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Este projeto consiste na oferta gratuita de cursos de formação musical, para alunos de 5 a 18 anos, de instrumentos de cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo), de instrumentos de sopro _ madeiras (saxofone, flauta e clarinete) e de instrumentos de sopros _ metais (trompa, trompete, trombone e tuba). O projeto visa ainda a integração dos alunos na prática em grupo, através de orquestra sinfônica, big band e teoria musical, bem como as contrapartidas para formação de plateia e atendimento da comunidade, como palestras e apresentação.
As apresentações pedagógicas têm dois objetivos principais. Em primeiro lugar demonstrar aos pais e aos próprios alunos o trabalho quando ainda em progresso, servindo como instrumento avaliativo pelos professores, autoavaliativo pelos alunos e de acompanhamento para familiares. Em segundo lugar visa colocar os alunos em ambiente de apresentação artística, no sentido de capacitá-los na lida com as dificuldades de apresentações ao vivo. O repertório das apresentações são aqueles desenvolvidos em sala de aula (variados e diferentes para cada aluno ou grupo, dependendo do desenvolvimento técnico deles), tanto no ensino coletivo quanto no ensino individual, de modo que, entre uma apresentação e outra ao longo do ano letivo, seja possível constatar objetivamente a evolução não só dos alunos como dos grupos de câmara e orquestra. apresentações de 1h30 - 2h Apresentações artísticas:Diferente das apresentações pedagógicas, ocorrem apenas com os coletivos (ensembles e orquestra). São uma oportunidade para os alunos trabalharem repertório clássico tradicional, apresentando para a sociedade de Jaboticabal os resultados artísticos conseguidos no projeto. São a "vitrine" para o acompanhamento do crescimento artístico da escola de música. Também têm a função de fazer conhecido os próprios corpos estáveis, levando-os para fora do ambiente onde as aulas ocorrem. 1h30
Objetivo geral: Ofertar cursos de formação musical a crianças da cidade de Jaboticabal na Associação Vem e Vê, ligada à Igreja Redenção, a fim de atender a comunidade dentro da faixa etária estabelecida e tencionar suas inserções no universo da arte, principalmente a alunos em situação de risco social e, com isso, promover a inteligência coletiva e o diálogo entre as margens. Objetivos específicos: - Oferecer gratuitamente os cursos coletivos de instrumentos de cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo), de instrumentos de sopro _ madeiras (saxofone, flauta e clarinete) e de instrumentos de sopros _ metais (trompa, trompete, trombone e tuba), além da integração na prática de orquestra sinfônica, big band e teoria musical, com oferta distribuída segundo quadro abaixo: Cordas: 24 vagas para aulas individuais, 24 vagas extras para aulas coletivas (para iniciados na orquestra sinfonica e bigband segundo critérios de equilibrio dos conjuntos), perfazendo 48 vagas. Madeiras: 12 vagas para aulas individuais, 12 vagas extras para aulas coletivas (para iniciados na orquestra sinfonica e bigband segundo critérios de equilibrio dos conjuntos), perfazendo 24 vagas. Metais: 6 vagas para aulas individuais, 12 vagas extras para aulas coletivas (para iniciados na orquestra sinfonica e bigband segundo critérios de equilibrio dos conjuntos), perfazendo 18 vagas. - Oferecer a possibilidade de acesso a uma formação artística sólida, para 90 alunos com idade entre 5 e 18 anos; - Contratar 7 professores nas habilidades disponibilizadas no projeto, sendo dois destes professores polivalentes, no sentido da otimização do quadro: 1 professor para clarineta e flauta, e 1 professor para todos os instrumentos de metais, conforme já ocorre na escola da igreja. - Formar um corpo estável de jovens músicos que componham uma orquestra, uma bigband e grupos de câmara; - Realizar 2 apresentações artistico-pedagógicas voltadas para os pais e comunidade ligada ao projeto. - Realizar 2 apresentações gratuitas e abertas à comunidade, com participação dos grupos mencionados anteriormente, em Jaboticabal-SP. As apresentações são voltadas para os alunos que não participam do projeto, como forma de atender a contrapartida social. - Realizar 2 palestras interativas sobre música instrumental erudita (na associação Vem e vê, abertas à comunidade).
São amplamente reconhecidas as contribuições que as artes proporcionam ao desenvolvimento educacional de homens e mulheres, legando sempre a possibilidade de viabilizar reais alternativas de superação de condições psíquico-físicas, econômicas e sociais adversas. No caso da música clássica, tanto mais positivamente interventivas serão estas contribuições quanto mais cedo forem aplicadas. É neste âmbito que se justifica o uso da educação musical como instrumento essencial para se alcançar os objetivos educacionais mais altos junto às crianças da mais tenra idade: a música, diferentemente de outras artes, em especial o teatro, é mais efetiva enquanto educação artística (e física-motora) quando aplicada na educação de crianças em idades diminutas. A Igreja Redenção vem se consolidando _ nos últimos 15 anos _ como um importante centro cultural e artístico da cidade de Jaboticabal, interior de São Paulo. Isso se dá pelo histórico de tentativas de resgate de elementos infelizmente esquecidos nas comunidades cristãs modernas, mas que são a base da tradição ocidental, a saber, o ensino e a promoção de cultura através de escolas de música, coros e orquestras, que durante séculos foram fomentadas pelo universo cristão. Num sentido da criação de um espaço cultural que, para além de campo devocional _ foco principal da música religiosa _ pudesse contribuir para a sociedade secular, seu pastor Gideoni Morais fez nascer na Redenção uma orquestra sinfônica que surpreendentemente nunca contou com menos de 50 músicos. Coros e bandas também foram criados. Estes corpos estáveis da igreja, sempre ativos e operantes, foram se destacando e atraindo interessados na cidade e região. Para fins de melhora técnico-expressiva de seus alunos-membros a igreja aperfeiçoou e criou mais espaços para aulas, contratando ao longo dos últimos anos inúmeros professores de alto cabedal para formação musical de seus membros. Como resultado, o nível técnico dos conjuntos paulatinamente os levou a dar inúmeros concertos em espaços públicos nas mais diversas ocasiões, seja em festividades importantes, seja em eventos cívicos. A necessidade de interagir beneficamente com a cidade também criou demandas: da construção de mais salas de aulas e de ensaios propícios e bem equipados nas dependências da igreja à aquisição de equipamentos e instrumentos para o templo, a Redenção é hoje um ambiente que recebe também músicos e concertos de alto nível, se tornando um espaço de contribuição cultural para a cidade. Hoje, a igreja conta com 6 professores e um mestre-de-capela, focados no ensino da música clássica e da música sacra. A partir da criação de uma associação cultural _ "Vêm e Vê" _ a Redenção agora se sente apta a receber alunos (crianças e adolescentes) em suas dependências, a fim de que os logros conquistados com seus membros estejam acessíveis para a comunidade secular. É neste sentido que se apresenta para apreciação este projeto: Vêm e Vê _ Escola de Música e Artes da Igreja Redenção. Por fim, este projeto soma-se a outras iniciativas que buscam contribuir com o cumprimento dos incisos I e VIII, do artigo 1o. da Lei 8.313/91. Já no artigo 3o., desta mesma lei, este projeto se compromete com: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; e a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
Palestras:1 - Metodologias e Tendências Pedagógicas no Ensino Infanto-Juvenil de MúsicaConsiste em palestra aberta ao publico que visa expor aspectos de algumas correntes pedagógicas, bem como suas metodologias, focadas no ensino do instrumentos para crianças e jovens. O enfoque principal é em uma introdução ao ensino Suzuki (importante inclusive para professores de música). Por ser uma das mais eficientes formas de ensino de instrumentos de cordas no mundo, a introdução de conceitos ligados ao ensino Suzuki visa preparar terreno para sua aplicação não só no próprio projeto em ano subsequente, como traz elementos acessíveis à pais e não músicos que pretendem compreender os benefícios do ensino do instrumento para crianças e adolescentes. Outras tendências pedagógicas serão também apresentadas, no entanto, de modo colateral. 3 horas. 2- Palestras:História da Musica SacraPor estar o projeto num ambiente religioso, a palestra consiste em apresentação ilustrada da história da música sacra (tradição ocidental cristã), do cantochão (canto gregoriano, século X), passando pela música no protestantismo reformista (século XVI) aos dias de hoje. 3 horas
Síntese demonstrativa do plano pedagógico e filosofia de ensino. 1. Objetivo geral: proporcionar uma importante contribuição à integralidade da formação humana em seu desenvolvimento físico, cognitivo, social e econômico, se valendo da possibilidade de servir conteúdos e vivências diferenciadas. 2. Objetivos Específicos: a) Contribuir para a formação educativa integral do aluno por meio da arte, com foco na formação de um estofo cultural que sirva não só como complemento, mas também como fermenta de vivências sociais mais ricas ao longo da vida (inserção social); b) Propiciar o acesso à arte da música universal (inserção artístico-cultural); c) Como efeito colateral das ações em âmbito escolar, encaminhar jovens músicos para posterior formação acadêmica, projetando suas inserções no universo tão diversificado da arte e buscando a longo prazo a formação de músicos profissionais (profissionalização), dentre aqueles que, obviamente, se decidirem por este encaminhamento; d) Realização de duas palestras de formação de plateia em Jaboticabal. Abril e Novembro. e) Realização de 2 apresentações artísticas externas em Jaboticabal - Junho e Setembro f) Realização de duas apresentações artistico-pedagógicas voltadas para os pais e comunidade ligada ao projeto. Maio e Outubro 3. Justificativa: A grande demanda por cuidados com a educação brasileira tem sido suprida, em parte, por programas alternativos, consubstanciados através de projetos de cunho sociocultural. O grande hiato que separa o programa de canto orfeônico implantado por Heitor Villa-Lobos nos anos 30, e a atual aprovação da música como disciplina obrigatória na escola regular (algo que, a partir da terrível instabilidade política que se instalou no país nos últimos 2 anos, está ameaçado, e por isso mesmo ganha relevância ainda maior), demonstra o quanto é necessário ainda uma vinculação da arte com a educação, não só na compensação dos inúmeros malogros advindos deste mesmo hiato, como na possibilidade de proporcionar inclusão social, profissionalização técnico-artesanal e real acesso a obra de arte, evitando assim o que o teórico francês Pierre Bourdieu aponta em seus estudos: que o acesso à arte “gratuito, mas facultativo” passe a ser efetivamente um acesso à linguagem artística. Além disso, das muito reconhecidas contribuições que as artes proporcionam no desenvolvimento educacional do ser humano – fomento ao desenvolvimento cognitivo, formação humanística a partir da fruição do contato com o outro, disciplina física e psicológica baseada em ideais de auto-superação –, a possibilidade de viabilizar reais alternativas de superação de condições sociais adversas justifica o uso da educação musical como instrumento essencial para se atingir tais intenções. A música em sendo dentre as artes aquela cuja apreensão se dá melhor na mais tenra idade, tem também outra peculiaridade: na adolescência temos, na possibilidade da existência de formação anterior, um período sensível, por onde se define a excelência de das habilidades musicais de um jovem músico; no entanto, a faixa etária onde o aprendizado comprovadamente mais fecundo e definidor de caminhos ocorre é justamente aquele que parte dos anos da primeira infância, até os 9 anos, justamente o que compreende os anos que abrangem o espaço entre o primeiro e quinto anos do ensino infantil. Com todas as possibilidades cognitivas em plena efusão de potencialidades, nenhum momento pode ser considerado melhor do que este para uma inserção radical (no sentido etimológico de enraizamento) das mais diversas artes, no qual o movimento muscular fino, o refinamento cognitivo e a percepção auditiva possam ter impacto. 4. Carga Horária: Cada aluno cursa disciplinas essenciais, que correspondem ao nosso método de trabalho, privilegiando o ensino coletivo. A aplicação de uma metodologia baseada no ensino coletivo de instrumentos e teoria musical tem especial afinidade com o universo escolar, onde os outros tipos de saberes se dão justamente desta forma. Portanto, as aulas serão divididas e inseridas da seguinte forma: 1 – aulas individuais de clarinete (em dó ou sib), flauta (transversal) e saxofone (soprano e alto): a) Duração 30 minutos. Ênfase na aprendizagem de elementos técnicos mais finos e específicos, incluindo as primeiras noções de teoria musical aplicadas ao ensino prático do instrumento (solfejo, percepção, teoria básica: divisão, alturas, valoração das notas musicais). b) aulas coletivas e de naipes, ocorrem segundo exigência musical de equilíbrio e nível técnico no formato de música de câmara ou ensaio de naipe. 30 minutos cada grupo. c) 1h com todos juntos, integrando a orquestra sinfônica. Ênfase na aprendizagem coletiva em maior escala, pressupondo a divisão em naipes, a percepção prática da abordagem polifônica e politimbrística, a vivência coletiva com as diferenças, ressaltadas metaforicamente pela necessidade de harmonia entre os naipes. Tempo na orquestra acadêmica: 1h30 de ensaio/aula. 2- Aulas individuais de violino, viola, violoncelo, e contrabaixo: com instrumentos adaptados para o ensino da viola e do contrabaixo (violinos e violoncelos com afinação diferenciada para servirem como contrabaixo e viola, de forma que o tamanho se adapte a alunos com entre 5-18 anos): a) A primeira divisão ocorre com aulas individuais de 30 minutos, com ênfase na aprendizagem de elementos técnicos mais finos e específicos (exercícios de escalas e arpeggios; aspectos rítmicos trabalhados em cordas soltas, aplicação de direcionalidade de arcos para todos os exercícios técnicos); inclusão das primeiras noções de teoria musical aplicadas ao ensino prático do instrumento (solfejo, percepção, teoria básica: divisão, alturas, valoração das notas musicais). b) A segunda divisão ocorrerá com os mesmos alunos, agora divididos em orquestra infantil e orquestra acadêmica. Há admissão de alunos que não participam das aulas individuais, para iniciação do instrumento em sistema de musicalização coletiva, em grupos separados, com objetivo de, após um ano, estarem aptos para aulas individuais. Neste caso há ênfase na aprendizagem coletiva em maior escala, pressupondo a divisão em naipes trabalhados em forma de produção de repertório - sempre com arranjos especiais de melodias folclóricas ou métodos existentes (como 'Stringbuilder', Suzuki e outros de mesma natureza) - orientando a prática de orquestra de cordas visando não só a produção de repertório, mas também a percepção prática da abordagem polifônica e politimbrística, a vivência coletiva com as diferenças, ressaltadas metaforicamente pela necessidade de harmonia entre os naipes. Carga horário de ensaio de 1h30. 3- Aulas individuais de trompa, trompete, trombone e tuba: será ministrada pelo mesmo professor, de modo que haja economia funcional. a) A primeira divisão ocorre com aulas individuais de 30 minutos para os alunos mais adiantados sem levar em consideração o instrumento específico, com ênfase na aprendizagem de elementos técnicos mais finos e específicos (exercícios de escalas e arpeggios; aspectos rítmicos trabalhados tais quais embocadura, exercicios de respiração diafragmaticos, apoio, bem como inclusão das primeiras noções de teoria musical aplicadas ao ensino prático do instrumento (solfejo, percepção, teoria básica: divisão, alturas, valoração das notas musicais). b) A segunda divisão ocorrerá com os restantes, agora divididos em grupos coletivos de iniciação, segundo critério de divisão por nível técnico, estabelecido pelo docente, com objetivo de, após um ano, estarem aptos para aulas individuais, perfazendo o total de vagas oferecidos na descrição inicial do projeto. Neste caso há ênfase na aprendizagem coletiva em maior escala, pressupondo a divisão em naipes trabalhados em forma de produção de repertório - sempre com arranjos especiais de melodias folclóricas ou métodos existentes. c) Os que fazem aulas individuais também tocam na orquestra acadêmica, em ensaio de 1h30 com os demais, enquanto os outros atuam em grupo de câmara, havendo revezamento entre os dois grupos – forma de garantir o equilíbrio da orquestra. 4 - Aulas teóricas de apoio serão ministrada pelos próprios professores de instrumento no primeiro ano do presente projeto, sendo os alunos iniciantes. No caso dos alunos que chegam já iniciados a igreja proporcionará as aulas extras coletivas em suas dependencias, de modo extraordinário ao projeto 5. Público-alvo: Crianças e pré-adolescentes que vivem em situação de alto risco, casos de alta complexidade em suas demandas sociais – devido a situações econômicas, materiais ou educacionais precárias – oriundas da cidade de Jaboticabal. O foco, como já relatado anteriormente, é no atendimento ao público infantil, pois se compreende que no caso específico da arte musical, a aptidão melhor atendida no âmbito da formação, em especial no ambiente escolar, corresponde a faixa de parte da primeira infância até os 10 anos. Metodologia e Material didático: No intuito de contribuir para uma formação integral do público-alvo, os conteúdos são distribuídos em forma de disciplinas específicas, que se relacionam de forma interdisciplinar e, por vezes, transdisciplinar. O objetivo do projeto pedagógico é oferecer tanto um panorama técnico-artístico no âmbito da formação integral artística relacionada à formação integral regular, doravante complementar e inserida aos conteúdos da escola normal regular. A proposta consiste na manutenção de uma filosofia educacional que possa unificar os ideais e os objetivos de cada professor, e não necessariamente uma metodologia estanque e única para ser usada em cada uma das ramificações epistemológicas. Apesar deste critério de autonomia, é inegável que certa unidade metodológica se faça necessária em decorrência da justa adequação do ensino a parâmetros de unificação imperativos no ensino coletivo: uso do mesmo material impresso e dos mesmos métodos de aprendizagem técnica. Esta é uma forma imperativa também para que os professores que estejam em uma mesma sala – e no presente caso serão sempre 2 ou mais (cordas graves, cordas agudas; flauta e clarinete; coro e co-repetição etc.) – dêem conta de manter certa unidade no ensino de muitos alunos ao mesmo tempo, podendo ainda, com o tempo, ampliar os atendimentos. Assim sendo, o trabalho de cada professor nas aulas coletivas é guiado pela filosofia pedagógica e artística que postulamos. Ou seja, que procura uma terceira via entre as inovações e abordagens mais recentes oriundas da escola nova – trabalho de humanização, educação musical como ferramenta e suporte da educação geral, apreciação musical, coral como ferramenta socializante, ensino coletivo, etc. – e do estudo técnico mais tradicional – aquele no qual o alunos são submetidos a um programa geralmente progressivo nas aulas individuais de instrumento, que visam um desenvolvimento técnico baseado na tradição dos clássicos (Galamian, Sevcic, Kreutzer, Fiorillo etc.), ou nas disciplinas teóricas (Hindemith, Schoenberg, Gramani, Kuhn, Willems, Orff, Dalcroze, Grout/Palisca, Roy Bennet). É uma forma metodológica de abordar a diversidade que normalmente surge como demanda, respeitando ainda as diferenças epistemológicas entre as áreas do saber musical. Além dos autores já citados, que fornecem grande parte do material didático (para os menores parte do legado do método Suzuki e Strings Essentials), ainda há a proposta de criação/invenção de material didático próprio, baseado em arranjos/composições encomendadas para as especificidades do projeto, o que enriquece ainda as possibilidades de criação-publicação de material original. Síntese das atividades relatadas, aqui apresentadas em fluxo: a) Aulas de Instrumento: a espinha dorsal do projeto se realiza na formação de jovens educandos, aos quais são oferecidas as seguintes opções iniciais: flautas (transversal e, em casos excepcionais, doces soprano, contralto, tenor e baixo); clarinete; violino; viola, violoncelo, contrabaixo. b) Aulas de Coral: elemento crucial na formação musical humana, as aulas de coral são parte indispensável dentre as disciplinas musicais oferecidas. As possibilidades do canto coletivo são exploradas no intuito de agregar habilidades aos alunos, bem como servir como um veículo de socialização entre eles. c) Aulas de Teoria/apreciação musical: funcionam não só como parte indispensável da formação do instrumentista/cantor, mas também possibilitam uma inicial imersão na música sinfônica e de câmara de todos os tempos, em especial quando aplicada segundo novas tendências do ensino coletivo, já bastante pesquisado em ambiente acadêmico, onde uma aprendizagem em mais tenra idade deve não ser epistemologicamente isolada – como aulas de teoria abstrata, melhor adequada à adolescentes – mas em concomitância com as aulas práticas, conforme já relatado anteriormente. d) Aulas de Prática de câmara/orquestra: buscam suprir necessidades fundamentais para a formação do estudante de música, ou seja, aprender a tocar em grupo, trabalhar em equipe e praticar música em ambiente de sociabilização. Buscando sempre contemplar não somente a prática performática, mas também a composição musical, serão estudados não somente os grandes clássicos musicais, mas também obras recém escritas de compositores contemporâneos. 8. Profissionais envolvidos e respectivas formações: (constam na ficha técnica) 9. Responsável pela Coordenação geral Gideoni Ribeiro de Morais – Presidente da Igreja da Redenção, presidente do CONFIE - Conselho Fraterno de Igrejas Evangélicas, presidente do projeto Vem e Vê Associação, membro do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo, Diretor da Orquestra da Redenção, Pastor, Colunista, Apresentador do programa "Entre Nós" da rádio 101FM, Músico, Compositor, membro do grupo inter-religioso sobre questões de suicídio em Jaboticabal e palestrante motivacional. 10. Resumo dos Conteúdos: (já indicados no corpo do texto)
Até 10% das vagas abertas dos cursos oferecidos serão destinadas para alunos com deficiência cognitiva, visual, auditiva e física, distribuídas conforme demanda. Produto: Cursos de música Deficientes físicos: os locais que abrigarão as aulas na Associação Vem e Vê em Jaboticabal e a Igreja Redenção, são devidamente adaptados, contando com rampas de acesso, banheiros apropriados (em tamanho, tamanho das portas, vaso sanitário adequado, barras laterais) e cadeiras apropriadas. Sem custo. Produto: Palestras (contrapartida social) Deficiente físico e auditivo: No dia das apresentações e palestras, haverá sempre lugares específicos reservados e demarcados, além de pessoas treinadas para orientar e auxiliar aqueles com dificuldades de locomoção. Haverá também a presença de um intérprete de libras e de uma pessoa que transmita para cegos o contexto da comunicação informada. Custos na proposta. Produto: Apresentações pedagógicas Deficiente físico e auditivo: No dia das apresentações e palestras, haverá sempre lugares específicos reservados e demarcados, além de pessoas treinadas para orientar e auxiliar aqueles com dificuldades de locomoção. Haverá também a presença de um intérprete de libras e de uma pessoa que transmita para cegos o contexto da comunicação informada. Custos na proposta. Produto: Apresentações artísticas Deficiente físico e auditivo: No dia das apresentações e palestras, haverá sempre lugares específicos reservados e demarcados, além de pessoas treinadas para orientar e auxiliar aqueles com dificuldades de locomoção. Haverá também a presença de um intérprete de libras e de uma pessoa que transmita para cegos o contexto da comunicação informada. Custos na proposta. Custos na proposta.
Cursos: Todos os cursos oferecidos no projeto são gratuitos, assim como as atividades de difusão dos resultados do trabalho. Além disso, será permitida a captação das imagens das atividades e será assegurada sua autorização para veiculação por redes públicas de televisão. Todas as vagas oferecidas são destinadas a crianças e adolescentes de toda comunidade, com especial atenção àquelas com restrição de recursos financeiros e, muitas vezes, em situação de vulnerabilidade.
Gideoni Ribeiro de Morais – (Dirigente - Coordenador geral administrativo-financeiro) remunerado - É presidente da Igreja da Redenção, presidente do CONFIE - Conselho Fraterno de Igrejas Evangélicas, presidente do projeto Vem e Vê Associação, membro do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo, Diretor da Orquestra da Redenção, Pastor, Colunista, Apresentador do programa "Entre Nós" da rádio 101FM, Músico, Compositor, membro do grupo inter-religioso sobre questões de suicídio em Jaboticabal e palestrante motivacional. Lucas Eduardo da Silva (Lucas Galon – nome artístico) - Coordenador pedagógico - Doutor e Mestre em Artes - Musicologia - pela Universidade de São Paulo (ECA/USP, 2016 e 2011 respectivamente). Graduado em Música pela Universidade de São Paulo (ECA-USP Ribeirão Preto, 2006). Atualmente, trabalha como professor do curso de Licenciatura Plena em Música, da Universidade de Ribeirão Preto/UNAERP - Composição, Arranjo, Regência Coral, História e Filosofia da Música. Atua também como professor substituto na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). É coordenador artístico-pedagógico, compositor e professor nos projetos de ensino música da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto; atua como coordenador pedagógico da ALMA, sendo um de seus idealizadores; é membro efetivo do grupo de pesquisa NAP - CIPEM na Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Educação Artística, atuando principalmente nos seguintes temas: História da Música, História da Arte, Estética Musical, Composição Musical, Arranjo e Regência. Ayala Carla de Souza - professora violino - Bacharel em violino pela Universidade de São Paulo, professora e membro da Suzuki Asssociation Theacher of the Americas. Especialista em ensino coletivo infantil sob orientação de renomados professores como Shinobu Saito e José Márcio Galvão. Participou de cursos ligados ao ensino entre eles Emile Jacques Dalcroze com o professor Iramar Eustachio Rodrigues.Participou do Festival Música nas montanhas na cidade de Poços de Caldas nos anos de 2012 e 2016 tendo como professores Betina Stegman, Nelson Rios e Carmelo de los Santos. Atualmente ministra aulas no instituto Aparecido Savegnago na cidade de Sertãozinho, Academia livre de música e artes (ALMA – Núcleo II) e no projeto Música – Criança em parceria com a Universidade de São Paulo (São Joaquim da Barra). Daniel Isaías Fernandes -professor viola - Nascido em Ribeirão Preto, iniciou seus estudos musicais em 2002 na Igreja Evangélica Assembléia de Deus (Sede) com o Professor Adiel Gomes Pereira. Em 2003 deu início a seus estudos de viola com o Professor Rodrigo Braga e logo em seguida começou a ser orientado pelo Professor Doutor Gabriel Santiago Mateus (Argentina). De 2005 á 2012 integrou o naipe de violas da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Em 2006 entrou para faculdade de música da USP em Ribeirão Preto dando continuidade a seus estudos de viola com o Professor Ricardo Kubala e Horácio Shaefer. Participou dos festivais de Música nas Montanhas em Poços de Caldas (Edições 2009, 2010, 2011,2012, 2013 ,2014 e 2017) e Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão (2010e 2014). Dentre aulas regulares e marterclasses recebeu orientações de renomados professores como Renato Bandel, Marcelo Jaffé, Elisa Fukuda, Carmelo de los Santos, Eliane Tokeshi, Alejandro Drago, Pablo de Leon, Cláudio Cruz, Horácio Schaefer, Glesse Collet, Guilles Apap, Nicolas Koeckert, Alexandre Razera, Gabriel Marin e pelos componentes do quarteto Stanisas (França).Em 2011 Integrou a Orquestra Filarmônica de São Carlos. Ainda nesse ano foi convidado para ser professor de viola no V Simpósio de Música Sacra de Marília. Atuou também como primeira viola da orquestra USP Filarmônica nesse período. Atuou como professor na Instituição Aparecido Savegnago de Sertãozinho, na igreja Assembléia de Deus (Sede e Maria Casa Grande), na creche Alvorada e no projeto Orquestra Viva em Araxá (Minas Gerais). Atualmente é professor de violino e viola no projeto Jubal (Jaboticabal) e em São Joaquim da Barra. Marcos Fuzaro – professor violinoFez curso técnico em violino pelo Conservatório Estadual de Música Renato Frateschi. De 1986 a 1988, integrou a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto/SP, na qualidade de instrumentista. De 1994 a 2016, integrou o corpo docente do Conservatório Estadual de Música Renato Frateschi. De 1998 a 2003, integrou a Orquestra Sinfônica de Barretos/SP, na qualidade de instrumentista e professor de violino/viola clássica. De 2006 a 2014, integrou o corpo docente da Fundação Cultural Calmon Barreto de Araxá/MG. De 2006 a 2008, participou do Festival de Cordas Nathan Shwartzman, em Uberlândia. Em 2015, foi professor de vilino da Fundação Cultural de Uberaba/MG. José Matsumoto - (coordenador técnico) - Trompete, Trompa, Trombone e Tuba - Natural de Ribeirão Preto, o trombonista, compositor e arranjador é formado em música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já integrou diversas bandas da cidade e região. Atualmente educador de metais do Projeto Guri, Instituição Aparecido Savegnago, Música Crianças São Joaquim da Barra e trombonista da Banda Mogiana e Big Boom Orchestra, QJazz Quarteto. Paula Naime – professora de flauta - Licenciatura em Educação Artística com habilitação em Música na Escola de Comunicações e Artes em Ribeirão Preto ECA- USP (turma 2004).Cursando pedagogia na Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (8º semestre). Atualmente leciona flauta transversal e piano na escola livre de música “Ad Libitum” em Ribeirão Preto, flauta transversal na Instituição “Aparecido Savegnago” (projeto Elma – Escola Livre de Música e Artes), em Sertãozinho, e Artes na escola SEVIME em Cravinhos. Igor Picchi Toledo – professor de clarinete - É formado em música pela USP Ribeirão Preto (2015), tendo aulas com professores como Rubens Ricciardi, Rodolfo Coelho de Souza, Silvia Berg, entre outros. No início de 2012 e 2013, participou do Festival Internacional “FiatoalBrasile I” / “Fiato al Brasile II”, em Faenza na Itália. Também, em 2012, participou do projeto da oficina de sopros da OSESP Itinerante e do Festival Musica Nova, como espectador e membro atuante. Assistiu workshops, participou de oficinas e participou de concertos com os renomados Gabriele Mirabassi, Sergio Burgani (OSESP), Joel Barbosa (UFBA) e Silvio Zalambani (Conservatório ‘A. Scontrino’ de Trapani – Itália). Na USP-RP, é primeiro clarinetista da USP-Filarmônica. Atual integrante da Mogiana Jazz Band e do Quinteto de Sopros Pau a Pique. É professor de clarinete da Alma - Academia Livre de Música e Artes de Ribeirão Preto. Lincoln Reuel Mendes - professor de contrabaixo - iniciou seus estudos de piano clássico em 1997 com a professora Lúcia Garcetti na cidade de Franca. Em 2005 deu início a seus estudos de contrabaixo com o Professor Alexander Iurcik (Rússia) e em 2007 começou a ser orientado pelo Professor Diócles Ribeiro (Brasil). Em 2009, integrou o naipe de contrabaixo da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Neste mesmo ano entrou para Faculdade de Música da USP em Ribeirão Preto tendo sido orientado pelo professor Thibalt Dellor (França). Participou de festivais como: Música nas Montanhas em Poços de Caldas (Edição 2012, 2015), Festival Internacional de Música de Uberlândia (2011), Festival Internacional de Música de São Carlos e V Encontro Internacional de Contrabaixos (Argentina). Dentre aulas regulares e marterclasses recebeu orientações de renomados professores como Daniel Marelier (França), CatalinRotaru (Romênia) e Marcos Machado (UniversityMisssispi, EUA). Em 2011 a 2013 atuou como primeiro contrabaixo na Orquestra Filarmônica da USP. Foi professor e regente do Projeto Guri e Orquestra da Oscip Sabiá (Altinópolis) e hoje atua como professor da Instituição Aparecido Savegnago (Sertãozinho), do Projeto Kabuki (Ribeirão Preto) e da Alma – Academia Livre de Música e Artes (Ribeirão Preto). Tiago Eugênio Neves Giroto - 21 anos, professor de violoncelo - Iniciou seus estudos na instituição Aparecido Savegnago em 2008,tendo aulas com Robson Fonseca,Richard Gonçalves e Silvana Rangel.Com o projeto participou do festival Munasp(2014) onde teve aulas com Viktor Uzur.Iniciou nesse projeto também a prática de orquestra se apresentando em teatros e recitais.Em 2014,após uma seleção,foi aprovado e ingressou na ALMA (Academia Livre de Música e artes)onde teve aula com o professor Ladson Bruno,com a Alma,após uma seleção interna participou do festival Fiatto Al Brasille,em Faenza-Itália no ano de 2016 onde lá teve aulas com o professor italiano Denis Burioli e participou de um concerto no Museu Internacional de Cerâmica (MIC).Participou de festivais como Alma in Brasille nos anos de 2016,2017.Participou também da Camerata Alma, onde periodicamente no teatro Pedro Segundo em Ribeirão Preto se apresentou.Em 2019 ingressou na USP(Universidade de São Paulo)onde cursa Bacharelado e Licenciatura em Música sendo aluno do professor André Micheletti.
PROJETO ARQUIVADO.