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Ayla e Kehinde vivem num Brasil distópico de 2300 e como fiadoras do destino recebem como missão da Grande Mãe reprogramar a história de Leo e Swalea, duas jovens que nascem numa Moçambique de 1942. Se entrecruzando além do tempo e espaço, as duas se lançam nas encruzilhadas da vida para tentar impedir um abuso.
SINOPSE DA OBRA DE ARTES CÊNICAS: “Limbo” conta a história de Leo e Swalea, ambas nascidas no dia 21 de março de 1942. Leo, descendente de portugueses imigrantes em Moçambique, ao ficar órfã dos pais, é adotada pela família de Swalea. As duas irmãs unidas pelo “destino” criam um forte vínculo de amizade entre si, até a entrada de um vizinho na casa delas e o súbito desaparecimento de Swalea. Após tentativas frustradas da família em encontrar Swalea, Leo passa dez anos sem pronunciar uma palavra, sendo diagnosticada com “mudez histérica” pelos médicos após o trauma e se vendo pressionada à estudar numa escola para surdos-mudos. Numa história atemporal em que Leo e Swalea aparecem ora como crianças ora nos dias atuais, as duas irão se comunicar através de sonhos e sinais numa jornada para se reencontrarem, atravessando fronteiras e chegando ao Brasil. Limbo por definição significa o que está à margem, esquecido. As personagens se unem na busca por suas vozes, num espetáculo que evoca canções, contos e tradições que misturam o universo afro-brasileiro abordando a importância do diálogo.
OBJETIVO GERAL: A principal proposta desse projeto é despertar a reflexão de temas como relações inter-raciais, diversidade cultural e violência contra a mulher através da dança, da música e da tecnologia. Texto inédito escrito por autoras brasileiras em trânsito entre Maputo (MOZ) e Rio de Janeiro (BR), o espetáculo promove o reconhecimento de novos roteiros e da identidade afro-brasileira, provocando reflexões sobre a diáspora numa época que necessita de diálogos e textos que abarquem públicos plurais. Num momento em que as gerações mais jovens já optam cada vez mais pelo consumo consciente e sem excessos, Limbo traz uma estrutura enxuta, contando apenas com uma estação de percussão, e trazendo a inovação do cenário virtual, usando a tecnologia da Realidade Aumentada (RA) para aproximar o público. Como num quebra-cabeça, o espectador é agente ativo, e pode remontar as peças e memórias das personagens - de gaiolas a pássaros - com ajuda de uma plataforma desenvolvida para o espetáculo. Buscamos exercitar as atrizes como potência máxima da cena, trazendo a história marcada em seus corpos, numa troca única e mágica com o público, numa experiência teatral em que tudo se revela e se constrói diante e pela própria plateia. OBJETIVO ESPECÍFICO: * apresentar um espetáculo; * realizar oficina de escrita para mulheres, usando como base o processo de escrita de ‘Limbo’ que se dá através de sonhos, escrita em fluxo e insights *promover um bate-papo entre a plateia e especialistas em áreas como: direitos humanos, movimento antirracista, violência contra a mulher.
Sobre o Art. 1º : Incisos: I, III, IV, V, e IX. Objetivos do Art. 3º: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; Por que a Lei de Incentivo a Cultura? Trata-se do mecanismo mais adequado ao atual cenário brasileiro, como primeira análise; segundo por ser ferramenta historicamente focada e voltada ao desenvolvimento do mercado cultural no Brasil; terceiro se encontra com aderência com o mercado privado (empresas com enquadramento contábil em Lucro Real) que buscam as conexões sociais e culturais com a sociedade; quarto e não por último, é instrumento oficial de meios operandus ao incremento do mercado nacional de cultura. Justificativa: Por muitos anos mulheres foram ensinadas a guardar segredos e a manter seu silêncio sobre assuntos que poderiam ser desagradáveis numa sociedade patriarcal. No Brasil, a maioria das vítimas de abusos e violência são meninas de até 13 anos e mais de 70% dos casos ocorre dentro de casa. Ainda que a estatística assuste, não corresponde à realidade, já que 90% dos casos jamais será conhecido por ninguém. Isso porque existe um comportamento persistente que cerca o assunto: o silêncio. ‘Limbo’ é o grito de quem se manteve calada por toda uma vida, de quem teve sua voz pessoal ameaçada. Através de uma linguagem lúdica e poética, Limbo expõe os perigos do isolamento e do silêncio, que podem ser tão ensurdecedores a ponto de não ouvirmos nossa própria voz, fazendo eco a movimentos importantes e globais como o #metoo, e criando oportunidade para homens e mulheres que, por medo, vergonha ou falta de entendimento não conseguiram se expressar, mas que através das vivências de Leo e Swalea possam se encorajar a quebrar o ciclo do silêncio. A peça propõe trazer à luz não apenas a importância de uma educação sobre temas como a prevenção da violência e os direitos humanos, como estreitar laços entre Portugal - Moçambique - Brasil, importantes representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) num momento em que cada vez mais jovens pessoas por espaços de troca e manifestação de opiniões e ideias próprias numa escala global, seja em blogs ou redes sociais. Numa história que começa em Moçambique e termina no Brasil, mas que poderia ser um dos milhões de casos de vidas separadas que nunca foram verbalizados, "Limbo" resgata o poder de cura promovendo o diálogo. E é só tendo experimentado a opressão e a perda que nossas protagonistas trazem, por fim, a catarse; a liberdade de expressar-mos como somos, dançando nossa própria música.
Oficina de Escrita para Mulheres Acesso: GRATUITO Carga horária: 40 hrs Período: Duração de 1 mês/ Aulas semanais. 2hrs por dia durante 4 semanas Metodologia: O método é ensinado através de aulas práticas, botando a mão na massa com o “aprender fazendo”. Professora: Maíra Oliveira CV Escritora, roteirista e poeta. Educadora pela UERJ, contadora de histórias e coordenadora do "Grupo Ujima: Contadores de Histórias Negra - Literatura Infantojuvenil". Selecionada para "FLUP Narrativas Negras para o Audiovisual" uma parceria com a Rede Globo (2018 e 2019) e "FLUP Poesia Preta" (2018), onde competiu com suas poesias no "1° Slam Pequena África". Participou do Reality Show "Cinelab Aprendiz" (2019). Autora de "Mari, a sementinha" (Ed. Nandyala, 2018), co-autora de "Vértice: escritas negras" (Ed. Malê, 2019) e "Favela em Mim" (Ed. Oríkì, 2019). Em 2019 dirigiu "Encruza", seu primeiro filme.
Oficina de Escrita para Mulheres Carga horária: 40 hrs Período: Duração de 1 mês/ Aulas semanais. 2hrs por dia durante 4 semanas Metodologia: O método é ensinado através de aulas práticas, botando a mão na massa com o “aprender fazendo”. Professora: Maíra Oliveira CV Escritora, roteirista e poeta. Educadora pela UERJ, contadora de histórias e coordenadora do "Grupo Ujima: Contadores de Histórias Negra - Literatura Infantojuvenil". Selecionada para "FLUP Narrativas Negras para o Audiovisual" uma parceria com a Rede Globo (2018 e 2019) e "FLUP Poesia Preta" (2018), onde competiu com suas poesias no "1° Slam Pequena África". Participou do Reality Show "Cinelab Aprendiz" (2019). Autora de "Mari, a sementinha" (Ed. Nandyala, 2018), co-autora de "Vértice: escritas negras" (Ed. Malê, 2019) e "Favela em Mim" (Ed. Oríkì, 2019). Em 2019 dirigiu "Encruza", seu primeiro filme.
Atividade destinada ao deficiente VISUAL: - disponibilidade de impresso com texto em sistema braille contendo uma resenha sobre o conteúdo do texto do projeto de artes cênicas. O custo desse item está dentro dos custos vinculados, sub-item divulgação. Nos locais das apresentações, serão destinados as seguintes ações: - locais adequados aos portadores de necessidades especiais; - rampas de acesso para cadeirantes; - profissional presencial nas apresentações com linguagem em Libras;
AÇÕES: - As apresentações serão gratuitas, respeitando-se a classificação indicativa - Articulação com entidades representativas que estejam alinhadas ao tema do projeto, para que possa-se ampliar o público beneficiado - Realização de apresentações para estudantes do PEJA (antigo EJA) - ensino médio, para até 05 escolas públicas, distribuídas em bairros a serem selecionados
ATIVIDADES ELENCADAS AO DIRIGENTE DA INSTITUIÇÃO PROPONENTE: - LAURA MOLLICA - ATRIZ NA PEÇA - COORDENAÇÃO GERAL - CO-CAPTADOR ...................................................... HISTÓRICO DA COMPANHIA O Coletivo Mastruço foi fundado por artistas mulheres em 2013 com a peça ‘Ensaio Sobre o Íntimo’, realizada dentro de um banheiro feminino, na programação do Festival de Curitiba, em 2014. Desde a sua criação, realizou temporadas e circuitos de festivais de teatro e arte em Berlim, Londres e Rio de Janeiro, contando com a colaboração de profissionais como Dani Lima, Cláudia Mele, Cristina Flores. A LM Produções se uniu ao Coletivo Mastruço para trazer a presença da tecnologia para o campo da performance e Artes Cênicas. Integra diferentes linguagens em sua pluralidade multimídia, cobrindo o trabalho artístico desde o roteiro, produção à entrega de produtos audiovisuais e cênicos. Realizou a montagem de programas para canais como GNT (Bons Sonhos, Boas Vindas), Arte 1 (Teatro no Ato, O Tempo e a Música), Futura (Conexão Maker, Futuras Profissões) e espetáculos ‘Como é que abre aqui’ (2017), em cartaz no Instituto Kreatori RJ, transmitida ao vivo. A empresa também realiza Teatro para Empresas em datas como Dia Internacional dos Direitos Humanos, entre outras, trazendo temas como Violência Contra a Mulher, Educação Anti-Racista e Igualdade de Gênero no Mercado de Trabalho para ambientes corporativos. Atualmente tem um projeto vencedor no edital EKLOOS Co.Impacto, de aceleração de negócios de impacto social com o projeto Cinema é Saúde, que oferece aulas de capacitação nas áreas de Artes Cênicas e Audiovisual para a população em situação de rua na cidade do Rio de Janeiro. Laura Mollica é atriz, roteirista, editora e idealizadora do LM Produções, na área audiovisual e cênica. Roteirizou e editou programas pro GNT, Canal Brasil, Arte1, Futura. EQUIPE PEÇA: DIREÇÃO Renato Carrera, diretor de ‘Malala, a menina que queria ir pra escola’, vencedor do Prêmio FNLIJ, Renato tem 30 anos de carreira, e já foi indicado ao Prêmio Shell de melhor diretor e melhor ator, aos prêmios Cesgranrio, APTR e Questão de Crítica pela direção de “Abajur Lilás”. ELENCO E FIGURINO Carolina Bezerra, atriz, figurinista, designer de Moda. Idealizadora da marca Lewá Afro Brasil. Trabalhou como atriz em ‘Os Dez Mandamentos’ (Record) e Saramandaia (Rede Globo). COREOGRAFIA Ludmilla Almeida é mãe, educadora, bailarina, coreógrafa, angoleira. Mestra em Educação pela UERJ, prof. de Capoeira Angola e Dança Afro. 2016 criou o Ludmilla Almeida Diálogos em Movimento, reunindo Dança, Capoeira, Corpo, Gênero e Educação. ELENCO E IDEALIZAÇÃO Laura Mollica é atriz, roteirista, editora e idealizadora do LM Produções, na área audiovisual e cênica. Roteirizou e editou programas pro GNT, Canal Brasil, Arte1, Futura. MÚSICACecy Wenceslau é atriz, cantora, compositora, musicista e percussionista. Formada em teatro na faculdade Dulcina de Morais em Brasília. É percussionista do espetáculo “Maria” da cia “Nos dá dança”. MÚSICO Cassio Coelho é médico otorrinolaringologista, guitarrista, multi- instrumentista, produtor musical independente e artista plástico. TRILHA SONORA Stella Matsombe é Moçambicana, professora de danças, bailarina e compõe cânticos no ritmo tradicional de Moçambique. Autora da música ‘Xinheletana’ da peça Limbo. DIRETORA DE PRODUÇÃO Joana DÁguiar, Graduada em Comunicação Social – Jornalismo, pós-graduada em Comunicação Organizacional Integrada pela UFBA e com MBA de Produção e Gestão Cultural pela FGV. ASSISTENTE DE DIREÇÃO Luísa Alves é atriz, instrutora de yoga e estudante de psicologia. Atuou como assistente na preparação de atores durante sua formação acadêmica com diretores como Hamilton de Oliveira.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.