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PRONAC 200546IndeferidoMecenato

Preservação das Tradições de Iemanjá

SOCIEDADE CENTRO DE UMBANDA E CONDOMBLE ESTRELA DO ORIENTE
Solicitado
R$ 198,7 mil
Aprovado
R$ -0,00
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Instrumental
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
RS
Município
Guaíba
Início
2019-12-10
Término
2020-12-31
Locais de realização (1)
Guaíba Rio Grande do Sul

Resumo

Preservação do patrimônio imaterial de Guaíba através da realização de uma celebração que é tombada não só neste como em diversos municípios. Iemanjá tem imensurável valor para a cultura e a identidade brasileiras. É através de suas comemorações que se cria o momento e consciência fundamentais para salvaguardar o bem cultural.

Sinopse

Será escolhida uma orquestra para integrar a programação do projeto. Em momento oportuno será apresentada a sinopse. Destacamos que a apresentação terá recomendação etária livre.

Objetivos

OBJETIVO GERAL Preservar o patrimônio imaterial de Guaíba através da realização de uma celebração a Iemanjá, bem cultural imaterial tombado no município. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Realizar duas celebrações a Iemanjá em dois terreiros tombados da cidade de Guaíba: Casa de Umbanda e Candomblé Angola Estrela do Oriente (Mãe Arlete) e pelo Reino de Iemanjá (Mãe Líbia). Realizar duas apresentações de orquestras nas celebrações a Iemanjá. Realizar quatro oficinas de patrimônio cultural par estudantes de escolas públicas da cidade de Guaíba como CONTRAPARTIDA SOCIAL. Contribuir para a preservação do patrimônio cultural protegido na forma da lei e valorizar a diversidade cultural brasileira.

Justificativa

Guaíba é um município situado à margem direita do lago de mesmo nome, no qual cinco rios desembocam daí para o Oceano Atlântico após passar pela Lagoa dos Patos. A localização representa um ponto importante pela qual se desenvolveu a cidade, não apenas histórica e economicamente, como em sua cultura e identidade. Um exemplo é a relação que a comunidade desenvolveu com os ritos de matriz africana. A Festa de Iemanjá, conhecida na cultura africana como a Grande Mãe de todos os orixás e Senhora das Águas, é realizada há mais de quarenta anos pela Casa de Umbanda e Candomblé Angola Estrela do Oriente (Mãe Arlete) e pelo Reino de Iemanjá (Mãe Líbia). Iemanjá é uma divindade africana das religiões Candomblé e Umbanda. O seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá "Yèyé omo ejá", que significam "Mãe cujos filhos são como peixes". No Brasil, a deusa Iemanjá recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc. Iemanjá é conhecida como a padroeira dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. Em janeiro deste ano, Guaíba reconheceu a importância cultural, protegendo na forma da lei as duas casas, tornando-as integrantes do patrimônio local. Estes são os primeiros bens imateriais do município, um reconhecimento à importância da memória social, dos ritos e saberes da celebração. O Patrimônio Cultural pode ser definido como um bem de natureza material e/ou imaterial considerado importante para a identidade da sociedade. Salvaguardar um bem cultural de natureza imaterial é apoiar sua continuidade de modo que sua ancestralidade seja resguardada para as próximas gerações. Essas celebrações atendem aos requisitos técnicos estabelecidos pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan) e pelo Instituto do Patrimônio. Para além do ato de tombamento, o reconhecimento do valor cultural de Iemanjá se dá por meio do fortalecimento de suas celebrações. O que propomos com isso, é a qualificação da Festa de Iemanjá, tradicional no município, contribuindo com a salvaguarda do patrimônio imaterial do município de Guaíba. O projeto contempla o artigo 1º da Lei Federal de Incentivo à Cultural em seu inciso VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro, bem como no inciso IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional. Contempla também o artigo 3º no inciso III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.

Estratégia de execução

Prezados, Em resposta a esta diligência, anexamos o documento correto do proponente e também incluímos a informação faltante na Ficha técnica. Ficamos à disposição. Prezados, Não compreendemos porque, depois de cumprirmos todas as exigências das últimas diligências, recebemos uma nova diligência padrão. Desta forma, estamos reenviando o projeto.

Especificação técnica

Serão realizadas duas apresentações de orquestras pelo projeto. Não haverá contratação de apresentações com canto, conforme declaração que apresentamos entre os anexos. PROPOSTA PEDAGÓGICA - PATRIMÔNIO IMATERIAL E AS TRADIÇÕES DE MATRIZES AFRICANAS O protagonismo do povo de terreiro na defesa de direitos democráticos e da sustentabilidade no Sul do Brasil. Temática: - Direito das populações tradicionais - Enfrentamento ao racismo Resumo do projeto: O projeto realizará quatro oficinas pedagógicas para aumentar o envolvimento da comunidade e desmitificar conceitos pré-estabelecidos a respeito das religiões de matrizes africanas. Público-alvo: estudantes de escolas públicas municipais Problema enfrentado: O Candomblé é extremamente mal visto por conta da forte demonização desde os tempos coloniais, além de ser uma religião historicamente de minorias (negros, indígenas, população LGBTQI+), onde todos são aceitos. O projeto pretende combater todos esses preconceitos e divulgar de maneira abrangente a cultura negra de nosso país. Cabe ressaltar o contexto político atual, em que o conservadorismo político e religioso estão ganhando força, e este projeto reforça o acesso democrático à liberdade de crença. Por um lado o racismo e a discriminação que remontam à escravidão e que desde o Brasil colônia rotulam tais religiões pelo simples fato de serem de origem africana, e, pelo outro, a ação de movimentos neopentecostais que nos últimos anos têm se valido de mitos e preconceitos para "demonizar" e insuflar a perseguição a umbandistas e candomblecistas. Além disso, o Candomblé de origem “bantu” vem sendo inferiorizado desde o século XIX, onde nos primeiros estudos antropológicos sobre os africanos e diaspóricos, foi identificado que os bantu não têm deuses próprios, língua própria, ritos próprios, e que copiam tudo dos nagôs, no que chamamos de “nagocentrismo”. Pretende-se trazer para o Sul do Brasil esse debate de empoderamento Bantu e todo o conhecimento e cultura que é difundido no nordeste do país através dos terreiros tradicionais de Candomblé. Objetivo geral Promover oficinas para a preservação e manutenção de tradições afro-brasileiras, intercâmbios e articulação de redes de combate a intolerância religiosa e de defesa dos direitos democráticos no sul do Brasil. Aislan Oliveira Rodrigues: Graduando em história pela UFRGS, possui bolsa de iniciação científica pelo projeto do professor Dr. José Rivair Macedo, com a pesquisa: “Antigas formações sociais da Bacia do Níger: poder e legitimidade entre os povos mandinga e songai (séculos XV-XVII)”, e também realizou uma pesquisa própria sobre “Historicidade dos candomblés de origem bantu no Brasil no século XX”, também sob orientação do mesmo professor. Histórico de atuação: - Palestra em 2013 na Assembleia Legislativa de Porto Alegre no "X SEMINÁRIO DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS", com o tema "Jovens: os herdeiros do Axé" - Palestra em 2014 na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul no "XI SEMINÁRIO DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS", com o tema "As religiões afro-brasileiras e sua relação com a sociedade" - Palestra em 2015 na Assembleia Legislativa de Porto Alegre no "XII SEMINÁRIO DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS", com o tema "Apresentação cultural do Candomblé de Kongo-Angola" - Palestra em 2016 no Colégio Estadual Augusto Meyer, com o tema "O Candomblé de Kongo-Angola" - Palestra em 2017 na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com o tema "O nagocentrismo do século XX e o empoderamento das tradições de origem Bantu" - Palestra em 2017 na Escola Municipal Amadeu Bolognesi, com o tema "Influências da cultura Bantu no nosso cotidiano" - Palestra em 2017 na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com o tema "Historicidade dos Candomblés de origem Bantu no Brasil no século XX" - Palestra em 2017 na Câmara de Vereadores de Guaíba, com o tema "Racismo, intolerância religiosa, empoderamento feminino e inclusão LGBTQI+ no Candomblé" - Palestra em 2018 no Terreiro Estrela do Oriente, com o tema "Ritos, tradições, usos e costumes do Candomblé de Kongo-Angola" - Palestra em 2019 no “Seminário Internacional sobre Racismo e o Desconhecimento sobre as Culturas e Espiritualidades dos Africanos”, na Câmara Municipal de São Paulo. - Palestra em 2019 na Semana Estadual do Patrimônio, com o tema “Patrimônios Imateriais da Diáspora Afro-Brasileira

Acessibilidade

APRESENTAÇÃO MUSICAL Todos os espaços que irão integrar o projeto contarão com acesso físico para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Todas as atividades contarão com interpretação em libras, garantindo o acesso a deficientes auditivos. Todas as atividades contarão com serviço de narração audiodescritiva, garantindo o acesso a deficientes visuais. CONTRAPARTIDA SOCIAL Informamos que as oficinas de patrimônio serão realizadas de forma irrestrita com os estudantes das turmas de ensino fundamental das escolas públicas. Em caso de necessidade, será incorporado o intérprete de libras para que todas as crianças possam acompanhar o processo. O oficineiro receberá a devida orientação sobre os procedimentos necessários ao acolhimento de qualquer tipo de deficiência. Informamos que os custos para viabilizar as medidas de acessibilidade do projeto estão previstos na planilha, nos itens 11 Interprete de libras e 18 narrador. Não serão necessárias outras despesas.

Democratização do acesso

Todas as atividades do projeto serão realizadas de forma aberta, gratuita e com acesso irrestrito da população. ARTIGO 21 DA IN Conforme inciso II do artigo 21 da IN, será oferecido transporte gratuito para acesso às atividades. Será também realizada uma palestra sobre os cultos de matrizes africanas, contemplando o inciso V do artigo 21 da IN.

Ficha técnica

ANDRE LUIS OLIVEIRA DA SILVA - DIRIGENTE DA ENTIDADE PROPONENTE - GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO (REMUNERAÇÃO POR MEIO DOS CUSTOS ADMINISTRATIVOS) O proponente realizará a função de Coordenador Administrativo-financeiro, sendo também responsável pela total gestão do processo decisório do projeto. Para tal, receberá pela rubrica “Coordenação Administrativo-financeira” EXPERIÊNCIA/QUALIFICAÇÃO ü Habilidade em atendimento ao público e apoio administrativo, perfil carismático, acolhedor,comunicativo e habituado ao trabalho em equipe e a multifuncionalidade, grande capacidade de comunicação e adaptação a novos ambientes. ü Além de exercer sua profissão atua como Vice-Presidente na casa Estrela do Oriente onde ministra palestras sobre a Cultura e Religião de Matrizes Africanas; ü 30 anos de iniciação no Candomblé e ocupa o cargo de Tata Kamukenge da Casa Estrela do Oriente; ü Realiza palestras e atendimento comunitário Odontológico gratuito à população carente da comunidade do Logradouro; ü Colunista do Jornal “ O Guaiba “ há 25 anos sobre desmitificação , cultura e Religião de Matrizes Africanas. ESTRELA DO ORIENTE O Terreiro Estrela do Oriente atua há mais de 40 anos na comunidade guaibense,sendo protagonista de diversos trabalhos de colaboração e reinserção social. Desde 2001, fazemos anualmente no mês de Maio a “Campanha do Agasalho”, e também o “Natal Solidário”, além de palestras e seminários sempre priorizando o combate à intolerância religiosa e o enfrentamento ao racismo. UM CULTURAL – COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO A Um Cultural é uma empresa situada em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, que atua em todas as etapas de projetos e atividades culturais. Há doze anos no mercado, tem conquistado um espaço representativo no segmento cultural, inclusive em outros estados brasileiros. Realizou diversos eventos, dos quais podem ser destacados: três edições do Festival de Cinema de Gramado; quatro edições da Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo; quatro edições Kerb de São Miguel; três edições Natal dos Anjos; entre outros. Produziu, também, a circulação de grupos teatrais pelo interior do estado e rotinas culturais na região do Vale do Sinos. Editou e participou da publicação de uma série de livros, dos quais podem ser mencionados: Novo Hamburgo – a cidade se revela, com textos de Henrique Schneider, São Leopoldo a cidade se revela, com textos de Ruy Carlos Ostermann, ambos com fotos de Joel e Isa Reichert; Costa do Brasil, de Ita Kirsch; A História do Rubi de Ragank, de Simone Saueressig; entre muitos outros.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.