Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 200630Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Box Literário Edvaldo Nepomuceno

EDVALDO NEPOMUCENO DE SOUZA
Solicitado
R$ 79,9 mil
Aprovado
R$ 79,9 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Livros ou obras de referência - valor Literário
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
GO
Município
Rialma
Início
2020-05-01
Término
2023-12-31
Locais de realização (1)
Goiânia Goiás

Resumo

O projeto prevê através de box literário a reedição de 7 livros (1.000 exemplares cada) do escritor goiano EDVALDO NEPOMUCENO sendo :A Turma do Arco-íris,Baú do Sertão, Pelos Sertões,Cavalo de Fogo,Barco de Versos,Versos Latinos de Noites Métricas e Versar : abecedário de verbos intransitivos. Edvaldo Nepomuceno é jornalista, escritor e professor aposentado.A poética perplexa de Edvaldo Nepomuceno se espõe sob temas fundamentais à condição humana. Edvaldo tem lugar destacado na boa produção literária de Goiás. Com uma talentosa densidade ocupacional vivente poemas e contos-crônicas. Haverá também uma palestra s/poesia.

Sinopse

A turma do arco-íris A Turma do Arco-íris, do goiano nascido na cidade de Ceres, escritor Edvaldo Nepomuceno de Souza, trabalha a fantasia do infanto-juvenil, estrutura simples e de fácil leitura. Formado em filosofia e autor de três importantes obraas – O Sol e a Laranja (1995); Facho da Noite (1997) e Acontecências do Sertão (2001) - além de escritor, vem exercendo com paciência franciscana, característica de sua personalidade, a profissão de professo e atualmente, leciona espanhos e inglês em sua cidade natal. Edvaldo Nepomuceno trabalha com à luz de sua inteligência no desenrolar do processo criativo do seu livro, desenvolve na obra literária a figura folclórica do Saci, tão decantada por muitas gerações e até hoje aplaudida pelos brasileiros. Monteiro Lobato, neste ano completa 120 anos de nascimento, reconhecido nacionalmente como introdutor e um dos maiores escritores brasileiros na linguagem infantil, é lembrado por Edvaldo Nepomuceno e presta assim, uma homenagem àquele que defendeu com muita sabedoria, amor,constância o hábito da leitura aos iniciantes das primeiras letras dos estabelecimentos do ensino brasileiro. Envereda pelos caminhos da literatura infanto-juvenil, até então desconhecida esta faceta pelo público conhecedor de suas obras. As já publicadas, todas, aplaudidas pela crítica nacional. Agora, com a mesma dedicação e seriedade no processo de escrever, entrega aos amantes da leitura “A Turma do aArco-íris’, desenvolve a presença do sobrenatural na sua narrativa, prende o leitor com as façanhas do Saci, mostrando o lado bom daquele que sempre foi decantado como um moleque endiabrado. Composto de recordações da infância, o coração agita-se e as emoções saltam, vivenciando a saudade de um tempo que nunca mais retorna. Esta é uma bela obra literária e a cultura goiana a recebe com alegria e encantamento. · Geraldo Coelho Vaz é poeta, historiador e membro da Academia Goiana de Letras. ...................................................................................................................................................... Baú do Sertão Paisagens do Sertão Profundo Brasigóis Felício “A boiada cruzava um aquilo de paragens, sem o que quase comer, em brenha de cafundura”. Como se o sertão tivesse virado mar, e o mar tivesse virado sertão, o gado ia e vinha, a balir com seus polaques, sem ter gravatá-croassá, ou seca cedinha que pudesse ter vontade de engolir. Mas mesmo assim engolia, porque precisava. Para seguir em frente, feito o rebanho humano das gentes.” Vai bem na linha deste texto de João Guimarães Rosa este Baú do Sertão, do escritor Edvaldo Nepomuceno. A mim que conheço textos da escrituração literária de Edvaldo Nepomuceno, em outra linha (mesmo em outro gênero, o da poesia, por exemplo, de que é exemplo o livro Vôo de versos, de publicação recente) causou-me agradável espanto a revelação de um criador literário expressivo e representativo, no estilo regionalista, que perpassa todas as páginas do qualificado livro de contos que o leitor tem em mãos. Das barrancas de um rio cheinho de almas, em Rialma, onde vive, dedica-se a uma produção literária de elogiável qualidade, o que se pode conferir por suas obras já lançadas e em circulação. A circulação possível aos escritores das ilhas culturais que são as cidades brasileiras, sem comunicação maior entre si, sendo precária a circulação de livros em um país cujas editoras não distribuem senão os best-sellers de sua conveniencia comercial. Posso dizer que este pequeno Baú do Sertão (em número de páginas) emparelha-se, em qualidade e interesse literário, a outro, igualmente ótimo: O Pequeno Livro do Cerrado, de Gil Perini. O de Edvaldo contém apenas seis histórias, enquanto o de Gil Perini alcança o número de oito contos.Não para por aí a coincidência entre essas duas obras que dão sobrevivência ao regionalismo entre nós. Assemelham-se as duas obras na sensibilidade com que seus autores vêem e recriam cenas, paisagens, linguagem e atmosfera, capturando e transmitindo ao leitor a magia histórica – um cenário atravessado por rápidas, vertiginosas de seu fascínio, embora sem tirar-lhe o interesse humano. Digo e redigo, a quem interesssar possa, que li com deleite estas histórias urdidas pela imaginação fecunda deste autor, que imprimiu uma linguagem inventiva, ao estilo regionalista, lembrando por vezes o lirismo caboclo e a inventiva linguistica de Hugo de Carvalho Ramos, no seu clássico Tropas e Boiadas, ou de Bernardo Élis, em seus melhores momentos como investigador do Goyaz profundo. De fato, o autor narra com engenho e arte, apropriando-se de um falar sertanejo que hoje não existe mais, em face da penetração da comunicação eletrônica até nos lugares mais ermos. Isto não vem em detrimento de seu trabalho enquanto ficcionista, sendo vero que a perda de um certo modo de falar e de decifrar os mistérios da vida e do mundo é das coisas a se lamentar, neste cotidiano de aldeia global, em que os viventes estão todos conectados, afogados em gigabytes e cyber-redes de falsa comunicação entre solitários. Pois se há uma coisa a se lamentar, nesta quadra histórica em que vivemos, é não haver mais a arrastada e preguiçosa prosa goiana, como a houve entre os nossos antepassados, habitantes de um tempo ainda não afogado na preguiça agitada e na paralisia hiperativa das massas bem informadas ( e mesmo assim informes e ignaras quanto ao que de verdade importa). Edvaldo Nepomucenoabre o seu Baú do Sertão, narrando poeticamente sobre a força inexplicável do Boi Rei, fonte de culto e adoração de Betinho. É de comover o lirismo e a simplicidade do apego deste menino, dirigido ao boi rei de sua adoração. Havendo aproximações e correspondências entre o pastoreio do boi e as etapas da iluminação, no caminho do Ze, ouso imiscuir este tema na prosódia deste prefácil, insinuando que o autor vai por esta senda iniciática, ou a toca, mesmo que de forma inconsciente. Diz um texto sobre a iniciação no caminho do Zen: “ Por ter dado as costas à sua verdadeira natureza, o Homem não consegue vê-la. Por causa da corrupção, ele perdeu o boi de vista. De repente ele se vê defronte de um labirinto de caminhos entrecruzados.” Louve-se a riqueza de estilo do autor – falo e aponto um trecho muito significativo de seu lirismo regionalista: “No tronco da baia, o Boi Rei altaneiro notava que geria o seu reinado e resplendia na liturgia dos beija-pés com sentenças em aberto. Reinava – espelho dos magotes que se ajuntavam nas arremetidas de seu poder em campeação. No ar caía a baba imperial do Boi Rei nas entontecidas brotações de seu reinado – claridade do seu centro : “ O pasto sou eu” , vaticinava o Boi Rei no esplendor da sua dinastia.”O Boi Rei, o menino Betinho e seu pai, e mais o pasto, fazendo parte de um universo único e irrepetível, agregado porém, à teia das coisas todas, configura a metáfora da unidade da vida, o que pode ser apreendido por quem tem olhos de ver, e abriu-se à iluminação, ao não manter fechadas a sete chaves as portas da percepção. Outros encantos de epifanias súbitas, reveladoras do poético e do maravilhoso no verbo literário, encontrei nas estórias de Edvaldo : “ João Venâncio, reluzente na sua viscosidade animalesca, enlaçando-a, possuindo-a, desejando-as, e a arrastando inexoravelmente para o fundo do crepúsculo já tinha sumido no horizonte como se a sua tinta rubra como se fosse botar fogo nos morros.”É ou não é poesia, e das mais puras, falas como esta, e mais estoutra? ; “A noite rolava pesada e grande feito um carrasco.” Certamente Edvaldo Nepomuceno não se importa com os críticos de nariz arrebitado, das estéreis e insossas academias universitárias, a proclamar a morte do regionalismo, e a se gabarem de fazê-lo. Pois ele sabe que não há estilo antigo que não possa renascer nas asas de um talento legítimo. É o caso dele próprio, com estas histórias, ombreando-se aos melhores autores regionalistas de Goiás e do Brasil. Isto não é pouco. Louvo-o por isto, e o concito a continuar produzindo a legítima literatura verdadeira, a que se faz universal, porque canta a aldeia de quem a fez e a lê, mesmo que as palavras traduzam tão somente saudades, devaneios e nostalgia de um Goyaz profundo e baldio, que se perdeu no tempo, e na vertigem perigosa das cidades conflagradas e em desespero de quem não vê saida à vista, a não ser o mergulho nos abismos da solidão e do medo. ............................................................................................................................................. Pelos Sertões Recebo sempre originais de livros pedindo prefácios, mas raramente com algum tema sertanejo autêntico, escrito por quem conhece a vida sertaneja de vivência, como o que me enviou o Edvaldo Nepomuceno. Não vamos falar aqui sobre o livro de Affonso Arinos, Pelo Sertão, nem Os Sertões, de Euclides da Cunha, mas do Pelos Sertões, de Edvaldo Nepomuceno, escritor residente em Rialma. Affosno Arinos foi o iniciador dos escritores ficcionistas sertanejos e Euclides da Cunha, o grande sociólogo. Estava fazendo falta um livro sobre sertão, no mercado. O sertão se modernizou e daqui a uns tempos ninguém mais vai saber o que se passou naqueles tempos, como era a vida sertaneja. Hoje as máquinas agrícolas, as grandes colhedeiras estão expulsando os homens do campo inchando as cidades, aumentando o desemprego. Mas o caso nosso aqui hojé é o livro de Edvaldo, que foi me enviando os contos, de um a um até perfazerem dez, todos inspirados nos sertões: Branquinha, Uma vaquinha feita de fé, O caso de um mistério inexplicável, A vingança da amante, Pé de nuvem, Fantasmas da casa brqanca, Iacyonça, Boi solo e O Caso de uma vingança. O autor se revela, nestes contos bem escritos, um autêntico regionalista, muito seguro de sua linguagem, conhecedor do vocábulos sertaenjos com achados poéticos, metáforas ricas, o instinto dos animais, como até membros das famílias, os usoso e costumes, as ingratidões de patrões com os seus agregados, como no caso do Uma vaquinha feita de fé, quando o fazendeiro doa uma novilha leiteira para o filho do vaqueiro, que se afeiçoa à família, e depois manda o capataz matá-la para um churrasco de festa. O mal que a riqueza proporciona a miséria que reina nas chupanas humildes, o desconforto de uns e a riqueza de outros, chegando até ao conto fantasmagórico, fantasioso, mas preservando o ambiente, a crendice, as almas penadas dos proprietários que se foram e ficam assombrando, como no conto Fantasma da casa branca. Amores sertanejos proibidos, a moda antiga, resultando até em tragédias, como no Caso de Uma vingança. E por aí vai. Afinal, Pelos Sertões será um livro prazeroso para ler. Bariani Ortêncio .............................................................................................................................................................. Cavalo de Fogo Em todas as águas, em todos os tropéis. Esse é o Edvaldo Nepomuceno, Escritor que navega com desenvoltura, classe, equilíbrio sobre as vertentes da criação literária a que se propõe visitar. Talento e precisa lucidez construtiva, dão equilíbrio e segurança para suas incursões poéticas e prosaicas. Já são vários livros que dão peso qualitativo a sua construção de edificador de obras. Cavalo de Fogo que começa bem a partir do seu título, reúne poemas caprichosamente estruturados, limpos de excessos verborrágicos, lembrando aquele treinador que coloca em campo, o que ele tem de melhor, ocupando estrategicamente as posições. E, dentro do campo literário, assim procede Edvaldo para o melhor desempenho de, cada verso, de cada parágrafo, onde nada está desencontrado. Muito pelo contrário, permite toda fluidez que a sua alma inspiradora motiva o passo a passo da construção. São versos e prosa que se encontam na raia deste Cavalo de Fogo, mesclados de toda fonte de inspiração. Vai do social-engajamento ao lúdico-contemplativo, sempre e sempre contido de excessos, de desnecessárias sobras estéticas que causam a destemperança retilínea da sensatez da criação. Edvaldo é mesmo um escritor diferenciado. Tem Lugar destacado na boa produção literária de Goiás. Como negar a talentosa densidade ocupacional vivente dos seus 26 poemas e oito contos-crônicas que dão vida a Cavalo de Fogo. Excelente leitura aguarda a todos, e que a sensibilidade seja a melhor companhia para viver por inteiro a criação desse especial escritor. Ubirajara Galli Membro da Academia Goiana de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás .......................................................................................................................................................... Barco de Versos Edvaldo Nepomuceno O timoneiro de verdades Elizabeth Caldeira Brito* Palavras densas, duras realidades, leve humor tardio e mitos em poesia são os tripulantes deste Barco de Versos que navegam mares ensandecidos. A poética perplexa de Edvaldo Nepomuceno se espõe sob temas fundamentais à condição humana. Na solidão do modernismo, que aliena, exclui e isola, à ironia sutil, poetisa com impagável sinceridade. Na busca dos mitos, encontra seus múltiplos. Rude na presença do que falta, o poeta se mostra no inconformismo das minorias: “... As minhas estrofes são larvas incandescetes da ira divina que queima a língua viperina do abutre entediado que ronda as crianças.” Edvaldo, observador social atento, traz ao verso embates ontológicos, escamoteados em perfis sociais de excluídos e excludentes em amargas lembranças do que é real. Tal como ocorre em: República de Bananas “... A corrupção – mal atávico – arrebata Das crianças a sopa e o pão {...} A nossa malfadada política Deixa tísica a nossa esperança, E anêmica, a honra cambaleia...” O poeta não nos ilude. Seus versos com a agudeza de um punhal Crava, em cada leitor atento, a adaga da indignação. Desperta-o de uma Possível letargia ou de ser um mero apreciador da existência humana. Sob a inspiração de grandes poetas, habita seus versos com a inquietação de Drummond e a Constatação de Cecília Meireles, quando indaga à Maria José : E agora? E ao encontrar “no meio do caminho uma ita drumundo” No wall street Cecília o povoa: “Eu não tinha esse coração Tão pequeno que a cada dia Vai se encolhendo...” O fazer poético de Edvaldo Nepomuceno advêm de palavras elaboradas pela emoção de quem sabe e sente a dor de todos. A empatia com que lê o mundo e sente o Outro, exprime a profundidade de sua vivência e a força dos sentimentos que movem a palavras, o poeta e sua poesia. Namastê ....................................................................................................................................................... Versos Latinos de Noites Métricas Elias Hanna Edvaldo Nepomuceno, poeta atuante do Vale do São Patrício é meu amigo virtual, nunca nos vimos, nunca nos cumprimentamos, amizade fruto do acaso. Estive em Ceres em uma jornada médica e a mim cabia tecer uma aula sobre as complicações do diabetes, e , na introdução da aula tomei a liberdade de usar versos de Edvaldo Nepomuceno extraídos da internet. Ao findar a aula, um colega médico dissera-me conhecer o poeta e que contaria ao mesmo o ocorrido. Nascia ali a amizade entre este escriba e o poeta. Fico pensando, amigos se viam sempre, comungavam das mesmas idéias, do mesmo copo e da mesma bebida, mas isto se tornaram tempos distantes, amigos, hoje, se vêem cada vez menos , às vezes como em nosso caso, nem mesmo se vêem. Simone Weil nos ensina acerca da amizade “Desejar a amizade é um grande erro . A amizade deve ser uma alegria gratuita como as que a arte ou a vida oferecem. É dessas coisas que são dadas por acréscimo. A amizade não se procura, não se imagina, não se deseja, exercita-se (é uma virtude)”. A poesia de Edvaldo Nepomuceno é direta, como sói serem as coisas e as atitudes do homem interior. Neste ponto lembra muito a poesia de Manoel de Barros, “A maior riqueza do homem É a sua incompletude . Nesse ponto sou abastado . Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito. Não aguento ser um sujeito que apenas abre portas, Que puxa válvulas, que olha o relógio, Que compra pão às 6 horas da tarde, Que vai lá fora, Que aponta o lápis, Que vê a uva etc, etc. Perdoai Mas eu preciso ser Outros. Eu penso renovar o homem, usando borboletas.’ Edvaldo Nepomuceno encontra-se inquieto, preocupado com as mazelas do Planalto, com a Corrupção que assola o país, preocupado com as galinhas, os pavões e as putas. Homem universal também se preocupa com a tragédia síria, homem sensível extravasa sua melancolia, sua tristeza, sua depressão em cada verso. Amante de Garcia Lorca, poeta nascido em Granada e que levava para a poesia muito da paisagem e dos costumes de sua terra natal, tal qual Edvaldo Nepomuceno. Há uma sincronia entre a poesia de Nepomuceno e a poesia de Lorca, senão vejamos . “ A noite não quer vir Para que tu não venhas Nem eu possa ir. Mas eu irei, Inda que um sol de lacraus me coma a fronte. Mas tu virás, Com a língua queimada pela chuva de sal. O dia não quer vir Para que tu não venhas Nem eu possa ir. Mas eu irei Entregando aos sapos meu mordido cravo. Mas tu virás Pelas turvas cloacas da claridade. Nem a noite nem o dia querem vir Para que por ti morra E tu morras por mim. “ Garcia Lorca “Essa vida que um anjo torto segura Sobre um caos de misérias, A puta violentada , parida numa cama , que sabe a musgos E a lama Essa vida perseguida, lúcida, E demente entre púrpuras e melancolia De fortunas roubadas, Essa vida que cresce no mito da paixão...” Edvaldo Nepomuceno Deixo em suas mãos mais um livro deste poeta rude as vezes, sensível na maioria das vezes, verdadeira jóia da cultura popular goiana. Parabéns, pois amigo poeta, segue sua sina de escrever seus versos latinos em fitas métricas . A contemplar nossa vontade louca de extravasar nossas paixões, compartilhar nossas melancolias, sigamos, juntos ou separados, como um sonho em comum , transformar os desvarios em versos , cantar o amor e a dor em poemas escritos com a simplicidade daqueles que não só escrevem , mas emocionam. .................................................................................................................................................... Versar : abecedário de verbos intransitivos A construção dos versos na poesia de Edvaldo Nepomuceno Ulisses Aesse Há na poesia de Edvaldo Nepomuceno um vasto universo de homens tortos, mulas mágicas e unicórnios estelares num rasgo viril do universo em conspiração consigo mesmo. Ou, para seus fiéis leitores, quem sabe, galináceos cósmicos e bovinos telúricos, se fazendo luzes para a vida comum aqui na terra, plena e de pleno vigor para a canção de seus poemas carregados de farta simbologia e, sempre, de mistérios verbais ocultos. É, pois, como se os poemas de Edvaldo Nepomuceno jamais naufragassem nos olhos rútilos de seus leitores, mas num grande arrebatamento de encantos, e de signos, de significados, significantes. Ir adiante, cavalgando nos versos do poeta, é olhar para frente sem perceber um horizonte deitado de costas na planície de palavras e sentidos, que nos prendem pelo pleno, pelo sabor da dança dos fonemas e na aliteração de seu espírito de cantador e de “poetador.” Edvaldo Nepomuceno é mais que um mágico que nos toma do fôlego a linha dessa beleza textual. É, pois, um conhecedor do vernáculo, que nos sobrepõe a um limite maior entre o lapso da construção do seu próprio dicionário emocional, do que a edificação de um verso ou uma estrofe, ou um poema na sua significância de cancioneiro universal do amor aos significantes. Leio sempre, que meu desejo me pede, suas poesias que se iniciam num colossal transparente de desejos e de conselhos e de amores e sabores, tingidas no jato do papel, que se transformam em agente da frutificação de uma mensagem emotiva, mais que real, super real. Não posso aqui deixar de mensurar o grande catedrático que é Edvaldo Nepomuceno ao erguer um canto lírico vindo e advindo do esôfago das suas aliterações, num jeito oblongo, numa rima sibilar que nos joga contra o próprio peito e o peito nos joga contra o próprio coração : do poeta ao canto, do canto ao canto, sempre pois objeto da aliteração. Não, não posso ir além da leitura que faço dos seus versos obliterantes, alucinógenos, encantados pela força catalisadora de cada palavra cerzida. Não, não posso ir além do que me permite entender na beleza de suas significações, um mundo poético e mais que mais, mais e sempre mais. Eis que do tudo surge um nada que nos tange a um universo arrebatador da força de cada palavra. É, portanto, assim , mestre, que me vejo encantado com a flauta da serpente, nos versos de Nepomuceno, que se entrega à força intelectual de um endereço mais que mais, do mais e mais distante, que a força de um mundo, que se impõem as brevidades dos haicais. Só assim percebo que no intuito de um grande poeta um poeta se vê nos seus versos : metafóricos, rutilantes, semoventes, descendentes de uma mensagem interplanetária de exclamações. Edvaldo é um dos poucos poetas que conheço que mistura a sua verve intelectual metafórica das palavras com a linha subjetiva dos cantos. É como se dali saísse todo o fôlego para a sua poesia, um comezinho do que nos espera no entroncamento de cada verso seu, cheio de ramagens, numa plumagem que encabula os mais distantes dos “eus.” Quem lê seus versos não sabe, contudo, a força de protesto que vem em cada um deles, num aviso diuturno para que o Brasil cresça e saia dessa comodidade de país terceiro-mundista ou distante do progresso por estar preso à corrupção de seus pares. Daí, Edvaldo grita em todas as direções de suas temperanças verbais para que o país se limite a deixar, num claro protesto de quem não aguenta mais, as fuleragens de mortais políticos e intrépidos ladrões. Faz ainda de suas poesias um canto para as putas e seus desejos carnais de “doutoras” do prazer num ato trasnversal do suor e do contínuo movimento. Creio estar-me plenamente abastecido da poesia de Edvaldo, e não me canso de lê-las, num exercício quase que infinito de perceber em seus versos o elo que me liga inteiramente aos solfejos silentes nesses poemas, doces tâmaras de Deus.

Objetivos

Objetivo geral: O projeto prevê através de box literário a reedição dos livros do escritor goiano Edvaldo Nepomuceno :A Turma do Arco-íris,Baú do Sertão,Pelos Sertões,Cavalo de Fogo,Barco de Versos,Versos Latinos de Noites Métricas e Versar : abecedário de verbos intransitivos, através de um box literário com 1.000 exemplares de cada. Todos os livros encontram-se esgotados. Prevê também a realização de uma palestra sobre poesia em escola da rede pública de ensino. Objetivo específico: - Apresentar para o público, numa evidência às suas ideias e pontos de vista, a uma visão externada em torno da realidade do homem brasileiro regional. - Reunir poemas, contos e poesias numa coleção. - Revelar nos contos bem escritos, um autêntico regionalista, muito seguro de sua linguagem, conhecedor do vocábulos sertanejos com achados poéticos e metáforas ricas. - Imprimir uma linguagem inventiva, ao estilo regionalista, lembrando por vezes o lirismo caboclo e a inventiva linguistica .

Justificativa

O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores Se enquadra no Art. 3 lei Rouanet - Lei 8313/91 fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; Edvaldo Nepomuceno formado em filosofia e autor de três importantes obraas _ O Sol e a Laranja (1995); Facho da Noite (1997) e Acontecências do Sertão (2001) - além de escritor, é jornalista e professor aposentado. Edvaldo Nepomuceno trabalha com à luz de sua inteligência no desenrolar do processo criativo dos seus livros, revelando-se de um criador literário expressivo e representativo, no estilo regionalista, com seus contos e crônicas. A poética perplexa de Edvaldo Nepomuceno se expõe sob temas fundamentais à condição humana. Na solidão do modernismo, que aliena, exclui e isola, à ironia sutil, poetisa com impagável sinceridade. Na busca dos mitos, encontra seus múltiplos. Rude na presença do que falta, o poeta se mostra no inconformismo das minorias: "... As minhas estrofes são larvas incandescetes da ira divina que queima a língua viperina do abutre entediado que ronda as crianças." Edvaldo, observador social atento, traz ao verso embates ontológicos, escamoteados em perfis sociais de excluídos e excludentes em amargas lembranças do que é real. Tal como ocorre em: República de Bananas "... A corrupção _ mal atávico _ arrebata Das crianças a sopa e o pão {...} O fazer poético de Edvaldo Nepomuceno advêm de palavras elaboradas pela emoção de quem sabe e sente a dor de todos. A empatia com que lê o mundo e sente o Outro, exprime a profundidade de sua vivência e a força dos sentimentos que movem a palavras, o poeta e sua poesia. Nada mais justo do que reunir através de box literário e reeditar os livros esgotados do autor: A Turma do Arco-íris,Baú do Sertão, Pelos Sertões,Cavalo de Fogo,Barco de Versos,Versos Latinos de Noites Métricas e Versar : abecedário de verbos intransitivos.

Especificação técnica

- ítem 1- 1.000 livros costurados "Baú do Sertão"- capa: 21x46cm , 4x0 cores, tinta escala em Supremo 250 g. Miolo: 72 páginas, 15x21 cm, 1 cor tinta preta em offset 75g, lombada 4mm. Isbn e Ficha Catalográfica, Costurado, dobrado, Plastificação Fosco 1s , Corte/ vinco, hot melt. - ítem 2- 1.000 livros costurados "Pelos Sertões"- capa: 21x46cm , 4x0 cores, tinta escala em Supremo 250 g. Miolo: 68 páginas, 15x21 cm, 1 cor tinta preta em offset 75g, lombada 4mm. Isbn e Ficha Catalográfica, Costurado, dobrado, Plastificação Fosco 1s , Corte/ vinco, hot melt. - ítem 3- 1.000 livros costurados "Cavalo de fogo"- capa: 21x46cm , 4x0 cores, tinta escala em Supremo 250 g. Miolo: 80 páginas, 15x21 cm, 1 cor tinta preta em offset 75g, lombada 4mm. Isbn e Ficha Catalográfica, Costurado, dobrado, Plastificação Fosco 1s , Corte/ vinco, hot melt. - ítem 4- 1.000 livros costurados "Barco de Versos"- capa: 21x46cm , 4x0 cores, tinta escala em Supremo 250 g. Miolo: 46 páginas, 15x21 cm, 1 cor tinta preta em offset 75g, lombada 4mm. Isbn e Ficha Catalográfica, Costurado, dobrado, Plastificação Fosco 1s , Corte/ vinco, hot melt. -- ítem 5- 1.000 livros costurados "A Turma do arco-íris"- capa: 21x46cm , 4x0 cores, tinta escala em Supremo 250 g. Miolo: 62 páginas, 15x21 cm, 1 cor tinta preta em offset 75g, lombada 4mm. Isbn e Ficha Catalográfica, Costurado, dobrado, Plastificação Fosco 1s , Corte/ vinco, hot melt. - - ítem 6- 1.000 livros costurados "Versos Latinos de Noites Métricas"- capa: 21x46cm , 4x0 cores, tinta escala em Supremo 250 g. Miolo: 44 páginas, 15x21 cm, 1 cor tinta preta em offset 75g, lombada 4mm. Isbn e Ficha Catalográfica, Costurado, dobrado, Plastificação Fosco 1s , Corte/ vinco, hot melt. - ítem 7- 1.000 livros costurados "Versar : Abecedário de Versos Intransitivos"- capa: 21x46cm , 4x0 cores, tinta escala em Supremo 250 g. Miolo: 30 páginas, 15x21 cm, 1 cor tinta preta em offset 75g, lombada 4mm. Isbn e Ficha Catalográfica, Costurado, dobrado, Plastificação Fosco 1s , Corte/ vinco, hot melt. -- ítem 8- 1.000 caixas Boox -21x15cm, 4x0 cores, tinta escala em supremo 350 g Detalhes técnicos: - Uma Palestra gratuita sobre poesia em escola de rede pública de ensino.( contrapartida social)

Acessibilidade

- Impressão (01 unidade cada) dos 7 livros do autor em braile (acessibilidade para deficientes visuais) - Lançamento do box literário (livros) em espaço com rampas e espaço físico adequado para cadeirantes. - Doação de 20% dos livros para bibliotecas de Escolas da Rede Pública de Ensino. - Palestra/ oficina sobre poesia e contos com intérprete em libras. Na atividade , os participantes poderão manusear livros em Braille, com tipos maiores e ilustrações em alto relevo. (atividade para deficientes visuais)

Democratização do acesso

- Doação de 20% (vinte por cento) dos livros para bibliotecas públicas. (LIVRO) - Palestra sobre poesia com intérprete em libras, para alunos da rede pública de ensino, de ENTRADA FRANCA; (CONTRAPARTIDA SOCIAL)

Ficha técnica

Escritor: (atividade não remunerada) e coordenador geral (atividade remunerada) Curriculum Vitae Identificação Nome: Edvaldo Nepomuceno Data Nascimento : 04/12/1953 Profissão: jornalista, escritor e professor aposentado Obras Publicadas: · O sol e a laranja · Facho da noite · Acontecências do sertão · Voo diversos · Noites de Potências mágicas · Barco de Versos · Bau do sertão · O rei Galozim · A turma do arco´-iris · Varal de poesias · A saga de Rialma · A gênese de Rialma em Prosa e Versos · Cavalo de Fogo · Baú do sertão · Pelos sertões · Versos latinos de noites métricas · Versar : abededário de verbos intransitivos -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Editora e Gráfica Kelp´s - Editora Kelps é reconhecida como a principal casa editorial do Centro-Oeste, rompendo todas as barreiras geográficas atuando em todo o país. https://kelps.com.br --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Produção Executiva CURRICULO RESUMIDO Nome Completo : Dalva Alves da Paixão Formação : Design de Moda –U FG https://www.facebook.com/oficinadeprojetoseartes/ Contato : cel/whatsapp : 62-996881768 oficinadeprojetos@gmail.com 1 Escolaridade – Superior Completo Curso – Design de Moda – Fav - UFG 2 Elaboração de Projetos Tem experiência de 13 anos na elaboração de projetos culturais e sociais, através da Oficina de Projetos. 3 Assitente de Produção – Audiovisual : Curta/animação : A Natureza Agradece de Ana Maria Cordeiro Silva / Mandra Filmes. 4 Como arte educadora: - trabalhou no projeto Arte-educação na Fundação Jaime Câmara - trabalhou no projeto as quatro formas de expressões artísticas, na Associação Casa de Cultura Antonia Ferreira de Souza - trabalhou no projeto de oficinas em Jesupolis- GO com a artista plástico João Colagem e a arte educadora Andrea Gandolfi 5 - CEP EM ARTES BASILEU FRANÇA (03 anos) Assessoria da Coordenação de Artes Visuais Atividades desenvolvidas: atendimento à alunos e professores, organização de cursos livres e técnico, organização de eventos: exposições e feiras de arte e artesanato. 6 - Provazzi Engenharia e Planejamento. Período – 2003/ 2008 – Assistente (02 anos) Atividades desenvolvidas: avaliação de imóveis, pesquisa de mercado, atendimento junto a CEF 7 -Fundação Jaime Câmara/Casa Grande Galeria de Arte (12 anos) Assistente de Programas e Projetos Atividades desenvolvidas: organização de eventos, tais como: oficinas, cursos livres, workshops, exposições individuais e coletivas, mostras museológicas, visitas guiadas à biblioteca da Fundação e monitoria de alunos, seminários, concursos de artes plásticas, fotografia e literatura, concertos musicais (concertos em série), lançamentos de livros, feiras de arte e artesanato entre outros. Período: 1990 / 2002

Providência

PROJETO ARQUIVADO.