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Publicar a biografia do cidadão português moçambicano Ângelo Viegas, que viveu 14 anos na região norte do Paraná, revolucionou o conceito cidadania e liderou um forte movimento de valorização da cidadania junto aos luso brasileiros e pioneiros que foram os baluartes da colonização da região, através de um livro biográfico escrito pela filha Ângela Viegas dirigido a toda a colônia e seus descendentes para perpetuar as ações do homenageado.
Na biografia de Ângelo Mariano Antônio Eufêmio Fremiot Pedro Furtado Viegas, ou simplesmente Ângelo Viegas, nascido no dia 2 de outubro de 1933 na cidade de Quelimane (Moçambique), a filha Ângela Maria, faz um passeio nostálgico e romântico na vida do pai. Do estudante aplicado desde o menino, imaginativo, descontraído, disciplinado, educado à juventude quando após a conclusão da instrução primária, um grupo de pessoas amigas achou um desperdício ele não continuar o ensino secundário que só existia na capital Lourenço Marques. Então, convenceram a mãe, sensibilizando-a. Passa pelo jovem estudante do ensino médio, pelas suas primeiras atividades profissionais e sociais, pela decisão de continuar português, após a independência de Moçambique. O exílio da família e a vinda para o Brasil e, finalmente a intensa atividade em prol da comunidade luso-brasileira no estado do Paraná. Em Quelimane na juventude, dedicou-se também a ações comunitárias. Foi diretor da Associação Africana, do Benfica, das Associações de Futebol e Basquetebol, ambas da Zambézia, e sócio fundador do Instituto Goano da Zambézia, ao mesmo tempo que organizava programas de teatro e exercia as funções de locutor do Emissor Regional da Zambézia do Rádio Clube de Moçambique, onde passou a diretor-gerente com caráter efetivo. Simultaneamente é nomeado Vogal do Conselho Legislativo de Moçambique. Se dedicava por inteiro à sua família, constituída pela sua mulher, Maria Ana, com quem se casou em 21 de novembro de 1960, e os seus três filhos - Fernanda Anabela, Ângela Maria e Eduardo Antônio, aos quais transmitiu valores morais, religiosos e intelectuais. “O pai tinha muito orgulho na família, à qual estava muito ligado, preocupando-se fundamentalmente com o nosso bem-estar e conforto”, conforme testemunha a filha Ângela Maria. Nunca se esqueceu dos valores que herdara da mãe - leitura e disciplina – e o cultivo da grande fé a Nossa Senhora do Rosário de Fátima. No relato, veremos que Ângelo Viegas adorava conviver. A sua fé atravessou oceanos, países e continentes, levando-o a vincar as suas amizades, a esses mesmos amigos, que hoje o lembram com imensa saudade. Com o 25 de abril de 1974, a vida em Moçambique transformou-se radicalmente, novas regras iriam chocar seu modo de vida. Havia que optar se, seria cidadão moçambicano ou português. Ângelo optou por ficar português. “Nasci português e sempre vivi como português”, dizia. Mas o pior ainda estava por vir. É publicado no país um decreto que determinava que, quem optasse pela nacionalidade portuguesa e tivesse ascendentes moçambicanos, tinha que abandonar o país num curto prazo. Cabiam nestes parâmetros a sua mulher e filhos, que acabaram por embarcar no dia 19 de abril de 1977 para o Brasil, via Lisboa. A partir daqui a vida de Ângelo Viegas se transformou completamente. Depois de um ano de completa solidão em Lourenço Marques (transformada em Maputo), cumpriu o decreto governamental. Depois de uma odisseia que atravessou a África, a Índia e a Europa, veio se encontrar com a família no Brasil. A princípio chegou ao Rio de Janeiro, mas a agitação da cidade o fez mudar de ideia e atender convite de um amigo conhecido em Paris em 1966 que o convidara a vir para Maringá, uma pujante cidade do norte do estado do Paraná. Estabelecido por aqui, trabalhou em algumas iniciativas privadas, mas foi no rádio que reencontrou seu caminho, há muito deixado para trás em Quelimane. Produzia e apresentava um programa português, onde trazia informações úteis para a comunidade lusitana da região, bastante volumosa e importante. Inicialmente seu programa era apresentando às cinco horas da manhã. Em pouco tempo passou para a noite e tempos depois era um programa semanal aos domingos pela manhã, onde encontrou o seu público, carente das notícias, saudosas canções, curiosidades e tudo mais que se relacionasse com a distante e querida Portugal. Em pouco tempo seu programa estava em quase todas as cidades importantes do estado do Paraná. “Uma casa portuguesa… um triangulo radiofônico em que apareço eu, ele e você. Eu sou o Ângelo Viegas, ele, na sonoplastia, é o Emílio Modenez e você é a audiência que nos prestigia e faz existir este programa…” era o que se ouvia com forte sotaque lusitano na abertura do programa que passou a ser prestigiado por milhares de imigrantes e descendentes por todos os pontos do estado. Antes dessa dedicação ao trabalho radiofônico, Ângelo Viegas já começara a se dedicar particularmente à comunidade luso brasileira, inicialmente na região norte / noroeste do estado e aos poucos por todo o estado do Paraná e depois em muitas regiões pelo Brasil afora onde era chamado a prestar seus préstimos a uma comunidade sedenta de informações e muitas vezes de ajuda concreta. Com esse trabalho, Ângelo foi pioneiro e principal articulador para a criação do Conselho Estadual das Comunidades Portuguesas do Estado do Paraná, onde foi coordenador e secretário geral até falecer. O Conselho estava ligado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e foram muitas as conquistas para a comunidade lusitana até 1992. Foi delegado–conselheiro do C.E.C.P.P. do Conselho Mundial da Comunidade Portuguesa e Coordenador-Geral, editor geral e membro do Conselho Editorial do Jornal do Elos Clube e coordenador da Assessoria Internacional de Divulgação da Associação ELOS (biênio 1989/91). Anualmente Ângelo era convidado do governo português para as comemorações do Dia de Portugal em 10 de junho e, com ele, muitas vezes levou caravanas de imigrantes que voltavam à sua terra com garbo. Foi responsável pela aproximação e efetivação da irmandade entre as cidades de Maringá e Leiria como cidades irmãs, que continua em vigor até os dias de hoje, mesmo que um tanto esquecido. Foram inúmeros os artistas portugueses que desfilaram pelos palcos dos clubes portugueses do Paraná e outros estados, mas foi a festa da “Personalidade Lusíada” a mais marcante desta comunidade. Anualmente as personalidades que, contribuíam na vida da comunidade, eram homenageadas com um diploma e uma medalha de bronze, especialmente cunhada para o evento. A ex-secretária de estado, Maria Manuela de Aguiar, deixa esse depoimento, para falar de Ângelo Viegas: “Ângelo Viegas é um dos nomes mais ilustres da nossa Diáspora, no século XX. Ao dedicar uma publicação à sua memória, ao seu percurso de vida, estaremos, em simultâneo, a fazer a história da construção e afirmação da presença lusa no sul do Brasil, no progressivo Estado do Paraná, na jovem e moderna cidade de Maringá... .... Na verdade, não procurou nunca o reconhecimento individual, mas o coletivo, fazendo sua a missão tão tradicionalmente portuguesa de convivialidade, de partilha de experiências e de afetos com outros povos, de vontade de integração, norteada pelos valores da cultura de origem. Foi essa sua vontade de pertença a duas nações, a realidades culturais que quis e conseguiu tornar mais próximas, mais interativas, através de uma ação notável e constante, que o tornou, ou torna, um exemplo para as gerações futuras, um exemplo intemporal. A Ângelo Viegas não faltava ideias e sonhos fantásticos, e não faltava, sobretudo a capacidade de os levar a bom termo, com entusiasmo e alegria, com esforçado trabalho e brilho inexcedível... .... Pelo empenho e competência, naturalmente, mas também pela a facilidade com que fazia aliados, com que abria todas as portas, graças à simpatia, à sua invariável disponibilidade para colaborar, para ajudar quem quer que precisasse do seu apoio. Por isso, aqui deixo o testemunho da minha imensa admiração pelo cidadão, pelo incansável defensor dos direitos dos compatriotas, pelo excecional Embaixador da Cultura Portuguesa, e, igualmente, do sentimento de perda, de saudade por um Amigo verdadeiro, leal e generoso”. MARIA MANUELA AGUIAR / Ex-Secretária de Estado da Emigração e Comunidades Portuguesas
Objetivo Geral: O livro da biografia de Ângelo Viegas pretende registrar para a história, a tragetória de um homem que dedicou sua vida à comunidade portuguesa por onde passou e, entre 1978 e 1992 especificamente no Paraná que escolheu para morar com sua familia depois da independência da colônia de Moçambique, onde nasceu, e de ter feito a opção por permanecer cidadão português, mesmo pagando um preço muito alto pela sua decisão. O registro dará à colônia luso-brasileira, portugueses aqui radicados e seus descendentes luso-brasileiros, um forte testemunho da dedicação em organizar e ensinar a seus patrícios e descendentes que a união entre eles pode ser o ponto de partida para grandes projetos e realizações, concretizados com as Associações, Clubes e Entidades luso-brasileiras pelas quais teve fundamental atuação. Objetivos Específicos: Disponibilizar aos portugueses contemporâneos ao homenageado, às gerações posteriores e às testemunhas dos acontecimentos, um registro feito por alguém da proximidade e intimidade de Ângelo Viegas que, além da história profissional registra também sua trajetória pessoal. Demonstrar o crescimento da comunidade luso-brasileira, não só no Paraná, mas em muitas regiões do Brasil, graças ao trabalho de Ângelo Viegas. Incentivar a continuidade desde trabalho que está se esmorecendo e sentindo falta de incentivo para que as tradições aos herdeiros e descendentes desses que foram de suma importância na colonização da região norte do Paraná, num momento importante na relação entre os dois países irmãos.
A sociedade em todos os tempos da história é, além de construtora da sua própria história, também a responsavel por fornecer ferramentas para que seu patrimônio cultural histórico passe para as futuras gerações, sob a pena desta construção ser esquecida.É preciso conservar e manter em lugar de destaque fotos, relatos, documentos e acima de tudo, organiza-los para que se perpetuem.Nesse sentido é importante ter referenciais consistentes para redescobrir valores e renovar vínculos, e refletir sobre a história, não apenas conservando, mas também comunicando por meio de muitas formas, como pretendemos nesse projeto, com a publicação de livro de valor humanístico.Assim, traremos, sob o olhar e aprovação da história uma importante obra, elaborada por alguém que esteve ao lado dos fatos enquanto eles aconteciam, levando a sociedade paranaense a recordar ou conhecer, valorizar e guardar para seu patrimônio importantes momentos da construção de uma cultura luso-brasileira que precisa e deve ser valorizada pela sua importância na construção da sociedade do estado, principalmente nas regiões norte e noroeste onde os pioneiros lusitanos construiram o comércio e as relações comerciais entre o Paraná e as novas fronteiras que se construiam no Mato Grosso, Rondônia e toda a região centro-oeste. É preciso e importante que se faça esforços que permitam resgatar e recontar parte desta história e entender como essa sociedade se comporta com estas influências nos dias de hoje, passados quase trinta anos dos fatos registrados. Assim, o conteúdo dessa biografia nos esclarece esta importância da cultura portuguesa na organização da sociedade de toda a região norte e noroeste do Paraná e a influência desta nos traços da nossa cultura local. Na crise econonômica que nosso país atravessa, os valores previstos para a realização deste projeto, apesar de pouco volumosos, estão muito aquém da capacidade finaceira da autora e do proponente. Desta forma o Programa Nacional de Incentivo à Cultura, torna-se uma alternativa que podemos lançar mão para viabilizar a publicação desta obra de referência humanística. A solicitação de apoio a este projeto junto ao Ministério da Cidadania, via Lei de Incentivo, é uma das poucas formas de vermos surgir parceiros na iniciativa privada, pois sua existência é fundamental importância para a democratização a preservação da memória do nosso país e manter forte a propagação da nossa cultura. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91:Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura - PRONAC, com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3º da Lei 8313/91):II - fomento à produção cultural e artística, mediante:b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;
Na planilha de custos, não se indicou valores de recolhimento de impostos e taxas federais, pois todos os serviços serão pagos mediante apresentação de Nota Fiscal ou RPA - Recibo de Pagamento de Autônomo com as deduções devidas, onde do valor total, inclue a dedução dos recolhimentos dos impostos federais e municipais.
Capa: 210x303mm, 4x0 cores, Tinta Escala em papel Triplex 300g. Miolo: 128 pgs, 148x210mm, 1xcor, Preto Escala em papel Polen Soft LD 80g. Prova Digital P/B. Lombada:7mm, Laminado Bopp Fosco, 1 Lado(s)(Capa), Dobrado(Miolo), Alceado e Colado PUR, Acondicionado.
O livro será distribuido às bibliotecas públicas e às escolas de segundo grau das cidade de Maringá, Apucarana, Londrina, Campo Mourão Cianorte. Paranavaí e Umuarama. Haverão exemplares disponíveis aos interessados junto ao Conselho das Comunidades Portuguesas do Estado do Paraná, inclusive nas suas sub sedes, e nos clubes e associações luso brasileiras de todo o estado do Paraná, inclusive Consulados em Curitiba e Londrina. Será disponibilizado um exemplar em braile e, arquivo em MP3 de um livro áudio, para acesso aos interessados na biblioteca do Conselho Estadual da Comunidade Portuguesa do Estado do Paraná, exemplar esse em braile que será cedido aos clubes e associações luso brasileiras e outros interessados, conforme a disponibilidade e agendamento na solicitação ao Conselho Estadual da Comunidade Portuguesa. O Áudio livro estará disponivel a todos os interessados e será repassado, também por meios eletrônicos.
Disponibilizar a obra nos principais locais de acesso dos integrantes e descendentes luso brasileiros: Conselho, Clubes, Associações e Serviços Consulares.
José Carlos dos Santos Proponente/Administrador, Coordenador do Projeto, Administrador, Projeto gráfico e Arte Final Produtor Cultural desde 1982; Editor do Informativo da Comunidade Paroquial São Francisco de Assis; Pesquisa e Autor do Texto do Livro "Comunidade São Francisco de Assis - 40 anos de Fé, Conquistas e Vida Comum". Ângela Maria Viegas Alvares Produção do Texto Graduada e Pós graduada em Economia Poetisa, premiada em terceiro lugar no Concurso Internacional de Poesia, com participantes de todos os paises de lingua portuguesa no mundo, realizado no segundo semestre de 2019 pela Federação Internacional Elos da Comunidade Lusíada. Prêmio entregue na XXXII Convenção Internacional Elos Clube que acontecida em Lisboa, Portugal. Professora Maria Inês Botelho Pereira Revisão de Texto Escritora. Poetisa. Professora universitária aposentada. Integrante da Federação Elos Internacional da Comunidade Lusíada. Movimento Nacional Elos Literário, Movimento Internacional Lusófono. Observatório da Lingua Portuguesa em Lisboa. Academia de Letras Internacional União Cultural do Rio de Janeiro. Movimento Cultural Elos Literários, Salvador (BA), Centro de Letras do Paraná. Academia de Letras em Apucarana (PR), Fortaleza (CE), Mandaguari (PR), Taubaté (SP) e Elos Clube em várias cidades brasileiras entre as quais, Mandaguari Maringá, Londrina todas no Paraná. Gráfica e Editora Massoni - Maringá, PR. Impressão www.graficamassoni.com.br Nothburga Camarão Assessoria de Imprensa Experiência em Assesoria de Imprensa: TV Maringá (Rede Bandeirantes de Televisão); UEM - Universidade Estadual de Maringá; Prefeitura Municipal de Maringá. Felipe Rafael dos Santos Fotógrafo @felipesantosphoto (Instagram) @senhorvideo (Instagram) Valdomiro Aparecido de Oliveira - CRC-PR 4591/O-3 Contador Luciana Giraldelli Benossi - OAB/PR 79.291 Advogada
PROJETO ARQUIVADO.