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O projeto "Encruzilhadas do Atlântico: três exposições internacionais na Bahia" prevê a realização de 3 (três) exposições internacionais de artes visuais em Salvador-Bahia, em local em fase de definição pelo proponente no período entre 01/06/2020 e 30/05/2021 com duração de 3 (três) meses cada incluindo-se ações voltadas para mediação cultural e formação de plateia. As três exposições internacionais: "Grada Kilomba: Desobediências Poéticas", de Grada Kilomba; "Pierre Verger no Suriname", sob a curadoria de Willem de Roiji e "A marvellous entanglement", de Isaac Julien, tem em comum o diálogo entre o sul e o norte globais a partir de personalidades e/ou temas e diálogo com Salvador e a Bahia. Ademais, compreendem curadores e/ou artistas de excelência e com nome no mercado internacional. O acesso será gratuito para a população.
não se aplica
Objetivo Geral: Realizar três exposições internacionais de artes visuais em Salvador/Bahia, em local em fase de definição pelo proponente, no período entre 01/06/2020 e 30/05/2021 com duração de 3 (três) meses cada incluindo-se ações voltadas para mediação cultural e formação de plateia. As três exposições internacionais são: "Grada Kilomba: Desobediências Poéticas", de Grada Kilomba, "Pierre Verger no Suriname", sob a curadoria de Willem de Roiji e "A marvellous entanglement", de Isaac Julien. Objetivo específico: - Produzir, em Salvador-Bahia, de setembro a novembro de 2020, a exposição "Grada Kilomba: Desobediências Poéticas", da artista transdisciplinar portuguêsa radicada na Alemanha, Grada Kuilomba. - Produzir, em Salvador-Bahia, no período de junho a setembro de 2020, a exposição fotográfica "Pierre Verger no Suriname" sob a curadoria do pesquisador e curador holandes Willem de Roiji e que foi desenvolvida a partir de residência artística do curador em Salvador em 2018. - Realizar, em Salvador-Bahia, no período de janeiro a março de 2021, a instalação audiovisual "A marvellous entanglement", concebida pelo artista britânico Isaac Julien aborda a vida e obra de Lina Bo Bardi a partir de um ambiente imersivo composto por nove telas de projeção. Contando com a participação das atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, que interpretaram a arquiteta em diferentes fases de sua vida, o trabalho de Julien abrange também uma série de fotografias de obras de Lina. A obra em multitelas foi inaugurada em Londres em 2019 e filmada em Salvador e São Paulo em 2018 tendo no elenco artistas e grupos locais como a Plataforma Araka, o Balé Folclórico da Bahia, fotos de Pierre Verger, além de figurinos de Goya Lopes e Carol Barreto. - Realizar, durante o período de cada uma das exposições, ações de mediação cultural com ONGs, Coletivos, Projetos Sociais e Pontos de Cultura da periferia de Salvador/BA como ação de contrapartida social. - Realizar, durante o período de cada uma das exposições, um seminário sobre o tema e objeto do referido trabalho com presença dos curadores como contrapartida social.
Salvador da Bahia é um polo artistico e cultural extremamente fértil no cenário brasileiro. Desta-se enormemente na cena musical e de dança, além de ações de cultura popular, museologia histórica e folclore. Contudo, no que diz respeito as artes visuais, são poucas as grandes exposições que saem do eixo Rio-São Paulo e aportam na Bahia. Através do programa de residência artística Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia, inúmeros artistas e curadores da Europa, África e América do Norte, tem tido a oportunidade de experienciar a cidade ao longo de 9 semanas. Neste período, eles e elas conhecem artistas locais e são confrontados com temas e Universos bastante inspiradores. As três exposições aqui propostas surgem do diálogo de Salvador com 3 artistas e/ou curadores internacionais através do Programa Vila Sul de Residência Artística. A artista Grada Quilomba foi residente no final de 2017 (https://www.goethe.de/ins/br/pt/sta/sal/ueb/vil/gra.html), o curador Willem de Roiji (https://www.goethe.de/ins/br/pt/sta/sal/ueb/vil/wil.html) em meados de 2018 e Isaac Julian (https://www.goethe.de/ins/br/pt/sta/sal/ueb/vil/isa.html) no início de 2018. Reconhecidos no mercado internacional das artes, são artistas de grande prestígio e com propostas expositivas já validadas e que poderão contribuir com a inserção de Salvador-Bahia, no circuito internacional das grandes exposições de artes visuais no Brasil gerando emprego, movimentando a industria de locações de produtos, a presetação de serviços e servindo de imput para artistas locais em início de carreira. O projeto prevê, ainda, ações de mediação de plateia que pretendem levar para os espaços expositivos jovens e adultos periféricos e proporcionar momentos de reflexão crítica e compartilhamento intelectual através da realização de 3 seminários, um ao longo de cada exposição com presença dos curadores. No que diz respeito ao aspecto conceitual, o tema do Sul Global é bastante presente nos circulos artísticos contemporâneos ao redor do mundo. Este intercâmbio entre atores do norte e do sul, de Europa, Africa e América Latina é bastente potente na contemporâneidade e espaços para que ele aconteça são relevantes e podem abrir inúmeras portas reflectivas e de ação. Considerando-se a característica não comercial do projeto, ele demanda a utilização do mecanismo de incentivo a projetos culturais e contempla o Art. 1 da Lei 8313/91 nos seguintes incisos: "I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;" "III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;" "VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;" - inciso contemplado na exposição "A marvellous entanglement" que trata da obra de Lina Bo Bardi no Brasil. "VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;""VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;" Em relação ao Art. 3 da Lei 8313/91, o projeto contempla os seguintes incisos: "II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;d) cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposições públicas no País e no exterior;e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;"
A seguir apresento uma breve descrição conceitual de cada uma das exposições e links. Nos anexos há outros materiais. A Marvelous Entanglement - Isaac Julien Tendo filmado no Museu de Arte de São Paulo (MASP), no SESC Pompéia e no Teatro Oficina, Julien propõe uma reflexão aberta sobre a arquitetura de Lina Bo Bardi e sua abordagem à cultura brasileira. Esses três edifícios, amplamente considerados marcos do modernismo brasileiro, são representativos das idéias inovadoras de Lina Bo Bardi. Viajando mais ao norte, a obra também encontra os edifícios de Bo Bardi em Salvador: o Museu de Arte Moderna da Bahia, o Restaurante Coaty e o Teatro Gregório de Mattos. Com as aclamadas atrizes brasileiras Fernanda Montenegro e sua filha Fernanda Torres (como visto acima), A Maravilhosa Entrelaçamento retrata Bo Bardi em diferentes estágios de sua vida, enquanto Montenegro e Torres recitam textos adaptados dos escritos da arquiteta. Figura central da arquitetura modernista latino-americana, Lina Bo Bardi dedicou sua vida profissional à promoção do potencial social e cultural da arte, arquitetura e design. Explorando esses temas, A Marvellous Entanglement estabelece a escadaria icônica de Bo Bardi, que ela projetou para o Museu de Arte Moderna da Bahia, como palco sobre o qual Julien orquestra uma obra original da coreógrafa Zebrinha e interpretada pelo Balé Folclórico da Bahia. The Coaty, uma ruína moderna empoleirada na Ladeira de Misericórdia de Salvador, acomoda, por sua vez, uma série de performances do coletivo de arte brasileira Araka. Em estreita colaboração com Julien, o coletivo realiza performances in situ refletindo sobre o significado da obra-prima de Bo Bardi, raramente acessada por ele, para um público jovem contemporâneo. Julien criou uma instalação de filmes em várias telas - parte homenagem, parte viagem poética - que orbita a vida e a obra de Bo Bardi. Nela estão presentes artistas e conhecidos pessoais de Bo Bardi, como ator, diretor, dramaturgo e co-fundador do Teatro Oficina de São Paulo, José Celso Martinez Corrêa (conhecido como Zé Celso). Bo Bardi formou-se na Facoltà di Architettura, em Roma, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, e pouco depois tornou-se editora da revista Domus - a arquiteta costumava dizer que começou sua carreira numa época em que nada seria construído, apenas destruído. Depois da guerra, Bo Bardi casou-se com Pietro Maria Bardi e o casal mudou-se para o Brasil. Lá ela encontraria elementos que mudariam permanentemente sua vida profissional e sua visão de mundo. Viajando para o sertão nordestino, uma região marcada pela seca e pela pobreza, Bo Bardi foi compelida a trazer o espírito criativo das culturas populares brasileiras para sua prática sofisticada e prolífica. Através da construção, mobiliário, jóias e design de palco, bem como de uma poderosa abordagem teórica, Bo Bardi foi capaz de levar a alta cultura às massas e a consciência cultural às elites. Inspirado em histórias oficiais e anedóticas sobre a vida e obra de Bo Bardi, o filme é rodado em sete edifícios projetados pela arquiteta; quatro em Salvador, na região nordeste da Bahia, e três em São Paulo. Cada um se torna um locus para uma performance, intervenção, promulgação ou reinvenção de cenas que moldaram a história e as lendas em torno de sua arquitetura. Cheio de ecos visuais e aliterações, o filme foca nos principais elementos estruturais dos projetos de Bo Bardi: escadas, janelas e paredes que se abrem para as paisagens urbanas, a natureza ou o mar; detalhes da construção; espaços públicos projetados para a interação social. Ele também revela a condição perigosa de muitas das obras-primas de Bo Bardi, especialmente as de Salvador, e a necessidade premente de sua conservação. Em um país onde uma democracia frágil tenta sobreviver depois de uma ditadura que durou 21 anos, Julien olha para Bo Bardi como um personagem cuja voz ainda pode lançar luz sobre questões que são tão pertinentes hoje quanto eram durante sua vida. Seguindo a linha conceitual que levou a investigações artísticas em torno de retratos como Dez Mil Ondas, 2010, ou as mais recentes Lições da Hora, 2019, Lina Bo Bardi - Um Maravilhoso Enredo olha para a reparação histórica através da poesia visual, movida pela amplitude e poesia do trabalho de Bo Bardi, e uma profunda crença de que seu legado ainda não foi plenamente reconhecido. https://www.isaacjulien.com/projects/39/ https://www.isaacjulien.com/projects/stones-against-diamonds/ Longer cut (2.55) - https://vimeo.com/349411972 Shorter version (2.25) - https://vimeo.com/349412417 Password: IsaacJulien Desobediências Poéticas - Grada Kilomba A artista interdisciplinar Grada Kilomba nasceu em Lisboa, em 1968, com raízes em São Tomé e Príncipe, Angola e Portugal. Atualmente vivendo e trabalhando em Berlim, sua obra tem sido apresentada nas principais exposições e instituições pelo mundo, incluindo a 32ª Bienal de São Paulo; Documenta 14, em Kassel; 10ª Bienal de Berlim; The Power Plant, em Toronto; Kadist Art Foundation, em Paris; Museu Bozar, em Bruxelas; MAAT, em Lisboa; Wits Theatre, em Joanesburgo, entre outros. Também é autora do livro Plantation Memories (2008) e co-editora de Mythen, Subjekte, Masken (2005), uma antologia interdisciplinar de estudos críticos da branquitude. Doutora em Filosofia pela Freie Universität Berlin, 2008, desde 2004 tem lecionado em várias universidades internacionais, como a Humboldt Universität Berlin, onde foi Professora Associada no Departamento de Gênero. Desde 2015, vem colaborando com o Maxim Gorki Theatre, em Berlim.Conhecida por sua escrita subversiva e pelo uso não convencional de práticas artísticas, Kilomba cria intencionalmente um espaço híbrido entre as linguagens acadêmica e artística, dando corpo, voz e imagem a seus próprios textos por meio de leitura cênica, performance, instalação e vídeo. Fortemente influenciada pelo trabalho de Frantz Fanon (1925-1961), psiquiatra e filósofo francês da Martinica, começou a escrever e publicar sobre memória, trauma, psicanálise, feminismo negro e colonialismo, estendendo sua pesquisa à performance, encenação, coreografia e visualização das narrativas pós-coloniais. “Quem fala? Quem pode falar? Falar sobre o quê? E o que acontece quando falamos?” são questões permanentes em seus trabalhos, nos quais a artista cria imagens singulares para desmontar os conceitos de conhecimento, poder e violência.A exposição Desobediências Poéticas responde a esta prática singular de Kilomba, que poeticamente desobedece às várias disciplinas, perturbando as narrativas comuns das galerias do museu com uma “nova e urgente linguagem descolonizada“, segundo ela. A mostra inclui as obras Illusions, nas quais ela se utiliza da tradição oral africana para desempenhar o papel de contadora de histórias, ou griot, para recontar e encenar mitos greco-romanos, virando gradualmente as metáforas e narrativas sobre si mesmas de forma a explorar as estruturas cíclicas dos sistemas de opressão pós-colonial. Criando cenas de estética minimalista, onde corpos negros se movimentam, Kilomba leva os visitantes a repensar como até a sala de um museu (ou white cube), que integra um sistema que se apresenta como universal, pode encobrir uma lógica colonial e patriarcal. Verger no Suriname - Willem de Rooji Pierre Verger nasceu em Paris em 1902. Desde o início dos anos trinta que viajou extensivamente (Ásia, África, Américas, Oceania) como fotógrafo de imprensa para publicações como Life, Daily Mirror e Paris Match. Seu interesse gradualmente se concentrou em retratar as culturas da cultura africana. diáspora nas Américas e nas Caraíbas. Em 1946 estabeleceu-se em Salvador da Bahia, onde ele viveria para o resto da sua vida. Ele foi iniciado na religião local do Candomblé, e... tornou-se um etnógrafo autodidacta, publicando amplamente sobre religião e cultura no reino afro-atlântico. Tornou-se professor convidado na universidade de Ifẹ (Nigéria) e recebeu um diploma de doutorado na Sorbonne. Verger morreu em 1996, deixando para trás uma série de papéis e mais de 63.000 fotografias.Em 1948, Verger passou algum tempo no Suriname, onde fez 257 fotografias. Um grupo de imagens foram feitas dentro e ao redor da capital Paramaribo, retratando a diversidade da cidade. durante um desfile nacional e no animado mercado central. Um segundo grupo de imagens foram feitas em Wanhatti, na região do interior que faz fronteira com a Guiana Francesa. Aqui local populações de quilombolas foram retratadas realizando atividades diárias e durante reuniões noturnas.As fotos de Pierre Verger do Suriname e seus habitantes foram mostradas em Paramaribo apenas uma vez, e nunca na Holanda, lar da maior população surinamesa fora do Suriname. As imagens dão uma impressão distinta de como diferentes grupos de pessoas viviam naquele país naquela época. O meu objectivo é torná-las acessíveis a um público mais vasto através de uma publicação e de uma instalação. A instalação é colocada numa sala semi-escura. As imagens são projetadas retroativamente em uma grande tela de pé livre. Esta tela é 'leitosa' em um lado (o lado em que as imagens são projectado). O outro lado do ecrã, em frente ao qual os espectadores estão sentados, é feito de uma maneira de espelhar o material. As imagens são projetadas em sucessão. Como num slide tradicional mostrar, há um pequeno 'flash' preto entre as imagens. Durante estes intervalos sem imagem, quando o projector projecta a escuridão, os espectadores vêem um espelho, e assim eles próprios. Nesses momentos, eles olham para si mesmos olhando para Pierre Verger olhando para Surinames.
não se aplica.
No que diz respeito a acessibilidade, o projeto oferecerá: - tradução para a linguagem de libras dos seminários; - sinalizadores e placas informativas com tradução para braile; - distribuição de sistema de rádios com audiodescrição das obras; - os espaços expositivos serão dotados de todas as condições necessárias para acessibilidade (banheiros, rampas, guias táteis e etc).
Em relação a democratização de acesso serão adotadas as seguintes medidas: Produto: Exposição de Artes II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; Produto: Contrapartidas Sociais II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22;
Proponente/ Dirigente: Leonel HenckesFunção: Coordenador Geral Coordenador de programação cultural no Goethe-Institut Salvador-Bahia e orientador de artistas internacionais no programa de residências artísticas Vila Sul da mesma Instituição. Sou doutor (2015) e mestre (2011) em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA com estágio doutoral na Freie Universität Berlin (2013). Tenho bacharelado em Artes Cênicas – Interpretação Teatral pela UFSM (2008) e fui Professor Substituto do Curso de Bacharelado em Artes Cênicas Interpretação e Direção da UFBA (2009 – 2011). Atuei como preparador de elenco, assistente de direção e preparador corporal em diversos espetáculos na Bahia; Em 2012 fui contemplado no Edital de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura e realizei estágio como Assistente de Direção Artística de ópera no Theater Freiburg/Freiburg im Breisgau Alemanha;Atuei como diretor de produção e elaboração e gestão de projetos na realização de: “Seminário Encenações de Brecht na Bahia” (2011) – Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas/UFBA; “Nova Dramaturgia da Melanina Acentuada” em suas 5 edições em São Paulo (2012/2013), Bahia (2014, 2016 e 2018), Rio de Janeiro (2015). Em 2013 produzi a participação do espetáculo Namíbia, Não! com direção de Lázaro Ramos no Ano do Brasil em Portugal. Em colaboração com Christina Kyriazidi (Grécia) e Marinaio Teatro, idealizei e produzi a performance The Stranger and Other Ordinary Tales no ano de 2013 em Berlim – Alemanha. Em 2015 montei em Salvador, com recursos do Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz em coprodução com Marinaio Teatro Berlin, o espetáculo "Floresta Debaixo do Mar" onde fui produtor e ator. Idealizei e realizei em 2016 o projeto "Circulação Floresta Debaixo do Mar: conexão Grécia-Brasil na Bahia" que venceu o Edital Agitação Cultural 2015 da SECULT/BA. Em 2016/2017, participei de residência artística com o grupo Marinaio Teatro em Berlim, Alemanha onde montei o solo-performance "16 Stories Towards Me". www.leonelhenckes.com.br Maré Produções Culturais - Direção de Produção http://www.mareproducoesculturais.com.br/#portfolio Isaac Julien - Artista Cineasta e artista de instalações, Isaac Julien CBE nasceu em 1960 em Londres, local em que até hoje vive e trabalha. Suas instalações fílmicas multiteladas e fotografias incorporam diferentes disciplinas artísticas para criar uma poética e linguagem visual única. Seu drama-documentário de 1989, intitulado “Looking for Langston”, explora o autor Langston Hughes e a Renascença do Harlem e conquistou um fã-clube, enquanto seu longa de 1991, “Young Soul Rebels”, ganhou o prêmio Semaine de la Critique no Festival de Cinema de Cannes. Tendo trabalhado recentemente na conservação e restauro de imagens de “Looking for Langston” do seu enorme arquivo, ele exibiu os trabalhos fotográficos na Victoria Miro Gallery, Londres (2017), Jessica Silverman Gallery, São Francisco (2016) e Ron Mandos Gallery, Amsterdam (2016) e o próprio filme, em seu formato original de 16mm, projetado no Tate Britain. As exibições solo e apresentações de Julien incluem Zeitz Museum of Contemporary Art Africa (Zeit, MOCAA), Cape Town (2017); Platform-L Contemporary Art Centre, Seul (2017); The Royal Ontario Museum, Toronto (2017); Fundação Louis Vuitton, Paris (2016); MAC Niterói, Rio de Janeiro (2016); Museo Universitario Arte Contemporáneo (MUAC), Cidade do México (2016); De Pont Museum, Holanda (2015); Museu de Arte Moderna, Nova Iorque (2013); Art Institute of Chicago, Chicago (2013); The Bass Museum, Miami (2010); Museu Brandhorst, Munique (2009); Museu de Arte Moderna, Dublin (2005); Centre Pompidou, Paris (2005); e Moderna Museet, Estocolmo (2005). Seu último trabalho, “Stones Against Diamonds” (Port.: Pedras contra Diamantes), foi exibido em 2015 como parte da Rolls-Royce Art Programme na Bienal de Veneza, na Art Basel e Art Basel Miami Beach. Julien participou da inauguração do Pavilhão da Diáspora da 57ª edição da Bienal de Veneza em 2017 com “Western Union: Small Boats”. Anteriormente, apresentou “Kapital” e dirigiu “Das Kapital Oratorio” na 56ª edição da Bienal de Veneza, curada por Okwui Enwezor, em 2015. Seu trabalho foi também exibido no 7º Gwaangju Bienal, Coreia do Sul (2008); Prospect 1, New Orleans (2008); Performa 07, Nova Iorque (2007); e no documenta 11, Kassel (2002). O trabalho de Julien é parte integrante de coleções que incluem: Tate, Londres; Museu de Arte Moderna, Nova Iorque; Centre Pompidou, Paris; Salomon R. Guggenheim Museum, Nova Iorque; Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Washington DC; Albright-Knox Art Gallery, Buffalo, Nova Iorque; Fundação Louis Vuitton, Paris; LUMA Foundation, Arles; Kramlich Collection; Zeitz Museum of Contemporary Art (Zeitz MOCAA), Cape Town. Em 2016, a Towner Art Gallery Collection (Eastbourne, UK) adquiriu “Ten Thousand Waves” (2010) como parte do programa Moving Image Fund. “Ten Thousand Waves”, trabalho de instalação de telas múltiplas aclamado internacionalmente, estreou em 2010 na Bienal de Sidney e foi exposto extensivamente – recentemente na Platform-L em Seoul (2017) e Fundação Louis Vuitton em Paris (2016), bem como no Museu de Arte Moderna, Nova Iorque em 2013, onde ele também publicou uma abrangente pesquisa monográfica de sua vida e obra, intitulada “Riot”. Julien tem ensinado extensivamente, ocupando cargos como Presidente de Arte Global na Universidade de Artes de Londres (2014-2016) e Professor de Arte de Mídia na Staatliche Hoscschule für Gestaltung, Karlsruhe, Alemanha (2008 - 2016). Ele é o destinatário do Prêmio e Palestras Memorial James James Brudner ‘83 na Universidade de Yale (2016). Mais recentemente, recebeu o Prêmio Charles Wollaston (2017), pela mais destacada obra na Exposição de Verão da Royal Academy, e recebeu o título de Comandante da Mais Excelente Ordem do Império Britânico (CBE) nas honras de aniversário da rainha, 2017. Willem de Roiji - Curador Willem de Rooij (*1969 Beverwijk / Holanda) vive e trabalha em Berlim. Ponto centrais do seu trabalho são a seleção e combinação de imagens em uma variedade de diferentes mídias, variando de escultura a fotografia, filme e texto. As recentes exposições individuais incluem “Whiteout” na KW Berlin (2017), “Entitled” na MMK2, Frankfurt am Main (2016), “Character is Fate” em Witte de With, Roterdão (2015) e “Intolerance” na Neue Nationalgalerie, Berlim (2010). Desde 2006, é professor de Belas Artes na Städelschule em Frankfurt am Main e professor da Rijksakademie em Amsterdã. Em 2016, foi cofundador do BPA // Berlin Program for Artists. Suas obras podem ser encontradas nas coleções do Museu Stedelijk em Amsterdã, MUMOK em Viena, Hamburger Bahnhof em Berlim, Centre Pompidou em Paris, MOCA em Los Angeles e MOMA em Nova York. Grada Kilomba - Artista A portuguesa Grada Kilomba é escritora, teórica e artista interdisciplinar, e explora formas de descolonização do conhecimento no Teatro Maxim Gorki, em Berlim, e apresenta em destaque duas obras na 32ª Bienal de São Paulo. O seu trabalho é focado em questões de gênero, raça, trauma e memórias, e a sua obra inclui registos distintos como publicações, leituras cênicas, performance e videoinstalações, criando um espaço híbrido entre linguagens e formatos. No seu trabalho, Kilomba traz textos teóricos e políticos em cena, dando corpo, voz e imagem aos seus escritos. O seu livro “Plantation Memories”, uma compilação de episódios psicanalíticos do racismo diário, é uma das suas obras mais importantes, encenado por Kilomba em 2013 nos teatros alemães. Os seus textos foram traduzidos para várias línguas e publicados em antologias e revistas internacionais, e suas obras de performance e instalações têm sido apresentadas em vários lugares do mundo. Kilomba lecionou em diversas universidades internacionais, mais recentemente na Universidade Humboldt, em que foi professora convidada no departamento de Estudos de Gênero.
PROJETO ARQUIVADO.