Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O projeto terá como produtos a realização do espetáculo de artes cênicas BOLA DE SONHOS e a contrapartidas social da realização de duas palestras O FUTEBOL NA DRAMATURGIA, além de medidas de am-pliação e democratização do acesso e de ações de capacitação e treinamento de pessoal, dirigidas a 17 jovens, que atuarão como coreutas, estagiários e assistentes comunitários. A proposta envolve as seguintes ações: criação e finalização do texto, músicas e imagens da peça BOLA DE SONHOS; ensaios e produção da peça; ensaios e organização de um coro de 10 pessoas; geração de 2 postos de trabalho para assistentes comunitários e de 5 postos de ocupação para estagiários; realização da temporada inicial da peça e dos bate-papos com convidados após as sessões (jogadores, técnicos, jornalistas e líderes comunitários).
DA DRAMATURGIA Estamos considerando dramaturgia como uma articulação teatral a ser feita, no nosso caso, entre texto, músicas e imagens, para a criação de uma peça. Este processo criativo irá se tecendo a partir de uma pesquisa sobre sonhos vividos e associados às Copas do Mundo, apresentados ao público por alguns deuses da mitologia greco-romana e sobre as suas possibilidades de expressão nas linguagens dos movimentos artísticos que tratam do universo onírico. Este material narrativo será o ponto de partida de uma linguagem teatral híbrida, mas apoiada principalmente no teatro de revista, pela sua sucessão de quadros, pelo caráter paródico e pela presença vários tipos de apresentadores das histórias. O texto será predominantemente cômico, sem evitar as cenas dramáticas que se fizerem necessárias. A criação está sendo conduzida de forma livre, atenta aos temas e personagens tratados, e não a gêneros teatrais rigidamente delimitados. A pesquisa e criação dramatúrgica está sendo pensada para ser feita por um elenco de 10 atores, que se desdobrará em centenas de personagens, apresentando, principalmente, as histórias vinculadas aos agentes diretos das Copas do Mundo; e por um coro de 10 jovens, que também fará vários personagens, além de cantar, dançar e tocar instrumentos, tendo a função primordial de comentar e reescrever sob o ponto de vista das suas comunidades periféricas algumas das histórias tratadas pelo elenco. Até agora, foi criado um conjunto de cenas, como uma proposta inicial para o 1º ato da peça. Este material será o ponto de partida para os trabalhos. A necessidade de dar um salto de qualidade e de se abrir o processo de pesquisa e de criação foi ficando clara à medida em que fazíamos leituras internas, ensaios e uma leitura pública no Auditório da Folha de São Paulo, em dezembro de 2018. SINOPSE TEXTUAL O texto será dividido em dois atos. A trama se inicia com a irritação de Zeus que, incomodado com a loucura desencadeada e com o barulho infernal feito pelos mortais em cada Copa do Mundo, ameaça banir o esporte da face da Terra. Apaixonados por futebol, alguns deuses entram em cena para defendê-lo e apresentar-se como responsável e protetor dos sonhos vinculados à atividade. Marte ressalta a importância dos sonhos de vitória, que se traduzem em táticas e estratégias, aproximando o futebol de uma guerra onde corre muito pouco sangue. Dioniso se apresenta como o responsável pelos sonhos de genialidade e de imortalidade, estimulando os lances desconcertantes dos dribles , das gingas e das trapaças feitas em campo, além de animar os sonhos de celebrações. Vênus representa os sonhos gerados pelo amor de jogadores e torcedores por um time ou por uma seleção. Minerva afirma que o futebol é o exercício de um sonho de justiça, pois as vitórias premiam os que melhor se preparam e executam as suas funções dentro de campo. Apolo se apresenta como o deus do futebol, pois é evidente o sonho de beleza expresso plasticamente nas jogadas, nos atletas e nos estádios, como monumentos erguidos para a sua prática. Entendendo que o futebol é muito importante para aquele grupo de deuses, Zeus resolve adiar o seu plano de destruição e ouvir os argumentos existentes. Defendendo os seus pontos de vistas, os deuses vão revelando os sonhos expressos em fatos históricos, momentos de glória, decepção, virtude e corrupção. As cenas não respeitarão a ordem cronológica dos fatos tratados. Nas arquibancadas, nas ruas e locais públicos, em contraponto a esta narrativa, o coro apresentará os sonhos dos brasileiros despossuídos, as venturas e desventuras dos mortais torcedores e eventuais personagens que comentarão os fatos e farão as transições musicais e coreográficas, transitando entre o cômico e o dramático, o dionisíaco e o apolíneo. O texto colocará em cena deuses mitológicos e deuses que construíram a história do futebol em todos os tempos: Pelé, Maradona, Garrincha, Platini, Beckenbauer, Cruyff, Di Stéfano, Zidane, Ronaldinho, Eusébio e tantos outros. Os diversos quadros dramáticos serão conduzidos por um ou dois deuses, até que, no final, Zeus se tornará um torcedor, aceitando o caráter onipresente de todos os deuses no futebol . Ele reconhecerá que é exatamente por expressar os sonhos humanos, pelos seus mistérios, pelo imprevisível e pelo imponderável que o futebol seguirá sendo o mais fascinante dos esportes. Afinal no futebol, entram em campo todos os deuses, inclusive os mortais. O processo de pesquisa e de criação já iniciado buscou a estruturação provisória das cenas do 1º ato da peça BOLA DE SONHOS: Abertura, Copas de 50,94, 58, 62, 30,34 e encerramento da primeira parte, com a derrota do nazifascismo e a retomada das Copas do Mundo. Foram também esboçadas cenas para serem desenvolvidas no 2º ato. Este material será revisto, criado e finalizado durante a realização de SONHOS MULTIPLICADOS. O texto de BOLA DE SONHOS deverá criar um palco da humanidade que sonha ao torcer e se envolver profundamente com o espetáculo participativo proposto em cada Copa do Mundo, onde suas seleções executam táticas e estratégias memoráveis; têm jogadores geniais que poderão se tornar imortais na história do futebol; encontram em campo o prêmio mais justo ao seu preparo e desempenho; jogam realizando belas jogadas e expressando um amor que os leva a enfrentar centenas de obstáculos para tentar ganhar pelo seus países. Em síntese, a peça colocará em cena os diferentes sonhos vividos por milhões de pessoas na sua busca incessante pela felicidade. SINOPSE MUSICAL A peça será pontuada por três tipos de música: 1 - As especialmente criadas para a encenação. 2 - As já existentes, incorporadas à trilha ou cantadas pelo elenco, como: “Duerme Negrito”, “Manhã de Carnaval”, “Chega de Saudade” entre outras. 3 -As paródias de melodias conhecidas, que ganharão letras tematizando o futebol como: o samba “Macunaíma” da Portela de 1975, “Don’t cry for me, Argentina”, “We have all the time in the world”, ”Mano a mano”, entre outras. Em várias cenas, haverá a passagem do personagem: “o sambista de branco”, que cantando, é seguido por alguns jogadores e técnicos que integrarão a constelação do final do espetáculo. Na peça, virar constelação significa se tornar imortal, conquistar a eternidade da história e integrar o patrimônio cultural da humanidade. SINOPSE IMAGÉTICA As imagens poderão ter um caráter informativo, ao indicar datas e referências sobre pessoas e fatos reais e um caráter metalinguístico, ao explicar os significados das palavras, siglas e contextos presentes nas cenas. Porém, este diálogo das imagens com a cena pode assumir outros papeis, como, por exemplo, o paródico, ao comentar pela inversão ou pelo exagero; e o poético, ao associar pelo onírico e pela ampliação dos significados das situações abordadas. O processo de pesquisa e de criação deverá abrir várias possibilidades temáticas e expressivas para as imagens da peça. Até o momento, tem sido recorrente uma sequência de imagens, a ser exibida em pedaços em vários momentos da peça: 1. uma bola de futebol vem do céu e rola na terra; 2. a bola é tirada de cena por botas de soldados da 2ª Guerra, ao som de bombas, rajadas e gritos. 3. um pedaço de chão se tinge de sangue, com o mesmo som. 4. no chão com sangue, vai crescendo uma grama verde. 5. no mesmo chão, uma bola rola perseguida por pés com chuteiras. 6. partindo da imagem anterior, a câmara se amplia, revelando o estádio de Volgogrado, um dos palcos da Copa de 2018, construído no mesmo local onde ocorreu a Batalha de Stalingrado, decisiva para a derrota dos nazistas. A reforma do estádio revelou bombas e ossadas humanas, em uma região que foi palco de um dos mais sangrentos confrontos entre os nazistas de Hitler e os bolcheviques de Stalin.
Objetivos Gerais: -Dar continuidade à pesquisa sobre as possibilidades de diálogo cênico com o futebol, como esporte mobilizador de paixões universais e como elemento fundamental da cultura e da história dos povos. -Dar continuidade ao levantamento de narrativas reais que, no plano da ficção, possam fundamentar a criação de uma dramaturgia original. -Dar continuidade à pesquisa e à experimentação na linguagem do teatro narrativo e popular. -Promover ações de inclusão de grupos da população de baixa renda no processo de criação e de fruição cultural. -Promover a convivência pacífica entre torcedores rivais, trabalhando simbolicamente com a complementaridade histórica e cultural dos diferentes times e seleções nacionais. Objetivos Específicos: - Organizar o grupo de interlocutores do processo de criação da peça: membros de organizações sociais que receberão as versões do texto, as músicas e as imagens da peça. Este grupo terá o mínimo de 3 e o máximo de 15 pessoas, que , com a equipe artística, farão críticas e sugestões ao processo de criação dramatúrgica a ser desenvolvido no projeto. - Definir os 17 jovens que participarão das ações de capacitação e treinamento. Doze receberão cachês ( 2 assistentes comunitários e 10 coreutas) e cinco receberão ajudas de custo (os estagiários). - Realizar 12 sessões de BOLA DE SONHOS, em teatros ou espaços culturais periféricos. Realizar 12 sessões em um teatro ou espaço cultural central. -Realizar 24 bate-papos com convidados, boleiros ou líderes comunitários, que, preferencialmente tenham participado de Copas do Mundo ou que tenham atuação vinculada aos problemas levantados pela peça. -Realizar gratuitamente as atividades do projeto, exceto quando a cobrança for exigida pelo espaço de apresentação. Neste caso, praticaremos preços populares: R$ 30,00, R$ 15,00 e R$ 10,00 para torcedores vestindo camisetas de clubes ou seleções de futebol. -Distribuir gratuitamente até 30% da lotação das sessões da peça, para escolas, instituições e organizações sociais agendadas previamente. - Realizar duas palestras O FUTEBOL NA DRAMATURGIA, em um espaço público, destinada a , no mínimo, 463 alunos e professores de escolas públicas.
Sonhar não paga imposto, diz Daniel Faria, criador da ORPAS- Obras Recreativas, Profissionais, Artísticas e Sociais. Esta frase parece ser a inspiração de várias organizações sociais da periferia das grandes cidades brasileiras, formada por pessoas que estão investindo tempo, talento, saberes e paixões em atividades que promovem a cidadania e fortalecem os laços comunitários entre os seus participantes. A ideia é construir pontes e quebrar os muros do isolamento e da segregação, tijolo a tijolo construídos em um país campeão da desigualdade social. A Cia. Letras em Cena quer participar deste time com o projeto MULTIPLICANDO AS JOGADAS: BOLA DE SONHOS. Somos um grupo de artistas que teve a ousadia de criar três peças sobre uma das maiores paixões da humanidade: o futebol. Este projeto dá continuidade a este trabalho. Vamos finalizar a pesquisa, a criação e realizar a produção de BOLA DE SONHOS , abrindo este processo à participação comunitária. Queremos quebrar os muros que nos separam, que nos limitam a viver em uma reunião de iguais, que só consegue se comunicar entre si. Estamos criando uma peça em que a participação ampliada estará garantida no seu processo de criação, através das discussões com organizações periféricas; nas apresentações, pela participação de coros formados por grupos culturais comunitários e durante a própria exibição, pois estimularemos as intervenções do público, tentando criar uma festa coletiva. Além disso, após as sessões, teremos os bate-papos com convidados, garantindo a participação direta do público. Todas as atividades serão gratuitas ou, se houver a exigência da cobrança de ingressos, os preços serão populares e ainda será criado um valor menor do que a meia-entrada, a ser pago por pessoas vestindo camisetas de clubes de futebol, estimulando-se a convivência pacífica entre torcedores rivais em uma plateia de teatro. Esta prática foi feita com sucesso nas peças anteriores sobre futebol, provando que as rivalidades alimentam o esporte, mas não precisam se tornar, necessariamente, motivos de para o ódio e a violência. Não se trata do tradicional ‘levar o teatro à periferia’, mas fazer teatro com pessoas que têm uma realidade bastante diferente da nossa, e que, por isso mesmo, vivem uma série de experiências e manifestações culturais que que precisam ser somadas a um trabalho sobre um tema tão popular como o futebol. Nestas comunidades, vivem vários grupos que participam da Copa das Favelas, torneio organizado anualmente pela Central Única das Favelas (CUFA) e que teve a participação de 32 seleções masculinas e de 16 femininas em 2019. O torneio iria ser ampliado em 2020, mas foi interrompido pela pandemia do Corona vírus. Além disso, nestas comunidades vivem pessoas que participam de slams literários, grupos de hip-hop, capoeiras e danças populares, entre outras linguagens que deverão ser incorporadas à nossa peça. Talvez nada se pareça mais a um estádio de futebol do que um teatro grego, não só em termos físicos, mas pela sua função de abrigar multidões disponíveis para viver e exibir suas paixões. Os gregos associaram o teatro a Dioniso, um deus que propunha a imortalidade e a divinização aos mortais; que ameaçava uma estrutura social hierarquizada e desigual, que tinha por culto uma forma de êxtase que fazia seus participantes saírem de si mesmos, integrando-se a uma coletividade eufórica e transcendendo os limites de uma vida individual. Um estado dionisíaco pode ser vivido em plateias de teatro e arquibancadas de futebol. Porém, há uma diferença fundamental: a euforia vivida por um torcedor ocorre em oposição a um outro, que é derrotado e não participa da festa. Perdendo em quantidade de público, em disponibilização de recursos financeiros e em aparições na mídia, o teatro ganha do futebol ao potencializar o que é universalmente humano e permitir a festa de todos. Para essa festa, todos estão convidados. Esta é a chamada geral feita pelo projeto MULTIPLICANDO AS JOGADAS: BOLA DE SONHOS.
CONTRAPARTIDAS SOCIAIS E MEDIDAS DE DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO -Geração de 12 postos de trabalho temporário para os 2 assistentes comunitários e os 10 jovens coreutas. Todos terão direito a um cachê pelo projeto. -Geração de 5 vagas de residência artística para pessoas residentes ou atuantes em regiões da periferia de São Paulo. Todos terão direito a uma ajuda de custo , para poderem acompanhar o processo de criação e de execução da habilidade cênica escolhida. -Todas as atividades serão gratuitas ou a preços populares: 24 sessões de BOLA DE SONHOS e 24 bate-papos com convidados. -Inclusão de deficientes visuais e auditivos nas sessões com audiodescrição e tradução em libras -Realização de duas palestras O FUTEBOL NA DRAMATURGIA, para até 500 alunos e professores da rede pública de ensino, com serviços de audiodescrição e tradução em libras.
Este projeto tem como produtos a criação do espetáculo BOLA DE SONHOS, enquanto dramaturgia ( detalhada no item anterior), enquanto encenação teatral e enquanto geração de 17 postos de formação e de trabalho temporário para 17 jovens e a realização de duas palestras O FUTEBOL NA DRAMATURGIA Criação do espetáculo BOLA DE SONHOS a) Enquanto encenação teatral: A encenação está apenas esboçada em seus delineamentos mais gerais, faltando-lhe todo o processo de pesquisa e de criação dramatúrgica. A peça será um musical popular brasileiro, em 2 atos, com vários recursos musicais e audiovisuais. Em 120 minutos, dez atores, dez coreutas e seis técnicos trabalharão para contar a história das Copas e da humanidade que sonhou para entrar em campo para torcer por diferentes seleções. A encenação estará apoiada em imagens projetadas e em músicas executadas ao vivo. As cenas serão, geralmente, curtas e as mudanças de ambientes conduzirão o público pelo tempo e pelo espaço em que se desenvolveu a trajetória do esporte mais popular do planeta. Cada quadro terá duração entre 5 e 7 minutos e não serão, necessariamente, apresentados em ordem cronológica. A encenação lançará mão de vários recursos da comédia de costumes e da revista, sem se esquivar do realismo necessário aos quadros de fundo dramático. Além de cantar e executar coreografias, os atores terão dezenas de personagens reais e ficcionais para compor e caracterizar. O tom das interpretações será determinado pelas necessidades de cada cena, indo da farsa ao realismo. O cenário será simples, porém funcional: dois praticáveis, com 5 a 6 lances de degraus, que, unidos, ocupem todo o fundo do palco, funcionando como uma arquibancada de estádio de futebol ou uma escadaria de teatro de revista. Separados, estes praticáveis podem funcionar como passarela de escola de samba. Entre eles, haverá um telão onde serão projetadas imagens durante toda a encenação. Durante a peça, elementos de cenografia serão postos e retirados de cena (pequenos praticáveis com rodinhas, mesas, cadeiras, rádios, etc). Os figurinos e adereços terão papel fundamental na caracterização dos personagens, dos países e das épocas enfocadas. b) Enquanto geração de 17 postos de formação e de trabalho temporário: -2 jovens trabalharão como ASSISTENTES COMUNITÁRIOS juntos à Coordenação do projeto, à assistência de produção, à produção executiva e à administração da peça. Aprendendo a gerir e a organizar um empreendimento cênico, eles terão as funções de vincular o projeto às organizações sociais e culturais da periferia de São Paulo, integrando-as ao grupo de interlocutores do processo de criação da peça e apresentando indicações de possíveis participantes dos bate-papos que sucederão as sessões; de auxiliar no agendamento das apresentações da peça; de auxiliar no agendamento de escolas públicas que assistirão à peça; entre outras ações. - 5 jovens serão ESTAGIÁRIOS no processo de criação e produção da peça, acompanhando e participando das ações vinculadas à àrea ou linguagem escolhida, que poderão ser: produção geral; direção cênica, direção musical; criação e edição das imagens; preparação corporal e coreográfica; criação e execução dos cenários figurinos e adereços; criação e montagem da iluminação e sonorização da peça. - 10 jovens serão COREUTAS da peça, tendo cerca de 60 dias de ensaio e atuando nas 24 sessões. O coro dançará, cantará, executará instrumentos e fará pequenos papéis na peça, sempre apresentando um contraponto popular e brasileiro às falas e ações dos deuses da mitologia greco-romana. Realização de 2 palestras O FUTEBOL NA DRAMATURGIA -Coordenadas por Graça Berman, mestre em Artes Cênicas pela UNESP, aprovada pela sua dissertação TEATRO E FUTEBOL: UMA COMPARAÇÃO ENTRE OS DOIS ESPETÁCULOS, as palestras terão cerca de 60 minutos de exposição interativa e se abrirão para perguntas e colocações do público, devendo durar, no máximo, 180 minutos cada uma. As palestras serão realizadas em auditórios ou teatros, com capacidade para abrigar o público previsto e permitir as medidas de acessibilidade propostas. Serão abordadas as semelhanças entre teatro e futebol, bem como a presença do tema em peças teatrais de autores como Oduvaldo Vianna Filho, Nelson Rodrigues e Plínio Marcos, além das três montagens já realizadas pela Cia. Letras em Cena. Se houver projetor, poderá ser exibido um DVD de 28 minutos, com trechos das peças realizadas e depoimentos de jornalistas, artistas, técnicos e jogadores de futebol.
ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Ainda não temos teatros ou espaços agendados, o que só poderá ser feito quando tivermos os recursos para realizar o projeto. Estamos cientes de que deveremos observar as condições de acessibilidade legalmente estabelecidas. Como trabalharemos em espaços públicos (CEUs, Casas ou Fábricas de Cultura) ou em teatros com funcionamento regular, temos certeza de que estão sendo seguidas as normas legais vigentes na questão da acessibilidade. Também nos comprometemos, se for necessário, a disponibilizar uma pessoa da nossa equipe para auxiliar o acesso de pessoas com necessidades especiais. Haverá uma sessão com tradução em libras e audiodescrição. ACESSIBILIDADE FÍSICA: a peça será apresentada em espaços públicos ou privados que sigam a legislação de acessibilidade em vigor. Isto é, haverá rampas, banheiros adaptados e formas de acesso para portadores de necessidades especiais. Além disso, caso seja necessário, disponibilizaremos uma pessoa da nossa equipe, para auxílios pontuais às pessoas desta situação. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: haverá a realização de uma sessão com audiodescrição. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: haverá a realização de uma sessão com tradução em libras. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS DUAS PALESTRAS- O FUTEBOL NA DRAMATURGIA: dirigidas a alunos e professores da rede pública, as palestras serão gratuitas e realizadas em espaços públicos que possam comportar, no mínimo, 250 pessoas. ACESSIBILIDADE FÍSICA: as palestras serão realizadas em espaços públicos com rampas de acesso e banheiros adaptados. Além disso, colocaremos um elemento da nossa equipe à disposição para auxiliar a locomoção dos portadores de necessidades especiais. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: incluiremos no orçamento um serviço de audiodescrição para 80 pessoas nessas condições. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: incluiremos no orçamento um serviço de tradução em libras dessas atividades.
1. ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS -Previsão de 24 sessões, totalizando o mínimo de 4.800 ingressos. Como a proposta é se fazer, no mínimo, 50% das sessões em CEUs e CASAS DE CULTURA, teremos , no mínimo, 3.120 ingressos gratuitos ( 12 sessões em espaços públicos e distribuição gratuita de até 30% dos ingressos para alunos e professores da rede pública) -Se houver cobrança de ingresso, o preço médio será de R$ 22,50 ( vinte e dois reais e cinquenta centavos). Os preços serão populares: R$ 30,00, R$ 15,00 e R$ 10,00 para torcedores vestindo camisetas de clubes ou seleções de futebol. Esta prática sempre existiu nas nossas três peças anteriores sobre futebol, tornando-se uma pequena contribuição à convivência pacífica entre rivais. -Além de reservarmos 50% da lotação dos espaços para a prática da meia-entrada, oferecemos a todo público um ingresso em valor menor do que a meia-entrada, para torcedores vestindo camisetas de clubes ou de seleções de futebol. Este ingresso tem correspondido a cerca de 70% do público pagante nas nossas peças sobre futebol. -De acordo com o Art.21, da IN 02/2019, doaremos a alunos e professores da rede pública, no mínimo, 30% da lotação total dos teatros em que forem realizadas as sessões de BOLA DE SONHOS; disponibilizaremos nas nossas mídias sociais trechos da peça, dos bate-papos e depoimentos dos convidados e permitiremos a captação de imagens das atividades e de espetáculos, por redes públicas de televisão e outras mídias. 2. AMPLIAÇÃO DO ACESSO E CONTRAPARTIDAS SOCIAIS 2.1- Formação profissional-Capacitação Técnica-17 pessoas 2.2- Palestras: O FUTEBOL NA DRAMATURGIA -463 As duas ações se encaixam nos inciso V e VI, do Art. 21, da I.N. de 02/2019, que estabelece a necessidade de realização gratuita de atividades paralelas aos projetos, tais como estágios, treinamentos e palestras, que possam funcionar como uma bolsa de estudo, já que os 17 jovens terão direito a cachês ou ajuda de custo e as palestras serão dirigidas a alunos e professores da rede pública de São Paulo. A democratização do acesso e da fruição estético-cultural também estão garantidas por estarmos trabalhando com um tema de interesse público; por pluralizarmos a interlocução no seu processo criativo; por abrirmos espaço à participação do público, durante a peça e nos bate-papos posteriores às sessões. Para organizar o grupo de interlocutores do processo de criação de BOLA DE SONHOS e para a seleção dos dois assistentes comunitários, será feita uma rede de contatos online e presenciais com entidades e organizações sociais que atuem na periferia de São Paulo. Para participar dos estágios e do coro, os interessados se inscreverão em um e-mail específico, que será divulgado em contatos online e presenciais com escolas e grupos culturais periféricos e também pelas nossas mídias sociais. Para participar das palestras, haverá agendamento de escolas e grupos sociais da região, além da distribuição dos lugares remanescentes, por ordem de chegada dos interessados. O ideal é termos alunos e professores de mais de uma escola pública, para poder ocorrer multiplicação das informações e discussões presentes no evento.
Coordenação do projeto Graça Berman Criação Dramatúrgica Graça Berman e Marcus Cardelíquio Criação Musical Matias Capovilla Criação e Edição de Imagens Guilherme Motta Direção Marcus Cardelíquio Assistente de Direção Guilherme Motta Direção de Arte Kleber Montanheiro Elenco Eduardo Silva, Gira de Oliveira, Graça Berman, Joca Andreazza, Reggis Silva, Ricardo Monastero, Rodrigo Dorado, Telma Dias e Walter Breda. Obs: as demais funções serão definidas a partir da captação de recursos. EDUARDO SILVA- É ator desde 1978 em novelas, programas infantis e educativos; longas e curtas-metragens (02 Prêmios como Melhor Ator em festivais nacionais e internacionais). Ganhou 15 prêmios de Melhor Ator em teatro infantil, como Mambembe, APCA, APETESP, Governador do Estado e Qualidade Brasil. Ganhou 4 prêmios de Melhor Ator em teatro adulto: Molière, SHELL, Mambembe e APCA. Na Cia. Letras em Cena, foi ator em NOS CAMPOS DE PIRATININGA, MAU ENCONTRO e na leitura pública do 1º ato de BOLA DE SONHOS, no Auditório da Folha de São Paulo, em 13 de dezembro de 2018 GIRA DE OLIVEIRA- é ator, diretor e professor de teatro. Integra os coletivos como diretor e dramaturgista: “Cia LÚDICOS de teatro popular”, “Cena 5”, e “Marginália Teatro Jovem”. Como ator, participou de peças de vários grupos, entre eles, da Cia Letras em Cena, nos espetáculos: “Nos Campos de Piratininga”; “A Bola da Vez: Plínio Marcos”, além de algumas leituras públicas, como o 1º Ato de BOLA DE SONHOS. GRAÇA BERMAN- É formada em Artes Cênicas pela ECA/USP e Letras pela PUC-SP. É mestre em teatro pelo Instituto de Artes da UNESP. Seus trabalhos mais recentes foram como atriz na peça OS AZEREDOS MAIS OS BENEVIDES, de Oduvaldo Viana Filho e direção de João das Neves; como curadora de literatura da exposição FUTEBOL NA PONTA DE LÍNGUA, do Museu da Língua Portuguesa; como atriz do SBT, na novela CÚMPLICES DE UM RESGATE e como atriz e produtora em MAU ENCONTRO, de Guilherme Mattos e direção de Imara Reis. Está na Cia. Letras em Cena, desde a sua criação, em 1996. GUILHERME MOTTA é roteirista e diretor. Teve seus roteiros ANDALUZ, TREM FANTASMA e VIDA SUSTENIDA premiados pela Secr. de Estado da Cultura; e a série A FANTÁSTICA BIBLIOTECA DE TATIANA BELINKY, contemplada pelo MINC. Os dois primeiros foram produzidos através do Edital PROAC e foram veiculados pela TV Cultura, sendo que em um foi também diretor e no segundo produtor executivo. Na CIA. LETRAS EM CENA foi responsável pela projeção de vídeo-cenários nas peças NOS CAMPOS DE PIRATININGA e MAU ENCONTRO, e pela assistência de direção em A BOLA DA VEZ: PLÍNIO MARCOS. Coordenou a estrutura técnica na leitura pública do 1º ato de BOLA DE SONHOS, no Auditório da Folha de São Paulo. JOCA ANDREAZZA é formado pela UNICAMP. Ganhou o prêmio APCA de melhor ator com as peças “A Bilha Quebrada” de H. von Kleist e “A Ilusão Cômica” de Pierre Corneille, ambas dirigidas por Marcio Aurélio. Integrou por 25 anos a Cia. Razões Inversas, realizando sucessos como o premiado "Agreste" e “Anatomia Frozen”. Atualmente, está gravando no GLOOB a série “Escola de Gênios e “O Escolhido” na Netflix. Na Cia. Letras em Cena, foi ator em NOSSA VIDA É UMA BOLA e na leitura de BOLA DE SONHOS, no Auditório da Folha, no dia 13/12/2018. KLEBER MONTANHEIRO é ator, diretor, iluminador, cenógrafo e figurinista. Ganhou o prêmio APCA 2008 por Sonho de Uma Noite de Verão e o prêmio FEMSA 2009 por A Odisséia de Arlequino, ambos de melhor diretor. Foi vencedor do prêmio São Paulo 2018 pelos figurinos de Carmen, a Grande Pequena Notável, que também dirigiu. Na Cia. Letras em Cena, fez os cenários, figurinos e iluminação de MAU ENCONTRO e é o diretor de CORNUCÓPIAS DA FORTUNA. MATIAS CAPOVILLA é músico, trompetista , compositor e trilheiro. Trabalhou fazendo trilhas de peças dirigidas por Bibi Ferreira, Kiko Jaez, Roberto Lage, Elias Andreato, entre outros. Fez a trilha de “Um Beijo para Franz Kafka”, de Sérgio Roveri e direção de Eduardo Figueiredo. Na Cia. Letras em Cena, em parceria com o maestro Paulo Herculano, compôs as músicas e fez as trilhas das peças QUERO A LUA, NOSSA VIDA É UMA BOLA e NOS CAMPOS DE PIRATININGA. MARCUS CARDELIQUIO: é autor, roteirista, diretor, cenógrafo, iluminador e produtor. Recebeu diversos prêmios por suas direções nas peças “E Foi Assim Que A Bruxaria Quase Chegou ao Fim” (1983), “Irmão Grimm, Irmão Grimm”(1987)e “Anathron” (1989). Atualmente, trabalha no roteiro, pesquisa e produção do programa “Persona”, na TV Cultura. Na Cia. Letras em Cena, é pesquisador e autor de BOLA DE SONHOS, tendo dirigido a leitura pública do 1º ato da peça , no Auditório da Folha de São Paulo, em 13 de dezembro de 2018. REGGIS SILVA: como ator, fez o protagonista da peça “Querô”, DE Plínio Marcos e direção de Marco Antonio Rodrigues. Atuou em várias séries e longas, como “Irmandade”, na Netflix; “Carcereiros” e “Malasartes”, ambas na Tv Globo. Em 2016, fez o espetáculo “Os médios” com A Má Cia Provoca e o longa-metragem “Magal e as Formigas”, pela Moonshot Films. Atuou no longa- metragem: “O roubo da taça” – Prodigo Filmes e na série “(FDP)” da HBO. Na Cia Letras em Cena, participou da leitura de BOLA DE SONHOS, no Auditório da Folha de São Paulo, em 13/12/2018. RICARDO KOCH MANCINI - Ator, Diretor teatral e Teatro-educador, com Graduação em Artes Cênicas, pela Faculdade Paulista de Artes, em 2007. Atuou em diversos espetáculos com direção de Antonio Abujamra, Marcelo Marcus Fonseca, Christina Trevisan, Zé Henrique de Paula, João das Neves (indicado ao prêmio APCA de Melhor Espetáculo) e Bete Dorgam. Pela Cia. Letras em Cena participou das leituras públicas das peças Mau Encontro e As Cornucópias da Fortuna, além da leitura do 1 ato de Bola de Sonhos, no Auditório da Folha de São Paulo, dia 13-12-18. RICARDO MONASTERO- É formado pela Escola de Arte Dramática- USP. Foi ator e produtor de “Sobre Ratos e Homens”, de John Steinbeck e direção de Kiko Marques, peça que ganhou o Prêmio de Melhor Espetáculo da APCA, em 2016. Participou de vários filmes e novelas de TV, como “Bala sem Nome”, “A Dona do Pedaço” e “Deus Salve o Rei”. Na Cia. Letras em Cena, participou das leituras de CIRCO DE BARATAS e de BOLA DE SONHOS. RODRIGO DORADO: é ator desde os 17 anos, tendo estudado no Globe-SP, na escola Nilton Travesso, em oficinas de atores na Rede Globo e na Universidade da Cidade/RJ. Fez 5 novelas, sendo a última “Cúmplices de um Resgate”, no SBT. Em cinema, atuou em vários longas, entre eles “Bruna Surfistinha” e “Estação Rock”, que estreará em breve. Na Cia. Letras em Cena, atuou em “Nos Campos de Piratininga” e na leitura de BOLA DE SONHOS, no Auditório da folha de São Paulo, em 13/12/2018. TELMA DIAS – Atriz – É também dramaturga, diretora, coreógrafa e produtora. Iniciou seus estudos em dança clássica em 1978 e teatro em 1981, na Escola de Arte Dramática Jaime Barcelos. Atuou em diversas montagens teatrais recentemente “OS AZEREDO MAIS OS BENEVIDES” de Vianinha e “MADAME SATÃ – Um Musical Brasileiro” ambos com direção de João das Neves e no espetáculo teatral MAU ENCONTRO da Cia Letras em Cena com direção de Imara Reis. Integrou o elenco na leitura pública do 1º ato de BOLA DE SONHOS, no Auditório da Folha de São Paulo, no dia 13 de dezembro de 2018 WALTER BREDA: Ator desde 1958, começando a carreira no rádio pernambucano. Em 1971 muda-se para o sudeste atuando em inúmeros espetáculos teatrais, cinema e televisão. Ganhador de prêmios de cinema (melhor ator coadjuvante no festival de Caxambu), televisão (melhor ator coadjuvante na novela América) e teatro (prêmio Shell 1999 de melhor ator do teatro paulista, APETESP 1997 melhor ator coadjuvante e 1998 melhor ator, APCA 1978 melhor ator coadjuvante). Integrou o elenco na leitura pública do 1º ato de BOLA DE SONHOS, no Auditório da Folha de São Paulo, em 13 de dezembro de 2018.
PROJETO ARQUIVADO.