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PRONAC 203055Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Multiculturalidade no Templo Contemporâneo em Brasília

C/ ARTE PROJETOS CULTURAIS LTDA
Solicitado
R$ 240,2 mil
Aprovado
R$ 240,2 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

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Classificação

Área
—
Segmento
Livros ou obras de referência - valor Artístico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
MG
Município
João Pessoa
Início
2020-07-23
Término
2023-12-31
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais

Resumo

Este projeto tem como objetivo editar em livro de amplo valor artístico os estudos realizados pelo arquiteto e estudioso Leônidas Oliveira. A pesquisa é resultado de um amplo estudo sobre os templos religiosos contemporâneos em Brasília, apresentando suas características arquitetônicas e também sua ocupação cultural. Amplamente ilustrada a obra será uma referência para o público em geral, pesquisadores, estudiosos de arte e uma referência para a cultura brasileira, mais uma contribuição para o registro de sua significante arquitetura.

Sinopse

RESUMO DOS CAPITULOS PARTE 1 - A FORMAÇÃO DOS CONCEITOS CAPITULO 1 – IMAGENS DA HISTÓRIA 1 - O CONCÍLIO DE TRENTO E SUA PROPOSTA NA EUROPA: O TEMPLO PARA A CONQUISTA, A RECONQUISTA E A CATEQUESE. O Concílio de Trento (1543) surge em cenário paradoxal; por um lado, impulsionado pelo humanismo quinhentista, e por outro, pela desordem ocasionada pelo protestantismo no modo de estruturação do mundo através do pensamento medieval escolástico. Também o meio social, sustentáculo da Igreja Católica encontrava-se em franca decomposição. A política deixou de ser controlada, em parte, pelas instituições universais, como a igreja, para passar as mãos de uma pluralidade de poderes nacionais e locais que se enfrentam em meio a um provisional equilíbrio. Contíguo a esse estado de acontecimentos, as cidades começam a afirmar-se como centros do pensamento e surge então uma forte cultura urbana nitidamente mais secular. A arquitetura religiosa que vai se originar a partir desse momento será, sobretudo, uma tentativa de dar uma resposta política e litúrgica ao humanismo do século XV. Política, porque busca afirmar sua posição de supremacia política e ideológica sobre as camadas sociais, sendo elas protestantes ou não, reafirmando a união entre o poder temporal e espiritual que devem ser comandados pela Igreja; litúrgica, porque será o instrumento que fará com que esse pensamento seja expresso na vida cotidiana da Igreja e refletido na arquitetura. A partir desse momento, o templo assumiu sua nova função sobre a base de considerar imprescindível a claridade expositiva do culto e dos dogmas. 1.1 - O BARROCO GERMINA Entre a renascença e o barroco houve um período distinto a que a crítica denominou de maneirismo . Para compreender esse período, buscamos o ponto central das teses de Wölfflin, extraído da oposição entre a visão linear do renascimento e a visão pictórica do barroco. Estas idéias foram expostas em 1915, no livro Conceitos Fundamentais da História da Arte, onde Heinrich Wölfflin publica sua versão final sobre os dois estilos, definindo-os como a passagem de uma série de cinco categorias formais elementares e opostas. Para a renascença estas categorias são o linear, o plano, a forma fechada, a unidade divisível e a clareza absoluta. Para o barroco: o pictórico, a profundidade, a forma aberta, a unidade indivisível e a clareza relativa. Assim, a busca da subjetividade torna-se um programa estético perseguido conscientemente pelos artistas da época maneirista, e desse modo, o momento espiritual do século XVI já não corresponde às necessidades espirituais que vigoraram durante a renascença. O artista maneirista vive um momento de ruptura com o passado, seu mundo está fragmentado, é tenso, instável, já não tem tantas certezas, o equilíbrio, a ordem e a hierarquia estável da renascença cedem lugar à livre experimentação do artista. 1.2 - A BASILICA DE SÃO PEDRO Nesse período de transição, São Pedro do Vaticano foi uma das responsáveis a expressar a nova subjetividade do mundo Barroco: vinculada ao medieval, tanto na teologia, como na forma e não mais governada pelos radicais conflitos experimentados no século XVI, mas criadora de uma nova síntese para o século XVII no Brasil. A basílica de São Pedro, em grande parte renascentista, já é também um templo que mostra indícios do Barroco pelo uso de diversos elementos e por toda a teatralidade da qual se valerá a Igreja para comunicar seu forte comparecimento no imaginário da cidade. Desse conceito é que aparece o dinamismo, a urgência, o conflito e o forte apelo emocional para provocar o observador, buscando a verossimilhança das cenas retratadas. Nesse novo período, o modelo que emana do templo deve organizar o espaço e a sociedade, criando a nova síntese que resolva a desordem pós-Conciliar, assim, aparecerão expressos os conflitos originados pela resposta da Igreja frente ao protestantismo, Para isso Michelangelo instaura um campo de possibilidades estéticas inéditas para a produção artística que o seguiria no período barroco onde a evidência do volume das formas, os valores icônicos e cromáticos exteriorizam a fantasia e a teatralidade num espírito pragmático que nos deixaram obras contemplativas recheadas de fascínio estético. 1.3 - A IGREJA DE GESÙ Mas é a Igreja de Gesu (1568-1584), primeiramente de Michelangelo é o templo matriz da Companhia de Jesus, um dos primeiros templos a influenciar toda a arquitetura do período posterior. Fundada por São Inácio de Loyola , a Congregação dos Jesuítas é uma das ordens surgidas para combater a reforma protestante. Com a morte de Miguel Angel a continuação da obra foi encarregada ao arquiteto Vignola, preferido pelo papa e arquiteto oficial dos Farnésio. Até 1568, era bastante freqüente a tipologia de planta centralizada. Vignola havia visto e feito varias obras seguindo esta conformação, mas na obra de Gesù, Vignola optou pela planta longitudinal ao considerar a planta central mais parecida com as velhas basílicas pagãs e portanto não ajustada à fé cristã pós-conciliar fundamentada nas normas e diretrizes estabelecidas por S. Carlos Borromeu . Com esta planta, o arquiteto buscou a convergência para o altar e a possibilidade de sugestão da cruz mais percebida devido à escala, mais humana e numa espécie de simbiose entre a planta central e longitudinal, uma vez que a segunda supera a primeira. Segundo Bazin , essa tipologia é a expressão da liturgia requerida pela Igreja e nesse momento posssui a vantagem de acolher os fiéis na nave, de forma a colocá-los perto do púlpito e inseri-los mais à cerimônia da missa. 1.4 - A COMUNICAÇÃO BARROCA A grandiosidade e o luxo observados no Barroco servem como elementos de esmagamento do homem comum, que se sente minúsculo em relação ao espaço monumental e luxuoso, representado pelo palácio e pelo templo, poderoso e único detentor da salvação no contexto do catolicismo. O dinamismo decorre do apelo sensorial da linha curva, em contraste com a intelectualidade da linha reta, mais racional. O exagero decorativo é, também, uma concessão às necessidades da massa, que materializa na ornamentação sobrecarregada o horror do vazio . Uma estética comunicativa, essencial para a catequese Barroca. 2 - Ibéricos Reformadores: um cenário para o Brasil A arte ibérica no período Barroco está muito bem explicada nessas palavras de Camaño que transcrevemos a seguir: “Nas vésperas da expansão colonial, a Peninsula Ibérica adere a um grande movimento artístico que se caracteriza pela abundância. Uma sobrecarga decorativa que culmina no excesso. A arte nesse período aproxima-se dos arrebatos místicos que encarnam os escritos de São João da Cruz e Santa Tereza de Ávila”. Esse cenário, proveniente da península ibérica mostrado ao povo nativo e juntando-se ainda com o Negro Africano, exacerbou e potenciou tendências artísticas, criando uma nova síntese cultural, mágica, fantástica e caracterizada, desde sempre, pela diversidade. A conquista assiste assim, a consolidação de um sistema sólido de referências sociais, arquitetônicas e produtivas que integram as antigas relações de parentesco Indígena e Africano com as organizações gremiais, irmandades e confrarias religiosa. Desse modo, novas e velhas fantasias de comunidades ideais interferem no desenho urbano e na assimilação deste novo mundo, na forma de olhar a cidade e a natureza, particularmente nos primeiros séculos da colonização. Surgindo paulatinamente uma arquitetura hibrida, e sincrética. 2.2 - AS MATRIZES: O TEMPLO BARROCO PORTUGUÊS Mas antes ainda de entrar nas particularidades do templo Brasileiro, voltemos a Portugal e a seu Barroco. Alí, ele estava relacionado com o tradicional estilo Manuelino , que decorria de um anseio de expressão da grandeza do poder real de D. Manuel (1495-1521). Na verdade, expressavam-se sobre estruturas já elaboradas, dentre elas o Gótico tardio, como notou Pierre Lavedan . Mas os componentes desse estilo são bem diversificados, além do “Flamboyant”, o “plateresco”, o “mourisco” e formas tomadas à natureza, fantásticas por vezes , forma então componentes essenciais para a criação barroca, experimentada na arquitetura portuguesa dessa época como na Igreja do Bom Jesus de Braga (1715). Ou na planta oval na Igreja dos Clérigos de Nasoni em Oporto (1732-1748). Esses últimos edifícios não aparecem como estáveis nem inertes, mas sim cheios de movimentos como observa Gonzales e que parece ser um prenúncio do sistema orgânico e curvilíneo do Barroco do século XVIII no Brasil. Com a chegada de outro grande arquiteto, Ludwing Ludovici, alemão de nascimento introduzirá em Portugal as características básicas do barroco Alemão no mundo Português , sendo decisivo para o posterior desenvolvimento deste, observado nas fachadas que mesclam frontões de pedra e alvenaria e da leveza dos motivos florais, tão comuns nos templos barrocos do Brasil. Como exemplos podem ver a Catedral de Leiria, Santo Antão de Évora, Catedral de Portalegre e Nossa Senhora de Estremoz até chegar à formulação da primeira das igrejas jesuíticas portuguesas, São Roque de Lisboa, concebida antes de Gesù, em Roma (1568). O espaço destas igrejas de salão se afina com o esforço simplificador da arquitetura portuguesa que se percebe em São Francisco de Évora (Martim Lourenço, 1460-1501) ou Espírito Santo de Évora (1567-74) . Tal simplicidade se deve ao gosto local, às precárias condições sócio-econômicas e à fraca presença da Igreja em Portugal. Como nos mostra Campello , atuando sobre as Hallenkirche, caminha-se para um partido único com paredes alinhadas e planta retangular. O espaço originado não possui cúpula como na maioria do Barroco Italiano e espanhol resultando em um espaço cuja nave aparece como um salão quadrangular separado pelo arco cruzeiro da capela-mor pouco profunda e ladeado por capelas. Com isso, evolui-se de São Roque em Lisboa até São Paulo de Braga (1567-88), ainda anterior a Il Gesu. Mais do que São Roque. 2.3 - A DUALIDADE CLASSICO-BARROCO Mas junto a essa explosão barroca, a época da Contra-Reforma e do Barroco em Portugal e consequentemente no Brasil é marcada por uma profunda dualidade. Por um lado, é o desdobramento do humanismo clássico e do Renascimento, com seus apelos ao racionalismo, ao prazer, ao "carpe diem". Por outro lado, o homem é pressionado pela Igreja Católica e pelo protestantismo mais vigoroso a um regresso ao teocentrismo medieval, à postura estóica, à renúncia aos prazeres, à mortificação da carne e à observância plena do "amar a Deus sobre todas as coisas", princípio capitular do teocentrismo medieval. E essa realidade se apresenta também na arquitetura, onde vemos conviver o classico e o barroco, como por exemplo, na Igreja do convento do Pilar no Porto, Bom Jesus de Braga (1715), São João Batista em Belém, São Pedro em óbidos , Nossa Senhora da Conceição de Salvador (1751). Inicialmente, foge-se à quadratura eliminando-se os ângulos como no Menino de Deus em Lisboa (1711), São João Batista de Campo Maior (1734), Matriz de Nossa Senhora da Conceição em Ouro Preto (1731) e Conceição da Praia em Salvador (1736). Da eliminção destes ângulos resulta a formação de espaços poligonais que atingem até o dodecágono em São Pedro dos Clérigos em Recife (1728) e na Matriz do Pilar em Ouro Preto (1736), onde a talha é fundamental na produção da espacialidade resultante. Como conseqüência natural deste processo, surge também o sistema elíptico, derivado de Santa Anna dei Palafrenieri em Roma (Vignola, 1572) e, posteriormente, disseminado em plantas por Borromini como em San Carlo alle Quatro Fontane ou de Bernini como em Sant Andrea al Quirinale e na Praça de São Pedro. 2.4 - A FORMA LUSO-BRASILEIRA No Brasil, dois pesquisadores sintetizaram as principais linhas de argumentação das teorias explicativas do barroco: Hannah Levy, com o artigo “A Propósito de Três Teorias Sobre o Barroco”, e Lourival Gomes Machado em diversos ensaios que acabaram reunidos e publicados com o título de “Barroco Mineiro” . Esses autores têm, em comum, o fato de que o barroco brasileiro teve duas manifestações bem distintas: a primeira ocorreu no litoral e teve nas construções das ordens religiosas seus principais representantes. A segunda fase ocorreu no interior do Brasil, mais especificamente na Capitania de Minas Gerais, onde as construções, que estiveram a cargo da sociedade civil, ganharam mais liberdade de criação e a ocorrência de materiais como a pedra (quartzitos) e a pedra sabão possibilitaram inovações e um maior arrojo nos edifícios, nas esculturas, nos arranjos ornamentais e acabamentos. Em Portugal, contudo, mantém-se o modelo segundo o qual a expressão arquitetônica externa traduz simplesmente a disposição interna. Por isso, na tradição lusitana predominam as fachadas-templo. Além destas, os portugueses conheciam duas outras: a fachada basilical para as igrejas de três naves e, para algumas catedrais como as do Porto, Lisboa e Coimbra, a fachada com duas torres encimadas por pirâmides e pontas. No século XVI esta fachada com duas torres que se pode ver na Sé de Porto Alegre, Santo antão em Évora, Santa Maria em Setúbal e Santa Catarina de Monte Sinay em Lisboa (1572) concorrem com alguns modelos importados, como a da Igreja Jesuítica de Espírito Santo em Évora, e inspirarão alguns de nossos edifícios como a Matriz de Maragogipe, na Bahia ou o Mosteiro de São Bento no Rio. 3 - O Templo de Espírito Barroco em Ouro Preto: A palavra se fez pedra e veio habitar entre nós Em Ouro Preto, o barroco foi o teatro no qual se projeta a queda e o exílio do homem em sua condição mortal, espalhando-se por toda a malha urbana. Esse pensamento, na análise de Murillo Marx , reside no entendimento de que a religiosidade no Brasil extende-se ainda aos espaços públicos e perpassa a vida do indivíduo em suas inúmeras dimensões: “No Brasil, a religião saiu das Igrejas, ganhou seus adros e ruas mais distantes, envolveu a cidade como festa pública, acontecimento social e manifestação de arte. Os passos e procissões, as cruzes na malha urbana ilustram esse fato.” 3.1 – A PAISAGEM COMO TEMPLO Benjamim de Carvalho descreve que as localizações dos templos em Ouro Preto são como complementos umas das outras e com a paisagem, uma vez, que são espalhadas em diferentes cotas , conduzindo o espírito à proximidade com Deus, próprio do sentimento barroco de que nos fala a poeta: “(...) E estarás em total solidão naquelas alturas, e te sentirás muito pequeno, e filho de uma idade muito moderna em comparação com aquela antiguidade e aquela aspereza (...) e após marcarem a terra com uma pegada tão funda, se dissolveram, ou foram embora, e apenas deixaram atrás de si aquele cenário vazio, com as luzes apagadas e os figurantes dispersos. ” Nesse contexto, as igrejas aparecem externas às quadras, como finalizações ou coroamentos do caminhar, disposta nos largos, nos entroncamentos, ou mesmo ladeando as ruas pelo alto, impondo ao caminhar quase medievais visões barrocas valorizadas pelos monumentos religiosos e emolduradas pela paisagem circundante. 3.2 – IGREJAS E CONTRADIÇÕES Segundo Sylvio de Vasconcelos , o templo que aparece em Ouro Preto ainda vai encontrar a intensa dificuldade no que se refere às condições do meio, uma vez que Minas Gerais era uma terra sem desbravar. Assim, o desenvolvimento técnico dos templos mineiros, foi paulatino. Inicialmente, os acabamentos dessas Igrejas evidenciavam a diferença das origens e estágios culturais dos seus financiadores. As plantas dos templos de Ouro Preto se desenvolveram a partir de um núcleo central: a Capela–mor e podem ser divididas em três tipos: as mais modestas, que constam de um compartimento único onde fica o altar e são geralmente pequenas, não podendo receber mais que uma dúzia de pessoas , como a capelas do padre Faria, Cruz das Almas, Ponte Seca, Santa Cruz. Um segundo tipo, mais elaborado, construiu a Sacristia, são as de São João Batista, Santana, Nossa Senhora da Piedade e São Sebastião. O partido das capelas com Sacristia do lado é típico, não apenas de Ouro Preto, mas de todas as cidades mineiras de ciclo do Ouro e mesmo, de outras regiões do ciclo do Ouro em todas as regiões do Brasil, inspiradas nos modelos portuguesas, tais como São Miguel de Orgens (1713), em Pero de Vizeu . Quanto às Igrejas, estas representam uma ampliação das capelas. A nave alarga-se e projeta-se para frente, ladeada na parte do coro por duas torres na fachada, a Sacristia desloca-se, definitivamente para o fundo . Em São Francisco de Assis, Antônio Francisco Lisboa abandona, de vez, o velho estilo Jesuíta que representava a colonização e a centenária característica portuguesa preocupada mais com a estrutura do que com a estética. O deslocamento e rotação das torres dotam o templo de um efeito inusitado que representa esse desejo de libertação e de protesto de Aleijadinho, como ocorre também em Congonhas, onde o profeta Isaias pode ser considerado como o reflexo de uma identidade com o modelo que denuncia os abusos por parte de Portugal, nos quais vivia Aleijadinho. Os guardas Romanos possuem narizes que são uma sátira, tão comum hoje em dia, ao Exército da Cavalaria. Os Profetas, com caras mongóis, árabes e orientais, os Anjos Mulatos de Athaíde no teto de São Francisco de Assis de Ouro Preto, os Santos Negros da Igreja dos Pretos de Ouro Preto representam simbolicamente a vocação de pluralidade racial. Também o profano e o sagrado começavam a redefinir seus limites ou as vezes: foram retirados por completo ,o que é um fator relevante para o templo posterior, no final do século XX, onde a religião invadiu as ruas e a vida entrou de novo na arquitetura do templo, características de um país místico, povoado de deuses e de demônios. 4 - O tempo e o Espírito: Preparando o século XX Com a decadência do Barroco e com a instauração da República na organização política, nos finais do século XIX e também em grande parte do século XX, o provisório e o contínuo modificaram continuamente o presente. As Igrejas góticas, Renascentistas e Barrocas podem interpretar-se sem dificuldade, como expressões de uma experiência religiosa e de atitudes particulares com relação à Doutrina Cristã. Mas não é tão fácil aplicar esse mesmo critério ao Neoclassicismo, que era em sua essência um movimento mais estilístico que religioso . Talvez por isso no Brasil, o estilo adotado para os templos no século XIX e grande parte do XX foi o néo-gótico. PARTE 2 – O TEMPLO DO SÉCULO XX CAPITULO 2 – A MODERNIDADE BRASILEIRA E O TEMPLO DO SÉCULO XX Chegamos ao século XX e aos anos de 1920 e 1921, quando reúne-se em São Paulo, um pequeno grupo de intelectuais, para discutir a então contemporânea modernidade. Se não na pratica, pelo menos na idéia, uma vez que no inicio do século XX, predominava a influência Francesa oriunda das grandes obras de Haussmann e do neoclássico, como o palácio de Grandjean de Montigny em 1908 de Adolpho Morales e a arquitetura néo-gótica para a construção das Igrejas, que perdurará também em grande parte do século XX. No entanto, frente a esse panorama, no ateliê da pintora Anita Malfatti, nos bares da cidade, na redação do jornal Correio Paulistano ou no apartamento de Oswald de Andrade, artistas repensam a arte e a arquitetura brasileira do inicio do século e seus paralelos no exterior e vice-versa. Suas idéias são publicadas em artigos, provocando e envolvendo a área cultural da época. No início da década de 20, as idéias e os projetos dos mestres da arquitetura moderna internacional, difundidas pelos países ocidentais encontram, no meio intelectual brasileiro, condições para a sua propagação. Coube ao arquiteto Gregori Warchavchik , que chegou um ano depois, produzir as primeiras experiências de projeto para a construção de uma arquitetura vinculada aos pressupostos do racionalismo e do purismo da primeira modernidade como a casa da Rua Santa Cruz (1924) em São Paulo, sua própria moradia . É ponderável, todavia, que Warchavchik buscasse uma renovação arquitetônica referenciada na Bauhaus, em Ernst May, em Lê Corbusier e em tantas outras referências em que o arquiteto Russo tenha tomado conhecimento e tentado trasladar para as suas obras no Brasil . Inicialmente de cunho civil, a arquitetura religiosa somente se manifestará nos anos posteriores. Se desenvolverá contudo não somente carregada de seu passado barroco, mas de formas futurísticas e repleta de curvas e de luz, uma clara opção pelas formar oriundas da multiculturalidade brasileira que nesse período se reforça. 2 - A ANTROPOGAGÍA E A BUSCA PELO NACIONAL No contexto da semana de Arte de 22 surge, um estética que vai influênciar toda a geração de artistas posterior e seu gosto pelo nacional; daí o fato da própria modernidade na arquitetura ir buscar as raízes da nossa tradição estética. Esse movimento foi denominado de antropofagia . Esse movimento foi fundado em 1920, pela pintura Tarsila do Amaral e o poeta Oswald de Andrade, junto com um grupo heterogêneo de romancistas, filosofos e linguistas. Intimamente ligado às civilizações pré-coloniais da América e pela busca do geniunamente nacional. Seu ideal além dessa relação com a América Latina, era buscar um novo significado da relação humana com a natureza, com o seu próprio corpo, com sua sexualidade, seus afetos e com a comunidade. Daí decorre o idigenismo e o nacionalismo , originando uma espécie de dialética da descolonização caracterizada por esta busca pelo primitivo. Esse movimento influênciou consideravelmente a arquitetura posterior, sobretudo após os anos 30, que se caracterizará por essa busca, sobretudo por parte de Niemeyer pelo sensual pelo orgânico e pelo nosso passado barroco. 3 - LE CORBUSIER NO BRASIL Foi na viagem de 1929 à América do Sul que Le Corbusier passa a fazer da natureza um tema e, em contrapartida, a arquitetura brasileira faz da inspiração ao mestre francês e de sua arquitetura, o seu tema. Vale lembrar que nesse período o movimento antropofágico estava em pela ebulição nos meios artísticos do país. Em sua conferência no Rio de Janeiro, Lê Corbusier faz referência à intervenção humana na natureza . Nos projetos sul-americanos desta época podemos ver Corbusier condicionar os pressupostos teóricos de caráter mais genérico expressos na “Ville Contemporeille” ou no “Plan Voisin” aos elementos dominantes da natureza, de modo a explorar e conquistar pela ordem geométrica cada uma destas circunstâncias geográficas . No Rio de Janeiro, ao tomar conhecimento da paisagem e da geografia, Corbusier conferiu um rumo até então imprevisível para um cartesiano. Concebeu um plano de ocupação urbana para o Rio de Janeiro que, a um só tempo, contemplava o maior ícone da tão falada civilização maquinista (o automóvel) como também incorpora ao seu traço todos os acidentes geográficos tão característicos da Cidade. A viagem de Le Cobusier ao Brasil, somado à semana de 1922 é de extrema importância para a compreensão da nossa modernidade . Dela aprendemos que a geometria é a resposta da razão à natureza, atendendo àquele princípio de impor uma grande forma, fundada na lógica cartesiana e no cálculo racional, cuja finalidade é organizar o mundo de uma maneira exata e de acordo com a razão. “Porque os eixos, os círculos, os ângulos retos, são as verdades da geometria e são os efeitos que nosso olho mede e reconhece” . Mas foi somente no Projeto do edifício do Ministério da Educação e Saúde, em 1936, quando conhece Niemeyer e influencia de forma definitiva toda a sua obra posterior e para a própria arquitetura religiosa que a partir desse momento começa a adotar uma feição mais nitidamente moderna. 4 - O POPULAR E A TRADIÇÃO Sérgio Buarque de Holanda , nos oferece uma nova pista para elucidar o templo contemporâneo, a questão da multiculturalidade, no popular e na tradição. Esse autor insiste na interpretação da sociedade civil brasileira como sendo, principalmente, um processo de assimilação, de amálgama, de fusão. Maneira genética de pensar o Brasil é a projeção do “nacional” como lugar de encontro fisiológico de culturas diferentes; e, como tal, gerador de uma arquitetura religiosa multiforme e às vezes indefinida, carregada de aspectos tradicionais dos passados desses povos. Essa mistura origina-se ainda no período colonial, onde a arquitetura erudita dos engenheiros militares do Reino e a religiosa dos padres Jesuítas, Franciscanos, Beneditinos e Carmelitas foram se esparaiando nas cidades do litoral e por toda a parte, com raro senso de realismo e capacidade de adaptação, como bem notou Campello . Pistas elucidadoras para compreender Brasília, o grande objeto de nosso estudo. Lugar síntese da aventura da cruz da Primeira Missa, como o Alfa bíblico, município do bem, fechamento de ciclo, com uma cidade mística. Ou uroboros para ensinar a sabedoria dos ciclos. 5 – O TEMPLO DO SÉCULO XX: A NOVISSIMA ESTAÇÃO DOS ESPIRITOS Mais ainda mesmo de entrar nas especificidades da arquitetura Religiosa em Brasília, é interessante fazer uma parada no panorama do século XX e a esse tempo que costumamos chamar de modernidade, caracterizada aqui pela busca pelo nacional e pela diversidade arquitetônica do nosso passado . Mas foi em 1934, no plano para a cidade de Monlevade de Lúcio Costa e como não poderia ser de outro modo, que se cria um dos primeiros e mais importantes projetos do templo moderno no Brasil. O espaço se parece mais com um grande salão envidraçado não deixando tão explicita a hierarquia rígida que possui a Igreja Basílica tradicional. A extensa abóbada laminar rebaixada da nave principal e as menores, as quais são paralelas em toda a extensão da nave principal que se apóiam sobre delgadas colunas molduradas verticalmente pelos moldes que a fizeram. Separada dessa estrutura portante está a retícula contínua de concreto pré-moldado que serve de cerramento para a Igreja. Eis aqui uma característica importante; a luz como componente essencial, impondo-se em sua arquitetura como veremos em todas as suas realizações no decorrer do trabalho. Desse modo, o movimento moderno e a Igreja da Pampulha de Niemayer lançaram uma luz reveladora sobre o futuro do templo brasileiro. Según Segawa , en Pampulla, Niemeyer produjo una arquitectura que se distanciaba de la propuesta por Le Corbusier proponiendo una expresión más personal y orgánica. Representa, esta obra, el punto de inflexión, donde la libertad formal, con el apoyo de las nuevas posibilidades estéticas del hormigón, fue explorada para la obtención de un sistema leve, sintético y original. Un sistema a la vez cargado de historia, a través de la referencia a los elementos definidores de los espacios de las pequeñas iglesias de la tradición colonial, de singulares interpretaciones, como la nave separada del presbiterio por el arco crucero y el campanario lateral. Así, este proyecto reeditaba de forma original, la gracia, la elegancia y la simplicidad de la escala mediadora entre la razón, la naturaleza y lo sobrenatural , tan expresivos en la cultura y en la arquitectura brasileña frente la innegable y nueva sensualidad de su componente onírico representado por la curva: ”Era una empeño que yo tenía como arquitecto, el de cubrir la iglesia de Pampulha de curvas, las curvas más variadas, esa intención de contestar a la arquitectura rectilínea que tanto predominaba” . También el Trabajo de Lina Bo Bardi , posee un enfoque radical y moderno en el más amplio sentido e la palabra. en 1981 proyecta la Iglesia del Espíritu Santo del Cerrado, en Uberlândia, Construida por el sistema de “mutirão” . Según Lina, lo más importante en el proyecto y en la construcción del templo fue la posibilidad del trabajo en conjunto entre el arquitecto y la mano de obra, tanto durante el proyecto como en la ejecución del mismo. El templo esta hecho con materiales corrientes en las construcciones populares y a una escala que se asemeja a la antigua arquitectura de la tradición indígena y sus tradicionales espacios circulares para la convivencia Para Lina, esta tipología transmite la idea de igualdad y equilibrio. Es el valor rotundo de la forma. En el interior, la iluminación natural sobre el altar y su reflejo en la madera y en la tierra sugieren la presencia Divina. Lina consigue así trabajar lo que serán los tres grandes motivos de encuentro y de fiesta de los brasileños: la fe, representada por la Iglesia; la fiesta, por el salón de encuentro y el deporte, en el campo de fútbol. Así, la cultura brasileña, más arraigada, busca una reinterpretación de la tradición escolástica y ortodoxa del concepto de iglesia. Idea que se desarrolla a partir del Concilio Vaticano II y de los documentos de la teología de la Liberación . Mas recientemente , ya em el final del siglo a querela dos espíritos parece ser a linguagem privilegiada para se falar dessa busca numa sociedade pluralista, sincrética e sujeita a profundas transformações sociais, políticas e econômicas, como é o caso do Brasil contemporâneo. E é esse movimento de busca espiritual vivo, intenso, imaginativo, sempre surpreendente e desconcertante que propomos continuar nossa reflexão nos capítulos seguintes, por meio da experiência catalizadora da arquitetura religiosa em Brasília que nada mais é que uma mostra do que se passa em todo o Brasil no momento de construir o edifício religioso ou de percebe-lo quando caminhamos pelas ruas da cidade contemporânea. Desse modo, a partir desse momento entramos em questões mais especificas e mais próximas ao ideal do nosso estudo, a de compreender a multiculturalidade como modo de conceber o sagrado e sua arquitetura no Brasil contemporâneo. Daí o surgimento de inúmeros templos ecumênicos. CAPITULO 3 – BRASILIA MODERNA E CONTEMPORÂNEA: o URBANISMO E O TEMPLO MODERNO Em 1822, circulou em Lisboa um livreto redigido na corte afirmando que “no centro do Brasil, entre as nascentes dos confluentes do Paraguai e do Amazonas, fundar-se-á a capital do Brasil com o nome de Brasília ”. Mas foi somente em 1957, com a eleição de JK para Presidente da República e com a criação da NOVACAP que de fato, a cidade começou a ser delineada, ainda que tenha sido pensada já no século XIX . A partir desse momento confluíram para o planalto central, leva de gente de todo o país e que acabaria por determinar a pluralidade cultural, étnica e religiosa da cidade. Com estas pessoas também emigraram suas referências arquitetônicas de conceber o Sagrado e que, em muitos casos, não se identificaram com o racionalismo dominante na capital, criando alternativas, e estas, referenciadas nas tradições de suas origens e gostos arquitetônicos como verificamos na resolução formal dos templos das cidades satélites de Brasilia. 2 - O PROJETO URBANO DE BRASILIA Brasília é a cristalização dos ideais secularizados do mercantilismo e do salvacionismo coloniais, mas trasladados num primeiro momento ao moderno discurso secular e positivista da “Ordem E Progresso” e, a seguir, reformatados sob os conceitos estilísticos do funcionalismo internacional dos anos cinqüenta, mas paradoxalmente reinventada por sua gente plural. As características Barrocas existentes nas concepções urbana e arquitetônica de Brasília, sejam pela existência dos vários eixos visuais pela sinuosidade das formas arquitetônicas, ou pela forte presença religiosa na vida cotidiana, é resultado do modo de conceber a vida do homem brasileiro e não nasceu de um modo isolado, mas se caracteriza por uma tendência a incorporar na vida cotidiana as idéias tradicionais do Barroco Brasileiro como sublinha o poeta Affonso Romano de Sant` Anna , afirmando que a cultura e a arte brasileiras são barrocas, e Brasília, de certo modo, também o é no sentido do inusitado, da curva, do imprevisto,da liberdade. Desse modo, a cidade foi inscrita na modernidade: racional, mas de gosto barroco, paradoxo do qual nos fala Canclini: 4 - O PLANO PILOTO O Plano Piloto estrutura-se a partir do cruzamento de dois grandes eixos organizacionais; o Eixo Monumental (leste-oeste) e o Eixo Rodoviário (norte-sul). O primeiro se caracteriza como uma passarela por onde desfilam os elementos especiais da cidade; a área reservada para abrigar a escala monumental prevista por Lúcio Costa. Ao longo do Eixo Rodoviário, se desenvolvem, longitudinalmente, a escala residencial e gregária. Este eixo gera outras vias que cortam tanto a Asa Norte como a Asa Sul. A Avenida W3 é uma delas. Brasília se movimenta pois, longitudinalmente, ao longo das asas norte e sul. Buscando combinar uma lógica geométrica, um critério formal, ao conceito de “Música Urbana para Todos ”, o projeto se concentrou na intenção de criar espaços especiais ao longo da Avenida W3, lugares onde se pudesse manifestar e construir a cultura local, visto que a única intervenção transversal contínua de Lucio Costa sobre o Plano Piloto é justamente o Eixo Monumental, o qual, como mencionado, abriga as arquiteturas para uso do governo. Depois, optou-se por organizar as novas intervenções ao longo da W3 paralelamente ao mesmo, segundo a construção de uma malha imaginária. Não se objetivou, com isso, competir com a escala monumental, tampouco criar novos setores monumentais. Os templos nesse cenário aparecem de forma vertiginosa como veremos nos capítulos seguintes. 5 – OS ISMOS E O TEMPLO EM BRASILIA PÓS-MODERNA. A crise do modernismo metamorfoseava-se na ascensão do que se convencionou chamar de Pós-Modernismo, e conforme avaliação de Harvey na arquitetura teve data e hora marcada para ocorrer: Charles Jencks data o final simbólico do modernismo e a passagem para o pós-moderno de 15h 32m de 15 de julho de 1972, quando o projeto de desenvolvimento da habitação Pruitt-Igoe, de St Louis (uma versão premiada da "máquina para a vida moderna" de Le Corbusier), foi dinamitada como um ambiente inabitável para as pessoas de baixa renda que abrigava: No campo religioso, as últimas décadas do século XX têm sido caracterizadas por movimentos filosófico-teológicos que romperam com tudo o que, historicamente, tem sido crido como verdade fundamental, da qual não se poderia abrir mão. Esses movimentos têm tomado vários nomes como: secularismo, relativismo, pós-modernismo e pluralismo . Mas Brasília e as cidades modernas e higienistas brasileiras transformaram a sua modernidade em pós-modernidade . Longe das Igrejas, perto da magia, é o que nos diz Prandi , referindo-se ao fato de que enquanto estilhaçam as instituições - característico da pós-modernidade - renasce a magia. Na arquitetura, parece acontecer um fenômeno análogo, num momento em que alvitra a multiplicidade de templos e de usos, reafirmando sua importância como referencial urbano, definida agora pela quantidade e não mais por efeitos arquitetônicos, e com uma linguagem totalmente nova. Assim, recentemente, a Igreja de N. Sra. Do Lago (1998), obra do arquiteto Olavo Redig de campos representa a nova geração de arquitetos de Brasilia. É um edifício circular com o uso de uma junção de cilindros brancos que abrigam o espaço de celebração, representando uma calmaria do pós-moderno no final do século passado, optando por formas mais leves e singelas, como visto também nos exemplos do capitulo sobre a arquitetura geral do Brasil no século XX. 6 – BRASILIA: MÍSTICA E ECUMÊNICA Desse modo é que a cidade é escrita na sua história: sonho místico na idealização e modernidade; racional na sua proposta urbana e vida pós-moderna no seu cotidiano. Idéia Magistralmente concebida na Canção de Caetano Veloso, que representa essa idéia de cidade monumento moderno e carnavalesco, plural e precário, sustentada, segundo Wisnik , sobre um chão de um insconsciente colonial movediço e labiríntico: como percebemos no trecho dessa canção cantada por Caetano Veloso: “Sobre a cabeça, os aviões. Sob os meus pés, os caminhões. Aponta contra os chapadões. Meu nariz/ Eu organizo o movimento. Eu oriento o carnaval. Eu inauguro o monumento. No planalto central. Do país/ Viva a bossa-sasa. Viva a palloça - sasa (...) No pátio interno há uma piscina. Com água azul de amaralina. Coqueiro e brisa e fala nordestina e faróis. (...) O monumento é bem moderno. Não disse nada do modelo do meu terno. Que tudo mais vá pró inferno Meu bem.” De acordo com dados do Serviço de Evangelização para a América Latina (Sepal) e do Censo 2000 do IBGE, existem atualmente no DF cerca de 419 mil evangélicos, ou 19,9% da população, distribuídos nas 27 correntes da religião. São mais de 2,6 mil igrejas evangélicas espalhadas por todo o Distrito Federal. Nelas abundam as tipologias comerciais, espaços de referencia a tradição barroca. Espaços ecumênicos e de arquiteturas as mais variadas. CAPITULO 4 – UMA ANALISE DO TEMPLO CONTEMPORÂNEO ATRAVES DOS EXEMPLOS SINGULARES DE BRASILIA 1 - IGREJA DE FÁTIMA: O ANTIGO E O VELHO NA NOVA FORMA La capilla de Fátima fue destinada a servir como edificio para el culto de la comunidad de vecinos del entorno. Niemeyer se inspiró en uno de sus antiguos proyectos, el de la casa de Canavelas en Rio (1944), donde habia empleado la solución de sostener un tejado de madera sobre cuatro pilares . En este proyecto la madera fue sustituida por una cubierta de hormigón soportada ahora por solo tres pilares . Asi, el triangulo se transformó en el elemento basico del juego compositivo. El espectáculo en esta obra de Niemeyer, y posteriormente en el resto de sus construcciones, reside en el hecho de que su arquitectura parece desafiar la lógica estructural. Aquello que Roberto Segre llama organismo y abstracción y que Niemeyer con su ascetismo geométrico y libertad barroca, expresa en la concreción -usando sus propias palabras- "de las fantasías del arquitecto, quien, con el apoyo de la técnica, logra crear el espectáculo arquitectónico que reclaman los temas actuales". 1.1 - A TRADIÇÃO REVISITADA Seguramente, a arquitetura moderna brasileira acrescentou valores da arquitetura tradicional e seu caráter sincrético, o que lhe permitiu ser parte da produção cultural contemporânea, sem ter que abrir mão das suas raízes históricas, ao contrario da primeira modernidade Européia, a qual tinha como conceito básico a busca incessante pelo novo e a negação do passado. Vejamos também o que nos diz Mapfuz sobre o tema: “A presença de valores tradicionais na arquitetura moderna brasileira baseava-se na utilização da substância dos precedentes em um aprovechamento mais tipológico do que mimético de sua tradição ”. Esta obra fue pensada como un punto de referencia en el contexto de los sectores residenciales, teniendo como principal objetivo su plasticidad. El arquitecto concentra en el proyecto todos sus esfuerzos en un punto y hace trabajar el hormigón con la tracción de los ángulos. La cubierta de la Iglesia parece balancear entre los pilares triangulares. Las celebraciones no se sitúan solamente en el interior, el propio entorno es parte de la liturgia desarrollada fundamentalmente en la capilla que se abre a un gran patio externo que aumenta y se prolonga, a través de los edificios modernos del entorno edificados sobre pilotis, en una gran idea de continuidad entre lo interior y lo exterior (igualmente representativa de la identidad de la arquitectura brasileña). 1.2 - A LUZ QUE VEM DO HOMEM Se antes, a luz era Deus, agora parece ser o homem, já que a luz da capela de Fátima, assim como a do Planalto ilumina o lado oposto ao altar, exatamente na porta de entrada, como na Igreja da Pampulha (Niemayer, década de 40). Neste templo, a liturgia apresenta-se apenas como um adorno para o uso construtivo do concreto armado. O jogo de luz na entrada e a assimetria do conjunto produzem efeitos arquitetônicos surpreendentes no qual, nas palavras de Browe , arquitetura e espaço se fundem. E na característica foi acetuada com a teologia da libertação, posterior ao Concilio Vaticano II (1962), onde grande parte da Igreja, de modo paradoxal, desritualizava suas práticas litúrgicas, perdendo a tradição de suas antigas festas, revestidas de pompa, em favor do debate social . 1.3 - O SAGRADO E O PROFANO La poca diferencia entre el interior y el exterior parece ser una clara alusión a las celebraciones en el exterior de las Iglesias comunes en la historia de la vida litúrgica de Brasil. Los límites de la capilla son solamente sugeridos, y aunque la obra en sí misma sea comprendida como finita, a través de sus formas sinuosas, tanto en la cubierta como en los pilares, sugieren un espacio infinito y abierto hacia el contexto urbano en el cual está inserta. Su interior es casi un espacio circular, donde las paredes huyen del altar rumbo a la puerta, subvirtiendo aquel punto focal tradicional del presbiterio, forjado a través de la perspectiva acentuada de las paredes inclinadas. En los templos de Niemeyer, el espacio exterior y la vida parece prevalecer sobre los sistemas metafísicos del templo tradicional. En sus proyectos, el paisaje, en el cual vive el hombre es fundamental para obtener la participación de la vida exterior en la vida de la Iglesia. 2 - A CATEDRAL DO BRASIL: LUGAR DO HOMEM O espaço apresenta-se como um volume único, capaz de oferecer uma leitura integral, seja qual for o ângulo de visão. Mesmo assim, o partido arquitetônico valoriza a forma escultórica, formando um marco visual reforçado pela escala monumental do sítio onde está implantada e pela contraposição da homogeneidade do conjunto de edifícios da Esplanada dos Ministérios, caracterizada por grandes blocos retângulares em repetição. O revestimento da entrada em declive, é de paredes negras favorecendo um caminho introspectivo até que o fiel se depara com a imensidão e a vasta iluminação surrealista da cobertura de vidro . No interior da Catedral, anjos de alumínio de Ceschiatti , suspensos no teto reforçam esse efeito espetacular da arquitetura buscado por Niemeyer. 2.1 - O SENSUAL E A FANTASIA A chegada do surrealismo na América foi extremamente rápida. Sabe-se, por exemplo, que, no Brasil, em 1925 (talvez antes), Prudente de Moraes, neto e Sérgio Buarque de Holanda já realizavam experiências de escritura surrealista; na Argentina, foi também em 1925 que um grupo de jovens reunido em torno de Aldo Pellegrini (então estudante de medicina) iniciou um processo de discussão e experimentação do surrealismo. No Brasil dos últimos anos, a Antropofagia, reinventada, foi interpretada num sentido muito similar: a antropofagia como boca grande que come tudo; antropofagia como expressão de uma civilização pós-moderna que se devora a si mesma até os limites da guerra total contra o ambiente, contra as culturas históricas residuais do Terceiro Mundo, do extermínio biológico, e de uma globalização progressiva do espetáculo de uma violência ressacralizada pela mídia. Segundo Underwod , Na catedral de Brasília ou na Catedral dos Militares de Niemeyer, ambas no eixo monumental, existe uma arquitetura que celebra a forma curva e sensual numa proeza da magia em que a estrutura pode levar, evocando um espaço igualmente mágico e próximo do naturalismo devido ao orgânico de suas curvas e da fantasmagoria da luz que emerge de seus vitrais. Nessas duas obras, ele demonstra que a espiritualidade está enraizada tanto na natureza, quanto naquilo que a transcende, já percebidos nas suas primeiras grandes intervenções, representadas pelo conjunto da Pampulha, na década de 40, em Belo Horizonte. 2.2 - A PLANTA CENTRAL E O EUCUMENISMO A planta central usada na Catedral parece também ser uma constante na obra de Niemeyer e esse fato acabaria por influeniar toda a geração de Igrejas posteriores . Especificamente no caso contemporâneo e contextualizado na realidade de Brasília, vejamos seus significados e suas analogias: a primeira delas e a mais importante para o nosso estudo, é o conceito de Catedral Ecumênica , pois coloca todos em um único plano. A forma circular também se refere – no mundo mísitico - à mandala que é a exposição plástica e visual que exprime o retorno à unidade perfeita, delimitação de um espaço sagrado em um centro definido e claramente visualizado no coroamento da Catedral, se a vemos em planta. A arquitetura renascentista valeu-se muito dessa tipologia na criação de suas ambientações perfectivas, sobretudo em suas cúpulas; basta ver a Basílica de São Pedro do Vaticano. Por fim, completamos essa reflexão sobre a planta circular com Eliade que afirma ser “a planta centra, aquela que traz consigo o conceito de realidade absoluta e perfeita na arquitetura”. Portanto, o espaço central possui também esse ideal de perfeição e nele está contida a idéia de ciclo cósmico , o qual se adapta facilmente à interpretação religiosa, ou seja, à fundação de um lugar único, centrado em si mesmo e passível de se estruturar como um ponto focal de onde e para onde se convergem energias. O simbolismo de centro abarca noções múltiplas: um ponto de interseção dos níveis cósmicos, ou seja, a de junção entre o inferno e a terra, um espaço hierofânico e simultaneamente real, um espaço “criacional” por excelência, o único de onde a criação pode começar. 2.3 - ECUMENISMO E O PROJETO SINCRETISTA DA ARQUITETURA Para Bergamo, a catedral de Niemayer é também um tipo Sincretista e ecumênico, sem grande conotação cristã, mas mesmo assim, o espaço criado é uma manifestação grandiosa de formas artísticas em liberdade do formalismo expressionista característico da modernidade brasileira. Na Catedral, o olhar e as orações não mais convergem totalmente para o altar, como no barroco e épocas anteriores. Devido à sua abertura intensa, a luz que emana do exterior muda a convergência do olhar para o mundo ao redor, chegando a mostrar, mesmo que simbolicamente, que o homem, o cotidiano e o movimento da vida possuem um valor importantíssimo na estruturação de um espaço sagrado contemporâneo. O Plano da Igreja é assim aberto ao exterior através da luz e do sentimento simbólico que ela representa. 3 - IGREJA DE D. BOSCO: MUNDO EM RECOMPOSIÇÃO Se o período anterior em Brasilia foi antes de tudo, representado por um Niemeyer e pelos valores da arquitetura moderna brasileira em sua madurez, após a morte de Juscelino e conclusão de parte dos edificios previstos no Plano Piloto, a arquitetura se inscreverá em outro período, representado pelo resgate histórico, não importando seu lugar de origem ou seu estilo. Começava a flutuar na arquitetura do templo, e agora de forma vertiginosa, o pós-modernismo. 3.1 - FANTASMAGORIA DA ARQUITETURA A Igreja de D. Bosco, projetada por Carlos Vasconcelos Naves em 1964, possui também uma clara atmosfera mística de conotação surrealista, basta ver o enorme pé direito repleto de imensos vitrais azuis que inundam o espaço de uma escuridão etérea. Essa percepção pode ser comparada com aquilo que Fuão chamou de “Fantasmagoria na Arquitetura”, e que oferece um aspecto surrealista e intensamente vinculado à meditação e ao espanto de perceber uma realidade que não se inscreve nos meios racionais do mundo terrenal, mas que nos remete a algo escondido, misterioso, mas que sabemos que sempre estiveram alí. 3.2 - ANTIGOS SÌMBOLOS PARA NOVAS FORMAS Venturi nos textos, Aprendendo de todas as coisas (1971) e Aprendendo com Las Vegas (1972), foi apresentado como um tratado sobre o simbolismo na arquitetura e nos oferece pistas seguras para a compreensão desse fenômeno. Se em “Complexidade e Contradição na Arquitetura”, Venturi buscava compaginar uma totalidade as preocupações com os efeitos das fachadas com a tensão do espaço interior, ao longo dos anos 70, passou a defender uma nova opção. Segundo Venturi, existem duas formas para que um edifício seja comunicativo: que em sua forma expresse a função, como a catedral gótica ou um restaurante com forma de pato, ou um edifício funcional com um rótulo gigante. Essa segunda solução encontrada na grande maioria das arquiteturas dos tempos atuais, “onde a imagem não denuncia a função” é, para Venturi - ainda que não estejamos de acordo - a mais adequada e a mais contemporânea e sua linguagem se pode entender mais facilmente. E assim é a Igreja de D. Bosco, uma forma cúbica, rotunda, onde a única denuncia de ser um templo emerge de cruzes discretas em suas laterais 4 - IGREJA DE N. SRA DA ESPERANÇA: MUNDO EM DECOMPOSIÇAO. A Igreja da Esperança , de Jefferson Nefersati, projetada em 1989 aproxima-se ainda mais dos ideais da forma pós-moderna, tanto na sua composição arquitetônica, quanto ao seu resgate de outro tempo da história da Igreja e nesse caso das comunidades páleo-cristãs, fator que também determinará sua forma no exato contraponto da Pós-modernidade pelo uso de elementos que referenciam outros templos e lugares. 4.1 - UM TEMPLO PÓS-MODERNO O espaço é uma série de ambientes que contêm as salas em que são realizadas as missas e demais celebrações. Essa necessidade de vários espaços internos é que geraram os blocos retangulares e o aspecto fragmentado e colorido do exterior onde os elementos simbólicos católicos ou não saltam à vista, como a pirâmide sobre a cruz na entrada, ou à sombra que causa a coluna em forma de cálice da capela do sacrário em cujo remate final, já na cobertura, nasce uma grande hóstia, o grande símbolo da eucaristia. Essa articulação dos volumes em várias altimetrias é enfatizada pelo uso atinado de cores em todo o conjunto. Assim tons azuis, brancos e pásteis flutuam por toda parte. As aberturas também são fatores interessantes porque quebram o rítmo da cores e possibilitam uma maior aproximação com a paisagem circundante. No interior, vários espaços, como a capela do SS, escritórios com venda de pequenos objetos litúrgicos e souvenirs, salas de reunião se articulam formando o novo templo que se inaugura na pós-modernidade: Um lugar fragmentado e de múltiplos usos, intimamente relacionado com o mundo medieval. Tendência verificada na grande maioria dos templos contemporâneios, onde a contemplação evolui para uma maior participação e exige do arquiteto uma nova concepção de espaço para atender ao programa do templo contemporâneo, mais complexo e com uma grande gama de atividades. 4.2 - LITURGIA, UM CONCEITO IDEAL O Padre Pedro Farnés , com base no Concilio Vaticano II, afirma que todo templo, por si mesmo, é signo da presença de Deus no meio dos homens e suas formas devem conferir um espaço propício ao desenvolvimento da liturgia e da doutrina. Para Jungman , a função própria da liturgia não é a arte, porque a arte da Igreja é uma arte pastoral, ou seja, a serviço da comunidade. Eliot afirma que a arquitetura Católica é uma arquitetura para a liturgia e Veloso afirma ser ela, um espaço onde o povo se reúne para celebrar os mistérios da redenção. Portanto, é o espaço interior do templo o mais importante para a compreensão global de sua arquitetura, pois alí se desenvolve a sua litúrgia que, como vimos, foi a determinante maior do partido. Os espaços de convívio do interior são grandes vãos livres com espaços amplos e com boas condições ambientais (iluminação natural, ventilação e acústica), que sintetizam o processo de modernização da igreja, com destaque para a nave principal. À sua estrutura de concreto foi somada interessante solução de forro inclinado, revestido em ipê e cobertura metálica com lanternim, que funciona como exaustor. O amplo salão , organizado em forma de assembléia, possui eixo central no qual o forro, por meio de sanca longitudinal, contém a iluminação difusa do ambiente e as luminárias que pontuam os elementos de celebração. Por seu desenho, dimensões e cor do revestimento, o forro contrapõe-se ao amplo pé-direito da nave principal. É o elemento ordenador do espaço. O arquiteto direcionou a circulação dos pedestres para as laterais do espaço. Na volumetria, alternou superfícies cegas com elementos vazados e vitrais coloridos. O poder dessa conjunção de elementos arquiteturais cria uma linguagem poética singular, o que nos remete às primeiras comunidades cristãs. Para esse efeito, usaram-se mistura texturas, simplicidade, cor, luz, distância, planos, altura, continuidade, materiais, transparências, níveis, paredes, janelas, tetos, pinturas, jardins, fontes e natureza. 5 - TEMPLO DA BOA VONTADE: CONSTELAÇÃO DE ESPIRITOS O famoso quadro de Perugino, o casamento de la Virgem e a lanta poligonal que aparece no fundo foi durante a história da Arquitetura repetida inumeras vezes seja em forma de templos ou nos sacrarios da basilicas e Igrejas como na de Santa Sindone (1667-1670) e em Santo Lourenzo de Turim (1668-1687), com suas 8 faces que se assemelha por sua vez na arquitetura Islâmica e seu ideário de cúpula central que parecem ter seu precedente na Cupula da Rocha em Jerusalém . Perugino também pintou o quadro da capela Sixtina denomindado Entrega das chaves a São Pedro que por sua vez é também um poligono de 8 lados e todos retangulares. O ecumênico Templo da Boa Vontade também possui um formato poliedrico, com 7 faces e 21 metros de altura e sendo coroada por um cristal (colocado no centro da cúpula) puro de 21 kg e revestida em mármore branco. Mas sua base ainda continua com a planta circular, o que nos parece ser a tipologia elegida pelas propostas dos templos ecumênicos . No templo, acontece uma espécie de aglutinação de elementos simbólicos da religiosidade brasileira em suas diversas manifestações, sobretudo das religiões vinvuladas ao culto ao espírito, ou seja, ao mundo dos mortos. O templo está situado numa área de três mil metros quadrados, pois nos anexos existe um amplo centro de convenções, o Parlamundi onde formas livres soltam à vista nos rasgos das janelas. Sua localização é exatamento na fina

Objetivos

OBJETIVO GERAL: Este projeto tem como objetivo geral cobrir uma lacuna na historiografia e registro da arquitetura brasileira. São raros os estudos sobre a arquitetura religiosa contemporânea no Brasil, dessa forma o arquiteto e estudioso Leônidas Oliveira realiza completa pesquisa sobre os templos religiosos contemporâneos em Brasília, apresentando suas características arquitetônicas e também sua ocupação cultural. Este projeto tem como objetivo fazer uma reflexão sobre a arquitetura religiosa no Brasil, passando por seus variados estilos arquitetonicos do início da colonização brasileira à contemporaneidade em Brasília. A obra apresenta as resoluções do Concilio de Trento (1543) e sua influencia na arquitetura da época, que passa a apresentar uma resposta política e litúrgica ao humanismo do Século XV. Visita o Barroco europeu para finalmente trazer a reflexão para o Brasil, com foco nos templos de Brasília, apresentando toda a sua multiculturalidade. A edição será apresentada com ilustrações fotográficas dos principais exemplares da arquitetura religiosa, ilustrando o texto e reflexões. OBJETIVO ESPECÍFICO: Como resultado realizaremos a edição de um livro de amplo valor artístico, apresentadado na mídia impressa e também em livro acessível EPUB 3.0 o que ampliará a sua acessibilidade. As características específicas do livro de arte no formato 24,0 x 29,0 cm, encadernado, ilustrado contendo miolo com 204 páginas em papel couchê fosco 170 gr. a 4 x 4 cores, com tiragem de 1.500 exemplares, guarda color plus 170 gr., acabamento colado e costurado, capa dura encadernada com laminação fosca, sherink individual. Os textos serão assinados pelo pesquisador Leônidas Oliveira acompanhados de imagens, ampliando o debate crítico sobre a arquitetura religiosa brasileira e sua ocupação. O primeiro lançamento está previsto para acontecer em Belo Horizonte e o segundo em Brasília. A edição será realizada pela Editora C/Arte, também proponente do projeto, empresa cultural que tem ampla experiência na produção de livros na área da história e arte. Todo o processo editorial será acompanhado por profissionais da área da História da Arte, como o coordenador editorial e historiador Fernando Pedro da Silva. Os exemplares publicados terão ampla circulação, sendo que 20% da tiragem, 300 exemplares da publicação será destinada à distribuição gratuíta junto às bibliotecas do Ministério da Cultura, atendendo à demanda de professores e estudantes. O livro terá circulação em todo o Brasil, através da disponibilidade da presença do autor em palestras e também via distribuição da Editora em livrarias e plataformas de marketplace.

Justificativa

Por se tratar de uma publicação de amplo valor artístico e humanístico e consequentemente necessidade de se realizar uma obra ilustrada e com todos os cuidados específicos, decorrerá em um custo de produção inacessível para qualquer editora investir sem um patrocínio. Além da distribuição de 20% da tiragem para bibliotecas o valor final de capa daqueles que irão ao mercado será reduzido, devido ao subsídio. Caso contrário, além da impossibilidade do investimento sem o incentivo da Lei Cultural, caso esse ocorresse o valor de capa do livro seria inacessível ao público consumidor do produto cultural. Além de registrar em livro a pesquisa do arquiteto Leônidas Oliveira, a publicação pretende mostrar as origens, os meandros e os fundamentos do processo da construção religiosa no Brasil e como se dá a sua ocupação pelas variadas culturas. Existem publicações no Brasil principalmente sobre a arquitetura religiosa barroca, mas muito pouco se publicou sobre os templos modernos. Dessa forma a edição que se propõe cobrirá mais esta lacuna na cultura nacional. Obra fundamental para registro do acervo e novos debates acadêmicos, no meio artístico e arquitetônico, passando pela antropologia e filosofia humanística. Com certeza, este livro enriquecerá o conhecimento daqueles interessados pela cultura artística e da arquitetura brasileira contemporânea, e se fará referência para futuros estudos na área da história da arte. O ganho social está na possibilidade do acesso de professores e estudantes da Rede Pública de Ensino, e também da particular, a este estudo sobre a arquitetura e cultura dos templos religiosos de Brasília. A edição justifica-se pela possibilidade que apresenta em seu conteúdo na formação de profissionais na área de arquitetura, história, cultura, organização da cidade e cultura. Para a viabilização dos custos do projeto buscamos o apoio da Lei de Incentivo à Cultura por se tratar de um projeto com baixo retorno de mercado, sendo uma proposta voltada para o ambiente cultural e que se enquadra no Artigo 3o. da Lei 8313/91, II fomento à produção cultural e artística, mediante: Inciso b) edição de obras relativas as ciências humanas, às letras e às artes. TAMBÉM Inciso IV letra b, vez que registrará levantamento, estudo e pesquisa sobre a arquitetura e ocupação cultural dos templos contemporâneos religiosos em Brasília. O livro circulará entre estudantes e professores, como entre o público em geral. Para melhor aproveitamento do material em sala de aula, pelos professores da Rede pública de ensino, ofereceremos duas palestras de formação sobre o tema abordado no livro, qual seja, Multiculturalidade no Templo Contemporâneo em Brasília, como contrapartida social. A palestra/curso, contemplará em torno de 150 professores e estudantes, e atenderá a todos os requisitos do artigo 22 da IN no. 02/2019 do Ministério da Cidadania; com inscrições gratuítas, configurando-se como uma contrapartida social do projeto. Ampliaremos o acesso com o plano de distribuição de 30% Ainda como contrapartida, parte da edição será disponibilizada gratuitamente às Bibliotecas Públicas, que poderão ser indicadas pelo próprio Ministério da Cidadania ou a nosso critério.

Estratégia de execução

Justificamos que foi anexado no link (anexar documentos) o Dossiê com o relatório das ações realizadas pela C/Arte Projetos Culturais.Declaro que o proponente do projeto, está ciente de que todas as peças de divulgação prevista no projeto (banner, convites impressos e convite eletrônico), deverão conter a logomarca do Ministério da Cidadania, conforme Art. 47 do Decreto 5761/06. Declaro que o proponente do projeto, está ciente de que deverá encaminhar 06 exemplares para o Ministério da Cidadania para composição de seu acervo e de suas entidades vinculadas, conforme Art. 45 do Decreto 5761/06. Quanto ao patrocinador receberá um percentual de 10% para distribuição promocional junto aos parceiros de seu relacionamento. Declaro que o proponente do projeto está ciente de que deverá encaminhar 10% da tiragem dos exemplares para o Patrocinador para distribuição gratuita promocional aos parceiros de seu relacionamento, conforme Art. 44 do Decreto 5761/06. O livro será distribuído de forma gratuita em um total de 20% dos exemplares. Sendo que cada Biblioteca abaixo relacionadas receberão 02 exemplares e o restante será enviado à Biblioteca Nacional para distribuição às bibliotecas cadastradas em seu sistema. Além de 10% extras aos participantes das palestras também de forma gratuíta. Acre Biblioteca Pública Estadual do Rio Branco/ ACRE Helena Carloni Camargo – Chefe do Departamento Estadual de Bibliotecas Públicas Av. Getúlio Vargas, 389 - Centro Rio Branco - AC 69900-060 Tel.: (xx68) 3223-1210; 3223-6041 Telefax: (0xx68) 3223-1210 E-mail: helena.carloni@ac.gov.br CNPJ: 03.124.410/0001-32 Razão Social: Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour - FEM Alagoas Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Sra. Almiracir Dantas dos Santos Coordenadora Praça Dom Pedro II, 57 - Centro Maceió - AL 57020-130 Tel. (82) 3315-7877/88822410 E-mail: bpe.alagoas@gmail.com ou alagoasbib@hotmail.com CNPJ: 08629503/0001-32 Inscrição Isenta Amapá Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda Cleude Salete Rojanski Araujo Rua São José, 1800 – Centro Macapá – AP 68900-110 Tel.: (0xx96) 32125119 Telefax: (0xx96) 3212-5119 E-mail: lulirojanski@yahoo.com.br Site: http://www.fundecap.ap.gov.br Amazonas Biblioteca Pública do Estado do Amazonas Sharles Silva da Costa - Chefe de Departamento de Bibliotecas Rua Barroso, 57 – Centro Manaus - AM 69010-050 Telefax: (0xx92) 32340588 E-mail: bpublica@culturamazonas.am.gov.br Site: www.culturamazonas.am.gov.br CNPJ: 01.801.623/0001-26 Inscrição: Isenta Bahia Sra. Maria Cristina Santos Diretoria de Bibliotecas Públicas do Estado da Bahia A/C Sr. Marcos Paulo Viana Gerente do Sistema de Bibliotecas Públicas da Bahia Av. Sete de Setembro, Edifício Brasilgás, 282 6º andar sala 610 - Centro Salvador - BA 40070-100 Tel.: (0xx71) 3116-6838/39/37/41 / 3116-6846 Fax: (0xx71) 3116-6837 E-mail: gesb.fpc@fpc.ba.gov.br / dibip.fpc@fpc.ba.gov.br CNPJ: 13.341.961/0001-01 Razão Social: Fundação Pedro Calmon Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia. Ceará Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel Maria Aparecida de Lavor Av. Presidente Castelo Branco, nº 255 Fortaleza - CE 60010-000 Tel.: (0xx85) 3101-2548;3101-2546 / 3101-2544 Fax: (0xx85) 3101-2546 E-mail: bpublica@secult.ce.gov.br Distrito Federal Gerência do Sistema de Bibliotecas Secretaria de Estado de Cultura Yuri Barquette – Coordenador de Livros e da Leitura Setor Cultural Sul lote 2 Ed. da Biblioteca Nacional de Brasília 70070-150 Tel.: (0xx61) 3325-6237/ 3325-6238 Ramal 210 e 211 Fax: (0xx61) 3325-6237/ 3325-6257 E-mail: bnb.df.diretoria@gmail.com e ou db@sc.df.gov.br Site www.sc.df.gov.br CNPJ: 03658028/0001-09 Inscrição: Isenta Espírito Santo Gerencia do Sistema Estadual Bibliotecas Públicas do Espírito Santo Rita de Cássia Maia e Silva Costa Av. João Batista Parra, 165 - Praia do Suá Vitória - ES 29025-120 Tel.:(0xx27)3137-9350/9351/ Telefax: (0xx27) 3137-9349 E-mail: sebp@secult.es.gov.br CNPJ: 01.062.213/0001-00 Goiás Biblioteca Pública Estadual Pio Vargas Sra. Maria Socorro Abreu de Lima Diretoria da Biblioteca Praça Cívica, 2 - Centro Goiânia - GO 74003-010 Tel.:(0xx62) 3201-4653/4618 ; 3201-5125; 3201-4606 Fax:(0xx62) 3201-5125 E-mail: bpiovargas@gmail.com e socorrobiblio@hotmail.com CNPJ: 03574676/0001-87 Inscrição: Isenta Maranhão Biblioteca Pública Benedito Leite Aline Carvalho do Nascimento – Diretora Praça do Panteon, s/n - Centro São Luís - MA 65099-100 Tel.:(0xx98) 3218-9961/60/3218-9961 E-mail: bpbl@cultura.ma.gov.br CNPJ: 05508362/0001-01 Inscrição Isenta Mato Grosso Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça Salime Daige Marques - Coordenadora Rua Antônio Maria, nº 151 - Centro Palácio da Instrução Cuiabá - MT 78440-005 Tel.:(0xx65) 3613-0232/84633981 Telefax:(0xx65) 3613-9240 E-mail: salimemarques@secel.mt.gov.br e ou bibliotecaestadual@cultura.com.br Site: www.cultura.mt.gov.br Mato Grosso de Sul Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Cassiano Silva Lima (Chefe de Patrimônio) Av. Fernando Correia da Costa, 559 - 2ºandar Prédio Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho 79002-559 - Campo Grande – MS Telefone: (0xx67)3316-9161 E-mail: biblioteca@fcms.ms.gov.br CNPJ: 15.579.196/0001-98 Inscrição Isenta Minas Gerais Superintendência de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário Setor de Seleção Fernanda Gomes – Coordenadora Praça da Liberdade, 21 - Funcionários 30140-010 - Belo Horizonte -MG Tel/fax: (0xx31)3269-1202/1224 Tel/fax: (0xx31)3269-1213/1212 E-mail: seleção.sub@cultura.mg.gov.br Site: www.cultura.mg.gov.br DADOS PARA NF: Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais Cidade Administrativa Prédio Gerais – 5º andar Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/n – Serra Verde Belo Horizonte – MG CEP: 31630-901 Telefone: 31 3915-1000 CNPJ: 19.138.890/0001-20 Inscrição Estadual: isento Inscrição municipal: isento Pará Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Biblioteca Pública Arthur Vianna Rute Selma Vasconcellos dos Santos – Coordenadora de Bibliotecas Av. Gentil Bittencourt, 650 - Bairro Nazaré 66035-340 - Belém - Pará Tel.: (0xx91) 3202-4332 ; 3224-9923 ; 3202-4372 Fax.: (0xx91)3200-4372 Email: gbpav@fcp.pa.gov.br CNPJ: 14.662.886/0001-43 Inscrição Estadual: 151743240 Paraíba Biblioteca Pública do Estado Juarez da Gama Batista Tatiana de Fátima Cavalcante Av. Abdias Gomes de Almeida, 800- Tambauzinho João Pessoa - PB 58.042-100 Tel.:(0xx83) 3211-6262/6264/6225 E-mail: bibliotecafunesc@gmail.com Site: http://www.funesc.com.br CNPJ: 08.338.873/0001-10 Inscrição: 363910 Paraná Biblioteca Pública do Paraná Rogério Pereira - Diretor Rua Cândido Lopes, 133 - Centro Curitiba - PR 80020-901 Tel.:(0xx41) 3224-0575 / 3221-4900 / 3221-4951 / 3221-4986 Fax:(0xx41) 3225-6883 E-mail: bppgeral@pr.gov.br , extensao@pr.gov.br Site: http://www.pr.gov.br/bpp Pernambuco Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco Maria Lucia Bezerra Ferreira Rua João Lira, s/n - Santo Amaro Recife - PE 50050-550 Telefax:(0xx81) 3221-3716/3423-8446 / 3231-6961 E-mail: marialferreira@educacao.pe.gov.br Piauí Biblioteca Estadual Desembargador Cromwell Carvalho Gleydson Rodrigues Santos Praça Demóstenes Avelino, 1788 - Centro Teresina - PI 64000-100 Tel.:(0xx86) 3227-5746 Fax:(0xx86) 3221-7666 E-mail: gleydsonrs@hotmail.com Rio de Janeiro Sistema Estadual de Bibliotecas do Rio de Janeiro Maria Tereza Silva Av. Presidente Vargas, 1261 – Centro 21071-004 - Rio de Janeiro, RJ Tel.:(0xx21) 2334-8119 E-mail: sistema@cultura.rj.gov.br CNPJ: 28001394/0001-11 Rio Grande do Norte Biblioteca Pública Estadual Câmara Cascudo Marcio Rodrigues Farias Rua Potengi, 535 - Petrópolis Natal - RN 59020-030 Tel.:(0xx84) 3232-9746 E-mail: bpcc.rn@bol.com.br , bpcc.rn@ibest.com.br , fjagabinete@rn.gov.br Site: http://www.fja.rn.gov.br/ Rio Grande do Sul Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Morgana Marcon – Coordenadora Avenida Borges de Medeiros, 1501 - 19º (junto à Secretaria de Cultura do Estado do RS) Porto Alegre - RS 90119-900 Tel: (51) 32251124 e-mail: sebp@gmail.com CNPJ: 94235330/0001-00 Inscrição: Isento Razão Social: Secretária de Estado de Cultura Rondônia Biblioteca Pública Estadual Dr. José Pontes Pinto – Rondônia Nazaré Figueiredo da Silva Av. Farquar, 1793 Porto Velho - RO 76.801.-019 Tel.:(0xx69) 32167301/ 3216-5131 / 3 216-5133 / 3 216-7301 Fax:(0xx69) 3216-5134 E-mail: nazarefsilva@hotmail.com, secel.rondonia@bol.com.br CNPJ: 00394585/0010-62 Roraima Biblioteca Pública do Estado de Roraima Tânia Magalhães de Alencar Praça do Centro Cívico Joaquim Nabuco, 84 - Centro Boa Vista - RR 69301-380 Tel.:(0xx95) 3623-2629 Fax:(0xx95) 3623-1788 E-mail: bibpublica@yahoo.com.br CNPJ: 84.0120.120/0001-26 Santa Catarina Fundação Catarinense de Cultura Sistema de Bibliotecas Públicas de Santa Catarina Esni Soares da Silva/ Antonio José Santana Vieira Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica Cep – 88025-202 - Florianópolis - SC Tel :(0xx48) 36642515/36642668 E-mail: sistemabpsc@fcc.sc.gov.br CNPJ: 83.722.462/0001-40 São Paulo Sistema de Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo Coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura/SP Adriana Cybele Ferrari- Coordenadora Rua Mauá, 51 / 2º andar – sala 202 São Paulo - SP 01028-900 Tel.:(0xx11) 33398006/26278000 Telefax:(0xx11) 3351-8195 E-mail: bibliotecaseleitura@sp.gov.br e ou bppgeral@bpp.pr.gov.br Site: http://www.divbibliotecas.sp.gov.br CNPJ: 51531051/0001-80 Inscrição: Isenta Sergipe Biblioteca Pública do Estado Epifhânio Dória Cláudia Stocker (diretora interina) Rua Doutor Leonardo Leite, s/n – Bairro 13 de julho 49020-150 - Aracaju - SE Tel.: (0xx79) 3179-1907/ 3179-1907 /3179-1932 Fax.: (0xx79) 3179-1923 E-mail: bibliotecapublica@cultura.se.gov.br , cultura@prodase.com.br CNPJ: 13.128.798/0015-07 Inscrição: isenta Tocantins Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Diretoria Estadual de Cultura – SEBIS Esplanada das Secretarias Rovena Maria de Matos Praça dos Girassóis, s/n Palmas - TO 77.001-002 Tel.:(0xx62) 3218-3303 Fax:(0xx62) 3218-3300 E-mail: biblioteca@cultura.to.gov.br

Especificação técnica

Propõe-se a edição de um livro de arte no formato estimado de 24,0 x 29,0 cm, encadernado, ilustrado contendo miolo em torno de 204 páginas em papel couchê fosco 170 gr. a 4 x 4 cores, com tiragem de 1.500 exemplares, guarda color plus 170 gr., acabamento colado e costurado, capa dura encadernada com laminação fosca, sherink individual.

Acessibilidade

Acessibilidade Física: No local de lançamento e realização da palestra de formação, contrapartdida social, ofereceremos facilitadores para a locomoção no espaço físico, como rampas e banheiros inclusivos, segundo as normas brasileira ABNT NBR, 15599:2008/5.10.2. Este iten não terá custos, uma vez que estabeleceremos uma parceria com a instituição responsável pelo espaço do evento cultural, caso o tenha o mesmo será de responsabilidade do proponente com recursos próprios. Acessibilidade para deficientes visuais: Além da versão impressa do livro realizaremos uma edição acessível em EPUB3, segundo a ABNT NBR, 15599:2008, proporcionando a Acessibilidade de Conteúdo, o CD será disponibilizado aos deficientes visuais e disponibilizado para bibliotecas sempre que solicitado, custo relacionado na contrapartida social. Acessibilidade para deficientes auditivos: A palestra será totalmente interpretada por profissional em LIBRAS, segundo a ABNT NBR, 15599:2008, viabilizando o acesso ao deficiente auditivo ao conteúdo do curso de formação. Estes terão também acesso à leitura do livro, que também será distribuido gratuitamente aos participantes do curso/palestra. Custo relacionado na contrapartida social, sob responsabilidade do proponente com recursos próprios.

Democratização do acesso

Em atendimento ao artigo 21 da IN no. 02/2019 do Ministério da Cidadania, adotaremos as seguintes realizações no projeto: LIVRO: Produto Principal I - Doaremos 10% da tiragem, 150 exemplares aos participantes inscritos no curso/palestra de formação; além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo 20% dos exemplares, 300 exemplares, que serão doados para escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público,devidamente identificados; IX - Promover o uso do Vale-Cultura para aquisição dos exemplares que serão disponibilizados no mercado, uma vez que o seu valor será inferior a R$ 50,00, nos termos da Lei no. 12.761, de 2012, enquadramento da proposta cultural ao Parágrafo único do art. 20, da IN no.02/2019. PALESTRA/CURSO - Contrapartida Social II - Oferecer acesso gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência oucom mobilidade reduzida e aos idosos;III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais da palestra/curso de formação, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens da atividade PALESTRA/CURSO e ou autorizar sua veiculaçãopor redes públicas de televisão e outras mídias;V - realizar, gratuitamente, o acesso à palestra/curso e distribuição de 150 exemplares do livro aos participantes, além da previsão do art. 22;

Ficha técnica

AUTOR Leônidas José de Oliveira Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1999) e Filosofia; Mestrado em Restauração e Reabilitação do Patrimônio Arquitetônico, Universidade de Alcalá de Henares, ES, RAE - Roma (2004); Doutorado em Arquitetura e Urbanismo – Gestão do Patrimônio Cultural, Universidade de Valladolid (2005); Pós-Doutorado pela Universidade Autônoma de Madri; Especialista em Gestão Pública da Cultura e Estudos Culturais. Integra o Grupo de Pesquisa Cultura e Religião da PUC-Minas. Pesquisador da PUCMinas. Atualmente é presidente da Fundação Municipal de Cultura/Prefeitura de Belo Horizonte; diretor-presidente interino da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte; presidente do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte; presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Belo Horizonte; Presidente da Embratur; Secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. COORDENADOR EDITORIAL DO PROJETO Fernando Pedro da Silva (C/ARTE - PROPONENTE) Nasceu e vive em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Historiador, graduado pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG e Mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG. Produtor cultural e editor, é diretor da C/Arte Projetos Culturais. Coordenou o projeto Um Século de História das Artes Plásticas em Belo Horizonte e atualmente coordena o projeto Circuito Atelier e as coleções Livros de Arte, Arte postais e Didática da Editora C/Arte. Presidente do Instituto Arte das Américas, coordenou os quatro Fóruns Arte das Américas e o Fórum Arte e Ensino no Brasil. Editou as três Revistas do Instituto Arte das Américas . Pesquisador, participou de vários congressos nacionais e internacionais na área de história e crítica de arte. Educador, foi professor substituto no Departamento de História da Fafich e na Escola de Belas Artes da UFMG, professor da oficina História da Arte Brasileira no XXII Festival de Inverno da UFMG, do curso de História da Arte Brasileira na COMUNA S. A e da Oficina Ensino de Arte e Circuito Atelier na Fundação Cultural de Uberaba. Coordenou os cursos de História da Arte Brasileira e História da Arte Ocidental e Oriental realizados pela C/Arte Educativa. Curador, organizou exposições em Belo Horizonte, Ouro Preto, Juiz de Fora, Uberaba, Rio de Janeiro e São Paulo, entre elas A Arte do Objeto e Arlindo Daibert-Objetos. Publicou vários artigos sobre a modernidade artística em Minas Gerais, entre eles: Aspectos das artes em Belo Horizonte nos anos 20 e 30. Revista do Departamento de História, Belo Horizonte, Fafich/UFMG, Nº 8, jan. 1989. Os documentários de Igino Bonfioli e sua relação com o contexto histórico da época. Estado de Minas, Belo Horizonte, 2 abril 1992. CO-COORDENADORA EDITORIAL E DISTRIBUIÇÃO DOS LIVROS MARCELA REGO DO NASCIMENTO (Co-coordenadora editorial e distribuição) Professora Pontifícia Universidade Católica de Minas gerais de 2003-2011 Especialização em Metodologia do Ensino Superior pelo Centro de Estudos e Pesquisas Educacionais de Minas Gerais. Assistente de Coordenação Editorial da Editora C/Arte desde 2014 tendo coordenado os seguintes títulos entre outros: Gilberto Abreu - Depoimento da Coleção Circuito Atelier; O menino que não sabia; A Primavera de Vivaldi: Primeiro movimento Allegro; A Lenda do Congado; Amani 2º impressão; Bichos e Bichoutros; Mulatas e Negras Pintadas por Brancas: Questões de etnia e gênero presentes na pintura modernista brasileira; A Arte da Cerâmica de Minas; Antonio Francisco Lisboa; Gestão de Projetos de Museus e Exposições; Fundamentos de Morfologia Urbana; Monsã: Uma Vida na Ponta do Lápis; A terra que virou poesia: a arte da cerâmica em Toshiko Ishii; Arte e Paixão: Congonhas do Aleijadinho; Marco Tulio Resende livro de Arte; Fóruns de Minas Gerais; Entre Resíduos e Dominós: Preservação de Instalações de Arte no Brasil; Himen; Qualidade de vida urbana: abordagens, indicadores e experiências internacionais; Teorias e Práticas Urbanas: condições para sociedade urbana; Guia Arquitetônico de Belo Horizonte; Fernando Lucchesi - O finito e o infinito, A Arte da Cerâmica de Minas Gerais.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.