Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Realizar montagem, circualçao e temporada do espetáculo "Madalena,Alice". Aclamado pela crítica especializada, o livro descreve a relação da filha e da mãe com Alzheimer, cuidadora e paciente, a partir da própria experiência da autora e da pesquisa realizada com outras mulheres cuidadoras. Com forte força dramatúrgica, a obra se materializa agora e sobe aos palcos, com a adaptação da própria autora e direção de Luiz Antônio Rocha.
Baseado em mulheres reais, Madalena, Alice conta a história de duas mulheres que têm suas vidas transformadas pela doença de Alzheimer. A história é apresentada em duas versões: mãe e filha, paciente e cuidadora. Os dois pontos de vistas se complementam para dar conta da dura rotina enfrentada por essas mulheres invisíveis aos olhos do Estado e da sociedade. A primeira parte é narrada pela portadora da doença, Madalena, que percorre as profundezas desse lugar escuro da loucura, onde a memória toma conta de tudo e se torna o único presente. Na segunda parte, Alice, a filha, se torna sua cuidadora e vítima, tão vítima quanto a mãe. Ambas estão em busca de si e de suas memórias. Elas são uma só. Duas faces da mesma moeda. As duas narrativas se completam e dão, com força literária, um panorama da tragédia que é a doença de Alzheimer.
Obejtivo Geral Montagem, circulação e temporada do espetáculo "Madalena, Alice" com texto de Bia Barros e direção de Luiz Antônio Rocha. A peça aborda o tema do Alzheimer. Obejtivo Específico O projeto Madalena, Alice prevê temporada de 01 meses no Rio de Janeiro, 01 meses em São Paulo e uma pequena circulação pelos estados da Bahia - BA, Brasília - DF, Fortaleza - CE, João Pessoa - PB e Belo Horizonte - MG. Serão 02 apresentações por estado dentro da circulação, totalizando 10 apresentações, 12 apresetanções na Cidade do Rio de Janeiro e 12 apresetações na Cidade de São Paulo.
Encenar os medos e traumas da sociedade contemporânea é uma forma de alerta a sociedade. Através do teatro é possível refletir as angústias e os pensamentos da sociedade e criar novos rumos.O Alzheimer é uma doença degenerativa e progressiva, que causa a perda de memória, desorientação no tempo e espaço, incapacidade intelectual e distúrbio de linguagem, sendo o principal motivo de demência entre os idosos. A estimativa é que o número de pessoas com a doença chegue a 1,2 milhão e que até 2050 o número de casos aumente em até 500%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas será que o Brasil está preparado para cuidar de forma adequado dos seus idosos? A peça "Madalena, Alice", da jornalista e escritora Bia Barros, mostra o impacto trágico da doença em um país em crise.O Brasil é um país que não prioriza investimentos em saúde, mas que tem setenta por cento de sua população dependente do sistema público nessa área. Pesquisa realizada pelo IPEA, mostra que 71% dos municípios brasileiros não têm instituições para idosos. Por isso, o cuidado da pessoa idosa é realizado informalmente pela família em 90% dos casos, com as mulheres ocupando a função de cuidadora em quase 85%.Falta suporte necessário tanto aos portadores da doença quanto aos seus familiares cuidadores, estes últimos geralmente são ignorados, mas se tornam também vítimas ao terem que lidar com as relações de dependência que surgem com a presença da doença na falta de recursos financeiros e/ou psicológicos. A dificuldade de conciliar a doença do parente com trabalho e projetos pessoais, faz com que essas mulheres acabem desenvolvendo várias outras doenças como depressão, síndrome do pânico, síndrome de Burnout e ansiedade. É um assunto de extrema importância que atinge diretamente a saúde das famílias e da sociedade como um todo e que merece ser debatido.Madalena, Alice se utiliza do cenário de uma doença degenerativa para abordar as delicadas, mas necessárias relações entre o estado, o sistema de saúde e a família. Num país que está envelhecendo é urgente pensar de que forma e em quais condições se dará esse processo.O teatro é uma excelente ferramenta de conscientização para expor temas relevantes como estes e suscitar o debate e a reflexão. O teatro é um laboratório para a vida, a formação de atores humanos no nosso belo mundo palco. Já dizia Hipócrates, há 2500 anos. A proposta se enquadra nos seguinte incisos do Art. 1o da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. A proposta contemplará os seguintes objetivos do Art. 3o: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.
Proposta cênica Em Madalena, Alice a imagética dramaturgia é contada em forma de “sonho” e nos leva do irreal ao real onde a ficção e realidade se cruzam. Em uma atmosfera lúdica, a encenação foi concebida para uma atriz e uma “marionete” - uma boneca em escala humana -. A atriz veste a boneca, emprestando seu corpo, criando assim a nomenclatura da técnica” boneco siamês” ou “boneco habitável”.Optamos pelo teatro de animação por suas características lúdicas. É uma prática que permite investigar a relação entre matéria, corpo e signos para a expressão de ideias e sentimentos. Essa técnica possui a capacidade de gerar imagens e associar sentidos para uma aguçada apreciação do ser humano e do mundo que o envolve. A construção artificial que serve como um modelo de “realidade” a ser experimentada. “A marionete” ou “boneca” (aqui entendido como forma animada) é um objeto de investigação que propõe um código de comunicação. Sabemos o quanto a figura do “boneco (a)” está relacionada à própria natureza da infância, por sua força simbólica imaginativa, por sua essência factícia e sua existência tão real, por sua força deA cenografia de “Madalena, Alice é uma instalação plástica mutável servindo organicamente a dramaturgia. Composta por centenas de caixas vazias de remédio amontoadas pelo palco que se escondem uma poltrona e uma samambaia dependurada revelando parte da realidade da história narrada. Essas pilhas de caixas de medicamentos formam labirintos de onde os personagens procuram uma saída. A luz se funde, sublinhando os espaços cenográficos criados pela trama.
Duração: 60 min Gênero: Drama Classificação: 12 anos
Conforme com o Art. 18 da IN n. 2/2019, a proponente realizará conforme permite Art. 19 da IN n. 2/2019, medida alternativa de acessibilidade oferecendo o serviço de audiodescrição e intérprete de libras: 01 (uma) sessão para deficientes auditivos e deficientes visuais por cidade. Os custos com os serviços de audiodescrição e intérprete de libras estarão previstos dentro do orçamento. O projeto será realizado em teatros que haja medidas de acesso a portadores de deficiência motora, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Os espaços irão dispor de rampa e/ou corrimão e/ou elevador para facilitar o acesso.
Conforme Art. 21 da IN n. 2/2019 o projeto terá como plano de distribuição para a democratização de acesso: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22. Dentro das medidas propostas realizaremos: 01 bate-papo/palestra por cidade, sobre o tema e sobre o processo de criação após as sessões, com a participação da equipe do espetáculo.
O proponente realizará as seguintes funções dentro do projeto: direção artística, coordenação geral, cenografia e supervisão técnica financeira. Texto: Bia BarrosEncenação: Luiz Antônio RochaInterpretação: Marise NogueiraCenário: Eduardo Albini e Luiz Antônio RochaFigurino: Markoz VieiraIluminação: Ricardo FujiConfecção marionete: Bruno DantePreparação em manipulação: Marcio NascimentoVisagismo: Mona MagalhãesProdução Executiva: Maria Inês ValeRealização: Espaço Cênico Produções Artísticas Ltda Dramaturgia – Bia Barros Bia Barros nasceu em Fortaleza, no Ceará. Aos 19 anos, veio para São Paulo prestar vestibular na Universidade de São Paulo (USP), onde cursou a Faculdade de Ciências Sociais e Jornalismo, na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Trabalhou na pauta dos programas jornalísticos da TV Cultura e TV Bandeirantes. Mas, a paixão pelo Cinema levou esta cearense à Cuba, onde foi estudar Documentário e Roteiro na Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV). No ano seguinte, recebeu a bolsa da Fundación Carolina para o II Curso de Desarrollo de Proyectos Cinematográficos Iberoamericanos, em Madri. Ao voltar para São Paulo, atuou como Coordenadora de Comunicação da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos. Em 2015, precisou cuidar da mãe com Alzheimer e, em função do alto grau de dependência da enferma não conseguiu mais conciliar a rotina de cuidados com o trabalho formal. A experiência inspirou-a a escrever o livro Madalena, Alice premiado com menção honrosa, no Prêmio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas obras em Língua Portuguesa, concorrendo com 722 autores e 865 obras. O livro foi lançado no Brasil, com o título “Madalena, Alice”, pela editora Nós, na Flip 2018, em Paraty. Encenação: Luiz Antônio Rocha Produtor, autor e diretor teatral foi membro do conselho da Michael Chekhov Brasil e em 2012, fez parte do júri oficial do INTERNATIONAL EMMY AWARDS realizado em Nova York. É considerado como uma das revelações na direção da cena carioca. Seus espetáculos possuem uma marca autoral de extrema simplicidade com grande sensibilidade valorizando a força do ator e da palavra. Foi considerado por Flávio Marinho no seu livro “Quem tem medo de besteirol” como um dos reinventores do gênero pela criação e direção de “Uma Loira na Lua”, uma homenagem a Lucille Ball (2004), espetáculo que lançou a atriz Alexandra Ricther e que terá nova montagem em 2020; Também dirigiu: “Eu te darei o Céu”; “A história do Homem que ouve Mozart e da Moça do lado que escuta o Homem”; “Frida kahlo, a Deusa Tehuana”; “Brimas”; “Zilda Arns, a Dona dos Lírios” e “ Paulo Freire, o Andarilho da Utopia”, solo em homenagem ao ilustre educador pelo qual está indicado ao Prêmio Shell de 2019 na categoria Inovação e Helena Blavatsky, a Voz do Silêncio de autoria da filósofa Lucia Helena Galvão.
PROJETO ARQUIVADO.