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Trata-se de trazer aos palcos paulistas a polêmica obra de Oscar Wilde, em nova remontagem do drama poético Salomé, adaptando a famosa história bíblica da princesa da Judéia que se apaixona pelo profeta João Batista. O objetivo é revelar a fase simbolista do autor, personificada na lua, trazendo para as cenas contradições entre o ego e o superego concretizados no amor da personagem central que beira o limiar da loucura. Toda a encenação sugere uma fábula entre o sonho e a realidade.
Durante a festa de aniversário de Herodes, a filha de Herodíades (Salomé) apresenta uma dança sensual diante de todos, a qual agrada o rei, que está completamente hipnotizado pela beleza da enteada e nutre por ela desejos inconfessáveis. Herodes, então, para demonstrar sua gratidão, promete-lhe a concessão de qualquer pedido. Salomé, inconformada com o desprezo do profeta João Batista, pelo qual havia se apaixonado, pede ao rei que lhe entregue a cabeça do amado em uma bandeja de prata. Herodes fica triste e teme pelas conseqüências desse assassinato, devido à popularidade de João Batista junto ao povo. Mas, diante de seu juramento na frente de seus convidados, ordena aos guardas que atendam ao pedido da jovem e manda cortar a cabeça do profeta. De posse da cabeça do homem que tanto a rejeitou, Salomé finalmente beija a boca de João Batista consumando seu amor ao mesmo tempo em que satisfaz seu desejo de vingança por ter sido ignorada.
Objetivo Geral: A montagem tem como objetivo revelar ao público uma das obras mais importantes de Oscar Wilde, prestigiado escritor da época vitoriana que expõe uma nova versão sobre o mito bíblico de Salomé para o teatro. Pretende-se mostrar que na visão do autor a jovem princesa simbolizava a mulher moderna e as aparências da sociedade hipócrita. A pedra angular de toda a obra e vida de Oscar Wilde é a simples supremacia do cotidiano sobre os dogmas cristãos. Mesmo criado em uma família protestante e vivendo em plena Era Vitoriana, o renomado escritor irlandês sempre deixou claro seu desprezo pela religião e costumes estabelecidos, além de se referir constantemente a metafísica e a tradição como deturpações da realidade. Vivia e escrevia de modo coerente apenas com o mundo em que acreditava, ao invés de buscar uma saída em suposições fantasiosas. Sua estética era humana, sua ética mundana e toda sua filosofia, expressa em seus livros e aforismos, era extremamente irônica e sarcástica. Contra a fé e a crença em um mundo espiritual de idéias eternas e etéreas, Wilde rompeu com o modo platônico de pensar que vem se perpetuando através da cristandade por séculos. Ao contrário do que a sociedade da época estabelecia, tinha a crença de que a estética aflorava internamente no homem, onde o bom, o belo e o agradável são determinados pelo indivíduo e não em interesses diversos baseados na economia e religião. Preocupado com a possibilidade do ser humano tornar-se prisioneiro do mundo objetivo, encontra na imaginação a utilidade e beleza da mentira sem confundi-la com aquilo que é real. Oscar evita assim cometer os mesmos erros dos metafísicos platônicos ou cristãos e vivencia na arte a verdadeira expressão da imaginação, antes deturpada pela crença. Objetivo específico: O objetivo específico é a produção do espetáculo teatral "Salomé", para uma temporada de três meses (36 apresentações), em teatro de aproximadamente 200 lugares, na cidade de São Paulo - SP, com sessões às sextas, sábados e domingos, com público estimado em 7.200 pessoas. Os ingressos custarão R$ 80,00 (inteira), R$ 40,00 (meia entrada) e R$ 20,00 o ingresso promocional.
Justifica-se a realização do projeto através deste Mecanismo de Incentivo em virtude de o mesmo se enquadrar no Art. 1º, incisos III e VIII e Art. 3º, inciso II, alínea c, da Lei 8.313/91. Com as apresentações desta magnífica obra pretende-se levar arte, cultura e reflexão à uma parte da população não habituada à leitura, especialmente dos clássicos da literatura, sensibilizando as pessoas no tocante a banalização das emoções na sociedade atual. A personagem de Salomé está impregnada do universo que povoa o inconsciente do polêmico autor britânico, bem como da maioria das pessoas. As suas pulsões, fobias, desejos ocultos e tabus sexuais justificam-se através dessa montagem simbolista para revelar as contradições que emanam do conflito entre o id, o ego e o superego do autor que são projetados na personagem Salomé. O amor no limiar da loucura, onde se fundem os mais primitivos instintos recalcados no inconsciente humano. Revê-se em Salomé uma mulher de beleza fatal, mas diáfana, a qual é identificada com a Lua, um símbolo que personifica a ambigüidade e simultaneamente a fronteira entre a realidade e a loucura. Isso é ilustrado pelos presságios em vários momentos deste drama intensíssimo, quando as personagens são advertidas do perigo de sucumbir à perda da razão pela excessiva contemplação da Lua\Salomé. A personagem mostrará a ausência total dos limites humanos quando alcança a satisfação do seu desejo, o qual se opõe à sua aparência angelical e à sua capacidade de enlouquecer quem por ela se deixa enfeitiçar. Uma história de amor, loucura e morte que Wilde legou para a posteridade e que obriga o leitor a refletir acerca dos limites da paixão e da tolerância. As razões que justificam a realização do projeto são, além de apresentar ao público, especialmente o jovem, esta importante obra literária mundial, mostrar a atualidade do tema amor e ódio, bem como o ser humano corrompido em sua ética quando envolto num jogo de poder e sedução, pelo qual se deixa envolver passando por cima de princípios universais como fraternidade, liberdade e igualdade, simplesmente para saciar um desejo efêmero. Uma montagem atual que representa o consumo de emoções imediatas, as quais, no mesmo instante de sua realização, trazem consigo um sentimento de melancolia e insatisfação que levam o homem a sempre ambicionar novas sensações, independente do preço que tenha que pagar.
Não se enquadra.
Pretende-se locar um teatro com localização privilegiada, o qual possibilite maior conforto, segurança e acessibilidade aos portadores de necessidades especiais e idosos. O teatro deverá obrigatoriamente ter rampas de acesso e/ou elevadores, lugares reservados para cadeirantes e banheiros com dimensões apropriadas, além de funcionários treinados para orientar os idosos. Realizaremos três apresentações com acessibilidade garantida, com a presença de um tradutor em libras e três apresentações com audiodescrição, com divulgação em todo material gráfico e anúncios (impressos e/ou audiovisuais). Para promover a acessiblidade de todos às palestras que serão realizadas para formação platéia, as mesmas serão gravadas em vídeo, com tradução em libras e disponiblizadas na íntegra gratuitamente na internet.
Em conformidade com o Inciso V, do Art. 21 da IN Nº 2/2019, realizaremos um ensaio aberto gratuito antes da estreia do espetáculo para 200 alunos de teatro, seguido de conversa/debate com diretor e elenco sobre o tema tratado na peça. Em conformidade com o Inciso V, do Art. 21 da IN Nº 2/2019, será contratado um estagiário de artes cênicas para trabalhar no projeto. Em conformidade com o Inciso I, do Art. 21 da IN Nº 2/2019, serão distribuídos 1.440 ingressos gratuitamente (20% dos ingressos do produto principal) para população de baixa renda, através de Instituições Beneficentes. Em conformidade com o Inciso V, do Art. 21 da IN Nº 2/2019, para promover a formação de platéia serão convidados 720 alunos e/ou professores de escolas públicas (10% do público estimado no plano de distribuição) para assistir a palestras sobre a relevância da cultura, da arte e do teatro, bem como sobre a história da personagem Salomé.
Sérgio Ferrara (diretor) O diretor Sérgio Ferrara depois que deixou o CPT (Centro de PesquisaTeatral) supervisionado pelo diretor Antunes Filho, dirigiu espetáculos como Antígona de Sófocles na jornada Sesc de teatro com o ator Paulo Autran, Tarsila de Maria Adelaide Amaral, Barrela e Abajur Lilás de Plínio Marcos, Mãe Coragem e seu sfilhos de Brecht com a atriz Maria Alice Vergueiro. Recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor diretor pelo espetáculo Pobre Super-Homem de Brad Fraser. - Com o ator Raul Cortez realizou a peça Fica Frio do dramaturgo Mario Bortoloto. No seu espetáculo O Mercador de Veneza de William Shakespeare, o ator Luis Damasceno recebeu o Prêmio Shell de melhor ator. Em 2005, em parceria com o escritor Ignácio de Loyola Brandão e a artista plástica Maria Bonomi realizou o espetáculo A Última Viagem de Borges, sobre o escritor argentino indicado ao Prêmio Shell de melhor cenografia. Foi diretor convidado da EAD (Escola de Arte Dramática) da USP, onde dirigiu a peça Vereda da Salvação de Jorge Andrade. Dirigiu O Inimigo do Povo de Henrik Ibsen, em comemoração ao Centenário de morte do dramaturgo norueguês, com o apoio da Embaixada Real da Noruega no Brasil. Participou também da viagem teatral do Sesi, percorrendo um circuito de 11 cidades do interior paulista e de alguns Festivais de Teatro. - Juntamente com o Grupo dos SATYROS, desenvolveu um projeto sobre a Praça Roosevelt, onde dirigiu o texto: A Noite do Aquário de Sérgio Roveri. Convidado pelo diretor Antunes Filho, em 2007 dirige seu primeiro trabalho para a Televisão. Em parceria com SESCTV, a TV CULTURA abre espaço para os novos teleteatros. Dirige O Encontro das Águas, repetindo a parceria com o dramaturgo Sérgio Roveri, premiado como o melhor dramaturgo do ano, pelo Prêmio Shell. Dirigiu em 2008, dando sequência ao estudo da obra do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, IMPERADOR E GALILEU com o ator Caco Ciocler e parceria com o SESC São Paulo. Lecionou na PUC, no curso de teatro da Pontifícia Universidade Católica e atualmente é Diretor de montagem da Escola de Atores Wolf Maya em São Paulo. - No SESC Vila Mariana estreou seu novo espetáculo DUETO DA SOLIDÃO, com Clara Carvalho e Leonardo Miggiorin. - Dirige no SESI PAULISTA a peça POROROCA de Zen Salles uma parceria do SESI com o BRITISH COUNCIL, no projeto do Núcleo de Dramaturgia do SESI que procura fomentar novos dramaturgos. Em 2011 dirige o texto do Ariano Suassuna “O Casamento Suspeitoso” no Teatro do SESI. Recebe a indicação de melhor diretor do ano no Prêmio APCA pela direção do texto do Ariano Suassuna. - 2011/ 2017– Curador artístico do Projeto Ademar Guerra (Programa de Qualificação em Artes) projeto da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo que supervisiona e orienta 56 grupos de teatro do interior do estado. - Em 2018 dirige o Balé da Cidade de São Paulo a convite do Diretor Artístico Ismael Ivo o espetáculo: RISCO- Uma instalação Cênica, no Theatro Municipal de São Paulo com a Orquestra Sinfônica. - Em 2018 dirige no SESC 24 de maio o espetáculo (O Eterno Retorno) do dramaturgo Samir Yazbek em comemoração aos trinta anos de carreira do dramaturgo. Maria Fernanda Cândido (atriz) Estreou nos palcos de teatro com o espetáculo Anchieta, Nossa História. Em 1998, fez uma participação especial na novela Pérola Negra, do SBT, e, ainda atuou na novela Serras Azuis, da Bandeirantes. Integrou o elenco da novela Terra Nostra, como a italiana Paola. Interpretou a cantora Isa Galvão na minissérie Aquarela do Brasil. Em 2001, esteve em cartaz com a peça O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Em 2003, estreou no cinema com o filme Dom e ganhou o Kikito de Melhor Atriz, pelo Festival de Gramado.Em 2004, co-protagonizou a novela Como uma Onda. Em 2007 fez uma participação especial na novela Paraíso Tropical, como a advogada Fabiana. Depois disso, rodou a minissérie Capitu, dirigida por Luiz Fernando Carvalho. Em 2010, esteve nas minisséries Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor, como Lourdes, uma das amantes do compositor, e Afinal, o Que Querem as Mulheres?, também dirigida por Luiz Fernando Carvalho, em que interpreta a intelectual Monique. Em 2012, participou do seriado As Brasileiras, protagonizando o episódio A Perseguida de Curitiba. Em 2014, é escalada para a minissérie Felizes Para Sempre, remake da minissérie Quem Ama não Mata. Em 2016 na TV Cultura para o programa TerraDois onde fala sobre a Pós-Modernidade ao lado do Psicanalista Jorge Forbes. Também participou da novela A Força do Querer escrita por Glória Perez, onde interpretou a mãe de um transexual. Em 2017, esteve na minissérie Dois Irmãos como Estelita em mais uma parceria com o diretor Luiz Fernando Carvalho, que a convidou também para ser a protagonista do filme A Paixão Segundo G.H. Em 2016, protagonizou a comédia Troilo e Créssida, ao lado do ator Ricardo Gelli, de William Shakespeare, dirigida por Jô Soares. KleberMontanheiro (Cenógtafo e figurinista) Produtor, ator, diretor, cenógrafo, figurinista e iluminador. Kleber Montanheiro é um profissional que atua em diversas áreas do fazer teatral. Com formação plural, trabalhou como assistente e criador de grandes mestres do teatro nacional: Gianni Ratto, Roberto Lage, Wagner Freire, Antônio Abujamra, Myriam Muniz, Naum Alves de Souza, entre outros. Prêmios: Ganhou o prêmio APCA 2008 por Sonho de Uma Noite de Verão e o prêmio FEMSA 2009 por A Odisséia de Arlequino, ambos de melhor diretor. Foi vencedor dos prêmios APCA e FEMSA 2012 pelos cenários e figurinos de A História do Incrível Peixe Orelha. Dirigiu em 2013 no Teatro Popular do SESI: Crônicas de Cavaleiros e Dragões, de Paulo Rogério Lopes, inspirado no livro A Saga de Siegfried, de Tatiana Belinky, recebendo o prêmio FEMSA 2013 de melhor iluminação. Em 2016 UM DEZ CEM MIL INIMIGOS DO POVO - produtor, diretor, cenógrafo e figurinista de Cassio Piressobre a obra de Henrik Ibsen Espaço Cia. da Revista - SP HOJE É DIA DE MARIA - cenógrafo e figurinista de Carlos Alberto Sofredini Teatro Cetip - Instituto Tomie Othake. 2017 BRAGUINHA - HISTÓRIAS E CANÇÕES - cenógrafo e figurinista de Paulo Rogério Lopes Teatro SESC Ipiranga. ALÔ ALÔ THEATRO MUSICAL BRAZILEIRO - produtor, diretor, cenógrafo e figurinista de Kleber Montanheiro e Amanda Acosta Teatro Morumbi Shopping. A VIDA EM VERMELHO - PIAF & BRECHT - Figurinista de Aimar Labaki Teatro SESC Santo André. Aline Santini (Designer de Luz) Graduada em Artes Visuais e Pós Graduada em Lighting Design na Faculdade Belas Artes em 2016, também cursou AIC (Academia Internacional de Cinema), foi aluna do fotógrafo Carlos Moreira e assistente do iluminador Wagner Pinto. Trabalha com iluminação há 17 anos e realizou trabalhos com grandes diretores, companhias, artistas de teatro, dança e performance em São Paulo, como Gerald Thomas, Zé Celso, Denise Stoklos, Marta Soares, Ricardo Gali, Eric Lenate, Edith Derdyk, LuaTatit, Rodrigo Gontijo, Dudu Tsuda, Paula Garcia, Nelson Baskerville, Anne Kessler (Comédie Française), Georgette Fadel, Cia. São Jorge, Galpão do Folias, Parlapatões, Maria Thaís e outros. Em 2013 foi indicada ao prêmio Shell na categoria iluminação com o espetáculo As estrelas cadentes do meu céu são feitas das bombas do inimigo, em 2015 foi indicada ao prêmio Shell pelo espetáculo Ludwig e suas irmãs, dirigida por Eric Lenate e indicada ao prêmio Aplauso Brasil com o espetáculo Mantenha fora do alcance do bebê, dirigida por Eric Lenate também em 2015 e em 2016 indicada ao prêmio Shell pelo espetáculo Cabras, cabeças que voam, cabeças que rolam, da Cia Balagan. Também faz projetos de iluminação para exposições (exposição permanente do acervo no Centro de Memória do Circo, projeto expográfico Carla Caffé), executa projetos de iluminação arquitetural e ministra cursos e oficinas de criação para iluminação cênica. Atualmente também tem criado instalações artísticas com luz e contribuído para performance art. Participou de festivais nacionais e internacionais de teatro e dança na Alemanha, Croácia, Argentina, Bolívia e Portugal. Indicada ao prêmio APCA de dança em 2017 pelo espetáculo SHINE, da Cia Perversos Polimorfos. Em 2017 foi indicada ao Shell pelo espetáculo “A Serpente” dirigida por Eric Lenate.
PROJETO ARQUIVADO.