Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O projeto SOUL 70 E DOIS MIL se apresenta não só como uma homenagem ao movimento soul brasileiro, surgido nos bailes populares do final da década de 60 e início da década de 70, mas também como uma releitura dos maiores clássicos produzidos naquele período por grupos e artistas selecionados a partir de uma linha curatorial que permeou as diversas fases do movimento. Aqui temos os pais (Hyldon, Carlos Dafé, Gérson King Combo, Banda Black Rio) e os filhos (Cláudio Zoli, Léo Maia, Paula Lima) do gênero e os novíssimos (Ellen Oléria e Negra Li) que mesmo navegando em outros estilos, foram batizados pelas águas santificadas do Soul Music brasileiro. No projeto temos 2 produtos: O principal são as apresentações musicais e o secundário são os encontros de contrapartidas sociais.
O projeto Soul 70 e dois mil celebra o primeiro meio século e mais a seqüência do movimento, que adicionou à MPB uma pegada afro americana. Um caldo de cultura que começou a ferver nos Bailes da pesada, da precursora dupla de DJs Ademir Lemos e Big Boy. Eles ainda misturavam rock e black music, no Rio, enquanto, em São Paulo, soul e samba rock começavam a despontar nas noites do Chic Show. Nos fervilhantes clubes suburbanos cariocas, equipes como a de Mr. Funky Santos, e o lendário Baile Shaft, pilotado por Dom Filó, no Clube Renascença, reduto da elite negra carioca, sinalizaram uma mudança de paradigma, inspirada no movimento de orgulho negro americano. Do alto de saltos plataforma e cabelos eriçados, multidões seriam imantadas por mega equipes como Soul Grand Prix, do mesmo Filó. Mas o cardápio dessa dançante revolução cultural ainda era abastecido pelo produto importado, essencialmente dos selos Motown (Stevie Wonder, Marvin Gaye, Jackson Five, Diana Ross e Supremes) e Stax (Otis Redding, Wilson Pickett, Isaac Hayes, Rufus e Carla Thomas). Faltava uma identidade brasileira e uma voz guia que liderasse o levante. Mas, em 1970, no disco Em pleno verão, a diva intransigente da MPB, Elis Regina, abria alas para o vozeirão que comandaria o Soul Brasil. Ela duetava em inglês com o autor o até então desconhecido Tim Maia - a balada soul These are the songs. No mesmo ano, Tim estrearia solo de forma fulminante, num álbum atopetado de hits. Como o autoral Azul da cor do mar, uma apropriação do baião Coroné Antonio Bento (João do Vale/ Luis Wanderley) e dois clássicos instantâneos de outro astro do soul nascente, Genival Cassiano, Primavera ( vai chuva) e Eu amo você (ambas com Silvio Rochael). Com o hit Não vou ficar, gravado no ano anterior por Roberto Carlos, seu colega no grupo Sputniks, no começo da carreira, Tim influenciaria uma guinada soul na carreira inoxidável do rei, e enfileiraria sucessos atemporais em álbuns memoráveis. Também o posterior emepebista Ivan Lins surgiria, em 1970, arranhando a voz gutural no disco Agora. Paulo Diniz faria o mesmo, num álbum titulado pela emblemática canção que aludia ao exílio de Caetano Veloso, Quero voltar pra Bahia (I dont want to stay here/ I wanna to go back to Bahia) , além de emplacar outros sucessos (Piri Piri, Ponha um arco íris na sua moringa, Pingos de amor, Um chope pra distrair, parcerias com Odibar). Ainda em 1970, um furacão sacudiria o Festival Internacional da Canção. Toni Tornado desfraldava BR-3, da dupla Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, com sua voz tonitruante e passos de outro ícone, James Brown. E lançaria dois discos de soul/funk em seguida, antes de mergulhar numa bem sucedida carreira de ator. Em 1971, saía Imagem e som, o primeiro solo de Cassiano, seguido por Apresentamos nosso Cassiano (1973) e Cuban soul (1976), dos clássicos A lua e eu e Coleção (ambos com Paulo Zdanowski). A estes militantes do Soul Brasil, aliava-se o pianista da bossa nova, Salvador Silva Filho, do Rio 65 Trio, em sua encarnação Dom Salvador, a bordo do Grupo Abolição, na obra prima Som, sangue e raça, também de 1971. E do recluso Di Melo, que lançou um disco cult em seu nome em 1975, aos extrovertidos Sandra de Sá, de Demônio colorido, Olhos coloridos, Vale tudo, com Tim Maia, e o sobrinho dele, Ed Motta (Manuel, Solução, Um contrato com Deus, Fora da lei), o movimento se consolidaria no mapa de uma MPB ampla e poliglota. Articulando pilares e descendentes, o projeto Soul 70 e dois mil levará aos palcos um efervescente painel desta matriz estética. Nomeada como o movimento que ajudou a propulsionar, a Banda Black Rio (Maria Fumaça, Gafieira universal, Tabuleiro da cor), em sua mais recente formação, terá como convidada a cantora Negra Li, que se projetou, em 2006, no universo hip hop do seriado da TV Globo, Antonia. Revelada no The Voice Brasil, também da Globo, em 2012, a múltipla Ellen Oléria, que integrou as bandas Pret.utu, Soatá e lançou discos como Afro futurista, recebe dois emblemas do soul dos 70, Gerson King Combo (Mandamentos Black, Swing do rei, Eu soul) e Carlos Dafé, dos poderosos álbuns Pra que vou recordar (1977) e Venha matar saudades (1978). Ex-integrante da banda Brylho, de 1983, do megahit Noite do prazer, com extensa carreira autoral e diversas parcerias (À francesa, Felicidade urgente, Livre pra viver), Claudio Zolli é o anfitrião da eclética Paula Lima. Ela debutou em 2001, e já terçou vozes com Seu Jorge, Gerson King Combo, Max de Castro e gravou, entre muitos, o trio de especialistas Robson Jorge, Lincoln Olivetti e Tony Bizarro (Estou livre). Arremata o evento, um histórico encontro de Leo Maia, filho de Tim, que além da herança musical paterna segue carreira própria, e seu convidado especial, outra lenda, Hyldon, dos totens, Na rua, na chuva na fazenda, Na sombra de uma árvore e As dores do mundo.
Objetivo Geral _ O objetivo principal é dar o devido destaque a um movimento musical que surgiu à margem dos padrões vigentes na época e que durante aproximadamente 50 anos manteve-se fiel às suas origens e ainda assim se inseriu nas paradas de sucesso e na história da música brasileira. Objetivos específicos _ - Receber um público total de 2.250 pessoas em todos os espetáculos; - Realizar 04 espetáculos com 2 apresentações musicais cada, totalizando 08 apresentações; - Realizar 04 encontros com até 400 professores e estudantes, como forma de contrapartida social - Promover a memória musical brasileira; - Democratizar a cultura com a realização de shows de qualidade com ingressos a preços populares (inteira: R$ 30,00 e meia: R$ 15,00); - Formação de platéia; - Apoiar o trabalho de artistas de pequeno/médio porte; - Atuar no desenvolvimento da cadeia produtiva da música, com a geração de renda para cerca de 100 profissionais envolvidos no projeto entre músicos, produtores, técnicos e prestadores de serviços; - Colaborar com a formação artístico musical e na autoestima dos cidadãos; - Aumentar a oferta no calendário de eventos para maior fomento da cultura e do turismo na cidade; - O público será impactado na sua emoção pela qualidade e diversidade da música e seu poder transformador . Viverão momentos inesquecíveis num lugar garantido no coração da cidade.
O escritor e ensaísta paulistano Oswald de Andrade (1890-1954), criou o conceito de antropofagia, para explicar a apropriação de elementos estrangeiros à nossa cultura. Fruto da fusão do gospel das igrejas com o profano rhythm & blues, o soul americano de Ray Charles, Sam Cooke, Aretha Franklin a Stevie Wonder, Jackson Five, Marvin Gaye, Isaac Hayes, Wilson Pickett, Otis Redding, Tina Turner, Diana Ross & Supremes - começou a espalhar-se por bailes cada vez mais populosos, nos subúrbios e periferias do eixo Rio-São Paulo. E ganharia coloração brasileira na voz portentosa do carioca Tim Maia, ex-roqueiro do grupo Sputniks ao lado de outro iniciante, Roberto Carlos. Sem o parceiro, que seguiu solo, ele emigrou para a matriz, onde participou de grupos vocais e estagiou na marginalidade, ambiente que forjou o gênero e alguns de seus principais ídolos. Avalizado em dueto com a emepebista gaúcha Elis Regina (These are the songs), gravado por Roberto em fase soul (Não vou ficar), Tim abriu o cortejo vitorioso do gênero que pauta esse projeto, meio século depois. Soul 70 e dois mil reúne alguns de seus companheiros de jornada, seguidores diretos e discípulos, que promovem a continuidade do movimento. Na decolagem solo, em 1970, Tim Maia, cantor, compositor, músico, arranjador, disparou uma seqüência de enormes sucessos (Azul da cor do mar, Não quero dinheiro, Você, Vale tudo, Chocolate, Você e eu, eu e você, juntinhos, Gostava tanto de você), que ajudaram a projetar parceiros de movimento como o luminar paraibano Genival Cassiano (Primavera, Eu amo você, A lua e eu), de voz maleável, que lançaria alguns discos, e depois adotaria uma postura reclusa. O espaço aberto para a voz gutural e o desempenho à flor da pele, propiciaram a decolagem do carioca Ivan Lins (titular,,com Elis, do programa Som Livre Exportação), do pernambucano Paulo Diniz (Quero voltar pra Bahia, Ponha um arco íris na sua moringa, Piri Piri), e da dupla de São Paulo, Toni & Frankie (Viu menina). Ex crooner do grupo sambalanço de Ed Lincoln, o paulista Toni Tornado brandiu o vozeirão, a figura imponente e o cabelo black power, na conquista do Festival da Canção de 1970, com a controvertida BR-3, de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar. E, depois, alternaria a carreira musical com a de ator. Ao contrário de outros movimentos com pico e ocaso nítidos, o Soul Brasil continuou desdobrando-se, abrindo atalhos e ramificações. Do protagonismo da carioca Sandra de Sá (incluindo Enredo do meu samba, de Dona Ivone Lara e Jorge Aragão) ao do conterrâneo Ed Motta, sobrinho de Tim, que, do soul viajou ao jazz e à MPB. Este leque amplo servido por um repertório de clássicos atemporais - está representado na multiplicidade estilística dos convocados para os quatro shows do projeto Soul 70 e dois mil. O projeto se coaduna com os seguintes incisos do art. 1º da Lei 8313/91: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto atinge os seguintes objetivos previstos no Art. 3º da Alie 8313/91: Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) - realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) - distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
Além de inserção e/ ou citação da marca do patrocinador: - nas redes sociais do evento; - na divulgação pela assessoria de imprensa; - aplicação da marca em 2.000 folders que serão distribuídos gratuitamente
Produto Principal – Apresentação musical Projeto com duração 04 dias. 04 espetáculos com 2 apresentações musicais cada, totalizando 08 apresentações. Produto Secundário - Contrapartidas Sociais 04 encontros voltados para estudantes e professores conversarem com o curador e músicos participantes
Produto principal – Apresentação Musical Deficientes físicos - Os locais escolhidos para a realização do projeto contarão com total acessibilidade para PNEs como rampas e banheiros adaptados. Haverá espaço para cadeirantes. Deficientes Visuais – contaremos com monitores para auxiliar a locomoção dos deficientes Deficientes auditivos - teremos intérprete de Libras para realizar a descrição do ambiente onde serão realizadas as apresentações musicais, do roteiro, além de informações como o nome da música, instrumentos utilizados, conteúdo da letra e informações sobre os artistas. Produto secundário - Contrapartidas Sociais Deficientes físicos - Os locais escolhidos para a realização do projeto contarão com total acessibilidade para PNEs como rampas, banheiros adaptados. Haverá espaço para cadeirantes. Deficientes Visuais – contaremos com monitores para auxiliar a locomoção dos deficientes Deficientes auditivos – contaremos com intérpretes de Libras
Produto principal – Apresentação Musical O projeto tem ingressos a preços populares (inteira: R$ 30,00 e meia: R$ 15,00) Distribuição gratuita de ingressos conforme a lei. Art. 21. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22. Produto secundário - Contrapartidas Sociais Encontros totalmente gratuitos e tendo 50% de seu público exclusivamente formado por professores e estudantes da rede pública de ensino. Art. 21. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22.
Valéria Machado Colela – Proponente/ Coordenação Administrativa / Curadoria Valéria Machado Colela, CEO da Luz Produções Ltda há 40 anos, empresária, gestora, diretora artística. Em1979 assumia o empresariamento e a gestão das carreiras do artista MORAES MOREIRA e do grupo A COR DO SOM. No decorrer da década trabalhei na gestão de carreira dos artistas TUNAI, MARINA LIMA e do grupo ROUPA NOVA. Na década de 90 me dediquei à criação, gestão e produção executiva de projetos especiais de música, exposições e festivais como o ANIMA MUNDI FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE ANIMAÇÃO. No final de 1999 montei o departamento artístico e a direção artística da casa de espetáculo OLIMPO, onde permaneci até outubro de 2000, me transferindo para o CANECÃO, onde fiz a direção artística, mídia e marketing até outubro de 2010, quando do seu fechamento. Em novembro de 2018 assumi a Gerência de Programação do CENTRO CULTURAL FUNDIÇÃO PROGRESSO, onde permaneci até março de 2020. Atualmente atuo na direção comercial da artista ELZA SOARES e o rapper FLAVIO RENEGADO. Leonardo Salomão – Curador e Produtor Executivo Bacharel em Comunicação Social pela UERJ, experiência como produtor artístico, cultural e de eventos, gestão de projetos e de equipamentos culturais, curadoria artística, planejamento de mídia e divulgação, criação e elaboração de projetos, assessoria de imprensa e textos. Funções executadas: Analista de Programação na Fundição Progresso. Agente e gestor de carreira do DJ Marcelinho da Lua. Consultor estratégico e gestor de projetos especiais da Espelho D´água Produções Artísticas. Departamento comercial e novos negócios da Na Moral Produções, Coordenador Técnico do Teatro Sesc Ginástico e da Unidade Santa Luzia do Sesc Rio. Analista Técnico de Cultura do Sesc Rio, Unidade Tijuca. Produtor executivo da casa de espetáculos CANECÃO. Assistente de produção na casa de espetáculos OLIMPO. Assessoria de imprensa e divulgação da Cinemateca do MAM. Assessoria de imprensa e divulgação da Editora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e no Departamento Cultural da Uerj. Tárik de Souza – Curador e Pesquisa Jornalista, editor, crítico musical, pesquisador e escritor. É considerado uma das maiores referências do jornalismo musical voltado para a MPB. Apresentou o programa Bossamoderna na Rádio MEC do Rio de Janeiro e é pesquisador do programa O Som do Vinil, no Canal Brasil, junto com o ex-Titãs Charles Gavin, que é também o apresentador do programa. Ruth Freihof - Designer Ruth Freihof é diretora de criação e comunicação da Passaredo Design (Ruth Freihof Serviços de Programação Visual Ltda.) e desenvolve projetos de livros, curadoria e museográfia de exposições e sinalização. Entre os projetos de design gráfico, destacam-se a Biscoito Fino com a logomarca, papelaria e inúmeras capas de cds e dvds tais como: Kurt Masur e Roberto Minczuk, Edu Lobo, Mônica Salmaso, Joyce e Toninho Horta, Olivia Hime, Francis Hime, Os Afro-Sambas Baden, Poeta, Moça e Violão, Vinicius, Toquinho e Clara Nunes, Ivan Lins, Tom Jobim, Edu Lobo - Tantas Marés, Carmen Miranda Hoje.
PROJETO ARQUIVADO.