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PRONAC 201769Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

A inflexão de Aloisio Magalhães na História do NOSSO DINHEIRO - PAPEL MOEDA, DESIGN E SOBERANIA

IMAGO ESCRITORIO DE ARTE LTDA - ME
Solicitado
R$ 412,2 mil
Aprovado
R$ 412,2 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Livros ou obras de referência - valor Humanístico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2020-04-03
Término

Resumo

Publicação de livro sobre a história da reforma do papel moeda brasileiro, criação do ARTISTA E DESIGNER Aloísio Magalhães, publicação de autoria de Joaquim Redig.

Sinopse

Não foi nada fácil: Para levar seu primeiro projeto (vencedor do concurso de 1966) até a linha de produção no Brasil (em 1970), Aloísio Magalhães teve que vencer constantes barreiras burocráticas, técnicas, e políticas, algumas aparentemente intransponíveis -- como no episódio da condenação do seu projeto por um perito em falsificação da Interpol, veredicto enviado em Relatório ao Banco Central mas desconsiderado após a defesa de Aloisio, calcada sobre sólida base técnica. Resultado: nosso dinheiro de 1970, baseado em projeto tido como vulnerável pela Interpol, foi um dos menos falsificados da nossa História. No fundo, essas dificuldades de aceitação do projeto brasileiro pelos europeus (até Aloisio chegar na Thomas De La Rue inglesa) provinham do fato de que as tradicionais empresas seculares contratadas pelo Banco Central para fornecer tecnologia de impressão para a Casa da Moeda, duvidavam que o Brasil, país do Terceiro Mundo, ou seja, com pouca capacidade tecnológica industrial, que nunca tinha imprimido dinheiro, trabalhando com um designer que nunca tinha desenhado dinheiro, pudessem, no pouco tempo previsto, desenhar 5 cédulas, gravar 10 matrizes de impressão (frente/verso) e montar, do zero, uma linha de produção com a complexidade e tamanho que ela inevitavelmente exige, abrangendo dezenas de operações produtivas, de alta precisão, e alta produtividade. Ninguém acreditava que conseguiríamos. E se não fosse a capacidade técnica e a habilidade diplomática de Aloisio Magalhães provavelmente não teríamos conseguido. Com sua autoconfiança, ele pôde transmitir confiança ao Banco, que em troca lhe deu todo o apoio institucional e econômico necessário para realizar o projeto brasileiro até o fim. O fato é que, no bojo de um empreendimento político, tecnológico e econômico levado a efeito pelo Banco Central / Casa da Moeda e conduzido pelo designer, em cerca de 10 anos o Brasil passou de importador a exportador de papel moeda, com todas as vantagens econômicas, tecnológicas, culturais e políticas da segunda posição. E mais: esta conquista o designer alcançou inovando na forma, no uso e na tecnologia do produto monetário, mudando radicalmente sua linguagem, e integrando-o à sua época. Daí em diante, como em outros campos da cultura onde entra o Design, não há mais retorno, neste setor no Brasil, à pré-modernidade do século XIX, esgarçada ao longo do XX pelo conservadorismo. ESTRUTURA EDITORIAL APRESENTAÇÃO PREFÁCIOS: Rubem Ricupero e Lauro Cavalcanti 1. OBJETO: Símbolo Cotidiano - Do Objetivo ao Subjetivo, e vice-versa 2. CONJUNTURA: Do Artesanal ao Industrial - do Neoclássico ao Moderno - do Séc.XIX ao XX 3. CONQUISTA: De Importador a Exportador, e o que isto tem a ver com Design 4. INVENÇÃO: Da Submissão à Vanguarda, através da competência (o moiré) 5. COMPONENTES: Nada Escapa ao Olho do Designer 6. EVOLUÇÃO: Informação Nova X Repertório Existente 7. INFLEXÃO: Ruptura e Geração de Patrimônio - Troca de Paradigma 8. CONCLUINDO 9. LINHA DO TEMPO (Recorte e Periodização) REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA

Objetivos

Geral Produzir uma publicação voltada para o registro e difusão de importante momento na história da criação gráfica e do DESIGN BRASILEIRO que representou a conquista da autonomia econômica e da soberania política do país no setor da produção monetária. Específico Publicar livro ilustrado de autoria do designer Joaquim Redig, com tiragem de 1.500 exemplares; CONTRAPARTIDA SOCIAL: 2 palestras para estudantes e professores de Universidades Públicas.

Justificativa

A publicação aqui proposta é o relato de um empreendimento brasileiro ousado e corajoso, único no mundo, a partir da inspiração do ARTISTA E DESIGNER Aloísio Magalhães, e de seu amor pela técnica e pela cultura de seu país. Faz parte da HISTÓRIA DO DESIGN BRASILEIRO, e tem relevância internacional. Aloisio Magalhães, um dos primeiros designers brasileiro, nos anos 1960 foi também um dos fundadores da ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial, primeira faculdade de Design no Brasil), e nos 70 dedicou-se à política cultural, fundando o CNRC, Centro Nacional de Referência Cultural (junto à Universidade de Brasília), presidindo o IPHAN, criando a Fundação Pró-Memória e assumindo a Secretaria da Cultura do MEC - posição equivalente à de Ministro da Cultura _ até falecer em 1982. Neste posto, Magalhães reviu os paradigmas da política cultural brasileira, elevando ao nível de bem patrimonial, manifestações do cotidiano social, como as festas populares, o artesanato urbano, a culinária, e todas as formas do saber e da criatividade vivas no país. Semelhante revisão paradigmática representou sua participação na história do dinheiro, até então totalmente importada, cultural, econômica e até materialmente. A publicação destaca a participação de Aloísio na importante reviravolta quando, em meados da década de 1960, o governo brasileiro decidiu que a Casa da Moeda do Brasil, que produz moedas metálicas desde 1694 (provavelmente a mais antiga indústria brasileira!), passaria a imprimir também nosso dinheiro em papel. Para tanto instituiu em 1966 um Concurso entre designers então proeminentes e artistas-gravadores numismáticos, funcionários da Casa da Moeda, para fazer o projeto do novo dinheiro, agora, sim, integralmente brasileiro. Aloisio Magalhães ganha o Concurso, e durante 15 anos (até falecer em 1982), passa a ser o consultor do Banco Central do Brasil neste campo da política monetária, tornando-se o responsável pelo conceito, pelo desenho e pela técnica do papel moeda brasileiro. Nesta função desenvolve três projetos (1970/1972/1978), triturando irreversivelmente o padrão neoclássico do design do Dólar que nos dominou até então, durante um século, assim como a outros países latino-americanos, e conduzindo o país à conquista de autonomia neste segmento único da produção industrial e cultural, altamente tradicionalista. Neste setor produtivo virtuoso, a história do Brasil é pioneira e grandiosa, mas quase totalmente desconhecida. Desde o século XIX, nosso dinheiro em papel era desenhado fora, nos Estados Unidos, segundo os padrões ornamentais do Dólar, e era fabricado lá, e na Inglaterra. Essa morosidade foi rompida em 1970 pelo Design, enquanto conceito e metodologia, através do talento de Aloisio Magalhães. Artista plástico na juventude no Recife, em 1960 Aloisio abriu no Rio de Janeiro um dos primeiros escritórios de Design do Brasil, com projetos que se impregnaram em nosso ambiente urbano, como as marcas do 4º Centenário do Rio, do Unibanco, da Light, da Petrobrás-BR, da EMBRATUR, entre outras. O fato é que os projetos de Aloísio representam uma conquista que o designer alcançou inovando na forma, no uso e na tecnologia do produto monetário, mudando radicalmente sua linguagem, e integrando-o à sua época. Em cerca de 10 anos, o Brasil passou de importador a exportador de papel moeda, com todas as vantagens econômicas, tecnológicas, culturais e políticas desta segunda posição. Aqui está em jogo o papel do DESIGN como articulador da autonomia produtiva, da independência econômica e da IDENTIDADE CULTURAL DE UMA NAÇÃO. O papel moeda é um meio de comunicação das Artes e da Cultura de um país. Na frente e no verso, este impresso conta visualmente a História de um país. Mundialmente, são ali expostos heróis nacionais, figuras determinantes do passado, grandes artistas, governantes, militares, cientistas. No reverso, é freqüente a reprodução de cenas da História da nação, ou de seus grandes monumentos, construídos e naturais, que se tornam símbolos nacionais reconhecidos internacionalmente. O dinheiro impresso é o meio de comunicação mais massivo e popular que existe, não há outro objeto utilitário assim tão extensivo socialmente. Como mensagem, o dinheiro é o reflexo direto e mesmo espontâneo da identidade de um lugar, de um povo, de uma cultura, condensando grande capacidade de síntese visual - que pode ser bem empregada ou desperdiçada, como ocorreu em diferentes momentos de nossa história monetária, visualizada nesta pesquisa. Por fim, destacamos que contamos com a colaboração do Museu de Valores do Banco Central do Brasil, localizado em Brasília, detentor de grande parte do acervo que compõe esta publicação. O Banco do Brasil mantém desde um importante museu de numismática no Rio de Janeiro, e o Museu Histórico Nacional, eixo da Museografia brasileira, referente imprescindível da nossa História, tem a maior coleção de moedas da América Latina. Museus servem para perpetuar e transmitir a cultura de um lugar, de um povo, de um momento. Aqui está em jogo o papel do Design como articulador da autonomia produtiva, da independência econômica e da identidade cultural de uma nação. A publicação aqui proposta é o relato de um empreendimento brasileiro ousado e corajoso, único no mundo, a partir da inspiração de um artista, e de seu amor pela técnica e pelo país. É uma história brasileira que precisa ser conhecida pelos brasileiros, e pelos estrangeiros que também foram dela protagonistas. A solicitação de apoio ao projeto através da Lei Federal de Incentivo à Cultura é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura em todo o País. Sobre o atendimento ao Artigo 1º da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; Sobre o atendimento ao Artigo 1º da Lei 8.313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;

Especificação técnica

Miolo: 368 páginas; cerca de 200 imagens; 200 laudas; Formato fechado: 22 x 29,7cm; Formato aberto: 22 x 59,4cm; Impressão: 4x4 cores Papel: couché fosco 170g/m2; Capa dura (revestimento em papelão fino) Impressão: 4x4 cores; papel mesmo do miolo; couche-fosco 120g/m2; verniz high print incolor, localizado, em trechos da nota (área central) e sobre a tipografia da capa; acabamento: corte reto, lombada quadrada, Guardas Impressão: 4x4 cores, papel opalina120g.

Acessibilidade

Prevemos a gravação do audiolivro para distribuição às instituições de assistência de deficientes visuais. Para as palestras, oferecidas como contrapartida social, prevemos a presença de intérpretes de Libras, sob demanda.

Democratização do acesso

PRODUTO LIVRO: Atendimento ao Artigo 21 da IN 02/2019: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados.

Ficha técnica

O proponente será responsável pela coordenação geral e editorial do projeto, remunerado pela rubrica coordenação editorial, e por toda a gestão do processo decisório do projeto. Possui aptidão comprovada na gestão administrativa, financeira e operacional, como pode ser observado nos inúmeros projetos já realizados com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. AUTOR: Joaquim Redig Possui Graduação (1968), Mestrado (2005) e Doutorado (2017) em Design pela ESDI - Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Livre docente pela FAU USP - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2017). Professor Pleno da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (desde 1975). Consultor da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (1996). Diretor técnico do escritório Aloísio Magalhães/PVDI (1966 -81). Professor visitante da Pontificia Universidad Catolica de Chile (1981). Membro do conselho científico da SBDI Sociedade Brasileira de Design de Informação (desde 2004). Tem experiência na área de Desenho Industrial e Programação Visual. COORDENAÇÃO EDITORIAL: IMAGO/Maria Clara Rodrigues 2019 – Alma do mundo – Leonardo 500 anos, Fundação Biblioteca Nacional, RJ; Raymundo Colares – de volta à estrada, Centro Cultural Minas Tenis Clube , BH; 2018 – RSXXI Rio Grande do Sul Experimental, Santander Cultural Porto Alegre. 2017 - Miguel Rio Branco – WISHFUL THINKING Oi Futuro Flamengo, RJ. EXPOSIÇÃO: ALBANO AFONSO, BARRÃO E LUIZ ZERBINI, Santander Cultural Porto Alegre, RS; 2016 - 5ª Edição do Premio Marcantonio Vilaça, Museu de Arte Moderna Aluisio Magalhães, MAMAM; A Cor do Brasil, Museu de Arte do Rio, MAR ; ALAIR GOMES, muito prazer, Fundação Biblioteca Nacional; 5ª Edição do Premio Marcantonio Vilaça, Museu Oscar Niemeyer – MON, Museu Histórico Nacional, RJ, Palacio das Artes – BH; RS Contemporâneo Livia Santos e Leticia Lopes, Santander Cultural Porto Alegre, RS; 2015 – Vik Muniz, Museu Vale – Vila Velha, ES; 5ª Edição do Premio Marcantonio Vilaça, Espaço Cultural Marcantonio Vilaça – TCU , DF; Tarsila e Mulheres Modernas no Rio, Museu de Arte do Rio, MAR.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.

2023-12-31
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro