| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 24286083000195 | CEMIG GERACAO SALTO GRANDE S.A. | 1900-01-01 | R$ 500,0 mil |
| 61074506000130 | Belgo Bekaert Arames S.A | 1900-01-01 | R$ 200,0 mil |
O Projeto Minas Cine surge da necessidade de aprimoramento dos profissionais do mercado audiovisual mineiro, voltado ao desenvolvimento de uma rede de articulação, produção e formação de novos realizadores nos campos do audiovisual e do cinema em MG. Para tanto será realizada um amplo curso de formação que contempla 200 profissionais e produtoras mineiras, gerando a inclusão sócio produtiva de jovens criadores no mercado de trabalho do audiovisual em 10 (dez) regiões do Estado de Minas Gerais. Além disso, vamos promover uma investigação sobre o consumo audiovisual em Minas Gerais, que trará como resultado uma publicação em formato revista para distribuição gratuita, uma websérie de 10 vídeos que fala do potencial cultural e turístico do Estado, e ainda um seminário com duração prevista de 3 dias. O projeto se dará através da realização das atividades de formação e o intercâmbio criativo entre profissionais, visando a articulação em rede e o fortalecimento da Economia da Cultura.
Conforme solicitado em diligência enviada, o Projeto Pedagógico do Curso e seu detalhamento serão enviados como anexo, uma vez que o texto completo não cabe na quantidade de caracteres deste campo de formulário.
OBJETIVO GERAL Realizar atividades de formação profissional de 200 (duzentas) produtoras ou realizadores(as) mineiras e gerando a inclusão sócio produtiva de jovens criadores no mercado de trabalho do audiovisual, em 10 (dez) regiões do Estado, além de um estudo sobre o consumo audiovisual em Minas Gerais. O projeto se dará através da realização de cursos técnicos, eventos, atividades de formação, produção, intercâmbios e convivência criativa entre artistas, coletivos e profissionais reconhecidos no mercado, visando a articulação em rede e o fortalecimento da Economia da Cultura tendo o audiovisual como pilar de desenvolvimento. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Capacitar 200 profissionais e/ou produtoras mineiras nas dez regiões administrativas do Estado, através da realização de processos de formação profissional em gestão, em que os participantes serão envolvidos em dinâmicas de pitching, gestão de projetos, economia do audiovisual e distribuição, além da compreensão de aspectos estratégicos sobre a cadeia produtiva do audiovisual e do mercado cinematográfico brasileiro, em especial em Minas Gerais. - Realizar uma websérie com a produção de 10 (dez) conteúdos audiovisuais que contribuam para a promoção turística e do setor audiovisual gerando a formação profissional e a inclusão sócio produtiva de jovens criadores no mercado de trabalho. - Realizar um seminário com 06 palestras abertas ao público, na cidade de Belo Horizonte (MG) com 12 profissionais e intelectuais renomados na área do setor Audiovisual, das regiões Sudeste, Nordeste e Sul. Estas atividades poderão ocorrer eventualmente de forma remota (on line) por limitações impostas pela pandemia. - Distribuir os dados completos do estudo a universidades, entidades do setor e entes públicos ligados ao audiovisual; - Desenvolver uma Publicação em formato revista com artigos analíticos sobre os dados do estudo, textos-diagnóstico com a interpretação destes dados, e ainda textos de colaboradores que se debrucem sobre aspectos variados da cadeia produtiva do audiovisual mineiro e nacional.- Promover exibições de filmes relacionados com as temáticas debatidas no seminário (3 exibições). Essas exibições serão abertas ao público em geral. Estas atividades poderão ocorrer eventualmente de forma remota (on line) por limitações impostas pela pandemia do COVID-19. - Viabilizar a distribuição constante durante o período de realização do projeto, do material (dados do estudo e vídeos) em site e redes sociais da proponente para que esteja acessível para o grande público. - Fortalecer a articulação de uma rede de produtores criativos capazes de impulsionar novas dinâmicas e processos organizacionais e um mercado independente da cultura no Brasil, em especial Minas Gerais.
Nas últimas duas décadas tem sido defendida, cada vez mais, a importância do trabalho criativo, enquanto esforço não só de criar algo novo, mas também de reinventar, transformar paradigmas tradicionais, conectar pontos distintos e resolver novos e velhos problemas estruturais. Dentro do contexto da convergência de novas tecnologias, globalização e descontentamento com o quadro socioeconômico mundial predominante, a criatividade e os bens e serviços que a envolvem têm estimulado novas dinâmicas e processos organizacionais e reanimado diferentes setores e agentes nas esferas econômica e social. A conexão entre economia e cultura, dessa maneira, abre uma gama de possibilidades e oportunidades baseadas em pequenos negócios que apresentam como eixo central a criatividade e perpassam setores diversos, tais como arquitetura, design, moda, vídeo, música, TV, entre outros. No cenário brasileiro, no entanto, apesar de já existir um olhar atento e uma tentativa de se pensar de modo holístico as interconexões entre economia, cultura e tecnologia, ainda existe uma carência de ações que visam o reconhecimento do valor da criatividade, dos processos colaborativos e da prevalência de aspectos intangíveis na geração de valor. Torna-se, portanto, fundamental o fortalecimento de ações que, baseadas nestes três pilares, tenham como objetivo estimular e consolidar os chamados empreendimentos criativos. O projeto Minas Cine emerge, assim, com o objetivo de tornar-se uma plataforma de referência no desenvolvimento de práticas alternativas voltadas para a formação de profissionais que compreendam a dinâmica da cadeia produtiva do audiovisual e seu diálogo com os diversos setores que compõem as indústrias criativas, e que sejam capazes de transformar e modernizar o mercado independente do audiovisual no Brasil e no exterior. Assim, através da formação de jovens profissionais, capazes de atuar em um contexto global, e do fortalecimento da articulação de uma rede de agentes criativos, o projeto busca impulsionar e consolidar a sustentabilidade da produção cultural local, garantir sua difusão, circulação e acesso em âmbito nacional e internacional e fortalecer as potencialidades criativas de distintas regiões do Brasil e do sistema Ibero-americano. Embasado no artigo 1o. da Lei Nº 8.313 de 23 de Dezembro de 1991, o projeto Minas Cine se destina a explorar as relações socioculturais nos diálogos entre o audiovisual e o turismo em Minas Gerais buscando articular as relações existentes entre o patrimônio material e imaterial no estado com as referências históricas da cultura mineira e sua relação com o Audiovisual. Minas é o berço nascedouro do cinema nacional com Humberto Mauro e possui um relação umbilical com as culturas populares e tradições narrativas ancestrais. Em relação ao Artigo 3o. da Lei 8.313/91, esta iniciativa propõe a produção de conteúdos audiovisuais que retratam esta dimensão antropológica da cultura mineira, utilizando o audiovisual como ferramenta de diálogo e de difusão de conhecimentos sobre nossa cultura no Brasil e no exterior, valorizando o que há de mais precioso no fomento à produção artística. Além disso, o incentivo à formação cultural e artística bem como a articulação de redes de realizadores e realizadoras pelas diversas regiões de identidade da cultura mineira são ações estruturantes do projeto. ARTICULAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE DIÁLOGO O projeto se propõe a articular uma rede de parceiros tendo entre eles ONG`s, produtoras, entidades e setores governamentais, realizadores, intelectuais, universidades e TV`s Públicas para garantir sua participação nos processos de formação, produção e difusão de todos os conteúdos produzidos durante o período de realização das atividades. Nos comprometemos também em manter esta articulação visando o fortalecimento e o desenvolvimento de plataformas de inclusão socioprodutiva de jovens realizadores no mercado do audiovisual brasileiro, em especial em Minas Gerais, como forma de contribuir para o crescimento do mercado e da produção independente no setor audiovisual. Abaixo alguns dos parceiros que irão participar do projeto supracitado: Associação Curta Minas/ABDMG Rede Minas de Televisão Sindicato da Indústria do Audiovisual Mineiro Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais Secretaria de Cultura de Belo Horizonte Sindicato dos Exibidores de Minas Gerais SP Cine ANCINE _ Agência Nacional de Cinema CEC _ Centro de Estudos Cinematográficos Centro Universitário UNA. Câmara da Comunicação e do Audiovisual FIEMG
Pesquisa:50 exemplares com os dados completos do estudo serão impressos em formato A4, encadernação espiral, para envio a universidades, entidades de setor e entes públicos do campo audiovisual. Nosso entendimento é que os dados completos atendem a objetivos de pesquisa e extensão, mas não são relevantes para o público em geral. Para este público mais amplo, o periódico se torna mais palatável, uma vez que trás a interpretação e análise dos dados, para além dos números. Periódico: Capa: 364x250mm, 4x4 cores, Tinta Escala em Cartão Triplex C2S LD 250g. Prova Xerox. Prova de Cor Epson. Miolo: 64 pgs, 180x250mm, 4 cores, Tinta Escala em Off Set LD 90g. Prova Xerox. Pré Impressão, Laminado Fosco, Número de lados 1(Capa), Dobrado(Miolo), Alceado(Miolo), colagem PUR(Miolo). OBS: o periódico consiste em publicação única, em formato revista, com tiragem programada de 800 exemplares, que trará artigos, reflexões e análises sobre a pesquisa e o mercado audiovisual mineiro. Público beneficiado: para publicações impressas, calculamos uma média de 2 pessoas beneficiadas para cada exemplar da publicação. Neste caso, são 800 exemplares e público beneficiado de 1600 pessoas. Websérie: 10 vídeos com duração aproximada de 3 minutos cada - com legendas em português. Público beneficiado: 500 beneficiários por vídeo, totalizando 5 mil beneficiários.
O projeto irá proporcionar condições de acessibilidade a pessoas portadoras de necessidades especiais e idosos conforme a legislação vigente. Para tanto os responsáveis pelo projeto se comprometem a viabilizar o acesso e participação dos deficientes selecionando os locais dos cursos e seminário com estrutura física adequada. O seminário proposto possui ainda Intérprete de Libras em todas as suas mesas de debate, como pode ser confirmado no orçamento do produto. Em relação à Acessibilidade do curso: o custo para contemplar Intérprete de Libras para os 10 territórios seria bastante elevado, uma vez que são quase 30hs/aula por território e para casos de transmissão ao vivo são necessários 2 intérpretes para revezamento. Neste sentido o cálculo final contemplaria em torno de 600hs de trabalho para profissionais de Libras.Neste sentido, nossa proposta é:- gravar a íntegra de todos os 7 módulos de determinado território a ser definido, com carga horária prevista de 28h/aula; - editar e finalizar todos os módulos deste território com Intérprete de Libras inserido em pós-produção; - manter a íntegra deste material disponível para qualquer participante dos outros territórios que tenha demanda por esta modalidade de acessibilidade.Em relação a diligência enviada com questionamentos sobre legendagem descritiva para o curso: no nosso entendimento, por tratar-se de conteúdo didático sem componentes estéticos ou artísticos, a legendagem não descritiva já atende a demanda de Acessibilidade textual. Da mesma forma, o conteúdo didático prescinde da áudio-descrição, uma vez que as falas de docentes não possuem elementos estéticos e artísticos que demandem descrição complementar. Além disto, a partir do questionamento de vocês e em consonância com nossa percepção acerca do produto Websérie, alteramos o orçamento e incluímos na Pós Produção a Acessibilidade de Intérprete de Libras e o Narrador de Áudio-descrição. Entendemos que desta forma estamos ampliando a acessibilidade a portadores de necessidades especiais e cumprindo a missão de democratização de acesso aos conteúdos culturais propostos. Por fim, este é um projeto direcionado para o público de 18 à 60 anos e todas as atividades são oferecidas gratuitamente aos interessados. Desta forma a política de 50% de desconto pra estudantes e idosos não precisará ser aplicada.
Conforme citado no item anterior todas as atividades são gratuitas, o que já democratiza o acesso do público. Para potencializar tal democratização, a produção do projeto estabelecerá parcerias com coletivos de audiovisual e outras áreas artísticas, além de investir na divulgação em diferentes meios, de forma que o público atingido seja formado por pessoas das mais diversas classes sociais e regiões do Estado de Minas Gerais, bem como do Brasil. Os vídeos produzidos pela Websérie serão também disponibilizados para Pontos de Cultura, festivais e exibições publicas gratuitas, além da veiculação direta em internet e via aplicativos de mensagens. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS:Serão realizados 4 workshops com duração aproximada de 4 hs cada, com transmissão gratuita ao vivo via internet, com as seguintes temáticas: - Economia da Cultura; - Terceiro Setor e Audiovisual; - Música e o Audiovisual; - Produção Executiva de projetos culturais. Por fim, em resposta à diligência do dia 01/10/2020, estaos cientes da necessidade de que ao menos 50% do público beneficiado nas atividades formativas sejam estudantes ou professores de instituições públicas de ensino.
A instituição proponente será responsável pela execução financeira do projeto e pelas articulações estratégicas para seu desenvolvimento. Seu papel como articuladora de agentes públicos e privados é fundamental, dada sua plena inserção junto às instituições públicas que tratam do tema em âmbito estadual, bem como sua proximidade junto ao conjunto de realizadores e entidades representativas do setor, como a Câmara de Comunicação e Audiovisual da FIEMG - Federação das Indústrias do Esrado de Minas Gerais, Fórum Mineiro do Audiovisual e Associação Curta Minas. Entre os participantes já definidos, podemos destacar: Coordenador Geral - Helder Quiroga Mendoza Mestre em Comunicação Social na linha de Pesquisa em Imagem e Som da Universidade de Brasília; Pós-Graduação em Cinema pelo Instituto de Educação Continuada da Universidade Católica de Minas Gerais (IEC-PUC MG); Graduação em Comunicação Social da Universidade Católica de Minas Gerais (PUC MG). Como Profissional do mercado é Diretor de Cinema, Produtor Cultural, Consultor de investigação em mercados audiovisuais, Coordenador da ONG Contato – Centro de Referência da Juventude e Membro Fundador da Câmara da Comunicação e Audiovisual da FIEMG (Federação das Indústrias de Minas Gerais). Consultor em Audiovisual - Alfredo Manevy É Gestor, Pesquisador e Professor. Possuiu graduação em Cinema e Vídeo pela Universidade de São Paulo (1998) e é Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2004), com estágio na Sorbonne Nouvelle Paris III, sempre sob orientação de Ismail Xavier. Além de pesquisador especializado em políticas culturais e realização audiovisual, é professor da UFSC e gestor cultural público. Em 2003, ingressa como assessor na gestão Gilberto Gil do Ministério da Cultura: torna-se, em 2006, Secretario de Políticas Culturais e, em 2008, Secretario-Executivo do Ministério da Cultura, assumindo em diversas ocasiões o cargo de Ministro Interino da Cultura. Posteriormente atuará secretário-adjunto de cultura do município de São Paulo, coordena a implantação e assume como o primeiro diretor presidente da Spcine entre 2013-2016. Consultora em Audiovisual - Débora Ivanov Débora Ivanov é advogada e produtora de cinema. Formou-se em Direito pela FMU, em 1985. Foi diretora do Sindicato da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo e integrou o Conselho Consultivo da SPCine. Fundou em Santos o Instituto Querô, ONG voltada para jovens de baixa renda da região portuária de Santos que promove capacitação na indústria audiovisual. Em 2000, tornou-se sócia da produtora Gullane Filmes. Produziu mais de 60 filmes, entre eles Que Horas Ela Volta?, Até Que a Sorte nos Separe , Uma História de Amor e Fúria, As Melhores Coisas do Mundo e O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias. Foi nomeada diretora da Agência Nacional do Cinema em 2015. Em maio de 2017, assumiu provisoriamente a presidência do órgão, após a saída de Manoel Rangel. Em 2019, encerrou seu período como Diretora da Ancine e retornou a projetos comerciais e de mercado. Coordenador de Produção - Fernando Libânio Fernando Libânio graduou-se, em 1999, em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais. Desde então, vem se dedicando ao desenvolvimento de projetos nas áreas do audiovisual e da cultura. Fernando participou de diversos projetos na área de formação de público para obras Culturais brasileiras, formação de novos realizadores no campo audiovisual e festivais, circulação de exposições etc. Além disso, trabalhou em filmes de longa, média e curta-metragem, atuando como Produtor Executivo, Diretor de Produção, Produtor de Platô, Produtor de Locação etc. Atuou ainda como parecerista do ministério da Cultura ao longo de 3 anos, tendo analisado mais de 100 projetos. Coordenação pedagógica - Carlos Nagib Carlos Nagib é profundo conhecedor dos aspectos econômicos da Cultura e do funcionamento das pequenas e médias empresas que atuam na área cultural. Formado em Ciências Econômicas pelo Unicentro Newton Paiva, pós graduado em Gestão de Micro, Pequenas e Médias empresas pelo Unicentro Newton Paiva com especialização em Gestão Estratégica de Empresas pela Fundação Dom Cabral. Foi Gerente Geral do CCBB BH e professor de pós graduação na PUC Minas. Coordenação Cultural - Vitor Santana Possui ampla vivência em organizações do terceiro setor e na articulação de agentes culturais. Fundador e Diretor Administrativo da SIM (Sociedade Independente da Música) e Diretor de Articulação Política do Fórum da Música de Minas Gerais.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.