Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O presente projeto tem como proposta realizar com gratuidade total e irrestrita o Encontro dos Povos da Zona Leste São Paulo por meio de apresentações artístico-culturais tradicionais "folclore" e uma feira de cultura alimentar tradicional.
Classificação: Livre Apresentações Grupos de Cultura Popular e Tradicional O Encontro dos Povos procura valorizar as identidades e diversidade culturais presente nas culturas populares e tradicionais da Zona Leste de São Paulo para enriquecer o desenvolvimento humano, por meio de 14 apresentações artísticos culturais de grupos de cultura popular e tradicionais em meio a uma feira de cultura alimentar. Feira de Cultura Alimentar e Tradicional Espaços para a apresentação realizadas por 7 povos Japonesa, Árabe, Portuguesa, Italiana, Boliviana, Alemã e Brasileira.
Geral O objetivo principal deste projeto é produzir infra-estrutura física e material, de divulgação e produção para o Encontro dos Povos da Zona Leste de São Paulo. - Específicos Realizar, com gratuidade total e irrestrita, durante dois dias 14 apresentações artístico-culturais tradicionais; Realizar, com gratuidade total e irrestrita, durante dois dias uma feira de cultura alimentar e tradicional realizadas por 7 povos (Japonesa, Árabe, Portuguesa, Italiana, Boliviana, Alemã e Brasileira); Realizar, com gratuidade total e irrestrita, 2 (duas) atividades sobre culturas populares e tradicionais em duas escolas públicas na região da zona Leste de São Paulo.
A proposta enquadra-se nos incisos I, II, III, IV, V, VI, VII do Artigo 1o. da Lei 8313/91. O projeto pretende atingir o Artigo 3 em: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; e IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. Uma proposta como essa, que não visa lucro, não consegue ser realizada sem a Lei de Incentivo à Cultura. A história da Zona Leste começa em 1580, quando a Tribo Indígena Guaianaz forma a Aldeia Ururai. Em 1622, neste mesmo local, os Jesuítas e os indígenas constroem a Capela de São Miguel Arcanjo. Nasce, a partir de então, o primeiro Bairro da Zona Leste, denominado São Miguel Paulista, em uma cidade que até o final do Império, em 1889, contava apenas com 70 mil habitantes. Após o início da república, em 1920, São Paulo tem um novo ciclo imigratório oriundos predominantemente da Itália e Japão devido os efeitos destrutivos da 1º Guerra Mundial. Nesta década, temos um forte desenvolvimento industrial na região, a exemplo do complexo Industrial Matarazzo em 1922, e da Nitro-Química 1935. Com o desenvolvimento da indústria e da construção civil, cresce a necessidade de mão de obra, o que ocasiona a atração de milhões de migrantes, principalmente, oriundos do Nordeste do Brasil. Povos indígenas, colonizadores portugueses, população africana, imigrantes italianos, japoneses e migrantes nordestino formam a população da Zona Leste que hoje alcança 4.5 mil de habitantes com uma rica diversidade humana formada na luta pelo seu desenvolvimento e o trabalho. Por conta desta história, temos na Zona Leste de São Paulo dezenas de grupos culturais e artistas populares e tradicionais que reproduzem a cultura de seus povos originários, por isso pretendemos apresentar um panorama da cultura que compõe o povo paulista e brasileiro com seus fundamentos do processo de desenvolvimento socioeconômico, educacional e cultural através das múltiplas manifestações: danças, exposições, cultura alimentar, música, artesanato, etc. Assim, buscamos consolidar a cultura enquanto política pública, traçando estratégias vitais aos modelos de desenvolvimento sustentáveis e buscar a crença no diálogo permanente e contextualizado de nossas matrizes de identidades locais, regionais e nacionais. O projeto propõe a difusão das cenas culturais já existentes, na construção de estratégias que alarguem e amplifiquem a compreensão dos governos e das pessoas em relação à importância da cultura nos processos de mudança social e busca com isso, também, potencializar a cultura na sua dimensão econômica, enquanto rede produtiva de bens simbólicos. Dessa forma, se pretende dar um outro tratamento a cidadania cultural; isto é, não tratar a inclusão social e cultural como um processo de cooptação ou incorporação de grupos e indivíduos a uma dimensão hegemônica que, nomeadamente já se viu, o processo histórico tenha consagrado como sendo a chamada cidadania. (aqui achei confuso) Procura-se com estas ações, valorizar as identidades e diversidade culturais presente nas culturas da Zona Leste para empobrecer ou enriquecer?? o desenvolvimento humano. Aqui a noção de cultura é levada em conta as dinâmicas socioculturais e a rica diversidade cultural da cidade de São Paulo, o fazer/saber e mais que isso, o saber sobre os fazeres culturais que crie um sentimento de pertença e sociabilidades que promovam o diálogo entre a própria região leste paulistana, usando como método, o envolvimento das comunidades desta mesma região, na construção de uma programação cultural autônoma de cada uma delas, com o intuito de garantir a participação das expressões artísticas e culturais de cada localidade. A partir do método adotado, a ideia é que promova o entendimento que a comunidade pode ser identificada por um conjunto particular de elementos. Dentre eles, as festas populares e tradicionais são as que revelam e mantém viva as características de uma região. Os torés indígenas, o jongo, a capoeira, o samba "de raíz", o afoxé, o forró tradicional, o taiko japonês, a cultura alimentar árabe e nordestina, e mais recentemente a boliviana e chilena representam os valores e tradições locais atrelados há símbolos e signos entrelaçados que ressignificam nos dias de hoje a própria formação cultural brasileira. A articulação entre passado e presente possibilita a criação de um diálogo em que costumes e valores que fazem parte de nossa história possam ser reconhecidos como integrantes da história pessoal de cada um. Trata-se de viver um espaço de pertencimento no qual a modernidade não consiste em começar tudo de novo, mas no sentir-se enraizado, pertencendo, apropriando-se de uma herança das gerações anteriores e reelaborando-a. Refletir sobre essa herança é retomar dimensões fundamentais do ser humano e por isso a discussão é carregada de emoção e afetividade. A cultura popular e tradicional percorre os caminhos da terra, da natureza, da vida na roça com sua simplicidade no modo de ser, de falar, de comer. Ao lado disso, estão as festas, a religiosidade, a viola, os causos. Todos esses elementos calam fundo na alma de cada um de nós, re-significam nosso pertencimento e abrem possibilidades de articulação com o contemporâneo. Por fim, justificamos a realização do Encontro dos Povos da Zona Leste, pois o projeto insta a comunidade a aprender a valorizar nossas raízes, nossas identidades e nosso patrimônio para depois olhar para fora.
Sobre a Intituição: Desde 2010 a Àgò Lònà Associação Cultural desenvolveu centenas de ações atrelando cultura e educação, com foco nas culturas populares e tradicionais (afro-brasileiras, indígenas, imigrantes) das mais variadas expressões como: hip hop, afoxé, povos de matriz africana, catira, jongo, capoeira, catira, folia de reis. Em 2018: III Congresso Municipal de Educação para as Relações Étnico-raciais 2018; Mercado d’Àgò – Folhas e Ervas; Mês do Hip Hop – Centro; Aparelha Luzia: Quilombo Urbano das Artes do Visível. Em 2017: Vivência Culinária Sagrada Afro-Brasileira (SESC SP); IV Mostra Cultural Novembro Negro nos CEUs; III Mostra Cultural Agosto Indígena nos CEUs; Jongo de Piquete (SESC SP); Samba de Roda do Mestre Limãozinho e Bate Papo “O Povo Bantu e o Samba de Roda” (SESC SP); Tablado Culturas Populares e Tradicionais – Virada Cultural da cidade de São Paulo; Grupo Bongar – PE; Para que Marcham as Mulheres Negras? (CPF SESC SP); Roteiro dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana (SEC SP). Em 2016: Mercado d’Àgò 2016 - 29/10, 12/11 e 03/12; I Jornada Municipal de Educação para as Relações Étnico-raciais/2016; II Festa de São João – Arraial das comunidades da Zona Leste; Ocupação Culturas Populares e Tradicionais Virada Cultural Em 2015: Mercado d’Àgò – Referências do Samba - 22/08, 19/09, 24/10, 14/11 e 12/12, entre outros.
Não há edição de livro, revistas e periódicos. Não há cursos/workshops.
Com a compreensão da necessidade da fruição de bens, produtos e serviços culturais para todos os grupos da sociedade, todos os locais da realização do projeto de acesso ao público em geral terão acessibilidade completa para portadores de necessidade especiais. Acessibilidade Física Rampas e banheiros químicos para Portadores de Necessidades Especiais - PNE. Nas áreas de circulação, que ocorrem em rua pública existem faixas no piso, com textura e cor diferenciadas, para facilitar a identificação do percurso para deficientes visuais. Acessibilidade de Conteúdo Serviços de tradutor/intérprete em LIBRAS – Linguagem Brasileira de Sinais durante todas as ações que ocorrerem no palco. APRESENTAÇÕES MUSICAIS - Acessibilidade física: Rampas e banheiros químicos para Portadores de Necessidades Especiais. MOSTRA/FESTIVAL CULTURA ALIMENTAR - Acessibilidade física: Rampas e banheiros químicos para Portadores de Necessidades Especiais. Nas áreas de circulação, que ocorrem em rua pública existem faixas no piso, com textura e cor diferenciadas, para facilitar a identificação do percurso para deficientes visuais. - Acessibilidade de conteúdo: Serviços de tradutor/intérprete em LIBRAS – Linguagem Brasileira de Sinais durante todas as ações que ocorrerem no palco. CONTRAPARTIDA SOCIAL - Acessibilidade física: As escolas públicas onde ocorrerão as duas atividades para alunos e professores terão acesso com rampas e banheiros adaptados para PNE. Nas áreas de circulação, dentro da escola já existem faixas no piso, com textura e cor diferenciadas, para facilitar a identificação do percurso para deficientes visuais.
O Encontro dos Povos da Zona Leste promoverá a igualdade de oportunidades ao acesso e fruição de bens, produtos e serviços culturais, bem como ao exercício de atividades profissionais, com gratuidade total e irrestrita. A realização da ação com a gratuidade total irá dar maior atenção aos espaços culturais e educativos, principalmente com ênfase nas camadas da população menos assistidas ou excluídas do exercício de seus direitos culturais por sua condição social, etnia, deficiência, gênero, faixa etária, domicílio, ocupação. Para todas as ações prtendemos ainada conforme IN no 2/2019 III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; VIII - estabelecer parceria visando à capacitação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público;
Produção Executiva: Sandra Campos Produtora cultural, graduada em ciências sociais pela PUC-SP, desde 1980 desenvolve e acompanha eventos culturais, artísticos e empresariais, possui vivência na identificação, produção e coordenação geral, foi coordenadora geral de produção da Unidade de Formação Cultural - Assessoria para Gêneros e Etnia – Assessoria para Hip Hop da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, Galeria Olido – SMC, Teatro Oficina, SENAC, Banco de Boston, Fnac. É presidente da Ago Lona Associação Cultural, vice-presidente do Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais e coordenadora do Núcleo de Cultura Afro-Brasileira do Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais e Membro fundadora da Rede Kultafro Rede de Empreendedores, artistas e produtores de cultura negra. Produtora do Aparelha Luzia. Produção: Tião Soares Mestre em Educação, Doutor em Ciências Sociais-PUC/SP, Pós Graduado em Gestão e Políticas Culturais-Universidade de Girona/Espanha, Vice Presidente do Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais, Membro do Colegiado da Rede Nossa São Paulo, Secretário de Cultura de Itapecerica da Serra (1997 – 2004), Coordenador de Cultura e Relações Institucionais da Fundação Tide Setubal (2006-2011), Prêmios: Gestão Pública e Cidadania/Fundação Getúlio Vargas/Fundação Ford e BNDES; Itau/Unicef-Muitos Lugares para Aprender; Prêmio Betinho Atitude Cidadã-COEP Brasil/IBASE. Produção: Pedro Neto Produtor cultural é Diretor de Projetos da Campomare Produções, Diretor da Etu Comquem Pesquisa e Produção, Diretor da Àgò Lònà Associação Cultural, Diretor da FUNACULTY – Fundação de Apoio a Cultura e a Tradição Yorubana no Brasil, Foi fundador e diretor do Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais e da Rede Kultafro de empreendedores, artistas e produtores de cultura negra. Membro Titular do primeiro e segundo Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do Conselho Nacional de Política Cultural do Ministério da Cultura. Sistematizador do I Plano Nacional para Cultura Afro-Brasileira FCP/MinC. Consultor PNUD/ONU e SEPPIR PR sobre o conceito de Povos Tradicionais de Matriz Africana e da relação dessa população com o Estado brasileiro na perspectiva do acesso às políticas públicas e ao combate ao racismo, 2015. Membro da Comissão de Sistematização e Redação do Plano Estadual de Cultura de São Paulo, 2014/2015. Foi avaliador do PROAC no. 25 - Apoio a Projetos da Cultura Negra no Estado de São Paulo, 2015; comissão de análise e avaliação de Companhia Teatral para apresentações nos CEUS, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, 2015; PROAC no. 27 – Apoio a Projetos da Cultura Popular e Tradicional no Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, 2014; do PROAC no. 32 – Apoio a Projetos da Cultura Negra no Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, 2013; do PROAC no. 26 – Apoio a Projetos da Cultura Negra no Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, 2012; do Edital de Apoio a Projetos de Promoção do Dia da Consciência Negra no Estado de São Paulo – Secretaria de Estado da Cultura/ACGE – 2010 e do Prêmio Cultura Viva – Ministério da Cultura/CEMPEC – 2ª. edição – 2008. Em 2013 organizou o Alaiandê Xirê – Festival Internacional de Alabês em SP que recebeu o I Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana – 2014, IPHAN/Ministério da Cultura. Foi assistente de projetos na Fundação Tide Setubal, coordenador do Centro Cultural do Jabaquara / Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro – SMC e membro do Conselho Municipal de Cultura da cidade de São Paulo, como documentarista recebeu em 2005 o 1º Prêmio Palmares de Comunicação – MINC pela direção do documentário Iyalode – Damas da Sociedade. Iniciado no Ilé Àse Pàlepà Màrìwò Sessu – SP pela Iya Ilaiyewomi Olagbode. Cientista Social PUC-SP, desde 2000 é membro do Núcleo de Relações Raciais, Memória, Identidade e Imaginário do PEPG-PUC-SP coordenado pela Profa. Teresinha Bernardo.
PROJETO ARQUIVADO.