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A exposição À DERIVA tem por objetivo a produção de uma exposição de desenhos inéditos realizados pelo artista Paulo von Poser com base em visitas a cidade homenageada e fotos de acervos históricos onde um paralelo entre passado e presente resultam em obras de diversas técnicas e dimensões. A mostra, totalmente gratuita, pretende trazer ao público uma nova visão da capital gaúcha através do olhar do artista que tem relação afetiva com a cidade por ter memórias de sua infância passada na cidade.
Não se aplica
A intenção deste projeto de exposição é fazer um registro que apresente, de maneira ampla, por intermédio das fotografias e desenhos exibidos, locais de Porto Alegre icônicos na memória da população e também dos turistas e ao mesmo tempo mostrar a evolução urbana da cidade de maneira simples, bela e leve. A exposição, com entrada gratuita, é uma homenagem a cidade de Porto Alegre proporcionando um trabalho de afetividade e carinho do público com os locais retratados. Mais do que mero mapeamento dos espaços urbanos, a exposição pretende propor uma reflexão sobre a expansão dos limites do que entendemos como cidade, e seu impacto na vida contemporânea. Objetivos específico: · Realizar a exposição À DERIVA, possibilitando o encontro entre um público diverso com a produção de trabalhos que retratem passado e presente da capital gaúcha. · Permitir o acesso à cultura a todas as pessoas irrestritamente. · Garantir a visibilidade e o reconhecimento de pontos históricos, turísticos e icônicos da cidade através das fotografias históricas e os novos trabalhos. · Contribuir para aumentar o acesso à arte contemporânea · Permitir que o público em geral tenha acesso a uma exposição que apresente a arte contemporânea no Brasil · Realizar intercâmbio entre a produção artística paulista e gaúcha
Nessa exposição, o artista nos conduz a lugares fundamentais para a compreensão da evolução urbana de Porto Alegre e suas memórias afetivas. No encontro de seus desenhos com as fotografias de acervo histórico, somos confrontados com presente e passado, situação que nunca deixa de nos espantar dadas as transformações que tornam a cidade irreconhecível de geração para geração. Para tanto, o artista lança mão de um conceito caro a sua pesquisa: a deriva. Procedimento psico-geográfico proposto pelo Movimento Situacionista nos anos 60, a deriva tinha como objetivo estudar os efeitos do ambiente urbano sobre o estado psíquico e emocional das pessoas. No registro de seus percursos, Paulo deixa-se conduzir pela própria urbanidade, estratégia proposta pelos situacionistas a fim de superar a arte enquanto atividade especializada, experiência que só se realizaria em toda a sua potência a partir da vivência integral do meio urbano. Cidade com tantas marcas típicas e culturais próprias a sua hsitória, é certo que nunca haverá uma Porto Alegre definitiva, dada sua transformação ainda constante. Neste ambiente em que as referências espaciais estão em constante transformação, a percepção da cidade passa certamente pelo campo da experiência, expressa com maestria por seu desenho vivo e atento. Paulo von Poser nos convida assim a viver a cidade a partir da experiência mais radical e libertadora: aquela que está ao alcance de nossos pés. Com a exposição, propomos ampliar o debate e o acesso do público à arte contemporânea e ao conhecimento das discussões sobre a urbanização das grandes cidades brasileiras. A exposição será gratuita, e examina um elemento para revelar uma cultura: o desenho de observação como ferramenta de registro histórico aliado a fotografia. Este projeto objetiva revelar o lado do fazer artístico e das condições necessárias para a existência de uma obra de arte como registro histórico das paisagens urbanas, pela ótica do artista professor que aplica por mais de 30 anos a técnica de desenho de observação da cidade com seus alunos e como marca de sua produção artística. Se, por um lado, a fotografia é o mais usal meio de registro atualmente, o desenho foi e ainda é a base da mais primitiva e antiga forma de expressão e registro que se tem notícia. Entre os tópicos pesquisados, a mostra pretende debater: • A mudança da paisagem urbana porto alegrense; • A diversidade de técnicas e suportes de desenho; • Despertar as memórias afetivas do público criando conexões com os trabalhos e os locais retratados Todas as fotografias e desenhos que serão exibidas exploram essas questões com foco em examinar a transição do traçado urbano inicial da cidade até os dias atuais. A cultura, além de ser direito fundamental do ser humano, atua também como vetor de desenvolvimento da comunidade, de inclusão social e de desenvolvimento econômico, sendo o mecanismo público, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, parte fundamental deste processo de apoio e fomento da produção artística brasileira. A proposta atende aos seguintes incisos do Art. 1º da lei rouanet: III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Quanto às finalidades do art. 3º, atende-se as que se encontram abaixo: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; O projeto atende desde já o previsto no inciso III do art. 1º da Lei Rouanet, o qual apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, bem como o previsto no inciso VII do mesmo artigo, pois, desenvolve a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações. Vale ressaltar que o estímulo à produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória (inciso VIII do artigo em comento) serão contemplados através da realização da exposição que trará as obras visuais, ensejando novas experiências para o público cujo irá de encontro ao inédito, atendendo a finalidade da alínea "c" e "e" do inciso II do art. 3º da lei supracitada.
Especificações do Catálogo: 210 (altura) X 270 mm (Comprimento) (fechado) e 420 X 270 mm (aberto); Miolo couché fosco 170 g/m2, 4 x 4 cores + verniz fosco de máquina (ou à base d'água); Capa brochura Acabamento em cadernos costurados, lombada quadrada, corte reto.
A exposição acontecerá em um espaço totalmente adaptados, seguindo os requisitos para acessibilidade, conforme Art. 27 II decreto nº 5.761, de 27 de abril de 2006. Medidas de acessibilidade: Prédio adaptado ao acesso de cadeirantes como elevadores, rampa e banheiro adaptado. Também está previsto que os encontros que ocorram com o artista nas chamadas "Derivas" tenham tradução em Braille.
O Projeto À DERIVA garantirá à população acesso gratuito à exposição, sem qualquer cobrança de ingressos. Em atendimento ao Art. 30 da IN nº 1 de 2013, esclarecemos que o projeto será totalmente gratuito, com doação superior a 20% para os beneficiários. Em atendimento ao Art. 21 da IN 2/2019, este projeto irá adotar as seguintes medidas de ampliação de acesso: · disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais da exposição e de outros eventos de caráter presencial; · permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos e autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; e · realizar, gratuitamente, uma atividade paralela ao projeto, na forma de uma palestra sobre os assuntos sob o escopo do projeto; · Distribuição gratuita de catálogo resultante do processo da exposição. Contrapartidas Sociais Professores e estudantes da área e público geral: Aula-oficina sobre a expansão urbana e técnicas de desenho Objetivos Gerais O objetivo geral desta contrapartida social é oferecer uma oficina com foco na observação da paisagem urbana como temo central da atividade que resultará em trabalhos em forma de desenhos com material disponibilizado pela produção da exposição. Objetivos da proposta A oficina visa apresentar um apanhado histórico/crítico da relação entre criação artística e o espaço de urbano, tendo como foco principal uma análise da vivência e produção do artista na cidade, e como isso se modifica ao longo do processo de criação das obras para a exposição. Pretende-se discutir, a partir de uma abordagem interdisciplinar, como a concepção da cidade se altera conforme as diferentes memórias de vivência. Justificativa Nos últimos anos, nota-se um crescente interesse sobre a relação cidade e cidadão. Alguns estudos, principalmente internacionais, confirmam a relevância da temática para compreensão da produção e recepção da obra de arte. Com a emergência da fotografia como recurso cotidiano banal, através de celulares e redes sociais, a noção tradicional de registro fotográfico e gráfico através do desenho tornou-se quase obsoleta. Surgiram novos locais para expressã. No entanto, a relação entre o artista e a paisagem nunca deixou de existir, e esta oficina irá explorar as múltiplas maneiras que o artistas têm encontrado e ensinado para realizar suas obras de arte. Carga horária 3 horas Público-alvo Público em geral, livre Metodologia de ensino Aula-oficina de duração média de 3 horas, realizada pelo artista Paulo von Poser Material didático a ser usado Materiais de desenho básico. Conteúdo a ser administrado Técnicas de observação e desenho Profissionais envolvidos Paulo von Poser
Paulo von Poser – concepção e artista Artista plástico, arquiteto, desenhista, ceramista, ilustrador e professor. Inicia-se em artes plásticas desenhando retratos e paisagens em 1976. Forma-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, FAU-USP, em 1982. Além do desenho, dedica-se também a cerâmica, ilustração e leciona desde 1986 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Santos, FAUS, e desde 2007 na Escola da Cidade de São Paulo. Ficou conhecido por seus desenhos de rosas em 1989, com a ilustração do calendário do Museu de Arte Contemporânea, MAC USP, e posteriormente pelos desenhos retratando museus, praças e espaços públicos da Cidade de São Paulo. Em 2007, desenhou sobre 5 painéis com 3.500 mil azulejos instalados entre os tradicionais bancas de flores da Av. Doutor Arnaldo, em São Paulo. Produziu em 2008 seu maior desenho, com 225 metros², no teto do Teatro Guarani, na cidade de Santos, Em 2010 lançou o livro “A Cidade e a Rosa” pela editora Luste. Em 2012 comemorou 30 anos de exposições com a retrospectiva “Trajetória” no Museu Brasileiro de Esculturas - MUBE, e a exposição “Floração”, no Museu de Arte Sacra - MAS. Paulo participou de mostras nacionais e internacionais, seus trabalhos integram inúmeras coleções privadas e acervos de museus, como a Pinacoteca de São Paulo, Museu de Arte de São Paulo – MASP, Museu da Casa Brasileira - MCB e Museu de Arte contemporânea - MAC. Atualmente vive em São Paulo, produzindo, lecionando e envolvido em causas sociais e urbanas como o Parque do Minhocão e o projeto Rios e Ruas. AYO CULTURAL – Proponente e Produção executiva Desde de 2018, os produtores culturais Gabriel Curti e Julia Brandão uniram-se em uma só figura jurídica para agregar e disseminar suas experiências em prol de projetos culturais das mais diversas naturezas e formados. Desde de 2012 em parceria e colaborações autônomas com diversas produtoras, produziram mais de 40 exposições de artes visuais dentro e fora do Brasil.
Arquivado conforme solicitação do proponente.