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A Presente proposta tem por objetivo levar ao público a série de concertos "Uma nova música antiga 2020," da orquestra A Trupe Barroca. Tais concertos darão sequência ao trabalho de divulgação e pesquisa da música dos séculos XVII e XVIII, de forma historicamente orientada e com instrumentos de época, inciados pela orquestra desde o ano de 2017.
Todos os concertos da série "Uma nova Música Antiga 2020" possuem classificação livre, estando, portanto acessíveis e indicados para qualquer público. Nossa proposta se refere à realização de uma série de cinco concertos, na cidade de São Paulo, nos meses de maio à setembro de 2020. A programação dos concertos será assim organizada: Cronograma e programa da Série “Uma nova música antiga 2020” Programação Completa Maio Local: a definir Músicos envolvidos: 15 Programa: Overture e Andante Grazioso – Balet Don Juan – Ch. W. Gluck Concerto para cravo e orquestra em Ré maior – Hob VIII:11 – J. Haydn Solista: Ladson Matos (cravo) Sinfonia nº 16, em Dó Maior, KV 128 – W. A. Mozart Sinfonia nº 45, em fá sustenido menor, “Da despedida”, Hob I:45 – J. Haydn Regente: Sérgio Dias Ações complementares: ensaio aberto com palestra introdutória e Master Class com os solistas. Meta de público: 600 pessoas Junho Local: a definir Músicos envolvidos: 12 Programa: "Concerto de Inverno" Sinfonia em sol menor para cordas e contínuo - Johann Adolf Hasse Salve Regina em dó minor, RV 616 - A. Vivaldi Nisi Dominus, RV 608 - A. Vivaldi Contratenor: Bruno Costa Regente: Marcus Held Ações complementares: ensaio aberto com palestra introdutória e Master Class com os solistas. Meta de público: 600 pessoas Julho Local: a definir Músicos envolvidos: 16 Concerto “Um encontro entre Haydn e Mozart” Programa: Overture L'Isola d'isabitata, HOB. XXVIII: 9 – J. Haydn Concerto nº 9 em Mi Bemol Maior, KV 271 – W. A. Mozart Solista: Liliane Kans (fortepiano) Sinfonia nº 29, em sol Lá Maior, KV 201 – W. A. Mozart Sinfonia nº 49, em fá menor, “La passione, ” Hob 1:49 – J. Haydn. Regente: Eric Lehniger Ações complementares: ensaio aberto com palestra introdutória e Master Class com os solistas. Meta de público: 600 pessoas Agosto Local: a definir Músicos envolvidos: 9 Concerto "As várias faces do barroco" Programa: Overture L' Incoroazione di Dario, RV 719 - A. Vivaldi Concerto para em sol menor para cordas e contínuo, RV 152 – A. Vivaldi. Concerto em ré menor para Cravo e Orquestra em ré manor, BWV 1052- J. S. Bach Solista: Carlo Arruda Sinfonia para cordas em dó menor - G. B. Sammartini Overture Burlesca "Don Quixote" - G. Ph. Telemann Ações complementares: ensaio aberto com palestra introdutória e Master Class com os solistas. Meta de público: 600 pessoas Setembro Local: a definir Músicos envolvidos: 12 "Concerto de Primavera" Programa: Concerto Grosso In A menor Op.5 No.5 – T. Albinon Concerto para Flauta Doce e Traverso – G. PH. Telemann Concerto em lá menor para Oboé – Antonio Vivaldi Suíte Orquestral nº 2, em si menor – J. S. Bach Solistas: Lúcia Melo – Traverso Alberto Dominguez Galvez Regente: Sergio Dias Ações complementares: ensaios abertos com palestras introdutórias e Master Class com os solistas. Meta de público: 600 pessoas PÚBLICO TOTAL PREVISTO PARA OS CONCERTOS: 3.000 pessoas Além dos concertos, a Trupe Barroca investirá em outras atividades visando a democratização de seus trabalhos e ampliando o acesso ao público. Serão elas: a) Ensaios abertos com palestra introdutória - Cada um dos 5 concertos terá um ensaio aberto, voltado para estudantes de escolas públicas, com um número de participantes limitado à capacidade das salas onde se realizarão os concertos, porém com uma previsão mínima de 500 participantes. Serão, por tanto, ao final da série, beneficiados 2500 estudantes, no mínimo; e b) Master Classes - A Cada concerto, um ou mais solistas, ou mesmo o maestro envolvido, oferecerão um master class a alunos de música de instituições públicas, previamente inscritos e selecionados por chamamentos nas redes sociais de A Trupe Barroca. Cada master class será aberto para 20 pessoas, por concerto, beneficiando, ao final da série, 100 alunos de música. c) Exposição - Ao fim da série de concertos será realizada, preferencialmente durante o mês de janeiro, num espaço apropriado, uma exposição com os instrumentos históricos utilizados por A Trupe barroca ao longo do ano de 2020. Essa ação, tende a atrair um público expressivo, em torno de 3.000 pessoas, dependendo do espaço escolhido. Total de Pessoas beneficiadas diretamente pelo projeto: cerca de 9.000 (nove mil)
INTRODUÇÃO Criada no ano de 1998, a Trupe Barroca tem marcou o cenário musical capixaba com uma proposta estética relevante. Fundada originalmente com o nome de Victoria Ensamble, o grupo já se apresentou com importantes nomes do cenário musical brasileiro, como Jerzy Milewski (violino), Vanja Ferreira (harpa), Sérgio Dias (flauta), Inácio de Nonno (barítono), Aleida Schweiter (piano), entre outros. Foi a orquestra responsável pela execução da ópera Dido e Eneas (Purcell), em 1999, e pelas apresentações das Quatro estações (Vivaldi) em diversos municípios do Espírito Santo, em ciclos nos anos de 2003 e 2007. Entre outras apresentações, destaca-se também a execução do Stabat Mater (Pergolesi), durante a páscoa de 1999, lotando a catedral de Vitória. Hoje, num momento mais maduro e após um longo período de pesquisa e de investimentos e contando com uma formação bastante flexível que pode se adequar facilmente à riqueza sonora e diversidade instrumental do período barroco, apresentando-se com formações de 4 a 23 músicos de acordo com as necessidades do repertório escolhido, o grupo retoma o seu trabalho com uma proposta totalmente voltada para o resgate da música dos séculos XVII e XVIII através da utilização de instrumentos históricos originais e também de réplicas perfeitas confeccionadas exclusivamente para o grupo, proporcionando ao público capixaba a oportunidade de acesso a concertos de música barroca executados com instrumentos diferenciados - prática que, embora bastante difundida pelo mundo e em alguns estados brasileiros, é inédita no Espírito Santo - fomentando a renovação e a criação de novos públicos para música barroca. A Partir de março de 2019, a orquestra se fixou na cidade de São Paulo, na qual poderia vencer as dificuldades de propor espetáculos mais ousados, valendo-se das oportunidades e da oferta de profissionais qualificados que a cidade oferece OBJETIVO GERAL O presente projeto tem como objetivo permitir a continuidade das atividades do grupo, viabilizando sua programação de concertos para o ano de 2020, através da realização de cinco concertos, imprimindo um caráter formativo ao seu processo íntimo de pesquisa através da participação e orientação de importantes figuras do cenário musical nacional e internacional, favorecendo assim a troca de experiências na execução histórica de obras dos séculos XVII e XVIII. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Produto principal - "Apresentação Musical." a) oferecer ao público uma nova alternativa de execução da chamada "música antiga, através da realização de uma série de cinco concertos com a orquestra A Trupe Barroca; b) promover espetáculos acessíveis e que levem em conta o desejo de, de fato, democratizar a música de concerto; c) incentivar a troca de experiências entre os profissionais da orquestra e seus maestros e solistas visitantes, contribuindo para o fortalecimento dos vínculos artísticos e a compreensão de novas abordagens interpretativas; d) e) oferecer, um espetáculo de qualidade a todo público interessado, sem distinção de sua condição social, religião, gênero, idade, garantindo, inclusive garantindo os mecanismos necessários à acessibilidade de pessoas idosas e em situação de deficiência; g) incentivar a criação e renovação de novos públicos para espetáculos da chamada música antiga; h) incentivar o interesse de jovens músicos e técnicos em aprofundar-se no universo da música dos séculos XVII e XVIII; i) incentivar o estudo e a pesquisa em obras musicais e a montagem de novos espetáculos do gênero; e j) fortalecer o movimento de música antiga no País. Produto Secundário - "Contrapartida Social." a) Propor espaços de conexão com o público, sobretudo aqueles mais carentes, através da realização de ensaio abertos com palestras introdutórias; b) Oferecer gratuitamente oficinas de música a 70 estudantes de música da rede pública, sendo vinte vagas para alunos executantes e 50 vagas para alunos ouvintes, por cada concerto; e c) Ao final da temporada, promover uma exposição gratuita dos instrumentos históricos da orquestra, bem como fotos e informações sobre os concertos realizados, em local público de fácil acesso;
A realização da Temporada 2020 e a continuidade da pesquisa da Trupe Barroca se justifica, principalmente, na oferta de um produto que agrega oportunidades ímpares, tanto para os músicos e a equipe envolvida, quanto para o público em geral, tratando-se de uma chance inédita de se experimentar concertos de música barroca de uma forma "nova" e surpreendente, através de execuções que remetem aos originais, resultando em sonoridades e efeitos estéticos peculiares. Este tipo de trabalho, ainda relativamente novo no Brasil, revelaria ao público uma música que, embora conhecida de muitos, se tornaria inédita, uma vez que em sua "reconstrução" histórica, novos processos foram reavaliados, os instrumentos foram revistos, assim como o seu sistema de afinação e de ornamentação, enfim, todo um conjunto de procedimentos que acabarão por nos revelar, de fato, uma "nova" música "antiga". Assim, através dessa experiência, poderemos nos aperceber que esta música se desvenda inédita não porque ignota - soterrada como estava pela poeira do tempo -, mas porque corrobora práticas mentais que, embora não nos sejam familiares, podem ser logo compreendidas se manipuladas com a devida perícia. É esta a razão pela qual muitos já não conseguem ouvir a chamada música antiga se desprovida das ajustadas atitudes práticas e intelectuais. Deste modo se nos apresenta uma assertiva simples, contudo esclarecedora: É um desacerto grosseiro considerar um violino barroco insuficiente ou primitivo; em contrapartida, poderíamos ajuizar que um violino moderno se mostra demasiado (inapropriado) para a linguagem barroca. A presente proposta nos dá a oportunidade de trazer para um público cada vez mais ávido por novidades uma música reproduzida à ideia de seu tempo, fazendo que seu ouvinte além de assistir excelentes concertos, possa, também se conectar à atmosfera criativa em que essas obras foram compostas. Esse trabalho iniciado pela Trupe Barroca, em 2017, com essa proposta, conquistou, a cada novo concerto, um público cada vez mais expressivo e de todas as idades. Além disso, a orquestra já criou a rotina de, ao final do seu ano de trabalho, promover, sempre no mês de janeiro seguinte uma exposição em espaço público acessível, com fotografias e seus instrumentos históricos, revelando assim, além do trabalho do grupo, também as curiosidades estéticas e sonoras dos instrumentos (alguns deles com quase 300 anos) de que se utiliza em seus concertos. Cada tempo, cada circunstância, produz o cabedal necessário para a sua correta elocução. Cabe a nós selecionar os meios apropriados para "dizer" as verdades históricas. Se é que elas existem. Desse modo, a presente proposta se enquadra perfeitamente nos objetivos definidos pela Lei 8313/1991, em sei artigo 1º, através dos incisos: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; (...) VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - Priorizar o produto cultural originário do País (embora estejamos falando de uma obra universal, sua concepção e adaptação, bem como os saberes de técnicos e artistas envolvidos se dão a partir da realidade brasileira, tanto do ponto de vista da formação da maioria dos envolvidos, quanto da concepção da montagem em si). Diante do exposto, a proposta apresentada atenderá os seguintes objetivos constantes no artigo 3° da Lei 8313/91: I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante: (...) c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos (durante o período de ensaios, serão realizadas palestras, oficinas de curta duração e ensaio abertos para estudantes de música de instituição pública ou sem fins lucrativos). II - Fomento à produção cultural e artística, mediante: (...) c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore, e (...) e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres (é importante registrar que a presente proposta prevê, após o término da temporada, realizar em local acessível ao público e de forma gratuita uma exposição com os instrumentos históricos e as réplicas utilizadas pela orquestra A Trupe Barroca). IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos (a proposta, mediante o que estabelece a legislação, ofertará, de forma gratuita uma parcela dos ingressos, tentando buscar mecansmos para atender aos mais necessitados); b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos. V - Apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: (...) b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; (...) c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura.
Considerações sobre os efeitos multiplicadores do projeto. A concepção e criação de um evento artístico e sua apresentação ao público encerra em si mesma o poder de fomento e fruição da arte e da cultura. Transformar a mesma proposta em um processo continuado de pesquisa multiplica e potencializa seus efeitos, consolidando uma troca de conhecimentos entre artistas de dentro e de fora do estado, aprofundando as relações com a plateia e investindo na formação intelectual do público. O projeto “Uma nova música antiga 2020” alavanca a produção musical quando patrocina as atividades de pesquisa, intercâmbio e apresentações de uma orquestra por todo um ano, inserindo no mercado uma proposta musical inédita. O projeto também investe em ações de conexão com o público, adotando além do trabalho de formação de plateia, uma postura de formação DA plateia. E contempla, com ações abertas - ensaio, palestras e exposição de instrumentos -, a democratização do acesso à cultura e aproximação do público com uma "nova" forma de se fazer música "antiga." Muito se fala no “trazer de fora”. Pouco se explora “o que temos”. Quase nunca se pensa no que “se deixa”. O Brasil e, especialmente, a cidade de São Paulo já possui músicos e pesquisadores que são verdadeiras referencias o trabalho quase arqueológico de levar ao público uma música antiga envolta em sua própria atmosfera estilística e contexto instrumental de sua própria época. “Uma nova música antiga 2020” reúne artistas locais e, também, artistas de outros estados e países. Através dessa relação, o conhecimento se acumula e as experiências compartilhadas expandem os horizontes das possibilidades e - por que não dizer? - Ousadias artísticas. Os músicos convidados voltam para suas terras após a realização das atividades. Para o artista local (e consequentemente para o público) permanece um material formativo capaz de se enraizar e se multiplicar, qualificando a produção musical e favorecendo o ouvinte musical com um produto diferenciado, responsável e impactante. Algumas questões importantes sobre o projeto: a) A Planilha de recolhimento de tributos não está preenchida porque só trabalhamos com profissionais que possam emitir notas fiscais de seus servisços e produtos; e b) Alguns itens, com a finalidade de facilitar a logísticas e mesmo minimizar gastos, foram solicitados a serem incluídos no projeto;
Embora remonte à primeira metade do século XIX o interesse pelas composições praticadas no período barroco - até então a arte ouvida nos teatros, salões e igrejas era absolutamente sintonizada com a contemporaneidade -, é somente após as duas grandes guerras, ocorridas sequencialmente no início do século seguinte, que se vai notar um gradual empenho em fazê-las ouvir de maneira historicamente informada (sob a égide de um historicismo patrocinado pelo advento da História Conceitual), dotando-a de recursos instrumentais e retóricos adequados. De fato, é nas primeiras décadas dos oitocentos que os compositores vão, na inefável busca construtivista de suas então individualidades, começar a voltar seus olhos para o passado, no sentido de fruí-lo como objeto não apenas de estudo, como era praxe até então, mas de consumo efetivo. Todavia, naquelas primeiras décadas do século romântico o interesse pela chamada música antiga foi muito mais reverencial - digno de curiosidade - do que contextual. Os moldes através dos quais foram reconstruídos os repertórios mantiveram as disposições seguidas pela música do momento, que por sua vez jamais poderia se eximir dos “progressos” perpetrados pela recentíssima revolução industrial que, de pronto, reformulara os padrões organológicos, promovendo a transformação física dos instrumentos musicais, mesmo criando novos, tudo em sintonia com as mais modernas concepções estético-interpretativas daquele estimulante momento. Em tal contexto, não se preocuparam, aqueles que desenterravam a música do passado, em percebê-la como algo orgânico, com valores próprios, e vinculada a uma maneira de ser que amiúde era combatida como algo decrépito ou fora de moda, portanto passível de rejeição. Numa comparação em nada imódica, o passado tornara-se tão exótico quanto a arte produzida pelos povos nativos da América, d´África ou do oriente. Mister era sim sagrar a tradição, mas submetendo-a ao crivo das conquistas contemporâneas. Muitos foram os esforços para soerguer este passado. Na esteira deles, urge uma nova maneira de enxergálo. Um delírio de autenticidade se instala; não para fazer com que num estalar de dedos o passado se transpusesse, mas para que dele fruíssemos criativamente, observado sob o crivo de visões não etnocêntricas. Para a música, uma arte que segundo a tradição ocidental se cultiva através de suportes escritos, tudo foi mais complexo. A incipiente musicologia, ainda desaparelhada, tinha de prover os estudiosos e intérpretes com informações procedimentais para além do meramente grafado em antigos manuscritos e impressos. A solução era criticar o passado. Tratados foram assim consultados; do mesmo modo que vasculhadas as crônicas e toda a sorte de testemunhos de época. Um importante universo transdisciplinar se conforma, assim como aparatos filológicos e paleográficos são levantados com o intuito de perceber como as práticas se alteraram ao longo do tempo, e os seus porquês. O Trabalho desenvolvido por A Trupe Barroca, busca refazer essa conexão com as formas estéticas e instrumentais das músicas dos séculos XVII e XVIII, convidando o público a ouvir, obras que muitos já conhecem, através de uma nova perspectiva histórica. Nesse sentido, o projeto investe em ações de pesquisa, pequenas palestras em ensaios abertos a estudantes e, ao final, uma exposição com os instrumentos históricos utilizados por A Trupe Barroca, em seus concertos. Tais ações, fazem, por certo, parte de um projeto pedagógico que busca instruir o público sobre as nuances da música barroca, bem como atrair a curiosidade de pesquisadores e estudantes para esse tipo de trabalho. A Série de concertos prevê cinco concertos, realizados em espaços acessíveis na cidade de São Paulo, buscando democratizar os espetáculos, respeitando os percentuais de gratuidade, meia estrada e preços populares estabelecidos pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania. O Projeto tem como importante premissa a realização de atividades de formação de plateia com forte cunho didático. Para tanto estão previstas ações como ensaios abertos para anunos e professores de escolas públicas ou instituições sociais, sempre precedidos de uma palestra e comentários sobre as obras apresentadas, contextualizando-as com o momento social e artístico em que foram compostas. Além disso, para cada concerto se propões uma oficina de um ou dois dias, na qual, nossos solistas atenderão diretamente a 20 alunos selecionados e mais 50 ouvintes. Por fim, com o intuito de aproximar ainda mais o público do trabalho de A Trupe Barroca, ofereceremos, ao fim da série de concertos uma exposição de um mês em local acessível e de grande circulação, expondo os nossos intrumentos utilizados na série de concertos, informações sobre o grupo e fotos de nossos concertos. A programação músical será composta de 4 concertos exclusivamente instrumentais, cujo custo, considerando a médias da divisão das etapas de pré-produção, pós-produção despesas advocatícias e contábeis e custos vinculados estão previstos em R$ 521.282,30. Haverá, ainda, um concerto mesclado obras instrumentais e vocais, para um solista de canto, cujo custo, considerando a médias da divisão das etapas de pré-produção, pós-produção despesas advocatícias e contábeis e custos vinculados estão previstos em R$ 130.320,57. O programa desse concerto trará para canto as seguintes obras do sacras do compositor italiano Antônio Vivaldi: Nisi Dominus (Salmo 126), RV 608 e Salve Regina (Salve Rainha), RV 616. Cada concerto prevê um público médio de 600 pessoas para o produto principal "Apresentação MUsical" e cerca de 570 para o produto secundário "Contrapartida Social", divididos entre o ensaio aberto com palestra e a ofinica de música. Ainda será somada a essa média a participação do público na exposição que, também, será oferecida dentro das ações do produto "Contrapartida Social." Portanto, o detalhamente das apresentações é o seguinte: a) Número de apresentações exclusivamente instrumentais: 4 b) Número de apresentações com canto: 1 c) Custo previsto para as apresentações exclusivamente intrumentais: R$ 522.162,30 (Quinhentos e vinte e dois mil, cento e sessenta e dois reais e trinta centavos); d) Custo previst para as apresentações com canto: R$ 130.540,57 (Cento e trinta mil, quinhentos e quarenta reais e cinquenta e sete centavos).
Todos os espaços sugeridos para os concertos de A Trupe Barroca, bem como suas atividades extras ou complementares deverão atender às normas oficiais de acessibilidade, contando com rampas, banheiros adaptados, espaços especiais na plateia para cadeirantes, cadeiras especiais para pessoas obesas, guias táteis, entre outros recursos. Do ponto de vista da acessibilidade de conteúdo, a produção buscará encontrar todos os recursos necessários para que o espetáculo, torne-se, de fato acessível, investindo em materiais em Braille, em audiodescrição dos espetáculos, quando for possível, tentando, dessa forma, garantir, ao máximo a experiência dos concertos de A Trupe Barroca para todo o público. Nossa equipe possui profissionais capacitados para assessorar-nos nas questões relativas a acessibilidade física e de conteúdo.
O Projeto "Uma nova música antiga" de A Trupe Barroca efetiva o alcance da Lei 8313/91, democratizando o acesso a espetáculos musicais de excelente nível, garantidos com os recursos públicos da Lei de incentivo à cultura, integrando, dessa forma, uma série de diferentes experiências em torno da música "antiga." Além disso, o projeto deve contemplar públicos distintos - tanto de imediato na oferta do espetáculo, quanto a médio e longo prazo através do fortalecimento e da qualificação profissional e artística individuais experimentados pelos integrantes do processo - conhecimentos acumulados que se revelarão em seus trabalhos futuros levados à comunidade como um todo. Devemos, ainda, entender que projetos dessa natureza, sempre catalisam para si novos interesses que, por sua vez, acabam incentivando outras produções artísticas, além do desejo de formação e pesquisa, tanto para seus participantes diretos, quanto para o público em geral. Nesse sentido, o espetáculo, além de se tornar um evento acessível a todo o público, sem exceção de idade, gênero, etnia, credo ou cultura, cumpre também o seu papel social, distribuindo a cota de ingressos gratuitos ao público de baixa renda e estudantes e, garantindo, também, a cobrança máxima do ingresso inteiro no valor de R$ 50,00, o equivalente ao Vale-cultura, assim como a cota de meia entrada. Tal iniciativa, com efeito, democratiza o acesso ao espetáculo e garante a uma parcela da população o direito ao acesso à cultura, fazendo com que o recurso público, garantido na forma de financiamento indireto, chegue aos seus principais beneficiários. Além disso, a proposta apresentada, tem como contrapartida, para cada apresentação, um ensaio aberto, precedido de uma palestra introdutória a ser oferecido a grupos de estudantes de instituições públicas ou sem fins lucrativos, previamente selecionados. O grupo oferece, ainda, sempre no mês seguinte à sua última apresentação do ano (geralmente no mês de janeiro) uma exposição de seus instrumentos históricos e réplicas, em espaço um público acessível (preferencialmente um museu ou galeria de arte), como forma de ampliar a experiência do público com o trabalho da orquestra e os instrumentos históricos que a constituem. Além disso, o projeto prevê ações que atemdem aplenamente ao exposto no art. 21º da Instrução Normativa 2/2019 do Ministério da cidadania, tais como descritas abaixo: Produto - Apresentação musical Em atendimento ao disposto no Artigo 21 da IN 2/2019 do Ministério da Cidadania, a produção adotará as ações previstas no seguinte inciso: III - Disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; e IV - Permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou aturizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; Produto - Contrapartida social A produção, em atendimento ao artigo 21 da N 2/2019 do Ministério da Cidadania, adotará as ações de ensaios abertos e palestras, previstas no seguinte inciso V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estagios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22; O Projeto têm em seu planejamento a oferta de atividades de formação, assim divididas: cinco ensaios abertos com palestras, cinco ofininas para 20 participantes e 50 ouvintes e uma exposição de um mês dos instrumentos musicais, fotos e informações sobre os concertos de A Trupe Barroca. Essas iniciativas pretendem beneficiar cerca de 3000 estudantes e professores da rede pública de ensino.
Atuação da Instituição Proponente A Associação Ricardina Stamatto é uma instituição sem fins lucrativos que, dentre suas finalidades, tem por objetivo promover, incentivas ou fomentar, por si ou por terceiros, devidamente autorizados, a realização de cursos ou eventos culturais e artísticos, podendo para tanto celebrar parcerias para tal fim com instituições públicas ou privadas, como com pessoas físicas ou jurídicas. Dessa forma, a ACRIS (Associação Cultural Ricardina Stamatto), desenvolve uma série de projetos promovendo atividades artísticas das mais variadas, como concertos, recitais, festivais de música, encontros literários, entre outras. O projeto "A Trupe Barroca - Uma nova Música Antiga - Série de Concertos 2020" é uma dessas importantes iniciativas que a ACRIS deseja realizar no ano de 2020. Toda a gestão administrativa, decisória e financeira será exercida pela ACRIS, cabendo a esta a responsabilidade pelas contratações, contratos, custos assumidos, negociações, relatório final e sua devida prestação de contas. A presidente da instituição, ordenadora de despesas e resposnsével pela gestão da mesma, desempenhará sua atividade de maneira voluntária. Ficha Técnica Isa Virgínia Boechat Povoa - Presidente da Acris É Pianista formada pela Faculdade de música do Espírito Santo, pós-graduada na Academia Lerenzo Fernandez (RJ), na classe do professor Luiz Henrique Senise e pelo Conservatório Santa Marcelina (SP), com o professor Alfredo Cerquinho. Foi aluna, também, da professora Miriam Dauesberg. Na faculdade de Música do Espírito Santo, ocupou as cadeiras de Piano, Música de Câmara, além de ter exercido as funções de Coordenadora dos cursos de teclado e percurção e Assessora Acadêmica. Foi também Diretora Geral da instituição entre os anos de 1996 e 1998. A Trupe Barroca - Orquestra Criada no ano de 1998, a Trupe Barroca tem uma proposta estética relevante e inovadora. Fundada originalmente com o nome de Victoria Ensamble, o grupo já se apresentou com importantes nomes do cenário musical brasileiro, como Jerzy Milewski (violino), Vanja Ferreira (harpa), Sérgio Dias (flauta), Inácio de Nonno (barítono), Aleida Schweiter (piano), entre outros. A Partir de 2017, a orquestra assumiu a proposta ousada de se dedicar exclusivamente ao repertório dos séculos XVII e XVIII, utilizando-se de instrumentos de época ou cópias perfeitas e investindo em pesquisa e nas sutilezas das interpretações historicamente orientadas. Washington Luiz Sieleman Almeida (Diretor Geral e Diretor Artístico) É Sociólogo, músico e produtor cultural, Mestre em Ciências Sociais pela UFES é, ainda, palestrante. Como produtor, organizou e participou de inúmeros concertos, festivais de música, além de vários espetáculos de teatro, merecendo destaque especial as óperas Dido e Enéas (1999), Il Capanello (2008), a peça teatral O Avarento, com Jorge Dória (2004) e a Orquestra Brasileira de Sapateado (2004). Possui artigos publicados nas áreas de inclusão social, antropologia, sociologia e música e sociedade. Sua dissertação de mestrado, “Villa-Lobos: música e nacionalismo na República Velha, ” encontra-se em processo de revisão e atualização para publicação nos próximos meses. Foi o fundador e diretor artístico das Orquestras de Câmara da Universidade Federal do Espírito Santo, do grupo Victoria Ensamble e, desde 2017, de A Trupe Barroca, com a qual, tem desenvolvido intensa atividade até o momento, destacando-se concertos, máster classes, exposições, palestras, concertos didáticos e recitais de música antiga. Sérgio Dias - Regente Sérgio Dias nasceu em 1961, no Rio de Janeiro. É graduado em Flauta, Composição e Regência, pós-graduado em Educação Musical, em Arte e Cultura Barroca e Mestre em Música (com área de concentração em Musicologia Histórica). Ex-professor do Conservatório Brasileiro de Música, ex-titular de Harmonia, Contraponto, Fuga e Estruturação Musical da Faculdade de Música do Espírito Santo - FAMES e ex-professor de História do Teatro da Escola de Artes FAFI (Prefeitura Municipal de Vitória / ES). Ex-professor substituto de História da Música do Conservatório de Coimbra e da Escola Superior de Educação de Lisboa. Atualmente é professor e musicólogo do Departamento de Música da Universidade Federal de Pernambuco. Marcus Held - Spalla e Regente Aulixiar Natural de São Paulo, é Doutorando e Mestre Música (Musicologia) pela Universidade de São Paulo (2017), cuja pesquisa resultou na primeira tradução no Brasil e à língua portuguesa da obra tratadística completa de Francesco Geminiani (1687-1762). Especializou-se em Música Antiga (Violino Barroco) na Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP), na Escola Municipal de Música de São Paulo (Fundação Theatro Municipal de São Paulo) e na Escola Superior de Música de Catalunya (ESMUC-Barcelona). Foi chefe de naipe da Orquestra Jovem Tom Jobim, violinista da Orquestra de Câmara da USP (OCAM) e da Orquestra Barroca da EMESP. Desde 2012, transita nas cadeiras de chefe de naipe, concertino e spalla do Conjunto de Música Antiga da USP.Com experiência internacional na prática e no estudo da Música Antiga, participou de mais de 30 festivais e cursos de curta duração no Brasil e na Europa, tais como a Oficina de Música Antiga de Curitiba (2014-2019), The Parley of Instruments International Summer School (Universidade de Cambridge, 2013) e La Petite Bande Summer Academy (Itália, 2016).Com diversos artigos sobre a música dos séculos XVII e XVIII publicados em revistas especializadas, dedica-se à performance e à pesquisa música antiga. Atualmente, é professor de Violino Barroco e História da Música do Conservatório de Tatuí e spalla da Orquestra A Trupe Barroca. Eric Lehninger - Regente É natural da Alemanha, onde começou a tocar violino aos cinco anos de idade, orientado por seu pai. Com onze anos tornou-se aluno de Helmut Zernick, em Colônia, e neste mesmo ano deu seu "debut" em público com um recital de violino e piano. Em 1963 integrou-se à classe de Max Rostal na Escola Superior de Música em Colônia, onde diplomou-se em 1969. Ainda como estudante, exerceu o cargo de Spalla da Orquestra de Câmara da Renânia. Sua extensa atividade como Solista e Camerista o levou para muitas cidades em quatro continentes, inclusive ao Brasil em 1970, onde realizou a primeira audição sul-americana do concerto "Memória de um Anjo" de Alban Berg. De 1971 a 1974 foi Spalla da ""Nordwestdeutsche Philharmonie"" sob a direção de Erich Bergel. No mesmo período continuou seus estudos sob a orientação de Arthur Grumiaux. Desde 1975 está radicado no Brasil. Neste mesmo ano fundou junto com Gilberto Tinetti e Watson Clis, o ""Trio Brasileiro"" que logo consagrou-se com apresentações e gravações no Brasil e no Exterior. Liliana Kans - Fortepianista Pianista natural de São Paulo, apaixonou-se pela música de câmara logo nos primeiros anos de universidade, nas aulas dessa disciplina ministradas pelo violoncelista alemão radicado no Brasil, Peter Dauelsberg. Desde então forma um duo com o violinista Fábio Chamma e exerce intensa atividade camerística nas mais diversas formações instrumentais, de duos a quintetos. No seu contínuo interesse por novos desafios e parcerias pautados pela troca de experiências, nasceu o duo com Alberto Kanji, principalmente pela paixão em comum pela “música historicamente informada”. Lançaram então em 2014 o CD “Beethoven – Sonatas op.05 e Variações WoO46”, gravado com instrumentos de época.Começou a estudar piano ainda na infância, com Ilza Antunes. Posteriormente teve também como professores, Daisy de Luca e Beatriz Balzi, esta última na Universidade Estadual Paulista (UNESP) onde se graduou. Foi convidada a estudar na classe de Dalia Ouziel no Conservatório Real de Mons na Bélgica e em seguida contemplada com bolsa de estudos da CAPES para o curso de Especialização em Piano e Música de Câmara no Conservatório Real de Antuérpia na classe da pianista Eliane Rodrigues e do violinista Jerrold Rubenstein.
PROJETO ARQUIVADO.