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Edição do livro do espetáculo teatral Coisas Que Eu Não Sei Dizer Sozinho
Leo e Mira são casados e atravessam uma crise em seu relacionamento. À maneira dos filmes do cineasta francês Eric Rohmer ou de Waking Life, do cineasta norte americano Richard Linklater, as jornadas minimalistas e as conversas aparentemente triviais que cada um dos protagonistas têm ao longo do dia, são veículos para refletir sobre grandes assuntos do nosso tempo: a iminência da catástrofe climática, o medo do futuro e a dúvida sobre se devemos ou não ter filhos num mundo como este, a virtualidade como mediação das relações humanas, a brutalidade da desigualdade e concentração de renda. É quase como se, da aparente despretensão dos menores encontros e das mais banais conversas, pudéssemos entrever os grandes assuntos do universo. Tudo em estreita conexão: o micro e o macro, o ínfimo e o e imensurável, a fila do pão e a Via Láctea. Coisas que eu não sei dizer sozinho, como o nome já antecipa, é sobre cada indivíduo pensando seu lugar na coletividade, o que justifica sua natureza múltipla e o seu passeio entre teatro, música e narrativas. Na arte, como na vida, podemos ser um e ser muitos.
OBJETIVO GERAL: Realizar a edição do livro com o texto do espetáculo "Coisas que eu não sei dizer sozinho". OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Realizar a tiragem de 3.000 cópias em uma primeira edição do livro com o texto do espetáculo "Coisas que eu não sei dizer sozinho"
Trata-se da proposta de realizar a editoração, diagramação e tiragem de 200 cópias do livro do texto do espetáculo "Coisas que eu não sei dizer sozinho", de Vinícius Calderoni. O livro será lançado antes do espetáculo, como projeto único o que não impede, futuramente, de lançarmos a peça teatral. O projeto propõe o teatro visto a partir da ótica da dramaturgia. No livro, além do texto, as 14 canções criadas para o projeto constarão, acompanhadas das cifras de forma que o leitor possa executar as canções, ampliando a experiência de sua leitura. Em termos formais e de enredo, Coisas que eu não sei dizer sozinho tenta radiografar o espírito dos nossos turbulentos tempos através da vida de um casal. Como boa parte dos espetáculos musicais, entremeia diálogos de personagens em situações dramáticas, variadas com canções originais. As músicas serão compostas pelo autor Vinicius Calderoni, ao lado de importantes parceiros como Tó Brandileone, João Cavalcanti e Rubel. A ideia do livro é ressaltar que a obra teatral também pode ser fruída através de diversas formas, como através da leitura de um livro e que, através deste veículo é possível aproveitar uma diferente versão da história, trazendo um prazer suplementar de observar de que maneira se dão as transfusões e adaptações de linguagem entre as mídias. Vinicius é escritor e diretor de teatro, tendo conquistado alguns dos mais importantes prêmios do país tais como o Prêmio Shell, APCA, Bibi Ferreira, mas também cantor e compositor, com seis discos lançados em sua trajetória fonográfica (dois discos solo e quatro com seu coletivo 5 a seco). Por fim, em 2020, estreou na seara dos podcasts escrevendo e dirigindo Que dia é hoje?, um podcast ficcional sobre o isolamento social decorrente da pandemia do Coronavírus. A vivência da pandemia do novo Coronavírus apresentou uma situação inédita para a nossa geração: o isolamento social. Ficamos em casa, organizamos o trabalho, a escola, a vida externa dentro da casa. Teatro presencial virou uma situação impensável, por muito tempo. Essa experiência nos levou a reflexão sobre a possibilidade de dramaturgias transmídia, que possam extrapolar as paredes do teatro, como através de um livro. Essa soma poderosa de janelas de comunicação, pode trazer um frescor para a forma de apresentar os conteúdos presentes em um espetáculo teatral. Em termos temáticos, coisas que eu não sei dizer sozinho propõe-se a radiografar o presente de dentro do presente, pintar a paisagem que se entrevê pela janela de um trem em movimento. É um espetáculo de encontros e conversas que não foge de grandes assuntos do presente que afetam e afligem a todos os seres humanos: o aquecimento global e a possibilidade concreta da catástrofe climática; a disseminação da intolerância e a interdição do diálogo; o acirramento do narcisismo amplificado pelas redes sociais; a imoral acumulação de renda na mão de centenas de bilionários enquanto metade da população do planeta não dispõe de saneamento básico. Nenhum desses assuntos, contudo, comparece em forma de tratado ou em tom de tese ou aula magna: tudo emerge através de encontros e diálogos, triviais na essência mas profundos em seus percursos. Assim, um encontro casual num parque entre o protagonista Leo e um amigo passa da saudação cordial para uma conversa sobre as justificativas possíveis para se ter filhos neste tempo: é moralmente justo colocar no mundo alguém que vai viver num mundo cheio de desmoronamentos? O almoço entre a coprotagonista Mira e seus pais, em tudo corriqueiro, desdobra-se em um debate sobre ancestralidade e sucessão: o que pensavam os que estavam aqui há dois séculos? O que pensarão de nós aqueles que vierem daqui a cem ou duzentos anos? Há, na construção dramatúrgica pensada, a dimensão de que não há assunto pequeno onde não caiba a imensidão, e assunto oceânico o bastante onde não caiba o infinitesimal. Em coisas que não sei dizer sozinho, emprestando palavras de Wislawa Simborska, nada é tão urgente quanto as perguntas ingênuas: de onde viemos? Onde estamos? Nada disso se diz sobre um platô: são encontros ao rés do chão, encontros entre pessoas e suas opiniões, seus paradoxos e contradições- um chamado ao diálogo e ao encontro, num momento em que o isolamento social interdita os abraços. Nestes termos, coisas que eu não sei dizer sozinho é uma resposta ao tempo. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1o da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso as fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; IX _ Priorizar o produto cultural originário do País. O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3o da Lei 8313/91): II - fomento a produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;
não se aplica
Publicação do livro Acessibilidade deficientes visuais: Gravação de um audiobook para gerar acessibilidade aos portadores de deficiência visual. Acessibilidade deficientes físicos e auditivos: a obra já é adequada a pessoas com estas deficiências Contrapartidas Sociais Acessibilidade deficientes auditivos: A palestra será acompanhada por um intérprete de LIBRAS Acessibilidade deficientes físicos: A palestra será realizada em uma auditório que disponha de acessibilidade a deficientes físicos. Acessibilidade deficientes visuais: A palestra será discurssiva, portanto, adaptável a portadores desta deficiência.
O projeto atende ao Art. 20 e aos seguintes incisos/medidas do Art. 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; Em atendimento ao Art. 22 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania, o proponente compromete-se em realizar uma palestra sobre a importância das obras literárias na formação do cidadão em uma escola pública da cidade de São Paulo para um público de até 200 alunos.
Vinicius Calderoni - Autor VINICIUS CALDERONI Escreveu e dirigiu Não nem nada (2014) e Ãrrã (2015), que lhe rendeu o Prêmio Shell de melhor autor. Escreveu e atuou também em Os arqueólogos (2016), peça que venceu o prêmio APCA de melhor autor. Em 2017 estreou Chorume, conclusão da trilogia Placas Tectônicas, com texto e direção de sua autoria. No mesmo ano lançou os textos da Trilogia Placas Tectônicas pela Editora Cobogó. Autor do espetáculo musical Elza que estreou em 2018 e se consagrou como destaque na cena teatral, ganhou o prêmio APCA de 2018 pela dramaturgia do espetáculo, e em 2019 o melhor roteiro original em musicais da 7ª edição do Prêmio Bibi Ferreira. Como ator, esteve no elenco da novela Deus salve o rei (TV Globo), e participou dos longas Mãe só há uma (2016), Um namorado para minha mulher (2016), além da série Louco por elas (TV GLOBO), com direção geral de João Falcão. A proponente a princípio será remunerada pelas rubricas de Autor (direitos autorais), visto que trata-se de um livro de autoria do responsável legal da empresa. A empresa também poderá retirar recursos através das rubricas de custos administrativos e, caso capte, da captação de recursos. Vale ressaltar que toda a gestão do projeto e todo processo decisório cabe ao proponente que, por sua vez, poderá optar (ou não) em contratar uma produtora para executar todas as demandas, seguindo as diretrizes determinadas pelo proponente, aprovando quaisquer decisões com o mesmo. Ressalta-se que a coordenação do projeto é de exclusividade do proponente e que a empresa contratada seguirá as diretrizes determinadas pelo proponente e deverá retornar todas as demandas para o mesmo que sempre tomará as decisões finais. Isto posto, a gestão do processo decisório caberá ao proponente, como prevê a legislação vigente. Caso não haja a contratação deste profissional, tal rubrica será abarcada dentro das possibilidades de remuneração da empresa proponente.
PROJETO ARQUIVADO.