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Projeto de circulação do espetáculo "Eu não sou Harvey - o desafio das cabeças trocadas".Além das apresentações gratuitas do espetáculo, o projeto contará com debates e oficinas.
Um ator aceita o desafio de viver Harvey Milk, o primeiro homossexual assumido a ser eleito para um cargo público nos EUA. Em 50 minutos, o ator percorrerá uma trajetória inusitada, que vai do Brasil colonial, até o assassinato de Harvey em 1978. Durante esse tempo, ele tentará provar a tese sobre o seu assassinato. Duração: 50 minutos. Classificação indicativa: 14 anos.
OBJETIVO GERAL - Realizar 30 apresentações gratuitas do espetáculo "Eu não sou Harvey _ o desafio das cabeças trocadas", sendo 24 apresentações pelas 04 zonas da cidade de São Paulo (norte, sul, leste e oeste), divididas em 06 apresentações por região e 06 apresentações fora da capital; - Promover a democratização da produção artística com 30 apresentações em diversas regiões e entornos da cidade de São Paulo, visando a descentralização e maior acesso a um publico diversificado e heterogêneo; - Realizar 04 debates pela periferia da cidade de São Paulo, abordando os temas centrais da peça, o contexto histórico em que estava inserido a origem do movimento e luta por diretos humanos a comunidade LGBTQIA a partir da década de 70 no Brasil e o processo de construção do projeto/espetáculo, como forma de estimular um maior entendimento sobre os temas apresentados e como uma ferramenta sócio-cultural complementar a aprecição artística; - Fomentar o desenvolvimento de projetos artístico nas regiões periféricas através de oficinas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 24 Apresentações do espetáculo "Eu não sou Harvey _ o desafio das cabeças trocadas", sendo 06 apresentações por região (Norte, Sul, Leste e Oeste);06 Apresentações do espetáculo "Eu não sou Harvey - o desafio das cabeças trocadas" nas regiões da grande São Paulo e interior;04 Debates após as apresentações do espetáculo, sendo realizado 01 debate por região;04 Oficinas de 04h divididas nas regiões periféricas da cidade de São Paulo, com ferramentas e metodologias para o desenvolvimento prático de projetos artísticos. Publico Alvo: Acima de 14 anos, especialmente a comunidade LGBTQIA+, população em estado de vulnerabilidade social e interessados em geral. Publico estimado de acesso ao projeto: 8.000 pessoas.
Contando a história do primeiro político assumidamente homossexual a ser eleito no EUA e o julgamento do seu assassino, Dan White em 1979, o espetáculo "Eu não sou Harvey _ o desafio das cabeças trocadas", traz um retrato da sociedade americana ultraconservadora na década de 70, e traça um paralelo com os acontecimentos que teceram essa mesma onda de retrocesso aqui no Brasil nos últimos anos, e em consequência disso, a evolução da homofobia. Escrita e dirigida por Michelle Ferreira, a dramaturgia faz uma ponte de 40 anos entre o Brasil (2018) e EUA (1978) quando Harvey Milk foi assassinado, trazendo à tona a crescente onda progressista que os períodos se contextualizavam e o retrocesso aos direitos através do ultraconservadorismo, do preconceito, a liberdade sexual e a luta por igualdade. Não podemos negar que, em meio a esta dicotomia, ao mesmo tempo alcançando esse ranking mundial em mortes, também conseguiu ser aprovado no Brasil em 2019, a criminalização da lgbtfobia. Com este avanço na legislação brasileira, conseguiremos acompanhar as estatísticas nos próximos anos e monitorar a resultante da mesma. São 04 décadas de distância, mas não tão distintas assim. Em 1978, Harvey Milk, Supervisor _um cargo equivalente a vereador no Brasil- e George Moscone, prefeito de São Francisco na época, foram assassinados por motivos políticos. Em 2018, a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes também. Neste último, seguimos aguardando a investigação sobre o assassinato, embora todas as provas existentes em processo, até o exato momento, apontam para motivos semelhantes. A encenação e o texto de Michelle Ferreira não têm a proposta de reconstruir de maneira factual e cronológica a trajetória de Milk. Ao invés disso, partem de vários símbolos e de cenas bem dinâmicas para traçar paralelos entre a figura do ativista norte-americano, a realidade brasileira e os processos históricos que levam a humanidade a cometer atrocidades como essa. A peça que apresenta um ator que aceitou o desafio de viver o ativista americano, percorrerá uma trajetória inusitada, do Brasil colonial até os Estados Unidos de 1978, tentando provar uma tese sobre esse assassinato. De forma narrativa, a dramaturgia apresenta os desdobramentos dos fatos ligados ao assassinato de Milk, trazendo o açuçar refinado como uma metáfora a homofobia, fazendo assim, uma alusão clara a defesa "twinkie" (famoso argumento utilizado pela defesa do assassino Dan White, no seu julgamento em 1979, em São Francisco, Califórnia/EUA). O espetáculo que estreou em fevereiro de 2020, numa curta temporada de 05 semanas no SESC Pinheiros, faz parte das comemorações de 10 anos da Companhia dos Inquietos e obteve diversas matérias e elogios de publico e crítica. A arte, como reflexo de uma sociedade e seu tempo, tem uma função extremamente importante neste papel. Por isso, a representatividade de um espetáculo com esta temática, apresentando a vida e morte de um dos principais ativistas, conhecido mundialmente pela sua luta aos direitos humanos e em especial da comunidade LGBTQIA+ se torna mais que necessária. Se torna uma ferramenta social eficaz no combate a este ranking vergonhoso perante a comunidade internacional. O Brasil é o país que mais mata a comunidade LGBT no Mundo. Os números são alarmantes. 445 mortes foram registradas no Brasil ano de 2017 e 420 mortes em 2018 e 2019 (Segundo GGB _ Grupo gay da Bahia). Se torna de extrema necessidade que os mecanismos de politicas de enfrentamento a este quadro sejam incentivados por órgãos públicos através da legislação, como esta da lei de incentivo a cultura, conforme sugerido incisos IV, VII e VIII do artigo 1 da lei de 8313/91 e artigo 3, (II) - fomento à produção cultural e artística através de espetáculos de artes cênicas.
Projeto Cultural Artístico realizado em 9 meses, segundo descrito em etapas de trabalho.
Produto: Espetáculo de artes cênicas 30 apresentacões Acessibilidade Física O projeto " Eu não sou Harvey - o desafio das cabeças trocadas" será apresentado em espaços que atendam as normas de acessibilidade física aos produtos culturais,como rampas, corrimões, banheiros adaptados, assentos para obesos e idosos e etc; Deficiente auditivo Promoveremos a acessibilidade de conteúdo através de 04 apresentações com tradutor intérprete em libras para acesso de portadores de necessidade auditiva; Promoveremos 04 debates com tradutor intérprete em libras; Seguindo a 5.4.4.3 da Norma Brasileira 15599:2008 da ABNT, contaremos com uma sessão especial com telão legendado de descrição do espetáculo para deficientes auditivos. Deficientes visuais Contaremos com uma apresentação com audiodescrição para acesso aos portadores de deficiência visual. Produto: Contrapartida Social Oficina de Teatro "Da idéia a realização de um produto cultural artístico" Acessibildade física O projeto " Eu não sou Harvey - o desafio das cabeças trocadas" será apresentado em espaços que atendam as normas de acessibilidade física aos produtos culturais,como rampas, corrimões, banheiros adaptados, assentos para obesos e idosos e etc; Deficientes auditivos Promoveremos a acessibilidade de conteúdo através de 04 oficinas com tradutor intérprete em libras para acesso de portadores de necessidade auditiva; Deficientes visuais Contaremos com audiodescrição nas 04 oficinas para acesso aos portadores de deficiência visual.
Como medida de democratização e ampliação de acesso, promoveremos 04 Debates sobre do espetáculo, com tradutor intérprete de libras, totalizando uma média de 800 pessoas; Nos debates serão abordados os temas de construção dramatúrgica do espetáculo, complementando a apreciação artística com dados históricos dos movimentos de direitos humanos ao público LGBTQIA+ no EUA a partir da década de 60 e no Brasil a partir da década de 80. Total da medida de ampliação de acesso:800 vagas. Transmissão ao vivo Os debates serão transmitidos ao vivo e ficarão salvos (arquivados) através da página do Instagram do projeto, promovendo assim, maior ampliação e acesso.
A empresa Arrumadinho Produções Artísticas é a proponente do projeto e responsável jurídica pela direção de Produção/execução do projeto. Ficha técnica Texto e direção: Michelle Ferreira Idealização e atuação: Ed Moraes Direção Musical: Mau Machado Cenário: Marcio Macena Luz: Karine Spuri Figurino: Ed Moraes Fotos: Caio Oviedo Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli Gerenciamento de Mídias sociais: Beatriz Miranda Orientação de processo: Georgette Fadel Direção de Produção: Ed Moraes Arrumadinho Produções Artísticas. CURRÍCULO DA PROPONENTE (Arrumadinho Produções Artísticas) Arrumadinho Produções artísticas é uma empresa de produção cultural atuante no mercado desde 2010 e acumula em seu currículos diversos espetáculos, festivais, prêmios e editais no Brasil. Representante jurídica da Cia dos Inquietos e do ator e produtor Ed Moraes, a empresa acumula em seu currículo a direção de produção dos espetáculos “Limpe todo o sangue antes que manche o carpete”, de Jô Bilac e direção de Eric Lenate, “Um verão familiar”, de João Fábio Cabral e direção de Eric Lenate (com duas indicações ao Prêmio Shell 2013, tendo vencido o de melhor atriz para Lavínia Pannunzio) e o mais recente trabalho da Cia dos Inquietos, o espetáculo “Eu não sou Harvey – o desafio das cabeças trocadas”, de Michelle Ferreira. Também realizou a produção executiva de “R&J de Shakespeare-Juventude Interrompida”, de Joe Calarco e direção de João Fonseca (em São Paulo), e a produção local do espetáculo Infantil “O jardim Secreto”. Prêmios e Festivais: com espetáculo “Limpe todo o sangue antes que manche o carpete: Prêmio viagem teatral SESI 2012,turnê por 17 cidades do Estado de São Paulo; Circuito Cultural Paulista 2012; FIT-Festival internacional de teatro de São José do Rio Preto 2012; Festival Internacional de Dourados Mato grosso do sul 2012; Encena 2012 Jacarezinho Paraná; Vértice de Julho João Pessoa Paraíba; Mostra Cena Carioca 2013; Virada Cultural Paulista 2013. Ed Moraes – Ator e Diretor de Produção Fundador da Arrumadinho Produções Artísticas e da Companhia dos Inquietos. Iniciou sua carreira em 1998. Em Jundiaí, desenvolve trabalhos com grupos como Associação Cultural Religarte, Performático Éos e Cia solo. Em São Paulo, integra a Cia de Teatro Fábrica São Paulo em 2005, onde trabalhou como Ator e Produtor até 2009. Além do trabalho com a Cia Fábrica, é convidado para outros Espetáculos como “Trem Fantasma” no SESC Belenzinho com direção de Cristoph Schligensief, “Empoeirados” de Gero Camilo e Advocacia segundo os irmãos Marx, direção de João Fonseca com a atriz Heloísa Perissé. Na Televisão fez participação do elenco nas minisséries Aline e Tapas e Beijos (GLOBO). No cinema fez participação no longa-metragem “Onde está a felicidade” de Bruna Lombardi. Em 2010 foi convidado a atuar no Teatro Oficina, com direção de Marcelo Drummond no espetáculo Virtuose-José Vicente. Ainda em 2010 Foi convidado a trabalhar no CPT (Centro de pesquisa Teatral) com Direção de Antunes filho, participando da montagem do novo espetáculo do grupo Macunaíma. Em 2012 foi convidado a integrar elenco do espetáculo “Il Viaggio” de Federico Fellini e adaptação de Marcelo Rubens Paiva. Ator e produtor nos espetáculos "Eu não sou Harvey - o desafio das cabeças trocadas" de Michelle Ferreira, “Limpe todo o sangue antes que manche o carpete” de Jô Bilac (vencedor de mais de 10 prêmios, além de tournê por vários Estados, Festivais Nacionais e internacionais de teatro) e “Um Verão Familiar” de João Fábio Cabral (Espetáculo vencedor prêmio Shell melhor atriz 2013). Recentemente atuou como protagonista nas séries “Condomínio Jaqueline” (Fox), “A História Bêbada” Drunk History (Comedy Central/SBT), Web Série 01.09 da Volkswagen (Shortlist em Cannes 2018) e “A Coleção”. Fez ainda participação nas série “Prata da Casa” (Fox), “Na Mira do Crime” (Fox/Record) e “Amigo de aluguel (Canal Universal). Atualmente é contratado pela Globosat e protagoniza a SitCom Bugados para o canal Gloob. Michelle Ferreira – Dramaturgia e Direção Atriz, dramaturga, roteirista e diretora. Formada pela Escola de Arte Dramática da USP, cursou Ciências Sociais na mesma universidade e foi integrante do Núcleo de Dramaturgia do CPT, com coordenação de Antunes Filho por oito anos. É pós-graduada em Audiovisual e foi duas vezes finalista do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia (Reality Final e Tem Alguém que nos Odeia), indicada ao prêmio Shell de melhor autora, em 2013, com Os Adultos Estão na Sala, e ao Prêmio Bibi Ferreira, em 2019, com Uísque e Vergonha. Com 13 peças escritas e apenas uma inédita, suas obras já foram encenadas por Cacá Carvalho, Mario Bortolotto, Hugo Possolo, Eric Lenate, José Roberto Jardim, Isabel Teixeira, Maria Maya e Nelson Baskerville. Foi produzida na Inglaterra, Escócia e Argentina. O primeiro longa que assina o roteiro é Coração de Leão, com estreia prevista para 2020. Atualmente, dirige sua peça 4 da Espécie – A História do Corpo Coisa. Mau Machado – Direção Musical Ator, músico e arte-educador. Participou do Curso de Extensão da SP Escola de Teatro: "Criação de Música e Sonoplastia Teatral", orientado por Raul Teixeira (2016). Foi professor Orientador de Artes Cênicas e Canto do Projeto Soarte (2016). Faz parte do Núcleo de Pesquisa do Teatro Pequeno Ato, sob direção de Pedro Granato, com os espetáculos: “Fortes Batidas” (2015-2018), vencedor do Prêmio APCA de "Melhor espetáculo em espaço não convencional” e Prêmio São Paulo 2015 de “Melhor experimentação cênica”, “Sonho de Uma Noite de Verão” (2017- 2018) "11 Selvagens" (2017-2018) e "O Beijo no Asfalto" - Teatro de Rua (2017-2018). Assina a direção musical do espetáculo “Eu não sou Harvey – o desafio das cabeças trocadas”. É criador da música original do projeto "Condomínio Visniec", direção de Clara Carvalho pelo Grupo Tapa. Ministrou o curso "Experiência Teatral: O Corpo Musical na Construção da Cena" com Suzana Muniz na SP Escola de Teatro. Márcio Macena – Cenografia Artista plástico, cenógrafo e figurinista. Assinou o cenário dos seguintes espetáculos: O HOMEM FAL(h)O, Hedda Gabler, Rita Lee Mora ao Lado, Vidros Arriados, Segundaokê, Fora do Tom, A Carruagem de Berenice e Alguém Pra Chamar de Seu (esses oito sob sua direção); Eu Não Sou Harvey, Dir: Michelle Ferreira; Okinosmov, Dir: Chris Belluomini; Tigrela, Dir: Lucas Sancho; Quase 40,Dir: Wagner Dávila; O som é assim - Paulo Tatit, Dir: Gustavo Kurlat; As Alegres Gulosas, Dir: Zé Renato; As 3 Que o Diabo Fez, Dir: Roney Facchini; As Cobras Voadoras, Dir: Denise Del Vecchio, entre outros. Karine Spuri - Iluminação Formada em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina, fez o desenho de luz das peças “A casa amarela”, texto e atuação de Gero Camilo; “Garotos da noite”, direção René Ramos; “Banana Mecânica”, “Namorados da catedral bêbada” e “Jaguar Cibernético”, os três com texto e direção de Francisco Carlos; “Se essa rua fosse minha”, direção de Fezu Duarte e Marcos Okura; “Absinto”, direção Cassio Scapin; “Empoeirados” de Gero Camilo; “Branco”, de Luz Tatit; “Taniko”, direção de José Celso; “Os possessos”, direção de Antonio Abujamra; “Limpe todo o sangue antes que manche o carpete”, texto de Jô Bilac e direção de Eric Lenate; o infantil "Rei Frouxo, Rei Posto", com direção de Ando Camargo; “As lágrimas quentes de amor que só meu secador sabe enxugar”, direção de Pedro Granato; além dos shows “Ópera Crua”, de Rubi, Gero Camilo, Celso Sim, entre outros; "Consigo" do cantor Rubi; “De Pés no Chão” de Márcia Castro; “Renegado”, de Flávio Renegado, com Bebel Gilberto, além de trabalhos de diversos cantores, como Marina Wisnik, Paulo Neto, Zé Miguel Wisnik com Arthur Nestrovski e Paula Morelenbaum, Ligiana Costa e Jussara Silveira.
PROJETO ARQUIVADO.