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Propomos aqui a montagem e primeira temporada de dois meses do espetáculo teatral "Restos Humanos Não Identificados e a Verdadeira Natureza do Amor" (Unidentified Human Remains and The True Nature of Love), de Brad Fraser, direção de Adriano Coelho e Daniela Amorim, em montagem no Rio de Janeiro de 9 de abril a 30 de maio de 2021, de sexta a domingo, totalizando 24 sessões. Junto às montagem e temporada, a realização de quatro debates para pontuar os principais temas abordados (Aids, solidão, feminicídio e sexualidades). E ainda, uma sessão cada com acompanhamento para portadores de necessidades especiais auditivas e de visão. Acreditamos que este espetáculo possa alcançar público de várias idades e de várias vertentes (estudantes, profissionais liberais, historiadores, sociólogos, professores, artistas etc).
Propomos aqui a montagem e primeira temporada do espetáculo teatral “Restos Humanos Não Identificados e a Verdadeira Natureza do Amor” (Unidentified Human Remains and The True Nature of Love), do autor canadense Brat Fraser, com direção de Adriano Coelho e Daniela Amorim, classificação etária 16 anos. Sinopse do texto Restos Humanos Não Identificados e a Verdadeira Natureza do Amor fala do isolamento emocional de habitantes de grandes centros urbanos no final da década de 1980, assombrados pelo fantasma - então mortal - da AIDS, e pela presença de um assassino em série. David e Candy são dois jovens ex-amantes que dividem um apartamento em uma metrópole impessoal e caótica. Ele, um ex-ator famoso na tv, atual garçom, gay; ela crítica de livros, talvez bissexual. Além deles: Benita, paranormal, prostituta e traficante, amiga de David; Jerri, professora, lésbica, apaixonada por Candy; Kane, jovem rico um tanto perdido, colega de David no restaurante; Robert, um barman atraente e violento, caso de Candy; e Bernie, velho amigo de David e Candy, e amor platônico de David. Todos se esforçam na busca por parceiros amorosos e por alguma satisfação sexual. David procura sexo anonimo com homens em bares e parques, enquanto Candy se divide entre o relacionamento homossexual com Jerri e encontros com Robert. Espécie de prólogo de uma geração e de um modo de vida contemporâneo que se tornava realidade na época, a cada cena o texto vai mais fundo em temas como a solidão, o egoísmo, o hedonismo, a insegurança, a imaturidade, a obsessão pelo outro (chegando ao limite da psicose), os desejos reprimidos. DEBATES 1) Precisamos falar de HIV, precisamos falar mais, precisamos falar melhor. Com o objetivo de comparar as questões de saúde e reações sociais em relação à AIDS, em dois momentos da história - no final da década de 1980, momento de escritura do texto da peça, e nos dias atuais. Como foi a descoberta da doença? O que significava se descobrir soropositivo naquele momento? O que avançou no tratamento nestas décadas? Quais são os remédios de ponta? O que é PrEP, ou profilaxia pré-exposição? O que esperamos do futuro neste campo? É possível pensar um paralelo entre o HIV e a Covid 19? Como se relacionar sexualmente hoje em tempos de Covid 19? 2) Gênero, orientação, armários e o desejo. A lgbtfobia é uma realidade extremamente violenta no Brasil, todos sabemos. Em um lugar como a internet, onde se pode navegar secretamente, a categoria de vídeos com bissexuais foi 280% mais assistida em 2017 do que em 2016. O que esses números querem dizer? A ideia é trazer, de forma afetiva, histórias pessoais, questões sociais, e dados sobre o desejo de uma grande parte dos brasileiros. 3) Feminicídio: o atual - e real - panorama brasileiro. Muito se fala sobre o aumento dos casos de feminicídio. Outros rebatem que não há aumento de ocorrências, mas sim de notificações. E há registros de ocorrências em um número muito maior do que processos; onde há desistência da denúncia e por que? As brasileiras estão se sentindo mais amparadas, mais aptas a prestar queixa? Há mudanças reais no sistema jurídico e de apoio a essas mulheres? Quais foram os efeitos concretos da Lei Maria da Penha no país? 4) A solidão: seus males e suas qualidades. Qualquer um pode sofrer com solidão crônica: uma criança de 12 anos que muda de escola; um jovem do interior em uma grande cidade; uma executiva que está ocupada demais com sua carreira para manter boas relações com seus familiares e amigos; um idoso que sobreviveu a sua parceira e cuja saúde fraca dificulta fazer visitas; a solidão durante a quarentena que o mundo inteiro está passando em 2020; as ondas possíveis de diversos tipos de quarentenas e sua influência sobre cada um de nós. A generalização do sentimento de solidão é surpreendente. Mas, o que é a solidão? Como ela nos atinge? Que males físicos ela pode causar? Ela pode ser benéfica? E abaixo, pequenos testemunhos dos dois diretores: “Aos 21 anos, visitando uma amiga, corri para assistir a uma montagem de Restos Humanos Não Identificados e a Verdadeira Natureza do Amor no teatro La Mamma (Nova Iorque, EUA). Como já conhecia o filme, fiquei muito curioso com a forma que o enredo seria transposto para o palco – mal sabia eu que o texto havia sido escrito originalmente para o teatro e, posteriormente, virado filme. Foi uma experiência forte, singular, e aqueles personagens nunca me abandonaram completamente. Hoje, aos 45 anos, meu interesse pelo texto permanece intacto. Acho que isso se deve ao fato de que é uma obra que fala da solidão, essa espécie de dor que todos sentimos. Como um texto contemporâneo por excelência, Restos Humanos… aborda a solidão dos grandes centros urbanos de maneira caótica, fragmentada, caleidoscópica, em diálogo constante com a linguagem cinematográfica, essa nossa conhecida. A leitura humanista de Fraser nos desnuda toda uma geração que descobria que o sexo podia matar de forma sorrateira e cruel, e que o amor podia ser fatalmente perigoso. Essa geração tinha muito medo de amar e morrer. Até hoje lutamos com a homofobia, a violência contra mulher, a aids (mesmo com os avanços da medicina, ela ainda anda por aí, fatal). Somos hoje ainda pessoas solitárias que buscam violentamente o amor. O passado nos olha de muito perto.“ Adriano Coelho “Quando Adriano me convidou para este trabalho, e li o texto pela primeira vez, me impressionei com a poesia e a atualidade que ele carrega. Lembrava do filme, do sucesso que fez, e confesso que tinha a impressão de que era "muito anos 90". O filme, talvez, dê essa impressão, por conta do ritmo, da trilha, dos figurinos; quem viveu os 1990 não tem como não se sentir naqueles dias assistindo à película. Mas ao tomar contato com o texto original, essa impressão some completamente. Restos Humanos Não Identificados e a Verdadeira Natureza do Amor podia ter sido escrito nos dias de hoje, na medida em que somos ainda - e talvez, cada vez mais - fragmentados em nossas relações, em nossas concepções de mundo, no que entendemos como amor, nos nossos desejos sexuais. A narrativa em cenas curtas - espelhada no ritmo cotidiano urbano frenético, e intercalada com imagens subjetivas e poéticas - traduz em nós um sentimento muito conhecido: a solidão. Todos sabemos hoje o que é buscar o amor e a satisfação sexual numa selva urbana, todos sabemos o que é o medo da rejeição, de doenças e da violência, todos oscilamos entre o fascínio pelo risco e a necessidade de encontrar uma companhia, todos precisamos de afeto. O abismo do outro continua, e nós o reconhecemos em cena. Ok, eles abusam das secretárias eletrônicas, o whatsapp da época. E David e Carol e cia, vivendo hoje, teriam pirado com o Tinder.“ Daniela Amorim
Objetivo Geral Este é um projeto de montagem teatral do texto Restos Humanos Não Identificados e a Verdadeira Natureza do Amor (Unidentified Human Remains and The True Nature of Love), escrito em 1988 pelo premiado dramaturgo canadense Brad Fraser. O texto teve montagens em vários países, e ganhou projeção mundial ao chegar às telas de cinema, com direção de Denys Arcand e roteiro do próprio Fraser, em 1993, com o título em português de "Amor e Restos Humanos". Espécie de prólogo de uma geração e de um modo de vida contemporâneo que se tornava realidade na época, a cada cena o texto vai mais fundo em temas como a solidão, o egoísmo, o hedonismo, a insegurança, a imaturidade, a obsessão pelo outro (chegando ao limite da psicose), os desejos reprimidos. A atual montagem conta com direção de Adriano Coelho e Daniela Amorim, dois diretores experientes no teatro e na televisão brasileiros, iluminação de Paulo Cesar Medeiros, figurino de Paula Stroher, trilha Sonora de Rodrigo Marçal, e direção de produção de Rossine A. Freitas, todos profissionais conceituados e com extensa carreira teatral. Junto a uma equipe técnica experiente, a proposta é de termos um ótimo elenco jovem, mas que já esteve em cartaz em diferentes mídias (teatro, tv, cinema, internet): Ana Roberta Gualda, Leonardo Corajo, Tomaz Gama, Luana Bezerra, Danilo Watanabe, Ricardo Gonçalves e Carolina Ferman que podem nos garantir um resultado vibrante e inesperado no palco teatral. Nossa ideia é realizar a temporada de 9 de abril a 30 de maio de 2021 (data a ser confirmada a partir da captação de recursos), de sexta a domingo, totalizando 24 sessões. Acreditamos que este espetáculo possa alcançar público de várias idades e de várias vertentes (estudantes, profissionais liberais, historiadores, sociólogos, professores, artistas etc). Objetivos Específicos . realização de 24 (vinte e quatro) sessões do espetáculo teatral; O espetáculo deverá trabalhar com ingressos no valor nominal máximo de R$ 70,00 (setenta reais) a entrada, e meia-entrada a R$ 35,00 (trinta e cinco reais), e ainda preço popular, no valor nominal máximo de R$ 50,00 (cinquenta reais) a entrada, e meia-entrada a R$ 25,00 (vinte e cinco reais) . Como trabalhado no quadro estimado de um teatro com lotação de 200 (duzentos) lugares, e ocupação média de 50% dos lugares, 100 (cem) ingressos por dia, temos a estimativa de: . total de ingressos previstos: 2.400 (dois mil e quatrocentos) . convites para público carente: 960 (novecentos e sessenta lugares) . convites para divulgação e patrocinador: 240 (duzentos e quarenta lugares) cada um . realização de 4 (debates) abertos e gratuitos; DEBATES Durante o primeiro mês de temporada, propomos a realização de um debate por semana, sempre no dia anterior ao primeiro dia de peça na semana, ou nas tardes dos finais de semana, antes do espetáculo. Os debates serão gravados em vídeo e veiculados na internet. Os debatedores, todos profissionais ligados diretamente a cada assunto, serão entrevistados pré-debate, e todo o material em vídeo será disponibilizado online. Mesas de debate: 1) Precisamos falar de HIV, precisamos falar mais, precisamos falar melhor. Com o objetivo de comparar as questões de saúde e reações sociais em relação à AIDS, em dois momentos da história - no final da década de 1980, momento de escritura do texto da peça, e nos dias atuais. Como foi a descoberta da doença? O que significava se descobrir soropositivo naquele momento? O que avançou no tratamento nestas décadas? Quais são os remédios de ponta? O que é PrEP, ou profilaxia pré-exposição? O que esperamos do futuro neste campo? É possível pensar um paralelo entre o HIV e a Covid 19? Como se relacionar sexualmente hoje em tempos de Covid 19? 2) Gênero, orientação, armários e o desejo. A lgbtfobia é uma realidade extremamente violenta no Brasil, todos sabemos. Em um lugar como a internet, onde se pode navegar secretamente, a categoria de vídeos com bissexuais foi 280% mais assistida em 2017 do que em 2016. O que esses números querem dizer? A ideia é trazer, de forma afetiva, histórias pessoais, questões sociais, e dados sobre o desejo de uma grande parte dos brasileiros. 3) Feminicídio: o atual - e real - panorama brasileiro. Muito se fala sobre o aumento dos casos de feminicídio. Outros rebatem que não há aumento de ocorrências, mas sim de notificações. E há registros de ocorrências em um número muito maior do que processos; onde há desistência da denúncia e por que? As brasileiras estão se sentindo mais amparadas, mais aptas a prestar queixa? Há mudanças reais no sistema jurídico e de apoio a essas mulheres? Quais foram os efeitos concretos da Lei Maria da Penha no país? 4) A solidão: seus males e suas qualidades. Qualquer um pode sofrer com solidão crônica: uma criança de 12 anos que muda de escola; um jovem do interior em uma grande cidade; uma executiva que está ocupada demais com sua carreira para manter boas relações com seus familiares e amigos; um idoso que sobreviveu a sua parceira e cuja saúde fraca dificulta fazer visitas; a solidão durante a quarentena que o mundo inteiro está passando em 2020; as ondas possíveis de diversos tipos de quarentenas e sua influência sobre cada um de nós. A generalização do sentimento de solidão é surpreendente. Mas, o que é a solidão? Como ela nos atinge? Que males físicos ela pode causar? Ela pode ser benéfica? SESSÕES ESPECIAIS PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS A realização de uma sessão no decorrer da temporada com acompanhamento de intérprete de libras, e uma sessão com áudio-descrição. REDES SOCIAIS Teremos duas páginas do projeto (Instagram e Facebook) criadas no início do processo de ensaio, que veicularão conteúdos diários como fotos e pequenos vídeos de leituras e ensaios, entrevistas com elenco e equipe técnica sobre o processo de criação, chamadas em vídeo com debatedores pré-debate, vídeos da montagem, da estreia e dos debates, entrevistas com o público pós-sessão. Além da óbvia função de divulgação, estas páginas trazem as discussões temáticas, artísticas e políticas suscitadas pelo espetáculo para um número muito maior de pessoas, atingindo lugares onde a peça possivelmente não chegará.
Robert Mckee, professor de escrita criativa americano, aponta em seu livro Story que narrar um drama sob a perspectiva histórica "faz do passado um espelho do presente", deixando claros, e mais suportáveis, alguns antagonismos contemporâneos controversos. Esse deslocamento só faz sentido porque "eles são a gente". Nesta montagem, o texto de Fraser interessará ao público na medida em que suscita o debate de temas importantes e urgentes - tanto na década de 1980 quanto hoje - tais como a AIDs, a homossexualidade, o feminicídio e a solidão. Acreditamos que trazer estes temas neste momento no Brasil faz pensar sobre o caminho que percorremos até aqui desde os anos 1980, e sobre o quanto ainda nos falta seguir na luta contra preconceitos e por direitos humanos igualitários para todos. Desta forma, acreditamos estar cumprindo especialmente os seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; e VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Acreditamos assim alcançarmos os objetivos presentes no Art. 3° abaixo: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; Voltando aos temas presentes no espetáculo, citados acima, detalhamos estas questões a seguir: AIDS Fraser fez parte de uma geração que buscou retratar os anos 80 e 90 utilizando-se de uma linguagem que ficou marcada pela temática da Aids. Entre eles, o conterrâneo Robert Lepage (Needles and Opium) e o norte-americano Tony Kushner (Angels in America). Para Fraser, a influência da Aids serviu como uma metáfora para a sociedade contemporânea: "As pessoas adoecem mental e emocionalmente, e acabam doentes também fisicamente". Hoje, com o avanço da terapia antirretroviral, a Aids não é mais necessariamente sinônimo de morte, ainda que quase 1,8 milhão de pessoas tenham morrido em 2017. O avanço da medicação, por outro lado, criou um novo problema: sem a sentença de morte, o contágio tem aumentado em níveis absurdos, e em grupos como adolescentes e idosos. A doença continua, portanto, sendo um dos maiores desafios da saúde pública no mundo. Mesmo para os que usam os medicamentos avançados, que baixam a taxa do vírus no sangue a ponto de se tornar indetectável, e portanto, intransmissível, pessoas com HIV tem risco aumentado para doenças cardiovasculares em geral. Assim, mais que a população em geral, pessoas com HIV precisam manter hábitos de vida saudáveis sempre. E ainda, uma questão urgente a se debater neste momento é a discriminação dos soropositivos, que ainda persiste na nossa sociedade, e está entre os principais obstáculos para a prevenção, tratamento, cuidado em relação ao HIV. SOLIDÃO O amor romântico, que nos anos 1980 estava começando seu declínio como idealização da vida amorosa perfeita, hoje também é posto em cheque pela extrema valorização do individualismo, e por novas formas de relacionamento não exclusivos, como os casamentos abertos e o poliamor. Do outro lado, a solidão, já tema da peça na época, se tornou uma real ameaça à vida humana. Populações inteiras atualmente envelhecem sozinhas, sem filhos, e o isolamento social chegou ao ponto de as fazer adoecer fisicamente: uma análise recente _ de 70 estudos combinados, com mais de três milhões de participantes _ demonstra que a solidão aumenta o risco de morte em 26%, aproximadamente o mesmo que a obesidade. Os médicos alertam que, hoje, a solidão é uma epidemia crescente, e pode ter sérias consequências físicas, mentais e emocionais, como um maior risco de doença cardíaca, diabetes e câncer. Para se ter uma ideia, um Ministério da Solidão foi criado no início de 2018 na Inglaterra, justamente para desenvolver políticas que tratam os males causados pela solidão naquele país. E hoje em 2020, toda uma nova experiência de solidão pessoal e coletiva sendo experimentada pela população mundial. O que fazer? FEMINICÍDIO Há no Brasil um quadro epidêmico de assassinato sistemático de mulheres no país, em um claro contexto de desigualdade de gênero. Nos quatro primeiros meses de 2019, ao menos 126 mulheres foram mortas por feminicídio. O aumento dos casos está no horizonte não só do governo federal, mas de organismos internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Foram registradas 67 tentativas de feminicídio no mesmo período. Os agressores e assassinos de mulheres agem, todos os dias, sob desejos e motivos extremamente complexos, e são capazes das maiores atrocidades. Falar dessa questão no país é, hoje, uma ação vital, política, de saúde pública e de direitos humanos. SEXUALIDADES O STF votou há pouco tempo para a criminalização da homofobia no Brasil, considerada equivalente ao racismo, e no Congresso Nacional há projetos ligados a este tema. Mas, por outro lado, conforme os dados as Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA) o Brasil ocupa o primeiro lugar em homicídios de LGBTs nas Américas. Além disso, é também o país que mais mata travestis, mulheres transexuais e homens trans do mundo. Discutir a homossexualidade e a violência hoje, no Brasil, é tratar de um tabu extremamente importante e urgente, e Restos Humanos... pode ter uma grande contribuição a dar neste sentido.
Seguem pequenos currículos do ELENCO: Carolina Ferman é atriz formada pela CAL e pela PUC. Foi indicada ao prêmio Cesgranrio 2014 na categoria melhor atriz com a peça DESALINHO de Marcia Zanelatto, direção de Isaac Bernat, equipe com a qual também realizou POR AMOR AO MUNDO - UM ENCONTRO COM HANNAH ARENDT. Seus principais trabalhos no teatro são: ABAS, texto autoral e direção de Felipe Storino; LAIO E CRÍSIPO de Pedro Kosovsky e direção de Marco André Nunes; A SERPENTE de Nelson Rodrigues, direção de Ivan Sugahara; AS HORAS ENTRE NÓS, AMÉRIKA e PAISAGEM NUA com a Cia Dragão Voador, direção de Joelson Gusson. É integrante e co-fundadora da OutraCia, onde realizou BASEADO NA RUA DE TRÁS e APOCALIPSE NAQUELA ESQUINA. Na televisão, fez a série ADORÁVEL PSICOSE, no Multishow, a novela DEUS SALVE O REI, na Rede Globo, e a série OS HOMENS SÃO DE MARTE. No cinema, entre outros, protagonizou o curta metragem TERRA DORMENTE de Antonio Farias (em fase de finalização). Danilo Watanabe é um artista multimídia, formado em Teatro na UNIRIO. Desde 2009, estabelece parceria com Otávio Müller como diretor assistente de suas peças. Com Bia Lessa, faz shows, exposições, desfiles e o museu PAÇO DO FREVO, no Recife. Atua e prepara o elenco do filme RISCADO, de Gustavo Pizzi. Como ator, destaca-se a montagem de NAVALHA NA CARNE, dirigida por Rubens Camelo, com temporadas no Rio e em São Paulo, e apresentada em Moçambique e Portugal. Faz assistência de peças dirigidas por José Wilker e Amir Haddad, codirige com Lúcio Mauro Filho a peça IVON CURY - O ATOR DA CANÇÃO e, com Vanessa da Mata, o show SEGUE O SOM. Assiste aos diretores Paula Lavigne e Fernando Young nos DVDs ABRAÇAÇO (Caetano Veloso) e BABY SUCESSOS (Baby do Brasil). Na TV, já trabalhou como ator dirigido por Jorge Fernando e Luís Fernando Carvalho, e fez assistência de direção nos programas ESQUENTA!, AMOR & SEXO, CHACRINHA, O ETERNO GUERREIRO, entre outros. Leonardo Corajo é ator, pela CAL, e graduado em Letras, pela UERJ. Com o Coletivo Complexo Duplo, foi ator e dramaturgo em várias produções, entre elas CONTRA O VENTO – UM MUSICAOS e CABEÇA - UM DOCUMENTÁRIO CÊNICO. Com a Cia Dragão Voador Teatro Contemporâneo, atuou, entre outras, em AMÉRIKA!; MANIFESTO CIBORGUE, e AS HORAS ENTRE NÓS, indicado ao Prêmio Questão de Crítica 2013 como Ator; e assinou o texto de O ANIMAL QUE RONDA. Com a Cia Teatro de Extremos, realizou, entre outros, O HOMOSSEXUAL OU A DIFICULDADE DE SE EXPRESSAR, e BALÉ RALÉ. Com a Cia Teatro Esplendor, dirigida por Bruce Gomlevsky, atuou no espetáculo FESTA DE FAMÍLIA. Participou ainda das montagens VESTIDO DE NOIVA, direção de Renato Carrera, GERAÇÃO POCKET, direção de Bruno Garcia, e PARTY TIME, direção de Terry O'Reilly, diretor do grupo Mabou Mines (NY). Em cinema, atuou em ESPELHO, direção de Juliana Milheiro; PENDULAR, de Julia Murat e PESSOAS, de Tatiana Leite. Luana Bezerra nasceu no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Licenciada em dança pela UniverCidade, atua em dança, performance e teatro desde 1999. No Centro de Movimento Deborah Colker, foi bolsista integral, e no projeto Galpão Aplauso, atuou como bailarina, atriz e acrobata em espetáculos dirigidos por Gringo Cardia, Lúcia Coelho e Cininha de Paula. Com a Cia. Arquitetura do Movimento, de Andrea Jabor, atuou como intérprete-criadora e pesquisadora na TRILOGIA DO SAMBA. Na Lia Rodrigues Cia. de Danças, foi intérprete-criadora em quatro espetáculos, exibidos pela Europa, e em países como Austrália, Israel e Colômbia. Em performance, atuou, entre outros, em PLANTAÇÃO DE ÁRVORES, com Clarice Lima, no Festival Panorama de Dança, e com Rafi Sahyon, em NINGUÉM ME SOLTA (SP). É integrante do coletivo Arte Volante, de teatro de rua, e do Coletivo em Fluxo, de Mareu Machado. Em parceria com o ator e bailarino Francisco Thiago Cavalcanti, participa de UM CORPO FOI ACHADO (em processo). Ricardo Gonçalves é ator, nascido no subúrbio carioca, e começou sua carreira em 1996. Se formou na escola de teatro Martins Penna e trabalhou profissionalmente em mais de 30 produções teatrais. Foi diretor artístico no Centro Cultural da Light durante 8 anos. Dentre os espetáculos que trabalhou, podemos destacar: VEM BUSCAR-ME QUE AINDA SOU TEU, OS SAPOS, O ESTRANHO CASO DO CACHORRO MORTO, PAPAI ESTÁ NA ATLÂNTIDA, e WAR, de 2015, onde foi indicado ao prêmio de Melhor Ator no Prêmio Botequim Cultural. Atuou no cinema, TV, publicidade e internet. Acaba de ganhar o prêmio de melhor ator em curta-metragem no festival Militello Independent Film Fest na Itália. Roberta Gualda atua desde 1994. Começou fazendo teatro n’O Tablado. Fez oficinas ministradas por Juliana Carneiro da Cunha, Paulo de Moraes, Moacyr Góes, Moacir Chaves, Suzana Krugger, Christiane Jatahy e Enrique Diaz. No Cinema participou de filmes como POLARÓIDES URBANAS, de Miguel Falabella e GONZAGAS: DE PAI PARA FILHO, de Breno Silveira. Na televisão atuou em programas semanais, novelas e séries, entre elas MULHERES APAIXONADAS, COMEÇAR DE NOVO, RETRATO FALADO E A FAVORITA. Mais recentemente participou da Série infantil D.P.A. – DETETIVES DO PRÉDIO AZUL e do seriado SOB PRESSÃO, na Rede Globo. No teatro atuou em peças como ÊXTASE, ALEGRIA e A FALTA QUE NOS MOVE OU TODAS AS ESTÓRIAS SÃO FICÇÃO. Escreveu as peças 4 MINUTOS, FESTA, DIANA, AFRESCO e AOS CINQUENTA além do curta-metragem ENTREGA. Tomaz Gama é formado em Ciências Sociais pela UFRJ. Ator fundador da Cia dos Bondrés, atua na cena teatral carioca desde 2011, exercendo diversas funções dentro e fora da Cia. Dentre os mais recentes trabalhos, destacam-se os espetáculos INTERIOR e BATALHA pela Cia dos Bondrés, com direção de Fabianna de Mello e Souza. Foi assistente de direção de Ariane Mnouchkine no espetáculo AS COMADRES, e no espetáculo LABIRINTO, dirigido por Daniela Amorim. Neste ano, estreia como ator para televisão na série SANTOS DUMONT- MAIS LEVE QUE O AR, no Canal HBO. É pesquisador, ao longo desses anos, da linguagem e a pedagogia das máscaras teatrais, com oficinas ministradas no Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Poços de Caldas (MG) e Cariri (CE).
PROPOSTA DE ENCENAÇÃO Restos Humanos Não Identificados e a Verdadeira Natureza do Amor apresenta pelo menos dois grandes desafios na sua ambientação cênica. Um, bastante prático: colocar no palco a multiplicidade de cenários requisitados pelas cenas. Restaurante, bar, parque, apartamento de mais de um personagem, um fliperama, um terraço, entre outros. Dois: traduzir para a cena o estado fragmentado, solitário e eternamente desejante dos personagens. Optamos, como concepção cênica, então, por trabalhar inicialmente com o conceito de um cenário amplo, branco, contínuo entre fundo e chão, uma espécie de fundo infinito fotográfico, colocado no centro do palco, e ocupando quase sua totalidade. Ou seja, sem caixa fechada, ou ainda melhor, com os atores em cena, em coxias abertas. Este espaço amplo é modulado em partes distintas que, manipuladas, servem de sofá, cama, mesa, banco, parapeito etc, atendendo a todos os usos necessários. Esses fragmentos móveis vão ainda, ao longo do espetáculo, se desconstruindo, se desarranjando, da mesma forma que a subjetividade dos personagens. Ao final, o palco se transforma em um lugar difícil de transitar, em um terreno perigoso. Ainda, à medida em que a trama dos crimes avança, a cada entrada do personagem assassino, ele traz um pouco de sangue de suas vítimas no seu corpo, que pinga e fica, manchando o espaço branco, deixando seu rastro vermelho. Tanto quanto à fragmentação causada pela solidão e pelos desencontros, o cenário responde também à violência do drama. Entendemos ainda que o figurino pode carregar referências de época sem, porém, forçar a barra de uma montagem estrita do ano de 1986. Da mesma forma queremos manter a referência da secretária eletrônica, muito presente no texto original, e um ou outro elemento cotidiano - como um projetor de slides, ou uma geladeira -, mas sem necessariamente ter a gravação de voz com os bips da época. Antes, os atores em cena executam, em tempo real e aos olhos do público, as mensagens gravadas. Nossa proposta é, em resumo, fazer referência à época, sem necessariamente criar uma ambientação realista: ao mesmo tempo que contamos, com elementos pontuais daquela década, a história narrada, apontamos claramente, pela encenação aberta, sem "truques", não realista, que estamos olhando para trás a partir de hoje - são atores no palco, num cenário teatral, que trazem para o espectador aquela história. Acreditando na força da atualidade do texto, não achamos necessário mergulhar o espectador em 1986 para dar veracidade àquelas questões; nos basta fazer as referências certas, e deixar que os atores e o público vivam aquelas vidas no palco. Previsão da divulgação e peças em geral . Contratação de profissional especializado em marketing digital para o maior alcance possível em redes sociais, como Youtube, Instagram e Facebook. . Contratação de assessoria de imprensa para criação de release sobre o projeto e contato com a imprensa especializada, com obrigatória citação do patrocinador, sistematizando uma presença significativa na mídia especializada, criando uma associação da imagem do projeto por meio da presença de críticos, jornalistas, influenciadores e formadores de opinião. . Matérias, entrevistas e notas nos principais veículos de comunicação da cidade do Rio de Janeiro e outros estados. Material gráfico . 5.000 folders/programa, com inserção de texto de apresentação do patrocinador . 100 cartazes para uso de divulgação interna e externa . 02 Banners Material digital . Convite digital de abertura e temporada . E-mail marketing . Criação de uma vinheta de até 15 segundos para divulgação Mídia Digital . Anúncios em Redes Sociais (Facebook, Instagram e Youtube) pelo período de 2 meses de temporada) . Impulsionamentos de posts em redes sociais CONTRAPARTIDAS DE RELACIONAMENTO . Cota de convites para as sessões (10%) . Cota de convites para os debates (10%) . Cota dos programas (10%) CONTRAPARTIDAS NEGOCIAIS . Inserção das logomarcas afins em todas as peças . Agradecimento verbal a Lei Federal de Incentivo à Cultura / Secretaria Especial de Cultura / Governo Federal em entrevistas; . Agradecimento verbal a Lei Federal de Incentivo à Cultura / Secretaria Especial de Cultura / Governo Federal no final de cada debate. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS . Quatro debates . Sessões para portadores de necessidades especiais auditivas e visuais . Ação formativa (aulas introdução ao teatro) Ao final do evento, será entregue: . Arquivos de peças gráficas do projeto em mídia digital . Relatório Fotográfico do evento . Vídeo registro (peça e debates) . Clipping do projeto (impresso, tv, rádio e internet) por meio digital, com valoração do evento.
ACESSIBILIDADE FÍSICA O local de realização do projeto deverá obrigatoriamente cumprir os requisitos de acessibilidade física, tais como elevadores, rampas, banheiros PNE, plateia com espaço para público de mobilidade restrita e afins. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO Está prevista no decorrer da temporada a realização de uma sessão com acompanhamento de intérprete de libras para portadores de necessidades especiais auditivas, e uma sessão com áudio-descrição para portadores de necessidades especiais visuais.
Espetáculo Teatral – ingressos Com a realização do Espetáculo previsto no projeto, distribuição de ingressos para público carente, e ainda, uma sessão cada com acompanhamento de intérprete de libras e com aúdio-descrição para portadores de necessidades especiais, estaremos trabalhando com os incisos/medidas do art. 21 da IN no 02/2019 do Ministério da Cidadania abaixo listados: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos. Contrapartidas sociais - Debates Com a realização dos Debates e sua publicação online previstos no projeto, estaremos trabalhando com os incisos/medidas do art. 21 da IN no 02/2019 do Ministério da Cidadania abaixo listados: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2o do art. 22; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22.
FICHA TÉCNICA TEXTO - Brad Fraser TRADUÇÃO e DIREÇÃO - Adriano Coelho e Daniela Amorim ELENCO - Ana Roberta Gualda, Leonardo Corajo, Tomaz Gama, Luana Bezerra, Danilo Watanabe, Ricardo Gonçalves, Carolina Ferman ILUMINAÇÃO - Paulo César Medeiros CENÁRIO - Caetana Lara Resende FIGURINO - Paula Ströher TRILHA SONORA - Rodrigo Marçal PREPARAÇÃO CORPORAL - Thiago Willian DIREÇÃO DE PRODUÇÃO - Rossine A. Freitas A proponente, Estrada Produções Artísticas, será responsável na figura de seus sócios, Adriano Coelho e Daniela Amorim, pelos direitos autorais/reembolso e pela direção artística do espetáculo (itens 1 e 13 do orçamento proposto). DIREÇÃO e TRADUÇÃO_ Adriano Coelho Graduado em Direito pela PUC/RJ, Adriano Coelho cursou pós-graduação em Cinema na NYU- New York University. Na volta ao Brasil trabalhou em diversas produtoras de cinema e publicidade, como Total Entertaiment, Zohar etc. Realizou diversas funções, desde assistente de produção até produção de elenco. Em 2002, fez seu primeiro trabalho na TV Globo como assistente de edição de reality show. Em seguida, passou a trabalhar como assistente de direção e, em 2006, começou a dirigir o programa LINHA DIRETA. Desde 2008, tem se dedicado a linha de shows e variedades, já tendo dirigido DOMINGÃO DO FAUSTÃO, CRIANÇA ESPERANÇA, LAZINHO COM VOCÊ, AMOR & SEXO e SE JOGA. Paralelamente à televisão, dirigiu shows e em 2018, fez sua estreia em direção teatral na peça ĖDIPO E O REI, livre adaptação do clássico grego por Laura Rissin. Mas, sua relação com o teatro vem desde o período de 1994 a 1997, quando participou da Cia Prática de Teatro, direção de Michel Bercovitch, como ator e assistente de direção. DIREÇÃO e TRADUÇÃO_ Daniela Amorim Diretora de teatro, roteirista e programadora, formada em Teoria do Teatro pela UNIRIO. Diretora do Projeto_ENTRE, foi diretora artística do Espaço Cultural Sérgio Porto de 2010 a 2019, e curadora do Festival dois pontos 2013|15. Integrante fundadora do Coletivo Improviso, dirigido por Enrique Diaz e Mariana Lima, atuou em NÃO OLHE AGORA (2005|07) e foi colaboradora em OTRO (2010), espetáculos do coletivo exibidos em vários países. Dirigiu, entre outros, CINE GAIVOTA (2012) , no TEMPO Festival das Artes, TRAN_SE (2016|17|18), no ECM Sérgio Porto e na Casa Amèrica Catalunya, em Barcelona, e LABIRINTO (2015|16|17), no Instituto Oi Futuro e no CCJF. Assinou concepção, texto e performance de CARNE(2014), projeto de artes visuais e teatro no CCBB RJ. Foi roteirista das temporadas 2016|17|18 do programa AMOR & SEXO, na Rede Globo, programa contemplado pelo Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade (2016), Prêmio Globo Entretenimento 2017 e APCA 2018, ambos de Melhor Programa. ILUMINAÇÃO _ Paulo Cesar Medeiros Iluminador cênico com mais de 30 anos de carreira, e 1000 projetos realizados em parceria com grandes nomes do teatro nacional. Indicado diversas vezes aos mais importantes prêmios do país, venceu três vezes o Prêmio Shell, sendo o último em 2009, pelo musical O DESPERTAR DA PRIMAVERA, da dupla Claudio Botelho e Charles Möeller. Trabalhou com diretores como Bibi Ferreira, Marília Pêra, Marco Nanini, Amir Haddad, Hector Babenco, Domingos de Oliveira, Fauzi Arap, Sérgio Britto, Ítalo Rossi, Paulo José, João Falcão, Eduardo Wotzik, Gilberto Gawronski, Paulo de Moraes, Karen Acioly, Antônio Pedro, Ana Kfouri, Wolf Maia, José Renato, Daniel Herz, João Fonseca, Elias Andreato, Ernesto Picollo e Vítor Garcia Peralta. CENÁRIO _ Caetana Lara Resende Formada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC RJ, desde 2013 trabalha em diversos projetos de cenografia na Rede Globo, em produtos como VERDADES SECRETAS, AMOR E SEXO, ONDE NASCEM OS FORTES, entre outros, exercendo a função de cenógrafa assistente de Alexandre Gomes, e participando ativamente da idealização, detalhamento de projeto e montagem. Em paralelo, como cenógrafa, realizou o projeto de exposição, no Instituto Moreira Salles, RIO 450 ANOS, com Ana Paula Pontes, e o clipe da canção MARIA MARIA, de Milton Nascimento. Atualmente está trabalhando na novela das 21hs AMOR DE MÃE. FIGURINO _ Paula Ströher Formada em Desenho Industrial pela ULBRA, e em Estamparia pela Central Saint Martins of Arts and Design - London/UK. Assina os figurinos, entre outros, de produções como: em teatro, AH, A HUMANIDADE E OUTRAS BOAS INTENÇÕES!, de Murilo Hause, OS ÚLTIMOS DIAS DE GILDA, de Camilo Pellegrini, CINE GAIVOTA, CARNE, LABIRINTO e TRAN_SE, de Daniela Amorim, espetáculo onde foi indicada ao Prêmio Shell de melhor figurino; em dança, QUEM ANDA NO CHÃO, QUEM ANDA NAS ÁRVORES…, de Gustavo Ciríaco, EU DANÇO, da Companhia Urbana de Dança, O MARAVILHOSO MUSEU DA CAÇA E DA NATUREZA, de Renato Linhares, SUAVE, KATANA, e CORNACA, de Alice Ripoll, e EXTRACORPO, de João Saldanha; em TV, OS SUBURBANOS | Multishow, de Luciano Sabino ( temps. 2, 3, 4 e 5), FALHA DE COBERTURA, de Caíto Mainier & Daniel Furlan; em cinema, DOMINGO, de Fellipe Barbosa & Clara Linhart, e OS SUBURBANOS - O FILME, de Luciano Sabino. TRILHA _ Rodrigo Marçal Produz trilhas sonoras para audiovisual e artes cênicas desde 1997. Trabalhou como produtor musical para o MUVUCA, programa da Rede Globo com Regina Casé. Foi assistente no Estúdio Monoaural, de Berna Ceppas e Kassin por 4 anos. Em 2004, fundou o Estúdio Arpx, onde foi co-proprietário por 8 anos, produzindo inúmeros projetos, dentre desenho de som, trilha sonora, arte sonora e shows. Em 2013, fundou o Estúdio Campo Sonoro, também focado na produção de trilhas, edição e mixagem de som. Em 2010, se tornou Diretor Musical da Companhia Urbana de Dança, da coreógrafa Sonia Destri. Entre os destaques de sua produção encontra-se trabalhos com renomados diretores como Enrique Diaz, Christiane Jatahy, Gustavo Ciríaco, Bruno Beltrão, companhias de teatro e dança, além de músicas para TV, cinema, exposições e instalações de artes plásticas. DIREÇÃO DE MOVIMENTO _ Thiago Willams Começou na dança através do hip hop, no Centro de Dança Rio, se formando na Escola de Dança Petite Danse. Em 2011, ganhou bolsa de estudos para a Martha Graham School of Contemporary Dance em Nova York, onde cursou o professional training program da técnica. Especializou-se em ballet, jazz e contemporâneo na Steps on Broadway e na The Ailey School. É professor de jazz do Centro de Movimento Deborah Colker, e Preparador Físico do Instituto Kineret - grupo de Dança Israeli. É ensaidor e preparador físico da Companhia Urbana de Dança, onde atuou também como bailarino em 2 turnês nos EUA e no Canadá. Atuou como bailarino na série CONQUEST de Keanu Reeves, e como Coreógrafo Assistente do Programa AMOR & SEXO, da Rede Globo. Coreografou quadros do programa ZORRA TOTAL, e fez Direção de Movimento da peça ÉDIPO E O REI, UM ACIDENTE MITOLÓGICO. DIREÇÃO DE PRODUÇÃO _ Rossine A. Freitas Rossine A. Freitas foi criador e co-diretor de 1992 a 2007 do Festival Intl. de Curtas-metragens do Rio de Janeiro / Curta Cinema; e de 1994 a 2004 do "Dança Brasil", festival de dança contemporânea. Entre 2004 e 2011, produziu espetáculos teatrais junto a Cia dos Atores e ao diretor Enrique Diaz, entre eles, “IN ON IT”, “Ensaio. Hamlet” e “Gaivota – Tema para um Conto Curto”. “IN ON IT” e “Ensaio. Hamlet” receberem os principais prêmios nacionais como APCA, Shell RJ e SP e APTR. Trabalhou ainda com os diretores Ivan Sugahara, Moacir Chaves, Pedro Brício, Bianca Byngton e Leonardo Netto. Realizou as exposições “Geração Eletronica” (CCBB Brasília 2005 e Oi Futuro Flamengo 2006), e “Geração Eletronica 2011” (Oi Futuro Ipanema), com curadoria de Tom Leão. Em cinema, foi o diretor de produção de “Pequeno Dicionário Amoroso”, de Sandra Werneck (1997); “Divã”, de José Alvarenga Jr. (2008); “Amor. Com”, de Anita Barbosa (2016); o recente “Ricos de Amor”, de Bruno Garotti (Netflix, 2020).
PROJETO ARQUIVADO.