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Há três anos, a morte solitária em Paris da mezzo soprano brasileira Maria d’Apparecida chamou a atenção de parte do mundo musical. Para muitos, era a primeira vez que se ouvia falar naquele nome. Com quase 92 anos, a cantora estava prestes a ser enterrada como indigente. Foi um final triste para essa mulher que após uma trajetória extraordinária, tornou-se uma das mais famosas cantoras líricas e popular do século. Musa da cena surrealista francesa, parceira de Baden Powell, foi a primeira cantora negra a interpretar Carmen na Ópera de Paris. A história extraordinária dessa mulher contrasta com a sua total ausência nas memórias. O projeto « Apparecida, uma voz» se ergue para preencher essa lacuna, dando uma nova voz a obra da cantora em um show biográfico no encontro das duas artes que fizeram parte da sua vida: a música e as artes plásticas. No palco, uma cantora narradora e quatro músicos interagem com desenhos lives projetados, levando o público em uma viagem imersiva.
-Concerto pedagógico e oficina duração ±20’+40’Uma seleção de 4 a 5 musicas do show sera adaptada para uma formação reduzida, e a narrativa adaptada para um publico infantil. Após esse show pedagógico, as artistas convidarão os alunos a criar sua própria ilustração para uma das músicas. Os resultados serão expostos no fim da oficina. -Encontro / debate duração ±50’Após uma apresentação do seu livro Maria d’Apparcida, uma Maria que não foi com as outras, Mazé Torquato introduira o/a convidado/a que desenvolvera uma problemática vinculada a história da Maria d’Apparecida. Essas falas serão seguidas de perguntas e intervenções do publico. -Documentário duração: ±10’A partir de extratos das captações do show, dos desenhos executados e mais diretamente dos arquivos gráficos e sonoros recolhidos para a escrita do espetáculo, um documentário curta-metragem será montado, contando em grandes linhas a história da Maria d’Apparecida.
Objetivo Geral O projeto « d'Apparecida, uma voz » ajudará a trazer à luz um patrimônio cultural e social de extrema relevância que em menos de uma geração se apagou da memória coletiva. A obra amplamente premiada de Maria d’Apparecida abrange do samba a música clássica, passando pela canção francesa, o choro e o jazz. Dos shows, óperas, concertos e gravações nos restam hoje mais de 20 discos, com obras de compositores como Villa Lobos, Francisco Mignone, Waldemar Henrique, Baden Powell, algumas jamais regravadas e que caíram no ostracismo junto com a cantora, sendo hoje praticamente inéditas. O reconhecimento da Maria d’Apparecida foi tamanho que a levou a ser homenageada em textos por escritores como Jorge Amado, Patricia Highsmith, Robert Sabattier, Carlos Drummond de Andrade, com seu poema « A Voz » interpretado por Fernanda Montenegro. Esse patrimônio deve ser resgatado. Com esse objetivo, Filipe Dourado, músico, produtor e arranjador, se encarregou da pesquisa, da seleção e da transcrição da discografia da cantora. Este processo, iniciado, necessita ser aprofundado para construir um show relevante, apresentando uma seleção de músicas representativas do percurso da cantora. Nossa proposta se interessa pela singularidade da trajetória da Maria d’Apparecida, que se construiu no encontro de duas artes: a música, sua profissão, e as artes plásticas, na qual atuou sendo musa de inúmeros pintores da cena surrealista européia, de Félix Labisse a Dali. Para resgatar e contar essa história, decidimos montar um show em que essas duas linguagens desenvolvem juntas a narrativa do espetáculo. Clara Chotil, ilustradora e cenógrafa, será responsável pela parte gráfica do show, introduzindo o conceito de concerto desenhado. Suas ilustrações, executadas ao vivo e projetadas no palco dialogarão com a apresentação musical. Para constituir a base de inspiração do corpus gráfico do espetáculo, um trabalho de resgate das obras representando Maria d’Apparecida e das imagens relativos a sua história (fotos, quadros, esculturas, objetos) também será feito. Com a apresentação desse show, nossa ambição é dupla: desejamos transmitir ao grande publico um patrimônio gráfico e musical, clássico e popular, enraizado na cultura brasileira mas de alcance universal. Trazemos também com essa obra nossa contribuição a releitura da historia do nosso país, incluindo as mulheres negras em posição de destaque. Buscamos assim contribuir para o devido reconhecimento da história de superação de Maria d’Apparecida, para que outros consigam passar com mais facilidades pelas portas que ela já lutou para abrir. Objetivo específico O projeto que pleita esse incentivo visa a realização da primeira turnê do show « d’Apparecida, uma voz » composta por 6 apresentações, 3 concertos didáticos, 3 encontros debates e a realização de material online, incluindo um documentário. Os eventos físicos serão realizados em cidades paulistas, em espaços culturais, em meios associativos e nas redes escolares: em cada uma dessas cidades serão organizados duas apresentações do show, um concerto didático e um encontro-debate. -Show «d’Apparecida, uma voz »: O show será montado com uma equipe de turnê de 8 pessoas: uma cantora/narradora, uma desenhista, 4 musicistas, um operador de som e uma produtora. O formato será pensado para salas de capacidades médias de 200 pessoas, existindo possibilidades de adaptações para formatos maiores ou menores.-Concerto didático : uma equipe reduzida (cantora, desenhista e pianista) apresentará um concerto de 30’ a partir de uma seleção e adaptação das músicas do show. Essa apresentações serão seguidas de uma oficina de 30’ com os alunos. As intervenções serão preparadas previamente com a equipe pedagógica da escola.-Encontros-debates: em espaços disponibilizados pelo teatro, a cidade ou as redes associativas, a equipe artística e Mazé Torquato (socióloga e escritora da biografia de Maria d’Apparecida) convidarão outras personalidades locais para propor ao público uma discussão em torno das questões que a história de Maria d’Apparecida evoca. Cada encontro será preparado e coordenado por Mazé Torquato com uma temática escolhida em função das especializações dos convidados.-Material online e documentário : para aumentar o alcance do projeto serão criadas páginas nas principais redes sociais onde serão transmitidos o shows e disponibilizado, após o fim da turnê, um documentário adaptando em animação o material desenvolvido no show.
O presente projeto se inscreve por essência na lei de incentivo a cultura e suas condições apresentadas nos artigos 1° e 2° da Lei 8313/91, e responde a vários dos seus objetivos do Art. 3°. Primeiro, é um projeto de resgate e de preservação do patrimônio cultural e histórico brasileiro, como mencionado no Art. 1º, VI. Isso vale tanto para as pesquisas que serão feitas para a criação do show quanto em relação ao produto final constituído pelas apresentações. O show será então, como referido no Art. 1º, VIII, de produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. A divulgação desse show será direcionado ao grande publico de forma em contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, como mencionado no Art. 1º, I. Seus objetivos são diversos:-Nossa proposta corresponde ao fomento à produção cultural e artística, mediante realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. (Art. 3º, II, c). O show constitui em efeito um espetáculo de artes cênicas e de música, incluindo também as artes gráficas. -Estimulamos o conhecimento dos bens e valores culturais, mediante diversos pontos do Art. 3º, VI, a saber:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos: parte dos ingressos serão distribuídos gratuitamente para propiciar acesso aos espectadores de baixa renda.b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos: um trabalho de resgate, tanto musical quanto gráfico será realizado para a criação do projeto. Observaremos os § 1o, 2o e 3o do artigo 2 da Lei 8313/91: nossos show serão abertos, sem distinção, a qualquer pessoa, se gratuitas, e a público pagante, se cobrado ingresso (§ 1o, § 2o). Disponibilizaremos, a partir do material do show, um documentário legendados acessível ao público surdo, e trataremos, sempre que tecnicamente possível, de permitir acesso ao nosso show à todas as pessoas com deficiências (§ 3o).
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-Concerto desenhado Duração: ±90’Artistas no palcos : 6 (cantora/narradora, desenhista, 4 musicistas) Técnicos : 2 (luz, som)Material cenografico : Video-projetor alta resolução, 2x telas de projeção, mesa de desenho equipada (estrutura metalica, 2xwebcam, computador, controlador, papéis e pinceis).Luz : a definir a partir dos equipamentos disponíveis nos teatros. Som : a definir a partir dos equipamentos disponíveis nos teatros.Local : teatros de capacidade 200 pessoas ( min. 100 - max. 600 ), palco min. 3m x 6m, grill equipado, cenário preto. -Concerto pedagógico e oficinaDuração ±20’+40’’Artistas pedagogas : 3 (cantora/narradora, desenhista, pianista)Cenografia : Video-projetor média resolução, camera, tela de projeção, 2x lâmpadas, papéis e pinceis.Equipamento som : 2x amplificadores e microfone.Matériel pedagógico : lápis de cor, papéisLocal : sala ocultada (janelas fechadas) com 1 parede lisa, disponibilizando 1 mesa e cadeiras.Capacidade : 20 - 80 alunos -Encontro / debate Duração ±50’Equipamento : painel informativo, mesas, cadeiras, microfone e amplificadorLocal : interior ou exterior com espaço e cadeiras para o público -Documentário Duração: ±10’Técnicas: montagem de captação e animaçãoDisponibilização : gratuita, site aberto
O projeto sera apresentado em teatros e estruturas possuindo equipamentos necessários para facilitar a locomoção. O show, por ser uma forma musical e gráfica, sera acessível e compreensível tanto pelo publico deficiente auditivo quanto pelos deficientes visuais. Acessibilidade de conteúdo para apresentações musicais: O projeto permite o acesso ao conteúdo das apresentações musicais às pessoas com deficiência visual graças tanto aos conteúdos musicais do show quanto as falas intermediarias entre cada musica introduzindo, explicando e situando elas dentro do percurso da cantora. Para promover o acesso ao conteúdo das apresentações musicais às pessoas com deficiência auditiva, serão disponibilizados documentos impressos com a descrição do roteiro/sinopse das apresentações, um breve resumo da história da Maria d’Apparecida e o nome de cada música com formação musical, conteúdo da letra e informações sobre os compositores. Acessibilidade de conteúdo para encontros ou seminários: Para promover o acesso do conteúdo do seminário às pessoas com deficiência visual, as informações sobre o conteúdo do seminário serıao feitas em locução pela mediadora. Para promover o acesso ao conteúdo do seminário às pessoas com deficiência auditiva, uma descrição será realizada em texto, disponibilizando as informações sobre o conteúdo do seminário.
Nosso projeto é de popularização de um patrimônio nacional através do encontro entre ilustração e música. O show será direcionado ao público adulto e adolescente. Maria d’Apparecida, a personagem principal, é uma figura com forte poder de identificação com um público amplo e diverso. Os ingressos terão preços populares possibilitando a todos o acesso ao show, e liberaremos ingressos sociais gratuitos ao público de baixa renda. Faremos apresentações destinadas exclusivamente ao público infantil e adolescente em forma de concerto didático em escolas públicas da periferia e do interior. Associamos às apresentações eventos públicos de encontros e debates em torno da história e das lutas de Maria d’Apparecida. Vários incisos do art. 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania serão adotados no projeto:III - disponibilizaremos, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22.V - realizaremos, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos: palestras, mostras e oficinas.VII - realizaremos ações culturais voltadas ao público infantil ou infantojuvenil.
Filipe Dourado, proponente : Responsável pela gestão do processo decisório, Transcrição, arranjos, direção musical, cavaco e violão. Formado no Conservatório de Tatuí, Bacharel em composição e regência pela FMCG. Lançou o disco autoral "Sete Corações" com qual se apresentou em diversas salas importantes no Brasil e na Europa onde participou do Festival Internacional de Choro em Paris e ministrou oficinas de música brasileira (França e Suíça). Realizou os Songbooks de Waldir Azevedo com a Editora Choro Music. Músico profissional desde 2001, trabalhou em concertos, gravações e programas de radio e televisão com artistas como Almir Guineto, Filó Machado, Verônica Ferriani, Marina de La Riva, Max B. O. e muitos outros. Clara Chotil : Criação gráfica, desenho live e cenografia. Formada em Arquitetura na Ecole Nationale Supérieure de Paris e em illustração na Ecole Européenne Supérieure de l’Image, é fundadora da Dynamorphe - arquitetura e cenografia em grande escala, que expôs nos festivais Maintenant, Détonation, Palais de Tokyo entre outros. Participou da criação cenográfica e atuou nos espetáculos Noire e Songbook da companhia F71 e nos shows Bem Ti Vi e Maracujá com produção de Veston Léger. Mazé Torquato : Resgate documentário. Escritora, jornalista e pesquisadora, doutora em ciências da informação e da comunicação pela Universidade de Paris VIII, é autora de sete livros em francês e em português, entre eles a biografia "Maria d’Apparecida, uma Maria que não foi com as outras" da editora Alameda. Manu Cavalaro : Narradora / cantora. Formada no Conservatório de Tatuí, lançou o disco Autoral "Cantora Não", influenciadora digital como professora de canto com mais de 350K seguidores no Youtube. Atuou com nomes importantes do cenário musical brasileiro como Renato Braz, Filó Machado, Paulo Braga e Itiberê Zwarg. Rodrigo Digão Braz : Bateria. Formado na Fundação das artes de São Caetano e no Conservatório de Tatuí, lançou o disco Autoral "Carvão", fez diversas turnês internacionais tendo tocado em Suécia, Portugal, Alemanha, Suíça, Lituânia, Rússia, Índia e Argentina. Atualmente é professor de bateria no Conservatório de Tatuí. Ana Rodrigues : Piano. Formada no Conservatório de Tatuí, licenciada em música pela UFSCAR, professora de piano e pianista correpetidora de coral na escola Waldorf Micael. Atuou em musicais como pianista e acordeonista e espetáculos teatrais como « Eu de Você » com Denise Fraga, « Lampião e Lancelotti » entre outros. Yara Medeiros : Baixo. Formada na FITO, contrabaixista e chefe de naipe da orquestra do instituto GPA, participou de festivais como Iguazu in Concierto, Jujuy Corazon Andino, e festivais nacionais em Londrina e Vale Vêneto. Iraê Garcia Freire : Produção. Sócia-proprietária da Iraê Produções Culturais, produtora e curadora de projetos como Chorinho no Mercadão, “A Hora do Choro”, Elas no Choro, Roda 24h (Virada Cultural 2015). Diretora do Clube do Choro de São Paulo desde 2015. Integrou a equipe de produção do programa “Brasil Toca Choro” exibido pela da TV Cultura. É uma das embaixadoras do Prêmio WME Awards – Women Music Event. -Criação & técnico de luz : a definir-técnico de som : a definir-administrador de produção : a definir-Acessória de imprensa : a definir
PROJETO ARQUIVADO.