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PRONAC 203080Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Pássaro de Papel - O espetáculo

PURI PRODUCOES E EVENTOS LTDA
Solicitado
R$ 198,6 mil
Aprovado
R$ 198,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
ES
Município
Vitória
Início
2020-10-01
Término
2021-10-01
Locais de realização (3)
Cachoeiro de Itapemirim Espírito SantoVitória Espírito SantoCampo Grande Mato Grosso do Sul

Resumo

A proposta do projeto é realizar ensaios, a produção e preparação de elenco, resultando na produção da apresentação final de um espetáculo teatral com duração mínima de 1h, para apresentação para o público em teatros e espaços públicos.Pássaro de Papel é uma peça infantil em fábula que conecta a infância e a natureza através de uma floresta mágica cheia de personagens reais e imaginados, mas que correm perigo. Inspirada na série de TV e no curta-metragem homônimo, o espetáculo infantil de teatro apresentará as memórias e as aventuras fotográficas de Leozinho, um pequeno e futuro fotógrafo de natureza.

Sinopse

“Pássaro de papel” uma peça de conscientização ambiental infantil inspirada em uma obra audiovisual homônima de curta-metragem de ficção, lançada em 2014. “Pássaro de papel” apresenta as memórias e as aventuras fotográficas de Leozinho, um pequeno e futuro fotógrafo de natureza que aceita o chamado de Canelinho para defender a floresta e proteger as aves e as ameaças à natureza junto a sua fiel escudeira: uma câmera que registra que eterniza no papel (e na memória) as imagens dos passarinhos da mata, todas elas penduradas em seu quarto, na casa onde vive na companhia do pai, um colecionador de passarinhos cantores. O passarinho “Canelinho”, uma ave falante é o outro companheiro de andanças de Leozinho, que além de conhecedor de toda a floresta , tem o (super) poder de se comunicar com todos os seres vivos e informar os problemas que afetam a natureza. A peça espelha a infância de Leozinho, o contraste entre a explosão digital dos jogos online, videogames e aplicativos tão comuns à sua geração e a descoberta da natureza, dos pássaros e da floresta a partir de seu interesse pela fotografia. O menino vive numa comunidade simples, no interior do Espírito Santo, e embora tenha acesso à internet e aos jogos de vídeo game na Lan House da cidade, sua infância e realidade são bastante diferentes das crianças crescidas nos grandes centros e cidades. É a partir desta perspectiva dele, de classe econômica popular, nascido no interior do Brasil, entre a influência tecnológica, as brincadeiras de seu tempo e a descoberta da adrenalina das aventuras da floresta que é construída a peça. O tema central de Pássaro de Papel é a preservação da natureza na infância, abordando o encontro e o amadurecimento do pequeno personagem Leozinho com seu pai e os passarinhos da mata, em especial, o passarinho falante Canelinho. A história se passa no interior rural do Espírito Santo, mais precisamente a vila de Burarama onde acontece o Cine.Ema, Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo, inspirado na Pedra da Ema, ícone paisagístico natural local. A vila é reconhecida por realizar e receber diversas oficinas de observação de pássaros nas matas dos arredores, incluindo a reserva de Pacotuba. A trajetória de Leozinho é uma viagem ao mundo do meio ambiente, da aventura e do aprendizado que a floresta representa para o universo infantil, e também adulto. É nesta busca em participar da construção do seu próprio mundo, como na cena em que Leozinho funda o clube de observação de aves, para preservar a natureza, que o menino se entende como um ator ativo e responsável por suas histórias, cultura e memórias, representada aqui pela paixão do menino em registrar as suas descobertas na câmera fotográfica. Pássaro de Papel é uma ficção com toques de fábula e fantasia. Trata-se de uma pequena crônica de drama e suspense com o objetivo de emocionar os meninos do Brasil, oferecendo uma oportunidade de conhecimento acerca do universo dos passarinhos e dos biomas brasileiros, tão ricos no Brasil, além da importância do cuidado com a preservação da natureza, explorando diversos temas importantes. A peça também aborda a transcendência dos desafios infantis, conhecendo o belo e o sensível que há por trás de toda mata. Neste sentido, a apresentação também tem um tom de fábula quando se aproxima de um universo colorido e diferenciado, apresentando um mundo novo com elementos folclóricos e um passarinho falante. O tom emocional ganha força na relação entre pai e filho, que é marcada pelo amadurecimento e evolução de mútuo respeito e entendimento. Um acordo de paz entre pai e filho que espelha o respeito ao próximo na vida em sociedade, acordo este inspirado pela vivência e o contato com a natureza. Pássaros e meninos já são personagens típicos na literatura atual, nos desenhos infantis, peças teatrais, pinturas, nos filmes e logicamente na vida real como o caso de Vadim Veligurov, de 12 anos, que resgatou um filhote de pardal selvagem perdido e o levou à casa de sua avó, na cidade de Minusinski, na Rússia. O passarinho, que recebeu o nome de Abi, não abandonou a família e Vadim passou a tratá-lo como um amigo (fonte G1). A peça aborda diversos temas importantes do desequilíbrio ambiental mundial, perpassadas pelo olhar infantil, que suaviza e, ao mesmo tempo, transforma estes temas em uma pauta extremamente necessária para a compreensão do mundo pelas crianças. A missão de Leozinho, portanto, é aprender a cuidar da natureza e, ao mesmo tempo, ensinar e compreender como são causadas os problemas que atingem o meio ambiente e as possíveis soluções. Uma comovente, educativa e inspiradora história para as crianças, repletas de cenas de consciência ecológica que aguçam a necessidade da educação ambiental para os pequenos. Além disso, incentiva que as crianças tenham contato com outras culturas e folclores, de todos os biomas, comunidades, povos e tribos que poderão futuramente ser visitadas por Leozinho em seus voos como passarinho com suas asas de papel. As cenas mesclam lendas, contação de histórias, ciências e aventuras na mata resgatando poesias e a própria literatura brasileira, explorando a diversidade natural e cultural do Brasil. Em tempos extremamente modernos, Pássaro de Papel é uma crônica sensível que relaciona memória e liberdade, metaforizadas através dos passarinhos soltos por Leozinho e sua vontade em fotografá-los livres, tal qual fazem os observadores de pássaros no mundo todo.

Objetivos

OBJETIVO GERAL - A proposta do projeto é desenvolver o roteiro inédito do espetáculo, realizar os ensaios, a produção e preparação de elenco, resultando na produção da apresentação final de um espetáculo com duração mínima de 1h, para um público alvo de crianças de até 6 anos de idade, visando futuramente 3 apresentações. - Apresentar uma peça de teatro que discuta a preservação da natureza na infância. - Propiciar o acesso à arte e a cultura por meio do exercício da cidadania junto às comunidades, como também contribuir com a responsabilidade social de cada um de nós. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - realizar três apresentações teatrais da peça "Pássaro de Papel" com entrada gratuita. - realizar três seminários com educadores sobre teatro para a primeira infância e meio ambiente - Atuar na sensibilização ambiental e na preservação de recursos naturais - Articular um intercâmbio com Escolas promovendo a discussão sobre uma nova maneira de aprendizagem. - Possibilitar acesso gratuito de pessoas de baixa renda. - Oferecer uma nova atividade cultural à população que, muitas vezes, se limita a desfrutar do lazernuma perspectiva funcionalista. - Emocionar os meninos do Brasil, oferecendo uma oportunidade de conhecimento acerca do universo dos passarinhos e dos biomas brasileiros, tão ricos no Brasil, além da importância do cuidado com a preservação da natureza, explorando diversos temas importantes. - Apresentar a transcendência dos desafios infantis, conhecendo o belo e o sensível que há por trás de toda mata. Neste sentido, a peça também tem um tom de fábula quando se aproxima de um universo colorido e diferenciado, apresentando um mundo novo com elementos folclóricos e um passarinho falante.

Justificativa

O projeto "Pássaro de Papel - O Espetáculo", se justifica por apresentar ao público infantil, uma peça de entretenimento e educação ambiental de forma lúdica, capaz de aflorar a imaginação sobre as aventuras dos passarinhos brasileiros. Se justifica ainda, no oferecimento de uma atração cultural de forma gratuita, que para sua realização necessita acessar os mecanismos de Incentivo a Projetos Culturais para seu financiamento. Pássaro de Papel se enquadra no Art. 1º da Lei 8313/91, ao "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais", como descreve o inciso I; ao "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais", como descreve o inciso II; e ao "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores", como descreve o inciso III da respectiva Lei. O projeto da peça alcança objetivos do Art. 3° da Lei 8313/91: como o "incentivo à formação artística e cultural, mediante: a instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos", como descreve o inciso I; o "fomento à produção cultural e artística, mediante: a realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore", como descreve o inciso II; e ainda, o "estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos", como descreve o inciso V. O contato direto com a natureza na infância tende a surtir efeitos positivos e duradouros, que se refletem nas atitudes ou no comportamento dos adultos que as crianças vão se tornar. O projeto pretende gerar reflexão a respeito da relação entre seres humanos e natureza, compreendendo a relação de pertencimento das crianças ao seu espaço de vivência. "Pássaro de Papel", portanto, é uma peça de conscientização ambiental infantil, capaz de estimular e sensibilizar as crianças pelo papel e poder na transformação do mundo. Nos contextos atuais, a natureza é colocada para as crianças de maneira abstrata. Ela está presente na falas de educação ambiental, porém, ainda ficam fora do alcance das crianças. Sob esta visão, a natureza está sempre longe, dificultando esta aproximação e a criação de um vínculo e discernimento sobre o papel e importância da natureza. Este projeto acredita que a natureza inspira as crianças na utilização total dos sentidos, da criatividade e da força de superação dos desafios, potências aqui representadas pelo enredo e ações do personagem Leozinho. É muito comum, para quem mora no interior, viver cercado de diversos sons da natureza, quase inexistentes no cenário urbano moderno. O que colocamos em questão neste projeto é o relacionamento entre um garoto no lugar onde mora, se identificando com os pássaros e se descobrindo como um. Em relação à relevância do local onde será apresentado a peça. Burarama é a principal rota turística da cidade de Cachoeiro de Itapemirim localizada a 35 km do centro do município, e obtém destaque devido à casualidade da natureza - uma gigantesca formação rochosa. Sempre no horário da tarde, à medida que os raios solares se deslocam, em relação ao eixo da Terra, fazem com que uma enorme falha na rocha forme a figura de uma ema, ave que se alimenta de ovos e frutos. Por relacionar direta ou indiretamente a observação de aves na narrativa infantil do menino Leozinho, o projeto torna-se um importante meio de sensibilização desta prática. Mais que um hobby, a observação de pássaros passa a ser de suma importância para a preservação do meio-ambiente. Em crescimento no sul do Espírito Santo, o exercício vem ganhando adeptos rapidamente entre os capixabas, a prática de observar aves, ou birdwatching, é muito antiga nos EUA e Europa, a prática dá ao telespectador a consciência da conservação das espécies. O Brasil, embora seja considerado o país das aves, concentrando cerca de 20% das aves do mundo no território brasileiro, o equivalente a 1.919 espécies, ainda aborda de maneira muito incipiente o tema da conservação do meio-ambiente, além da riqueza e da importância da sua fauna para a preservação nacional e internacional. Aves simbólicas, como por exemplo, a Arara-azul , já foram temas de produções estrangeiras como Rio (2011) e Rio 2 (2014) produzidos pelas gigantes 20th Century e Blue Sky Studios, ambos dirigidos por Carlos Saldanha. O filme falava sobre contrabando e aves em extinção e tinha a cidade do Rio de Janeiro como locação da trama. Lançado às vésperas dos grandes eventos esportivos, Copa e Olimpíadas, serviu como uma grande ferramenta de divulgação turística e econômica para a cidade. A produção da peça considera importante mostrar este universo da fauna e da flora nacional, com a presença de alguns personagens folclóricos, como o Caipora, e protagonistas com perfis pouco retratados, como Leozinho (menino de classe popular, do interior), embora bastante presentes na literatura infantil de nomes como Monteiro Lobato, Cecília Meirelles e Ana Maria Machado, por exemplo. É importante não limitar os temas da fábula brasileira às grandes produções internacionais. A diversidade cultural também será trabalhada pelo projeto por meio das viagens de Leozinho pelo Brasil, quando o menino-pássaro irá visitar outras reservas e florestas brasileiras pelo Brasil, levando o telespectador infantil para conhecer o mundo dos pássaros nativos e também, a cultura, folclore, lendas e gastronomia típicas, todo um universo riquíssimo das nossas comunidades tradicionais quilombolas, indígenas e caiçaras. O Corredor Burarama _ Pacotuba _ Cafundó apresenta características peculiares no contexto da atividade turística. A comunidade de Burarama, por exemplo, com ares bucólicos, arquitetura colonial e características geográficas de rara beleza, detém enorme potencial para o desenvolvimento da atividade turística, principalmente no segmento do ecoturismo, turismo de aventura e agroturismo, este último já realizado através do Circuito "Águas de Burarama", que envolve pequenos produtores rurais, artesãos, sistemas de hospedagem e alimentação, áreas naturais particulares e espaços de lazer. Outra característica emblemática deste corredor é a presença de duas unidades de conservação: a Floresta Nacional (FLONA) de Pacotuba e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Cafundó _ a primeira do estado -, fato que substancialmente qualifica a região, dando-lhe propriedade suficiente para motivar fluxos turísticos nacionais e internacionais interessados em atividades baseadas na relação sustentável com a natureza e comprometidas com a conservação e a educação ambiental.

Estratégia de execução

PARTE DO ROTEIRO DA PEÇA: PÁSSARO DE PAPEL LEOZINHO – (Entra pela plateia com a máquina fotográfica, fica procurando um passarinho para registrar) Vem passarinho, onde você está? PETELECO – (Seguindo Léo e com Malu) Ai Léo, estou cansando de ficar procurando algo que não existe! E você ainda insiste em achar o tal passarinho. LEOZINHO – Ah, me deixem! MALU – Esse passarinho não existe Léo. PETELECO – Esse tal passarinho pode até ter sido extinto. LEOZINHO – Existe sim, Malu. Ele está por aqui, eu tenho certeza! PETELECO – (Para Malu) Eu acho que o Léo está ficando maluco, tá vendo e ouvindo coisas. LEOZINHO – Dá pra fazer silêncio, só assim nós podemos escutar. MALU – Mas Léo, a professora disse que podemos fotografar e depois desenhar qualquer passarinho, não precisa ser um Canelinho. PETELECO – Pode ser um bem-te-vi, um pardal, um canarinho, um coleiro, até mesmo um urubu. LEOZINHO – Urubu não é passarinho, seu cabeção, é uma ave. Vê se estuda mais e não me atrapalha porque tenho de fazer a foto. MALU – A professora disse que é para fazer foto no celular, não nesse troço antigo pendurado no seu pescoço. LEOZINHO – Isso aqui não é um troço. É uma máquina fotográfica dada pela minha mãe. E ela disse que ela é mágica, capaz de coisas incríveis. PETELECO – Máquina é máquina... como celular é celular. (Léo fica triste) Está bem... (Os dois abraçam Leozinho) Tudo bem, desculpa. Sei que foi sua mãe quem deu pouco antes dela partir. MALU – Desculpa o cabeção! Sua máquina é linda e é mágica porque te traz e revela coisas bonitas. PETELECO – E feias também... (ri) Você! LEOZINHO – (Recompondo-se rapidamente. Faz sinal de psiu) Ouçam! Estou escutando algo! (Léo faz sinal de silêncio com o dedo na boca, coloca a mão no ouvido em direção à árvore, fecha os olhos. Ouvimos apenas alguns ruídos e o pai gritando). ELIZEU – Leozinho! Hora de entrar! Já chega de ficar na rua. PETELECO – É eu acho que agora a gente ouviu! (Caem na gargalhada. Peteleco e Malu saem correndo; Leozinho fica cabisbaixo). LEOZINHO – Ah, pai! Logo agora que ia conseguir ver o Canelinho! Me deixa ficar um pouco mais. ELIZEU – Nada disso! Hora de entrar, fazer as tarefas de escola e depois jantar. LEOZINHO – Mas para eu fazer a tarefa de escola, preciso da foto de um passarinho. ELIZEU – Vai até as minhas gaiolas que têm um monte passarinhos lá, de todos os tipos. LEOZINHO – Pai, prender passarinho em gaiolas é errado. Pássaro tem que ficar livre. ELIZEU – Se eu não tiver pássaros presos, como você ia fazer seu exercício? Agora entra e faz as tarefas de escola! E sem reclamar. Preciso ir para a usina! LEOZINHO – Tá bem! Mas vou desenhar o passarinho que eu vi, mas não consegui fotografar. ELIZEU – Eita, menino! Ande logo então. (LEOZINHO VAI PARA O CENTRO DO PALCO. FECHA UMA LUZ SOBRE ELE. FAZ UM DESENHO. DEPOIS MOSTRA PARA O PÚBLICO, COM UMA CARA DE INSATISFAÇÃO). LEOZINHO – Não está legal! Melhor fazer outro e com um dos pássaros de meu pai. (Ele amassa a folha e a joga em uma lixeira cheia de papéis. Sai, busca uma gaiola, e abre sua porta). LEOZINHO – Sai passarinho! Voa livre! (Ele mesmo retira o passarinho, faz uma foto, e depois simula seu voo. O passarinho é de brinquedo e tem as asas móveis. Sai e volta à cena). LEOZINHO – (Gravando no celular) Saudações amigos observadores das aves do mundo, eu sou o Léo e hoje eu fotografei o bigodinho, também conhecido como papa-capim, estrelinha, careta ou caretinha. Esta espécie alimenta-se basicamente de sementes. Eis mais uma espécie incrível do nosso bioma desse graaaaande Brasil. Até a próxima. (Desliga, desenha e adormece. A lixeira treme, e pode ter efeito de fumaça). CANELINHO – (Surgindo da fumaça) Ei, Leozinho, acorda! Leozinho! LEOZINHO – (Acorda assustado, esfrega o olho) Quem tá me chamando? CANELINHO – Sou eu, aqui, perto da sua lixeira. (Léo se aproxima da lixeira. O menino esfrega o olho novamente, não acredita no que vê). LEOZINHO – Você é igual ao passarinho que eu desenhei para levar para minha escola. As mesmas cores do desenho. CANELINHO – Eu sou igual aquele desenho... que você amassou e jogou no lixo. LEOZINHO – Desculpe! Pera aí! Você é um passarinho falante! Eu devo estar dormindo ainda. Passarinho não fala! CANELINHO – Tanto falo que estamos aqui conversando. LEOZINHO - Uau! Que legal! CANELINHO – Vem comigo! Quero te mostrar uma coisa! LEOZINHO - Isso é incrível! Mas... aonde vamos? Tenho de avisar ao meu pai! CANELINHO – O lugar para onde vamos é a floresta; lá é a minha casa, Léo. É nosso maior bem! Porém ela e um amigo meu correm perigo. LEOZINHO – Que amigo? CANELINHO – Você vai conhecer! LEOZINHO - E como você me conhece? Por que me vai me levar até? Por que você fala? Você mora lá mesmo? O que faz aqui então? CANELINHO - Ai,são muitas perguntas, uma de cada vez! Meu nome é Canelinho. Tenho penas sonoras que emitem sons capazes de me comunicar com toda floresta. LEOZINHO - Que demais! Mas por que vai me levar até lá? CANELINHO -(Canelinho voa mais perto de Léo, e olha pra ele) Tenho um chamado especial pra você. A floresta precisa da sua ajuda. LEOZINHO - O que tá acontecendo? CANELINHO - Vem comigo!(O passarinho falante some. Léo sai correndo atrás dele).

Especificação técnica

A proposta do projeto é realizar os ensaios e a produção e preparação de elenco, resultando na produção da apresentação final de um espetáculo com duração mínima de 1h, para um público alvo de crianças de até 6 anos de idade, visando futuramente 3 apresentações: uma em Campo Grande (MS), uma na capital Vitória (ES), e outra no pequeno distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim (ES) atendendo famílias, comunidades e escolas. A proposta, em especial nesta última localidade, é que a peça aconteça dentro da programação do Cine.Ema - Festival Ambiental do Espírito Santo inspirado na Pedra da Ema, ícone paisagístico e natural da região sul do Espírito Santo que tem uma programação especial para os pequenos: o Cine.Eminha.

Acessibilidade

ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Acessibilidade física: Os locais onde serão realizados as apresentações terão adaptações necessárias para acesso de deficientes, bem como banheiros, assento, e estratégias de comunicação adaptadas para tal público. As apresentações terão recuo do palco para abrigar pessoas com mobilidade reduzida. Acessibilidade para deficientes visuais: No local haverá reserva de 2% dos assentos para acomodação de pessoas com deficiência visual ou mobilidade reduzida e em locais de boa recepção de mensagens sonoras. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS: forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: Os locais onde serão realizados as apresentações terão adaptações necessárias para acesso de deficientes, bem como banheiros, assento, e estratégias de comunicação adaptadas para tal público. As apresentações terão recuo do palco para abrigar pessoas com mobilidade reduzida. Acessibilidade para deficientes visuais: No local haverá reserva de 2% dos assentos para acomodação de pessoas com deficiência visual ou mobilidade reduzida e em locais de boa recepção de mensagens sonoras. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS: forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.

Democratização do acesso

ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS O projeto "Pássaro de Papel" terá as apresentações gratuitas voltadas para o público infantil, como dispõe o inciso VII do art. 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania. Além disso, irá realizar ensaios abertos com a participação de estudantes municipais e atendendo ainda o inciso V do art. 21. CONTRAPARTIDA SOCIAL A ação formativa cultural (contrapartida social) para atender ao disposto no art. 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania será realizada com a produção/viabilização de um seminário de teatro e infância, oferecida para 50 professores em cada local. A iniciativa para ampliação do acesso visa atender o inciso V que dispõe sobre realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas.

Ficha técnica

Coordenação e direção geral: Puri Produções - Sullivan Silva e Jussan Silva e Silva A Puri Produções é uma produtora localizada em Muqui (ES) dedicada na realização e produção de eventos de cunho artístico, social, educacional e ambiental. Produz a segunda edição do segunda edição do programa de TV “Somos Capixabas”, da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo, no Espírito Santo e a 9ª edição do FECIM – Festival de Cinema e TV de Muqui. Realiza ainda, eventos e cursos de artes cênicas no campo educacional. No projeto "Pássaro de Papel", a Puri Produções será a responsável pela gestão, contratação de profissionais, planejamento e execução do plano de comunicação e produção. Coordenação de produção: Tânia Caju Tânia Caju Proprietária da “Caju Produções”, Tânia Silva começou sua carreira como produtora em 1985 ainda como pessoa física. Criou, produziu e coproduziu vários eventos culturais no Brasil e no exterior, principalmente voltado para área da música. Em 1999 abriu a empresa Caju Produções que atua no mercado cultural e empresarial capixaba e nacional. O Foco da empresa é oferecer aos seus clientes um trabalho que visa principalmente a qualidade. Comunicação e Produção: Sullivan Silva Jornalista de formação, Sullivan atua na área cultural e de eventos na produtora Caju Produções, na comunicação do Festival de TV e Cinema do Interior (Fecin), em Muqui, e o Festival de Cinema Ambiental do Espírito Santo (Cine.Ema), que acontece no distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim, ambos no Sul do Estado. Apaixonado pela cidade de Muqui, é coordenador do Polo Criativa Audiovisual de Muqui (Poqui). Foi repórter da integrada da Rede Gazeta, com trabalhos voltados para a rádio CBN Vitória, e jornais A GAZETA e NA. Em seu currículo está a cobertura da Greve da Polícia Militar do Espírito Santo, ocorrido no mês de fevereiro de 2017. Acompanhou as consequências da greve nos meses seguintes para a produção de duas reportagens: "Greve da PM seis meses depois" e "Greve da PM um ano depois". A primeira reportagem denunciou que a quantidade de mortes violentas foram maiores do que divulgado pelos órgãos de Segurança Pública do Estado, além de cobrar o andamento das investigações dos homicídios. As reportagens multimídias com apresentação de vídeos documentários e áudio descrição de entrevistas tiveram como foco o drama das famílias de pessoas assassinadas na época, a maioria jovens moradores da periferia e negros. Como repórter Multimídia realizou ainda a reportagem especial “Território da Inovação” sobre economia criativa, setor em constante crescimento no Espírito Santo que movimenta por ano R$ 6 bilhões, o equivalente a 5,4% do valor adicionado bruto (o PIB antes de adicionado os impostos). Diretor e roteirista da Peça: CARLOS FRANCISCO OLA Ator, autor e diretor profissional. Desde 1983 vem atuando no Gota, sendo um de seus fundadores. Tem sua carreira construída entre a arte de interpretar, dirigir e escrever em grande parte dos espetáculos; e ainda a técnica de conceber a sonoplastia e iluminação em alguns trabalhos da referida companhia. Formado nas oficinas ministradas pelo próprio grupo, participou de aulas ainda com Gilson Totti (SP), Gillvan Balbino (RJ), Eliezer de Almeida, Erlon Paschoal, César Huapaya, Romildo Moreira, Rafael Magalhães, Elaine Rowena, Paulo de Paula, Oscar Ferreira, Antônio Januzelli, Ari Roaz (ES) e palestra com Grupo Galpão. Integrou a Escola Itinerante de Artes Cênicas, projeto 2006, na área de teatro como professor. Tem o livro publicado “Momentos de Poesia”, de 1984. Atuou em:A Verdade, O Médico à Força, Viagem Sideral, A Noite de Teresa Cibalena, Canção dentro do Pão, A Cor desta Noite, Oferendas, O Vôo, O Fardão, O Pequenino Grão de Areia, Para Sempre Rapunzel, A Árvore Que Fugiu do Quintal, A Megera Domada, O Guardião do Rio, Os Scuds, O Casamento de Teresa, Bom Dia Todas as Cores, A Casa Viaja no Tempo, O tempo da delicadeza, Um solo para dois atores, Auto de Guaçuí, Auto do Brasil 500 Anos, A Bela Adormecida, A nova roupa do imperador; O Casamento de Teresa, Para Sempre Rapunzel e Dom Casmurro; e as leituras dramáticas de “Chocolate, Cravos e Espinhas” e “Estórias de um povo de lá”, Na técnica: A Bela Adormecida, Na Clareira dos Sonhos, Cinderela e O Último Rei. Premiações: Melhor Diretor no II Festeatro de Castelo (1996), Melhor Conjunto da Obra no III Festeatro de Mimoso do Sul; Melhor Direção nos I e II Festival de Teatro de Bom Jesus ES/RJ, Melhor Diretor no 1º Festival de Talentos da TV Gazeta Sul, em 2000; Melhor Diretor no Festival Rubem Braga de Teatro, com “A casa viaja no tempo”. Indicação de Melhor Texto no Festival de Teatro de Macaé – RJ, no ano de 2004, com “A Lenda do Talismã” e no ano de 2005 com “O Último Rei”. Indicação de Melhor Ator Coadjuvante no I Festival de Teatro de Rua de Espera Feliz – MG, com Para Sempre Rapunzel. Melhor Iluminador no IX Festival de Teatro Estudantil de Pindamonhangaba – SP.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.