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PRONAC 204104Apresentou prestação de contasMecenato

Azira'i

AGAPA CRIACAO E PRODUCAO CULTURAL LTDA
Solicitado
R$ 1,53 mi
Aprovado
R$ 1,53 mi
Captado
R$ 810,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (2)
CNPJ/CPFNomeDataValor
33541368000116Companhia Hidro - Elétrica do São Francisco CHESF1900-01-01R$ 800,0 mil
04737083000157AGAPA CRIACAO E PRODUCAO CULTURAL LTDA1900-01-01R$ 10,0 mil

Eficiência de captação

52.8%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
IX.Teatro Musical
Ano
20

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2020-12-01
Término

Resumo

Montagem e realização de temporadas e circulação do monólogo étnico-musical A Mãe Terra (Ywy’Yzar).

Sinopse

?Azira’i? consiste em um espetáculo-performance-instalação em formato de monólogo étnico-musical que evidencia e traz à tona a relação a relação de Zahy Tentehar com Alzira, sua mãe. A atriz promove uma reflexão acerca da relação do humano com a natureza, propondo uma reconciliação entre ambos através da cura e da conscientização.

Objetivos

Objetivos Gerais:Decreto nº 10.7555/21 Art. 2º Na execução do PRONAC, serão apoiados programas, projetos e ações culturais destinados às seguintes finalidades: I - Valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; Valorizaremos a cultura nacional através da inovação das ofertas culturais apresentadas à população a partir de obras plurais, democratização e ampliação do acesso às atividades e dinâmicas culturais e artísticas. II - Estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; Através do fomento ao intercâmbio entre as diferentes culturas raízes do Brasil e ao protagonismo do povo indígena com relação às suas próprias vivências. VI - Fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade; Alcançaremos este objetivo através da democratização e ampliação do acesso às atividades e dinâmicas culturais e artísticas, da formação de público e do olhar para os espectadores como multiplicadores das experiências culturais. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:- Realizar montagem do espetáculo musical Azira’i.- Realizar 34 apresentações do espetáculo (temporada no Rio de Janeiro, temporada em São Paulo e circulação por Belo Horizonte, Curitiba e Recife).

Justificativa

Desde a colonização do Brasil, sabe-se que os povos indígenas vêm sofrendo massacres e extermínios ao longo dos séculos no território brasileiro. Esse tem sido um dos assuntos mais emergentes nos últimos anos, e, ao contrário do que muitos pensam, o uso das tecnologias e das ferramentas da urbe pelos indígenas não necessariamente fere as origens da sua cultura. Pelo contrário, tais ferramentas têm ajudado os povos indígenas a se comunicarem entre si e com o mundo branco, facilitando ações que os permitam resistir e preservar suas origens e raízes culturais. Durante a pandemia que vivemos ficou mais do que provado que a tecnologia pode se tornar uma verdadeira aliada na preservação e sobrevivência da cultura e dos povos indígenas.Difundir artisticamente a cultura justifica-se por torná-la acessível a um Brasil que nem sempre chega ao seu próprio povo. O projeto Azira’i visa dar mais protagonismo e representatividade à mulher indígena e nordestina, através da construção de um espetáculo-instalação em formato musical que pretende explorar as multipotencialidades da artista Zahy Tentehar: atriz, cantora, performer, fotógrafa, videomaker e artista plástica. Ela dará voz à Alzira, mãe de Zahy, uma das primeiras pajés mulheres da reserva de Cana Brava, relatando os conflitos humanos e a relação de espiritualidade vivida entre as duas, através de histórias e canções contadas e cantadas em Tupi Guarani e na Língua Portuguesa. Num momento em que a natureza grita por socorro, sofrendo com os avanços da indústria, com o aquecimento global, com o aumento desenfreado de produção de lixo, dentre outras consequências do capitalismo selvagem, o espetáculo Azira’i trará à tona a importância da reconexão com a terra mãe, assim como se reconectaram Zahy e sua mãe Alzira, através do amor, da cura, do perdão e do cuidado.Para além da pertinência de seu conteúdo no contexto da atualidade, a ficha técnica do projeto se mostra extremamente capacitada em currículo e histórico de realizações, promovendo um encontro de trajetórias de notório reconhecimento na cena teatral com potencialidades artísticas pulsantes e inovadoras.A Lei de Incentivo é uma das poucas formas de se conseguir parceria na iniciativa privada para a realização de um projeto cultural, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura no País.O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1o da Lei 8313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso as fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IX _ Priorizar o produto cultural originário do País.O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3o da Lei 8313/91):II - fomento a produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.

Estratégia de execução

Reforçamos que a dramaturgia será construída ao longo do processo de criação, na etapa de pré-produção, bem como o projeto cenográfico. Não será possível, portanto, o envio desta documentação no momento de inscrição da proposta.

Especificação técnica

PRODUTO PRINCIPAL - ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS - 01 Temporada no Rio de Janeiro com 16 apresentações - 01 Temporada em São Paulo, com 12 apresentações - 01 Circulação por 03 cidades, com 02 apresentações por cidade Total de 34 apresentações. DEMOCRATIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO ACESSO - 01 palestra formativa após um dos ensaios abertos AÇÃO FORMATIVA DE CONTRAPARTIDA SOCIAL Conforme orienta o Art. 30. da IN 01/2023 será oferecido ao público: II - oferecer ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; - 02 ensaios abertos do espetáculo antes da estreia da temporada no Rio de Janeiro - 01 palestra formativa durante a temporada em São Paulo O Salic não disponibiliza readequação do item ''Descrição de atividades'', e, por isso, inserimos o texto de alteração no presente item ''Especificação técnica''. Solicitamos que seja desconsiderado o texto do item ''Descrição de atividades''.

Acessibilidade

Em cumprimento ao Art.18 da IN 02/2019, estabelecemos medida de acessibilidade compatível com a característica do projeto:Produto Espetáculo de Artes Cênicas:- Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a portadores de deficiência física ou com dificuldades de locomoção;- Intérprete de libras em 1 apresentação das 2 cidades de temporada, como forma de atender a deficientes auditivos, totalizando 2 apresentações.- Descrição de imagens em postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais. Produto Contrapartidas Sociais: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a portadores de deficiência física ou com dificuldades de locomoção;- Intérprete de Libras nas 03 ações de contrapartida (02 ensaios abertos e 01 palestra formativa);- Descrição de imagens em postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais.

Democratização do acesso

O projeto respeitará o Art. 27º da IN nº 1/2023, contendo em seu plano de distribuição: - 10% dos ingressos para distribuição com caráter social ou educativo;- 20% dos ingressos comercializados em valores que não ultrapassem 3% do salário mínimo. O projeto atenderá ainda às seguintes medidas do Art. 28º da IN nº 01/2023:VI – realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições mostras e oficinas.Será oferecida 01 palestra formativa após um dos ensaios abertos.

Ficha técnica

Criação, Dramaturgia e Concepção: Zahy Tentehar e Eduardo RiosAtuação: Zahy TenteharDireção: Eduardo Rios e Denise StutzDireção de Arte: Batman ZavareseDireção geral: Andréa AlvesRealização: Ágapa Criação e Produção Cultural BREVES CURRÍCULOS:ANDRÉA ALVES:A carioca Andréa Alves fundou a Sarau Agência quando concluía seus estudos em jornalismo, nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, e produção cultural, na Universidade Cândido Mendes. O prazer pela música encostou no apreço pela escrita e pela história da cultura nacional. Junto a um lado bastante pragmático de organização e gestão, construiu uma trajetória sólida, alcançando reconhecimento no Brasil, com a idealização e realização dos espetáculos de maior sucesso de público e mais premiados nos últimos anos. Em 2018, o jornal Folha de São Paulo a procurou para fazer uma matéria sobre a originalidade e brasilidade de suas produções, que reinventaram o mercado de musicais no Brasil: http://bit.ly/AndreaFolhaSP_SPÁGAPA CRIAÇÃO E PRODUÇÃO CULTURAL:Fundada em 2003, a Ágapa é uma produtora cultural com foco na realização de projetos de teatro e música, primando por espetáculos originais e adaptação de grandes clássicos brasileiros.Com mais de 30 projetos realizados, seus projetos mais recentes foram Gota D’água [A Seco], dir. Rafael Gomes, A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa, dir. André Paes Leme, ambos estrelados por Laila Garin. Em anos anteriores, realizou projetos como JT Leroy, dir. Susana Ribeiro e dir. geral de Paulo José, Eternos Modernos, entre outros.EDUARDO RIOSÉ um dos fundadores da Barca dos Corações Partidos, atualmente uma das companhias mais destacadas e premiadas do Brasil, pela qual já participou de diversos espetáculos e assina a dramaturgia do espetáculo Jacksons do Pandeiro, além da assistência de direção do espetáculo Auê e codireção do clipe Calcanhar de Elba Ramalho com participação da companhia. Adaptou a peça A Gaiola, de Adriana Falcão, com direção de Duda Maia, pela qual ganhou o Prêmio CBTIJ de melhor texto adaptado; escreveu o espetáculo Contos Partidos de Amor, indicado a melhor texto original no prêmio Zilka Sallaberry; e colaborou para a série Louco por Elas da Rede Globo. Integra o Patuanú - Núcleo de Pesquisa em Dança Pessoal, sob a coordenação de Carlos Simioni (LUME Teatro). Em 2010 e 2011 compôs o elenco dos Doutores da Alegria, uma organização mundialmente reconhecida, que utiliza a arte do palhaço para intervir junto a crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social.Denise StutzDenise Stutz iniciou seus estudos de dança em Belo Horizonte, onde nasceu. Em 1975, junto com outros 10 bailarinos, fundou o Grupo Corpo, onde permaneceu até 1986. Trabalhou com a diretora de teatro Celina Sodré e atuou nas montagens Ispirituincarnadu, William Wilson e Cinema Karamazov e foi professora do curso técnico da Escola Angel Vianna. Em 2003, estreou seu primeiro solo, Decor, que busca transformar a história da memória do corpo em algo legível, fazendo do tempo e do espaço um jogo cênico. Foi um dos destaques do Festival Panorama de Dança. A partir de 2009, Denise inicia parceria com o artista visual Felipe Ribeiro, e juntos constroem três espetáculos, Justo uma imagem – Cartas e Processo, obra que surge do diálogo entre o cinema ao vivo, a dança contemporânea e a troca de cartas. Zahy TenteharArtivista, índigena, do povo Tentahar Guajajara, natural da Aldeia Colônia. Filha da pajé Alzira e mãe de Kwarahy, é atriz e performer. Viveu o papel de Domingas na minissérie Dois Irmãos, exibida na Rede Globo, dir. Luiz Fernando Carvalho. Criou, roteirizou e atuou na vídeo-performance Aikuè (R-existo), em parceria com Mariana VillasBoas, no Kannibal Fest, em Berlim, e no Festival de Curtas do Rio. Realizou a exposição fotográfica Olhar Meu, no Parque Lage, em homenagem ao Dia Internacional dos Povos Indígenas. Atuou em Macunaíma, com a Barca dos Corações Partidos, dir. Bia Lessa, pela qual ganhou destaque em críticas pela força da sua atuação e de seus cantos. No cinema: Não Devore Meu Coração, dir. Felipe Bragança; Semente Exterminadora, dir. Pedro Neves Marques; Zahy Uma Fábula Sobre a Aldeia Maracanã, dir. Felipe Bragança; e Estranhos Rumores do Jardim Fantástico, dir. Fábio Baldo., BATMAN ZAVARESEComeçou sua carreira na MTV e ao longo dos anos acumulou projetos com grandes nomes da música popular brasileira, como Marisa Monte, Los Hermanos, Paralamas do Sucesso, Tribalistas, Gilberto Gil, entre outros. Foi responsável pela abertura dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, com as inesquecíveis projeções no gramado do maracanã. Referência no campo audiovisual nas últimas décadas, é diretor e curador do Festival Multiplicidade desde 2005, festival que investe no diálogo entre som e imagem através do cruzamento de tecnologias hitech e low-tech o qual se entrelaçam em linguagens artísticas híbridas, avançadas, investigativas e transversais. O festival já viajou o mundo, com colaborações artísticas na Inglaterra, Escócia, Itália, Suiça, França, Dinamarca dentre outros. As experiências entre arte e tecnologia realizadas no festival são inusitadas e imersivas, sejam nas suas performances, instalações, site-specifics, exposições, workshops, residências e debates. Remuneração prevista para o proponente:- Coordenador do Projeto- Remuneração para captação de recursos (caso seja realizada pela proponente)

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2024-04-29
Locais de realização (5)
Belo Horizonte Minas GeraisCuritiba ParanáRecife PernambucoRio de Janeiro Rio de JaneiroSão Paulo São Paulo