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PRONAC 201835Apresentou prestação de contasMecenato

exposição “Passado e presente: memória e presença dos descendentes de imigrantes da colônia belga Ilhota - SC”

MARC ANNA CAMILLE JOZEF MARIA STORMS
Solicitado
R$ 194,7 mil
Aprovado
R$ 162,5 mil
Captado
R$ 162,5 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

100.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição de Artes Visuais
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
SP
Município
Santo Antônio do Pinhal
Início
2021-01-04
Término

Resumo

A exposição contará as memórias e histórias dos descendentes de imigrantes da colônia belga fundada na cidade de Ilhota, no Vale do Rio Itajaí, Estado de Santa Catarina em 1844. Ela será organizada com o amplo envolvimento dos descendentes, entre outros atores, utilizando a metodologia de inventário participativo, a construção colaborativa de árvores genealógicas e a produção de vídeos que captarão e registrarão as memórias dos descendentes mais idosos. O lançamento da exposição será na cidade de Ilhota e, posteriormente, ela será doada à Associação Ilha Belga de Ilhota para que essa organização local continue o trabalho de divulgação, podendo ser montada integral ou parcial em outras cidades da região do vale Europeu e Estado de Santa Catarina.

Sinopse

Uma exposição com imagens, objetos e vídeo-depoimentos que retratam as memórias dos descendentes da colônia belga fundada em 1844 em Ilhota e que hoje vivem nos arredores do vale do Itajaí, no estado de Santa Catarina.

Objetivos

Objetivos gerais Fortalecer, por meio de uma exposição, a visibilidade e o diálogo entre as histórias, memorias, tradições culturais dos descendentes de migrantes da colônia belga em Ilhota, Santa Catarina (1844). Objetivos específicos 1. Construir um inventário participativo com a comunidade dos descendentes de belgas para a coleta de referências culturais tais como fatos, atividades e objetos (edificações, paisagens naturais, objetos de arte e de ofícios, formas de expressão e modos de fazer); 2. Apreender, através da metodologia da história oral, narrativas destinadas a recolher testemunhos e promover análises de processos culturais, utilizando vídeo-depoimentos; 3. Construir, de forma colaborativa, as árvores genealógicas dos descendentes de belgas; 4. Disponibilizar o inventário de referências culturais, os vídeo-depoimentos e as árvores genealógicas em diversos meios, entre eles, uma exposição e uma web página dedicada à história da imigração belga em Ilhota; 5. Organizar um evento de divulgação local na cidade de Ilhota, com ampla presença da comunidade, descendentes e familiares, corpos diplomáticos e representantes de instituições culturais e educacionais do Vale Europeu; 6. Organizar ações formativas culturais para os alunos e professores das escolas públicas de Ilhota.

Justificativa

O Brasil é um país de imigrantes, com uma grande diversidade e riqueza étnica. Há uma extensa bibliografia sobre a criação de colônias de migrantes de países europeus e orientais em várias partes do Brasil. Mas, ainda hoje, a imigração belga é pouco conhecida no país. Em 24 de agosto de 1844, 114 imigrantes belgas, a maioria de origem flamenga, partiram do porto belga de Ostende. Chegaram no dia 17 de novembro de 1844 à Desterro, atual cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. Dez dias depois, em 27 de novembro de 1844, foi iniciada uma das primeiras colônias belgas no Brasil, em Ilhota. Restam poucos vestígios materiais dessa colônia. Documentos foram queimados durante disputas e prédios destruídos durante as sucessivas enchentes do rio Itajaí - Açu. Desta forma, os vestígios mais importantes dos imigrantes belgas são as memorias e histórias dos seus descendentes. A lista dos sobrenomes dos primeiros colonos belgas foi guardada e, até os dias atuais, muitos descendentes dessas famílias vivem na cidade de Ilhota ou nos seus arredores. Com a idade avançada de parte dos descendentes, uma intervenção proativa para registrar e captar suas memorias e histórias não é apenas desejável, mas também urgente. A recente criação da Associação Ilha Belga, em 2019, mostra que há uma nova geração disposta e ansiosa a descobrir as suas origens. O uso de metodologias participativas na criação de alguns módulos da exposição com certeza fortalecerá os laços entre eles e as suas origens. A necessidade da renúncia fiscal acontece principalmente como forma de se realizar com alta qualidade uma exposição histórica e cultural que seja acessível à população, permitindo que a entrada seja grátis. O projeto enquadra-se no inciso Capítulo I, art. 1° § 5º O incentivo e o fomento abrangerão as seguintes áreas culturais: Artes Cênicas, Audiovisual, Música, Artes Visuais, Patrimônio Cultural Material e Imaterial, Museus e Memória e Humanidades, conforme detalhamento do Anexo IV, da INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 2, DE 23 DE ABRIL DE 2019.

Estratégia de execução

A proposta é que a data do lançamento seja em julho de 2022, coincidindo com a data da aprovação, pela então Câmara dos Deputados, da legalidade do projeto colonial e a criação oficial da colônia belga e a festa nacional na Bélgica. A exposição e as atividades culturais ficariam em cartaz em Ilhota até 27 de novembro de 2022, aniversário da chegada dos imigrantes belgas.

Especificação técnica

Uma breve introdução na historia da colônia belga Ilhota de autoria do proponente está disponível em http://www.belgianclub.com.br/pt-br/col%C3%B4nia-belga-ilhota-em-santa-catarina Os assuntos que farão parte da exposição são os seguintes: 1. Histórico de Charles Maximilien Van Lede (1801 – 19/7/1875): biografia / expedição Santa Catarina em 1842 / a empresa Compagine belge-brésilienne de Colonisation. 2. Origem das famílias belgas que chegaram em 1844 e em 1846: mapa com as cidades de origem / situação na Bélgica na época. 3. A viagem da Bélgica ao Brasil: nomes dos barcos, quantos dias, as provisões ao bordo, aonde chegaram. 4. Chegada em Ilhota: o que encontraram, seus primeiros trabalhos, o desenvolvimento da colônia, mapa da divisão das terras. 5. Linha do tempo, indicando a chegada dos colonos nas outras cidades no Vale Europeu em Santa Catarina, assim com os principais acontecimentos no Estado de Santa Catarina. 6. Fotos e objetos do patrimônio imaterial e material dos antepassados até os descendentes atuais, como resultado do inventário participativo. 7. Árvores genealógicas das famílias. 8. Vídeo-depoimentos.

Acessibilidade

O local onde acontecerá a exposição, a Casa Belga em Ilhota (SC), possui rampa de acesso e oferece espaço apropriado sem obstáculos para circulação de cadeirantes e carrinhos de crianças. Possui também banheiros masculino e feminino com os equipamentos necessários para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. Para que pessoas com deficiência auditiva possam assistir aos vídeos, os mesmos serão legendados em português. Para os deficientes visuais será oferecido uma versão auditiva do catálogo da exposição, informando os detalhes das obras nos cavaletes e nas placas da linha do tempo, além das descrições dos objetos históricos expostos.

Democratização do acesso

O público-alvo do projeto é diversificado. De imigrantes belgas e seus descendentes, passando por historiadores, antropólogos, museólogos, sociólogos, jornalistas e estudantes de várias áreas do conhecimento. O fato que a visita à exposição será gratuita, assegurará a desejada democratização do acesso. O catálogo da exposição estará disponível de maneira gratuita. Serão organizadas visitas para outros interessados, por exemplo, grupos de terceira idade, além das ações descritas em "Contrapartidas Sociais". Segundo a medida II do inciso referente à democratização de acesso, do Artigo 21 da Instrução Normativa nº 2/2019 do Ministério da Cidadania será oferecido transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos. Serão também organizadas visitas por grupos de terceira idade, além das ações descritas em "Contrapartidas Sociais". A exposição será divulgada pelas redes sociais da “Associação Ilha Belga”, da Embaixada da Bélgica, do Consulado Geral da Bélgica em São Paulo, do BelgianClub e imprensa local. Também haverá cartazes e folhetos distribuídos junto aos órgãos públicos, empresas e comércio do município de Ilhota e cidades próximas.

Ficha técnica

Este projeto será realizado por um belga que optou por viver no Brasil. Marc Storms, residente na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, será o proponente e coordenador geral do projeto. Ele contará com o apoio de descendentes da colonização belga em Ilhota, Santa Catarina, que criaram em 2019 a “Associação Ilha Belga”, em especial da presidente Sueli Anna dos Santos e do vice-presidente Daniel Hostins. Contará com o apoio das historiadoras Elaine Cristina de Souza, Graduada em Estudos Sociais e História, pela Universidade do Vale do Itajaí- Univali com especialização em Educação Popular e Movimentos Sociais pela Insulpar e Gestão Escolar Unisul e Supervisão Escolar pela Aupex e Viviane dos Santos, Licenciada e Bacharel em História pela Univali – Itajaí. Ambas estudaram e publicaram artigos sobre a colônia belga de Ilhota. O Cônsul Geral da Bélgica para São Paulo e região Sul, Sr. Matthieu Branders e o Cônsul Sr. Thomas Maes do mesmo consulado, já expressaram o seu apoio ao projeto. No âmbito de Santa Catarina, o projeto contará com as contribuições do atual Prefeito de Ilhota, Sr. Erico de Oliveira, e da Sra. Evelise Wiersinski, Diretora do Museu Histórico de Itajaí, que já propõe ser a curadora da exposição. O consulado facilitará a busca de patrocinadores e contribuirá na divulgação do projeto. A Prefeitura de Ilhota oferecerá o espaço de exposição da Casa Belga e os traslados dos alunos e professores das escolas públicas do município. Serão exploradas as possibilidades de parceria com o Museu da Imigração de São Paulo e o Museu Histórico de Santa Catarina. Marc Storms possui formação em biblioteconomia (Graduação em Ciências das Bibliotecas, 1980-1983, STLBW, Antuérpia, Bélgica) e foi, antes de estabelecer-se no Brasil em 2006, diretor da Associação Flamenga de Bibliotecários e Arquivistas. Ele tem conhecimento histórico dos dois países, capacidade de pesquisar em arquivos e bibliotecas e domina português, neerlandês, inglês e francês. Foi aluno especial da pós-graduação da FAU-USP em 2015 e trabalha como webdesigner para organizações sociais no Brasil. Realizou a tradução de português para neerlandês do livro “Marinhas: Artistas que retratam o mar” publicado pelo Solar do Rosário (Curitiba) em 2015. Desde abril de 2014, é o coordenador e executor do projeto Patrimônio belga no Brasil. Criou o website www.patrimoniobelga.com.br onde registrou aproximadamente 190 patrimônios belgas junto com descrições e meta-dados. O website também contém 70 descrições de pessoas ou empresas belgas que criaram ou exportaram patrimônio para o Brasil, além de diferentes histórias de belgas que migraram ao Brasil e descreve as tentativas de criar colônias belgas no Brasil. O website recebe mais de 6.000 visitantes por mês. Regularmente, Marc Storms publica um boletim digital que é envido gratuitamente e destaca uma figura, efeméride ou objeto do patrimônio belga no Brasil. Marc recebeu em Bruxelas, no dia 27 de abril de 2017, das mãos do príncipe Lorenz da Bélgica, o “Prêmio do Patrimônio belga no exterior” pelo seu trabalho de divulgação da Vila Belga em Santa Maria (RS). Marc expôs, nessa ocasião no Palácio de Egmont, a origem, a construção e as influências belgas nesse conjunto arquitetônico gaúcho. O seu projeto de livro de arte sobre Ad. H. Van Emelen, escultor e pintor foi aprovado no PRONAC com n° 177058 e o lançamento do livro aconteceu no dia 14 de setembro de 2018 no Consulado da Bélgica em São Paulo. Seu livro “Sabores belgas no Brasil”, resultado do projeto PRONAC 182437 com título “A contribuição belga na culinária do Brasil”, foi lançado no dia 13 de novembro de 2019 na Embaixada da Bélgica em Brasília e também apresentado no dia 30 de novembro de 2019 em Ilhota.

Providência

Prestação de Contas final apresentada, aguardando análise.

2023-02-28
Locais de realização (1)
Ilhota Santa Catarina