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Este projeto de filme parte da adaptação de um livro para crianças, "Maria quer o mundo". Será um curta-metragem de 15 minutos de animação infantil.
Produto: Curta-metragem de 15 minutos voltado para o público infantil com classificação livre. Maria, uma criança comum, menina, de 7 anos de idade, mora num apartamento que fica suspenso na lateral de um prédio qualquer, numa cidade grande qualquer, e expande a sua existência para muito além desse “endereço”. Maria projeta outros sentidos sobre as coisas a partir de suas perspectivas sempre abertas. Gosta das coisas, dos objetos, dos espaços, das pessoas etc. Muito observadora, trafega pelo prédio em que mora descobrindo e traçando outras e novas maneiras de inventar mundos.
Objetivo geral: O filme trata da convivência de Maria com um pequeno mundo cotidiano e do quanto esse mundo cotidiano se expande a partir de sua imaginação deliberadamente forte e encantada. A ideia do filme é mostrar os gestos cotidianos e quase mágicos de Maria. E isto passa pelos usos que ela faz da imaginação como uma forma de enfrentamento da vida como ela se apresenta, o que é uma condição política-utópica para intervir na vida agora. O projeto trata de alguns modos de imaginação para uma utopia em torno dos mundos possíveis que uma criança ainda pode inventar, entendendo a utopia como uma intervenção severa no presente, nos tempos de agora, nas formas de vida que se apresentam diante de cada um de nós como um mundo pronto, normativo, condicionado, cheio de normas e leis que negam toda e qualquer possibilidade de aventura. E é exatamente a aventura o que uma criança ainda consegue propor e indicar como uma forma de vida sem guia, sem mapas, sem tantas normas e como aquilo que vem contra o mundo pronto, ajustado e acabado. Diante de uma ideia de aventura, quando a criança se lança ao mundo, temos exatamente uma série de jogos de imaginar de todos os modos e em inúmeros sentidos. Dessa maneira, Maria, a personagem protagonista, refrata o mundo, desmonta-o e produz desajustes em toda ideia de norma e regra, desde a linguagem até a linha de chumbo das estruturas sociais. Esse é o ponto fundamental que nos motiva a pensar acerca das possibilidades infinitas da imaginação de uma criança, a partir de Maria e da sua narrativa, para cumprir um roteiro e um filme que acompanhe a potência inventiva do livro e da personagem, fazendo-os com que se tornem elementos que se movem, que se projetam sobre as crianças e com as crianças retomando, abrindo e alargando cada vez mais os sentidos de uma ideia da aventura como encantamento e imaginação do impossível. Uma pergunta que nos move, como uma força política e nosso objetivo, ou seja, para quê fazer o filme, é como, ainda, a partir da personagem Maria, podemos tornar possível o impossível que vem na imaginação deliberada de uma criança. Objetivo específico: Curta Metragem de animação - Audiovisual de até 15 minutos. Animação experimental 2d. Baseado no livro Maria quer o mundo de Manoel Ricardo de Lima. Exibição do filme final 100% digital e gratuita garantindo a democratização de acesso à obra audiovisual, com expectativa de pelo menos 1 milhão de visualizações online. Oficina de qualificação de educadores em formato digital e gratuito, para pelo menos 30 instituições de educação entre escolas públicas e ONGs voltadas à educação infantil. Exibição do filme em sala de aula e atividades pedagógicas propostas pelo material pedagógico produzido pelo projeto e disponibilizado virtualmente e gratuitamente aos educadores. As exibições e atividades em sala de aula será ao público infantil de baixa renda de pelo menos 300 crianças de 3 a 7 anos de idade, orientadas por educadores das instituições em que frequentam.
A necessidade é prevista para ajudar na captação de recursos, visto que o mercado audiovisual tem dificuldades de verbas diretas. Além disso, para conseguir realizar inscrições em editais que exigem inscrição pela lei de incentivo. Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: b) concessão de prêmios a criadores, autores, artistas, técnicos e suas obras, filmes, espetáculos musicais e de artes cênicas em concursos e festivais realizados no Brasil; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural;
Maria quer o Mundo é uma mistura entre os jogos para-humanos e sub-divinos de Emília – a boneca-filósofa-tagarela inventada por Monteiro Lobato, que ri como “só pode rir quem não tem pulmões”, que “não tem coração” e “que não é gente” –, com as leituras críticas do pensador alemão Walter Benjamin exatamente quando este desiste de imaginar o artista como uma saída da estrutura de mercadoria imposta pela modernidade e passa a projetar na criança toda possibilidade imaginativa de um mundo menos desigual, mais compartilhado e mais humano. A Emília, leitora de um sem número de aventuras infantis, se amalgama com Walter Benjamin, leitor da ficção científica de Paul Scheerbart e d’O circo de Ramon Gomez de la Serna, numa Maria que se esforça para torcer e tensionar o mundo da lei e da norma dos adultos numa reinvenção de desejo e força que só uma criança pode ter. Assim, esses imensos leitores de vida e mundo, Emília e Benjamin, desdobram-se numa filmografia de referência para Maria quer o mundo que se atravessa, primeiro, pelo pensamento político de Pier Paolo Pasolini em seu tratado pedagógico escrito em 1975, Genariello, e, depois, de Pedro Costa, que imagina “uma literatura sem literatura” e “um cinema sem imagens”. Depois, o filme de Jan Švankmajer, Alice, de 1988; a animação de Kunio Katō, A casa dos pequenos cubos, de 2008; e, principalmente, as animações de René Laloux [1929-2004], muitas delas feitas em parceria com Roland Topor e o Longa O Menino e o Mundo. E, ainda, há uma passagem de um pequeno livro de Paulo Leminski para crianças, Guerra dentro da gente [1988], que sempre nos atravessa quando começamos a pensar nesse roteiro e nesse filme que gira em torno de Maria e um mundo expandido ao redor: “Nesta vida, pode-se aprender três coisas de uma criança: estar sempre alegre, nunca ficar inativo e chorar com força por tudo o que se quer.”
Curta Metragem de animação - Audiovisual de até 15 minutos. Animação experimental 2d. Baseado no livro Maria quer o mundo de Manoel Ricardo de Lima. Criação de personagens e cenários feita com lápis de cor, giz de cera, colagens, pinturas e ilustração digital. Animação utilizando técnicas tradicionais de frame a frame, cut out e softwares digitais. Gravação de sons reais e edição para criar uma percepção do mundo visto pela personagem principal.
O curta-metragem terá acessibilidade de interprete de libras, audiodescrição e legenda descritiva.
Para democratizar o acesso ao curta-metragem "Maria quer o mundo" o projeto propõe a distribuição da animação 100% gratuita e digital, disponibilizada em plataforma de vídeos streaming aberta e gratuita. A plataforma utilizada será o Youtube, que tem acesso massificado pelo público brasileiro e permite impulsionamento do conteúdo, a partir do nosso plano de mídia, para atingir o maior número de visualizações possíveis, democratizando assim o acesso ao curta. Para facilitar o acesso às crianças com baixo acesso à internet ou com acesso reduzido o projeto propõe a parceria com escolas da rede pública e ONGs voltadas à educação infantil, para exibição do filme em aula, e atividade pedagógica proposta após a exibição do curta-metragem. Para isso será disponibilizado o filme para download dos profissionais da educação assim como material em PDF, disponibilizado também para download gratuito dos educadores para proporem discussões e atividades com a turma de crianças a partir da exibição da animação. As "Ações Formativas Culturais" serão ações presenciais e gratuitas, destinadas a alunos e professores de instituições de ensino público até a primeira série, considerando um período de 3horas de atividade onde o filme curta-metragem será exibido para uma turma de pelo menos 50 crianças e seus educadores. Após a exibição da animação será proposta uma atividade pedagógica com temática baseada na história do filme, com presença de pedagogo convidado e do roteirista do filme Manoel Ricardo de Lima, possibilitando assim a conscientização para a importância da arte e da cultura por intermédio do produto cultural do projeto. Essa exibição e atividade pedagógica será realizada em 4 turmas de pelo menos 50 crianças, contemplando um público de 200 crianças pela atividade na cidade do Rio de Janeiro.
PROPONENTE - A Clariô Filmes nasce em 2013 no Rio de Janeiro, com DNA mineiro e pertencente ao mundo. Fundada pelo produtor Camilo Cavalcanti, a Clariô surge do desejo e aspiração por um modelo de produção audiovisual mais horizontal e colaborativo. Inicia a carreira no cinema com o longa-metragem de estreia do filósofo, roteirista e diretor Humberto Giancristofaro intitulado “Aquilo que Sobra” que teve sua estreia mundial no CPH:DOX 2018, na Dinamarca. A Clariô assina, entre outros, a coprodução do longa-metragem “Barretão”, de Marcelo Santiago, junto com Canal Brasil e Globo Filmes, e da série “Em Busca de Anselmo”, de Carlos Alberto Jr, com a HBO. Atualmente está em produção com o longa documentário “Amar e Mudar as Coisas”, de Camilo Cavalcanti e Natália Dias, sobre o cantor, compositor e poeta Belchior. PRODUTOR EXECUTIVO - Camilo Cavalcanti é produtor executivo e criativo. Ele assina a produção executiva do longa-metragem “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, filme ganhador da Mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2019 e indicado para representar o Brasil no Oscar 2020. Camilo produziu e coordenou projetos de séries internacionais e documentários passando por Cuba, África, Ásia e Europa, de 2010 até hoje. Em 2011, produz seu primeiro longa-metragem, o documentário “Cuba, Mucho Gusto”, direção de Caetano Curi. Em 2012, produz "Nova África", uma série de 26 episódios filmados em mais de 30 países africanos sobre as perspectivas positivas do Continente Mãe. Um ano depois, de volta ao Brasil, Camilo funda a Clariô Filmes com a missão de fazer audiovisual com paixão e propósito. Em 2014, começa a filmar o primeiro longa-metragem da Clariô, “Aquilo Que Sobra", de Humberto Giancristofaro - um longa-metragem totalmente colaborativo, que teve sua Première Mundial no CPH:DOX 2018, na Dinamarca. Camilo esteve, por 3 anos, à frente da produção executiva da LC Barreto, uma das mais tradicionais produtoras do cinema brasileiro. Entre suas produções mais recentes estão duas séries para a HBO Latin America, ainda inéditas: “Escravidão Século XXI", direção de Bruno Barreto e “Em Busca de Anselmo", direção de Carlos Alberto Jr, e o longa-metragem "Tia Virgínia", de Fabio Meira, em pós produção. Camilo é coprodutor do longa "Barretão", de Marcelo Santiago, e nesse momento produz e codirige "Amar e Mudar as Coisas", longa documentário sobre o cantor, compositor e poeta Belchior. DIREÇÃO/ PÓS-PRODUÇÃO: A Cajamanga é um estúdio de pós produção que tem experimentado todas as frentes possíveis no mercado Audiovisual. Nosso último projeto de pós produção para televisão é a premiada série da Globosat, Arcanjo Renegado. Para o cinema, o último filme estreou em Rotterdam, Animal Amarelo. Na publicidade tem como produção, direção e pós produção filmes para FGV, Coral Tintas, Oi, Descomplica, Void... O Último projeto feito para o Canal Futura foi o FACES, projetos que temos muito orgulho. Nosso instagram passa um pouco do nosso objetivo, http://instagram.com/cajamanga_
PROJETO ARQUIVADO.