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O projeto consiste na produção e distribuição gratuita de 2 mil livros de fotografia sobre a comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. A obra foi concebida a partir da documentação realizada por quatro fotógrafos que são moradores da comunidade e criaram o coletivo fotográfico Rocinha sob Lentes. A narrativa visual pretendida quer mostrar, com imagens feitas de dentro para fora, a beleza, os fazeres e os personagens daquela que talvez seja a mais emblemática favela brasileira, em oposição à visão recorrentemente veiculada pela grande mídia, que associa a favela à violência e ao crime. Além do livro, o projeto prevê o oferecimento de uma oficina de fotografia para jovens moradores do local, com a participação dos fotógrafos do Coletivo e professores convidados, na esperança de incentivar o surgimento de novos olhares, novos profissionais e, quem sabe, novos artistas. Complementa o projeto uma ação de contrapartida social referente a palestras e debates em escolas públicas da localidade.
SINOPSE DA OBRA O principal produto do projeto é um livro cujas fotografias constroem uma narrativa endógena sobre a comunidade da Rocinha, na contramão da visão popularmente veiculada pela mídia que apresenta a favela como território de marginalidade. As imagens ali exibidas foram feitas por quatro moradores da Rocinha, que constituem o coletivo Rocinha sob Lentes e já possuem algum reconhecimento nas mídias sociais e impressa, conforma atestam matérias publicadas mais recentemente. Allan Almeida, Diego Cardoso, Erik Dias e Marcus Costa viram na fotografia a possibilidade de intervir nos destinos da comunidade, apresentando seu território ao mundo a partir de um olhar afetuoso, sem descartar a possibilidade de complementar a renda familiar através de eventuais trabalhos como fotógrafos de eventos na localidade. Após alguns cursos específicos de fotografia e diversos eventos documentados, esses fotógrafos começaram a trabalhar em fotografias documentais com acentuado toque artístico e conseguiram formar um excelente arquivo de fotos da localidade. Logo o trabalho começou a ser reconhecido e até um álbum de fotografias impresso no formato livro foi produzido pela empresa Digipix e oferecido como presente aos quatro fotógrafos comunitários. O valor estético e antropológico das imagens apresentadas neste fotobook foi seguramente uma das razões que motivaram a Engenho Arte e Cultura a acreditar na potência de um livro como o aqui proposto, profissionalmente concebido, com textos de apoio, ficha catalográfica, e inscrito na Biblioteca Nacional através do registro de ISBN. O material de base para a execução do livro é um acervo com mais de duas mil imagens produzidas pelo coletivo Rocinha sob Lentes. Deste arquivo, serão pré-selecionadas cerca de 200 imagens para serem analisadas pela equipe técnica do projeto, as quais passarão por um processo seletivo mais rigoroso para então definirmos as 70 ou 80 imagens que comporão a edição final e, consequentemente, o roteiro do livro. A Engenho Arte e Cultura pretende produzir um livro de fotografias com alto valor artístico e cultural, na medida em que a narrativa oferecida pelas imagens e textos de apoio permitirá aos leitores conhecer a comunidade da Rocinha em seus aspectos mais intimistas, mesmo que boa parte deles nunca venha a entrar fisicamente na comunidade. Uma Rocinha, convém enfatizar, bem diferente daquela que existe no imaginário da maior parte das pessoas. Os dois eventos concebidos para o lançamento do livro deverão ser amplamente divulgados em diferentes mídias e um dos eventos será na própria comunidade, o que será um importante instrumento de afirmação do projeto, aumentando o interesse pelo tema abordado e ecoando nos corações e mentes daqueles que vivem essa realidade e verão na difusão do livro uma afirmação da arte e cultura produzida nas periferias. Faz parte do projeto um workshop a ser realizado na própria comunidade, destinado aos moradores locais, com o objetivo de apresentar o trabalho do coletivo Rocinha sob Lentes e ensinar técnicas básicas de fotografia, de modo a que cada morador possa se sentir como um sujeito capaz de dar um depoimento visual sobre seu tempo histórico, além de oferecer aos mais dedicados a oportunidade de encontrar uma nova profissão ou um meio de gerar renda adicional ou ainda, quem sabe, descobrir novos talentos que possam, em um futuro próximo, se destacar na arte fotográfica. Esse evento está sendo concebido de acordo com um adequado projeto pedagógico que está detalhado nesta proposta em "Especificações Técnicas do Produto". Complementam o projeto duas ações de contrapartida social, que serão apresentações em Escolas Públicas da comunidade onde serão projetadas imagens selecionadas do livro, proferidas palestras sobre fotografia e arte e debates com alunos e professores sobre o projeto, o que contribuirá para a divulgação do livro e a difusão da cultura e da arte entre os jovens estudantes moradores da comunidade. Essas apresentações deverão contar com a participação dos quatro fotógrafos do coletivo Rocinha sob Lentes, e se torna mais relevante em função de três dos fotógrafos terem sido alunos de uma dessas Escolas. Professores e Diretores da Escola se mostraram bastante interessados com a possibilidade de realizar uma dessas apresentações em sua escola, já que deverá ser um evento bastante motivacional para os atuais alunos. O Livro objeto desse projeto apresenta um roteiro totalmente baseado em imagens, cuja sequencia permitirá ao leitor uma boa visão da vida na comunidade, não estando prevista a divisão por capítulos. O livro terá sua Inscrição Catalográfica ISBN (INternational Standard Book Number) o que garantirá a indexação e catalogação em quaisquer bibliotecas no Brasil e no Exterior. Estão previstos três textos de abertura, sendo um de apresentação do livro, outro do patrocinador e um terceiro feito por um fotógrafo de notório saber. A sequencia de imagens a seguir contempla o roteiro da obra, que pretende mostrar a comunidade da Rocinha na visão dos fotógrafos moradores da comunidade. Em seu final, o livro apresentará fotos e mini currículos dos quatro fotógrafos do coletivo Rocinha sob Lentes.
OBJETIVO GERAL A Rocinha está frequentemente inserida na mídia, quase sempre através de notícias sobre conflitos urbanos e tráfico de drogas. Vista de dentro se apresenta como uma comunidade onde moram mais de 200 mil pessoas, abastecida por ampla rede comercial, com imensa variedade de lojas e empresas que fornecem todo tipo de serviços, além de escolas, bibliotecas, igrejas e diversas instituições públicas e privadas que atuam na área social. Mais que isso, a favela da Rocinha é uma atração turística que recebe diariamente estrangeiros de diversas nacionalidades, os quais podem ser vistos circulando pela localidade. Os quatro artistas selecionados para ilustrar o livro aqui proposto constituem um coletivo fotográfico intitulado Rocinha sob Lentes - daí o título do projeto - que já detém um considerável acervo de fotos da comunidade e já foi tema de matérias em alguns veículos da mídia. Ao tomar conhecimento da existência deste coletivo fotográfico e do material que vem sendo produzido por seus integrantes, a Engenho Arte e Cultura promoveu um encontro com os fotógrafos, discutiu a possibilidade de um projeto editorial e teve a anuência dos quatro para a edição de um livro de fotografias com acentuado viés artístico e antropológico, utilizando para tanto o incentivo fiscal. A publicação do referido livro poderia garantir aos quatro fotógrafos o merecido reconhecimento em nível nacional e talvez internacional. Mas não é só. Ao mostrar a realidade da vida na Rocinha, a beleza de seus fazeres e a luta de seus moradores para sobreviver com dignidade em meio a um ambiente que frequentemente se mostra hostil, o livro ajudará a romper alguns estereótipos frequentemente atribuídos aos moradores das favelas. E o fará a partir de uma simbiose entre a arte fotográfica e o conhecimento específico de fotógrafos que são moradores da comunidade retratada. Vale ressaltar que é precisamente esse aspecto de pertencimento que possibilita aos fotógrafos locais uma "visão de dentro para fora", que de um modo geral se opõe à "visão de fora para dentro" praticada pelos veículos de comunicação, mais preocupados em noticiar os conflitos internos e as alterações na ordem social tão frequentes nas favelas brasileiras. OBJETIVO ESPECÍFICO O projeto pretende distribuir gratuitamente 2 mil livros de fotografia sobre a favela da Rocinha para uma vasta gama de pessoas e instituições, como escolas, bibliotecas, entidades do setor artístico e cultural e organizações sociais de diferentes tipos, mostrando não só a arte de quatro talentosos fotógrafos moradores da comunidade, como também a realidade da vida na Rocinha, do ponto de vista de seus moradores, nesse caso os próprios fotógrafos. Esse projeto foi idealizado não só para enaltecer a arte fotográfica, mas também para mostrar ao mundo que a Rocinha é uma comunidade pobre e digna, com uma pujante vida social onde moram milhares de trabalhadores e famílias de bem. Ao fazê-lo, estaremos contribuindo para humanizar a visão de favela. A distribuição gratuita dos dois mil livros previstos, conforme explicitado nos percentuais abaixo, pretende garantir uma ampla democratização do acesso ao conteúdo da obra: . 10% para os fotógrafos: Cada um dos fotógrafos receberá 50 livros para seu portfólio pessoal, totalizando 200 exemplares; . 10% para moradores da comunidade, em especial os fotografados, a título de cessão de imagem: Dessa forma outros 200 livros serão doados às pessoas da comunidade fotografadas ou personalidades locais em listagem fornecida pelos fotógrafos. Dentro do possível será elaborada uma lista de todas as pessoas que vierem a receber a obra; . 10% para empresas e instituições da comunidade da Rocinha: A cota de 10% dos livros que serão distribuídas gratuitamente nos principais empreendimentos e organizações da comunidade, deverá priorizar locais que possam aumentar o acesso do livro aos moradores da comunidade, podendo ser entregues mais de um exemplar sempre que houver disponibilidade de manter os livros em locais de boa visibilidade. Será elaborada uma lista especificando todos que receberam os livros e em que quantidade; . 10% para os investidores: esta cota de 200 livros, será entregue em quantidades proporcionais ao aporte dos apoiadores do projeto. A identificação e seleção das pessoas ou entidades que receberão esses livros deverá ser definida por cada patrocinador, mas terá que ser de forma gratuita; . 60% para escolas, bibliotecas, entidades de Arte e Cultura e instituições de ação social nacionais e internacionais: Para isso a Engenho Arte e Cultura pretende acionar sua rede de contatos nos setores artísticos e culturais, aí incluídas escolas, bibliotecas e outras instituições onde a arte e a visão social do projeto possam despertar interesse. Parte desses livros, na ordem de 10%, poderão ser destinados à Secretaria Nacional de Cultura ou ao Ministério em que a Secretaria estiver vinculada, dependendo do interesse de cada órgão. Nesse caso a distribuição obedecerá aos critérios definidos pelo próprio orgão, certamente respeitando a democratização do acesso. O livro deverá receber tradução para a língua inglesa, o que facilitaria sua disseminação por outros países. Parte dos livros poderão ser destinados para o Ministério de Relações Exteriores (MRE), ampliando a divulgação internacional. Com a distribuição que pretendemos implementar e a democratização de acesso prevista, o livro Rocinha sob Lentes estará disponibilizando para uma enorme gama de leitores uma obra de arte popular que se propõe a revelar uma Rocinha como ela é, onde vivem milhares de cidadãos de bem, diferente da Rocinha mostrada diariamente pelos veículos da chamada grande imprensa. Entendemos que assim o projeto estará dando uma contribuição importante para o aumento da autoestima dos moradores da comunidade e poderá servir de exemplo aos mais jovens de que a arte e o reconhecimento profissional não estão restritos às pessoas de alto poder aquisitivo. O projeto de divulgação contempla contatos com formadores de opinião, material de divulgação impresso e digital, além de eventuais inserções na mídia. Estão também previstos dois eventos de lançamento para o livro: um na própria comunidade da Rocinha e outro em local definido pelo principal apoiador do projeto. Caso seja de interesse da Secretaria Nacional de Cultura uma participação direta no lançamento do livro, o projeto poderia contemplar um terceiro evento. Também será possível o acesso ao conteúdo do livro por meio eletrônico, através de um PDF disponibilizado pelas redes sociais. Também faz parte do projeto a realização de uma oficina de fotografia na própria comunidade da Rocinha. A proposta desse workshop é identificar e convidar moradores da comunidade interessados em fotografia, para um curso com quatro dias de duração, a ser ministrado pelos fotógrafos do Rocinha sob Lentes e com a participação de professores de convidados. Esperamos que a história desses fotógrafos e os conhecimentos técnicos que serão ministrados no curso, possam incentivar e capacitar outros moradores a buscar na fotografia uma forma de profissionalização ou manifestação artística. Certificados de conclusão do curso serão distribuídos para os participantes que obtiverem a frequência de 75% (três dos quatro dias de aula). O projeto também contempla, dentro das contra-partidas sociais, duas apresentação em Escolas Públicas da comunidade, onde está prevista a projeção de imagens, palestra sobre fotografia e arte e debates do projeto e do livro "Rocinha sob Lentes" para estudantes e professores objetivando difundir o trabalho dos fotógrafos e incentivar e iniciar os alunos dessas Escolas na área da cultura e da arte.
JUSTIFICATIVA O Projeto Rocinha sob Lentes terá como eixo central a publicação de 2 mil exemplares de um livro inspirado na arte fotográfica, cujo foco é a favela da Rocinha e cujos autores têm em comum a noção afetiva de pertencimento, uma vez que são moradores da comunidade e tendem a enxergar a favela como lar e não como ameaça. A distribuição, tal como foi aqui inúmeras vezes reiterado, será gratuita e destinada aos mais distintos públicos, fornecendo amplo e irrestrito acesso às fontes de cultura e garantindo o pleno exercício de direitos culturais, tal como expresso no parágrafo I da Lei 8313/91. O projeto também atende em sua plenitude ao parágrafo II, artigo 1° da Lei 8313, por "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais". Nada mais regional e nada que valorize mais os recursos humanos e os conteúdos locais do que um livro de arte fotográfica sobre uma favela brasileira, realizado por quatro moradores da comunidade. A propósito, a gênese e a concepção do presente projeto sempre tiveram como inspiração a ideia difundida pelo escritor Leon Tolstoi, de que, para ser universal, o artista deve começar por pintar a sua própria aldeia. Em todos os demais parágrafos do Artigo Primeiro da Lei de Incentivo Cultural, o projeto também se inclui, mas destacamos ainda os Artigos 5° e 9°, os quais sugerem, respectivamente, "salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira" e "priorizar o produto cultural originário do País". Dessa forma, o projeto nos parece totalmente aderente aos objetivos da Lei Federal de Incentivo à Cultura e adequados para obtenção de incentivo fiscal para sua execução. Já com relação aos objetivos que serão alcançados com o projeto, previstos no artigo 3° da Lei 8313/91, destacamos que o conteúdo proposto se enquadra no fomento à produção cultural e artística, conforme especificado no parágrafo II, através da produção de livros de caráter artístico e cultural. No parágrafo III, relativo à preservação e difusão de patrimônio artístico, cultural e histórico, o projeto se insere ao colaborar para o acervo de bibliotecas e organizações culturais. No parágrafo IV, relativo ao estímulo e conhecimento dos bens e valores culturais, o projeto se insere mediante a distribuição gratuita de livros de arte e cultura e também fornecendo exemplares para o acervo de bibliotecas, arquivos e entidades de caráter social. Finalmente, no parágrafo V, relativo ao apoio a outras atividades culturais e artísticas, o projeto se insere com a contratação de serviços dos quatro fotógrafos populares, da Engenho Arte e Cultura para a elaboração de Projeto Cultural, além de outros profissionais de setores afins que contribuirão na execução do projeto, seja no campo da produção, da divulgação, da veiculação ou dos eventos. Concebido totalmente sem fins lucrativos e elaborado com o objetivo de destacar o trabalho cultural e artístico de um coletivo de fotografia denominado Rocinha sob Lentes, que da nome ao livro objeto desse projeto, entendemos importante destacar brevemente a trajetória dos quatro fotógrafos que embasam a obra proposta. Este grupo tem uma história interessante, pautada em idades e trajetórias de vida semelhantes, uma vez que os quatro têm idades que oscilam entre 25 e 32 anos, são moradores na comunidade da Rocinha, trabalham e/ou estudam e lutaram muito para adquirir suas respectivas câmeras e iniciar as atividades de fotografia de forma amadora. Em pouco tempo esses fotógrafos buscaram a capacitação atravez de cursos especializados de fotografia o que permitiu a profissionalização da atividade. A paixão comum pela fotografia foi o fator agregador que levou o grupo a criar o coletivo Rocinha sob Lentes há quase dois anos, no intuito de expressar sua arte e, sempre que possível, gerar uma renda complementar. Logo conseguiram chamar a atenção dos vizinhos e de profissionais da área fotográfica, gerando encomendas de serviços fotográficos, principalmente dentro da própria comunidade. Passo seguinte foi o reconhecimento para além das fronteiras da Rocinha, conforme atestam matérias publicadas ao longo de 2018 e 2019 em diferentes agentes da mídia, como O Globo, Universo Artístico, EgoBrazil e Central-Brasil, conforme matérias apresentadas em anexo. O coletivo de fotógrafos Rocinha sob Lentes é composto por Allan Almeida (30 anos), Diego Cardoso (31), Erik Dias (32) e Marcus Costa (26). Eles são os agentes e a inspiração deste projeto, mas para que a missão tenha sucesso precisamos que nos seja concedido o incentivo da Lei 8313/91, até porque seus autores e a comunidade onde estão inseridos se caracterizam basicamente pela escassez de recursos financeiros. Os aspectos artísticos, culturais e sociais envolvidos são enormes e a capacidade de difusão e acessibilidade é muito grande. Em função de orçamento relativamente pequeno e do incentivo que temos recebidos de pessoas e instituições que estão tomando conhecimento do projeto, temos convicção que iremos conseguir investidores para o projeto. Gostaríamos de finalizar a presente proposta com uma breve digressão, na tentativa de responder a uma pergunta que, aqui no caso, se impõe: Por que apoiar a publicação de um livro de fotografias? A resposta parte da premissa que estejamos imersos naquilo que Roland Barthes chamou de "Civilização da Imagem". E percebam que o semiólogo francês chegou a essa conclusão em seu clássico livro "A Câmara Clara", publicado em 1980, bem antes que a era digital tomasse o mundo de assalto e potencializasse a proliferação de fotografias por celulares e redes sociais. Hoje em dia, Facebook, Instagram e YouTube, entre outros gigantes da internet, parecem atestar a prevalência da imagem na contemporaneidade. Tudo é imagem. Carregamos fotografias em nossos bolsos ou bolsas porque não são poucas as situações que nos cobram documentos com fotos, como se nossa própria identidade estivesse atrelada ao registro de uma fotografia que, por vezes, nem condiz mais com a aparência que temos. Por mais paradoxal que pareça, a imagem está tão presente em nossas vidas que até as rádios veiculam sua programação via Web TV, cientes de que a imagem atribui um valor adicional às narrativas em curso. Se voltarmos no tempo e aportarmos no já distante século XIX, assistiremos ao poeta francês Stéphane Mallarmé profetizar que tudo no mundo existe para terminar em um livro. No século XX, mais precisamente na década de 1970, a escritora e ativista norte-americana Susan Sontag atualizou a frase, dizendo que tudo existe para terminar em uma fotografia. Ora, se assim for, um livro de fotografias é um produto cultural que reúne as tendências comportamentais detectadas por artistas e intelectuais nos dois séculos precedentes, o que de certa forma o habilita como veículo ideal para desenvolver uma narrativa de cunho social neste ainda jovem e periférico século XXI. Como forma de incentivar jovens moradores da comunidade a ingressar nessa área de fotografia, seguindo o exemplo dos fotógrafos do coletivo Rocinha sob Lentes, o projeto contempla um workshop sobre fotografia para 20 jovens que serão selecionados dentro da comunidade e que poderão obter diploma de conclusão do curso caso obtenham os índices de aproveitamento requerido. Concluímos informando que o projeto contempla ainda a contra partida social solicitada no artigo 22 da Instrução Normativa N° de 23 de abril de 2019. Trata-se de duas apresentações de projeções do livro, palestra sobre arte e fotografia e debates com alunos e professores em Escolas Públicas localizadas na comunidade da Rocinha. Pretende-se com essas ações difundir e incentivar a arte e a cultura para mais de 300 estudantes da Rocinha.
OUTRAS INFORMAÇÕES A Rocinha é a maior favela do Brasil e está localizada entre a Zona Sul e a Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Já em 1970, segundo o IBGE, possuía 130 mil habitantes. Situada em uma área nobre da cidade, mais precisamente entre a Gávea e a Barra da Tijuca, a favela sente na pele os contrastes decorrentes de ser uma comunidade de baixa renda e estar cercada por dois bairros que estão entre os de maiores impostos predial e territorial do Rio de Janeiro, fazendo com que a Rocinha seja recorrentemente citada como símbolo da desigualdade social no Brasil. A favela começou a crescer a partir de 1950, com a migração de nordestinos à procura de trabalho no sul do País. Em 1970, com a inauguração do túnel Dois Irmãos, o acesso ficou consideravelmente facilitado e houve um novo surto de crescimento na população da Rocinha. Nessa época a favela ainda tinha total carência de infraestrutura, inclusive água e energia, e era foco de doenças em função de suas ruas estreitas com pouca penetração de luz e ventilação. A partir da década de 1970 a comunidade obteve os primeiros investimentos em infraestrutura, em consequência de inúmeras reivindicações ao Poder Público. Entre eles podemos citar a implantação de creches, escolas, passarela, canalização de valas e agência dos Correios. Nas décadas seguintes chegaram o posto de saúde, a luz elétrica, o complexo esportivo e diversas organizações sociais como a Biblioteca Parque e a Escola de Música. Em paralelo, igrejas de diversos credos se instalaram na comunidade. Atualmente, existem informações desencontradas sobre a população da Rocinha, que variam de 150 a 300 mil pessoas. Diversas linhas de ônibus e vans permitem que os moradores se desloquem para outros bairros na cidade ou mesmo dentro da própria comunidade. Chama a atenção a enorme frota de motocicletas que circula dentro da Rocinha, principalmente os moto-taxis, que constituem o principal meio de transporte para deslocamentos dentro da comunidade. Mais recentemente a favela recebeu uma estação de metrô que se comunica com a Barra da Tijuca e todos os bairros das Zona Sul e Norte. Apesar de suas ruas e vielas bastante estreitas e suas ladeiras íngremes, a comunidade possui quase todos os bens e serviços necessários para os moradores. Seu comércio é completo e pujante, sendo possível encontrar uma imensa variedade de produtos dentro da comunidade. Na área de serviços também é surpreendente a disponibilidade de bancos, academias, correios, escolas, creches, postos de saúde, templos religiosos, serviços de assistência social, quadras esportivas, salões de beleza e serviços na área de telecomunicações. Todo esse investimento se deve ao fato da Rocinha ter se transformado em uma comunidade fornecedora de mão de obra para as áreas próximas, mais prósperas e sempre carentes de postos de trabalho. A especificidade da Rocinha a transformou em ponto de interesse turístico nacional e internacional, o que pode ser constatado diariamente através dos grupos de turistas acompanhados por guias cadastrados que podem ser vistos percorrendo suas ruas e vielas. Infelizmente esse dinamismo da favela e sua importância econômica não se traduzem na forma como a Rocinha é vista pela maioria das pessoas de classe média alta e pela sociedade em geral. Com frequência a grande imprensa publica matérias que vinculam a comunidade com notícias sobre violência, guerra entre quadrilhas, intervenções militares e tráfico de drogas. Uma comunidade de baixa renda e localizada em um morro com vielas íngremes e estreitas como a Rocinha, convive com diversos problemas de difícil solução, mas isso não impede que milhares de pessoas possam viver com dignidade na comunidade e, alguns dentre eles, sejam detentores de um enorme potencial artístico e cultural, como em qualquer sociedade estabelecida. Este parece ser o caso dos quatro fotógrafos contatados para produzir as fotos desse livro. A dimensão social desse projeto e seu conteúdo documental poderá ser extremamente importante para o futuro desses quatro fotógrafos comunitários, mas seu alcance promete ser bem mais amplo, ecoando na autoestima de milhares de moradores locais e de outras comunidades semelhantes.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO PRODUTO 1. O produto principal é um livro de arte fotográfica cujo projeto editorial prevê 96 páginas e cerca de 80 fotografias, com as seguintes características técnicas: . O formato (fechado) terá 240 x 240 mm. . A capa será em papelão FSC 15, com gramatura 1420 gr, e acabamento em laminação fosca. . O miolo será composto por 8 cadernos de 12 páginas cada, impressos em papel FSC Couché Fosco, com gramatura 170 gr, no formato 240 x 240 mm (fechado), refilados e dobrados, com aplicação de verniz a base d'água fosco para fixar e aumentar a durabilidade da impressão. . As guardas terão 4 páginas em papel FSC Offset, com gramatura 150 gr, no formato 240 x 240 mm, com o mesmo acabamento dos cadernos. . Com relação ao acabamento geral, os cadernos serão costurados e o livro terá capa dura; com Shirink individual e entrega no Rio de Janeiro. . O orçamento solicitado inclui o fornecimento de um jogo com as provas digitais para orientar a calibragem de cores. O livro será indexado no ISBN-International Standard Book Nunber, de forma a viabilizar sua catalogação em bibliotecas de tido mundo. Observação adicional: a FSC (Forest Stewardship Council) é uma organização independente, sem fins lucrativos, criada no início da década de 1990, com o intuito de contribuir para a promoção do manejo florestal responsável ao redor do mundo. O projeto editorial que estamos apresentando optou pelo uso de papeis com o selo FSC, o que reforça a preocupação ambiental no âmbito do projeto Rocinha sob Lentes. O projeto gráfico pode ser entendido como uma instância de elaboração e execução que, em certa medida, antecipa e sucede o projeto editorial. A própria solicitação do orçamento acima é uma função da designer que assina o projeto gráfico. Uma vez concebida a formatação do produto livro, tem início o trabalho de diagramação, realizado em estreita parceria com o editor, que contempla a escolha das fontes, o tamanho do corpo, a definição da mancha gráfica e a distribuição espacial de textos e fotos. Em uma segunda etapa, a designer se responsabilizará pelo tratamento das imagens no Photoshop e, mais adiante, pelo acompanhamento da impressão, cuidando para que a calibragem de cor entre os monitores dos fotógrafos, da designer e da gráfica garantam uma fidelidade cromática na impressão final. Vem daí a importância da prova digital solicitada no orçamento e citada acima. 2. O projeto Rocinha Sob Lentes contempla, ainda, o oferecimento de um workshop de fotografia na própria comunidade da Rocinha. A proposta, destinada a vinte moradores locais, terá 24 horas/aula, distribuídas por quatro dias, e será executada por um coordenador pedagógico e pelos quatro fotógrafos integrantes do Coletivo, com o apoio de um assistente administrativo, obedecendo à programação que se segue: Dia 1-(manhã) 09:00 às 12:00: DAS PINTURAS RUPESTRES AOS PIXELS- Aula expositiva com Dante Gastaldoni sobre a prevalência da imagem na civilização contemporânea, passando pela descoberta do princípio da câmara escura (Alhazen), das primeiras câmeras fotográficas (Niépce, Daguerre e Talbot), da popularização da fotografia com a invenção da câmera portátil Kodak (Eastman), até chegarmos à imagem digital (Morita). - (tarde) 14:00 às 18:00: PROJEÇÃO COMENTADA DAS FOTOS DO LIVRO ROCINHA SOB LENTES- Pelos autores Allan Almeida, Diego Cardoso, Erik Dias e Marcus Costa. Dia 2- (manhã) 09:00 às 12:00: ANÁLISE DA PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA NAS PERIFERIAS BRASILEIRAS- Aula expositiva com Dante Gastaldoni, centrada na experiência da Escola de Fotógrafos Populares e na Agência Imagens do Povo, projetos desenvolvidos na Favela da Maré entre 2004 e 2015, acompanhada por projeção comentada de fotos apresentando os trabalhos de João Roberto Ripper, Valda Nogueira, Ratão Diniz, Elisângela Leite, AF Rodrigues, Luiz Baltar, Thais Alvarenga e Fábio Caffé.(tarde) 14:00 às 18:00: NOÇÕES BÁSICAS DE FOTOGRAFIA- Os quatro fotógrafos do Coletivo apresentarão conceitos básicos sobre os atributos da luz, composição, enquadramento, fotometragem e características técnicas e estéticas das objetivas. Dia 3-(manhã) 09:00 às 12:00: SAÍDA FOTOGRÁFICA PELA COMUNIDADE DA ROCINHA-Aula prática supervisionada pelos quatro fotógrafos do Coletivo. (tarde) 14:00 às 18:00: Edição do material produzido pelos alunos do curso. Dia 4- (manhã) 09:00 às 12:00: PROJEÇÃO COMENTADA DOS MELHORES TRABALHOS- Atividade realizada pelo coordenador pedagógico e pelos quatro fotógrafos do Coletivo, acompanhada pela distribuição dos certificados aos alunos que obtiverem 75% de frequência nas 24 horas do curso e distribuição de dois livros de fotografia para cada aluno. Equipe: Coordenador pedagógico: Dante Gastaldoni- Jornalista e cientista social formado pela Universidade Federal Fluminense, com mestrado em Fotografia no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFF. Seu currículo está bastante detalhado na Ficha Técnica deste projeto, mas podemos destacar que em 2006 assumiu a coordenação acadêmica da Escola de Fotógrafos Populares, na favela da Maré, Rio de Janeiro, cuja produção ganhou visibilidade em inúmeras exposições de fotografias no Brasil e no Exterior, fazendo jus ao Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo em 2007. Em 2015 criou o centro de pesquisa Fotografia, Periferia e Memória, composto exclusivamente por fotógrafos populares, que já se apresentou em mais de 30 cidades de 13 estados brasileiros, constituindo-se, por assim dizer, na matriz que molda o presente projeto. Professores: Allan Almeida, Diego Cardoso, Erik Dias e Marcus Costa- Fotógrafos do Coletivo Rocinha Sob Lentes, responsáveis pelo material exposto no livro livro. A realização deste evento deverá ocupar três dias úteis e um sábado, exigindo as seguintes providências: . O coordenador pedagógico Dante Gastaldoni também será responsável por definir os critérios de seleção dos participantes, além de avaliar seu aproveitamento para fins de recebimento dos certificados de conclusão do curso. . O workshop para 20 alunos está previsto para ocorrer dentro da comunidade e deverá ser efetuado após os eventos de lançamento do livro. Em princípio, deverá ocorrer em período de férias escolares, pois estamos partindo do pressuposto que a maior parte dos participantes será formada por estudantes. 3- No âmbito do projeto Rocinha sob Lentes estão previstas duas ações multimídia organizadas pela Engenho Arte e Cultura e oferecidas em dois grandes centros escolares da Rocinha: o CIEP 303 Ayrton Senna da Silva e a Fundação Apoio Escola Técnica do Rio de Janeiro. Cumpre acrescentar que as diretorias de ambos os locais já demonstraram interesse em sediar os respectivos eventos, os quais seriam oferecidos a um público estimado em 150 pessoas cada, aí incluídos alunos, professores, funcionários e pessoas interessadas da comunidade. Com o título sugerido de Fotografia, Periferia e Memória, tais encontros seriam conduzidos por um coordenador pedagógico, acompanhado pelos quatro fotógrafos do Coletivo e um assistente administrativo. A programação oferecida teria a duração de quatro horas, contemplando as seguintes atividades: . O coordenador conduz uma conversa introdutória, apresentando um breve histórico da Fotografia (1839/2020), descoberta que está completando 180 anos de existência entre nós, destacando a prevalência da imagem na sociedade contemporânea. . Os quatro fotógrafos do Coletivo ocupam a mesa e descrevem as motivações e as dificuldades de atuarem como fotógrafos populares em uma comunidade do Rio de Janeiro, ressaltando que suas narrativas fotográficas revelam uma favela bem diferente daquela que é mostrada pela mídia tradicional. . Projeção das fotos que compõem o livro Rocinha sob Lentes comentadas pelos fotógrafos. . Debate com os participantes. . Sorteio de 10 livros entre os presentes. . Lanche e confraternização (dependendo de autorização das escolas) Esses eventos deverão ocorrer entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021
Esse projeto, em todos os aspectos possíveis, atende a Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948, como também a Lei Nacional de Acessibilidade, de dezembro de 2000, que impõem que haja equidade de direitos e acessibilidade. Como já foi mencionado, o produto principal do projeto consiste da produção de 2 mil livros com fotografias da favela da Rocinha, feitas por quatro fotógrafos moradores da comunidade. Os livros serão distribuídos em uma ampla gama de escolas, bibliotecas, entidades sociais, pessoas e estabelecimentos da própria comunidade. O conceito principal do livro está fundamentado na arte dos fotógrafos, na cultura da fotografia e nos aspectos sociais envolvidos no projeto, que mostram através de imagens a realidade dos moradores de uma favela brasileira. Nesse sentido, a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência motora não é item relevante para grande parte do projeto, pois os livros serão entregues segundo um amplo programa de logística diretamente a seus destinatários finais. Com relação aos portadores de deficiência visual, a Associação Brasileira de Normas Técnicas(ABNT), na NBR 15599 de 2008, estabelece diversas diretrizes para apoiar sentidos de percepção de leitores com diferentes deficiências. No caso das pessoas com deficiência visual, a ABNT em seu item 5.3.2 recomenda que os livros sejam digitalizados, em formato digital, de forma que possa ser apresentado em ampliação de tela. O projeto já contempla essa medida, uma vez que está previsto a disponibilização do livro digitalizado. Em seu item 5.3.2.4, a ABNT recomenda disponibilizar o conteúdo do livro em Braille, o que não pode ser aplicado nesse livro, uma vez que a compreenção do projeto é totalmente atingida pelas imagens, as quais sequer exigem a alfabetização do destinatário para serem assimiladas e compreendidas. Assim, não existe nessa edição a previsão de versão em Braille. O projeto contempla ainda outros produtos em que a acessibilidade estará atendida: -Estão previstos dois eventos de lançamento do livro, cujos locais só serão definidos após a aprovação do projeto pela Secretaria Nacional de Cultura e definição do patrocionador master do projeto. Os locais escolhidos para esses eventos deverão atender as Normas Brasileiras que buscam o atendimento à demanda de pessoas com deficiências e dificuldades na comunicação, dentro do princípio de acessibilidade física. -Está previsto no projeto a realização de um Workshop na Rocinha, para 20 moradores da comunidade. Já existem algumas alternativas para realização desse evento, como a Biblioteca Estadual da Rocinha ou o Polo Universitário da Rocinha, mas qualquer que seja o local escolhido, deverá atender a Lei de Acessibilidade de dezembro de 2000. Caso alguma das pessoas selecionadas para participar do workshop apresentem alguma deficiência física, inclusive auditiva, a proponente irá atender todas as recomendações especificadas nos itens 6 e 7 da ABNT NBR 15599 de 2008 , respectivamente "Diretrizes para Identificação de Acessibilidade" e "Requisítos, Atitudes e Procedimentos para Serviços". -Complementam o projeto duas palestras sobre o projeto "Rocinha sob Lentes", que serão realizadas em Escolas da comunidade. Esses eventos também já estão sendo discutidos com diferentes escolas e serão definidos após aprovação do projeto. Uma dessas palestras muito provavelmente será realizada no CIEP Ayrton Senna, na Rocinha, pois três dos fotógrafos do coletivo Rocinha sob Lentes foram alunos dessa escola, cuja Diretoria tem enorme interesse em sediar esse evento. As escolas selecionadas deverão atender a Lei Nacional de Acessibilidade e a NBR 15599 da Associação Brasileira de Normas Técnicas relativa à acessibilidade. Com relação à acessibilidade ao conteúdo, como já foi dito, a compreensão do projeto é basicamente atingida pelas imagens, que são os principais vetores do projeto. Assim, a acessibilidade ao conteúdo é ampliada com a digitalização do livro e a versão de todos os textos para o idioma Inglês, tendo em vista a expectativa que o tema do livro seja de interesse internacional. Com relação aos demais produtos do projeto, a acessibilidade ao conteúdo também é ampliada com o atendimento ao item 6 das Normas Técnicas Brasileiras de Acessibilidade, no que diz respeito às diretrizes para identificação e apoio da acessibilidade e no item 7, referente aos requesitos e procedimentos para serviços, disponibilizando, caso necessário, serviços em LIBRAS, Articulação Orofacial, Guias e serviços para descrissão de imagens e sons. Dessa forma, todos os serviços prestados pela proponente neste projeto, conforme já especificado e que abrangem diferentes tipos de serviços detalhados na NBR 15599 relativo a acessibilidade física e de conteúdo, estão atendidos. Isso não impede que durante a realização do projeto, em seus diferentes produtos, o proponente realize outras ações de ampliação à acessibilidade, caso se mostre necessário.
A pluralidade de acessos ao conteúdo do livro Rocinha sob Lentes estará garantida através das ações de divulgação e distribuição previstas nas rubricas deste projeto, conforme atestam as etapas descritas a seguir: Atendendo ao Art. 21 da Lei 8313 que estabelece procedimentos para apresentação de projetos culturais financiados por meio de mecanismo de Incentivo Fiscal do Programa Nacional de Incentivo à Cultura, no que diz respeito a Ampliação do Acesso, o projeto atende ao parágrafo I com a seguinte medida: distribuição de 60% dos livros impressos, contemplarão escolas, projetos sociais de fotografia, bibliotecas, centros culturais, organizações artísticas e entidades sociais no Brasil e no exterior, além dos principais empreendimentos localizados na Rocinha; Atendendo ao Art. 21, parágrafo III: Divulgação nas mídias digitais, impressas e sociais com o objetivo de dar visibilidade à obra e permitir o acesso tanto ao livro físico como a sua versão em PDF por canais eletrônicos; Atendendo ao Art. 21, parágrafo IV: Será permitida a captação de imagens dos dois eventos de lançamento do livro bem como da oficina de fotografia oferecida pelos autores aos moradores da comunidade, pré-selecionados; Atendendo ao Art. 21, parágrafo VI: Haverá uma oficina de fotografia oferecida pelos autores aos moradores da comunidade para semear o surgimento de outros olhares, além de duas apresentações em escolas da comunidade, para um público estimado de 300 pessoas, com projeção de imagens do livro, palestra sobre arte fotográfica e debates com alunos e professores. O plano de distribuição, todo voltado à Democratização do Acesso, deverá atender ao seguinte planejamento: 1- Duzentos exemplares (10%) serão entregues aos investidores do projeto. Tais livros costumam ser destinados gratuitamente a funcionários e clientes, os quais, por sua vez, costumam compartilhar a leitura dentro de suas próprias famílias ou ambientes de trabalho, ampliando o acesso ao conteúdo veiculado. Parte desse público costuma colocar o livro em locais de grande visibilidade dentro de suas casas ou escritórios, ampliando ainda mais o acesso para as pessoas que frequentam o local. Também é comum que os investidores mantenham alguns exemplares dos livros em salas de visita ou reuniões, dando uma visibilidade adicional aos olhos das pessoas que frequentam tais locais. 2- Duzentos exemplares do livro (10%) serão distribuídos dentro da comunidade da Rocinha. A meta do projeto é que todos os principais comerciantes e prestadores de serviços locais recebam pelo menos um exemplar do livro. As diversas entidades sociais e organizações públicas atuantes na comunidade deverão receber de dois a cinco livros, dependendo das atividades ali exercidas e da capacidade de multiplicar o acesso das pessoas ao livro. Um dos objetivos do projeto é que, a partir dessa distribuição interna, todos os habitantes da Rocinha tenham acesso ao livro e possam entender o trabalho desenvolvido pelos quatro talentosos fotógrafos da própria comunidade. Assim, estimularemos a percepção de que a Rocinha estará sendo mostrada ao mundo com arte e sem o paradigma do crime organizado, o que poderá se traduzir em um aumento da autoestima pelos moradores da comunidade. 3- Duzentos exemplares (10%) serão destinados aos quatro fotógrafos que participaram do projeto, 50 para cada um deles. A ideia é que eles possam valorizar seus currículos com a publicação e tenham em mãos uma valiosa ferramenta para veiculação dos respectivos trabalhos, colaborando tanto para seu crescimento profissional, como na difusão do conteúdo abordado pelo livro. 4- Duzentos exemplares (10%) serão destinados à Secretaria Especial de Cultura ou outros orgãos públicos por ela indicadas, uma vez que o valor artístico e cultural do livro proposto, bem como suas características sociais, poderão ser de interesse de diferentes agentes públicos na esfera federal. Nesse caso, a divulgação e as medidas de ampliação de acesso deverão obedecer seus próprios canais ou regulamentos de cada órgão público eventualmente contemplado. 5- Os demais 1.200 exemplares (60%) serão destinados a escolas, projetos sociais de fotografia, bibliotecas, centros culturais, organizações artísticas e entidades sociais no Brasil e no exterior. Em especial é este segmento que permitirá um amplo e irrestrito acesso de qualquer cidadão a um produto que envolve arte, cultura e desenvolvimento social. Alunos de escolas públicas ou privadas, frequentadores de bibliotecas e toda rede de organizações nacionais na área de fotografia que demonstrem interesse poderão receber um exemplar do livro até que se esgote a tiragem. Organizações internacionais ligadas aos setores social e de fotografia também deverão ser contempladas. Estimamos ainda que cinco outros tipos de públicos irão contribuir para uma considerável ampliação do acesso à obra: (1) o grupo de formadores de opinião que atuam no setor de arte, cultura e desenvolvimento social selecionados para receberem um exemplar do livro, o que deverá resultar em inserções na mídia sobre o projeto; (2) os participantes que frequentarem os dois eventos de lançamento do livro, um deles definido pelo principal apoiador do projeto e outro dentro da própria comunidade, os quais receberão exemplares do livro e poderão atuar como divulgadores da obra; (3) os jovens que cursarão a oficina de fotografia oferecida no âmbito deste projeto também receberão exemplares do livro e poderão atuar como multiplicadores do conteúdo veiculado; (4) os alunos e professores que participarão das apresentações em escolas públicas da comunidade e, por fim, (5) o provavelmente mais importante meio de Democratização de Acesso, que é o incontável público que terá acesso ao PDF do livro pelas redes sociais ou via mídias eletrônicas.
FICHA TÉCNICA A Engenho Arte e Cultura, CNPJ 12.432.847/0001-24 e Inscrição Municipal 0488147-8, é a empresa que estará organizando e supervisionando o projeto Rocinha sob Lentes. Tanto a parte administrativa, quanto a contratação da equipe de trabalho serão de sua responsabilidade. Trata-se de uma pequena produtora cultural, cujo Contrato Social prevê, em sua Cláusula 2, que “Constituem objetivo da Sociedade: Prestação de Serviços nas Áreas de Produção Artística e Cultural; Organização, Produção e Promoção de Festas e Eventos Culturais ou não, tais como Curadorias, Exposições Fotográficas, Apresentação de Palestras, Workshops ou Seminários nas áreas de Arte e Cultura; Cobertura Fotográfica de Eventos; Redação, Revisão e Edição de Textos; Edição e Produção de Livros, Jornais e Revistas na Forma Eletrônica; Edição de Material Publicitário; Serviços de Tratamento de Imagens em Geral (pré-impressão)”. A Engenho é composta por dois sócios, cujos percursos profissionais são resumidos a seguir: Dante Gastaldoni é jornalista e cientista social formado pela Universidade Federal Fluminense, com mestrado em Fotografia no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFF. Como jornalista foi repórter, redator e editor do Jornal do Brasil (1974/1983) e diretor da Editora Gama Filho (1984/2011); Como professor, atuou na UFF (1980/2016) e, desde 1983, leciona na Escola de Comunicações da UFRJ. Entre 2005 e 2015 atuou com professor de Fotografia no Centro de Estudos de Pessoal do Forte Duque de Caxias, Leme, RJ, sendo agraciado com a comenda Marechal Trompowsky, por sua contribuição ao ensino no Exército Brasileiro. Em 2016, assumiu a coordenação acadêmica da Escola de Fotógrafos Populares, na favela da Maré, Rio de Janeiro, cuja produção ganhou visibilidade em inúmeras exposições de fotografias no Brasil e no Exterior, fazendo jus ao Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo em 2007. Em 2015 criou o centro de pesquisa Fotografia, Periferia e Memória, composto exclusivamente por fotógrafos populares, que já se apresentou em mais de 30 cidades de 13 estados brasileiros, constituindo-se, por assim dizer, na matriz que molda o presente projeto. Evlen Joice Lauer Bispo é graduada em Comunicação Social (1996) e mestre em Psicologia Social (2000) pela Universidade Gama Filho. Atua profissionalmente em design editorial desde 1995, com passagens pela Editora Gama Filho (1995-2009), Inventum Design e Conteúdo Editorial (2005-2010), Observatório de Favelas (2006/2013) e Engenho Arte e Cultura, desde 2009. Atua como professora na área de comunicação visual desde 2000, já tendo lecionado nas Universidade Gama Filho e Estácio de Sá. Desde 2014 leciona no Centro Carioca de Ensino Superior. Dentre os projetos desenvolvidos pela Engenho Arte e Cultura, destacamos: . Coordenação editorial, projeto gráfico e diagramação do livro "Retrato aos 50". Universidade Federal Fluminense, 2010. . “O Brasil passa pelo Sesc, do Oiapoque ao Chuí, de Cruzeiro do Sul a João Pessoa” (Editora Sesc, 2011, RJ), reunindo a produção de mais de 40 fotógrafos brasileiros e diversos projetos sociais que atuam com fotografia. . Projeto gráfico e diagramação da revista trimestral "Fisenge em Movimento" (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros / Fisenge), desde 2012. . Projeto gráfico, diagramação e publicação do e-book "O futuro dos megaeventos esportivos”, 2015, com financiamento da Faperj. . Projeto gráfico, diagramação e publicação do livro trilíngue (espanhol, inglês e português) “Comunidades tradicionais do Brasil”, 2015, em parceria com a Universidad Nacional de Costa Rica. . Produção, edição e criação de peças gráficas para a exposição “Sempre-Vivas: as fotos e o filme, Teatro Municipal de Diamantina”, MG, 2016. . Projeto gráfico e diagramação do livro (e-book e impresso) “Santos Dumont, aviador esportista: o primeiro herói olímpico do Brasil”, em parceria com a Força Aérea Brasileira, 2016. . Projeto gráfico e diagramação do catálogo “Histórias da Eugenia“, Fisenge, 2017. . Projeto gráfico, diagramação e publicação do e-book “Megaevents Footprints”, 2017. . Identidade visual e material gráfico da exposição fotográfica “Mulheres de Shakespeare”, 2017. . Criação de capa para o livro “Cria da Favela“, Núcleo Piratininga de Comunicação, 2018. . Criação de capa para o livro “Correio do fim do mundo“, Editora Solo, 2018. . Projeto Gráfico e diagramação do livro 'Brasil: um retrato do mercado de trabalho na Engenharia”, 2018. . Projeto gráfico e diagramação do livro de memória fotográfica do 38º Campeonato mundial militar de Judô / 24º Campeonato mundial militar de Taekwondo. Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM), 2019. . Em julho de 2015, o Ciclo de Palestras Fotografia, Periferia e Memória, organizado e executado pela Engenho, foi oferecido no Museu da República, a convite da Funarte, como parte da programação do FotoRio. Ainda em 2015, a Funarte contratou a Engenho para oferecer o evento em oito capitais das regiões Norte e Nordeste. Em 2016, o ciclo de palestras foi oferecido no Museu Histórico Nacional; em 2017 no Sesc Paraty; em 2018 no Sesc São Paulo e na Favela de Santa Cândida, Juiz de Fora, MG; em 2019 participou de palestra e leitura de portfólio no Retrato Espaço Cultural, RJ. Ao longo desses quatro anos o Fotografia, Periferia e Memória foi apresentado em diversas universidades e organizações culturais de 13 estados brasileiros. Para além do trabalho realizado através da Engenho Arte e Cultura, Evlen Lauer e Dante Gastaldoni são responsáveis pela edição e projeto gráfico de um conjunto de publicações dedicadas aos estudos olímpicos que renderam um diploma expedido pelo Olympic Museum and Studies Centre, Suíça, por “sua contribuição acadêmica ao Olimpismo” (Lausanne, 25 de julho de 2002). Ambos, em dupla ou individualmente, também respondem pela organização editorial de alguns livros especificamente sobre Fotografia, a saber, “Agudás, os brasileiros do Benin” (GURAN, Milton, Nova Fronteira, 2000, RJ), “Linguagem fotográfica e informação” (GURAN, Milton, Editora Gama Filho, 3ª edição, 2003, RJ), “Imagens Humanas” (Dona Rosa produções, 2010, RJ), uma antologia fotográfica publicada para celebrar os 35 anos de profissão do fotógrafo documentarista João Roberto Ripper, com texto de apresentação de Dante Gastaldoni, “Imagens do Povo” (Nau Editora, Observatório de Favelas, 2012), “Nós” (Observatório de Favelas, Imagens do Povo, 2014), este último aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura, com texto de apresentação de Dante Gastaldoni. No projeto "Rocinha sob Lentes", Dante Gastaldoni acumulará as funções de edição, supervisão artística e coordenação pedagógica, responsabilizando-se tanto pelo projeto editorial (seleção de imagens e textos), quanto pela oficina de fotografia que será ministrada na Rocinha após o lançamento do livro proposto; já a designer Evlen Lauer responderá pela supervisão gráfica, aí incluído o tratamento de imagens, o acompanhamento da impressão e a produção das peças de divulgação. A Camp Consultoria e Projetos, empresa atuante no setor de estruturação técnica, econômica e financeira de projetos de diferentes áreas da economia, deverá ser procurada para formatar o projeto intitulado "Rocinha sob Lentes". O trabalho da Empresa deverá inclui a definição das etapas do projeto, orçamentos, cronogramas e o levantamento de todas as informações necessárias para a proposta que está sendo apresentado ao Ministério da Cultura. A impressão do livro deverá ficar a cargo da Gráfica e Editora Ipsis, localizada em Santo André, SP, e reconhecida como uma das mais conceituadas empresas especializadas na produção de livros de fotografia em nosso país. Também terão participação relevante no projeto diversos outros profissionais, inclusive nas áreas contábil e jurídica, que serão selecionados e contratados após a aprovação do projeto pela Secretaria Nacional de Cultura.
Prestação de Contas final apresentada, aguardando análise.