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PRONAC 200137Apresentou prestação de contasMecenato

Nas fronteiras da natureza: ensaios históricos

ANDREA JAKOBSSON ESTUDIO EDITORIAL LTDA
Solicitado
R$ 466,0 mil
Aprovado
R$ 449,0 mil
Captado
R$ 449,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (2)
CNPJ/CPFNomeDataValor
14308514000113BBM PARTICIPAÇÕES S/A1900-01-01R$ 350,0 mil
01501952000151Évora S.A1900-01-01R$ 99,0 mil

Eficiência de captação

100.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Livros ou obras de referência - valor Humanístico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2020-04-01
Término

Resumo

Propomos produzir um livro fartamente ilustrado abordando a história das inflexões na forma como os "savants" buscaram entender, classificar e ordenar o mundo, unindo concepções de natureza, crenças, escolhas estéticas e trocas culturais nos séculos XVIII e XIX.

Sinopse

A obra bilingue (inglês e português), com tiragem de 2.000 exemplares, no formato 21 x 25 cm, 240 páginas e cerca de 100 imagens busca desvendar nossos sistemas atuais de classificalção da natureza, frutos de uma longa história na qual se imbricam concepções cienteificas, visões de mundo, crenças, escolhas estéticas e trocas culturais através de documentos bibliográficos e uma vasta pesquisa da autora e historiadora Lorelai Kury. Assuntos abordados: 1 – Mulheres-plantas, homens-bichos, escritores-artefatos: as metamorfoses da sátira nas ilustrações de Grandville O artista francês Grandville foi um dos que desafiaram os limites entre humanos e não-humanos, como forma de chamar a atenção para traços marcantes do comportamento social, que se cristaliza em qualidades e defeitos atribuídos a animais e plantas. Seu traço irônico tira as pessoas de sua posição confortável no ápice da cadeia dos seres. 2 – Gerações espontâneasOs debates sobre a reprodução da vida até o século XIX foram centrais para a sociedade. Era comum acreditar que seres vivos pudessem surgir a partir de matéria inanimada. Diversos cronistas e viajantes que vieram ao Brasil descreveram estranhos engendramentos de formas complexas, em um mundo cuja natureza era considerada prolífica. Experimentos de Francesco Redi, Lazzaro Spallanzani ou Louis Pasteur são conhecidos por se contraporem a essas crenças, mas as teorias quanto à biogênese levaram alguns séculos para se afirmarem como verdadeiras. 3 – Classificações naturais, parentescos ocultosOs botânicos e zoólogos perseguiram, ao longo dos séculos XVIII e XIX, o método mais adequado para classificarem os seres da natureza. Imagens como a “grande cadeia do ser”, que ia dos micróbios até o ser humano (em alguns casos, até os seres celestes), ou de províncias vegetais e animais povoaram a imaginação científica. A dificuldade em situar algumas espécies na ordem classificatória, como foi o caso das imensas flores da Raflesia e da Welwitschia, colocava em xeque as habilidades dos naturalistas e a existência dos próprios sistemas. 4 – As formas dos mineraisO mundo mineral, que compõe formas estranhas e é tão variado em certas circunstâncias parece vivo e em outras lembra obras artesanais feitos pelos homens. Muitos viajantes – como Hercule Florence ou o Príncipe de Wied Neuwied - se impressionaram com rochas, grutas e montanhas, como se duvidassem que tivessem sido obra da natureza. Os estudos de erosão e formação da crosta terrestre foram marcados pelo interesse estético no universo das pedras. 5 – MimetismosA incrível semelhança entre alguns seres vivos com o meio ambiente ou com outros animais desafiou profundamente a reflexão sobre a própria lógica que rege a natureza. O mimetismo foi uma espécie de nó nas teorias da história natural. Estudos feitos no Brasil por Bates e Fritz Muller forneceram elementos para apoiar a teoria da seleção natural de Darwin. 6 –Ares e contágiosOs ares invisíveis sempre foram considerados como agentes. Ou traziam em si mesmos influências e eflúvios ou portando animalículos imperceptíveis a olho nu. O capítulo pretende analisar a complexidade das teorias sobre o ar, na passagem do mundo moderno ao contemporâneo, com ênfase na compreensão dos climas quentes.

Objetivos

Objetivo Geral Produzir uma obra de referência para profissionais e estudantes de história, história da ciência, plásticas e artes visuais,reunindo ensaios históricos e ilustrações provenientes de acervos brasileiros, europeus e americanos, de maneira a explorar como os naturalistas e sábios dos séculos XVIII a XIX buscaram entender o mundo que os cercava. Visamos a promover o conhecimento e a valorização da história universal para profissionais e estudantes de história, história da ciência, artes plásticas e artes visuais Objetivo Específico Realizar um livro fartamente ilustrado abordando a história das inflexões na forma como os "savants" buscaram entender, classificar e ordenar o mundo nos séculos XVIII e XIX, unindo concepções de natureza, crenças, escolhas estéticas e trocas culturais. A obra bilingue, com 2.000 exemplares, no formato 21 x 25 cm, 240 páginas e cerca de 100 imagens destina‐se a profissionais e estudantes de história, história da ciência, artes plásticas e artes visuais. Para a organização da obra contamos com a historiadora Lorelai Kury (Ph.D.) e autora de numerosos livros sobre a história do Brasil e história da ciência.

Justificativa

O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91: VIII _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória O projeto tem por objetivo, dentre os elencados no Artigo 3º da Lei 8313/91: II _ fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; e IV ‐estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos. O projeto "Nas fronteiras da natureza: ensaios históricos" reúne trabalhos de historiadores que se dedicam à pesquisa de temas universais relativos à evolução do conhecimento humano. Lidam com arquivos internacionais, obras raras e ilustrações muitas vezes inéditas de maneira a formar um conjunto coeso abordando, neste caso, encruzilhadas enfrentadas por naturalistas, filósofos, artistas, cientistas no seu percurso de entendimento de determinadas questões. São temas que hoje nos pareceriam óbvios, mas que no entanto impuseram intenso questionamento a esses pensadores. Por exemplo, os corais seriam animais ou plantas? Alguns ilustradores acreditavam que os animais nasciam de plantas, uma crença que gerou um sem-número de imagens de mulheres-plantas, homens-bichos, escritores-artefatos, tema que será explorado no capítulo 2. Também deve-se considerar que no século XVIII, o mundo estava se desvelando para as sociedades ilustradas, que muitas vezes não tinham contato direto com determinados materiais, estando sujeitas a acreditar em mitos como os unicórnios, os tritões e as sereias. Em suma, a forma como hoje percebemos o mundo ao nosso redor é fruto de uma longa história na qual se mesclam concepções científicas, crenças, escolhas estéticas e trocas culturais. Por vezes, as fronteiras a serem estabelecidas desafiaram os naturalistas, em sua busca pelos sistemas de classificação natural e pelos parentescos escondidos por trás de formas enganadoras. Outras vezes, o ato de atenuar as demarcações estabelecidas serviu como instrumento de reflexão sobre os próprios limites entre sociedade e natureza, entre orgânico e inorgânico, entre fixidez e maleabilidade. Trata-se de uma proposta editorialmente complexa, utilizando recursos de arquivos estrangeiros e obras raras que a tornam pouco comercial e inviável sem o uso de incentivos fiscais. No entanto, destacamos que o conhecimento que ela ampliará ao grando público o acesso a textos e imagens inéditos, conhecidos por poucos pesquisadores. Sumário: 1 _ Mulheres-plantas, homens-bichos, escritores-artefatos: as metamorfoses da sátira nas ilustrações de Grandville O artista francês Grandville foi um dos que desafiaram os limites entre humanos e não-humanos, como forma de chamar a atenção para traços marcantes do comportamento social, que se cristaliza em qualidades e defeitos atribuídos a animais e plantas. Seu traço irônico tira as pessoas de sua posição confortável no ápice da cadeia dos seres. 2 _ Gerações espontâneasOs debates sobre a reprodução da vida até o século XIX foram centrais para a sociedade. Era comum acreditar que seres vivos pudessem surgir a partir de matéria inanimada. Diversos cronistas e viajantes que vieram ao Brasil descreveram estranhos engendramentos de formas complexas, em um mundo cuja natureza era considerada prolífica. Experimentos de Francesco Redi, Lazzaro Spallanzani ou Louis Pasteur são conhecidos por se contraporem a essas crenças, mas as teorias quanto à biogênese levaram alguns séculos para se afirmarem como verdadeiras. 3 _ Classificações naturais, parentescos ocultosOs botânicos e zoólogos perseguiram, ao longo dos séculos XVIII e XIX, o método mais adequado para classificarem os seres da natureza. Imagens como a "grande cadeia do ser", que ia dos micróbios até o ser humano (em alguns casos, até os seres celestes), ou de províncias vegetais e animais povoaram a imaginação científica. A dificuldade em situar algumas espécies na ordem classificatória, como foi o caso das imensas flores da Raflesia e da Welwitschia, colocava em xeque as habilidades dos naturalistas e a existência dos próprios sistemas.4 _ As formas dos mineraisO mundo mineral, que compõe formas estranhas e é tão variado em certas circunstâncias parece vivo e em outras lembra obras artesanais feitos pelos homens. Muitos viajantes _ como Hercule Florence ou o Príncipe de Wied Neuwied - se impressionaram com rochas, grutas e montanhas, como se duvidassem que tivessem sido obra da natureza. Os estudos de erosão e formação da crosta terrestre foram marcados pelo interesse estético no universo das pedras. 5 _ MimetismosA incrível semelhança entre alguns seres vivos com o meio ambiente ou com outros animais desafiou profundamente a reflexão sobre a própria lógica que rege a natureza. O mimetismo foi uma espécie de nó nas teorias da história natural. Estudos feitos no Brasil por Bates e Fritz Muller forneceram elementos para apoiar a teoria da seleção natural de Darwin. 6 _Ares e contágiosOs ares invisíveis sempre foram considerados como agentes. Ou traziam em si mesmos influências e eflúvios ou portando animalículos imperceptíveis a olho nu. O capítulo pretende analisar a complexidade das teorias sobre o ar, na passagem do mundo moderno ao contemporâneo, com ênfase na compreensão dos climas quentes.

Especificação técnica

livro bilingue (português e inglês) Tiragem: 2000 exemplares Imagens: cerca de 100 formato: 21 x 25 cm miolo: 240 páginas impressas a 4 x 4 cores, em papel couche matte 170gr. capa: capa dura revestida em couche 150gr, com verniz total guardas em colorplus 180 gr Banner: formato 60 x 90 cm, acabamento: lona e tubete Audiolivro: Formato MP3

Acessibilidade

O livro será distribuído para todas as livrarias do Grande Rio e Niterói, das cidades serranas como Petrópolis, Teresópolis e Friburgo e do litoral fluminense como Búzios e Paraty. Além da distribuição em nível nacional efetuada pela Queen Books (distribuidora contratada), livrarias como Argumento, Travessa e Saraiva realizam vendas pela internet com entrega em domicílio em todo o Brasil. Idosos acima de 60 anos terão desconto de 20% (sobre o preço de capa) na compra do livro feita diretamente na editora. Será produzido um audiolivro da publicação que será doado para a "União dos cegos no Brasil" empresa sem fins lucrativos situada no Rio de Janeiro. Através dessa doação será possível a disponibilização do conteúdo do livro para grande parte dos cegos no Brasil.

Democratização do acesso

Atendendo ao art. 21. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22; Faremos a doação de 20% da tiragem total (plano de distribuição) do produto cultural para escolas públicas, blibliotecas ou ONGs que se interessem pela tema abordado, que poderá ser utilizado para a realização de programas paradidáticos voltados aos jovens de ensino médio. Adicionalmente, será realizada uma palestra com a organizadora e autora da obra, Lorelai Kury, abordando a importância da cultura e sua preservação. Esta palestra será direcionada preferencialmente a uma instituição de ensino público no Estado do Rio de Janeiro, tendo como público estudantes e professores do ensino médio.

Ficha técnica

Andrea Jakobsson Estúdio Editorial (coordenação editorial e gráfica) Andrea Jakobsson Estudio dedica‐se desde o ano de 2001 ao registro da cultura brasileira por meio de livros de arte. Seu diferencial reside na contratacao de autores renomados, com notório saber em suas áreas especificas, seleção de imagens nos acervos das instituicões nacionais mais significativas e insumos e fornecedores de primeira linha, garantindo uma edição bem cuidada e duradoura. Lorelai Kury (autora e organizadora) Lorelai Kury é licenciada em História pela PUC-RJ (1986) e mestre em História pela UFF (1990). Tem D.E.A. em Histoire pela École de Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), Paris (1991), e doutorado em Histoire et Civilisations também pela EHESS (1995). É bolsista de produtividade do CNPq, nível 1. É pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz e professora do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (COC/Fiocruz), ministrando disciplinas em História das ciências, historiografia, teoria e metodologia. É também professora da área de Teoria e Metodologia do Departamento de História da UERJ. Dedica-se a pesquisas em história das ciências nos séculos XVIII e XIX, abordando em particular temas relacionados à história natural, natureza e medicina. Vem trabalhando sobre as práticas de leitura e de publicação de livros, manuais e periódicos científicos, desde o advento da imprensa no Brasil até meados do século XIX. Escreve atualmente um livro sobre o naturalista e viajante francês Auguste de Saint-Hilaire.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2024-03-31
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro