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A Exposição Latino-Americana de Astronomia Cultural surgiu da necessária produção de conteúdo cultural e educativo de qualidade que contribua para o reconhecimento e a difusão de saberes indígenas a partir do resgate de memórias e narrativas sobre o céu de algumas das principais etnias brasileiras, traçando um paralelo com outros povos latino americanos, como os Astecas e os Maias. O projeto propõe uma exibição com diversas instalações e peças interativas, que colaboram para contar a história das heranças astronômicas dessas tão ricas culturas.
· EXPOSIÇÃO DE ARTES: Será projetada 1 exposição imersiva e interativa com a temática da Astronomia Cultural pela ótica dos índios brasileiros, traçando também um paralelo com as culturas Asteca e Maia. A exposição será composta por parte fotográfica, imagens de acervos, figurinos, obras de arte contemporânea, artefatos da cultura indígena, instalações interativas, arquivos audiovisuais, montagens de ambientes cenográfico e vídeo-instalação com curadoria e pesquisa de acervo histórico e iconográfico que, juntos, colaboram para contar a história dessas heranças astronômicas locais. Classificação Livre.
- Objetivo Geral: O projeto pretende produzir uma exposição com intuito de fomentar, de maneira acessível e inclusiva, a promoção e o reconhecimento do patrimônio imaterial sobre as relações Céu-Terra dos povos originários da América Latina, dando início à construção de uma coletânea desses conhecimentos, promovendo e divulgando este importante legado, principalmente para crianças em idade escolar. A apresentação do conteúdo será feita com uma ampla exposição composta por parte fotográfica, obras de arte contemporânea, artefatos da cultura indígena, peças interativas e vídeo-instalação com curadoria e pesquisa de acervo histórico e iconográfico, entre outras que serão lapidadas ao longo do desenvolvimento do projeto, gerando experiência imersiva de extrema relevância cultural para o público visitante. - Objetivos Específicos: · Produzir 1 exposição imersiva e interativa sobre a temática indígena brasileira que trace um paralelo com as culturas Asteca e Maia; . Produzir 30% das peças da exposição com objetos táteis que promovam interação sensorial com o público, além do uso de legenda em braile, audiodescrição e intérprete de Libras, permitindo o acesso e a inclusão de pessoas com e sem deficiência às obras; . Fornecer como Contrapartida Social a gratuidade de 1.000 ingressos para professores e alunos da rede pública, bem como para a população indígena local.
O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/9: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; O projeto tem por objetivo, dentre os elencados no Artigo 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; d) cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposições públicas no País e no exterior; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais. De acordo com o Instituto Socioambiental, há no Brasil atualmente 246 povos, falantes de mais de 150 línguas. Do ponto de vista epistemológico, há muita diversidade para ser analisada e compreendida, formando um painel étnico e epistemológico muito mais complexo e rico do que se pensaria à primeira vista. Essa diversidade está presente em praticamente todo o território brasileiro, mesmo em estados mais industrializados ou urbanizados, do sul e sudeste. Apesar disso, eles não são discutidos na escola, nem estão registrados nos livros didáticos. Diante de uma crescente tomada de consciência sobre a diversidade cultural existente no planeta, observou-se _ marcadamente na virada dos anos 1970 e 80 _ um grande interesse pelos saberes e práticas locais de populações indígenas, rurais e costeiras, inclusive os referentes às relações entre o céu e a terra. Os métodos de investigação, bem como os resultados das pesquisas, constituíram uma nova área do conhecimento, então denominada Etnoastronomia. No início dos anos 1990, essa área passou a chamar-se Astronomia Cultural, tendo sido, posteriormente, legitimada pela União Astronômica Internacional (IAU). Este é um campo de pesquisas relativamente recente e interdisciplinar, envolvendo o trabalho de astrônomos, arqueólogos, historiadores, antropólogos, linguistas, entre outros. No Brasil, embora a produção de trabalhos acadêmicos sobre a astronomia nas culturas tenha se intensificado a partir do ano 2000, ainda há pouca divulgação sobre esses trabalhos para o público em geral, que, em sua maioria, não tem acesso à beleza e diversidade de como as etnias indígenas, que vivem em território brasileiro, percebem os objetos celestes e os integram às suas práticas sociais. É recorrente a reclamação de professores do Ensino Fundamental e Médio sobre o fato de, apesar de constar nos Parâmetros Curriculares Nacionais, haver pouca informação sobre os conhecimentos dos povos indígenas brasileiros. Este projeto visa, portanto, contribuir para o reconhecimento e a difusão dos saberes indígenas no que tange aos seus conhecimentos sobre as relações Céu-Terra e propor a democratização do acesso principalmente de alunos da rede municipal que atualmente têm pouco contato com instituições educativas e culturais também por falta de transporte. Ainda, torna-se de extrema relevância social fortalecer o reconhecimento da cultura indígena como parte da identidade cultural brasileira, fomentando a sua compreensão, o respeito e o engajamento da população pelas suas causas.
Crescemos ouvindo histórias sobre as constelações de Touro, do Centauro, do Órion ou sobre a Via Láctea, entre tantas outras. Estas visões do universo chegaram a nós por milenares e tortuosos caminhos desde os babilônios, passando pelos antigos gregos e diversas culturas em todo o mundo, até finalmente serem reconhecidas pela União Astronômica Internacional em 1928. Mas o que poucos sabem é que este panteão celeste que herdamos da colonização europeia é apenas uma forma de olhar o céu. Se perguntarmos a um Guarani o que ele vê na região em torno do que chamamos de Cruzeiro do Sul, ele poderia responder que enxerga uma Ema. Já um ticuna poderia nos contar sobre a briga do Tamanduá e da Onça celestes. E em cada etnia vamos ouvir novos nomes de constelações e mitos que narram seus feitos e jornadas, muitas vezes refletidos em seus artefatos e manifestações artísticas e culturais, como cantos, lendas e pinturas corporais. Assim, a ideia para a Exposição Latino-Americana de Astronomia Cultural surge da necessária produção de conteúdo cultural e educativo de qualidade que contribua para o reconhecimento e a difusão de saberes indígenas a partir do resgate de memórias e narrativas sobre o céu de algumas das principais etnias brasileiras traçando um paralelo com outros povos latino-americanos, como os Astecas e os Maias. O projeto será lançado e realizado em novembro de 2020 no Planetário da Gávea, ocasião em que a instituição comemora seus 50 anos. Como estimativa de público, podemos considerar aproximadamente 10.000 espectadores ao longo dos três meses de exibição. O público alvo do evento se constitui principalmente pelo público habitual do Planetário, constituído por famílias e pessoas de todas as idades que desejam enriquecer seu repertório de conhecimentos culturais e científicos. Toda a receita proveniente da bilheteria da exposição será gerida e destinada à Fundação Planetário.
· EXPOSIÇÃO DE ARTES: Pensada de forma inclusiva e acessível, a exibição acontecerá numa área de 160m² do Museu do Universo do Planetário da Gávea, com duração de três meses. Capacidade de 1.000 pessoas por dia.
O projeto atenderá a lei brasileira de inclusão, Lei n° 13.146, destinada a assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da pessoa com deficiência que se aplicam, entre outras coisas, ao acesso à cultura, à informação e à comunicação, contemplando, portanto as ações destidanas relacionadas abaixo para os produtos: PRODUTO: EXPOSIÇÃO DE ARTES: · DEFICIENTES AUDITIVOS: o projeto visa disponibilizar intérpretes de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e receptivo bilíngue na exposição e no material de divulgação; · DEFICIENTES VISUAIS: o projeto pretende tornar parte das peças da exposição em objetos táteis e que promovam interação sensorial com o público, permitindo o acesso e a inclusão de pessoas com deficiência às obras. Além disso, haverá o uso audiodescrição nas peças da exposição e no material de divulgação, folder em braile, piso podotátil e a permissão de entrada de cães-guia; · ACESSIBILIDADE FÍSICA: há a previsão de rampas de acesso, elevadores, corrimões e banheiros adaptados. PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIAL (EXPOSIÇÃO): · DEFICIENTES AUDITIVOS: o projeto visa disponibilizar intérpretes de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e receptivo bilíngue na exposição e no material de divulgação; · DEFICIENTES VISUAIS: o projeto pretende tornar parte das peças da exposição em objetos táteis e que promovam interação sensorial com o público, permitindo o acesso e a inclusão de pessoas com deficiência às obras. Além disso, haverá o uso audiodescrição nas peças da exposição e no material de divulgação, folder em braile, piso podotátil e a permissão de entrada de cães-guia; · ACESSIBILIDADE FÍSICA: há a previsão de rampas de acesso, elevadores, corrimões e banheiros adaptados.
Atendendo ao Artigo 21 da Instrução Normativa, n°2/2019, o projeto pretende: PRODUTO: EXPOSIÇÃO DE ARTES: II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos; III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; X- promover o acesso gratuito para 1.800 estudantes do Rio de Janeiro, o que contribui de forma significativa para a democratização do acesso à cultura e gera impacto positivo no desenvolvimento sociocultural da cidade; XI- promover o acesso gratuito a 200 pessoas de povos indígenas, incentivando seu vínculo e sua participação em atividades que os envolvam diretamente, trazendo assim um empoderamento e fortalecimento de sua própria sua cultura.
• Proponente/ Dirigente Thiago Maioli Azevedo (Snap Studio) Função: Diretor de Criação Projeto de criação e concept da exposição. Designer formado em Desenho Industrial - Programação Visual pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007), é Sócio Diretor do estúdio de computação gráfica Snap Studio desde 2009 e tem ampla experiência em design, computação gráfica e gestão de projetos. Ainda desenvolve trabalhos de design e realidade virtual e aumentada junto com a Pontifícia Universidade Católica do RJ. • Thaís Bouez Função: Diretora Geral Formada em Desenho Industrial pela UFRJ e pós graduanda em Gestão Cultural pelo Senac SP, atua na Produção Cultural desde 2016, quando participou da elaboração do projeto Galeria, comunidade online que conecta profissionais da indústria criativa no mundo inteiro (www.galeriamates.wixsite.com/galeria2). Participou da direção, curadoria e da produção do evento e exposição dos trabalhos dos membros do Galeria, além de encontros periódicos. Alguns dos projetos e eventos que atuou como produtora/ diretora são:- ColaboraAmerica, 2018 e 2019- Virada Sustentável Rio de Janeiro, 2018- Mesa redonda do Galeria sobre Desafios do Cenário da Música no Rio de Janeiro, 2017- Mesa redonda do Galeria sobre Representatividade Feminina no Meio Criativo, 2017- Mesa redonda do Galeria sobre Empreendedorismo na Indústria Criativa, 2016- Mesa redonda do Galeria sobre Branding e Marketing no Instagram, Instituto Moreira Salles, 2016- Exposição de trabalhos dos membros e lançamento do Galeria, 2016 • Flavia Pedroza Lima Função: Consultoria Técnica/ Pesquisa Cursou a graduação em Astronomia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez mestrado em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia (HCTE) na UFRJ e atualmente cursa o doutorado em HCTE na UFRJ. Trabalha na área de ensino e divulgação científica desde 2000, ministrando cursos, palestras e aulas, organizando eventos e coordenando projetos. É Astrônoma concursada da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro desde 2006. De 2000 a 2005, trabalhou na Coordenação de Educação do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). Foi curadora da exposição "Filhos do Sol, Filhos da Lua: O Céu e o Tempo para os Povos Nativos das Américas", inaugurada no Planetário da Gávea em 2008 e atualmente exposta no Museu das Ideias, em Santa Cruz. Participou de congressos nacionais e internacionais, com trabalhos publicados. Suas áreas de interesse em pesquisa são: Astronomia nas Culturas, História das Ciências, Educação não Formal, Museus de Ciências e Planetários. • Diogo Rezende Silva Função: Diretor Artístico/ Projeto Expográfico (M'Baraká) Designer formado pela Escola de Belas e Artes da UFRJ. Unindo os conhecimentos das diversas áreas do design e arte, desenvolveu o projeto expográfico para: Expo Seliga!; Curadoria da Exposição Se Liga (CCBB); exposição Virei Viral (CCBB), Quando o Mar Virou Rio (Museu Histórico Nacional), entre outros projetos. • Laís Furtado Função: Produtora Executiva/ Comunicação e Marketing Produtora e curadora de conteúdo formada em Comunicação Social e Empreendedorismo pela PUC-Rio. Há cinco anos na Globosat, já atendeu canais como GNT, OFF, BIS e Canal Brasil e atuou em projetos pioneiros como a cobertura das Olimpíadas em 4K para o SporTV e da FLIP 2016 para o Philos. Foi responsável pelo marketing da Indio da Costa AUDT em eventos, prêmios e festivais. Produziu eventos como o Festival Novas Frequências, vencedor do Prêmio Noite Rio, e o lançamento da The School of Life no Brasil. • Raíssa Couto Função: Consultora de Acessibilidades Produtora cultural especializada em produção cultural pelo MINC, em Inovação Social pela Escola São Paulo e Gestão Pública pela SEC RJ. Desde 2015 faz parte da Rede de Acessibilidade Cultural no Rio de Janeiro. Em 2016, produziu o evento “Fórum Unlimited de Acessibilidade na Cultura” junto com o British Council pelo programa Transform; coordenou as ações de acessibilidade do Anima Mundi 2018 e é Curadora do Festival ColaborAmerica. • Clarisse de Sá Earp Função: Projeto de programação Visual Diretora de arte formada em design pela PUC-RJ com mais de 15 anos de atuação em projetos gráficos, desenvolvendo conceito, linguagem e experiência para clientes nos ramos de publicidade, editorial e moda. Em 2008 trabalhou junto ao escritório Artgrafica em projetos de identidade visual e design de exposições para clientes como Museu Hermitage Amsterdam e Uit Martkt (Holanda). Em 2012 fundou a UMA, seu studio de arte e design carioca e atualmente atende ao curso depós-graduação em Curadoria dde Arte da EAV/IUPERJ.
PROJETO ARQUIVADO.