Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 203327Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

A Vida e a Morte Secretas dos Monges Beneditinos da Bahia de 1582 a 1815

YNA PRODUCOES CULTURAIS LTDA
Solicitado
R$ 267,0 mil
Aprovado
R$ 267,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Livros ou obras de referência - valor Humanístico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2020-11-01
Término
2023-12-31
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

A elaboração, editoração e publicação de um livro de arte documental em formato impresso e digital, intitulado "A Vida e a Morte Secretas dos Monges Beneditinos da Bahia de 1582 a 1815". O manuscrito traz informações sobre a história do Mosteiro da Bahia e do Brasil, desde a sua fundação, em 1582, até o ano de 1815. Esta história, um necrológio, é contada através do resumo da vida de cada monge que passou pelo Mosteiro de São Bento da Bahia, ao longo desses anos. Misturadas às biografias dos monges, encontra-se também a história do Brasil: a fundação da cidade de Salvador por Tomé de Sousa, a invasão holandesa que usou o Mosteiro como seu quartel general e o desenvolvimento da cidade a partir do entorno das instituições religiosas. Este livro contará com as participações do Bispo de Petrópolis Dom Gregório Paixão, OSB, Escritor e Doutor em Teologia e História, e da Profa. Dra. Alícia Duhá Lose, doutora em Letras, Pós-Doutora em Filologia, em Paleografia e Diplomática e em História.

Sinopse

Na Páscoa de 1582, nove monges vindos da Europa chegaram à Bahia, fixando-se num terreno fora da cidade. Com o apoio de grande personalidades históricas como a índia Catharina Paraguaçu, Garcia d’Ávila, o Condestável Francisco Afonso e Duarte de Albuquerque Coelho, a comunidade monástica cresceu e construiu um suntuoso prédio situado no que hoje é o Centro Histórico de Salvador. Essa construção majestosa que foi palco de duelos e objeto de admiração e espanto, abriga entre as suas paredes mais de quatro séculos de história de homens devotos que por ali passaram e que, a seu modo, se relacionaram com a sociedade ao seu redor. As histórias desses homens, dessa instituição e dessa sociedade encontram-se entre folhas manuscritas de um códice raro e precioso: o “Dietario das vidas e mortes dos Monges, q’ faleceráo neste Mosteiro de S. Sebastião da Bahia da Ordem do Principe dos Patriarchas S. Bento” – livro todo manuscrito, encadernado em um volume, que relata a história de cada monge que passou pelo Mosteiro de São Bento da Bahia, desde a sua fundação, em 1581, até 1815. Os muitos autores que produziram o “Dietario” não sabemos quem são, mas vemos nas suas caligrafias antigas a vontade de deixar registradas para as gerações futuras as histórias que lá se escreveram. A proposta aqui apresentada tem como objetivo publicar um um livro em dois formatos (impresso e digital), que dê acesso ao conteúdo desse manuscrito raríssimo pertencente ao Arquivo Histórico do Mosteiro de São Bento da Bahia. Tal documento, que por quase meio século ficou fora do acesso dos olhos de qualquer pessoa externa à instituição, é de interesse significativo para diversas áreas como História, Letras, Sociologia, Estudos Culturais, Teologia, pois junto à história de cada um dos monges que viveu e morreu no Mosteiro de São Bento da Bahia, encontra-se a história da sociedade baiana e brasileira. Desta forma, o livro a ser publicado além de trazer na íntegra do conteúdo do belo e raro manuscrito, será disposto como um livro de arte, acompanhado de imagens que dialogam com o conteúdo do texto e dão a conhecer ao leitor um pouco do ambiente de clausura de uma das instituições mais antigas, difundidas e duradouras do mundo que é a Ordem de São Bento. Para isso serão: digitalizados todos os 154 fólios escritos em recto e verso (contabilizando 308 páginas manuscritas) em alta qualidade para que se possa ter acesso ao conteúdo do texto preservando o original; lido, transcrito e preparado todo o texto do manuscrito para publicação, desenvolvendo as incontáveis abreviaturas nele presentes; elaborados conteúdos e notas que viabilizem a compreensão do texto em toda sua dimensão e grandeza; editorada, revisada e impressa a obra no formato físico; editorada, revisada e disponibilizada a obra no formato digital. O formato digital do livro ficará disponível através de um site onde também se encontrarão vídeos explicativos e imagens que levaram o leitor/navegador para dentro do ambiente de clausura da instituição onde viveram as personagens do livro "A Vida e a Morte Secretas dos Monges Beneditinos da Bahia de 1582 a 1815".

Objetivos

OBJETIVO GERAL O objetivo geral deste projeto é publicar um livro em dois formatos (impresso e digital), que dê acesso ao conteúdo de um manuscrito raríssimo pertencente ao Arquivo Histórico do Mosteiro de São Bento da Bahia. Tal documento, que por quase meio século ficou fora do acesso dos olhos de qualquer pessoa externa à instituição, é de interesse significativo para diversas áreas como História, Letras, Sociologia, Estudos Culturais, Teologia, pois junto à história de cada um dos monges que viveu e morreu no Mosteiro de São Bento da Bahia, o mais antigo mosteiro beneditino das Américas, encontra-se a história da sociedade baiana e brasileira. Desta forma, o livro a ser publicado além de trazer na íntegra do conteúdo do belo e raro manuscrito, será disposto como um livro de arte, acompanhado de imagem que dialogam com o conteúdo do texto e dão a conhecer ao leitor um pouco do ambiente de clausura de uma das instituições mais antigas, difundidas e duradouras do mundo que é a Ordem de São Bento. OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) PRODUZIR, PUBLICAR E DISTRIBUIR 1000 EXEMPLARES DO LIVRO A VIDA E A MORTE SECRETAS DOS MONGES BENEDITINOS DA BAHIA DE 1582 A 1815. b) PRODUZIR, PUBLICAR E DISTRIBUIR 300 EXEMPLARES DE UMA APOSTILA SOBRE CONSERVAÇÃO DE LIVROS, COMO parte da CONTRAPARTIDA SOCIAL

Justificativa

APRESENTAÇÃO O Brasil ainda estava nascendo quando chegam à Bahia 9 religiosos da Ordem da São Bento para fundar um Mosteiro. Assim, na Páscoa de 1582, num terreno fora da cidade construída por Tomé de Souza inicia-se a construção do primeiro Mosteiro Beneditino das Américas. Desde o início das atividades, os monges registram as informações do seu dia a dia em textos, que se tornaram, com o passar dos anos, fontes importantes para o estudo da História, da Sociologia, das Letras e dos Estudos Culturais. Um desses textos é o "Dietário das vidas e mortes dos Monges que faleceram neste Mosteiro de São Sebastião da Bahia da Ordem do Príncipe dos Patriarcas São Bento". O "Dietário" traz informações sobre a história do Mosteiro _ mas também da própria Bahia e do Brasil _, desde a sua fundação em Salvador, em 1582, até o ano de 1815. Esta história é contada através do resumo da vida de cada um dos monges que passou por ali ao longo desses anos. O manuscrito, portanto, é um necrológio: o livro dos mortos. Nas 308 páginas do códice aparecem muitas histórias comuns, mas também algumas bastante surpreendentes, bizarras, hilárias... por isso, logo ao abrir a encadernação, o leitor se depara com a seguinte advertência, escrita a bico de pena por um autor desconhecido: "nestas vidas de Monges, que escrevo, quando referir algum caso milagroso, algum benefício especial de Deos; e quando disser, que passaram a Bemaventurança, e da mesma sorte quando falar algumas vezes nesta palavra Santo, que tudo isto é disendo respeito aos costumes e as acções, e não as pessõas, e que também não para que se lhe dêem outro credito mais do que aquele que mereceu a fé humana." Entre as histórias interessantes encontradas nas páginas deste necrológico, está a vida de monges que enfrentaram almas penadas, que duelaram com demônios e encararam assombrações. Há também histórias como a do velho monge que, já apresentando sinais de esclerose, viveu cenas quixotescas, relatadas com pitadas de bom humor entre as linhas do manuscrito. Além dessas histórias estranhas, engraçadas e sobrenaturais, há no "Dietário" histórias de bondade e de beleza, de homens comuns com suas falhas e virtudes. Por ser um necrológio, o "Dietário" apresenta relatos interessantes sobre o momento da morte e traz nomes incomuns para as doenças que acometiam os monges no séc. XVII-XIX. Assim, a causa mortis de diversos monges foram: a maligna, o estupor, jactos de sangue, ou mal da bicha. Misturadas às biografias dos monges, encontra-se também a história do Brasil: a fundação da cidade de Salvador por Tomé de Sousa, a invasão holandesa que usou o Mosteiro como seu quartel general e o desenvolvimento da cidade a partir do entorno das instituições religiosas. Rico, curioso, peculiar e pitoresco, este livro já foi objeto de projetos de pesquisa no Brasil e em Portugal e teve uma publicação de circulação estritamente acadêmica com o texto do original transcrito de forma conservadora, mantendo todas as abreviaturas (e são muitas, muitíssimas, incontáveis) e a forma da escrita original (7brº = setembro; M. R. P.e Ex. Abb.e Fr. = Mui Reverendissimo Padre Excelentíssimo Abbade Frei). Desta forma, a publicação, embora existente, restringe o acesso ao conteúdo desse fabuloso manuscrito a especialistas em Paleografia e Filologia. O que se propõe agora é apresentar ao público mais amplo o texto integral deste códice em dois formatos, um livro impresso e um site com a edição facsimilar (imagem de todas as páginas do documento original), acompanhadas da transcrição do texto, complementados por vídeos e imagens que transportarão o leitor/navegador para o ambiente cultural de uma instituição multissecular arreigada na história da fundação do nosso país e da nossa cultura. JUSTIFICATIVA O sentimento de um desaparecimento rápido e definitivo combina-se com a preocupação com o presente e com a incerteza do futuro. Isso basta para dar ao mais modesto dos vestígios, ao mais humilde testemunho a dignidade de algo memorável. Assim, documentos e monumentos nos fornecem recordações e lembranças de um passado com que devemos aprender e de um futuro que devemos construir. Daí nasce a certeza de que é preciso criar auxiliares da nossa memória: comemorar aniversários, organizar celebrações, pronunciar elogios fúnebres, notariar atas, pois todos esses atos, documentos e monumentos têm o poder de preencher lacunas no que conhecemos da nossa própria história. Boa parte dos documentos arquivados para ajudarem a manutenção e organização da nossa história tem na escrita a sua forma principal. No entanto, muitas vezes essa escrita está em línguas já desconhecidas ou em caligrafias cuja forma não se conhece mais, pois estão distantes dos leituras no tempo e no espaço. Exatamente este é o caso do "Dietário", livro manuscrito por diversos autores não identificados que ao longo dos séculos se ocuparam em registrar para as gerações seguintes as histórias dos seus irmãos, da sua instituição, da sua sociedade. Tão significativa e necessária é a sua existência que há mais de quatro séculos, este manuscrito é lido quotidianamente para os monges da instituição no horário da refeição da noite para que as vidas dos monges ali contadas sirvam de exemplo para as sucessivas gerações. Nossa proposta é trazer ao público um texto histórico que abrange os séculos XVI, XVII, XVIII e XIX, e cujas informações ultrapassam muito as paredes do Mosteiro mais antigo das Américas, pois são de caráter político, social, militar, econômico, genealógico, geográfico, histórico, linguístico e religioso de grande importância para a história geral da Bahia e do Brasil. Esse documento pertence ao Arquivo Histórico do Mosteiro de São Bento da Bahia que é reconhecido pela UNESCO e pelo IPHAN como patrimônio público nacional. O livro integralmente escrito a mão, em bico de pena e tinta artesanal, está em frágil estado de conservação devido aos séculos de existência e uso e fica na clausura do mosteiro, guardado a sete chaves, no cofre da instituição, fora do acesso do público. O texto do "Dietario das vidas e mortes dos Monges, que faleceram neste Mosteiro de São Sebastião da Bahia da Ordem do Príncipe dos Patriarchas São Bento (1582 a 1815)", além de ser interessantíssimo e muito peculiar, traz a possibilidade ao leitor de compreender o contexto de uma época em que o Brasil estava se formando como sociedade a partir de um ótica bastante curiosa, a ótica dos monges enclausurados do Mosteiro de São Bento. Por todo o exposto, temos certeza de que os leitores irão se deliciar, se emocionar, se encantar, se impressionar com a leitura d' "A Vida e a Morte Secretas dos Monges Beneditinos da Bahia de 1582 a 1815".

Estratégia de execução

HISTÓRICO E CONTEXTUALIZAÇÃO Ao longo de todo o processo de colonização das terras brasileiras foram se formando pequenas, médias e grandes bibliotecas. Estas bibliotecas representam hoje, não somente autênticos documentos da influência sócio-cultural européia, mas constituem, também, acervos de idéias que influenciaram os homens que fizeram a nossa história. (PINHEIRO, 1989, p. 19) O Mosteiro de São Bento da Bahia, fundado em 1582, foi o primeiro de todo o Novo Mundo. Com sua presença multissecular no cenário cultural baiano e brasileiro, destaca-se como instituição plenamente inserida no desenvolvimento local e regional através da promoção e preservação das artes, da cultura e do saber. O Mosteiro não apenas é o guardião de um acervo bastante raro (pinacoteca, biblioteca, mobiliário, imaginária, ourivesaria, arquitetura), mas foi palco, cenário e personagem de inúmeros acontecimentos importantes para a história da Bahia e, em especial, para a cidade de Salvador. A “Cidade da Bahia”, por ter sido a primeira capital do país, guarda considerável parte dos tesouros históricos, muitos deles sob a jurisdição e a prudência dos primeiros monges beneditinos baianos, os primeiros a chegarem no “Novo Mundo”. É importante lembrar que os monges beneditinos são considerados os precursores da cultura ocidental, haja vista que, desde a Idade Média, vários Mosteiros Beneditinos da Europa tinham como compromisso a preservação e a divulgação de livros e manuscritos. A relação dos monges com a cultura fica ainda mais estreita pelas diversas frentes de trabalhos no campo da educação e da cultura, pois o princípio que orienta o modo de conceber o processo formativo, dentro da ótica beneditina é a formação integral do ser humano nos seus múltiplos aspectos: intelectual, espiritual, psicológico e social. O célebre ensinamento do Patriarca São Bento de “honrar todos os homens” respeitando e preservando sua cultura é a característica do pensamento que permeia as ações do Mosteiro de São Bento. (SÃO BENTO, 2004) Sabe-se que, na Idade Média, Vivarium, na Calábria (Itália), é o primeiro convento a ser identificado com o livro. Na época, o Convento era dirigido pelo romano Cassiodoro, que achava que os conventos deveriam abrigar a produção literária da Antigüidade, por isso redigiu para os monges copistas algumas regras de transcrição e ortografia, que perduraram por séculos. O acervo do convento contava com uma centena de códices. No entanto, foi o Mosteiro de Monte Cassino (529 d.C.), fundado pelo próprio São Bento, que marcou o início do movimento sistemático de editoração medieval (ARNS, 1993). Os livros são responsáveis por trazer à época presente registros históricos do passado, por dar à humanidade a oportunidade de conhecer sua narrativa, de ter acesso às suas memórias. De acordo com Martins (2002), a história do livro no Brasil tem início em meados do século XVI, datam desse período os primeiros registros de sua presença em território brasileiro. Nesse tempo, os livros estavam mais presentes nas instituições religiosas, como a beneditina, por exemplo, concentrando-se, principalmente, nas capitanias de Pernambuco e Bahia por serem as mais abastadas nesse início de colonização. Antes disso, durante o longo período que durou a Idade Média, “[...] o livro é indústria eminentemente e exclusivamente monástica.” (MARTINS, 2002, p. 98) O Brasil só vai conhecer instrução e possuir livros a partir da segunda metade do século, desde que se instala em 1549 o governo-geral em Salvador, na Bahia. Só se inicia pelo caminho da cultura depois do estabelecimento das ordens religiosos dos jesuítas, franciscanos, carmelitas e beneditinos. Desta forma, inicialmente, “a instrução e os livros estavam nos conventos.” (MORAES, 2006, p. 5) Em fins do século XVI já se nota certa vida intelectual na Bahia, em Pernambuco, no Rio de Janeiro. No resto do território nada indica que houvesse alguma manifestação literária entre colonos, embora se saiba que existiam livros nos conventos e em mãos de alguns particulares. Mas os livros, que eram raros em mãos de particulares, já eram numerosos nos colégios dos jesuítas e, provavelmente, nos conventos de outras ordens. Já se pode notar a existência de várias bibliotecas no final da era quinhentista. (MORAES, 2006, p. 5) Várias ordens religiosas, principalmente as dos beneditinos, franciscanos e carmelitas, tinham escolas anexas aos seus conventos e exerciam papel importante na instrução do povo, principalmente, no ensino das primeiras letras. Pode-se ter idéia do valor cultural, e da importância das bibliotecas conventuais e monacais pelo tamanho dos salões que as abrigavam nos mosteiros de Salvador, de Olinda, do Rio de Janeiro, e outras cidades. As abadias beneditinas, que já tinham boas bibliotecas, enriqueciam os seus acervos por compra e herança. (MORAES, 2006) Além dos poucos livros trazidos de fora para o Brasil é possível que se tenha passado a fabricá-los no país com finalidades específicas como a de registrar os bens, pois, para os Mosteiros esses livros tinham fundamental importância a fim de assegurar a legalidade da posse das terras através de compra, doação, herança. (MORAES, 2006) No entanto, produzir a história é tão comum na trajetória da humanidade quanto destruí-la. Como os mosteiros beneditinos sempre estiveram diretamente relacionados à produção e armazenamento de livros e cultura, sofreram também em nome disso. Atribui-se a Carlos Magno (742-814) [...] a fundação da Europa Moderna ao originar um período de síntese cultural. Desde o séc. VIII, Carlos Magno, dotado de uma visão internacional, estimulou os bispos a fundar escolas e bibliotecas. [...] Várias bibliotecas importantes floresceram na época carolíngia, mas seu destino foi atroz: [...] a de Monte Cassino [mosteiro fundado por São Bento], na Itália, foi arrasada várias vezes na história. Sua extraordinária coleção de livros foi minguando por diferentes fatores e enfim reduzida a escombros: por volta de 585 os lombardos capturaram o mosteiro e destruíram alguns volumes raros. No século IX os sarracenos queimaram a biblioteca. [...] A última destruição é um capítulo da Segunda Guerra Mundial: os aliados, numa ação exemplar, bombardearam o mosteiro até devastá-lo. (BAÉZ, 2006, p. 125) Algo semelhante ocorreu na história do mosteiro baiano, quando os holandeses invadiram a cidade e fizeram do Mosteiro o seu quartel general. Os monges tiveram de fugir carregando todos os documentos e objetos que lhes foi possível. De acordo com informações dos próprios monges, o que não pôde ser carregado, foi escondido para escapar da destruição. Preservar a memória, portanto, é mais do que uma obrigação para os monges beneditinos, é uma vocação, pois são tantos e tão valiosos os documentos presentes nos arquivos do Mosteiro de São Bento da Bahia que os acervos, juntamente com todo o complexo arquitetônico, mobiliário, pinacoteca, coleção de esculturas, etc. foi tombado pela IPHAN como patrimônio histórico-cultural brasileiro.

Especificação técnica

LIVRO IMPRESSO TIRAGEM: 1.000 exemplares CAPA DURA FRANCONIA Formato Aberto: 520x310 mm Fechado: 260x310 mm Capa Dura Cola: HotMelt - Costurado Capa: (560x350) Sem Impressão Papel Fornecido-FRANCONIA 148 gr/m2. Com aplicação de HotStamp: Ouro (200x150), Vincado Reforço: (540x330) Sem Impressão Papelão 1.320 gr/m2. Corte/Vinco Guarda: Impresso a 4x4 cores (ACMPxACMP). Papel Couche Fosco IMUNE 170 gr/m2. Laminação Fosca na frente, Vincado Miolo: 420 pag.Impresso a 4x4 cores (ACMPxACMP). Papel Couche Fosco IMUNE 150 gr/m2. LIVRO DIGITAL SITE disponibilizado no domínio www.saobento.org LIVRO em formato PDF (facsímiles e transcrição), com FlipSnack 5 VÍDEOS de 1min 1 TOUR VIRTUAL

Acessibilidade

Acessibilidade Dos Produtos Cadastrados: Acessibilidade do produto - LIVRO A editoração do livro de arte prevê o formato digital que será acompanhado de vídeos e imagens, o que amplia o acesso de portadores de necessidades especiais. O LIVRO A VIDA E A MORTE SECRETAS DOS MONGES BENEDITINOS DA BAHIA DE 1582 A 1815 será apresentado em dois formatos: impresso e digital, via internet. Acessibilidade física: NÃO SE APLICA AO PRODUTO Acessibilidade para deficientes visuais: o livro A VIDA E A MORTE SECRETAS DOS MONGES BENEDITINOS DA BAHIA DE 1582 A 1815 contará com uma versão em audiolivro disponibilizado em um site na internet. O site contará também com vídeos com imagens, áudio e legendas contextualizando o manuscrito e apresentando resumidamente o seu conteúdo. Acessibilidade para deficientes auditivos: o livro A VIDA E A MORTE SECRETAS DOS MONGES BENEDITINOS DA BAHIA DE 1582 A 1815 contará com uma versão textual em formato impresso e em formato digital que poderá ser acessado em um site na internet. O site contará também com vídeos com imagens, áudio e legendas contextualizando o manuscrito e apresentando resumidamente o seu conteúdo. Acessibilidade do produto da CONTRAPARTIDA SOCIAL – 6 PALESTRAS sobre A IMPORTÂNCIA DA CONSERVAÇÃO DE ARQUIVOS E BIBLIOTECAS PARA MEMÓRIA DA HUMANIDADE Em atendimento ao artigo 22 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania será produzida, 500 exemplares de uma apostila sobre conservação de livros, e distribuída de forma gratuita para bibliotecas e arquivos públicos e bibliotecas de instituições de ensino públicas. Acessibilidade física: As palestras serão oferecidas em instituições públicas, com condições adequadas de mobilidade para portadores de necessidades especiais. Acessibilidade para deficientes visuais: A PALESTRA sobre A IMPORTÂNCIA DA CONSERVAÇÃO DE ARQUIVOS E BIBLIOTECAS PARA MEMÓRIA DA HUMANIDADE, contará com uma versão em áudio disponibilizado em um site na internet. Acessibilidade para deficientes auditivos: A PALESTRA sobre A IMPORTÂNCIA DA CONSERVAÇÃO DE ARQUIVOS E BIBLIOTECAS PARA MEMÓRIA DA HUMANIDADE contará com uma versão textual em formato impresso e em formato digital e com uma tradução em LIBRAS que poderá ser acessado em um site na internet. As medidas acima visam promover o acesso do conteúdo dos produtos culturais às pessoas com deficiência (em atendimento ao Art. 47 da Instrução Normativa nº 01/2017 do MinC).

Democratização do acesso

Democratização de Acesso para o produto - LIVRO A proposta aqui apresentada reflete a preocupação com a democratização de acesso desde o seu cerne, pois objetiva publicar o texto integral em uma edição pensada para um público não especializado, de um raríssimo livro manuscrito que, desde a sua confecção, permaneceu guardado a sete chaves, na clausura do Mosteiro de São Bento da Bahia. Além disso, a publicação aqui proposta prevê, além do livro impresso, o livro em formato digital, a ser disponibilizado via Internet. De acordo com o Plano de Distribuição apresentado, a distribuição será feita da seguinte maneira: - 400 serão vendidos ao preço de 50,00 reais; - 100 serão vendidos ao preço de meia de 25,00; - 100 exemplares para divulgação; - 100 exemplares para o Patrocinador; - 300 para a População distribuição GRATUITA. Democratização de Acesso para o produto da CONTRAPARTIDA SOCIAL - 06 PALESTRAS sobre A IMPORTÂNCIA DA CONSERVAÇÃO DE ARQUIVOS E BIBLIOTECAS PARA MEMÓRIA DA HUMANIDADE Produto Palestra - Será oferecida em formato de áudio e videográfica e em LIBRAS, não só presencialmente, como também no site que tem como um de seus principais intuitos não só o de democratizar o acesso, bem como o de divulgá-lo nas comunidades de centros urbanos, onde muitos ainda não reconhecem seus bens patrimoniais. Este produto atende o inciso III do Art. 21 da IN 05/2017 do Minc: "disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22;"

Ficha técnica

Caberá ao Proponente a responsabildiade de gestão geral do projeto com a remuneração referente a rubrica Gerente Geral na planilha de custo. O valor atende ao Art 11 a INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 2, DE 23 DE ABRIL DE 2019 Autores e Coordenadores Editoriais, Gráficos e do Projeto ALÍCIA DUHÁ LOSE - Licenciada em Letras Vernáculas pela PUCRS, Mestre e Doutora em Letras e Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal da Bahia, com Pós-Doutoramento em Letras (Filologia) pela UFBA; Pós-Doutoramento em História (Paleografia e Diplomática) pela Universidade de Coimbra e Pós-Doutoramento em História (Relações Internacionais) pela Universidade de Brasília. É Professora Associada do Instituto de Letras da UFBA e Professora Permanente dos Programas de Pós-Graduação em Língua e Cultura da Universidade Federal da Bahia e em Estudos Linguísticos da Universidade Estadual de Feira de Santana. É Membro Titular do Conselho Acadêmico de Pesquisa e Inovação do ILUFBA. Foi membro do Colegiado do PPGLinC/UFBA por dois mandatos, além de ter sido Vice-coordenadora e Coordenadora do Programa. É vice-coordenadora do GT de Crítica Textual da ANPOLL e membro presidente do CEPEDOP - Centro de Pesquisa e Documentação Paleográfica do Memória & Arte. É líder do Grupo de Pesquisa Memória em Papel (CNPq-UFBA) e membro do Grupo de Pesquisa em Crítica Textual da Biblioteca Nacional (CNPq-BN) e do METAMORPHOSE - Materialidade e interpretação de manuscritos e impressos da Época Moderna (CNPq-UnB). Membro da Equipa POMBALIA (Universidade de Lisboa) e vice-líder da Equipa Pesquisa em Filologia, Historiografia e Tecnologias Derivadas (Universidade de Coimbra-UFBA). Desenvolve diversos projetos aprovados em editais da FAPESB e do CNPq, do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) em acervos literários, eclesiásticos, históricos e especializados, em instituições do estado da Bahia, como a Irmandade do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Conceição da Praia (Salvador), Congregação de Nossa Senhora dos Humildes (Santo Amaro da Purificação), Sociedade Protetora dos Desvalidos (Salvador) e Centro de Memória Documental da Polícia Militar da Bahia (Salvador). É autora de duas propostas aprovadas pela UNESCO de nominações ao Programa Memória do Mundo (MowBrasil/UNESCO) e colaboradora de outras duas. Foi, por 10 anos, Coordenadora Geral do Centro de Pesquisa e Documentação do Livro Raro do Mosteiro de São Bento da Bahia. Recebeu Menção Honrosa do Conselho Estadual de Cultura do Estado da Bahia e Medalha do Mérito Policial Militar da Polícia Militar da Bahia por seu trabalho com os acervos históricos do estado. Desenvolve pesquisas em acervos especiais desde 1996. Possui mais de 60 trabalhos publicados, entre livros autorais, livros organizados, capítulos de livros, trabalhos completos em anais de eventos. DOM GREGÓRIO PAIXÃO, OSB nasceu em Aracaju (Sergipe) em 03 de novembro de 1964. Ingressou no Mosteiro de São Bento da Bahia em 1984, professando em 1986. No Mosteiro de São Bento da Bahia exerceu quase todos os ofícios monásticos, como o de Bibliotecário, Mestre de Coro, Organista, Mestre de Noviços, Ecônomo, Arquivista, Prior, dentre outros. Durante o período de formação monástica cursou Piano e Órgão de Tubos no Instituto de Música da Universidade Católica do Salvador, sendo aluno da pianista Zélia de Araújo Vital. Estudou artes plásticas no atelier do renomado pintor Waldo Robatto, em Salvador. Em 1987, foi enviado para o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro a fim de cursar Filosofia e Teologia na Escola da Congregação Beneditina do Brasil, vinculada ao Pontifício Atheneu de Santo Anselmo, de Roma. Em 18 de julho de 1992 foi ordenado diácono por Dom Ricardo Weberberger, OSB e, em 21 de março de 1993, foi ordenado presbítero por Dom Lucas Cardeal Moreira Neves. Dom Gregório é doutor em Antropologia, pela Universidade Aberta de Amsterdã - Países Baixos. Foi Diretor do Colégio São Bento da Bahia e da Faculdade São Bento, assim como da Revista Análise e Síntese. Lecionou Língua Grega, Antropologia e Homilética. Em 29 de julho de 2006 foi eleito bispo de Fico, na Mauritânia, trabalhando como bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia (2006-2012) e no dia 10 de outubro de 2012 o Santo Padre, o Papa Bento XVI, o elegeu bispo da Diocese de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Possui 17 livros publicados, além de diversos artigos escritos para revistas nacionais e estrangeiras. Destacam-se: São Bento: Um Mestre para o Nosso Tempo (1996); Cem Fábulas de La Fontaine (2001); Como Ensinar seu Filho a Estudar (2001); The Date of Jesus Christ`s Crucifixion, publicado nos Estados Unidos (2004); Benedetto. L`Eredità Artística, publicado na Itália (2007); Benediktiner und Kunst in Brasilien. Kultur und Geschichte eines europäischen Erbes, publicado na Alemanha (2007); O Livro de Jonas (2008); Dietário (1582-1815) do Mosteiro de São Bento da Bahia: Edição Diplomática (2009); O Mosteiro de São Bento da Bahia (2011), com edição de luxo; A Catedral de Petrópolis (2016); O Livro do Tombo do Mosteiro de São Bento da Bahia (2016), em 5 volumes. Dentre os trabalhos desenvolvidos para a Igreja e a sociedade civil, destaca-se: Bispo Referencial da CRB-BA/SE (2007-2011); Membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura, Educação e Comunicação Social (2007-2011); Secretário do Regional NE3 BA/SE (2007-2012); Membro do Conselho Arquidiocesano de Bens Culturais e Arte Sacra (2007-2008); Diretor Social da Fundação Dom Avelar (2006-2011); Membro Titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia (2007-2011); Membro Titular do RIdIM/Brasil (Repertório Internacional da Iconografia Mundial) (2009-2011); Bispo referencial para a Pastoral da Cultura da CNBB (2007-2010); Membro Efetivo do Conselho para a Implantação do Tratado Brasil-Santa Sé (2010...); Grão-Chanceler da Universidade Católica de Petrópolis (2012); Membro Efetivo da Comissão Episcopal Pastoral Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação (2017...), Membro do Instituto Histórico de Petrópolis (2015); Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (2016) e Presidente da Comissão Episcopal da Campanha de Evangelização (2017); Membro da Academia Petropolitana de Letras (2019); Bispo Referencial da Comissão Regional para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial do Regional Leste 1; Bispo Referencial para a Cultura do Regional Leste 1.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.