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PRONAC 203368Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

NEM SÓ AS PESSOAS FALAM

INSTITUTO ENSAIO ABERTO
Solicitado
R$ 793,3 mil
Aprovado
R$ 793,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2020-11-16
Término
2023-08-14
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

O projeto consiste na criação, produção e realização de uma temporada do espetáculo com músicas ao vivo NEM SÓ AS PESSOAS FALAM, composto de 7 contos e destinado à primeira infância (crianças de 0 a 6 anos).

Sinopse

Nem Só As Pessoas Falam é um espetáculo com músicas ao vivo destinado à primeira infância (crianças de 0 a 6 anos) e apresentado por atores e atrizes com excelência em atuação e canto. Trata-se de uma obra que irá trazer à cena histórias e canções de vários lugares do mundo, valorizando expressões artísticas e histórias de povos, países e pessoas de outros cantos do planeta. Em cena serão representados 7 contos com reflexões sobre preservação do meio ambiente, diversidade cultural e representatividade das minorias. O conto que dá título ao projeto, Nem só as pessoas falam, apresenta de forma bem-humorada a trajetória de um lavrador que certo dia foi colher um inhame para vender no mercado, e se assombra quando o inhame reclama de seu descaso, falando: “até que enfim veio me ver! Nunca cuidou de mim quando eu era pequeno, mas agora está aqui, com a pá na mão. Vá embora, me deixe em paz”. Apavorado, o homem foge até encontrar outros animais ou objetos que passam a falar com ele e com todos os outros homens que tentam acalmá-lo pelo caminho. É um conto acumulativo, que assume em alguns momentos uma atmosfera aterradora, mas que tem bastante a nos dizer. É preciso atentar para a primeira réplica, a do inhame, pois quase todos os outros animais, plantas ou objetos que falam no conto apenas reiteram que não só as pessoas falam, e que tudo ao redor do ser humano clama, brada, discursa, pede ajuda, mas o homem não escuta. O inhame que se ressente da desatenção do lavrador reprova-o por querer lucrar ao vendê-lo no mercado, sem ter cuidado dele ao longo de toda sua existência. Quando outros seres começam também a falar, como o cão, a palmeira, o galho da palmeira, a pedra, a rede de pescar, a trouxa de pano, o rio e, por fim, um banquinho de madeira, temos também uma impressão peculiar: a de que os homens retratados no conto, por não escutar o que a natureza clama ao seu redor, vivem numa estranha solidão, pois só se comunicam com seus iguais. Isso parece ser uma rematada tolice, é o que o tom irônico do conto nos diz: o ser humano é patético em sua surdez. A escolha desse conto para título se coaduna com o objetivo deste espetáculo de dar voz às minorias e à natureza que nos alertam sobre a necessidade de rever nossos hábitos, padrões, costumes e conceitos. Considerar que seres de diversas espécies, gêneros, etnias, culturas, religiões somos interdependentes, que precisamos uns dos outros para a conservação da vida no globo terrestre é absolutamente necessário. A crise da pandemia do covid-19 nos alerta para nossa dependência do conhecimento, do trabalho e da solidariedade entre povos, nos ensina sobre a importância de trabalhadores cujos salários são os menores do mercado, nos mostra que a natureza refloresce, livre da influência nociva da presença predadora do homem, e nos faz lembrar mais uma vez da fragilidade da nossa “força”. No conto, provavelmente de raiz africana, chama à atenção a ausência de crianças ou mulheres. Todas as figuras humanas que participam da narrativa são homens adultos, que passam a ser criticados, ridicularizados, rechaçados, pela Natureza ao redor, mesmo quando já se apresenta em estado manufaturado, como o banquinho do policial, que é o último a falar. Essa presença maciça masculina no conto parece nos dizer bastante sobre os maiores responsáveis pela “invisibilidade e mudez” das minorias; o que no conto surge de forma invertida, pois são os homens que são apresentados como seres sociais “surdos e cegos”, o que reforça seu caráter estúpido e patético. A narrativa nos leva a refletir sobre a necessidade premente de darmos atenção e ouvidos àqueles ou àquilo que, geralmente, não consideramos, não cuidamos, não escutamos, e de quem apenas nos servimos ou que exploramos, como predadores que somos. No conto, todos os homens que o lavrador encontra pelo caminho, e que inicialmente o consideram louco até que outro ser natural lhes dirija a palavra, assustando-os, são tratados como criaturas tolas, que até o presente momento não perceberam que nem só as pessoas falam. Este título nos servirá de guia para a escolha dos outros contos e canções para o espetáculo, e por isso achamos pertinente que ele oriente também os ouvidos e os olhos do espectador. O projeto prevê também a realização de uma palestra e duas oficinas gratuitos, pela idealizadora do projeto Agnes Moço, com foco em pedagogos, professores e demais educadores, para formação de multiplicadores em métodos desenvolvidos na Escola Agnes Moço há 34 anos. A palestra “Metodologias de ensino por meio da arte e da música”, em plataforma digital, parte da musicalização infantil como método de aprendizagem dos bebês, metodologia de ensino para a primeira infância (ver Ementa em Especificações Técnicas) A oficina “Método de educação e expressão musical para pedagogos”, parte do Cânone como guia. Cânone é uma forma musical - forma polifônica, em que as vozes imitam a linha melódica cantada. Ao trabalhar o cânone se trabalha a escuta, o respeito, a parceria e a confiança. É um exercício de autoescuta, de escuta do outro, de se ouvir junto e de não se perder de si. Poder andar com o outro e não se perder de si mesmo. Os recursos utilizados para esta oficina passam pelas seguintes ferramentas: Metodologias Colaborativas; Prática de Conexão Amorosa; Jogo; Voz como instrumento; Meditação; e se desenvolvem por meio dos seguintes passos: A história do personagem; A canção que o representa; O movimento corporal; A confecção manual do personagem; A execução do Cânone (ver Conteúdo Programático em Especificações Técnicas).

Objetivos

Objetivo Geral Dentre os objetivos gerais do projeto destacamos: - Promover um espetáculo de qualidade técnica e artística para o público da Primeira Infância (crianças de 0 a 6 anos), bem como para seus pais, tutores e a sociedade em geral, por meio de uma experiência cênica original, de forte apelo visual e sonoro; - Contribuir para a aquisição de habilidades cognitivas e de formação do público da primeira infância por meio de uma atividade lúdica e pedagógica, ativando a escuta e a sensibilidade dos espectadores, estimulando a imaginação, a memória, a ética e a solidariedade; - Levar à cena expressões artísticas e histórias de povos, países e pessoas com as quais os espectadores não apresentam estrita intimidade, para fortalecer seu respeito à diversidade, às vozes das minorias, à preservação da natureza e à conservação da espécie, por meio de desenvolvimento sustentável e de um compromisso ético com os nossos semelhantes e com os animais; - Ampliar e diversificar o público do Armazém da Utopia, contribuindo para a criação de um Núcleo de Conteúdo Cultural Infantil em seu espaço e ampliar a democratização do acesso às produções com esse caráter também em outras cidades e regiões, com a circulação do espetáculo. - Despertar nos educadores a responsabilidade de ensinar as pessoas a verem e ouvirem o caminho da voz, através da arte e capacitar pedagogos e professores, por meio de ferramentas metodológicas, a criarem programas de aulas que fujam da forma cartesiana de ensino, resgatando o prazer do educador e preservando a criança do aluno, por meio da Oficina "Método de educação e expressão musical para pedagogos" e da Palestra "Metodologias de ensino por meio da arte e da música". Objetivo específico Os objetivos específicos do projeto são: Criação, Produção e Realização de uma temporada, inédita, do espetáculo infantil com músicas ao vivo Nem Só As Pessoas Falam para um público total de 3564 pessoas, em 16 sessões na cidade do Rio de Janeiro, conforme especificado abaixo: - Realização de 10 apresentações no Armazém da Utopia, na região portuária da cidade do Rio Janeiro, para um público estimado de 1500 pessoas. - Realização de 06 apresentações no Teatro da UFF (Universidade Federal Fluminense) na cidade de Niterói/RJ para um público estimado de 2064 pessoas. - Realização da Oficina "Método de educação e expressão musical para pedagogos", gratuita, com duração de 4 horas. A Oficina será oferecida no Armazém da Utopia e no Teatro da UFF para um público total de 110 pedagogos, professores e outros profissionais da educação, sendo 50% das vagas oferecidas prioritariamente para educadores da rede pública de ensino. - Realização de uma palestra gratuita em plataforma digital "Metodologias de ensino por meio da arte e da música", com duração de 1 hora para um público total de 250 para pedagogos, professores e outros profissionais da educação, sendo 50% das vagas oferecidas prioritariamente para educadores da rede pública de ensino.

Justificativa

O Art. 75. da Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que "Toda criança ou adolescente terá acesso às diversões e espetáculos públicos classificados como adequados à sua faixa etária". Esse projeto trata-se de um espetáculo voltado para à primeira infância, uma faixa etária que normalmente é carente de produções cênicas de qualidade. Nem só as pessoas partirá de uma minuciosa pesquisa musical de cantigas de diversos idiomas para, além de ampliar a riqueza sonora do musical, trabalhar com um registro essencialmente sensorial, uma vez que o encontro com uma língua desconhecida se dá pela percepção sensitiva e não pelo entendimento racional. Essa percepção é essencial no desenvolvimento cognitivo da primeira infância. O espetáculo tem o intuito de estimular a imaginação, a memória, a ética e a solidariedade de espectadores da primeira infância, mantendo o compromisso com as artes, o lúdico, a celebração da vida e o respeito aos espectadores, através de um espetáculo de alta qualidade cênica. O fio condutor da encenação é a contação de histórias juntamente com as canções populares de diversos países e regiões. Para capturar ainda mais a atenção desses pequenos e inteligentes espectadores, a escritura cênica será elaborada por meio de estruturas coreográficas e manipulação de bonecos, duas linguagens que irão se complementar para a criação de um espetáculo lúdico e original. As temáticas desenvolvidas nas narrativas dos contos e das canções populares fortalecem o respeito às diferentes sociedades e à conservação das espécies, auxiliando na aquisição de habilidades cognitivas e de formação da primeira infância, por meio de uma atividade lúdica e pedagógica. Num momento em que as crianças e jovens têm acesso à informática, a instrumentos e aparelhos cada vez mais modernos, desde os primeiros anos de vida, nada mais oportuno do que o contato, através do teatro, para estimular a imaginação, a memória, a ética e a solidariedade nesses pequenos espectadores, juntamente com os pais, tutores e a sociedade em geral, trazendo-lhes expressões artísticas e histórias de povos, países e pessoas com as quais não apresentam estrita intimidade, para fortalecer seu respeito à diversidade e à conservação das espécies. O projeto justifica-se ainda pela consolidada trajetória artística e expertise da equipe envolvida, tanto na criação artística, quanto na produção cultural. À frente da criação artística está o trio Agnes Moço, Marcelo Morato e Duda Maia que volta a se reunir 23 anos depois para criar um novo espetáculo que dê continuidade ao projeto original premiado de 1997, Contos & Cantigas Populares, partindo de um formato semelhante com novas cantigas, histórias, bonecos, danças, instrumentos, sonoridades e memórias coletivas. Produzido originalmente pelo Curso de Musicalização Agnes Moço, que há 34 anos se dedica à qualidade da educação e da arte através da música, Contos & Cantigas Populares recebeu em 1998 dois troféus Mambembe (Um dos Cinco Melhores Espetáculos do Ano; Categoria especial _ Melhor concepção) e o prêmio Coca-Cola para Agnes Moço, pelo conjunto da obra, além de ter recebido diversas outras indicações. À frente da produção cultural está o Instituto Ensaio Aberto, que nasce em 2008 com a missão de consolidar a função social da Companhia Ensaio Aberto de criar e produzir arte comprometida com a transformação da realidade. A Companhia Ensaio Aberto, dirigida por Luiz Fernando Lobo e Tuca Moraes, completa 28 anos em 2020 e ocupa e gerencia o Armazém da Utopia, na região portuária da cidade do Rio de Janeiro, desde 2010. Trabalho reconhecido pela sociedade em geral, tendo sido premiado com o Golfinho de Ouro pelo conjunto da obra, prêmio máximo do Estado do Rio de Janeiro e, recentemente, em 2019, indicado ao Prêmio Shell na categoria Inovação pela ocupação e pelo desenvolvimento do Armazém da Utopia. Em sua trajetória vem desenvolvendo para seus espetáculos adultos, desde sua fundação, um trabalho de formação de público, a Ciência do Novo Público (CNP), com o objetivo de viabilizar cada vez mais a democratização do acesso, diversificando a plateia. Produzir um espetáculo para o público da primeira infância é uma oportunidade de atingir um número ainda maior de espectadores, além de ampliar as possibilidades de público, dos produtos culturais e da função social do Armazém da Utopia, que visa criar um Núcleo de Conteúdo Cultural Infantil no Armazém da Utopia, com o intuito de desenvolver trabalhos voltados para esse público, prioritariamente para as crianças e adolescentes do entorno. O projeto Nem Só As Pessoas Falam também se justifica pelo enquadramento na Lei 8313/91, no que consta no Art. 1°, especialmente nos incisos VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; e VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. E no que consta no Art. 3°, inciso II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres. Como contrapartidas socioculturais o projeto oferece como ações formativas oficina e palestra gratuitas para pedagogos e professores, ministrada por Agnes Moço, que trabalha há 34 anos com musicalização infantil. O público também será estimulado a doar roupas infantis novas ou seminovas e fraldas que serão destinadas às comunidades do entorno do Armazém da Utopia _ região portuária do Rio de Janeiro e da UFF/Niterói. Nem só as pessoas falam extrapola a cena criando uma grande rede de solidariedade.

Estratégia de execução

OUTRAS INFORMAÇÕES O Instituto Ensaio Aberto possui uma política de democratização de acesso e mobilização do público, que é desenvolvida por uma tecnologia social da Companhia Ensaio Aberto desde sua fundação, a Ciência do Novo Público (CNP). A CNP é a principal ferramenta de comunicação com nosso público, grande parte dele fidelizado ao longo dos anos. Responsável por traçar a estratégia de ação de comunicação e divulgação em mídias digitais e impressas, fazer um mapeamento do público alvo, elaborar desdobramentos pedagógicos e sociais, elaborar e distribuir material de apoio didático e agendar o público. Responsável também por criar metodologia de avaliação a fim de mensurar os resultados atingidos. A tecnologia desenvolvida pela CNP é uma expertise da Companhia Ensaio Aberto. Não temos conhecimento de nenhum projeto similar de planejamento qualitativo e quantitativo do público no âmbito nacional. Para o desenvolvimento dessa metodologia nos baseamos em experiências internacionais de outros coletivos. A CNP atende um público que é oriundo de escolas públicas e particulares, projetos sociais, moradores da região de entorno, universitários, movimento social organizado, coletivos de cultura e artes, formadores de opinião, e especialistas nos temas abordados pelas obras, vindos de todo o Estado do Rio de Janeiro, que têm no Armazém da Utopia a oportunidade do encontro e do diálogo. A política de ingressos da CNP visa a democratização de acesso e um aumento quantitativo e qualitativo do público-alvo. Quantitativo, pois através da política de ingressos a preços populares, ingressos gratuitos, descontos e promoções especiais nas redes sociais, consegue atrair um público que geralmente não tem o hábito de ir ao teatro; Qualitativo, pois através do agendamento prévio e a parceria com professores de escolas privadas e públicas e com a sociedade civil organizada, consegue atrair um público cada vez mais especializado nos temas abordados dos espetáculos da Companhia Ensaio Aberto. Por ser um dos principais equipamentos culturais da região portuária e ter acesso rodoviário, marítimo e ferroviário – como o caso do VLT ter uma Parada Utopia/AquaRio em referência direta ao Armazém da Utopia e ao AquaRio que fica em frente -, a facilidade de acesso atrai turistas brasileiros e estrangeiros e moradores de diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro. Uma região de grande circulação de crianças com pais e responsáveis, que terão no Armazém da Utopia mais uma oportunidade de acesso à cultura por meio de um espetáculo teatral de qualidade. Embora o Instituto Ensaio Aberto (IEA) seja uma instituição de direito privado sem fins lucrativos, o Armazém da Utopia é gerido pela lógica da democratização de acesso do espaço público. A missão do IEA é garantir a vocação do Armazém da Utopia como um complexo cultural de caráter público e voltado para suprir as demandas culturais e sociais da sociedade. Também serão realizadas ações formativas gratuitas - uma palestra em plataforma digital e duas oficinas presenciais - atendendo a um total de 360 pessoas, com 50 % das vagas destinadas prioritariamente a educadores de instituições públicas de ensino.

Especificação técnica

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO PRODUTO - Espetáculo infantil com músicas ao vivo Nem Só As Pessoas Falam com 50 minutos de duração. - 1 Palestra “Metodologias de ensino por meio da arte e da música”, em plataforma digital: Palestrante: Agnes Moço Carga Horária: 1h Público Alvo: Pedagogos, professores, outros profissionais da educação Quantidade de beneficiários: 250 Ementa: A Palestra tem como base teórica/pedagógica o método desenvolvido na Escola Agnes Moço (com 34 anos de experiência da área) que nasce da percepção da habilidade dos bebês imitarem gestos, sílabas e sons e também da naturalidade de receberem a música através da melodia das palavras e não do significado. Dessa maneira, a palestra parte da musicalização infantil como método de aprendizagem dos bebês como uma metodologia de ensino específica para a primeira infância, que contribui para a aquisição de habilidades cognitivas por meio de atividades lúdicas e pedagógicas, para ativação da escuta e do estímulo da imaginação. O objetivo da palestra é formar multiplicadores dessa metodologia ao despertar nos educadores a responsabilidade de ensinar as pessoas a verem e ouvirem o caminho da voz, através da arte e capacitar pedagogos e professores, por meio de ferramentas metodológicas, a criarem programas de aulas que fujam da forma cartesiana de ensino, resgatando o prazer do educador. - 2 Oficinas “Método de educação e expressão musical para pedagogos”: Oficineiro: Agnes Moço Carga Horária: 4h Público Alvo: Pedagogos, professores e outros profissionais da educação Quantidade de beneficiários por oficina: 55 (total: 110 pessoas) CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A oficina se divide em quatro momentos: 1. Metodologias Colaborativas; 2. Música e Movimento; 3. Execução do Cânone de forma artística; 4. Roda de Conversa. 1. METODOLOGIAS COLABORATIVAS: Bastão da Fala: · como trazer organização e respeito à fala e à escuta, a escuta não só da música, mas a escuta do outro, respeitando as diferenças. Meditação: · entender a prática da meditação como recurso Pedagógico. A Mandala: · Nos dá sentido de tribo levando todo o grupo a olhar na mesma direção, além de aguçar a curiosidade sensorial dos participantes. Mandalas construídas de forma harmônica, formada por pessoas, por conhecimentos, de possibilidades e de trocas. A importância do Círculo no trabalho em grupo. Jogos Colaborativos: · desenvolver no grupo o ganha-ganha. Quando um ganha todos ganham. Os jogos como trampolim para abertura do olhar, da percepção. 2. MÚSICA E MOVIMENTO: O Cânone Musical e Corporal: Exposição sobre o cânone, uma forma musical - forma polifônica, em que as vozes imitam a linha melódica cantada. Pode ser cânone a duas vozes, três vozes, quatro vozes ou muito mais, uma após a outra, uma retomando o que a outra acabou de dizer, enquanto a primeira continua o seu caminho: é uma espécie de corrida onde a segunda jamais alcançará a primeira e o resultado sonoro é harmônico. Os benefícios de se trabalhar o Cânone: · Exacerba a capacidade de auto escuta e da escuta do outro · Organiza o pensamento matemático · Realizar no Corpo o mesmo processo cantando, ou seja, o cânone corporal, que requer um grau de observação significativo. · Requisita confiança para realizar a proposta · Exercita a parceria para que a atividade se realize · Utilizar os personagens do Cânone como suporte para contação de história 3. EXECUÇÃO DO CÂNONE DE FORMA ARTÍSTICA Exercícios práticos coletivos, a partir do cânone musical e corporal. 4. RODA DE CONVERSA Debate sobre a oficina, os métodos e os exercícios.

Acessibilidade

O Armazém da Utopia atende ao disposto no art. 27, inciso II, do Decreto 5761/06, que diz "proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas, nos termos do art. 23 da Lei nº 10 741, de 1º de outubro de 2003, e portadoras de deficiência, conforme o disposto no art. 46 do Decreto 3 298, de 20 de dezembro de 1999, possuindo inclusive sanitário PNE. Todos os demais espaços onde o projeto será apresentado também serão avaliados quanto à acessibilidade referente ao art. 27, inciso II, do Decreto 5761/06 e podendo ser adaptados em caso de qualquer dificuldade verificada. ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Acessibilidade física: O proponente se responsabiliza por garantir que os espaços onde será realizado o espetáculo, sejam de fácil acesso para idosos, pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Acessibilidade para deficientes visuais: Não há ação específica, pois é um espetáculo para a primeira infância e entende-se que se a criança tiver deficiência visual estará acompanhada de um responsável vidente. Acessibilidade para deficientes auditivos: 5 sessões com Intérpretes de Libras. CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: O proponente se responsabiliza por garantir que os espaços onde será realizada a Contrapartida, sejam de fácil acesso para idosos, pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Acessibilidade para deficientes visuais: As ações formativas previstas podem ser acompanhadas por pessoas com deficiência visual, pois partem de estímulos auditivos e vocais. Acessibilidade para deficientes auditivos: Palestra em plataforma digital com Intérprete de Libras.

Democratização do acesso

PRODUTOS CONTRAPARTIDAS SOCIAIS: 1. 01 Palestra “Metodologias de ensino por meio da arte e da música”, em plataforma digital; 2. 02 Oficinas “Método de educação e expressão musical para pedagogos”. Para essas duas contrapartidas aplicam-se os Incisos III, IV, V e X do Artigo 21 e §§ 1º e 2º do Artigo 22, ambos da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania (transcritos abaixo): Art. 21. III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22 X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Secretaria Especial de Cultural. Art. 22. As propostas culturais deverão apresentar ações formativas culturais em suas atividades ou equivalente, em território brasileiro, com rubricas orçamentárias próprias. § 1º As ações formativas culturais deverão corresponder a pelo menos 10% (dez por cento) do quantitativo de público previsto no plano de distribuição, contemplando no mínimo 20 (vinte) limitando-se a 1.000 (mil) beneficiários, a critério do proponente. § 2º 50% (cinquenta por cento) do quantitativo de beneficiários das ações formativas culturais devem se constituir de estudantes e professores de instituições públicas de ensino. ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS 1. Arquibancada_Armazém da Utopia/RJ 2. Plateia_Teatro da UFF Niterói/RJ Para esses dois produtos aplicam-se os Incisos I, IV, VII, IX e X do Artigo 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania (transcritos abaixo): I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; IX - promover o uso do Vale-Cultura para aquisição dos produtos e serviços culturais resultantes do projeto que, eventualmente, venham a ser comercializados, nos termos da Lei nº 12.761, de 2012, no caso de não enquadramento da proposta cultural ao Parágrafo único do art. 20, desta Instrução Normativa; ou X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Secretaria Especial de Cultural.

Ficha técnica

DIREÇÃO GERAL e CONCEPÇÃO: Agnes Moço, Duda Maia e Marcelo Morato DIREÇÃO DE ATORES e ROTEIRO DE HISTÓRIAS: Marcelo Morato DIREÇÃO MUSICAL e ROTEIRO DE CANÇÕES: Agnes Moço DIREÇÃO DE MOVIMENTO E COREOGRAFIAS: Duda Maia DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Tuca Moraes FIGURINO E CENÁRIO: Ney Madeira ILUMINAÇÃO: Renato Machado BONECOS: Marcio Newlands MÚSICO: Ronaldo Cotrin ELENCO: Carol Futuro, Chiara Santoro, Felipe Carneiro, Gabriel Natividade e Maria Gerk. REALIZAÇÃO: Armazém da Utopia / Instituto Ensaio Aberto AGNES MOÇO Cantora lírica e atriz, graduada em canto com especialização em voz. É CEO do Curso de Musicalização Agnes Moço – com 34 anos de atividade em musicalização infantil. Atua desde 1992 como preparadora vocal em teatro, desde 2003 em TV e desde 2017 em Cinema. Trabalhou com diversos diretores como: André Câmara, Miguel Falabela, Sérgio Britto João Falcão, Luiz Fernando Lobo, Karen Acioly entre muitos outros. Dentre os espetáculos que assinou direção musical, estão: Manossolfa, A Missa dos Quilombos, O pequenino Grão de Areia, DEN-BAU I e II, Todo Mundo tem, Todo Mundo É, Contos & Cantigas Populares, “South American Way, Carmem Miranda entre outros. Recebeu diversos prêmios por Melhor Espetáculo Musical, Melhor Direção Musical e Melhor Preparação Vocal. DUDA MAIA Diretora de Movimento, é formada pela Escola de Dança Angel Vianna, onde lecionou dança contemporânea durante 13 anos. De 1996 até 2006 foi diretora e coreógrafa da Trupe do Passo, Cia. De Dança contemporânea que tinha sua pesquisa baseada na cultura popular do NE. Trabalhou como diretora de movimento com diversos diretores como João Falcão, André Paes Leme, Daniel Herz, entre muitos outros. Dentre os espetáculos mais importantes, dirigiu: A dona da História (2014), AUÊ (2016), A Gaiola (2016/17), Contos Partidos de Amor (2018), ELZA (2018/19) entre outros. É Diretora Artística do atual show de Elza Soares, Planeta Fome, atualmente em turnê nacional. Atualmente está dirigindo Jacksons – Sina de Cigarra. Musical inspirado na vida e obra de Jackson do Pandeiro com A Barca dos Corações Partidos. Ganhou diversos prêmios de Melhor Direção, Melhor Direção de Movimento e Melhor Espetáculo. MARCELO MORATO Marcelo Morato trabalha nas Artes Cênicas há mais de trinta anos como ator, diretor, dramaturgo e professor de teatro. Seus mais recentes trabalhos como ator foram Rose, Um Estranho no Ninho, Timon de Atenas, As Três Irmãs, Uma Professora muito Maluquinha, Óidipous Filho de Laios, Acrobatas, Onde Canta o Sabiá, O Diabo e o Bom Deus, entre outros. Dirigiu, entre outros espetáculos, Arigó, Mandala, Musas, Azul Metálico, Arranha Céu e O Pequenino Grão de Areia. Dirigiu e atuou em Dezenove não é Vinte, Entropia, Meninos do Mangue, Todo Mundo Tem Todo Mundo É, Elogio da Loucura, Den-Bau e Contos e Cantigas Populares. Entre outros. Foi crítico teatral e indicado a diversos prêmios como ator e diretor. Desde 2000 é professor na Casa das Artes de Laranjeiras, dirigindo e adaptando diversos espetáculos. Também foi professor do curso de pós-graduação da Universidade Veiga de Almeida, professor da PUC- Rio, do Curso de Musicalização Agnes Moço e do Atelier de Atores da FITA, entre outras instituições. TUCA MORAES Diretora de Produção, produtora e atriz há 28 anos, Tuca Moraes iniciou a carreira trabalhando com Roberto Bomtempo. Formada em Comunicação Social, trabalhou dois anos no mercado publicitário (Globotec e Globograph) retornando ao teatro como atriz e produtora do Grupo OS PRIVILEGIADOS dirigido por Antônio Abujamra, participando dos espetáculos Um Certo Hamlet; Phaedra e A Serpente. Desde 1992 trabalha com a COMPANHIA ENSAIO ABERTO, dirigida por Luiz Fernando Lobo da qual, além de atriz é Diretora de Produção. Com esta companhia ganhou em 1996, o Prêmio de melhor atriz no Festival Nacional de Teatro de Santos e realizou 26 espetáculos, três ciclos de palestras, dois ciclos de leituras, duas exposições de fotografias, 2 livros, além de reabrir e ocupar por dois anos o Teatro da Aliança Francesa de Botafogo e o Teatro Glauce Rocha também por dois anos. Foi a produtora local de Hamlet com direção de Peter Brook, em 2002. Desde 2010, a Companhia Ensaio Aberto ocupa o Armazém da Utopia, onde Tuca é diretora executiva, co-gestora com Luiz Fernando Lobo. Os últimos espetáculos realizados pela Companhia Ensaio Aberto foram Missa dos Quilombos (2002-2012), Sacco e Vanzetti (2014-2016), 10 Dias que Abalaram o Mundo (2017), Luz nas Trevas (2019), Canto Negro (2019) e A Mandrágora (2019). INSTITUTO ENSAIO ABERTO DIREÇÃO LUIZ FERNANDO LOBO O Instituto Ensaio Aberto nasce em 2008 com a missão de consolidar a função social da Companhia Ensaio Aberto de criar e produzir arte comprometida com a transformação da realidade. Em 2011 o IEA se tornou uma OSCIP tornando mais clara a sua função social. O Instituto Ensaio Aberto - IEA promove estudos, pesquisas, conferências, seminários, cursos, consultorias, oficinas, diálogos e eventos culturais, com especial atenção à capacitação e formação de profissionais em conjunto com entidades nacionais ou estrangeiras, públicas e privadas. Um trabalho que adquire validade no debate crítico travado com a realidade, interagindo através da cultura, da educação, do desenvolvimento econômico e social, no combate à pobreza, à promoção da igualdade racial, da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e dos valores universais. Em nossa trajetória destacam-se, nas Artes Cênicas, os projetos por causa pública: 2019/ A Mandrágora – foco: tradição do teatro popular - parceria Funarte 2019/ Canto Negro – foco: racismo e luta pela igualdade de direitos pela e para a população negra - parceria Fundação Palmares 2016 e 2018/ Que tempos são esses? – foco: o papel do intelectual na sociedade – parceria Centro Cultural Banco do Brasil/ RJ 2016 a 2014 / Sacco e Vanzetti – foco: direito crítico, julgamento midiático e a questão da imigração – parceria Prefeitura do RJ 2013 a 2008/ Estação Terminal – foco: luta antimanicomial – parceria Ministério da Saúde e Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ 2012 a 2002/ Missa dos Quilombos – foco: trabalho escravo contemporâneo - parceria Ministério Trabalho, OIT, Fundação Palmares 2010, 2011 / 7 Sentimentos Capitais – foco: violência sexual de crianças e adolescentes – parceria Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República 2009 / Sobre o Suicídio – foco: prevenção ao suicídio – parceria Ministério da Saúde; 2000/ João e Rosa – em causa da prevenção das DST/AIDS – parceria Min. Saúde Luiz Fernando Lobo - Diretor, dramaturgo e ator. Fundador e Diretor Artístico da Companhia Ensaio Aberto, desde 1992. Em 2010, assumiu a Direção Geral do Armazém da Utopia, sede do grupo. Foi assistente de direção de diretores como Sérgio Britto, João das Neves, Domingos Oliveira, Helder Costa. Fundador e Diretor Artístico da Companhia Ensaio Aberto, desde 1992. Dirigiu Tambores da Noite (1990), O Cemitério dos Vivos (1993-1994), Bósnia-Bósnia (1995-1996), Cabaré Youkali (1995-1998), A Mãe (1996-1998), Companheiros (1999-2000), Morte e Vida Severina (2000), Missa dos Quilombos (2002-2012), Havana Café (2004-2012), Olga Benario: um breve futuro (2006), Sobre o Suicídio (2009-2010), Sacco e Vanzetti (2014-2016) e 10 Dias que Abalaram o Mundo (2017), entre outros. Espetáculos com carreira internacional: Companheiros e Morte e Vida Severina - Lisboa (2000), Estação Terminal, Spill Festival de Londres (2007) e Missa dos Quilombos, Porto e Lisboa (2012). Recebeu o Prêmio Golfinho de Ouro pelo reconhecimento do conjunto de sua obra (2002).

Providência

PROJETO ARQUIVADO.