Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 201800Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Projeto de Segurança, Prevenção e Combate a Incêndio do Museu Casa de Rui Barbosa

FUNDACAO DARCY RIBEIRO
Solicitado
R$ 2,90 mi
Aprovado
R$ 2,90 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Preservação de Patrimônio Material
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Patrimônio cultural material
Ano
20

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2020-10-01
Término
2023-04-30
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

Esta proposta é resultado de uma parceria entre a Fundação Casa de Rui Barbosa e a Fundação Darcy Ribeiro para atender à Chamada Pública nº 01/2018 do BNDES, destinada à seleção de projetos para o Patrimônio Cultural que visam garantir a segurança em instituições culturais públicas de guarda de acervos memoriais. A proposta contempla a elaboração de projeto executivo e a implantação física de sistema de detecção, prevenção e combate a incêndio e pânico, bem como a reforma e modernização das instalações elétricas e implantação de sistema de proteção contra descargas atmosféricas no Museu Casa de Rui Barbosa, localizado no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. O edifício histórico, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, funciona como um museu casa, abrigando importante acervo museológico e a biblioteca de Rui Barbosa, que compreende obras raras, integrantes do Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional (CPBN), da Fundação Biblioteca Nacional.

Sinopse

Palestra sobre projetos de segurança e prevenção contra incêndio em bens tombados: Os prejuízos causados por incêndio em bens tombados têm efeitos devastadores, causando danos e perdas incalculáveis. Edifícios, sítios históricos ou arqueológicos e objetos de valor inestimável podem perder-se completamente. Exemplo recente no Rio de Janeiro foi o incêndio do Museu Nacional, ali perdeu-se parte significativa do acervo histórico-cultural nacional e da humanidade. A palestra, a ser oferecida por especialista, deverá fazer um balanço das medidas de prevenção e proteção dos acervos históricos nacionais, em particular aqueles conservados em imóveis tombados, que vêm sendo adotadas no Brasil após aquele incêndio histórico ocorrido em 2018.

Objetivos

Objetivo Geral: Promover a segurança e salvaguarda do Museu Casa de Rui Barbosa (MCRB), edifício histórico tombado pelo IPHAN em 1938, que abriga significativo acervo museológico e bibliográfico raro, por meio de ações mitigadoras do risco de incêndio que incluem a elaboração de projeto executivo e implantação física de sistemas de detecção, prevenção e combate a incêndio e pânico; a modernização e reforma das instalações elétricas e a instalação de sistema de proteção contra descargas atmosféricas. Objetivos Específicos: 1) Elaborar projeto executivo de detecção, prevenção e combate a incêndio e pânico; 2) Aprovar projeto executivo junto ao IPHAN e órgãos públicos responsáveis; 3) Realizar monitoramento e resgate arqueológico em valas abertas no entorno do Museu para implantação do sistema de proteção contra descargas atmosféricas; 4) Realizar implantação física da modernização das instalações elétricas do Museu e da Subestação de energia; 5) Realizar implantação física do sistema de proteção contra descargas atmosféricas do MCRB; 6) Realizar implantação física do sistema de detecção, prevenção e combate a incêndio e pânico do MCRB; 7) Aprovar projeto junto ao Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro_ CBMERJ; 8) Promover palestra sobre projetos de segurança e prevenção contra incêndio em bens tombados para público especializado (Contrapartida Social); 9) Realizar registro fotográfico das intervenções físicas em meio digital durante os 5 meses de duração da etapa de Produção; 10) Criar página no website da Fundação Casa de Rui Barbosa com 7 postagens durante os 7 meses da etapa de Produção, para ampliar acesso aos resultados do projeto: www.casaruibarbosa.gov.br

Justificativa

O projeto se enquadra no inciso VI do Art. 1º da Lei nº 8313/91 porque visa a preservação e salvaguarda de acervo raro do Museu Casa de Rui Barbosa, edificação tombada como patrimônio histórico e cultural nacional pelo IPHAN, com a realização de obras para implementação de equipamentos e sistemas de segurança contra incêndio, descargas atmosféricas e modernização de instalações elétricas, conforme previsto no item "a", inciso III, do Art. 3º da referida Lei que instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura - Pronac. Este projeto atendeu a uma chamada pública do BNDES (nº 01/2018) e foi selecionado para financiamento em 2019 entre outras propostas de Patrimônio Cultural para a Segurança em Instituições Culturais Públicas de Guarda de Acervos Memoriais. A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) teve sua origem por meio de um decreto de 1924 que autorizava o Poder Executivo a adquirir a casa e os pertences onde, por 28 anos, residiu Rui Barbosa. Em 1927, um decreto presidencial criou o Museu Rui Barbosa e, em 13 de agosto de 1930, a "Casa de Rui Barbosa" foi inaugurada pelo presidente Washington Luís como o primeiro museu casa do Brasil dedicado a uma personalidade. Por seu valor histórico e artístico, como raro exemplar da arquitetura oitocentista, a casa foi tombada pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan) em 11 de maio de 1938, que o inscreveu no Livro Histórico e no Livro de Belas Artes. A casa foi construída entre 1849 e 1850 e é um exemplar típico das transformações arquitetônicas introduzidas com no século XIX, que se expressa numa continuidade dos padrões construtivos do período colonial e na introdução de elementos da linguagem neoclássica como, por exemplo, o frontão triangular, a modenatura das fachadas, a relação de cheios e vazios, os vãos em arco pleno e as esculturas que arrematam platibandas. Em seu interior destacam-se os forros em estuque, revestimentos em azulejos de diversas procedências, pinturas murais artísticas, belos gradis. O acervo arquitetônico é composto pelo corpo principal da Casa e seus anexos, como dependências dos empregados, quarto do forno e canil, além do jardim histórico e do quiosque, totalizando uma área de aproximadamente 9.000 m2. O acervo museológico é composto por 1.550 peças que decoram os diversos ambientes da casa e que obedecem à época de Rui Barbosa. As peças incluem mobiliário, quadros, porcelanas, cerâmicas, viaturas de tração animal, o Benz e os elementos decorativos do jardim: pontezinhas, rocailles, caramanchão, luminárias e esculturas. A biblioteca, constituída por 23.000 títulos de livros, em 37.000 volumes, e 759 títulos de periódicos, é o "coração da casa", onde a presença de Rui se faz sentir mais fortemente. Ela foi organizada por Rui Barbosa ao longo de sua vida e gozava de grande prestígio entre os seus contemporâneos, tanto que motivou a compra da casa pelo governo federal, que não a queria ver desmembrada. Era considerada única durante a vida de Rui e, em seu inventário, o valor dos livros superou o da grande propriedade e da casa que os abrigavam. É composta por livros sobre os mais variados ramos do conhecimento, destacando-se obras jurídicas. Rui havia reunido as legislações de todos os países, suas constituições, os códigos e as leis civis, comerciais, penais e processuais. A Biblioteca se destaca, ainda, porque reúne importantes obras raras, como A Divina Comédia, de Dante Alighieri, o Rerum per octennium in Brasilia de Barlaeus, editado em 1647, La vie de Notre-Seigneur Jésus Christ de Tissot, editada em 1896-1897, e a primeira edição da Crônica de D. João I de Fernão Lopes, editada em 1644. A raridade de algumas dessas obras justificou a inclusão da Biblioteca no Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional _ CPBN, da Fundação Biblioteca Nacional, gerenciado pelo Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras (PLANOR). O MCRB está associado ao DEMHIST _ Demeures Historiques _ o comitê do ICOM (Conselho Internacional dos Museus) que reúne representantes de Casas Históricas pelo mundo. Em 2011, a FCRB realizou o projeto de Gerenciamento de Risco para o seu Patrimônio Cultural sob a coordenação do cientista Jose Luis Pedersoli. O Relatório de Avaliação de Riscos para o Acervo da FCRB, concluído em dezembro de 2012, destacou que o risco de "incêndio de grandes proporções" no Museu Casa de Rui Barbosa foi classificado como de prioridade extrema. Essa indicação revela a urgência das intervenções pretendidas e a iminência de sinistros com resultados devastadores para o acervo do Museu. De forma similar a muitos museus e outras instituições detentoras de acervos culturais no Brasil e no exterior, o maior risco afetando o patrimônio cultural da FCRB é aquele de incêndio de grandes proporções em seu Museu Casa. A quantidade significativa de materiais combustíveis, a falta de sistema automático de supressão de incêndio, aliados a múltiplas possíveis fontes de ignição (por exemplo, falha ou uso indevido de equipamentos elétricos ou fontes de calor, falha em sistemas elétricos ou mecânicos do edifício, etc.), são os principais fatores que contribuem para esse risco, afetando uma fração significativa do valor do acervo e que tipicamente ocasiona perda de valor total ou quase total dos itens afetados. As restrições quanto à realização de intervenções nas edificações históricas, que obviamente objetivam preservar a autenticidade e integridade desse importante elemento do acervo, dificultam, por outro lado, a instalação de medidas de contenção e combate a incêndio (compartimentação corta-fogo, sistemas automáticos de extinção), aumentando o risco de um sinistro de grandes proporções. Um incêndio de grandes proporções provavelmente acarretará a combustão completa ou quase completa dos materiais combustíveis do edifício e em seu interior, assim como uma extensa deposição de fuligem e deformações, fraturas e colapso de materiais e estruturas não combustíveis. Um projeto executivo de Sistema de combate e prevenção a incêndio foi elaborado entre 2008 e 2010, mas não foi executado em função de falta de recursos. Atualmente, devido à atualização das normas de prevenção e combate a incêndio e ao upgrade tecnológico dos últimos oito anos, principalmente nos sistemas de detecção, faz-se necessária a atualização do projeto e sua aprovação no IPHAN e CBMERJ. Em função do estado do sistema elétrico do Museu Casa de Rui Barbosa e também da constante "variação" de energia que culmina na queima de lâmpadas e causa insegurança à administração, a FCRB contratou em 03/01/2018 o projeto executivo para realização de obra de revisão, reforma e adaptação de instalações elétricas do edifício histórico _ MCRB e obra de reforma e adaptação da Subestação da FCRB. O Projeto Básico elaborado pela empresa ENAR foi analisado pelo IPHAN e pela LIGHT que emitiram pareceres positivos para a continuação do desenvolvimento do projeto para a etapa de executivo. A empresa tem prazo até 29/03 para concluir a revisão final do projeto executivo e proceder para a última etapa do contrato, que é a aprovação final dos projetos nos mesmos órgãos citados anteriormente. Atualmente, o MCRB não possui sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA). O projeto executivo para implantação desse sistema está sendo desenvolvido em conjunto com o projeto de instalação elétrica e se encontra no mesmo estágio de finalização. Trata-se de um projeto que também envolve uma intervenção grande nas superfícies externas do Museu Casa de Rui Barbosa, mas que, da mesma forma, é imprescindível para se manter a segurança dos acervos arquitetônicos museológicos, bibliográficos e arquivísticos. Após aprovação do IPHAN o projeto será submetido ao CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro) para aprovação, junto com os outros sistemas que integrarão o projeto executivo de Sistema de Detecção, Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico.

Estratégia de execução

Constam como anexos a esta proposta cultural os seguintes documentos relativos à proposta cultural: Anexo 1 – Ofício da FCRB, 26/03/2019, autoriza a FUNDAR a captar e executar o Projeto de Segurança do Museu Casa de Rui Barbosa. Anexo 2 – Acordo de Cooperação entre a FCRB e a FUNDAR, datado em 8/05/2014. Anexo 3 – Planta Cadastral do MCRB, 2013. Anexo 4 – Certidão de Tombamento da Casa de Rui Barbosa em 1938, emitida pelo IPHAN em 14/03/1978. Anexo 5 – Ato de Constituição do Museu Rui Barbosa, Decreto nº 17.758, de 4 de abril de 1927 e Ato de Constituição da FCRB, Lei federal nº 4.943, de 6 de abril de 1966, transforma em Fundação a Casa de Rui Barbosa. Anexo 6 – Declaração da Chefe do Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras - PLANOR/FBN, datada em 20/02/2019, informando que a Biblioteca de Rui Barbosa integra o Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional – CPBN desde 19/02/2019. Anexo 7 – Declaração da FCRB sobre adequação/inadequação de projetos executivos de Segurança, datada em 26/03/2019. Anexo 8 – Relatório Técnico sobre Instalações Elétricas do MCRB. ENAR Engenharia, Eng. Eletricista Fernanda Gioia, 2018; e Relatório Técnico sobre Instalações Elétricas da Subestação da FCRB. ENAR Engenharia, Eng. Eletricista Thiago Bittencourt, 2018. Anexo 9 – Projeto Básico de Reforma e Instalação Elétrica e de SPDA – ENAR Engenharia, 2018 9.1. Objeto 1 – Museu Casa de Rui Barbosa. Eng. Eletricista Fernanda Gioia 9.1.1. – Memorial Descritivo 9.1.2. – Especificação Técnica 9.1.3. – Orçamento e Planilha analítica 9.1.4. – Plantas 9.1.5. – ART Eng. Eletricista Fernanda Gioia 9.2. Objeto 2 – Subestação da FCRB 9.2.1. – Memorial Descritivo 9.2.2. – Especificação Técnica 9.2.3. – Orçamento e Planilha analítica 9.2.4. – Plantas 9.2.5. – ART Eng. Eletricista Thiago Bittencourt 9.3 Projeto Básico de SPDA, - ENAR Engenharia, 2018. Eng. Eletricista Fernanda Gioia. 9.3.1. Memorial de Cálculo 9.3.2. Memorial Descritivo 9.3.3. Plantas Anexo 10 – Despacho e Parecer técnico n 648/2018 COTEC IPHAN/RJ, 6/12/2018, favorável ao Projeto Básico de Instalações Elétricas; Aprovação da LIGHT para Estudo de Viabilidade Técnica, 23/11/2018. Anexo 11 – Memória de cálculo: planilha analítica e cronograma físico-financeiro para realização das obras, referenciada na tabela SINAPI ou similar, incluindo canteiro de obras, custo de administração de obra e BDI; Orçamento para elaboração de Projeto Executivo de Detecção, Prevenção e Combate a Incêndio, Proposta da EB Engenharia de Segurança, 13/03/2019; Orçamento para serviço de Monitoramento e Resgate Arqueológico, Proposta GRIFO Consultoria e Projetos em Arqueologia, 12/03/2019; Orçamento para realização de Consultoria especializada e Gerenciamento Técnico de Obra, Escritório de Arquitetura Uchino + Associados, 20/03/2019. Anexo 12 – Cronograma Físico-Financeiro da proposta cultural

Especificação técnica

1) BEM IMÓVEL: 1.1.Projeto Executivo de Detecção, Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico: A Fundação Casa de Rui Barbosa contratou e realizou, entre 2008 e 2010, um projeto básico e executivo que não foi executado de imediato em função da falta de recursos. Atualmente, devido à atualização das normas de prevenção e combate a incêndio e ao upgrade tecnológico dos últimos 10 anos, principalmente nos sistemas de detecção, faz-se necessária a atualização do projeto e sua aprovação no IPHAN e CBMERJ. Um novo projeto executivo está previsto, considerando as características arquitetônicas e usos do Museu Casa de Rui Barbosa. Para consolidar esta proposta, não havendo ainda projeto executivo definido, estabelecemos premissas técnicas para a composição de um orçamento estimado final. Como premissa principal, o projeto de combate a incêndio deverá considerar um sistema com rede de sprinklers com pré-ação, onde a tubulação se manterá permanentemente seca, sendo inundada somente com o acionamento do sistema. Desta forma, afasta-se o risco de vazamento de água por rompimento ou degradação da tubulação de sprinklers, assim como aumenta a vida útil do sistema devido à redução de corrosão. Também está prevista a aplicação nas estruturas de madeira dos tetos e pisos de verniz especial, retardante de propagação das chamas. O sistema de sprinklers respeitará as áreas onde não convém a sua instalação, como ambientes que possuem forro decorado e a biblioteca, onde se encontra a coleção de livros de Rui Barbosa. Nas salas da Biblioteca de Rui, o sistema escolhido será de gás inerte FM 200, que provoca a extinção do incêndio de forma seca. Ações de confinamento desta área também serão consideradas a fim de proporcionar a eficácia do sistema. Uma intervenção hidráulica externa será realizada com a instalação de 2 hidrantes internos e 5 hidrantes nos muros laterais do terreno, em locais que não causam interferências na leitura do bem tombado, mas que atenderão com eficácia o combate a incêndio em todas as fachadas do Museu. 1.2.Modernização das Instalações Elétricas: A Fundação Casa de Rui Barbosa, em função da precariedade/antiguidade do sistema elétrico do Museu Casa de Rui Barbosa e também da constante “variação” de energia que culmina na queima de lâmpadas e causa insegurança à administração do Museu, contratou em 03/01/2018 o projeto executivo, caderno de encargos e planilha orçamentária para realização de Obra de Revisão, Reforma e Adaptação de Instalações Elétricas do Edifício Histórico – Museu Casa de Rui Barbosa (Objeto 1) e Obra de Reforma e Adaptação da Subestação da FCRB. (Objeto 2). Inicialmente, o objetivo da contratação era focado no Museu, por ser objeto de preservação e bem tombado em instância federal. Fez-se necessário, entretanto, incluir a subestação da FCRB dentro do escopo, de forma a revisar e adaptar às normas a “fonte” de energia elétrica que alimenta o Museu. De acordo com diagnóstico prévio realizado pela engenheira do Serviço de Administração e Serviços Gerais (SASG), Thais Carvalho, a subestação já apresentava problemas de manutenção e defasagem de equipamentos. Em 06 de dezembro de 2018, em sua etapa de Projeto Básico, o material desenvolvido foi analisado pelo IPHAN e pela LIGHT, que emitiram pareceres positivos para a continuação do desenvolvimento do projeto para a etapa de executivo. Em 07 de fevereiro de 2019, o projeto executivo, planilha orçamentária e caderno de encargos foram entregues pela empresa contratada para avaliação da FCRB. A avaliação foi realizada e a empresa se comprometeu a entregar uma revisão do projeto para a última etapa do contrato, que foi a aprovação final dos projetos nos mesmos órgãos citados anteriormente. Após anuência do IPHAN, o projeto será submetido ao CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro) para aprovação, junto com os outros sistemas que integram a Detecção, Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico. 1.3.Proteção contra Descargas Atmosféricas: O Museu Casa de Rui Barbosa, atualmente, não possui sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA). Juntamente com o projeto de revisão das instalações elétricas do Museu e da subestação, foi solicitado desenvolvimento de projeto executivo, caderno de encargos e planilha orçamentária do SPDA. Trata-se de um projeto que também envolve uma intervenção grande nas superfícies externas do Museu Casa de Rui Barbosa, mas que, da mesma forma, é imprescindível para se manter a segurança dos acervos arquitetônicos, museológicos, bibliográficos e arquivísticos. Este projeto foi desenvolvido pela empresa contratada em conjunto com o projeto das instalações elétricas. Desta forma, encontra-se no mesmo estágio de desenvolvimento que o projeto definido acima, em aprovação nos mesmos órgãos competentes. Após aprovação do IPHAN o projeto será submetido ao CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro) para aprovação, junto com os outros sistemas que integram a Detecção, Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico. 1.4.Monitoramento e Resgate Arqueológico: O jardim da Casa de Rui Barbosa está registrado no IPHAN como sítio histórico e arqueológico. Por isso, incluímos contratação de equipe de arqueologia para realização de monitoramento e resgate arqueológico conforme determina aquele órgão de preservação. O projeto de monitoramento e resgate arqueológico será realizado ao longo de um mês, acompanhando escavações de valas para implantação do sistema de proteção contra descargas atmosféricas: 250 metros de valas com 20cm de largura e 50cm de profundidade; e cerca de 33 valas de 30X30cm, com 50 cm de profundidade. 2) Produto Cultural Secundário: WEBSITE (Democratização de Acesso ao produto principal) Criação de página no website da FCRB, com texto e imagem da execução do projeto, atendendo requisitos de transparência e informação aos usuários do Museu e ao público em geral. Serão realizadas no mínimo 7 postagens informativas, com registro fotográfico, sobre as obras para implantação do sistema de segurança no Museu Casa de Rui Barbosa, durante as etapas de execução/produção e pós-produção. 1ª postagem: informa sobre implantação dos sistemas de segurança no Museu, e possíveis interrupções de visitação durante o período de obras. 2ª postagem: informa sobre atividades de monitoramento e resgate arqueológico e início da implantação dos projetos de segurança 3ª postagem: informa desenvolvimento das obras e resultados das atividades de resgate arqueológico e educação patrimonial 4ª postagem: informa desenvolvimento das obras e eventuais dificuldades para instalação de sistema de segurança em bens tombados 5ª postagem: informa desenvolvimento das obras 6ª postagem: informa desenvolvimento das obras 7ª postagem: informa conclusão das obras e especificações dos sistemas de segurança implantados.

Acessibilidade

O Museu, formado pelo conjunto de casa e o jardim, foi tombado em 1938 pelo IPHAN por suas características históricas e artísticas. Desde então, sua preservação segue as orientações daquele Instituto. Com relação à acessibilidade física, tema de grande relevância para as instituições públicas culturais, há orientação geral do IPHAN, por meio da Instrução Normativa nº1, de 25 de novembro de 2003, estabelecendo que as soluções adotadas para a eliminação, redução ou superação de barreiras na promoção da acessibilidade aos bens culturais imóveis devem compatibilizar-se com a sua preservação. Apesar de certas limitações, típicas de uma casa histórica do século XIX, o Museu Casa de Rui Barbosa atende todos os grupos de visitantes com diferentes tipos e graus de deficiência, adotando facilitadores como rampas para banheiros e placas de sinalização táteis. O Museu oferece atendimento exclusivo para visitação de Pessoas com Deficiências Intelectuais e/ou Mentais e seus acompanhantes às segundas-feiras, das 14h às 16h e aos domingos, das 13h às 14h. O presente projeto adotará alarme de incêndio sonoro para atender deficientes visuais e sistemas de orientação e sinalização acessíveis para rotas de fuga e emergência. Os custos estão previstos na rubrica de instalação do Sistema de Detecção, prevenção e combate a incêndio e pânico.

Democratização do acesso

O Museu Casa de Rui Barbosa está aberto à visitação de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. O Jardim está aberto à visitação pública diariamente das 8h às 18h. Na última terça-feira útil do mês é possível a visitação noturna até às 19h30. A entrada é franca. Em atendimento ao disposto no Artigo 21 da IN nº 2/2019 do Ministério da Cidadania, adotaremos, como forma de ampliação de acesso e divulgação dos resultados do projeto, a seguinte medida (III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do Artigo 22): serão mantidos registros das intervenções realizadas para informação aos usuários do Museu bem como ao público em geral por meio de postagens em website na internet. Registros fotográficos e informações sobre o desenvolvimento das obras e os resultados alcançados serão disponibilizados em uma página específica do projeto junto ao website da FCRB, endereço eletrônico http://www.casaruibarbosa.gov.br/

Ficha técnica

A Fundação Darcy Ribeiro - FUNDAR, por meio de um acordo de Cooperação Técnica com a Fundação Casa de Rui Barbosa, será responsável pela gestão e administração do projeto e a aplicação de recursos captados na forma de patrocínio. A Fundação Darcy Ribeiro é uma instituição cultural, dedicada à pesquisa e desenvolvimento de projetos nas áreas educacional, cultural, social e científica. Criada em 1996, com personalidade jurídica de direito privado e sem finalidade lucrativa, está instalada em sede própria localizada no Rio de Janeiro e é autossustentável. Entre os objetivos da FUNDAR, definidos em estatuto, está o de promover a preservação do patrimônio cultural material e imaterial do Brasil, área em que já atuou com diversos projetos culturais patrocinados. Destaca-se a experiência recente da FUNDAR no gerenciamento do projeto de preservação de bem imóvel tombado, financiado pelo BNDES e executado entre os anos de 2015 e 2017 em parceria com a Fundação Casa de Rui Barbosa, que resultou na Restauração e Revitalização do Jardim Histórico da Casa de Rui Barbosa (Pronac nº 1410695). Em 2010 a FUNDAR construiu uma subsede em Brasília, o Memorial Darcy Ribeiro, com edificação projetada pelo arquiteto João Filgueiras Lima no campus da Universidade de Brasília. Ali funciona um Centro de Documentação que abriga hoje todo o acervo documental e a biblioteca dos antropólogos Darcy e Berta Ribeiro, com aproximadamente 25.000 títulos, disponíveis para consulta e pesquisa de alunos, professores e pesquisadores. A viabilidade da presente proposta se fundamenta na experiência e na capacidade instalada, nos materiais disponíveis e nos recursos humanos associados à Fundação Darcy Ribeiro. Atualmente, a Fundação Darcy Ribeiro opera com um número mínimo de funcionários fixos, uma Secretária Geral e o Gerente Administrativo. Para a execução dos projetos, contrata colaboradores e consultores experientes, com os quais mantém relação profissional de confiança. Equipe da Proponente para a condução do presente projeto: Coordenação Institucional voluntária: atual Presidente da FUNDAR, o arquiteto José Ronaldo Alves da Cunha foi funcionário público estadual no Rio de Janeiro, onde atuou nos Programas Especiais de Educação, foi vice-presidente da Fundação de Apoio à Escola Pública (FAEP) e da Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC) e, no setor privado, trabalhou na empresa Odebrecht. Coordenação Administrativa do projeto: Jorge da Silva Oliveira, formado em Administração de Empresa, é funcionário da FUNDAR desde 02/01/2009 na função de Gerente Administrativo, participando de todos os projetos executados pela instituição desde então; Coordenação Financeira do projeto: Katiane Brito é pós-graduada em Gestão Contábil e Controladoria Empresarial e funcionária da FUNDAR desde 2010 como Gerente Financeira e, atualmente, como Secretária Geral. A FUNDAR contratará, pelo critério de confiabilidade, uma Coordenadora do Projeto cultural e um Coordenador Técnico. Ambos são consultores externos e serão contratados como pessoas jurídicas. Coordenadora do Projeto: Gisele Jacon de Araujo Moreira é graduada pela PUC-SP em Ciências Sociais, com especialização em Antropologia Social e em Ciência Política, pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro - IUPERJ. Foi assessora técnica de Darcy Ribeiro entre 1991 e 1997, e Secretária Executiva da Fundação Darcy Ribeiro entre 1997 e 2001. Nos últimos anos atua na elaboração e coordenação de projetos culturais e socioambientais. Foi coordenadora geral do projeto de Revitalização e Restauração do Jardim Histórico da Casa de Rui Barbosa, administrado pela FUNDAR e executado entre 2015 e 2017. Consultoria especializada e Coordenação técnica da obra: A Uchino + Associados Arquitetura, sob coordenação do arquiteto André Uchino, possui experiência no gerenciamento de obras e auditorias tendo realizado nos últimos anos diversos trabalhos como o gerenciamento de obras para a implantação da Hemeroteca Brasileira da Biblioteca Nacional com área de reforma de 16.047,35 m2 no período de 2014 a 2018, o gerenciamento da restauração das fachadas da Biblioteca Nacional com área de 9.705,64 m2 no período de 2017 a 2018, o gerenciamento da Revitalização e Restauração do Jardim Histórico da Casa de Rui Barbosa com área de 6.222,52m2 no período de 2015 a 2017, e auditorias do processo de Certificação AQUA-HQE para a Fundação Carlos Alberto Vanzolini de 2012 a 2019 tendo realizado mais de 50 auditorias em todas as regiões brasileiras. Supervisão pela FCRB: O projeto e as intervenções físicas serão supervisionados por uma equipe da Fundação Casa de Rui Barbosa sob a coordenação da arquiteta Claudia Suely Carvalho, graduada em Arquitetura (1985) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Mestrado (1997) em Arquitetura e Urbanismo pela mesma Universidade, e Doutorado (2006) em Arquitetura pela Universidade de São Paulo – USP. Realizou cursos de especialização em preservação da arquitetura moderna no International Centre for Study of Preservation and Restoration of Cultural Property - ICCROM (1999) e conservação preventiva no Centre for Sustainable Heritage University College London (2003). Tecnologista sênior da Fundação Casa de Rui Barbosa, onde coordena ações para preservação arquitetônica do Museu Casa de Rui Barbosa. É líder do grupo de pesquisa Conservação Preventiva de Edifícios e Sítios Históricos (CNPQ FCRB) e professora de Conservação Preventiva do curso de Especialização em Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências da Saúde (FIOCRUZ). É membro associado do ICOMOS-BRASIL.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.