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PRONAC 201281Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Reforma e modernização do Órgão Tubular da Catedral de São Francisco das Chagas de Taubaté

GLACIMERE B. DE OLIVEIRA PIMENTA
Solicitado
R$ 199,3 mil
Aprovado
R$ 199,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Erudita
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
SP
Município
Taubaté
Início
2020-05-01
Término

Resumo

O presente projeto consiste na primeira fase das obras de reforma e modernização do Órgão Tubular "J. Edmundo Bohn"- adquirido pela comunidade em 1963 para a Catedral da cidade de Taubaté, bem como realizar atividades abertas ao público para a reinauguração do instrumento. O Órgão Tubular em questão é composto por 38 registros e 2 consolas para a execução, sendo uma localizada no Coro da Igreja e outra na nave principal, esta última deverá ser substituída, bem como restaurada parte da estrutura mecânica do instrumento. O instrumento não possui tombamento em nenhuma esfera.

Sinopse

1- O projeto trata da reforma e modernização do maior Órgão tubular existente em toda a região do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira, fabricação J. Edmundo Bohn, ano 1963, pertencente à Catedral de São Francisco das Chagas de Taubaté, inativo há 14 anos, com a reativação de todos os registros existentes para a utilização da capacidade total do instrumento, bem como a instalação de uma nova consola com melhores e atualizados recursos técnicos na nave da Igreja. Após as obras se realizarão as seguintes ações: 2- Palestra e oficina voltados aos estudantes de instrumento de teclado, a saber, piano, cravo e órgão, incluindo as versões digitais. 3- Palestras para o público em geral com demonstração do instrumento. Abertas ao público em horário de almoço, uma vez que a Catedral encontra-se no centro comercial da cidade. 4 - 5 (cinco) Mini-apresentações didáticas com repertório adequado para 500 crianças e professores da rede municipal de ensino da cidade de Taubaté, totalizando 2.500 pessoas. Para estas apresentações as crianças serão orientadas pelos professores da rede municipal de ensino, para que possam apreciar a apresentação com maior rendimento, participando de forma efetiva nestes mini-concertos denominados didáticos. As crianças e adolescentes, alunos da rede municipal de ensino, junto com os professores serão de grande importância para este item e o nosso OBJETIVO ESPECÍFICO neste ítem será o de criar um elo entre os alunos e professores ouvintes, com o repertório didático desenvolvido, para que angariemos esse público para futuras apresentações, dando a eles maior conhecimento histórico-cultural pouco apresentado nas salas de aula nos dias de hoje.

Objetivos

- Objetivo geral: Reformar e implementar as instalações do Órgão Tubular, fabricação J. Edmundo Bohn - 1963, pertencente à Catedral de São Francisco das Chagas de Taubaté, para quê o instrumento volte a ser utilizado nos ofícios religiosos da Catedral, bem como nos seus eventos sociais, a saber, casamentos, concertos, batizados e festividades do calendário da cidade, atendendo a cerca de 60 mil pessoas que mensalmente afluem ao templo. - Objetivos específicos: *Revisar e recuperar os foles, motor e ventoinha. *Revisar o sistema pneumático. *Revisar e recuperar as válvulas de comando e válvulas internas. *Efetuar o tratamento contra cupins. *Revisar e limpar os Someiros e tubos. * Entonar e afinar. *Instalar um Console Híbrido ao lado do altar.Ela deverá substituir a existente, próxima ao altar, ficará sobre um móvel com rodízios e seu sistema de som será próprio. O estrado com rodízios propiciará que a mesma seja movimentada em casos de necessidade. Seu sistema digital possui um sistema preconcebido para, futuramente, ligar-se hibridamente ao Órgão mecânico. *Realizar eventos de divulgação do instrumento com entrada franca.

Justificativa

Poucas cidades paulistas tiveram tão importante atuação nos acontecimentos históricos nacionais quanto Taubaté. Fundada pelo sertanista Capitão Jacques Félix, por volta de 1640, Taubaté foi o primeiro núcleo de povoamento oficialmente formado no vale do rio Paraíba do Sul. Conhecido morador da Vila de São Paulo dos Campos de Piratininga, onde tinha grande prestígio, Jacques Félix foi incumbido de representar os interesses da condessa donatária, fundando um povoado no interior da Capitania de Itanhaém, em local previamente escolhido e, a partir desse expandir o povoamento a toda a região valeparaibana. Para alcançar seu objetivo, Jacques Félix precisou da ajuda de muitas famílias que atenderam ao seu chamado, transferindo-se de São Paulo para o recém-fundado povoado de São Francisco das Chagas de Taubaté. O nome Taubaté corresponde a uma variação do vocábulo "taba-ibaté", que na língua tupi significa "aldeia que fica no alto", em referência à aldeia Guaianá que na época da fundação do povoado, localizava-se no alto da colina do atual Cristo Redentor. A partir dessa época _ meados do século XVII _ Taubaté tornou-se ponto de partida para o povoamento do Vale do Paraíba. Por provisão datada de 5 de dezembro de 1645, Taubaté tornou-se oficialmente vila, com a denominação de Vila de São Francisco das Chagas de Taubaté, tendo sido o primeiro povoado do Vale do Paraíba a alcançar esta posição. Para isso, Taubaté já deveria possuir Igreja Matriz (a atual Catedral da cidade encontra-se exatamente no mesmo local, com o altar-mor original), Câmara e Cadeia Pública, além de moinhos de farinha e engenhos de açúcar. Ainda no século XVII, Taubaté destacou-se na História Nacional como importante centro de atividades bandeiristas; de Taubaté partiram muitos bandeirantes, que descobriam ouro e se tornaram os fundadores dos povoados que deram origem às conhecidas "cidades históricas" de Minas Gerais: Ouro Preto, Mariana, São João Del Rei, Tiradentes e Caeté, entre outras. É dessa época a fundação do Convento de Santa Clara, em Taubaté, datado de 1673 muito importante no desenvolvimento local, através de suas atividades religiosas, educativas e assistenciais. Foi um taubateano _ o bandeirante Antônio Rodrigues Arzão _ quem, em 1693, descobriu as primeiras amostras de ouro na região que mais tarde passaria a se chamar Minas Gerais. A Capela de Nossa Senhora do Rosário foi construída entre 1700 e 1705, pela Irmandade dos Homens Pretos, e depois foi ampliada, já a Capela de Nossa Senhora do Pilar foi construída entre 1748 e 1760. A cidade de Taubaté desenvolveu também uma estreita ligação com a música erudita, inclusive a ópera, e remonta ao século XVII os primeiros registros de Mestres de Capela, como José Cardoso Gut(i)errez (1680) na Catedral da cidade, e Venâncio Benvenuto também no século XVII, seguidos por outros músicos reconhecidos na comunidade. No século XIX, ouviam-se aberturas e árias executadas pelas Bandas nas retretas e concertos que se realizavam nas praças e teatros da cidade, com as corporações musicais da Filarmonica Taubateense, Corporação musical João do Carmo, Corporação musical Carlos Gomes, Club Carlos Gomes, Corporação musical Santa Cecília (ainda existente, fundada em maio de 1912), Banda dos Paraguaios e Bandas dos Ursos, sob a regência de músicos como Arthur Vieira, Antonio Orestes Penzo, Chiquinho Camargo, avô de Hebe Camargo e pai do Maestro Fêgo Camargo que dánome à nossa escola de artes. Aberturas de óperas, como Carmen e La Traviata, trechos da ópera "A viúva alegre’ e árias e duetos de óperas como ‘A Forza do Destino’, podem ser encontradas nos jornais da época, uma vez que os jornais noticiavam o repertório a ser executado nas apresentações. Em 1940, a Igreja matriz da cidade foi dedicada à São Francisco das Chagas e sagrada Catedral da Diocese de Taubaté, passando também por uma reforma, que preservou as linhas do seu exterior, tal como aparece na aquarela de Debret em 1827, bem como preservou-se também o seu altar-mor. Em 1963, por campanha da comunidade e empenho da diocese, foi adquirido o Órgão tubular de que trata esse projeto, fabricação J. Edmundo Bohn, restaurado em 1985, mas que desde 2004 encontra-se inativo, e por essa razão não apresenta condições de uso, sendo o instrumento um promotor natural da produção cultural e artística local, utilizado não somente nos ofícios litúrgicos, mas também em concertos e apresentações artísticas, difundindo a diversidade da música sacra e erudita, além de preservar a execução de obras escritas para o instrumento por antigos mestres de capela e compositores que atuaram na comunidade nos últimos séculos, e que dedicaram obras para instrumentos de teclado como o tal. O instrumento, conhecido por sua imponência e variedade sonora, é um bem material do patrimônio local, que acompanha eventos sociais e litúrgicos desde a sua aquisição pela comunidade, e executando nossas heranças musicais da colonização européia, da qual herdamos também a habilitação para a construção desse chamado o "Rei dos instrumentos musicais", como Mozart costumava chamá-los. O ancestral desse instrumento, criado no século III, chamava-se "hidraulo", a evolução para o sistema de foles deu ao instrumento, já no século VI, a denominação de organus, muito em voga no Império Romano e, que no século VII foi introduzido na Igreja para o uso litúrgico pelo Papa Vitaliano. Seu vínculo com o uso litúrgico desde então, estabeleceu iniguilável ligação com a música sacra, sendo, absolutamente marcante na cultura alemã, inglesa, francesa e italiana, influências indeléveis na cultura brasileira, dada a miscigenação obtida pelos eventos da imigração. O tamanho do instrumento pode variar desde o de uma caixa até monumentais cinco andares de instalações. A organologia classifica o órgão como aerofone de teclas, que se caracteriza pela passagem de ar comprimido em tubos de diferentes comprimentos (notas) e características (registos), sendo então, é um instrumento de sopro, em que o ar comprimido é injetado e acumulado pelo fole, e a seguir reencaminhado para o(s) tubo(s) respectivo(s) à(s) nota(s) e ao(s) registo(s) que se quer fazer soar. A exemplo de outras cidades brasileiras, que estimulam o turismo e a cultura com a música executada ao Órgão tubular, como, por exemplo, Mariana e Tiradentes em Minas Gerais, e a própria São Paulo, com o grande órgão da Catedral da Sé, do Mosteiro São Bento, e mais recentemente o novo Órgão Grenzing da Catedral evangélica em parceria com Universidade de São Paulo-USP dentre outros existentes na cidade, preservar os bens materiais para promover a história regional, bem como estimular a difusão de bens culturais de valor universal como esse instrumento musical de grandes dimensões, é de extrema importância para a cultura da mais que tricentenária cidade de Taubaté e a região valeparaibana. Dito isso, estabelecemos estreita ligação para acudir aos incentivos fiscais, que podem ser obtidos com a aprovação do projeto de reforma via Lei Rouanet, para que seja possível reunir o valor necessário para a reforma e modernização do instrumento, uma vez que a comunidade, apesar dos esforços em campanhas pró-reforma do instrumento, não tem alcançado os valores mínimos necessários para fazê-lo, por isso à presente proposta vão anexadas 1.450 assinaturas de apoio da comunidade ao projeto. Uma amostragem dessas ações pode ser verificada na série de concertos em prol da reforma denominada "Concertos na Catedral"composta por 10 (dez) concertos, para a qual musicistas solistas, corais e orquestras doaram apresentações, e nas quais a platéia pode contribuir com ofertas espontâneas, que são direcionadas para as ações emergenciais de limpeza e manutenção mínima do instrumento, que após 14 (quatorze) anos de inatividade, encontra-se deteriorado, parte do madeiramento sofre com a ação dos cupins, foles estão rompidos, válvulas estragadas, contatos oxidados, teclas quebradas, tubos amassados e someiros estourados.

Estratégia de execução

Os órgãos no Brasil Os estudos voltados a processos culturais no decorrer dos anos 70 haviam trazido à consciência aspectos nem sempre considerados quando se tratava do instrumento no Brasil, uma vez que dirigiram a atenção ao fomento do instrumento no país pelo movimento de reforma ou restauração litúrgico-musical a partir do século XIX, acentuado após a promulgação do Motu Proprio de Pio X (1903). A extensão de correntes de reforma ou restauração sacro-musical da Europa ao Brasil, crítico com relação à música sacra com acompanhamento orquestral como de uso nas igrejas brasileiras, passou a exigir a introdução de órgãos nas catedrais e igrejas em geral, e isso apenas pode ser efetivado através de aquisições de instrumentos na Europa. Essas importações tiveram amplas dimensões culturais e de intercâmbio internacional, uma vez que levaram ao estreitamento de laços com especialistas e fabricantes europeus, assim como pela procura de alcance de informações e conhecimentos. O fomento da música organística no contexto do movimento de reforma ou restauração católica teve assim dimensões econômicas e comerciais, representando, na evidência dos instrumentos, uma nova fase nas relações entre a Europa e o Brasil e mesmo de um processo europeizador ou reeuropeizador cultural do Brasil. A existência de instrumentos, exigindo organistas competentes, favoreceu intuitos de formação de músicos na Europa e a difusão de obras da arte organística no Brasil. A introdução de órgãos em igrejas brasileiras no contexto reformador teve também implicações de cunho educativo sob vários aspectos, compreendendo-se os elos entre o fomento de órgãos, o ensino e intuitos de difusão e formação cultural que se manifestam entre várias personalidades e instituições do Brasil. Pode-se aqui lembrar, entre outros, de Leopoldo Miguez (1850-1902), que adquiriu na Alemanha um órgão Wilhelm Sauer com o prêmio recebido pelo seu Hino da proclamação da República. Doando-o para o Instituto Nacional de Música, o instrumento adquire hoje um espectro de sentidos múltiplo. O fomento da música para órgão e a importação de órgãos não se limitaram à esfera católica, mas manifestaram-se nas igrejas evangélicas, sobretudo após a Proclamação da República. A fabricação de órgãos, outrora totalmente européia, ganha novos ares com o fomento para os organeiros, ou seja, cursos para construtores de órgãos em alguns países europeus, como a Alemanha, por exemplo, no entanto, o organeiro J. Edmundo Bohn foge totalmente à essa regra, vejamos aqui um pouco de sua biografia. João Edmundo Bohn nasceu em Esperança em 16 de novembro de 1899, filho de Clemente Bohn Filho e Isabela Machrys Bohn Filho. Seu avô paterno chamava-se Clemente Bohn, imigrante da Alemanha que casou com Maria Galas, passando ela a se chamar Maria Galas Bohn.Os avós maternos foram João Zimmer Filho e Suzana Schauren Zimmer Filho.Em 1916, ele deu aulas de princípios de matemática, geografia e história em Santa Luiza. substituindo seu avô.A ligação de João Edmundo com o Pareci Novo começou quando seu pai, Clemente Bohn Filho, mudou-se para lá, em 1920. Clemente morou no Pareci até o final da vida.Foi no Pareci que João Edmundo Bohn casou-se com Matilde Suzana Zimmer, no ano de 1921.João Edmundo Bohn e sua esposa moraram dois anos em Pareci, de 1921 até 1923, e depois mudaram-se para Bom Princípio. No ano de 1923, em Bom Princípio, e João consertava máquinas de costura dos arreadores. Neste mesmo ano, J. E. Bohn ajudou um técnico alemão a montar um harmônio que a igreja local importara da Alemanha, e essa experiência despertou nele grande interesse pela família do instrumento, ao qual começou a dedicar-se. Com isso, ele começou a desenvolver a construção de harmônios com foles e pedais até o ano de 1927, em Bom Princípio. O harmônio é um órgão pequeno, dotado de foles.Em 1928, voltou ao Pareci e fundou a fábrica de órgãos de tubos, que são órgão maiores e dotados de longos tubos metálicos.João Edmundo e Matilde tiveram seis filhos: Jacó Helmuth, Laura e Otvino Bohn (falecido aos 17 anos) nasceram em Bom Princípio. Elvira, Edgar e Arno nasceram no Pareci.No início de 1934, a fábrica em Pareci foi totalmente destruída por um incendio que queimou, inclusive, a residência da família. A viúva de Arno Bohn relata que, depois do incêndio, João Edmundo e a família mudaram-se para para Novo Hamburgo. Foram para lá levando apenas com a roupa do corpo. João Edmundo teve ajuda do prefeito de Novo Hamburgo e nova fábrica foi erguida naquela cidade. Em 1957, a empresa sofreu um novo incêndio, porém não tão intenso, sendo controlado em tempo. Mas os prejuízos foram grandes.Arno Bohn, o filho de João Edmundo que veio a ser um dos principais integrantes do Trio Montecarlo, estudou eletrotécnica por correspondência, quando jovem. O que era muito comum naquela época. Com isso, ele interessou-se em produzir órgãos eletrônicos. Mas não teve apoio do pai para isso.Só em 1958, depois do incêndio na empresa, João Edmundo permitiu que seu filho iniciasse as experiências com órgãos eletrônicos, trabalhando num galpão de madeira junto à fábrica de órgãos.No mesmo ano, João Edmundo Bohn faleceu e a fábrica, parcialmente em ruínas, ficou a cargo da viúva, mãe de Arno, que depois a alugou para outra pequena empresa. Arno Adalberto Bohn, no ano seguinte, iniciou a construção dos órgãos eletrônicos trabalhando na garagem de sua residência. Até que, em 1968, comprou um prédio situado na rua General Osório, em Novo Hamburgo, em frente a sua residência Fundou ali a fábrica de órgãos eletrônicos ARBON, hoje gerida pelo seu filho Fábio Bohn, engenheiro de som, que atuará nas reformas do Órgão J. Edmundo Bohn da Catedral de São Francisco das Chagas de Taubaté, e que conhece a estrutura do instrumento construído por seu avô como raramente se pode ver, e que foi encontrado graças à pesquisa de campo feita em busca de organeiros brasileiros para trabalharem no projeto.

Especificação técnica

Será disponibilizado para a imprensa um livreto digital contendo a história do instrumento, fotos e características. A disposição fônica do Órgão Tubular J. Edmund Bohn 1963 da Catedral de São Francisco das Chagas de Taubaté é seguinte: I SW –TECLADO 61 NOTASSomeiro de 61 notas+ Super de 12 notas -01-Principal 8’-02-Hohlflote 8’-03-Gamba 8’-04-Flauta Chaminé 8’-05-Oitava 4’-06-Quinta 2’ 2/3 16’-07-Oitava 2’-08-Mistura 4F 2’-09- Trombeta 8’ -ACOPLAMENTOS--AC-II/I-16’(Sub oitava)-AC-II/I- 8’ (II P. IM)-AC-II/I- 4’ (II P. IM super)-AC-I/I- 4’ (super) II SW-TECLADO DE 61 NOTASSomeiro de 61 notas+ Super de 12 notas -01-Bordão 16’-02-Principal Viola 8’-03-Bordão 8’-04-Flauta Suave 8’-05-Salicional 8’-06-Vox Celeste 8’-07-Nachthorn 4’-08-Violino 4’-09-Nazardo 2’ 2/3-10-Principal 2’-11-Terça 1’ 3/5-12-Mistura 4F 2’-ACOPLAMENTOS--AC-II/II – 16’ (Sub)-AC-II/II – 4’ (Super) PEDALEIRA DE 32 NOTASSomeiro de 32 notas -01-Subbaixo 16’-02-Subbaixo Suave 16’-03-Bordão 8’-04-Oitava 4’-05-Trombeta 8’-ACOPLAMENTOSAC-II/P 8’ (IIM P. Pedal)AC-II/P 4’ (IIM P. Pedal)AC-I/P 8’ ( IM P. Pedal)AC-I/P 4’ ( IM P. Pedal)PRESETS:TrompetaPiano Pedal ACESSÓRIOS -Trêmulo Geral-Caixa Expressiva-Crescendo-Combinações livre:05-Pedal P. IMCombinações Fixas:05PPPianoMezzo-ForteForteTutti ------- Características do novo Console digital a ser instalado próximo ao altar. ORGÃO CLÁSSICO LITÚRGICO - CONSOLE EM MADEIRA DE LEI COM ACABAMENTOS TIPO CAVAILLÉ-COLL.- DOIS MANUAIS DE 61 NOTAS, COM PESO.- SAMPLEAMENTO EM 24 BITS- SISTEMA DE ESTRUTURA ABERTA (PODE SE TROCAR OS SAMPLEAMENTOS)- 19 REGISTROS DE ÓRGÃO DE TUBOS.- REGISTROS ORQUESTRAIS COMPLEMENTARES 10 REGISTROS (VIOLINOS ,CARRILHÃO, CRAVO E ETC.)- PEDALEIRA AGO 30 NOTAS- SISTEMA DE PRESETS GERAIS , TOTAL DE 64 MEMÓRIAS PROGRAMÁVEIS.- SISTEMA DE PRESETS FIXOS, TOTAL DE 6.( PP,P,MF.F.FF,TUTTI e ANULA).- CANTUS FIRMUS CF.- CANCELA ACESSÓRIOS CA.- REVERBER DIGITAL- TRANSPOSITOR: +8,-8- CHAVE TRES POSIÇÕES: I , I+E, E- SAÍDA PARA FONES/ENTRADAS DE SINAL DE LINHA, SAÍDAS DE SINAL DE LINHA L&R.- DEMO SONGS (ESPAÇO PARA 60 HINOS)- MONITOR INTERNO 3X50WRMS ( L&R + SUBWOOFER ). ACESSÓRIOS: *Amplificação externa e módulos de caixas acústicas.-Amplificação extra (Externa):*4X500Wrms-Módulos acústicos L&R 2pçs-Módulo de Subwoofer 18”-Disparador automático.-Cabeamento polarizado e conectores Speakon 10m ESTRADO (Para deslocamento do Console)*Estrado com rodízios, compartimento para o multicabo, mangueira com alma de aço 15m. DESCRIÇÃO DA REGISTRAÇÃO PEDALEIRA 30 NOTAS AGO Nº REGISTROS OIT/INTON. 01-01 PRINCIPAL 16’ (B) 02-02 SUB-BAIXO 16’ 03-03 BAIXO 8’ 04-04 BORDÃO 8’ (B) 05-05 TROMBONE 16’ 06 I/P AC 07 II/P AC I TECLADO 61 NOTAS C-C Nº REGISTROS OIT/INTON. 08-01 BORDÃO 8’ (B) 09-02 PRINCIPAL 8’ 10-03 OITAVA 4’ 11-04 FLAUTA CÔNICA 4’ (B) 12-05 SUPER OITAVA 2’ 13-06 PLENO VI 14-07 CROMORNO 8’ 15 TRÊMULO 16 II / I AC II TECLADO 61 NOTAS C-C Nº REGISTROS OIT/INTON. 17-01 PRINCIPAL 8’ 18-02 FLAUTA CHAMINÉ 8’ 19-03 VOZ CELESTE 8’ 20-04 OITAVA 4’ 21-05 FLAUTA SILVESTRE 2’ 22-06 QUINTA 1’ 1/3 23-07 PLENO AGUDO III 24 TRÊMULO COMPLEMENTARES REGISTROS OIT. 25-01 FAGOTE 16’ 26-02 OBOÉ 8’ 27-03 PALHETA 8’ 28-04 TROMPETE 8’ 29-05 FLAUTA 1’ 30-06 VIOLINOS 1 31-07 VIOLINOS 2 32-08 CORAL 1 33-09 CORAL 2 34-10 HARPA

Acessibilidade

O projeto propõe inclusivas, uma vez que o instrumento dispõe de duas consolas, uma no Coro da Igreja, acessível somente por escadas, mas outra consola localiza-se na nave principal da Igreja, cujo acesso é feito por escadas e rampas com corrimão, na porta principal do templo e pelas laterais, em ambiente amplo e plano, podendo ser visitadas sem dificuldades por pessoas portadoras de deficiência ou não. Visando aperfeiçoar ainda mais esse processo serão realizadas as seguintes ações: 1- Quanto à reforma do Orgão tubular existente: Instalação de placas de identificação do instrumento e das obras realizadas, com data, realizadores e apoiadores, em pontos estratégicos das consolas do Órgão, bem como uma placa principal à entrada principal da Igreja, contendo as informações em Lingua Portuguesa e em braile. 2- Ação de demonstração do instrumento aberta ao público em geral, bem como uma palestra para a platéia presente, incluindo a tradução da mesma em Libras. A palestra incluirá a história do órgão de tubos, ancestrais e criação, suas influências, características físicas e acústicas do instrumento, detalhes sobre as obras de reforma, além de um pouco sobre o vastíssimo repertório dedicado ao órgão de tubos pelos compositores das mais diversas nacionalidades. Nessa ação de demonstração, pessoas com visão prejudicada poderão sentir a vibração do instrumento, uma vez que serão guiadas até a consola localizada na nave da Igreja para que guiadas, possam "ver" com o próprio tato as formas da consola onde se executa o instrumento.

Democratização do acesso

O instrumento a ser reformado encontra-se na Catedral de São Francisco das Chagas, aberta ao público durante toda a semana, sem exceções, e com 15 oficios litúrgicos semanalmente, para os quais afluem a média de 60 mil pessoas por mês, além de uma programação extra de apresentações artísticas por iniciativa própria e em parcerias com a secretaria da cultura do município e organizações sem finalidade lucrativa. Atendendo aos incisos III, IV e V, do art. 22 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania, que versam sobre: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22; Realizaremos durante a semana de reinauguração, oficina com demonstração das capacidades do instrumento, seus recursos técnicos e sonoridades, sendo que a primeira delas, será especialmente direcionada aos estudantes de instrumentos de teclado da região do Vale do Paraíba, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira, bem como a qualquer estudante ou instrumentista da América Latina que desejar participar, gratuitamente, a fim de promover o interesse pelo instrumento pelas novas gerações, além do quê as oficinas serão abertas à assistência da comunidade, gratuitamente, porém, mediante inscrição, com fornecimento de certificado aos participantes ativos. A oficina de abertura será transmitida ao vivo pela página da Catedral de Taubaté no facebook, e as subssequentes serão visitas monitoradas com guia, ao meio-dia, horário de almoço do comércio local, uma vez que a igreja está localizada no coração do centro comercial e financeiro da cidade, região de grande movimentação do público em geral. Essas visitas, durante os cinco dias seguintes à oficina de abertura, contarão a história do instrumento, detalhes de sua aquisição e reforma, bem como uma pequena apresentação musical, realizada pelos estudantes de teclado que participaram da oficina de abertura. Escolas de música da região poderão inscrever seus alunos, bem como cadastrar-se para mini-concertos (apresentações instrumentais de 20 (vinte) a 30 (trinta) minutos de duração utilizando o instrumento, a fim de despertar nos jovens alunos a apreciação pelo chamado "O Rei dos instrumentos". A transmissão por mídias sociais, como facebook e instagram, será totalmente liberada, bem como serão disponiblizados vídeos sobre o instrumento e sua utilização, contendo história, curiosidades, usos e repertório.

Ficha técnica

Direção geral do projeto: Glacimere Britto de Oliveira Pimenta - em artes "Mere Oliveira" Mere Oliveira, mezzo-soprano, é formada em Técnica Vocal pela Escola de artes "Fêgo Camargo", estudou técnica vocal com Neyde Thomas e Luisa Giannini (Itália), cursou dois anos de aperfeiçoamento para cantores líricos do Conservatório Antonio Buzzola (Padova-Adria) e Teatro Guaíra em Curitiba. É bacharel em Comunicação Social pela Universidade de Taubaté, licenciada em Música pela Faculdade Santa Cecília, fala espanhol, italiano e inglês. Estudou repertório, interpretação e improvisação com o Prof. Joaquim Paulo do Espírito Santo com quem gravou o Cd “Clássicos da Adoração” e com a Filarmônica Metropolitana gravou o cd “O vôo da gaivota”. Participou do CD de aniversário de 75 anos do Hotel Toriba – Campos do Jordão e dirigiu o primeiro CD das Meninas Cantoras de Campos do Jordão. Atuou como solista em importantes Festivais, como o Festival Internacional de Música Antiga e Música Colonial Brasileira de Juiz de Fora e a Oficina Internacional de Música de Curitiba, entre outros. Em Buenos Aires cantou as óperas Norma e La Gioconda, e no Brasil o papel título da Ópera Carmen por 38 vezes, além de mais de uma dezena de óperas sob a regência de Maestros renomados como Alessandro Sangiorgi, Julio Medaglia, Luiz Fernando Malheiro, Shnik Hamn, Emiliano Patarra, Claudio Cohen, Giorgio Croci, Ira Levin, Victor Hugo Toro e Alexis Soriano. Em 2017 interpretou Madame Olga na estréia mundial da Ópera “Tres sombreros de copa” de Ricardo Llorca (Espanha-EUA), e em 2018 atuou no renomado XXI Festival Amazonas de Ópera. Dentre os concertos que realizou destacam-se as turnês pela Alemanha, Hungria e Croácia com o Duo Cappuccino que compõe com o violonista André Simão (Alemanha- Áustria), a abertura do Festival Lírico de Montevidéu(2007,2009), 9ª Sinfonia de Beethoven e 2ª Sinfonia de Mahler com a Orquestra Sinfônica Jovem de Guarulhos e a Orquestra Sinfônica de São José dos Campos, o Réquiem de Verdi, Rapsódia para alto de Brahms e Cantata Alexandre Nevsky de Prokofiev com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre(2013), o Festival Internacional de Música de Campos do Jordão, e desenvolve intensa atividade camerística com Orquestras e conjuntos de câmara. Dentre as atividades de produção que realiza, aprecia a execução de obras de compositores regionais a fim de dar-lhes o reconhecimento. Realizou a primeira produção de ópera na cidade de Taubaté após um intervalo de 100 anos, produziu e apresentou os concertos históricos e projetos de pesquisa musical: “Concerto do tempo”, "Canto,piano e poesia", "Memória musical", dentre outros. É sócia-proprietária da Orfeo Produções Artísticas no Vale do Paraíba, foi gestora da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos, é diretora geral do Ópera Studio do Vale, fundado em 2014 e com o qual já produziu mais de 67 espetáculos entre óperas e concertos na região. É também regente e professora das Meninas Cantoras de Campos do Jordão. Além disso, dedica-se ao resgate histórico de obras musicais da região, com o projeto Memória musical VP. Os eventos dirigidos e produzidos até o momento somam mais de uma centena. Conquistou as seguintes premiações: · 1º Monção honrosa no XV Concurso Internacional de Canto Lírico de Trujillo - Peru · 1º Prêmio no III Festival Jovens Intérpretes Francisco Mignone no Rio de Janeiro · 3° Prêmio no Concurso Internacional Maria Borges em Montevidéu · Prêmio Especial do Público no Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas – São Paulo · 3º Prêmio no Concurso Internacional Voces Líricas Ciudad de Rosário – Argentina · Prêmio Fundamus em Buenos Aires, como melhor mezzo-soprano do Concurso Internacional Voces Liricas Ciudad de Rosário na Argentina · 1° Prêmio no XVIII Concurso Nacional de Música Cidade de Araçatuba. Engenheiro de som: Fábio Bohn Brasileiro, casado, 65 anos, FORMAÇÃO · Curso técnico de Eletrotecnico,Fundação escola técnica Liberato Salzano da Cunha.Formatura dezembro 1974 · Engenharia Eletronica,Pontificía Universidade Católica do Rio Grande do Sul.Formatura janeiro 1980. · Em 1998 participou da Feira internacional da musica em Frankfurt - Alemanha, ficando 3 meses no continente visitando e pesquisando em igrejas sobre Órgãos de tubos em 8 diferentes paises. QUALIFICAÇÕES E ATIVIDADES PROFISSIONAIS · Inglês - Avançado. · Autocad (Informatize, 1 semestre, conclusão em 2003). · 41 Anos de experiência na Empresa Instrumental Arbon e RW Bohn na fabricação de Órgãos Clássicos e Litúrgicos. · Representante da marca Holandesa de órgãos Johannus em todo Brasil. - Engenheiro eletônico projetista na criação de projetos áudio visuais para Universidades e Sonorizações em todo País. - Projetos de Órgãos Digitais Sampleados. - Projetos de Controladores digitais para órgão de Tubos. - Restauração de Órgãos de Tubos em todo País. - Restauração de Harmônios.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.

2021-07-01
Locais de realização (1)
Taubaté São Paulo