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Montagem e realização de temporadas e circulação do espetáculo de teatro musical O Alienista. O projeto contará com colaboração dramatúrgica de profissionais de seis países de língua portuguesa.
Possuído por uma obsessão alucinante pelos estudos da medicina mental, o protagonista da narrativa assume uma postura apoiada na soberba do conhecimento e, assim, acaba por acreditar que é capaz de definir quem está louco e quem ainda detém o equilíbrio mental. Envoltos em disputas políticas, o cego conhecedor das armadilhas da mente adquire poder e, como um ser superior, decide quem está autorizado a continuar a viver em sociedade e quem deve ser recolhido para a Casa Verde, uma austera residência construída especialmente para recuperar os afetados pelas mais diferentes enfermidades da mente. Aos poucos, ocorre uma verdadeira limpeza na comunidade, e não há sequer uma família que não contabilize um louco entre os seus entes queridos, inclusive a do próprio senhor do saber medicinal. Não tardaria a luta daqueles que se revoltariam contra o autoritarismo. Mobilizados, os que restavam livres, com alguma sanidade, enfrentaram o surto de opressão e retomaram as rédeas da situação. Após idas e vindas na trama, enfim, se reconhece a ineficiência dos extremos e a identidade do verdadeiro doente de toda aquela situação inusitada. No palco as seis personagens convivem mergulhados nos seus respectivos pecados sendo cada um protagonista da sua história e coadjuvante nas demais. Seis universos totalmente diferentes interagem simultaneamente numa mesma cenografia, mas com distintas musicalidades e atmosferas. A costura cênica dessas seis narrativas será feita posteriormente pela encenação, durante o processo de ensaio.
GERAL: Valorização da cultura nacional. Difusão da literatura brasileira através de obras plurais. Fortalecimento do diálogo entre os agentes de cultura dos países de língua portuguesa. Utilização das artes cênicas como obra de discussão sobre questões sociais. Olhar para o público como multiplicadores das experiências vivenciadas. Formação de público. Fomento à economia criativa. Ampliação do acesso à cultura e às dinâmicas culturais ESPECÍFICO: - Realizar montagem, 2 temporadas e circulação por 2 cidades, do espetáculo de teatro musical O Alienista, totalizando 64 apresentações. - Promover um intercâmbio entre dramaturgos dos países falantes de língua portuguesa para a criação de uma dramaturgia coletiva; - Atingir diretamente cerca de 40.600 mil espectadores ao longo da realização do projeto; - Impactar indiretamente cerca de 500 mil pessoas através de plano de mídia e divulgação; - Realizar 2 apresentações com intérprete de LIRBAS ao longo das temporadas, sendo 1 por cidade; - Fomentar a formação de plateia através da doação de 20% dos ingressos disponíveis para instituições de caráter social; - Realizar ações formativas a título de contrapartida social ao longo da realização do projeto, tendo como público-alvo os corpos docente e discente de instituições públicas de ensino. - Gerar cerca de 50 postos de trabalho diretos e 120 postos de trabalho indiretos.
Reconhecido como um dos maiores autores da história da literatura Brasileira, Machado de Assis desenvolveu suas obras no século XIX, auge do Realismo Brasileiro. Conhecido por levantar, em seus romances, temáticas de relevância social, o autor configurou-se como uma figura de narrativas inovadoras ao publicar O Alienista, história do renomado médico Simão Bacamarte, que, em uma busca obsessiva pela comprovação de suas teorias sobre a mente humana, acaba por se perder em sua própria loucura. É partindo dessa narrativa que o projeto O Alienista promove uma reflexão acerca dos limites da relação humana quando somos levados ao extremo. Partindo da pesquisa sobre os Pecados Capitais, o projeto propõe um paralelo entre a realidade da Casa Verde e a sociedade atual, em que certezas absolutas não se mostram passíveis de contestação e a fronteiras da ação aparecem cada vez mais tênues. O projeto se torna pertinente a partir do momento em que parte de uma realidade supostamente paralela para levantar discussões que se fazem necessárias no atual contexto social e promove uma atualização das questões apontadas na obra original de Mac ado de Assis para a realidade de hoje, valorizando a cultura nacional e configurando-se como uma importante ferramenta de diálogo entre os espectadores, com os espectadores e, principalmente, a partir dos espectadores, que são vistos como multiplicadores as experiências vivenciadas em cena e das discussões apontadas na trama. Para além de sua pertinência, no contexto da atualidade, o projeto promoverá um intercâmbio entre dramaturgos dos seis países falantes da língua portuguesa Brasil, Portugal, Angola, Timor Leste, Moçambique e Cabo Verde -, para a criação da dramaturgia. A partir do olhar diversificado dos profissionais envolvidos, configura-se como uma importante ferramenta de diálogo e aproximação entre os agentes culturais dos países envolvidos, enriquecendo suas experiências através da troca. A Lei de Incentivo é uma das poucas formas de se conseguir parceria na iniciativa privada para a realização de um projeto cultural, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura no País. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1o da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso as fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IX _ Priorizar o produto cultural originário do País. O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3o da Lei 8313/91): II - fomento a produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
Reforçamos que a dramaturgia será construída ao longo do processo de criação, na etapa de pré-produção, bem como o projeto cenográfico. Não será possível, portanto, o envio desta documentação no momento de inscrição da proposta.
Não se aplica.
Em cumprimento ao Art.18 da IN em vigor, estabelecemos medida de acessibilidade compatível com a característica do projeto: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por garantir o acesso a portadores de deficiência física ou com dificuldades de locomoção; - Intérprete de libras em 1 apresentação por temporada, como forma de atender a deficientes auditivos, totalizando 2 apresentações. - Descrição de imagens em postagens nas redes sociais do festival, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais.
O projeto respeitará o Art.20º da IN Nº 2/2019, contendo em seu plano de distribuição: - Distribuição gratuita de 20% dos ingressos das atividades com cobrança de entrada para instituições públicas de ensino e/ou organizações sociais; - Comercialização de 10% dos ingressos no valor do Vale-Cultura, nos termos do art. 8º da Lei nº 12.761 de 2012. O projeto atenderá ainda às seguintes medidas do Art. 21º da IN Nº 02/2019: III – Disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22, através do registro das reuniões virtuais de dramaturgia e disponibilização de trechos em plataformas de streaming. V - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas: - Será realizada uma leitura aberta em formato virtual.
Inspirado na obra original de Machado de Assis Dramaturgia: André Paes Leme (Brasil), Tiago Rodrigues (Portugal) e outros colaboradores que serão convidados na confirmação do projeto. Adaptação e Direção: André Paes Leme Música Original: Pedro Luís Direção de Produção: Andréa Alves Ator protagonista: Rodrigo Pandolfo Mais cinco atores, cantores, músicos – selecionados por audição. Realização: Ágapa Criação e Produção Cultural Equipe de produção a contratar no momento de pré-produção; Além dos músicos convidados, debatedores/palestrantes serão oportunamente confirmados. BREVES CURRÍCULOS: ANDRÉA ALVES: A carioca Andréa Alves fundou a Sarau Agência quando concluía seus estudos em jornalismo, nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, e produção cultural, na Universidade Cândido Mendes. O prazer pela música encostou no apreço pela escrita e pela história da cultura nacional. Junto a um lado bastante pragmático de organização e gestão, construiu uma trajetória sólida, alcançando reconhecimento no Brasil, com a idealização e realização dos espetáculos de maior sucesso de público e mais premiados nos últimos anos. Em 2018, o jornal Folha de São Paulo a procurou para fazer uma matéria sobre a originalidade e brasilidade de suas produções, que reinventaram o mercado de musicais no Brasil: http://bit.ly/AndreaFolhaSP_SP ÁGAPA CRIAÇÃO E PRODUÇÃO CULTURAL: Fundada em 2003, a Ágapa é uma produtora cultural com foco na realização de projetos de teatro e música, primando por espetáculos originais e adaptação de grandes clássicos brasileiros. Com mais de 30 projetos realizados, seus projetos mais recentes foram Gota D’água [A Seco], dir. Rafael Gomes, A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa, dir. André Paes Leme, ambos estrelados por Laila Garin. Em anos anteriores, realizou projetos como JT Leroy, dir. Susana Ribeiro e dir. geral de Paulo José, Eternos Modernos, entre outros. ANDRÉ PAES LEME: Encenador formado na UNIRIO, Mestre e Doutor em Estudos de Teatro pela Universidade de Lisboa. Já realizou mais de 50 espetáculos, entre peças teatrais, concertos musicais, óperas e eventos comemorativos de relevância cultural. Suas últimas encenações foram:A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa (2020), Agosto (2017), Esperança, de César Mourão (2015), Amigo Cyro muito te admiro, de Rodrigo Alzuguir (2014). O Lugar escuro, de Heloisa Seixas (2013). Arresolvido, de Érida Castello Branco (2012). Um Rubi no Umbigo, de Ferreira Gular (2011). Hamelin, de Juan Mayorga (2009), pelo qual recebeu o Prêmio APTR/2010 de melhor direção. Candeia, de Eduardo Rieche (2008). A hora e vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa (2007). Uma última cena para Lorca, de Antônio Roberto Gerin (2005). Grande Othelo, de Douglas Dwight (2004). Chega de sobremesa, de Stela Freitas (2002). Engraçadinha, de Nelson Rodrigues (2001). Pequenos trabalhos para velhos palhaços, de Matei Visniec (2000). TIAGO RODRIGUES: Tiago Rodrigues é um ator, dramaturgo, produtor teatral e encenador português. Desempenhou funções como director artístico do Mundo Perfeito - estrutura que criou em 2003 - e foi nomeado pela Secretaria de Estado da Cultura director artístico do Teatro Nacional D. Maria II em Dezembro de 2014. Recebeu confiança para renovar este cargo até 2020.Seu trabalho tem sido reconhecido pela sua capacidade de derrubar fronteiras entre o teatro e diferentes realidades. Seja a trabalhar 14 horas por dia como aprendiz numa cozinha de três estrelas Michelin para criar "O que se leva desta vida", a filmar um dos mais conhecidos pivôs de Telejornal em silêncio para o espectáculo "Se uma janela se abrisse" ou a encenar um espectáculo na fachada de um edifício em "Hotel Lutécia". Foi premiado em 2019 com o Prémio Pessoa. Remuneração prevista para o proponente: - Coordenação Administrativo-Financeira - Coordenador do Projeto - Remuneração para captação de recursos (caso seja realizada pela proponente) *Os itens poderão ser modificados de acordo com os recursos captados e eventual adequação do projeto, sempre respeitando os limites estabelecidos pela lei.
Projeto arquivado conforme solicitação do proponente.