| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 18565382000166 | Anglo G. A. C. do Sítio de Mineração S/A | 1900-01-01 | R$ 1,77 mi |
Trata-se da proposta de continuidade do projeto de requalificação e revitalização do Centro de Memória da AngloGold Ashanti. O projeto contempla aspectos relativos à catalogação, higienização, manutenção e restauração do acervo. A proposta contempla, ainda, a extensão de público-alvo e municípios atendidos.
Não se aplica
Objetivo GeralManter o processo de requalificação e revitalização do Centro de Memória AngloGold Ashanti, promovendo a inauguração de novo espaço expositivo, produção de tour virtual, expansão do programa educativo ao aumentar o número de municípios / escolas / professores / alunos a serem atendidos, além de manter ações relativas à catalogação, higienização, manutenção e restauração de itens do acervo do Centro de Memória. Objetivos Específicos EIXO MUSEOLÓGICO1) Produção de conteúdo audiovisual: 01 (um) tour virtual e 01 (um) vídeo de apresentação do Centro de Memória AngloGold Ashanti.2) Criação e catalogação de 01 (um) acervo fotográfico, contemplando a junção de imagens digitais, cerca de 30.000 (trinta mil), e físicas, aproximadamente 5.000 (cinco mil) imagens.3) Organização de 7.000 (sete mil) livros do acervo bibliográfico (identificação dos livros para localização do acervo digitalizado nas estantes físicas)4) Essa meta está contemplada no item 1. d EixoRestauração com correção de erro material enviado no projeto original (são 5 cadeiras, conforme já estava previsto no Eixo Restauração).5) Digitalização de 50 (cinquenta) livros (por temática) raros do acervo bibliográfico.6) META ALTERADA: Concepção e execução de 01 (um) novo espaço expositivo no Centro de Memória (Sala Arqueologia), destinado ao EDUCATIVO. Essa meta incluirá a instalação do mobiliário da sala, cenotécnico, identidade visual, sinalização, plotagem, iluminação da exposição, etc. 7) Disponibilização do acervo fotográfico em plataforma digital Sophia.8) Elaboração do Projeto de sinalização dos espaços expositivos, salas e áreas de circulação. 9) Elaboração de novo projeto expográfico para uma das sala expositiva do Centro de Memória.10) Revisão do Plano Museológico, definição e implementação da política de acervo do Centro de Memória.11) Elaboração de relatórios e diagnósticos de impacto para subsidiarem as ações do projeto.12) META RETIRADA (ver justificativa). EIXO RESTAURAÇÃO1. Realização de ações relativas à restauração, higienização e conservação, contemplando:a) higienização e conservação do acervo bibliográfico, contendo 65 (sessenta e cinco) metros lineares de livros.b) restauração de 01 (um) abajur de mármore.c) restauração da palhinha de 01 (um) canapé e 05 (cinco) cadeiras de madeira.d) higienização, conservação preventiva e acondicionamento de negativos de vidro, totalizando 110 (cento e dez) itens.e) higienização e conservação preventiva e/ou curativa de 190 (cento e noventa) quadros (pinturas, pôsteres e desenhos) e 10 itens de prataria.f) higienização de 01 (uma) de caixa de música.g) restauração da Liteira.h) afinação e higienização do Piano.i) higienização e conservação dos moldes de madeira.k) higienização e manutenção do Pilão Californiano. EIXO FORMAÇÃO _ CONTRAPARTIDA SOCIAL1. Realização de 08 (oito) encontros / turmas da Formação de Educadores, com a possibilidade de realização virtual em decorrência da pandemia. Cada encontro / turma tem capacidade de 15 participantes, totalizando 120 pessoas.2. Realização de 60 (sessenta) visitas com público escolar dos municípios de atuação da empresa, como Nova Lima, Santa Bárbara, Raposos, Barão de Cocais, entre outros, com a possibilidade de realização virtual em decorrência da pandemia por meio da distribuição do tour virtual. Cada visita tem capacidade de 30 participantes, totalizando 1.800 pessoas.3. Impressão de 3.000 (três mil) unidades de material didático destinado ao público escolar (professores e alunos).4. Impressão de 30 cartilhas em braile. Em função da pandemia da COVID-19 as ações educativas presenciais podem ser comprometidas. Neste caso, o projeto também disponibilizará o tour virtual e omaterial educativo às escolas e outras instituições de ensino - formais ou não, para que professores, pesquisadores e educadores possam utilizar o conteúdo em suas atividades a distância.
SOBRE O CENTRO DE MEMÓRIA MORRO VELHO O Centro de Memória Morro Velho, localizado na cidade de Nova Lima, em Minas Gerais, foi fundado na década de 1990, dentro do contexto de celebração do aniversário da empresa Mineração Morro Velho (MMV). Em razão da efeméride, a empresa organizou uma ampla programação de atividades comemorativas, entre as quais a criação do Centro de Memória. Inaugurado em 29 de junho de 1994 com o intuito de ser um espaço histórico-cultural destinado ao público em geral, o Centro de Memória foi instalado na chamada Casa Grande, edificação construída no século XVIII que posteriormente foi incorporada _ já no século XIX _ às propriedades da empresa inglesa Saint John d’El Rey Mining Company. O espaço destinado propriamente ao Centro de Memória (CMMV) ocupava apenas parte do imóvel, sendo que a outra era reservada à estrutura administrativa da empresa mineradora, utilizada como local de trabalho dos funcionários de alto escalão, tais como diretores e superintendentes, e também como hospedaria. Segundo relatos levantados ao longo da etapa de diagnóstico para a elaboração do Plano Museológico empreendido pela EXPOMUS, o processo de coleta de grande parte dos bens que compõem o acervo do Centro de Memória foi resultado de uma campanha de coleta motivada pela empresa quando da criação do Centro. Nesse movimento, funcionários e ex-funcionários da empresa provenientes de vários setores de atuação, e até mesmo pessoas da comunidade nova-limense, recolheram e doaram itens de distintas naturezas que passaram a compor o acervo. O museu é um espaço histórico-cultural destinado ao público em geral e tem como objetivo precípuo resgatar e preservar a memória da evolução tecnológica do processo de mineração de ouro em Minas Gerais desde 1834, desenvolvido, à época, pelos ingleses por intermédio da Saint John D’el Rey Mining Company. O Centro de Memória é guardião de aproximadamente 34.000 (trinta e quatro mil) itens, entre documentos históricos, fotos e iconografia, objetos tridimensionais e livros, atendendo em média a 4.000 pessoas/ano, considerando-se os últimos 5 anos. O espaço mantém viva a história da evolução tecnológica do processo de mineração subterrânea de ouro desde 1834. SOBRE A NECESSIDADE DE UTILIZAÇÃO DOS MECANISMOS DE INCENTIVO A PROJETOS CULTURAIS O Centro de Memória da AngloGold Ashanti possui um riquíssimo acervo histórico e documental que retrata na íntegra a grande saga da mineração do Ouro, na Mina de Morro Velho, em Nova Lima. Mantido pela empresa, o Centro de Memória ocupa uma importante edificação histórica e a maior parte de suas atividades e manutenção vem sendo mantida com recursos próprios da própria empresa. Recentemente, a AngloGold Ashanti contratou o Plano Museológico para o Centro de Memória, também com recursos próprios, com o objetivo de requalificar e ampliar as ações do Centro e para atender as diretrizes e recomendações do Plano Museológico (anexo a esta proposta) para os diversos programas iniciou o processo de busca por recursos de outras fontes, como os recursos incentivados. Destaca-se que os recursos incentivados se destinarão exclusivamente à manutenção e continuidade das atividades finalísticas de formação de plateia, potencialização do programa de acessibilidade universal, além de restauração e higienização de acervo bibliográfico e restauração de peças do acervo expositivo, conforme já detalhado nos objetivos. SOBRE A FORMAÇÃO DE EDUCADORES E A VISITAÇÃO ESCOLAR Buscando a troca de saberes e a ampliação de repertórios culturais, a experiência da visitação com o público escolar no Centro de Memória tem início com a Formação de Educadores. Nesse encontro, professores e demais educadores são instrumentalizados para protagonizar a mediação da visita. A instrumentalização se dá a partir de dinâmicas que sensibilizam, estimulam e valorizam a apropriação da cidade, o diálogo com os conceitos da educação para o patrimônio e a reflexão sobre a memória individual e coletiva. Independentemente de quais disciplinas ministrem, o material serve de apoio para o uso no pós-visita educativa e escolar. O enfoque na prática da mediação também está presente no Encontro, uma vez que os próprios professores e educadores serão os protagonistas das visitas com seus alunos. A ideia é fazer do Centro de Memória, e da relação dele com o entorno, com a cidade e com as profissões retratadas, um lugar de aprendizagens culturais, onde conteúdos transversais e variados possam ser descobertos ou redescobertos durante a visita. Os participantes recebem um certificado digital de participação ao final da "Formação de Educadores" e só então estão aptos a realizarem o agendamento da visita escolar ao espaço com seus alunos e alunas. LEGISLAÇÃO O projeto se enquadra nos incisos I, V e VI do artigo 1º da Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; E ao inciso III do Art. 3º da referida Lei são: Inciso III - Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: item a) Formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de Museu, bem como suas coleções e acervos; item c) Restauração de bens móveis: acervo tridimensional e pictórico, restauração e higienização de livros históricos.
Serão remuneração do proponente as seguintes rubricas: coordenação geral e coordenação técnica.
Material Educativo para Alunos e Professores / Educadores Tiragem: 3.500 unidades Capa: 50x18cm, 4x4 cores, Tinta Escala em Cartão Ningbo 300g. Prova Digital Kônica. Miolo: 28 págs., 25x18cm, 4x4 cores, Tinta Escala em Couché Fosco 115g. Prova Digital Kônica. Acabamento: Laminação fosca (capa) e dobrado e grampeado (miolo).
O Centro de Memória conta atualmente com itens de acessibilidade para pessoas com deficiência física. São eles: ● Vagas exclusivas e demarcadas em estacionamento, ● Rampas no percurso expositivo, ● Instalações sanitárias acessíveis. Além dos itens acima mencionados, no espaço expositivo “Sala dos Sentidos”, as pessoas com deficiência visual, por meio do tato, encontram objetos selecionados para representar seu acervo, como telefones, máquina de escrever, calculadora, teodolito, trena, esterilizador, entre outros. Eles possuem placas em Braille e 07 (sete) audioguias, enriquecendo a experiência sensorial ao descrever este itens. Além disso, para fornecer auxílio à locomoção, o Centro de Memória possui faixas de piso tátil. Os colaboradores contratados ao logo da execução do projeto têm se capacitado ao participar de cursos livres de Língua Brasileira de Sinais (Libras), possibilitando a comunicação com as pessoas com deficiência auditiva. O Centro de Memória também dispõe de 02 (dois) tablets para que as pessoas possam, por meio de vídeo em Libras, obter orientações sobre o espaço durante a visita.
MANUTENÇÃO DA PROPOSTA ORIGINAL:Todas as atividades do Centro de Memória, as atuais e futuras, internas ou externas, incluindo o Programa Educativo em seus diferentes formatos, são oferecidas em caráter gratuito a todos os públicos.A proposta irá contemplar, como forma de democratização de acesso, o inciso I, letra a do Artigo 20: mínimo de 20% (vinte por cento) exclusivamente para distribuição gratuita com caráter social, educativo ou formação artística (toda a programação é ofertada gratuitamente) e o Artigo 21, inciso V: realizar, gratuitamente, atividades paralelas voltadas para estudantes e professores da rede pública municipal de Nova Lima, tais como visitas comentadas, conferências temáticas vinculadas à grade curricular da rede pública de ensino.
Rivene Guadalupe de Oliveira (não remunerada pelo projeto) Função no Projeto: Gerente de Patrimônio Histórico e Memória Empresarial – Centro de Memória AngloGold Ashanti Formação: Bacharel Licenciada - Psicóloga – PUC-MG, pós-Graduada em Administração de Recursos Humanos – UNA, Psicóloga Organizacional – PUC-MG e em Gestão Ambiental – FUMEC. Juliana Alvarenga Sampaio (não remunerada pelo projeto) Função no Projeto: Historiadora – Centro de Memória AngloGold Ashanti Formação: Bacharel licenciada - História – PUC-MG, pós-graduanda Memória e Historiografia: Patrimônio Cultural e Identidades em Minas Gerais – PUC-MG. Blanche Thais Porto de Matos (remunerada pelo projeto) Função no projeto: Responsável pelos processos de higienização, desinfecção e restauração de livros do acervo do Centro de Memória. Formação: Graduação em Letras - habilitações Português e Grego – UFMG; Pós-Graduação Lato Sensu “Gestão da Memória: Arquivo, Museu, Patrimônio” - UEMG; Estágio/treinamento no Laboratório de Restauração de Papel do Centro de Conservação e Restauração da Escola de Belas Artes da UFMG (CECOR); Treinamento nas áreas de restauração e encadernação de época no Laboratório da Fundação Biblioteca Nacional; Oficina de Conservação de Obras em Papel Vegetal ministrado pelo restaurador Antônio Mirabile (Unesco) - Fundação Casa de Rui Barbosa. Josemeire Alves Pereira (remunerada pelo projeto) Função no Projeto: Professora Formação: Doutora em História - Área: História Social, pela Unicamp; Mestre em História - Área: Política, Memória e Cidade, pela mesma Universidade; Licenciada em História, pela UFMG. Co-curadora da Exposição “Palácio das Artes, Leituras Negras”, produzida no âmbito das atividades do Projeto “Patrimônio, Cidade e Negritude”, promovido pela parceria IEPHA-MG e APPA - Arte e Cultura (2019). Proponente e co-coordenadora das demais ações formativas do projeto retromencionado. Co-curadora da exposição NDÊ! Trajetórias afro-brasileiras em Belo Horizonte (Museu Histórico Abílio Barreto - 2018 a 2020). Gestora Institucional da Associação Cultural Casa do Beco. Tem experiência na área de História (pesquisa e ensino). Como pesquisadora, tem trabalhado com os seguintes temas: Pós-Emancipação (Brasil), História do Racismo no Brasil, representações sociais, memória, favela, Belo Horizonte-MG. Co-organizadora do livro “Periferias em Rede: experiências e perspectivas” e uma das autoras do “Guia Cidadania e Identidade Metropolitana na RMBH”, ambos publicados em 2018, pela Editora Favela é Isso Aí. Felipe Vieira Xavier (Presidente APPA – remuneração do proponente) Função no projeto: Coordenação Geral Formação/experiência: Atualmente presidente da APPA, já ocupou, de abril de 2017 a maio de 2019, o cargo de Diretor Financeiro da mesma instituição. Possui formação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela Universidade FUMEC, especializado em Captação de Recursos para Projetos P&B pela Funarbe UFV (2009) e do Programa de Desenvolvimento de Dirigentes Organizações Sociais da Fundação Dom Cabral (2017-2020). Tem sólida experiência no mercado cultural como sócio fundador de diversas empresas do ramo, como a Arteria (2012), uma Cooperativa do Setor Artístico de MG, a Circular Produção e Eventos, a Arlekin Iniciativas Culturais e a Pomar Cultural - Quitanda de Ideias (2012), onde realizou diversas atividades de captação, direção artística e gestão administrativa financeira de centenas de projetos culturais de segmentos variados como música popular e instrumental, dança, teatro, audiovisual, circo, literatura, revistas, radiofônicos, entre outros. Guilherme Domingos (Diretor Financeiro APPA – remuneração do proponente) Função no projeto: Coordenação Técnica Formação/experiência: Diretor Financeiro na APPA Arte e Cultura, Bacharel e licenciado em Geografia pela PUC-MG, MBA em Gestão Estratégica de Negócios pelo Centro Universitário UNA, participou do PDD / POS pela Fundação Dom Cabral. Carreira desenvolvida na área administrativa e financeira, com experiência em coordenação de equipes diversas, gestão financeira de receitas e despesas, conciliações contábil e bancária, planejamento, coordenação e acompanhamento de indicadores, elaboração de relatórios gerenciais de resultados e financeiros e interlocução com dos diversos atores de um projeto (mantenedores, executores, fornecedores, clientes e beneficiários). Há 10 anos atua na área do Terceiro Setor. Agostinho Resende Neves (Auditor Interno APPA – remuneração do proponente) Função no projeto: Coordenação Técnica Formação/experiência: Bacharel em Ciências Contábeis (UFMG) e em Direito (FUMEC), possui pós-graduação em Direito Civil pela PUC-MG e MBA em Gestão Estratégica de Projetos pela FUMEC. Participou ainda do Programa de Desenvolvimento de Dirigentes Organizações Sociais da Fundação Dom Cabral (2017), sendo Auditor Interno da APPA desde o ano 2000, onde realiza auditoria interna e controladoria aplicadas à gestão e ao acompanhamento de projetos Culturais nos âmbitos das leis Municipal, Estadual e Federal de Incentivo à Cultura. Possui carreira consolidada na área de consultoria jurídica e contábil para execução e prestação de contas de projetos culturais e sobre a Legislação de Incentivo à Cultura.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.