção cultural e artística mediante a realização de exposições, conforme artigo 3º da referida lei (8.313/91).
Este nosso Lord chega ao Rio em 1916 e, a partir daí começa a exposição pra narrar sua trajetória nos pontos urbanos e paisagísticos, de lazer, trabalho ou moradias desta cidade carioca que passo a passo o conquista por inteiro. O Lord vai contar esta estória para que o visitante se torne também um integrante destes cenários urbanos e de paisagens inigualáveis como a fusão do ambiente natural com o ambiente construído, existente no Rio de Janeiro. Aos poucos o Lord transfere está “contação” para o próprio Rio de Janeiro que se torna o protagonista da exposição. O Rio de 1916-2016 será apresentado em seus contrapontos e a nossa cidade de 1920-2020 estar também dialogando com o Congresso dos arquitetos e todo seu mérito, considerando; as rupturas, o desenvolvimento, as misturas, as segregações, a modernidade tecnológica, a sustentabilidade , o crescimento sistêmico e as oportunidades. O contexto é a trajetória de transformações tanto desta personagem - Lord Philip -, como da cidade do Rio, nos anos de 1916 - quando o nosso Lord chega ao Porto do Rio. Ele inicia assim sua nova vida no Centro e conhece pessoas e personalidades diversas que o ajudam a compreender e internalizar pouco a pouco a diversidade urbana, política, cultural e socioeconômica da cidade. O ano de 1920 entra com força na mostra das maquetes e demais apetrechos, comidas, mobiliário, fotos etc. O Lord constrói uma casa neste ano, em Copacabana, e cada vez mais se mistura com os modos, costumes, cheiros, gostos, intrigas e recantos da cidade. Nestes cenários de um Rio das primeiras décadas do século XX, faremos um paralelo de 1916-2016, 1918-2018 e 1920-2020 para trazer um olhar, um mergulho nas mudanças de uma cidade com o acervo histórico, paisagístico e arquitetônico mais rico do Brasil. O Rio de Janeiro como sede do Reino de Portugal, de dois impérios e também, a capital da República. E hoje, com suas idiossincrasias, é uma cidade partida pelas diferenças sociais, raciais e econômicas, porém ainda mantém o lugar de referência cultural, de exuberância na paisagem natural e com jeitos cariocas peculiares de ser e receber. Neste cenário, de locais com as memórias do Rio urbano e modo de vida de época, vamos levar o visitante “ do passado ao mundo do Instagram. ” O Instagram torna-se assim, um cenário para conversar com a atualidade, com os jovens, com usuários no uso de uma ferramenta contemporânea cujos conteúdos da vida, dos passeios do nosso Lord estão lá em 1916 e 1920. Lá se encontram “postados” os seus amigos e as personalidades cariocas que ele esbarrou e conheceu na cidade e o ajudaram a pertencer como novo cidadão. E, paradoxalmente, está no Instagram do Lord, as cenas significativas de seu dia a dia, retratadas como se fosse o início do século. O projeto consta de uma exposição em blocos para contar a estória do Lord e do Rio. Serão selecionados pelo artista e sua curadora as maquetes em miniatura, philipotipos (que são fotografias das personagens e dos locais do Rio antigo, como uma homenagem à Daguerre) de fotos de pessoas em seus trajes de época e também, os fotógrafos Augusto Malta e Marc Ferrez - que se tornaram tão cariocas em suas imagens dos casarios, monumentos e cenas urbanas. As maquetes têm como escala o Lego de figura humana com 5 cm. Nestas figuras que são as personagens de nossa estória, o artista Felipe usa massa Fimo de modelar como um “biscuit” para fazer roupas, acessórios, mobiliários e utensílios domésticos de época. A massa também é usada na composição das maquetes dos seguintes locais do Rio: * Porto antigo onde o Lord chegou, * As ruas do centro da Cidade, * A favela na Providência, * O Jardim Botânico, * A Praia de Copacabana, * A cúpula e sede do Jornal O Paíz - de grande influência; e * As residências do Lord, tanto em Caldwyn, Inglaterra, como em Copacabana. Como complemento a estes cenários de nossa cidade, Felipe traz os trabalhadores ambulantes urbanos de época, o carnaval no corso dos carros sem capota e transeuntes em passeio e em direção o trabalho como uma cidade viva, cheia de conflitos e expectativas. Serão usados também os philiposcópios - uma geringonça para ver imagens que possuem uma manivela, onde o visitante poderá rodar para ver o Rio, como se fosse um GIF de fotos cadenciadas de cenas cariocas. A exposição será dividida em momentos e períodos: * Primeiro momento ano de 1916 - Lord chega no Rio para morar com seu companheiro Edward e amigo que o ajudava na casa da Inglaterra. Vem somente com malas pequenas de roupas e um baú com algumas pinturas queridas e seu material de trabalho. Neste momento, nosso Lord ainda se sente um estrangeiro nos trópicos. O calor e excentricidade da cidade o assustam e fascinam. Nesta etapa exposição a linguagem é poética, em primeira pessoa, contada pelo Lord. Ele mora em hotel / pensão no Centro da cidade e não conhece ainda ninguém e a cidade é assustadora para um estrangeiro londrino... Aqui tem paralelo entre 1916-2016. * Segundo momento o Lord em 1918 a 1920 já ambientado com a cidade. Adquire uma casa em Copacabana. E vai morar com seu companheiro Edward e sua mãe - que também chega da Inglaterra. Nesta casa, ele inicia a integração do jeito inglês e seu novo modo de vida carioca. Conhece as comidas brasileiras, promove encontros com os novos amigos e se integra com figuras como João do Rio, cronista e amante da boêmia, com o escritor Lima Barreto, com Tia Ciata que morava na Providência e o convida para primeira roda de samba e candomblé. Aqui tem paralelo entre 1918- 2018, 1920-2020. * Terceiro momento é dedicado ao ano de 1916, 1918 e 1920 no Instagram. A linguagem em “emoticons” e # “hashtags” vai contar esta parte da exposição. - x - x - x CONT. FICHA TÉCNICA: A Companhia da Cultura é proponente do projeto, sendo responsável por sua criação, execução e gestão. Sendo assim, fará a coordenação administrativa e geral do projeto. Definiu os profissionais especializados para cada área, a serem contratados, e fará a coordenação de todos. Junto com a assessoria jurídica, formalizará as contratações, fará todos os pagamentos sob orientação de contador especializado, fará a gestão financeira e também será responsável por orientar os trabalhos dos demais profissionais, que terão sua liberdade criativa, mas executarão o projeto em consenso com o que foi planejado e proposto à lei de incentivo pela Companhia. Também será responsável pela captação de recursos e é quem cria os indicadores de resultados para posterior elaboração de relatórios e avaliações, que ela mesma prepara. A Companhia da Cultura gere e acompanha todos os processos da mostra, garantindo sua realização como planejado e dentro da lei, sendo, portanto, responsável pela coordenação administrativa e captação de recursos. A curadoria (escolha das obras e orientação da linha expográfica) será da experiente Katia Canton, bem como ela fará a criação metodológica das oficinas junto com Vania Velloso. A expografia será criada pela experiente Flávia Sakai. A execução e montagem (bem como coordenação de transporte e embalagem das obras, montagem e desmontagem da mostra) será realizada pela Automatica / Luiza Mello. Para acompanhar esses processos de perto, os demais profissionais contratados e também para orientar os monitores nas oficinas, teremos Vania Velloso. Toda a coordenação de comunicação e divulgação do projeto será coordenada pela Flavia Ribeiro.
Como o projeto prevê o desenvolvimento e manutenção de website e em acordo com o Art. 11, XVII, da INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 01, DE 24 DE JUNHO DE 2013 será necessário apresentar as seguintes informações, para cada uma das páginas previstas no projeto: 2.1 - Descrição das páginas que comporão o sítio eletrônico. · Página Inicial - Compreende uma apresentação do site e de todo seu conteúdo. · Acervo digital – fotos das obras e da exposição · Biografia – histórico do artista e currículo · Equipe – ficha técnica da exposição · Notícias – Principais notícias relacionadas à exposição, como datas de oficinas, etc · Vídeos – Registros audiovisuais das criações (making off) · Hiperlinks – marcas dos patrocinadores e link para o Instagram do projeto · Contato. 2.2 - Descrição das fontes de alimentação de conteúdo; Basicamente, o sitio eletrônico do projeto terá como principal fonte de conteúdo a assessoria de imprensa do projeto e equipe de comunicação contratada. Após o encerramento do projeto o artista poderá continuar alimentando o site, para que seja um legado mais perene da realização incentivada. 2.3 - Definição de conteúdo, incluindo pesquisa e sua organização e roteiros. O acervo digital será definido pelos responsáveis técnicos do projeto (equipe de comunicação e realizadores), juntamente com o artista. 2.4 - Descrição de atualização das informações que comporão o sítio eletrônico. · Fotos da exposição, das oficinas e de novas obras · Considerações e depoimentos de visitantes e participantes da mostra · Reuniões periódicas de atualização entre a equipe técnica e coordenação geral visando análise prévia das informações 2.5 - Adequação das páginas as medidas de acessibilidade e democratização de acesso ao público · Para usuários com deficiência visual: uso adequado das semânticas HTML, com descrição textual alternativa ao conteúdo das imagens e com links nomeados descritivamente para possibilitar o uso de softwares leitores de textos e/ou com hardware de transformação do texto em Braille; uso de texto e imagens grandes e/ou passíveis de ampliação; links sublinhados e coloridos (daltônicos). · Para usuários com dificuldade de utilizar o mouse: links e áreas clicáveis grandes; páginas codificadas para os usuários poderem navegar utilizando somente o teclado ou uma única tecla de acesso · Para usuários com deficiência auditiva: vídeos legendados.
EXPOSIÇÃO ACESSIBILIDADE FÍSICA: Os organizadores da exposição se comprometem a escolher o local de realização que considere as diferentes necessidades especiais do público visitante, permitindo o acesso de cadeirantes, portadores de deficiências visuais e auditivas; com rampas ou elevadores e sinalização adequada.* Por meio das ações em mídias sociais, o público que tiver restrição de mobilidade total, poderá acessar o projeto. DEFICIENTES AUDITIVOS: a exposição é plenamente acessível a deficientes auditivos. DEFICIENTES VISUAIS: serão realizadas visitas guiadas específicas para deficientes visuais, programadas, permitindo que possam tocar obras e compreender o conteúdo da mostra. * Já existe carta de interesse e compromisso do MAM-RJ em receber a mostra em julho de 2020. Trata-se de local com acessibilidade para cadeirantes e portadores de necessidades especiais. OFICINAS ACESSIBILIDADE FÍSICA: as oficinas serão todas acessíveis a deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida ou limitada. DEFICIENTES AUDITIVOS: as oficinas terão opção de data com tradução em libras para atendimento especial a este público. DEFICIENTES VISUAIS: a equipe de monitores estará capacitada para atender essa demanda de público, que poderá participar das oficinas normalmente. CATÁLOGO ACESSIBILIDADE FÍSICA: não pertinente DEFICIENTES AUDITIVOS: não pertinente DEFICIENTES VISUAIS: O catálogo da exposição terá um formato diferenciado, como um jornal de época, não apenas pela adequação temática ao projeto, mas para que possa atender pessoas com deficiências visuais, sendo editado com letras grandes e imagens em grandes formatos, sendo acessível a pessoas com visão reduzida e demais tipos de problemas visuais.
EXPOSIçÃO Além da gratuidade da mostra, o projeto também alcançará público de outras regiões e Estados pela via digital, por meio do site exclusivo do projeto a ser divulgado e amplamente difundido. Em acordo com a Instrução Normativa N° 2 de 2019, serão atendidas algumas das opções de democratização sugeridas pelo artigo 21 da IN 2/19: - disponibilizados na internet os registros audiovisuais dos eventos presenciais; - permitidas a captação de imagens das atividades e autorizada sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; OFICINAS - realizar paralelamente à mostra, gratuitamente, palestras e oficinas; - realizar ação cultural (oficinas) específicas para o público infantil e infanto-juvenil. As ações formativas culturais terão um público mínimo de pelo menos 20 pessoas cada, conforme disposto na IN 2 / 19, bem como serão destinadas prioritariamente a estudantes e professores de escolas públicas, objetivando que pelo menos 50% deste público seja oriundo destas.
Felipe Caldas, artista. Graduado em Design de produto em 2006, pela UFRJ. Trabalhou em diversos escritórios de design e empresas, como Sesc RJ, Geometry Global, Oblíquo e Tátil Desing, onde participou de projetos premiados em Cannes e da marca dos Jogos Rio 2016.Atualmente cursando a EAV do Parque Lage no curso de Arte Contemporânea, com Brígida Baltar, Ana Miguel e Clarissa Vaz. Apresenta seu diário cotidiano do Lord Philip usando suas personagens e maquetes no Instagram desde 2014, sobre o qual fez palestra em junho de 2018 no escritório Questto No, em São Paulo. Artigo sobre seu trabalho artístico publicado na revista Piauí em 11/2010 - edição 50, na Folha de São Paulo em 2012 e no Segundo Caderno do jornal O Globo em 7/11/2014. Katia Canton, curadora. Tem sua formação em arquitetura e urbanismo pela Mackensie de SP e Jornalismo e comunicação pela USP em 1985. Mestrado e Doutorado pela Universidade de N.Iorque de 1987 até 1993 na área de arte. Na Universidade de Nancy se formou em literatura arte e civilização francesas. Curadoria em mais de 23 exposições expressivas -no pais e no exterior, e se destacam: Visualidade Nascente (curadora sucessivamente desde a edição III, em 1993), Arte-Dor, Anti-Mitos Urbanos, Arte Conta Históri as, Dublês de Corpos--O Múltiplo C ontemporâneo, Heranças Contemporâneas I, II, III, Sedução,Maria Martins e o Modernismo Brasileiro. Vários livros infantis e adultos e de crítica de arte, tais como: Era uma Vez Perrault, La Fontaine, Andersen, Irmãos Grimm, Esopo e La Fontaine Arte Aventura, Escultura Aventura, Pintura Aventura, prêmio Jabuti, Melhor Livro Infantil, segundo lugar) Arquitetura Aventura .Nos Estados Unidos, assinou os verbetes sobre cultura brasileira da International Encyclopedia of Dance Oxford University Press), Criou textos para a Time Capsule -A Concise Encyclopedia by Women Artists. É artista profes sora, curadora e vice-diretora do Museu de Arte de São Paulo. Cr&iacu te;tica de arte no Brasil e no exterior: França Perú e outros. Recebeu muitos prêmios por seus livros críticas e curadorias entre eles o Jabuti em 2004; Moda, uma História para Crianças, parceria com Luciana Schiller. Daniele Torres, coordenação executiva e captação de recursos. É museóloga, pós graduada em história da arte, gestão cultural e comunicação empresarial. Especialista em leis de incentivo e captação de recursos, atua no mercado cultural há mais de 20 anos. Coordena e produz projetos na área de museologia e artes visuais para instituições como Maracanã, Museu do Instituto Brasileiro de Minerais e Metalurgia, Museu do Samba, Espaço Arvorar (Agudos, SP), Museu da Pessoa, entre outros. Cia da Cultura, proponência e coordenação adm/financeira geral. Fará toda a gestão dos processos decisórios do projeto e receberá um salário mensal de coordenação administrativa. Empresa com 25 anos de atuação no mercado cultural na certificação de projetos em leis de incentivos fiscais, produção de ações e eventos culturais diversos, elaboração de projetos e gestão de instituições culturais e sociais, planejamento estratégico de instituições socioculturais e agenciamento de projetos culturais, bem como consultorias a empresas de diferentes portes. Trabalhos mais recentes na área: a) criação e montagem de exposições com instituições diversas da área como Museu do Maracanã, Museu da Pessoa, etc b) criação, certificação e coordenação geral da exposição História da Madeira na Sociedade, no espaço Arvorar, em Agudos (SP). c) montagem e circulação de exposição fotográfica Paisagens Ameaçadas com a equipe da Tuva Editora. Vania Velloso, coordenação de produção. Tem graduação em arquitetura e urbanismo pela UGF em 1979. Pós-graduação em Gestão Ambiental e Social pela FGV – 2009. Educação e sustentabilidade curso ERM em 2002 e 2005. Curso sobre AA1000 e GRI pelo ETHOS, GRI Brasil, USP e Casa do saber. Especialização plena Filosofia e arte pela PUC RJ 2002- 2003. Pós-graduação em Cidade e Território pela UFRJ lab de Comunicação – 2000. Mestrado em Antropologia Social pelo Museu Nacional UFRJ -1986. Cursos de arte na Escola de artes visuais do Parque Lage de modelo vivo, pintura, modelagem e criação. Elaboração e Coordenação de projetos sociais culturais e ambientais pela Vale SA. por 25 anos. Coordenação de projetos sociais, culturais e ambientais pela sua empresa Pêra Projetos LTDA desde 2009. Artista plástica com produção de tintas naturais (minérios, sementes e solos) e papéis por 30 anos. Flavia Sakai, design e e expografia. Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, é proprietária da empresa Mondoyumi desde 2006. Planejamento e produção de projetos de design, cenografia, expografia, projetos culturais. Clientes atendidos: Duratex; Lord Lu Entretenimento; Hideko Honma Cerâmica/Japan House; Museu da Pessoa/Kinross; FGVCes; Pacto Global/Pnud; Instituto de Cidadania Empresarial (ICE); Fundação Gol de Letra ; Fundação Tide Setubal; Fundação Social Itaú; Editora Abril/Planeta Sustentável, Educar para Crescer, National Geographic, Exame, Veja SP, Viagem e Turismo; Amcham; entre outros. Editora Abril Revista Quatro Rodas: 2005 à 2006 como Editora de Arte. Sportswear International Magazine (Milão): 2003 Diagramadora. Criação. Revista Trip:Editora Abril/ Revista Capricho: como Editora de Arte e Diagramadora. Flavia Ribeiro, planejamento de comunicação, divulgação e assessoria de imprensa. Graduada em Comunicação e Jornalismo pela PUC RJ e em Direito pela Universidade Estácio de Sá Fez pós-graduação em Direito Público - BEM, Responsabilidade Social Terceiro Setor - UFRJ, Marketing - ESPM e Jornalismo - Faculdade da Cidade. Tem atuação na área de comunicação, cultural, artística e social em ONG Recorde - Assessora de Imprensa - 2017, Museu do Amanhã, Assessoria e produção dos relatórios institucionais (2017 e 2018), Report Comunicação no GRI para Sebrae Minas Gerais e para Universidade Estácio de Sá (2017), Imagem Corporativa gerente do escritório Rio (2014 a 2017) responsável pela assessoria de imprensa, Planos de comunicação, Relatórios GRI, gestão de clientes, campanhas de consumo consciente, e elaboração e gestão do livro do Museu do Amanhã, Transpetro Consultoria de Comunicação desenvolvimento de conteúdos de comunicação interna assessoria de imprensa e reportagens especiais. Professora do Centro Universitário Uni Carioca em pós graduação de mídias socias de 2013 até 2018. WSPA Sociedade de Proteção Animal Gerente de comunicação, responsável por toda áres de comunicação da ONG. Luiza Mello, produtora. Formada em História pela USP e História da Arte pela Sorbonne (Paris I), possui pós-graduação em História da Arte e Arquitetura do Brasil pela PUC-Rio. Desde 2000, atua como produtora executiva de exposições de arte contemporânea. Em 2006 funda a produtora Automatica e desde então atua como coordenadora de projetos e diretora geral da empresa. Em 2018 foi curadora das exposições Dreaming Awake no Marres, House for Contemporary Culture, em Maastricht, Holanda; Mufa Caos, do artista Barrão, no Jacarandá, Rio de Janeiro e Perpectives on Contemporary Brazilian Art, na Art Berlin, Alemanha. Automatica, produtora. Atua na produção de projetos culturais, especialmente vinculados ao universo das artes visuais. Sua missão é aproximar o público da arte contemporânea. Dentre os trabalhos recentes: Adriana Varejão – por uma retórica canibal, Lado B: o disco de vinil na arte contemporânea brasileira, Residência Artística Setor Público Instituto República 2018-2019 de Tatiana Grinberg e CADU, em 2019. Festival Mulheres do Mundo (MAR, Museu do Amanhã e Armazém 1B), Mostra BUG (OI Futuro Flamengo), Residência Belo Jardim - Carlos Mélo (Espaço Oco e Sesc Ler Belo Jardim /PE), Entre Construção e Apropriação - Antonio Dias, Geraldo de Barros e Rubens Gerchman nos anos 60 (Sesc Pinheiros) e DIGI – Festival de Cultura Digital (CCBB Rio de Janeiro), em 2018. CONTINUA EM OUTRAS INFORMAÇÕES!
PROJETO ARQUIVADO.