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Este projeto propõe a circulação de uma mostra de artes visuais (esculturas) de papel machê da artista plástica Madalena Marques associada a uma contrapartida formativa na área de artes visuais.
Transitando pela técnica, manifestações culturais e história da arte, “Gente de Papel” é o resultado da aplicação de conhecimentos e habilidades manuais da artista Madalena Marques, assim como de pesquisa sobre a técnica do papel machê e a História da Arte Ocidental desde o século XVI ao XX, com foco em esculturas de figuras humanas realistas. Este projeto referencia obras representativas da História da Arte por meio da série de esculturas “Grandes Musas” com destaque ao feminino, sendo assim uma espécie de manifesto/chamado à reflexão sobre o lugar da mulher na arte e na sociedade, contrapondo com a ideia do feminino como elemento decorativo. A exposição também é composta por uma série de mini-bustos sobre pequenos blocos de madeira produzidos a partir de dedicados estudos de fisionomia, do histórico e das principais referências dos retratados. Nesta mostra, são apresentadas 50 personalidades brasileiras que para a artista são referências nas mais diversas áreas, como música, filosofia, teatro, artes visuais, moda, história, esporte, entre outros.
OBJETIVO GERAL Pretende-se com esta mostra, apresentar ao público em geral, o trabalho da artista Madalena Marques, uma série de esculturas realizadas com materiais sustentáveis, versáteis e com uma qualidade similar à desenvolvida pelos grandes mestres e que apresentam um resultado plástico muito parecido com as imagens de madeira policromada, porém mais leve e versátil. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Montagem e circulação da exposição Gente de Papel pelas cidades de Uberlândia (MG), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ); - Impressão de 3000 catálogos da exposição; - Divulgação da circulação em mídia impressa e digital. - Oferecimento das contrapartidas formativas obrigatórias na área de artes visuais para 480 estudantes e professores da rede pública de ensino nas cidades contempladas pela exposição.
Este projeto é relevante por apresentar, promover e difundir a técnica milenar do papel machê, que se cruza com a história do próprio papel, sua principal matéria prima. Seu uso remonta ao século II a.C pelos chineses em capacetes, escudos e objetos decorativos. No ocidente, por sua vez, os franceses foram os principais responsáveis pela difusão da técnica, atribuindo-lhe o nome de papier mâché. No século XVIII, assim como os franceses, os alemães passaram a utilizar o papel machê para dar mais resistência às bonecas e, em meados do século XIX, passou a ser usado para fazer bonecas com corpos articulados. No campo específico das esculturas, a fatura de obras em papel machê configurou uma tipologia específica, as ditas esculturas ligeiras, dado a rapidez da produção e a economia dos materiais empregados, associadas ao acabamento que era similar à madeira. Esta se desenvolveu com força durante os períodos do Renascimento e do Barroco italiano e espanhol, entre os séculos XVI e XVIII, momento marcado pela popularização da técnica. Seu uso ligou-se também à produção de obras de caráter efêmero para celebrações ou outros atos e para moldes de obras que posteriormente seriam feitas em materiais mais nobres, como o bronze. A produção de Madalena Marques em papel machê é vasta, porém é na retratística que ela adquire grande profusão e um resultado plástico extremamente inovador. Além deste aspecto, a proposta aqui apresentada pauta a reflexão sobre o corpo e a representação feminina na arte, buscando descaracterizar o pepel da mulher como decoração e valorizar seu pulso criativo. Trata-se de um projeto de exposição de pesquisa em artes visuais contemporânea com relevância para pleitear recursos da Lei de acordo especialmente com os incisos I, II, III e IX do Art. 1o da lei 8313/91 (I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IX - priorizar o produto cultural originário do País). Esta proposta está contemplada no Art 3o da lei 8313/91 Inciso II a, que estabelece o papel da lei como incentivadora no fomento à produção cultural e artística, mediante realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore e edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes. Por fim, o projeto é marcado pela forte preocupação de contrapartida social, uma vez que são utilizados recursos públicos, sendo assim, esta proposta também se destina a promover acessibilidade e democratização dos resultados à população em geral e oferecer uma contrapartida que consiste na formação artística de alunos e professores da rede pública de ensino no que diz respeito à poética do projeto.
A TÉCNICA A história do papel machê se cruza com a história do próprio papel, sua principal matéria prima. Seu uso remonta ao século II a.C pelos chineses em capacetes, escudos e objetos decorativos. No ocidente, por sua vez, os franceses foram os principais responsáveis pela difusão da técnica, atribuindo-lhe o nome de papier mâché. No século XVIII, assim como os franceses, os alemães passaram a utilizar o papel machê para dar mais resistência às bonecas e, em meados do século XIX, passou a ser usado para fazer bonecas com corpos articulados. No campo específico das esculturas, a fatura de obras em papel machê configurou uma tipologia específica, as ditas esculturas ligeiras, dado a rapidez da produção e a economia dos materiais empregados, associadas ao acabamento que era similar à madeira. Esta se desenvolveu com força durante os períodos do Renascimento e do Barroco italiano e espanhol, entre os séculos XVI e XVIII, momento marcado pela popularização da técnica. Seu uso ligou-se também à produção de obras de caráter efêmero para celebrações ou outros atos e para moldes de obras que posteriormente seriam feitas em materiais mais nobres, como o bronze. MATERIAIS e MÓDULOS EXPOSITIVOS - 8 bases de madeira (cor branca) – medidas: 1x1x0,3m (alt x larg x prof)- 7 placas para fundo das esculturas (musas) – medida: 1x(altura a confirmar)m- 7 adesivos com laminação fosca para fundo das esculturas (musas) – medida: 1x(altura aconfirmar)m- revestimento de adesivo para fundo do nicho grande- adesivo de recorte para textos na cor preta (lugares indicados) – na impossibilidade de recorte,preparar adesivo normal com laminação fosca- cubos de MDF (cor branca) ESPECIFICAÇÕES DAS OBRAS: VER ANEXO
O Projeto visa atender as normas de acessibilidade e para tanto a realização das exposições deverá ocorrer em espaços que atendam as normas e Leis vigentes no país no sentido de proporcionar condições de acessibilidade a pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida, nos termos da Lei n° 13.146, de 6 de julho 2015 segundo a qual é instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania e ainda conforme o disposto no art. 46 do Decreto n° 3.298, de 20 de dezembro de 1999. Neste sentido, é previsto o completo acesso de pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida aos espaços expositivos. O projeto prevê: EXPOSIÇÃO ACESSIBILIDADE FÍSICA: rampas, corrimões, banheiros adaptados, assentos para obesos. DEFICIENTES AUDITIVOS: não se aplica. DEFICIENTES VISUAIS: audiodescrição PRODUTO: CATÁLOGO ACESSIBILIDADE FÍSICA: não se aplica. DEFICIENTES AUDITIVOS: não se aplica. DEFICIENTES VISUAIS: audiodescrição em página online. PRODUTO: AÇÕES ARTE-EDUCATIVAS ACESSIBILIDADE FÍSICA: rampas, corrimões, banheiros adaptados. DEFICIENTES AUDITIVOS: intérprete de libras. DEFICIENTES VISUAIS: linguagem oral.
Este projeto prevê a democratização do acesso à produçao artística financiada, atendendo aos seguintes incisos do Art. 21 da IN 02/2019 do Ministério da Cidadania: EXPOSIÇÃO III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; CATÁLOGO I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; DOCUMENTÁRIO III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22;
FICHA TÉCNICA Artista e responsável técnica e gerencial: Madalena Marques Curadoria: Ana Claudia Cermaria e João Paulo Berto Produção Executiva: Brunner Macedo Outros profissionais ainda serão selecionados CURRÍCULOS Madalena Marques nasceu em 1963 na cidade mineira de Uberlândia. De família simples, filha de uma costureira-bordadeira e um ferroviário, junto com seus quatro irmãos, desde cedo usava a criatividade para inventar seus próprios bonecos, dando asas à imaginação ao criar cenários pelo quintal de sua casa em Monte Carmelo, MG. Os primeiros bonecos surgiram ainda na infância, usando restos de fios de arame trazidos pelo pai e retalhos das roupas costuradas pela mãe. Desta veio seu primeiro contato com a arte. Com a mãe, Madalena aprendeu não apenas as técnicas de bordado, mas a observar a natureza, seus detalhes e sua riqueza. Aos 15 anos, Madalena passou a pintar camisetas. Aos 17, retornando a Uberlândia, trabalhou como bordadeira em uma confecção e como ilustradora em um jornal local. Cursou Artes Plásticas na Universidade Federal de Uberlândia e trabalhou como arte finalista na TV Triângulo, afiliada da Rede Globo de Televisão. Em 1994, mudou-se para São Paulo, onde se casou, e cursou sua pós-graduação na Escola Superior de Propaganda e Marketing. A necessidade de trabalho e de garantir o sustento da família fez com que Madalena se afastasse das artes. Contudo, com o falecimento da mãe em 2015, sentiu a necessidade de preencher esse vazio, retomando sua produção artística. Seu trabalho com papel machê começou ainda aos 19 anos, ao ver a receita em uma revista; foi retomado durante a infância de sua filha e, finalmente, deu origem a seu projeto de miniaturas de artistas nacionais. Inspirada em obras sacras dos séculos XVI ao XVIII da imaginária ligeira, com as quais teve contato durante um curso de restauro de obras em papel machê feito no Museu de Arte Sacra de São Paulo, Madalena une em suas esculturas grande riqueza de detalhes, associando técnicas e materiais diversificados, representando com leveza as intensas expressões da figura humana. Ana Claudia Cermaria Berto é Bacharel e Licenciada em História com Ênfase em Patrimônio Cultural pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente trabalha no Centro de Memória-Unicamp (CMU). Desenvolve atividades nas áreas de Arquivística, Conservação e Patrimônio Cultural, tendo atuado junto aos acervos da Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte e Assunção de Limeira, SP, e da Cúria Metropolitana de Campinas, SP. No campo de Exposições, atua como curadora no Espaço Cultural ENGEP e no Núcleo Museológico Igreja Boa Morte, ambos em Limeira, SP. Participou da organização de diversos eventos de cunho cultural na cidade de Limeira, SP, tais como concertos musicais, exposições, concursos culturais, cursos de formação e nas duas edições da Semana Limeirense do Patrimônio Cultural. João Paulo Berto é Bacharel e Licenciado em História pelo IFCH/UNICAMP (2010), sendo bolsista de Iniciação Científica do CNPq durante três anos (de 2008 a 2010). Mestre em História Cultural (2014), com pesquisa financiada pela FAPESP, e Doutor em História da Arte (2018) pela mesma instituição. É especialista em História e Humanidades pelo PPG-História da UEM. Foi conselheiro do CONDEPHALI (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Limeira), mandato 2012-2014. Atua também como docente no curso de Arquitetura e Urbanismo das Faculdades Integradas Einstein de Limeira-SP e como Arquivista no Centro de Memória - Unicamp, respondendo pelas áreas de processamento técnico e documentação digital. É Assessor Técnico da Comissão de Bens Culturais da Diocese de Limeira e curador do Museu Eclesiástico da Diocese de Limeira. Trabalha e tem interesse em estudos relativos ao patrimônio cultural religioso, história da arte, história da arquitetura, arquivos e museus. Brunner Macedo produtor e artista multimídia, Graduado em Comunicação Social na Universidade Federal de Uberlândia/Universidade do Porto em 2014. Em 2016, iniciou estudos de mestrado em arte contemporânea na USP e entrou para a cia de teatro Pessoal do Faroeste em SP, assumindo a direção de produção e desenvolvimento artístico de projetos. Em 2017 foi artista residente no Ministério da Cultura Regional SP. Em 2018 circulou o estado de Santa Catarina pelo edital Elisabete Anderle com oficinas de financiamento para arte contemporânea e iniciou o projeto Laboratórios de Iniciação Performática nos espaços Funarte São Paulo e teatro Pessoal do Faroeste. Atua na produção de artistas independentes com a produtora Laboratório Livre Cultural.
PROJETO ARQUIVADO.