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O presente projeto objetiva a criação de um núcleo do projeto Orquestras do Amanhã - Orquestra Maré do Amanhã na cidade de Porto Trombetas, distrito de Oriximiná, no Pará. Serão formalizadas oficinas com aulas de musicalização e música clássica (iniciante) para crianças da Escola Equipe e crianças das comunidades Quilombolas em Boa Vista e Moura. Ensinaremos, inicialmente, violino e viola, além de percussão com tambores quilombolas. E, futuramente, pretendemos aumentar o estudo para outros instrumentos e criar um núcleo de luteria (fabricação de instrumentos). Serão 1.500 crianças atendidas, gratuitamente, pelo projeto, a grande maioria de comunidades quilombolas. A proposta é misturar os ritmos da música de concerto ao ritmo dos tambores quilombolas, criando uma nova expressão musical instrumental.
O produto serão aulas de música, com aulas de violino e viola para comunidades quilombolas com a criação da primeira orquestra quilombola do país - além de aulas de percussão com tambores para a garotada. As aulas serão ministradas no Colégio Jonathas Pontes Athias – Colégio Equipe. Já as aulas nas comunidades quilombolas se iniciarão em março. DISTRIBUIÇÃO DE FAIXA ETÁRIA E VAGAS POR TURMAS Violino 1 - Fundamental II (Sexto ao Sétimo ano) (11 a 12 anos) - 10 vagas Violino 2 - Fundamental II (Oitavo ao Nono ano) (13 a 14 anos) - 10 vagas Violino 3 - Fundamental I (Somente o Quinto ano) (10 anos) - 10 vagas Viola 1 - Fundamental II (Sexto ao Sétimo ano) (11 a 12 anos) - 10 vagas Viola 2 - Fundamental II (Oitavo ao Nono ano) (13 a 14 anos) - 10 vagas HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DAS ATIVIDADES TURMA DIA HORÁRIO Violino 1 Quarta-feira 11:10 / 12:10 Violino 1 Sexta-feira 11:10 / 11:40 Violino 2 Quarta-feira 12:20 / 13:20 Violino 2 Sexta-feira 11:40 / 12:20 Violino 3 Quarta-feira 14:00 / 15:00 Violino 3 Sexta-feira 13:30 / 14:30 Viola 1 Quinta-feira 11:10 / 12:10 Viola 1 Sexta-feira 12:20 / 12:50 Viola 2 Quinta-feira 12:20 / 13:20 Viola 2 Sexta-feira 12:50 / 13:20
OBJETIVO GERAL O projeto Orquestras do Amanhã é um projeto sociocultural, de cunho educacional, que visa transformar a vida de crianças e adolescentes, e que desde 2010, ensina música clássica (violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, oboé, percussão e canto coral). Tem seu principal núcleo no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, onde mantém Sede própria e os Núcleos I, II, III e IV, cujo principal núcleo é a Orquestra Maré do Amanhã. A partir do interesse demonstrado pelas crianças ao assistirem a alguns concertos da Orquestra Maré do Amanhã _ OMA em Porto Trombetas e do convite feito por um dos patrocinadores do projeto naquela ocasião, nosso objetivo geral é criar um núcleo do bem sucedido Projeto Orquestra Maré do Amanhã, utilizando toda experiência acumulada nestes dez anos de existência do projeto, com comunidades quilombolas e ribeirinhas do interior do Estado do Pará, socializando o bem cultural e descentralizando o mesmo das regiões mais abastadas neste sentido. Trata-se de uma região paupérrima, sem muitas expectativas e ofertas de bens culturais. A criação o projeto e de uma orquestra possível, dará a essas crianças o sentido de cidadãs, partícipes do que o Estado Brasileiro tem a lhes oferecer, enquanto eleva sua autoestima e melhora seu rendimento acadêmico - frutos comprovadamente eficazes quando se estuda música. Vamos fazer nascer uma orquestra infantil em Porto Trombetas, utilizando todos os benefícios do ensino da música para transformar a realidade da região, mormente das comunidades Quilombolas ribeirinhas. Com a parceria com o projeto Orquestras do Amanhã e com a Orquestra Maré do Amanhã, que visa o estudo da música clássica e a profissionalização através da música, pretendemos realizar intercâmbios entre os jovens do Rio de Janeiro e do Pará. Toda a estrutura das oficinas, aulas e desenvolvimento do projeto terão coordenação e supervisão dos executores do projeto do Rio de Janeiro e os professores serão os atuais integrantes da Orquestra Maré do Amanhã, formados pelo método Suzuki, e que já dão aulas nos Núcleos do projeto no Rio de Janeiro. Serão realizadas aulas e ensaios abertos nas escolas e espaços quilombolas bem como oficinas com as crianças da região de Porto Trombetas, município de Oriximiná-PA, e comunidade de Boa Vista e Moura. OBJETIVO ESPECÍFICO Ensinar violino, viola e percussão quilombola a centenas de crianças das regiões de Porto Trombetas-PA e comunidades quilombolas de Moura e Boa Vista. A princípio criaremos uma orquestra com 100 crianças (80 violinos e 20 violas), selecionadas dentre os jovens participantes, e ministraremos aulas de percussão para outras crianças ribeirinhas, estimadas em cerca de 1.000 jovens, com professores orientadores advindos do Rio de Janeiro e professores quilombolas da região. Serão criadas oficinas com aulas em escolas e locais das comunidades quilombolas de Boa Vista e Moura. O crescimento do projeto determinará o aumento do número de crianças atendidas e de professores nas aulas. Realizando o projeto fora do eixo Sul, Sudeste, estamos criando livre acesso às fontes de cultura para as crianças dessa região. Levar a experiência de sucesso de 10 anos do projeto no Rio de Janeiro, dos músicos da OMA e de seus professores e da sua coordenação geral para executar esse núcleo avançado o capacita para que também seja bem-sucedido nas suas intenções. Faz parte dos nossos objetivos ainda, criar e incrementar um núcleo de lutheria (fabricação de instrumento como violino, viola, etc.) na região, de modo que os quilombolas manufaturem seus próprios instrumentos, a partir de material reciclado e madeira certificada da região. Nossos primeiros concertos serão no dia 15 de agosto, no aniversário da MRN, e no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Todas as nossas atividades sejam nas aulas e oficinas, apresentações, são gratuitas. Não há cobrança de nenhum tipo por participação no projeto, seja como aluno, seja como ouvinte.
JUSTIFICATIVA O plano de criar esse núcleo avançado do projeto Orquestras do Amanhã em Porto Trombetas e nas comunidades de Boa Vista e Moura, no Pará, além do convite do patrocinador, se deu por conta da enorme reação das centenas de crianças e jovens daquela região ao assistirem os concertos da Orquestra Maré do Amanhã naquela região, formada por jovens da Comunidade da Maré no RJ. Foi demonstrada uma vontade tão grande de aprenderem, e por tantas crianças, a tocar um instrumento musical, que não tivemos outra atitude que não essa. O isolamento dessas comunidades e a falta total de acesso aos bens culturais por si só já justificam a necessidade e importância de se estabelecer o núcleo avançado nessa região. A vontade e interesse das crianças e jovens ao final de cada apresentação da OMA em querer saber sobre os instrumentos e sobre a participação dos próprios jovens formadores da orquestra naquela região, impôs soberanamente essa necessidade. Por essa razão, trazemos o presente projeto à avaliação no sentido de criar a oportunidade para aqueles jovens e crianças de realizarem um sonho e quem sabe alçar voos inimagináveis antes da música chegar até suas vidas. O projeto está enquadrado no artigo primeiro da Lei 8.313/91 nos seguintes pontos: a) contribui para facilitar a todos os meios para o livre acesso às fontes de cultura e o pleno exercício dos direitos culturais ao estimular o estudo e prática musical instrumental clássica; b) promove e estimula a regionalização da produção cultural brasileira, uma vez que leva seu bem cultural para uma região extremamente carente, utilizando mão de obra de professores locais e estimulando a mistura com a cultura quilombola; c) apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações quilombolas da região; d) protege as expressões culturais dos quilombolas, promovendo o pluralismo da cultura nacional; e) preserva os bens materiais (tambores) e imateriais (expressão da música quilombola) do patrimônio histórico e cultural; f) desenvolve a consciência musical, uma vez que revela aos jovens a beleza e riqueza da cultura musical clássica nacional e internacional; g) estimula a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; h) prioriza o produto cultural originário do País. No que tange ao artigo terceiro da Lei 8.313/91, o projeto: a) incentiva à formação artística e cultural mediante a instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal (jovens da sociedade e quilombolas) da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; b) fomenta a produção cultural e artística mediante a realização de diversas aulas e apresentações de música abertas ao público; c) preserva a difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico mediante a mistura da música de concerto ocidental com a cultural quilombola da região; d) protege o folclore e as tradições das comunidades fora dos grandes centros urbanos bem como dos povos quilombolas e dos povos ribeirinhos.
O projeto está pronto, os contatos já começaram a ser feitos com as comunidades, a expectativa é enorme. Já temos o patrocinador e estamos apenas esperando a aprovação e publicação no DOU para iniciarmos os trabalhos de fato, embora já tenhamos iniciado atividades lúdicas com as crianças, que já conhecem e se encantaram com a Orquestra Maré do Amanhã quando estivemos em Porto Trombetas em agosto de 2019. Seria muito pedir que este projeto entrasse na primeira CNIC para comprarmos os instrumentos? Recebemos este convite na festa de final de ano, já não tinha como inscrever no ano passado.
Serão adquiridos 80 violinos e 20 violas, além de breus, arcos e cordas sobressalentes. São instrumentos para iniciantes, da marca MAVIS, tamanhos 3/4 e 4/4, ajustados por um luthier antes de seguirem para Porto Trombetas. Compraremos ainda 60 estantes para a orquestra. As aulas terão duração média de 50m, duas vezes por semana para cada grupo de instrumentos. Uma vez ao mês será realizado um grande ensaio com as crianças beneficiadas. As aulas serão no auditório, abertas às demais crianças para atiçarmos a curiosidade e atrairmos mais e mais crianças. Concomitantemente, teremos aulas nas comunidades ribeirinhas, mormente Moura e Boa Vista. Além de aulas para 25 violinistas em cada região, teremos cerca de 1.000 crianças aprendendo percussão nas demais comunidades ribeirinhas.
AULAS DE VIOLINO, VIOLA E PERCUSSÃO Acessibilidade física - a escola foi construída pensando em todas as questões de acessibilidade, sendo toda plana, sem escadas, o que facilita sobremaneira a locomoção. Deficiente auditivo - nossos professores tiveram noção de libras, mas, se preciso, realizaremos curso preparatório dos mesmos (não houve até agora inscrição de deficiente auditivo) Deficiente visual - nossos professores tiveram contato com o Musibraile, método de ensino de música para deficientes visuais - estamos, inclusive, montando um projeto de uma orquestra para deficientes visuais (não houve até agora inscrição de deficiente visual) CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física - as aulas e oficinas serão realizadas na escola, com toda segurança, como explicado acima Deficiente auditivo - se preciso, nos comunicaremos em libras com eles e os direcionaremos para as aulas de percussão, onde poderão interagir, por conta das ondas sonoras. Dificiente visual - não haverá empecilho para assistirem aos concertos, oficinas e aulas abertas
AULAS DE VIOLINO, VIOLA E PERCUSSÃO Todas as aulas são gratuitas, as crianças recebem o instrumento e tornam-se responsáveis pelos mesmos Para as aulas nas comunidades ribeirinhas o projeto disponibilizará barcas Quando forem realizados concertos, aulões ou oficinas abertas, a MRN se comprometeu a fazer o transporte das crianças em ônibus ou barcas da empresa por ela contratada. Nossos professores travarão contato com os professores de artes e música da escola e das comunidades para oferecerem oficinas sobre o que aprenderam no Método Suzuki, a fim de tornar o trabalho coeso.
CARLOS EDUARDO OLIVEIRA SOUSA PRAZERES, RESPONSÁVEL PELA ASSOCIAÇÃO CULTURAL ARMANDO PRAZERES (PROPONENTE). COORDENADOR DO PROJETO - NÃO RECEBEREI, FAREI O TRABALHO COMO CONTRAPARTIDA SOCIAL. APENAS COLOQUEI UM VALOR SIMBÓLICO POIS O SISTEMA EXIGIA UM ITEM DE ORÇAMENTO NA CONTRAPARTIDA SOCIAL Quando, em 1999, as investigações sobre a morte do Maestro Armando Prazeres apontaram o Complexo da Maré como o provável local onde residiria o assassino, ninguém poderia supor que a vida de Carlos Eduardo Prazeres, filho do maestro, viria a se ligar totalmente à região. Em 2010, onze anos após o doloroso episódio, Carlos Eduardo escolheu a região que fica ao longo das Linhas Vermelha, Amarela e Avenida Brasil para uma espécie de “vingança do bem”. Ali decidiu retomar o projeto de formação musical que o pai iniciara havia décadas com a Orquestra Pró Música e que teria sido abandonado por esta após sua morte. Fez renascer o sonho onde o mesmo teria sido interrompido: estava criada a Orquestra Maré do Amanhã. Hoje, o projeto é um dos mais respeitados do país. Com o primeiro grupo, formado por 30 crianças, Prazeres conseguiu multiplicar o exemplo e fez com que estes musicalizassem todas as crianças matriculadas nas pré-escolas no Complexo da Maré, totalizando 4.000 atendimentos. Desde então, foram inúmeras as conquistas. A Orquestra Maré do Amanhã já se apresentou nos mais prestigiados palcos do Rio de Janeiro e do Brasil, excursionou o Nordeste com enorme sucesso. Esteve em todos os principais programas de televisão, encantando o Brasil. Desfilou com a Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis e se apresentou com a cantora Anitta no Reveillon de 2017. Foi vencedora do PRÊMIO PROFISSIONAIS DA MÚSICA 2019, na categoria MELHOR ORQUESTRA. Contudo, nada se compara ao convite feito pelo Papa Francisco para uma apresentação na Sala Paulo VI, no Vaticano, em junho de 2017, quando encantou o Pontífice, que recebeu cada um dos meninos para uma benção especial. Em 2019 Carlos Eduardo Prazeres foi o vencedor da Categoria Rio do Prêmio Faz a Diferença, promovido pela Firjan e Grupo Globo; foi escolhido Men of the Year pela Revista GQ, na categoria Responsabilidade Social; recebeu a comenda do Mérito Judiciário pelo Tribunal Regional do Trabalho 1ª região. Filipe Barreto Kochem Diretor artístico Filipe Köchem, formado em violino pela EMVL, possui experiência adquirida ao longo dos 25 anos de carreira na prática dos principais instrumentos de cordas de uma orquestra, fato este que auxiliou em muito no início de sua carreira como maestro. Atualmente, estuda regência orquestral em São Paulo com a Maestrina Ligia Amadio. Em Petrópolis, onde reside, é aluno do Maestro Antônio Gastão no núcleo do Conservatório Brasileiro de Música da Universidade Católica de Petrópolis, onde vem refinando e ampliando o conhecimento técnico nesta área. Participou recentemente, após aprovação em processo seletivo, do III Workshop Internacional de Regência Orquestral, com a Orquestra Filarmônica de Goiás, tendo aula com o renomado maestro inglês Neil Thomson. Durante o Período à frente da Orquestra Maré do Amanhã apresentou-se nos mais renomados palcos do país como: Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Sala Cecília Meirelles, Sala da Cidade das artes (OSB), Theatro Municipal de Petrópolis, Theatro Municipal de Duque de Caxias, Theatro Municipal de São Luiz (Maranhão), Theatro Municipal de Maceió, Theatro Ulysses Guimarães (Brasília), entre outros. Tendo participado igualmente como Maestro de diversos programas de TV e séries, destaque especial para: Caldeirão do Huck, Fantástico, Globo Repórter, Jô Soares, Jornal Nacional e, mais recentemente, Domingão do Faustão. Mônica Pires Cardoso Coordenação Geral Formada em Comunicação Social, Mônica Cardoso trabalha há 15 anos como produtora cultural. De janeiro de 2000 até fevereiro de 2008, foi coordenadora de produção da Orquestra Petrobras Sinfônica onde atuou em importantes eventos, como a produção da Oitava de Mahler, na Praia de Copacabana, pelo Projeto Aquarius, no Festival de Música de Morélia, no México, na Mostra Internacional de Música de Olinda, entre outros. Produziu várias edições do Concurso para jovens solistas Armando Prazeres, do Concurso para jovens regentes Eleazar de Carvalho e do Concurso para jovens compositores Cláudio Santoro. Além disso, foi produtora de 4 CDs e 2 DVDs da OPES. Atuou na produção de concertos da Orquestra Filarmônica de Petrópolis e coordenou o núcleo do Projeto Ação Social pela Música, em Petrópolis. Desde 2010, coordena o Projeto Estrada Cultural e a Orquestra Maré do Amanhã. Rodrigo Martins de Araújo Produtor local Rodrigo será o produtor local, auxiliar dos trabalhos dos professores de violino, viola e percussão. Será o responsável por toda estrutura de transporte em barcas. Atuará ainda como motorista credenciado pela MRN para o transporte de instrumentos Matheus da Silva Silvestre, professor de viola e Pither da Silva Bazaga, professor de violino Formados pela Orquestra Maré do Amanhã e capacitados pelo Método Suzuki, os dois se mudarão para Porto Trombetas a fim de assumirem o trabalho de professores. *** CARLOS EDUARDO OLIVEIRA SOUSA PRAZERES, RESPONSÁVEL PELA ASSOCIAÇÃO CULTURAL ARMANDO PRAZERES (PROPONENTE). COORDENADOR DO PROJETO - NÃO RECEBEREI, FAREI O TRABALHO COMO CONTRAPARTIDA SOCIAL. APENAS COLOQUEI UM VALOR SIMBÓLICO POIS O SISTEMA EXIGIA UM ITEM DE ORÇAMENTO NA CONTRAPARTIDA SOCIAL Farei toda administração financeira com minha equipe da Maré, como venho fazendo há 10 anos na Orquestra Maré do Amanhã, sem ônus para o projeto (já sou remunerado pela orquestra), embora, como disse acima, tenha colocado um valor simbólico no produto CONTRAPARTIDA SOCIAL, pois o sistema o exigia. Quando, em 1999, as investigações sobre a morte do Maestro Armando Prazeres apontaram o Complexo da Maré como o provável local onde residiria o assassino, ninguém poderia supor que a vida de Carlos Eduardo Prazeres, filho do maestro, viria a se ligar totalmente à região. Em 2010, onze anos após o doloroso episódio, Carlos Eduardo escolheu a região que fica ao longo das Linhas Vermelha, Amarela e Avenida Brasil para uma espécie de “vingança do bem”. Ali decidiu retomar o projeto de formação musical que o pai iniciara havia décadas com a Orquestra Pró Música e que teria sido abandonado por esta após sua morte. Fez renascer o sonho onde o mesmo teria sido interrompido: estava criada a Orquestra Maré do Amanhã. Hoje, o projeto é um dos mais respeitados do país. Com o primeiro grupo, formado por 30 crianças, Prazeres conseguiu multiplicar o exemplo e fez com que estes musicalizassem todas as crianças matriculadas nas pré-escolas no Complexo da Maré, totalizando 4.000 atendimentos. Desde então, foram inúmeras as conquistas. A Orquestra Maré do Amanhã já se apresentou nos mais prestigiados palcos do Rio de Janeiro e do Brasil, excursionou o Nordeste com enorme sucesso. Esteve em todos os principais programas de televisão, encantando o Brasil. Desfilou com a Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis e se apresentou com a cantora Anitta no Reveillon de 2017. Foi vencedora do PRÊMIO PROFISSIONAIS DA MÚSICA 2019, na categoria MELHOR ORQUESTRA. Contudo, nada se compara ao convite feito pelo Papa Francisco para uma apresentação na Sala Paulo VI, no Vaticano, em junho de 2017, quando encantou o Pontífice, que recebeu cada um dos meninos para uma benção especial. Em 2019 Carlos Eduardo Prazeres foi o vencedor da Categoria Rio do Prêmio Faz a Diferença, promovido pela Firjan e Grupo Globo; foi escolhido Men of the Year pela Revista GQ, na categoria Responsabilidade Social; recebeu a comenda do Mérito Judiciário pelo Tribunal Regional do Trabalho 1ª região.
Arquivado conforme solicitação do proponente.