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PRONAC 203673Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Teatro Kaos em Movimento - Fim de Partida

EDWARD CHARLLES RODRIGUES FAO 74631136987
Solicitado
R$ 126,6 mil
Aprovado
R$ 126,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
PR
Município
Londrina
Início
2020-11-01
Término
2023-12-31
Locais de realização (4)
Brasília Distrito FederalBelo Horizonte Minas GeraisRio de Janeiro Rio de JaneiroSão Paulo São Paulo

Resumo

O projeto consiste na circulação de uma estrutura artísticapelos estadosde MG RJ SP e distrito Federal, transportando no seu universo criativo, um espetáculo (Fim de Partida) e uma oficina (Partituras e Dramaturgias do Acontecimento teatral) de teatro, oferecidos de forma gratuita à população em geral.

Sinopse

Texto Fim de Partida Personagens HOMEM Cenário Uma sala UTI (unidade de tratamento intensivo), tubos e garrafas penduradas pelo espaço, roupas descartáveis de cirurgia e radiografias espalhadas pelo espaço Figurino Body paint Registro Interpretativo hipernaturalista Estética expressionista Linguagem simbólica Iluminação Sala UTI Vermelha e foco Branco Sonoplastia Música instrumental espacial Tema O Vazio da existência Humana Duração 43 minutos Faixa etária 16 anos Direção | Encenação | Dramaturgia | Concepção | Atuação Edward Fão PROCESSO DE CRIAÇÃO MAGMA (LODO DA VIDA) O DRAMA (AÇÀO) SURGE ANTES DA DRAMATURGIA, A IMAGEM DE UM HOMEM A BEIRA DA MORTE NUMA SALA HOSPITALAR DE TRATAMENTO INTENSIVO (U.T.I.), ASSISTIDO POR ESPECTADORES/MÉDICOS (RESPONSÁVEIS EM EVITAR QUE ELE DEIXE DE SOFRER FÍSICA E EXISTENCIALMENTE), FOI O PONTO DE PARTIDA PARA A CRIAÇÃO DA PEÇA FIM DE PARTIDA. Trajetória da pesquisa A característica criativa e filosófica do projeto se baseia na concepção do teatro Pós Dramático. O teatro pós-dramático não busca mudar a realidade de modo concreto, sua intenção é causar no espectador um determinado assombro, perante a realidade concreta, procura que ele se sinta incomodado e que esse incômodo o faça refletir, tornando-o talvez, consciente da espetacularização presente na vida cotidiana. O Teatro pós dramático não se desvincula do conceito político, apenas o considera a partir de outra perspectiva, portanto formula um novo saber cultural, que atualmente não se encontra disponível em forma discursiva. É um saber performativo que não pode ser transmitido discursivamente através da língua, mas apenas experimentado no próprio corpo. Características do trabalho - Consciência do fato de que o ato teatral se configura enquanto acontecimento- Apropria-se da situação teatral- Joga com elementos hiper-realistas que visam confundir o espectador e por vezes os próprios artistas- O espectador passa a ser co-autor da cena, do conjunto dramático, um participante que entretanto, não interpreta, não faz de conta, apenas age, como ele mesmo agiria no seu dia-a-dia- Busca fazer do público um público consciente das lógicas espetaculares existentes no teatro e na vida- O espectador se depara com a falta de uma fábula tradicional (com começo, meio e fim), ele estará diante de uma obra que se apresenta fragmentada, não está aberta apenas porque o final é incerto, mas todo seu enredo parece não seguir uma lógica linear, um contínuo cartesiano.

Objetivos

OBJETIVOS GERAIS - Promover e fomentar o livre acesso a produtos culturais que compreendem um programa de formação de plateia e a criação de circuitos em espaços de representação de variadas regiões, através da circulação do espetáculo Fim de Partida, de ações formativas e conversas com grupos locais. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Realizar 12 apresentações do espetáculo Fim de Partida- Realizar 12 palestras/conversas após as apresentações do espetáculo Fim de Partida com o público em geral e coletivos criativos locais- Realizar 04 ações formativas com artistas locais- Atingir um público final estimado em 2.520 espectadores/participante

Justificativa

Lei 8313/91 Este projeto tem como proposta principal a circulação e difusão do trabalho da Cia Teatro Kaos em 04 municípios de 04 estados brasileiros, através da realização de apresentações de Fim de Partida. Além da circulação da obra, também faz parte do projeto a realização de uma oficina para atores/atrizes de grupos locais em cada cidade visitada. Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; As ações do projeto serão oferede fcidas forma gratuita à estudantes do ensino público Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; O formato do projeto baseia-se em apresentações de artes cênicas IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos 50% das apresentações do projeto serão oferecidas de forma gratuita à população em geral e aos estudantes do ensino público

Estratégia de execução

Projeto de Formação do AtorIdentificação Partituras e dramaturgias do ator carga horária 12 horas público alvo públicos universitário em geral nº de vagas 20programa/aulacorpo- consciência corporal 40 minutos - respiração 10 minutos - voz 10 minutos jogos lúdicos- integração 20 minutos - espaciais 20 minutos - cênicos 20 minutos treino do ator* 60 minutos de uma partitura ou dramaturgia específica por aula Programa formação- partitura espacial 1. direção. 2. apoio 3. rasgar o espaço 4. percepção espacial 5. tensão muscular 6. ritmo 7. respiração - partitura corporal 1. direção 2. movimento 3. tensão muscular 4. respiração 5. objetivo 6. significado 7. musicalidade - partitura Sonora 1. intensidade. 2. articulação 3. respiração. 4. tom. 5. desenho. - partitura mental 1. tom. 1.1. intencionalidade. 2. objetivo. 2.1. vontade implícita ou explícita na intencionalidade do seu tom. 3. o que vemos, ou não. 3.1. o confronto da vontade com a intencionalidade. 4. humor. 4.1. estados de ânimos 5. sentimento. 5.1. estados da alma. 6. pensamento. 6.1. construção da lógica dos humores e sentimentos. 7. construção da personagem 8. direção. 8.1. ritmo, objetivo, musicalidade. 9. movimento. 9.1. apoio, cortar o espaço, ritmo, objetivo, musicalidade. 10. intensidade. 10.1. tensão e energia muscular. 11. máscara corporal. 11.1. ritmo, tensão e energia muscular, objetivo, musicalidade, desenho corporal. 12. objetivo. Corporal 12.1. apoiar, sustentar, pegar... 13. significado. corporal 13.1. intencionalidade do ato. 14. musicalidade. - dramaturgia individual - dramaturgia colectiva - dramaturgia psicológica Montagem- concepção 72 horas 1. preparação 2. seleção imagens cênicas 3. seleção texto literário 4. criação dramaturgia cênica - encenação 24 horas 1. construção cênica 2. construção cenográfica 3. construção luminotécnica 4. construção sonoplastia Representação- 02 apresentações 1. confronto com o público 2. debate JustificativasA teatralidade é uma manifestação pertencente ao universo ficcional com raízes na arte da representação teatral, constituída por diferentes e variadas linguagens inerentes a cada universo ficcional. Essas linguagens são construídas, fabricadas, selecionadas e finalmente manipuladas consciente ou inconscientemente, de acordo com a vontade do seu criador. Dentro de cada universo ficcional, a teatralidade assume formas e características próprias, de acordo com o objetivo que alicerça determinada criação ficcional. Essas teatralidades assumem características próprias e diferenciadas entre si, de acordo com o gênero dramático à que pertencer. Existe uma teatralidade específica para cada gênero que se reflete na sua estética e na sua forma, determinando o estilo e a linguagem da teatralidade manifestada. Existem teatralidades inerentes à tragédia, à comédia, ao absurdo e tantas outras que marcam e definem suas identidades individuais com traços únicos, diferenciando-as no vasto universo das teatralidades dramáticas. Enquanto na tragédia a verossimelhança exige maior rigor na manifestação das verdades, procurando aproximá-la do universo humano, fazendo com que sua teatralidade possua códigos e signos inerentes e oportunos para a sua realização, já na comédia o jogo da verdade teatral pode ganhar outros contornos, dando à sua teatralidade a possibilidade de se afastar do que é humano, distorcer a verdade real, sem que no entanto deixe de tratar do que é humano. A teatralidade não tem objetivo, ela o é, a teatralidade tem sim uma função: mostrar e marcar a verdade que a princípio pode não estar visível. Esse marcar e mostrar pode manifestar-se através de um discurso (não necessariamente oral), verdadeiro ou enganoso, mas sempre com a função de mostrar a verdade. Muitas vezes essa teatralidade manifesta-se reforçando uma verdade ficcional através da sutileza, outras marcando exageradamente os elementos que a compõem, mas sempre apresentando verdades num mundo ficcional. Quando a teatralidade é reinvidicada pelo universo não-ficcional, ela perde a sua legitimidade. No universo não-ficcional; ao contrário do que acontece no universo ficcional, onde a teatralidade manipula códigos, elementos e personagens que se manifestam num universo onírico; no universo cotidiano a teatralidade manipula códigos, elementos e pessoas num universo real, servindo à objetivos concretos e verdadeiros, através da dissimulação pela teatralidade do objeto em causa. No universo não-ficcional a função da teatralidade é mascarar e esconder uma verdade que pode facilmente ser vista, e ao mesmo tempo distorcer a não-verdade transformando-a em verdade com o recurso da manipulação dos elementos que compõem determinada teatralidade. A verdadeira teatralidade só existe no universo teatral, quando falamos de teatralidade em outro universo que não seja o teatral, verdadeiramente não falamos de teatralidade, falamos sim de teatral, ou seja, de códigos pertercentes ao teatro deslocados do seu contexto legítimo e utilizados para valorar outra manifestação qualquer. A Teatralidade não é o mesmo que teatral, Teatral é apenas um fragmento ínfimo de qualquer elemento que constrói a teatralidade. Quando alguém diz que isto ou aquilo é teatral, e não está se referindo a uma representação teatral, ele simplesmente está identificando determinado ato, ação ou gesto com códigos pertencentes ao universo teatral que ele particularmente conhece. O fato de uma coisa qualquer conter algum fragmento teatral não lhe confere automaticamente teatralidade, para haver teatralidade há que existir antes de mais nada uma relação entre um atuante (ator) e um público. Mas não basta apenas um publico para se considerar que tal acontecimento está impregnado de teatralidade, para que alguma coisa contenha verdadeiramente teatralidade, tem obrigatóriamente que assumir os elementos mínimos necessários para se formar qualquer teatralidade. Para que uma coisa qualquer possa ser nomeada de teatralidade, ela tem que reunir algumas características que são unicamente exclusivas do universo teatral, uma das coisas fundamentais necessária para que a teatralidade se instale, é o fato de existir um acordo natural entre o emissor e o receptor da teatralidade, que acordam entre sí de que o objeto construído não passa de uma ficção imaginária, que num determinado espaço e durante algum tempo torna-se concretamente palpável, se esse acordo não existir a teatralidade não se instala. A representação de um objeto artístico que se inclua no universo muito particular do teatro invisível, pode conter muitos códigos teatrais identificáveis pelos seus criadores, mesmo assim, apesar de conter muitos elementos básicos necessários (ator, público, texto, corporalidade, personagens, espaço etc...) para que se instale a teatralidade, ela não se manisfesta. Sem acordo não há teatralidade. Quando alguma coisa assume como seus os elementos mínimos necessários para se formar a teatralidade, essa coisa deixa de ser ela própria e passa obrigatoriamente a ser uma outra coisa, agora pertencente ao universo teatral (teatro-dança, circo-teatro, etc). A única maneira dessa coisa não perder a sua identidade é não assumir como seus os elementos básicos da teatralidade A teatralidade é o teatro operando no agora, é o momento em que os participantes de um qualquer acontecimento teatral constrõem a sua manifestação. A teatralidade é um momento no tempo, uma ação no espaço, ela opera dentro, fora e entre seus intervenientes, desencadeando o movimento de mecanismos racionais, emocionais e instintivos. A teatralidade tem profundidade e obviamente superfície, logo é composta por camadas. Nem todos os intervenientes construtores da teatralidade (criadores e público) conseguem simultaneamente perceber, entender e compreender todas as camadas que formam a totalidade da sua profundidade. Cada camada é formada por signos, símbolos e códigos, comportados por variadas linguagens, quanto mais nos afastamos da sua superfície mais complexos se tornam os significados e significantes que a compõem. Quanto mais profundamente se aspira penetrar nas suas camadas, mais exigências racionais e sensitivas nos são solicitadas para a compreensão da sua totalidade significativa, isso diz respeito tanto à sua construção como ao entendimento na sua recepção, cada camada alarga o nosso campo de entendimento nos direcionando à compreensão necessária. Quando uma camada contradiz involuntariamente uma camada anterior, ao invés de reforçar seus códigos já sedimentados, cria-se um equívoco na construção/recepção da mensagem, formando uma nódoa, como um borrão sobre página de um livro, que nos impede de uma leitura clara da mensagem codificada. O equívoco conduz com frequência à falta ou mesmo à uma distorção do entendimento do signo sugerido. As camadas estão distribuídas pelas várias linguagens que constrõem o acontecimento teatral, quando em qualquer das linguagens os equívocos se manifestam, acabam por interferir inevitavelmente noutras linguagens, criando equívocos em cadeiras, que por contaminação, acabam por levar à representação de uma teatralidade toda ela construída sustentando-se em equívocos. Quando um ator, num registro naturalista, num momento trágico do drama, ao invés de tocar seu publico com a emoção que marca o trágico momento da sua personagem, levá-o a uma gargalhada geral e despropositada, provavelmente esse seria um momento equivocado. Essa manifestação poderia ocorrer refletida em variadas formas: um erro do ator, um fundo musical fora do contexto estabelecido, um acidente involutário que interferisse diretamente na cena, uma leitura equivocada da encenação. Quando esses pequenos incidentes acontecem involuntariamente com certeza trata-se de um equívoco que poderá fragilizar a sua teatralidade. Por outro lado, se esses aparentes erros forem pensandos intensionamente para assim operarem, já podemos dizer que isso é outra coisa, que a manifestação de tal estratégia procura contrariar formas e construir outros entedimentos desse mesmo drama, que não passa mais pelo sofrimento dessa tal personagem hipotética, mas sim pela busca de outros significados e outros significantes. A teatralidade é um fenómeno que se manisfesta apenas no momento da realização de determinada representação, antes disso e/ou durante a construção da sua encenação, não se consegue percepcionar a totalidade de tal manifestação. Dito por outras palavras: uma peça de teatro, objeto literário, suporte possível de uma representação, não contém na sua leitura ou mesmo na sua escrita, qualquer teatralidade presente, apenas indicações imaginárias e embrionárias de possíveis teatralidades. A teatralidade apesar de não ser palpável, não é um acontecimento imaginário, ela materializa-se no ato da representação. Enquanto a leitura, através da visão, nos transporta à uma visualização imaginária, a representação dessa mesma peça literária, nos solicita a utilização dos nossos cinco sentidos para a materialização da obra representada. É nesse momento que surge a teatralidade, quando temos todos os nossos sentidos ligados e atentos, quando temos nossas capacidades racionais e emotivas presentes, um momento individual e multi-significativo, onde cada individualidade constroi a sua teatralidade, que apesar de ser única, pode coincidir com a teatralidade percepcionada pelo espectador anônimo que está sentado ao nosso lado. A teatralidade não é uma linguagem, é antes um receptáculo constituída por diversas linguagens. As linguagens inerentes ao espaço, ao corpo, à oralidade, às musicalidades sonora e espacial e tantas outras linguagens que podem participar na construção de uma determinada representação cênica, são elementos indissolúveis na formação da teatralidade eleita pela encenação. Essas linguagens podem ser muitas ou um número muito reduzido e são tão diversificadas quanto são os os universos dos seus criadores. Uma peça literária dramática, escrita sob os canônes de qualquer gênero teatral, só pertence aquele gênero específico enquanto objeto literário, a partir do momento em que o suporte do drama já não é mais literário, o gênero incuntido na sua gênese pode, com facilidade e engenho, ser transformado em qualquer outro gênero dramático, sem no entanto modificar a gênese estrutural da sua dramaturgia literária. Tudo depende da forma como cada linguagem é construída, e antes de todo o resto, da vontade e objetivo criativo de cada individualidade criadora. A maneira como cada um dos criadores manipula as formas das linguagens que apresentam, determinará sua teatralidade. Essa manipulação pode ser conseguida em todos os elementos que constituem uma dramaturgia cênica, abragendo os universos do ator, da encenação e o da representação. A cada manipulação consciente, ou inconsciente, de cada linguagem que constitui um acontecimento teatral, determinamos a ''aparência'' final da teatralidade manifesta. Quando falamos em manipulação, falamos concretamente no moldar a forma de cada linguagem em particular, ao manipular a forma podemos afirmar ou transformar o sentido do conteúdo, e consequentemente mantemos ou deslocamos o significado estético do objeto manipulado. Pretendemos a partir do estudo em forma de uma encenação de uma peça de teatro, estruturar um objeto que nos possa auxiliar no entendimento do fenômeno da teatralidade. Procuraremos identificar os elementos responsáveis pela sua construção, tentando entender até que ponto é possível, através da manipulação da linguagem, determinar a aparência final da sua teatralidade. Nessa tentativa buscaremos responder as seguintes questões: o que é a teatralidade? Como se manifesta no espaço (físico/mental) da representação? Como se manifesta no espaço (físico/mental) do público? Como sente o público a teatralidade? Como sente o ator a teatralidade? Quais os elementos que formam a teatralidade? Como são construídos? Quais os efeitos da manipulação das suas linguagens na construção do trabalho criativo/emocional/racional do ator? Estão relacionados? Quando manipulamos a forma na linguagem oral do ator, onde mais interferimos? Interferimos nos seus sentimentos? E no seu humor? Modificamos a sua respiração?

Especificação técnica

ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Texto Fim de Partida Gênero pós-existencialista Linguagem estética simbólica Registro Interpretativo Hipernaturalista Personagens homem a beira da morte Espaço arena, não há separação entre atores e espectadores. OFICINA PARTITURAS E DRAMATURGIAS DO ATOR A teatralidade é o teatro operando no agora, é o momento em que os participantes e os intervenientes de um qualquer acontecimento cênico constroem a sua manifestação. A teatralidade é um momento no tempo, uma ação no espaço, ela opera dentro, fora e entre seus construtores, desencadeando o movimento de mecanismos racionais, emocionais e instintivos. Para que a teatralidade atinja a sua função na plenitude planejada, há que ser recepcionada por um público aberto à sua linguagem específica, quando isso não ocorre a teatralidade perde o seu significado operante. Não atuando onde deveria movimentar estruturas mentais, esvazia-se, inexistindo nessa realidade. A teatralidade é uma manifestação pertencente ao universo ficcional com raízes na arte da representação teatral, é constituída por distintas e variadas linguagens convocadas por universos de diversas proveniências formais. Essas linguagens são construídas, selecionadas e finalmente manipuladas, de acordo com a vontade consciente, ou mesma inconscientemente, do seu criador. Dentro de cada universo ficcional a teatralidade assume formas e características próprias, de acordo com o objetivo que alicerça determinada criação artística. Essas teatralidades assumem características próprias e diferenciadas entre si, determinadas pela forma dramática manifestada. A teatralidade é um fenómeno que se manifesta apenas no momento da realização de determinada representação, antes disso e/ou durante a construção da sua encenação, não se consegue percepcionar a totalidade de tal manifestação. Dito por outras palavras: uma peça de teatro, objeto literário, suporte possível de uma representação, não contém na sua leitura ou mesmo na sua escrita, qualquer teatralidade presente, apenas indicações imaginárias e embrionárias de possíveis teatralidades de quem as lê. A teatralidade apesar de não ser palpável, não é um elemento imaginário, ela materializa-se no ato da representação. Cada universo funciona analogicamente como um organismo vivo, Independentemente do universo, todos têm nas suas constituiçõesgenéticas esses mesmos elementos, que estruturam, formam ou deformam sua existência. É a partir da conjugação dos átomos nucleares que o movimento da criação é desencadeado, influenciando e sendo influenciado pelo movimento de outras conjugações atômicas que numa somatória orgânica e construtiva, por vezes desconstrutiva, determinará a teatralidade final da sua elaboração criativa. A procura do entendimento da dinâmica que rege e constrói cada universo será canalizada para a base concretizadora do acontecimento teatral: o ator, que em primeira instância é inevitavelmente a gênese indispensável na construção da linguagem cênica. Entender a dinâmica de funcionamento da estrutura atómica dos universos é ponto central para a compreensão e para a composição da manifestação do fenômeno da teatralidade

Acessibilidade

ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Acessibilidade física - Rampa móvel de acessibilidade para cadeirantes (equipamento sem custo para o projeto - faz parte do acervo da Cia teatro Kaos) Acessibilidade para deficientes visuais - Audio descrição (sem custo para o projeto - serviço a cargo da Cia Teatro Kaos) Acessibilidade para deficientes auditivos - Legendagem (sem custo para o projeto - prestação de serviços a cargo da Cia Teatro Kaos) CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física - Rampa móvel de acessibilidade para cadeirantes (equipamento sem custo para o projeto - faz parte do acervo da Cia teatro Kaos) Acessibilidade para deficientes visuais - acompanhante/orientador individual (sem custo para o projeto - prestação de serviços a cargo da Cia Teatro Kaos) Acessibilidade para deficientes auditivos - Tradutor de Libras (sem custo para o projeto - prestação de serviços a cargo da Cia Teatro Kaos)

Democratização do acesso

ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS As apresentações realizadas em teatro terão os ingressos vendidos ao preço popular de R$ 20,00. Dos 2400 ingressos colocados à disposição do público, 1200 serão oferecidos de forma gratuita ao público em geral. De acordo com o inciso I a do artigo 20 da IN MINC 05/2017, 10% dos ingressos serão doados para instituições de arte,associações carentes e/ou grupos de teatro. Até 10% serão destinados aos patrocinadores e até 10% serão destinados à divulgação. Art. 21 I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a eas pscolúblicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; 50% dos ingressos serão oferecidos de forma gratuita III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições,das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; As apresentações serão registradas em suporte digital e terão posteriormente seus conteúdospublicados em redes sociais e sites da Usina Cultural, permitindo o seu livre acesso. IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; As apresentações serão registradas em suporte digital e terão posteriormente seus conteúdosdisponibilizados sem qualquer custo para os meios de comunicação em massa, permitindo o livre acesso do seu conteudo. VI - oferecer bolsas de estudo ou estágio a estudantes da rede pública ou privada de ensino em atividades educacionais, profissionais ou de gestão cultural e artes desenvolvidas na proposta cultural; As ações atingirão um público estimado de 240 pessoais e serão oferecidas de forma gratuíta,sendo que 50% serão destinadas à estudantes do ensino público e 50% à membros de coletivos artísticos e à população em geral.

Ficha técnica

Tipo Pessoa: Pessoa Física Função: Produtor Executivo/ator (o proponente será responsável pela gestão do projeto e pela interpretação do único personagem do espetáculo - remuneração das funções de acordo com os valores referenciados na planilha orçamentária) Nome: Edward Charles Rodrigues Fão Nome Artístico: Edward Fão CPF: 746.311.369-87 Área de atuação: Artes Cênicas Formação/Titulação: -Graduando em Educação Física UNOPAR (2016/2019) -Pós Graduação em Estudos de Teatro (2003) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa -Mestrado em Estudos de Teatro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2011), com ênfase em edição, estética e história do teatro medieval ao contemporâneo Atuação Profissional: -Trabalha na formação em artes cênicas com 31 anos de experiência, -Dramaturgo e encenador com 21 peças escritas e 64 montagens realizadas, -Vice presidente da CONFENATA (conf Brasileira de Teatro Amador) regional sul 1987/89 -Presidente FECATE (federação catarinense de teatro) 1988/1990 -Colaborador de 2004 a 2010 no Teatro Nacional Dona Maria II, Lisboa, atuando como técnico de iluminação, assistente de direção de cena. cenotécnico, entre outras funções, -Delegado setorial teatro na conferência nacional (2015) do CNPC (Conselho Nacional de Políticas Culturais) - Membro da CAPPE (comissão de análise de projetos e programas estratégicos) da secretaria de cultura de Londrina de 2012 a 2016, - Articulador da rede nacional de teatro de rua desde 2012, - Membro fundador do MARL (movimento de artistas de rua de Londrina) - Delegado da setorial de teatro na conferência municipal de políticas culturais de Londrina (2013) - Delegado da setorial de vilas culturais na conferência municipal de políticas culturais de Londrina (2016) - Membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais do município de Londrina de 2015 a 2017 - Presidente da Vila Cultural Usina Cultural 2019-2021 Tipo Pessoa: Pessoa Física Função: Contra regra / assistente de cena Nome: Gabriel Mafort Gomes Paleari Nome Artístico: Gabriel Paleari CPF: 086.007.689-00 Área de atuação: artes cênicas Formação/Titulação: Bacharel em Artes Cênicas UEL Atuação Profissional: Bacharel em Artes Cênicas – Universidade Estadual de Londrina (2019) Ator- Pesquisador pelo projeto de pesquisa em Ensino "Resquícios do corpo sonoro em Antonin Artaud e Klauss Vianna" coordenado pela Drº Ceres Vittori Silva (2016-2019). Ator-Pesquisador pelo projeto: "Esculpindo o Vivo: Estudo de formas corporais na escultura de Camille Claudel para a composição de um espetáculo de Dança- Teatro.", coordenado por Aguinaldo de Souza (2016- 2019). Ator-Pesquisador no projeto de pesquisa em Ensino "Dançantes: O treinamento pessoal e a criação de cenas sob a perspectiva da presença do artista.", coordenado pela professora Ceres Vittori Silva (2016). AtorPesquisador no programa de formação complementar "Práticas de Encenação", coordenado pela professora Laura Carla Franchi dos Santos (2017).

Providência

PROJETO ARQUIVADO.