Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O projeto "Maria Catraca" tem como objetivo realizar a produção de filme curta-metragem, com 12 minutos, do gênero animação, utilizando a técnica de 2D, produzido digitalmente em software e finalizado em resolução 4K, com tema infância e superação.
Em um futuro próximo, Maria Catraca é uma cyber-humana que, depois da morte de sua madrinha por uma doença pulmonar, faz de tudo para criar um pulmão mecânico que possa ajudar os moradores do morro radioativo em que vive. Mas isso não é fácil de fazer quando a rua inteira a hostiliza por ser diferente. O curta-metragem terá classificação indicativa etária livre.
Objetivo Geral Produzir uma obra audiovisual, com qualidade técnica e artística e que dialogue com seu público alvo. Produzir uma obra audiovisual acessível para um amplo pu´blico (incluso os que necessitam de audiodescriça~o, legendagem descritiva ou libras). Difundir, a partir da obra finalizada, a produça~o audiovisual paranaense e brasileira. Objeto Específico Produzir o curta-metragem de animação "Maria Catraca", com 12 minutos, utilizando a técnica de 2D, produzido digitalmente em software e finalizado em resolução 4K.
O projeto do curta "Maria Catraca" se enquadra, dentro outros, nos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exerci´cio dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalizaça~o da produça~o cultural e arti´stica brasileira, com valorizaça~o de recursos humanos e conteu´dos locais; IX - priorizar o produto cultural origina´rio do Pai´s. O projeto também cumpre o objetivo II a) do Artigo 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produça~o cultural e arti´stica, mediante: a) produça~o de discos, vi´deos, obras cinematogra´ficas de curta e me´dia metragem e filmes documentais, preservaça~o do acervo cinematogra´fico bem assim de outras obras de reproduça~o videofonogra´fica de cara´ter cultural; (Redaça~o dada pela Medida Proviso´ria no 2.228-1, de 2001) "MARIA CATRACA", como tantas outras obras infantis, sejam no âmbito da literatura, seja no do audiovisual, campo no qual o curta se propõe a ser, tem a estrutura de um conto de fadas em seu modo mais tradicional: nele, narra-se a trama de um(a) personagem é obrigada a lidar com um conflito - muitas vezes de forma inteligente e engenhosa - e ganha algo, alguém ou alguma qualidade, por isso. Exemplos dessa estrutura são contos conhecidos como: "O Pequeno Polegar", "João e o Pé de Feijão" e "Pele de Asno". "Maria Catraca" não é apenas uma história sobre ser diferente e a importância de ver as pessoas além das aparências. É uma trama sobre luto infantil., Maria Catraca é uma cyber-humana que, depois da morte de sua madrinha por uma doença pulmonar, faz de tudo para criar um pulmão mecânico que possa ajudar os moradores do morro radioativo em que vive. Acontece que ela não segue com a construção do pulmão mecânico que sua madrinha não conseguiu terminar com o objetivo principal de salvar outras pessoas _ embora esse seja, sim, um grande estímulo. Fazer o pulmão mecânico é a forma que Maria Catraca encontrou para processar o luto, e também será a chave para que ela seja aceita pela comunidade que a hostiliza por ser uma criança diferente. Mesmo na mais tenra infância, as crianças já lidam com as primeiras perdas: o seio materno, a atenção completa dos pais. O bebê diante do qual tudo girava em volta precisa crescer e, para crescer, terá de abrir mão de prazeres e facilidades. O mesmo acontece em MARIA CATRACA, no curta, uma garotinha terá de perder sua figura de proteção para aprender a lidar com o mundo lá fora e conquistar seu espaço dentro dele. Tal tema dialoga com a realidade de crianças de todas as idades. O livro "A PSICANÁLISE DOS CONTOS DE FADAS", de Bruno Bettlheim, publicado em 1976, ainda hoje, é referência na literatura da psicologia infantil. O autor foi um psicólogo e acadêmico cujas teorias foram aceitas internacionalmente por mais de duas décadas. Antes das obras voltadas às crianças terem, esmagadoramente, o objetivo de apenas "entreter e informar" _ expressão usado por Bettelheim _ as histórias eram narradas sem tanta preocupação de poupar as crianças. "Contos de Perrault", de Charles Perrault, foi um dos primeiros livros voltados ao público infantil e foi publicado em 1697. Perrault transcreveu histórias que ouviu quando criança e outras muito contadas nas aldeias, geralmente por velhas senhoras. Muitos desses contos foram adaptados para a Disney e livros infantis. Se nos contos de Perrault, Chapeuzinho é mesmo devorada pelo lobo, no dos Irmãos Grimm, ela e a avó sobrevivem. Ao tirar o elemento mais forte da trama, os irmãos Grimm também arrancaram da história o que ela tinha de mais importante: servir de aviso às crianças, para que estas não confiassem em qualquer estranho. Essa postura de "não chocar as crianças" estendeu-se pelas décadas seguintes e chegou ao seu auge com a Disney, especialmente a dos anos 1930 à década de 1990. A literatura infantil também seguiu por essas bandas e tornou-se comum o poupar a criança do que há de mais duro dos contos. Se por um lado os contos se tornaram mais palatáveis e leves para as crianças, por outro, eles tiram das histórias populares o que elas mais tinham a oferecer. Segundo Bettelheim, "A pior característica desses livros infantis é que logram a criança no que ela deveria ganhar com a experiência da literatura: acesso a um significado mais profundo e àquilo que é significativo para ela" ." (pág.11, 2008, Paz e Terra) Em "A PSICANÁLISE DOS CONTOS DE FADAS", Bettelhim defende que uma história deve enriquecer a vida da criança e ajudar a estimular-lhes a imaginação, não basta apenas entretê-las. A opinião de Bettelheim sobre o assunto é clara, para enriquecer a vida da criança, a história deve; "ajudá-la a desenvolver seu intelecto e a tornar clara as suas emoções; estar em harmonia com suas ansiedades e aspirações; reconhecer plenamente suas dificuldades e, ao mesmo tempo, sugerir soluções para os problemas que as perturbam." (pág.11, 2008, Paz e Terra). Ainda segundo o autor, o papel das histórias para a construção do psicológico infantil deveria ser o de ajudar as crianças a aprender mais sobre os problemas íntimos dos seres humanos e sobre as soluções para eles, segundo o que é tomado por certo na sociedade em que a criança está inserida. Os contos de fadas ajudam, e muito, as crianças a processarem suas ansiedades e sentimentos. Diferente da maioria das obras voltadas para o público infantil dos anos 1930 à década de 1990, hoje, são muitas as produções alinhadas com o que Bettelheim defendia. Tome-se como exemplo os longas-metragens da produtora laica: "Coraline" (2009), "Paranorman" (2011) e "Kubo e as Cordas Mágicas" (2016). Essas tramas têm em comum a escolha de contar histórias que não são condescenderes com as crianças. As histórias exploram o universo infantil dentro de seus medos e dificuldades. Em Coraline, uma garotinha insatisfeita com a família que tem é sugada para uma realidade alternativa na qual todos os seus desejos são realizados por uma versão alternativa de seus pais. Ela logo descobre que há um preço a ser cobrado em um mundo em que não existem regras. Já Kubo é uma criança cujo avô lhe arrancou os olhos ainda bebê, desde então, ele é protegido por uma mãe triste que, apesar de suas limitações, ensina o filho sobre os perigos do mundo e dá a ele instrumentos para que, após a partida dela, Kubo possa sobreviver. Por fim, temos "Paranorman". Das obras citadas, essa é a que mais dialoga com "Maria Catraca". Como Maria, Norman, uma criança diferente, também recebeu um novo nome, um que remete diretamente às diferenças dos personagens em relações aos demais. O grande mérito dessas tramas é a de que elas atraem o público infantil e adulto, sem fazer com que o público infantil perca o que há de mais valoroso em suas tramas. Há vinte anos, essas tramas seriam consideradas pesadas demais, todavia, obras como a de Tim Burton, "O Estranho Mundo de Jack" provaram o contrário. Dito isso, MARIA CATRACA pode, e deve, ser uma história indicada para crianças de todas as idades. Pois quem nunca perdeu algo? Quem nunca se sentiu rejeitado?
Tipo: Obra Audiovisual Gênero: Animação Duração: 12 minutos (curta-metragem) Formato de Captação: Digital 4K Formato de Finalização: Digital 4K Áudio: 2.0 e 5.1 Acessibilidade: Audiodescrição, Legendagem Descritiva e Libras Legendas: Espanhol e Inglês
O filme contará com mecanismos de acessibilidade audiovisual: audiodescrição, legendagem descritiva e libras.
O filme contará com mecanismos de acessibilidade audiovisual: audiodescrição, legendagem descritiva e libras. A inclusão destes mecanismos propiciará o acesso à obra de um público que em muitos projetos é negligenciado e/ ou esquecido. A segunda forma de democratizar será através dos festivais de cinema. Estes eventos muitas vezes fazem exibições (mostras itinerantes) dos filmes selecionados em cidades pequenas que não possuem cinema. Após isso o filme será licenciado para TVs Abertas e Fechadas e, enfim, ficará disponível na internet, uma grande janela de exibição para o audiovisual. Contrapartida Social Realização de duas oficinas de animação, realizadas pelo animador Tadao Miaqui, em escolas públicas de Curitiba-PR. OFICINA DE ANIMAÇÃO Ementa: Desenvolver a habilidade do aluno em fazer animação em zoostróscpico e stop-motion, conhecer e dominar os diferentes recursos técnicos que podem ser aplicados ao desenho animado. Introdução à animação. Pré-requisito: Não é necessário ter ou trazer equipamentos ou material. Faixa etária: Alunos entre 10 a 14 anos Capacidade máxima: 10 alunos (por oficina) Carga horária: 08 horas (sugestão: distribuídas em 4 aulas de 2 horas cada) Infraestrutura necessária: Sala iluminada e alimentada com 1 ponto de energia elétrica e que comporte pelo menos 10 alunos com mesas e cadeiras. Atividades a serem desenvolvidas: Exercícios práticos de técnicas de animação : zooetroscópio, pixalação câmera fixa, pixalação câmera móvel e massa de modelar. Conteúdo programático: · Aula 1 – Apresentações e confecção do zootroscópio. Aula 2 – Exercício de pixalação câmera fixa, · Aula 3 - Exercício de pixalação câmera móvel, · Aula 4 – Exercício de stop-motion com massa de modelar. Referências bibliográficas: · Cartoon Animation, Preston Blair 1980 idioma: inglês. · Illusion of Life, Frank Thomas e Ollie Johnston, 1981 idioma; inglês · Manual de Sobrevivência do Animador Brasileiro, Tadao Miaqui, 2008 idioma: português. Os 3 volumes serão apresentados aos alunos nas aulas. Ministrante: Tadao Miaqui, 1963, Curitiba - PR. Formado em edificações pelo CEFET-PR. Animador de mais de 700 trabalhos, entre os quais: • Zé Gotinha contra o Perna de Pau,1990 • Rocky & Hudson, 1995 • Série de TV “Aladdin” da Walt Disney Productions • A Invenção da Infância, 2000 • O Homem que Copiava, 2003 , • Até que a Sbórnia nos Separe, 2014
Tadao Miaqui, proprietário da empresa proponente, será um dos diretores deste projeto. Desempenhará as atividades relacionadas a esta função, desde o desenvolvimento do projeto até sua efetiva conclusão. A seguir os currículos dos principais participantes: TADAO MIAQUI | Diretor Tadao Miaqui é animador profissional há 29 anos, trabalhou como animador e diretor em diversos curtas, longas e em mais de 600 comerciais. Entre seus trabalhos mais populares está a série de TV Alladin, feita para os estúdios Walt Disney, em que atuou como animador. Entre os filmes que dirigiu de destaque estão o curta O Tamanho que Não Cai Bem (2001), Quando Jorge foi à Guerra (2004) e A Verdadeira Origem das Espécies (2013), todos premiados em diversos festivais de cinema no Brasil. AMANDA LATOH SKROBOT | Diretora Amanda Latoh Skrobot é Bacharel em Cinema e Vídeo pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar), formada em 2016. Desde seu ingresso em 2009, participou de diversos filmes, clipes e vídeos, como diretora de arte. Após o ano de 2013, entrou no Núcleo de Dramaturgia Cinematográfico do SESI, em que desenvolveu seu primeiro projeto de roteiro de animação, o longa ainda em desenvolvimento denominado O Outro Lado do Lago. Trabalhou recentemente como cenarista, colorista e intervaladora no episódio piloto da série de Tv (animação 2D) Rick e Os Monstros (2017), de Almir Correia. ALANA RODRIGUES | Roteirista Alana Rodrigues é graduada em Cinema e Vídeo pela UNESPAR, no Paraná Paraná. Em 2017, realizou o curso "Desarrollo de Proyectos Cinematográficos Iberoamericanos" com o projeto “Terrestre”, pela Fundación Carolina, em Madrid. Em 2019, ganhou o Cacto de Ouro por Melhor Roteiro de Curta de Ficção pelo curta “Julieta de Bicicleta”, no Festival 14 º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões, em Floriano, PI. Assinou o roteiro do longa-metragem “A Mesma Parte de Um Homem” em parceria com Ana Johann. O longa foi filmado em fevereiro de 2019 e será estrelado pelos atores Irandhir Santos e Clarissa Kiste. AMARILDO JOSÉ MARTINS | Produtor Executivo Graduado em Produção Cênica (UFPR) e especialista em Cinema: ênfase em produção (FAP/ UNESPAR), atua desde 2012 com produção executiva, tendo participado de mais de 20 produções. Dentre as principais produções estão a série de ficção “Contracapa” (AXN e TVs Públicas), o longa-metragem de ficção “Lamaçal”, coprodução Brasil/ Argentina, e a minissérie documental “Um Lugar Para Chamar de CEU” (TVs Públicas). É proprietário da Tabebuia Conteúdo Audiovisual, empresa com foco na produção executiva para projetos audiovisuais. FELIPE AUFIERO FONSECA | Preparador de Elenco Felipe Aufiero Fonseca é bacharel em Cinema e Vídeo pela UNESPAR/FAP. Trabalha nas mais diversas funções do audiovisual, principalmente, como continuísta, assistente de direção, diretor e roteirista. Como diretor e roteirista, seus curtas-metragens "À espera", “Pulso” e “De costas pro rio” foram exibidos em diversos festivais de cinema. “À espera” recebeu dois prêmios, entre eles, o de Melhor Diretor no 1º Festival Universitário de Porto Alegre. Fez a preparação de elenco do curta-metragem “Escândalos em Sommerfield” (dir. Carlos Macagi). Participou das oficinas de preparação de elenco ministradas por Amanda Gabriel e Marcelo Munhoz, além de ter feito cursos de teatro e oficinas de interpretação, entre elas, a oficina de Fátima Toledo. Seu trabalho de conclusão de curso “No labirinto da direção de atores”, foi sobre o trabalho de direção de atores, analisando as diferenças de abordagem entre os métodos da brasileira Fátima Toledo e da estadunidense Judith Weston. Como anexo do projeto, estão os currículos detalhados.
PROJETO ARQUIVADO.