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PRONAC 204534Prestação de contas desaprovada com notificação de cobrançaMecenato

CIRCUITO MALUNGO NAS ESCOLAS CAPIXABAS

RAPHAELA ALMEIDA SANTOS 15934142771
Solicitado
R$ 149,4 mil
Aprovado
R$ 141,7 mil
Captado
R$ 149,4 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

CNPJ/CPFNomeDataValor
33592510000154VALE S.A.1900-01-01R$ 149,4 mil
26669170000157123 VIAGENS E TURISMO LTDA EM RECUPERACAO JUDICIALfinanceiro@123milhas.com.br
2607815500013426.078.155 DEVID ANTONIO TOSTESdeividttecnico@gmail.com
3661570700015036.615.707 MONICA MOREIRAmonicamoreira04@gmail.com
4824400000016348.244.000 THAIS NASCIMENTO FRANCELINOthaisnascimentoizi102@hotmail.com
11091789000150ALVARO P DE OLIVEIRA LTDAcunha5.contabil@hotmail.com
20297862000135ANA CAROLINA BARROS SILVA 10375914706acaroba@gmail.com
31787476000148AUTO POSTO TRIVILIN LTDA
26980450000181AUTO POSTO VITORIA COMERCIO DE COMBUSTIVEIS LTDApostopresidente1@hotmail.com
09296295001484AZUL LINHAS AEREAS BRASILEIRAS S.A.vector@vector-rnc.com.br
***469227**BARBARA DEPIANTTI SANTOS
***340907**BRUNELA RIBEIRO WALTER DE NEGREIROS PINHEIROmaicomssilva@hotmail.com
30711199000127BRUNELA RIBEIRO WALTER DE NEGREIROS PINHEIRO 11734090766brunela.negreiros@gmail.com
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44420663000130BUSER LOGISTICA E TRANSPORTE DE ENCOMENDAS LTDA.fiscal@buser.com.br
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09113389000156CASA BRASIL RESTAURANTE E LANCHONETE LTDAcasabrasiljn@gmail.com
66970229001139CLARO NXT TELECOMUNICACOES S/Asimone.oliveira2@nextel.com.br
19249798000138CLAUDIO DE JESUS SILVA JUNIOR BORDADOS
33938119000240COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GAS DO RIO DE JANEIRO - CEGceg@gasnatural.com
04582075000421COPY GLORIA LTDAcopygloria@copygolria.com.br
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26691348000166F.D PRODUCOES ARTISTICAS LIMITADAffernandadias@yahoo.com.br
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***241647**FELIPE TUPINAMBA WERNECK BARROSO
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***295247**TAUAN DA SILVA BRITTO
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27486182000109VIACAO AGUIA BRANCA S Afiscal.salutaris@aguiabranca.com.br
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27486182023664VIACAO AGUIA BRANCA S A

Linha do tempo

  1. 01/01/1900
    Primeira captação
    1 doação(ões) total
  2. 01/01/2020
    Cadastro PRONAC
    Ano 20
  3. 01/03/2021
    Início previsto
  4. 30/04/2023
    Término previsto

Eficiência de captação

100.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2021-03-01
Término
2023-04-30
Locais de realização (7)

Resumo

O Circuito Malungo nas Escolas Capixabas visa incentivar a preservação e o enaltecimento da cultura afro-brasileira em escolas públicas dos municípios do Espírito Santo com maiores taxas de homicídio entre jovens negros. Será realizada a montagem e circulação do Espetáculo Teatral "Africanidades". Como contrapartida social serão realizadas oficinas gratuitas de teatro negro e percussão brasileira para a comunidade.

Sinopse

Release: "ZACIMBA GABA - A HISTÓRIA DE UMA GUERREIRA" Na região norte do Espírito Santo, é conhecida a saga de uma bela princesa: Zacimba Gaba, da nação africana de Cabinda, em Angola. Foi do porto de Cabinda que milhares de africanos embarcaram em navios que os trouxeram ao Brasil. Contam que nas noites de Lua cheia a princesa negra clamava pela proteção dos deuses africanos até que chegou seu dia. Zacimba envenenou o senhor da Casa Grande com "pó pra amansar sinhô", preparado às escondidas na senzala, feito da cabeça (moída e torrada) de uma cobra. Tinha esse nome porque a vítima era envenenada lentamente, com pequenas doses colocadas em sua comida. A princesa guerreira fugiu, ao lado de outros negros que libertou. Na mata, criou um quilombo e comandou muitas lutas para salvar seu povo. Dizem que era na noite escura que ela e seus malungos, a bordo de pequenas canoas, dominavam a embarcações negreiras em alto-mar e libertavam os escravos. Circuito Malungo conta a história da princesa guerreira Zacimba Gaba, um espetáculo de criação de teatro negro embasado nas manifestações corporais afro-brasileiras, como a dança e seus cantos tradicionais. Os elementos do espetáculo surgem enquanto acontece em cena a trajetória de Zacimba, referência no movimento negro e sua influência na cultura do Brasil durante sua vida. O figurino, cenário e a música presente na peça trazem as memórias do universo afro-brasileiro para a cena. O espetáculo tem classificação livre e almeja fortalecer a identidade cultural afro-brasileira dentro das escolas, levando o conhecimento de sua origem para regiões periféricas onde estão concentradas as maiores taxas de homicídio do jovem negro. Duração: 50min INTRODUÇÃO SOM____________________________________________________________________________SOM DE MAR E EMBARCAÇÃO PANO ABERTO – ZACIMBA já está em cena no momento em que o público entra. Dentro de um caixote (gaiola) Zacimba está seminua, suja e sente frio. O espaço cênico é delimitado por um circulo amplo, composto por grossas cordas de vime, circundando em muito mais que uma volta. Ao sul deste circulo vimos um mastro de madeira crua e escurecida que fará a vez de pelourinho, neste estão encravados alguns grilhões envelhecidos e farrapos de tecido claro, enegrecido, encardido como sangue seco. Do urdimento desce abstratamente alguns metros de corrente envelhecida, estes que ocupam um espaço distinto no espaço cênico. É visível também alguns caixotes que servirão como praticáveis e elementos cenográficos neutros, que comporão a atmosfera do espetáculo. - É possível que um atabaque esteja ao fundo para efeitos de som e percussão. 3º Sinal – Juntamente com a sonoplastia Zacimba Gaba, com dificuldade, sai da gaiola. Está tímida, porém em pantomima ela se posta ereta, posição comumente usada no mercado negreiro, onde os Senhores avaliavam o ?produto? que comprariam. ZACIMBA: Através de minha inocência, percebi que o mundo é muito maior do que eu imaginava...E o mar mais vasto do que do que meus olhos podiam enxergar. Um infinito do vazio... Por fim, só a dor! O mar, cumplice involuntário... Este vazio que me distanciou de minha terra, minha pátria... Minha mãe!Senti na alma a solidão dos cadáveres. Perdi a fé por um momento, pois acreditei que até meus deuses me abandonaram, pois permitiram minha partida!Apenas as ondas me acalentavam, pois eu podia senti-las, e seu balanço me fazia dormir e sonhar... Por fim, só a dor! Assim como as ondas que se quebram nas rochas, uma após a outra... Na profundeza de suas águas... Sou apenas lembrança! SOM______________________________________________________________________________________________MÚSICA CENA 1 – Apresentação. ZACIMBA: Não sei o que vim fazer aqui, e me pergunto o que ainda podem desejar de mim, pois nada restou de minha alma, de minha inocência e de minha história... Nada restou de mim! Sou uma mulher Negra, como tantas outras que seus olhos já viram, mas sou Zacimba... Zacimba Gaba, a princesa da nação de Cabinda. Sou mulher, mas nesta vida já fui homem e até bicho, pois vivi como um animal livre nos campos áridos de Angola na África, mas fui arrancada do meu lar à força, e quando cheguei aqui nestas praias amaldiçoadas foram logo me chamando de negrinha de feições finas e olhos esfumaçantes. Cheguei aqui ainda uma menina e estava totalmente nua. Não tinha ao menos um trapo velho para me cobrir as partes. Viajei por quarenta dias e quarenta noites e não tinha noção do tempo que passei dentro daquele navio lotado de negros... Homens, mulheres e crianças negras. Engaiolada e com dores tudo o que eu mais pensava era na fome que me doía a barriga, e para onde estavam me levando, e quanto mais as ondas balançavam mais eu sentia o fedor que tinha o porão daquele navio. Desembarquei no Porto de São Mateus no ano de 1690, e no mesmo dia fui colocada à venda como um pedaço de carne, um produto qualquer, morto, sem alma e sem vida. Um capataz me pegou pelos cabelos e me arrastou para perto dos outros negros que estavam todos enfileirados e também nus. Eles nos colocavam assim, um do lado do outro, para que a ?brancaiada? pudesse nos ver e barganhar. Nós, angolanos, éramos os mais caros, pois diziam que éramos os mais trabalhadores e aprendíamos com maior facilidade a mexer com as maquinas das fazendas. Eu e mais onze negros fomos arrematados por um fazendeiro português chamado José Trancoso! À partir daquele dia, ainda uma criança, minha vida passou a ser escravidão! CENA 02 ZACIMBA: A fazenda de José Trancoso era uma sesmaria que ultrapassava o rio Mucuri, ?a umas seis léguas para cima? no vale do Cricaré. Uma imensidão de terra entre os municípios de São Mateus e de Conceição da Barra, no canto norte do Espírito Santo. Muita gente de todo o Brasil vinha para a Aldeia de São Mateus naquela época, e muitos fazendeiros ultrapassavam seus domínios e estendia-os até o vale do Cricaré, onde um rio de águas mansas e esverdeadas se enroscavam como uma serpente nas encostas do planalto de barrancas. Eu achava até bonito aqueles casarões todos coloridos, rodeados de arvores de frutas e com o terreiro todo gramado. José Trancoso nos levou para a fazenda e nos jogou em um barracão que logo depois seria a nossa senzala, onde os outros Negros passaram a me chamar de princesa. Zacimba Gaba...Princesa Negra! CENA 3 ZACIMBA: Cabinda perdeu quase toda a sua gente, pois centenas de negros africanos foram aprisionados e trazidos como escravos para o Brasil, durante mais de duzentos anos. E eu fui mais uma destes negros. Mais uma que perdeu sua pátria. Mais uma que foi arrancada do ventre da nossa mãe África. Mais uma que perdeu a esperança e teve o sangue coagulado em ódio e rancor. Mais uma que testemunhou sua liberdade cruelmente dizimada, unicamente para fortalecer a ganancia dos brancos. Durante anos eu, a "mocinha de feições finas e olhos esfumaçantes", morei naquela senzala. Tinha que fazer de tudo. Trabalhei muito e dividi meus sofrimentos com os outros de minha cor, estes que mesmo sofrendo gostavam de me ver por perto, pois eu era a princesa deles e era a única lembrança viva da nossa pátria. Eles me amavam assim como eu os amava. Zacimba canta enquanto faz menção de estar trabalhando na lavoura. O tempo foi passando e eu cresci entre as lavouras, e lá, em meio às enxadas e foices virei mulher. Me tornei uma negra bonita e vaidosa. Gostava das cores e do cheiro do campo, e com sementes e palha eu fazia minhas joias e adornos para o corpo. Apesar do trabalho duro e forçado eu gostava dos campos, pois eles me distanciavam do casarão e de José Trancoso, e mesmo me iludindo me sentia livre quando podia sentir a brisa das tardes de outono, pois elas que me traziam o cheiro do mar, este que para mim significava o caminho de volta para casa. (Reflete) Um caminho além da dor! Tenho ainda hoje as marcas das açoitadas que levei no lombo, pois muitas vezes fui levada para o pelourinho do Largo do Chafariz que ficava no Porto, porque diziam que eu tinha uma natureza rebelde, e por isso passei pelos mais cruéis e humilhantes castigos. Fui surrada muitas vezes e por muitas horas. Eles nos amarravam de uma forma que nossas costas ficavam estiradas. Com as mãos presas não podíamos defender as chibatadas. Tudo que nos restavam eram nossas orações pedindo para que tudo acabasse logo, mas o que doía mais na alma não era o chicote que nos cortava a carne, o que realmente doía era a humilhação...Era ver o sorriso estampado na cara daqueles que nos cercavam, todos brancos, homens, mulheres, velhos e até crianças. Cada chibatada que o capataz acertava no nosso lombo era motivo para rir e debochar... Debochavam de nós, debochavam da nossa origem, debochavam da nossa honra...Debochavam da nossa cor! Lhes davam prazer ver o nosso sangue escorrendo e ter a certeza que estávamos sofrendo de dor.Cena 4 Zacimba está amarrada em um tronco: Zacimba: Zacimba Gaba! Este nome causou muito o que falar na fazenda de José Trancoso. Os negros tinham orgulho de ter por perto a sua princesa, e os outros negros, das outras fazendas, também já sabiam que ali no vale do Cricaré estava aprisionada, escravizada e subjugada, sua princesa. A ?Menina princesa de feições finas e olhos esfumaçantes? que agora se tornara mulher: _Você é realmente uma princesa, negrinha? – Me perguntou José Trancoso depois de me amarrar em um esteio do casarão e ter pedido para que todos saíssem, exceto o capataz que lhe veio trazer o boato:_Me responde negra! Você é princesa? – Cada vez que me perguntava era uma chibatada que eu lavava no lombo._Fala negra maldita! Você é realmente uma princesa? – Eu me calava e apanhava cada vez mais, mas me calava... Durante alguns dias passei amarrada naquele esteio, quase sem comida ou água Hora ou outra o capataz entrava para ver se eu estava dormindo, e se estivesse ele me acordava com chutes e socos seguidos de gargalhadas e zombarias. Dizem que todos os negros da fazenda choraram. Ouviam os gritos e sentiam a dor de sua princesa negra que estava sofrendo, mas apesar da dor minha vontade era de gritar bem alto e dizer-lhes que estava bem... Ao menos viva, mas não encontrava forças. Ainda assim comecei a cantar, pois sabia que meu canto os tranquilizaria e lhes dariam a certeza que eu permaneceria forte, e que mesmo na morte eu ressoaria no vento. Mesmo lá fora, distante dos meus olhos, meu povo cantou comigo.Zacimba canta Aquela noite chovia muito, mas apesar do sofrimento o som da chuva caindo no terreiro me acalmava e eu conseguia dormir. Apenas em meus sonhos encontrava um pouco de paz... Era madrugada quando a porta de madeira pesada bateu e eu acordei. Estava escuro e eu não podia ver quem entrara, mas já sabia que não poderia ser coisa boa. José Trancoso acendeu uma lamparina, e pude ver seus olhos iluminados pela luz das chamas... Pareciam duas bolas de fogo sem fim. Carregava uma garrafa de cachaça quase vazia... Eu conseguia sentir o cheiro do álcool exalando de seu corpo fedorento e o ódio que aquele demônio sentia por mim e de minha gente. Seguido de um relâmpago a porta bateu novamente. Pude ver claramente o capataz. Um monstro que logo que entrou já foi cortando-me as costas com uma chibatada: _Não seja burra negrinha! Diga-me logo o que quero saber ou ficará amarrada aqui até não sobrar nada de ti. Você é uma princesa... Negra? - Perguntou José Trancoso. (Gritando) ... Sim! Sim seu demônio. Sou princesa! Zacimba Gaba, princesa negra da nação africana de Cabinda! – Eu disse na esperança de por fim aquele sofrimento. Não aguentava mais as dores, a fome e a sede. Meu corpo todo doía com câimbras e frio. Tudo o que queria era voltar para o lado de minha gente. Por longos minutos José Trancoso me observou. Ainda estava amarrada no esteio. Meus pulsos sangravam com a mágoa causada pelas cordas, e mal conseguia ter forças para ficar de pé. O olhar frio e inexpressivo de José Trancoso, em meio a penumbra, refletia um demônio sem alma, inerte na lama podre de sua incapacidade de ser verdadeiramente humano... Um ser isento de compaixão. ...O capataz em súbito me pôs de pé. Arrancou os trapos que eu vestia e me forçou a ficar com a cara encostada no esteio. Totalmente nua e apavorada entendi quais as intenções de José Trancoso e do capataz, naquela noite. Eu ainda era moça... Princesa moça! Com um grito tentei pedir ajuda, mas fui calada com um soco violento na boca que cortou profundamente meus lábios e me fez sentir o gosto de meu próprio sangue, enquanto caia desacordada. Naquela noite, não satisfeito em arrancar de mim a liberdade, José Trancoso tirou de mim o que ainda me restava de valioso, minha inocência, meus sonhos, minha esperança... Minha honra! ...Não queria que fosse assim... Cena 5 Ele tirou minha honra e minha pureza. Disse que uma princesa não poderia pertencer a ninguém, a não ser ao seu senhor, e me fez morar embaixo de seu teto... No casarão. Se algum dia achei que estava em meio ao inferno depois que pisei nestas terras, é por que não sabia o que estava por vir dentro daquele casarão, pois sentia-me cada dia mais prisioneira, cada dia mais mucama, cada dia mais escrava. Sentia minha vida se esvaindo pelo tempo, e sem poder fazer nada perdi quase toda minha infância, e agora estava perdendo minha juventude, simplesmente para cumprir e satisfazer os caprichos daquele fazendeiro e sua família. Lembro-me bem de todas as chibatadas que recebi dentro daquele casarão. Uma vez fiquei quatro dias amarrada no tronco, depois de uma noite inteira de açoitadas. Meu crime, comi sem pedir um misero pedaço de bolo de mel. Quatro dias amarrada, sem direito a comida alguma; e a água só vinha a mim, quando uma das mucamas, que também trabalhava no casarão, conseguia burlar a vigia dos capatazes e se arriscava para me trazer uma caneca: _Beba minha menina. Não se preocupe, "nóis tamu orando para diminuir seu sofrimento"... – Ela disse com lagrimas nos olhos, e depois de um beijo no meu rosto se virava e voltava correndo para dentro do casarão. Eu não estava sozinha, mas ver assim o sofrimento no rosto de meu povo doía-me na alma, ainda mais que as chibatadas no meu corpo....Quando não era eu que apanhava era algum dos outros negos da fazenda. Parecia que José Trancoso fazia questão de ter sempre alguém amarrado no tronco para que não nos esquecêssemos de que ali quem mandava era ele. Ele quem estava com o poder no chicote. Se alguém questionasse este poder poderia até morrer de tanto apanhar, mas quando era eu quem estava levando chibatadas ele gritava para que todos ouvissem:_Olha aqui "negaiada"! Se faço isso com sua princesa não queiram saber o que eu faria com vocês. – Ele falava aos berros, segurando o chapéu em uma das mãos e o chicote na outra, mas mal sabia ele que nós também temos sangue nas veias e que meu povo não aguentaria aquilo por muito mais tempo. Cena 6 Foi em uma manhã de missa que começaram os boatos. Os escravos de José Trancoso iriam invadir a Casa Grande para me libertar.Mesmo temendo a fúria de José Trancoso estavam dispostos a perder suas vidas para tirar sua princesa daquela prisão, mas José Trancoso ficou sabendo da ameaça na mesma manhã. O desgraçado pegou um negro pelos braços e o amarrou no tronco, mandou que todos de sua família se protegessem dentro do casarão e mandou que chamassem todos da fazenda, capatazes e escravos, mas fez questão em não deixar que eu saísse de dentro do casarão, mas consegui ver o que se passava no terreiro por uma fresta que tinha em uma das venezianas:_O que pensam que são, seus estúpidos? Acham mesmo que podem me desafiar? Saibam que aqui neste país há homens de bem, e estes mesmos homens não se curvam a gente de sua raça...Negros burros como vocês...Ela continuará dentro das minhas paredes queiram vocês ou não, pois ela é minha, foi comprada com meu dinheiro...E querem saber? Zacimba Gaba muito barata para uma princesa. E tem mais – José Trancoso foi até o negro e lhe surrou como nunca havia surrado antes. Lhe bateu tanto, o deixando a beira da morte. Os outros Negros choraram em um misto de pavor, medo e desesperança.Os gritos de dor do pobre negro foi ensurdecedor. Pude ver nitidamente nos olhos dos outros negros um ódio que crescia a cada segundo, mas que eram contidos com as gargalhadas debochadas dos capatazes que não permitiam uma aproximação maior até José Trancoso. Logo José Trancoso limpou o chicote com os trapos do próprio coitado e o guardou: ­­_Isto foi só um aviso, mas ainda tenho outro a todos vocês...Toquem na minha casa ou na minha família e nunca mais verão sua princesa com vida. – Entrou para dentro do casarão, mas antes fez um gesto com os braços para que os capatazes dispersassem os negros dali. Lembro-me que o negro que foi açoitado ficou amarrado no tronco até meio dia, quando um capataz o desamarrou e deixou que os alguns dos outros negros o tirassem dali, mas de nada adiantaria pois o pobre homem perdeu tanto sangue que de maneira alguma poderia sobreviver. Por toda noite aquele grito de dor ressoava nos meus ouvidos. A cada minuto podia sentir sua dor. Foi quando de uma vez por todas decidi. Iria matar José Trancoso... Cena 7 No outro dia, uma manhã de muita chuva, mandei a mucama até a senzala para dar um recado aos outros negros. Pedi para que se acalmassem e que não tentassem mais nada, pois o fazendeiro poderia matar um por um sem a menor piedade. Pedi para todos orassem para os nossos deuses, pois estava breve o momento da batalha. Uma batalha sagrada que nos levariam a liberdade ou à morte! Naquele tempo não tínhamos muitas armas contra os feitores, mas tínhamos uma maneira de acabar com a vida de quem nos impunham castigos e desonras, e que levou à cova muitos senhores e capatazes. Esta arma era muito usada em São Mateus e Conceição da Barra. Um veneno que tirávamos da cabeça da preguiçosa. Uma cobra temida pelo veneno mortal. Cortávamos a cabeça da cobra ainda viva. Torrávamos a cabeça inteira e a socavamos para que virasse um pó. Este pó era colocado no "Dí Cume" dos senhores e isso fazia com que ele fosse levado para o inferno um pouco a cada nascer do sol. Muitas vezes os fazendeiros suspeitavam de que sua comida poderia estar envenenada, principalmente depois de ter açoitado algum negro ou violentado alguma negrinha nós paióis, e com esta suspeita mandava que algum negro comesse uma colherada de seu próprio prato, achando que se estivesse envenenado, o negro morreria ali na sua frente, mas não sabiam que o veneno era mortal, e que realmente estava ali em seu prato, mas só faria efeito depois de muitas doses. Era uma sentença lenta, pois podia durar algumas semanas, porém não havia doutor ou remédio que desse jeito. Nesta mesma manhã de chuva a mucama trouxe para mim um bornal feito de couro de boi, dentro estava o pó de "amansar sinhô". Entregou-me e com um gesto de carinho disse:_Nossos deuses está com ocê minha menina. Eles sabem que só ocê pode ser nossa princesa, porque só ocê poderá trazer justiça pra nóis. A chuva tinha parado e o sol estava bonito. Lembro de sentir o cheiro da grama molhada e ouvir as galinhas no terreiro. Já era hora do almoço na casa grande e eu havia encontrado meu caminho. Alguma coisa me levava a sorrir. Sentia que minha vida voltara a fazer sentido. Se eu conseguisse cumprir minha missão poderia continuar vivendo junto com meu povo, mas tinha que ter paciência, pois José Trancoso ainda estava lá, atrás de alguma parede daquele casarão, e ele era a única coisa que me impedia de voltar a fazer meu povo sorrir: ­­_Tome Zacimba, leve o prato do Fazendeiro, mas lembre-se, sirva ele agora e faça para que ele não desconfie do tempero que ocê vai colocar aí dentro. Logo-logo ocê não vai servir mais ninguém, a não ser seu povo, que com muito orgulho vai servir ocê também – A mucama me entregou o prato enquanto José Trancoso lavava as mãos para almoçar.Eu entreguei-lhe o como sempre fiz. Lhe servi um copo de suco de manga e me retirei, mas sem que ele percebesse fiquei ali, as espreitas, vendo ele colocar na boca colherada por colherada sem desconfiar de nada...."Come fazendeiro Come e raspa o prato, pois a cada colherada você devolve o que é nosso por direito. Nossa honra e nossa liberdade!" Cena 8 Uma noite acordei ouvindo os berros de José Trancoso. O fazendeiro passou a gritar alto. O que para seus familiares era uma surpresa, para mim e para os negros que já estavam dormindo na senzala era o sinal que se esperava. Eu, princesa Zacimba Gaba, por certo sabia que ele não tinha salvação, pois José Trancoso berrava como um boi, sangrando pelo nariz, ouvidos e pelas unhas. Na casa procuravam todos os antídotos que pudessem fazer cessar as dores do encomendado, mas nada resolveria. Quando o sangue realmente começou a brotar por seus olhos e já estava fazendo o homem sufocar, deram o alarme: _José Trancoso tá envenenado! - Foi nesta hora que os negros reagiram. O reboliço dos homens de confiança do fazendeiro já era grande. Sabiam que ele havia sido envenenado e que era só esperar a hora para jogar o corpo na cova. Quando José Trancoso já estava estrebuchando e todos da fazenda, distraídos, repassavam a noticia, foi o momento decisivo para que eu fosse buscar coragem, junto do meu povo, para ir em frente com meu plano. Sem que ninguém percebesse peguei pelo braço as duas Negras que estavam comigo dentro do casarão, e com o facão em punho atravessamos o terreiro até chegar na senzala. Lá já estavam todos de pé esperando por mim... Lembro-me que quando passei pela porta todos gritaram o meu nome e ajoelhados fizemos uma oração para pedir proteção e luz em meio a tanta escuridão que estava assolando nossas vidas. Cena 9 Estávamos ainda dentro da senzala, quando o capataz, braço direito do fazendeiro, entrou com um facão na mão. Estava sozinho e bufando de raiva:_Negra maldita! Pensa que não sabemos que foi você quem matou Zé Trancoso? Vamos para fora, pois vai pagar com a vida... – Foi só ele pronunciar a ultima palavra para que um dos negros enfiasse o facão pelas suas costelas, seguidos de um berro de desespero e desabafo:_Ocê nunca mais vai encostar na nossa princesa seu maldito! – Ainda gritando por socorro e dor o capataz alarmou os outros da fazenda, mas logo caiu duro e banhado com o próprio sangue. Já esperando a chegada dos outros homens, os negros preparavam o bote para o próximo que entrasse dentro da senzala querendo pegar sua princesa, mas os malditos eram ligeiros e resolveram tocar fogo no barracão para forçar que saíssemos de lá. Foi o que fizemos, mas saímos preparados para viver livres ou morrer tentando. Por alguns minutos eternos lutamos, facão contra facão, Negros contra brancos. Nunca tinham visto noite tão sangrenta por aquelas bandas. Muitos dos capatazes morreram e também dos nossos, mas lutaram bravamente com a certeza que seus filhos poderiam ter um futuro melhor, mas principalmente um futuro livre. Quando o novo dia amanheceu já estávamos muito longe da fazenda de José Trancoso, entre a mata virgem, às margens do Riacho Doce, nas proximidades da Vila de Itaúnas em Conceição da Barra. Lá formamos nosso quilombo...Nosso sonhado refúgio. Cena 10 Durante aproximadamente uma década ficamos no quilombo. Lá continuamos a viver restringidos a um cerco, onde se saíssemos sozinhos podíamos não voltar vivos, mas ao menos estávamos livres das humilhações, das chibatadas, dos sinhozinhos e dos capatazes. Podíamos enfim ver nossos negrinhos crescerem livres correndo para lá e para cá... sem medo. Muitas vezes a comida acabava e tínhamos que saquear os casarões dentro das madrugadas ou atacar as comitivas em busca de ouro e prata para comprarmos o ?di cume?. Se algum dos nossos adoecesse a natureza cuidava da cura, pois tínhamos os melhores curandeiros entre os negros, e acreditem, pois até mesmos alguns branquelos quando se encontravam em desespero, pois ele ou alguém da sua família estavam doentes, viam procurar a cura de nossos ?doutores? trazendo ouro e muita comida em troca de algum antídoto que salvasse o moribundo. Ali ficamos seguros por muito tempo. Não que ninguém soubesse de nossa existência, mas é que naquele tempo um quilombo era sinônimo de perigo e morte para a brancaiada, e não éramos o único quilombo, pois existiam alguns aqui e ali. Quando um batalhão de brancos resolvia atacar um dos quilombos, podíamos saber que muito sangue iria rolar naquele dia Sangue de todas as raças e idades, mas ninguém se atreveria a atacar o quilombo de Zacimba Gaba a princesa dos negros, e por isso podíamos viver em paz.(Pausa) Em Paz? Não! Eu não estava em paz, pois não suportava saber que a toda hora mais de minha raça eram trazidos para esta vida de escravidão. Toda hora chegavam navios com seus porões cheios de negros vindo da África Em viagens de quarenta... Cinquenta dias... Em total sofrimento Os que não morriam na viagem tinham a alma ferida pela saudade que aumentava a cada solavanco das ondas. Alguma coisa tinha que fazer, afinal eu era a princesa deles, e se eu não zelasse pela sua segurança e paz, quem zelaria?...Alguma coisa eu tinha que fazer. Cena 11 Em uma tarde nublada, muito fria, ventava muito e parecia que logo o céu desabaria em tempestade, chamei uns dez negros e fomos até uma ?falésia? de uns vinte metros de elevação do nível do mar Ali deitamos em frente às ondas e montamos um ponto estratégico de observação. Dali era fácil ver as embarcações que chegavam pela costa – antigos limites entre as capitanias de Porto Seguro e do Espírito Santo. Tinha a certeza que a única maneira de livrar mais negros da escravidão era já liberta-los antes mesmo de chegarem aos casarões, e para isso começamos naquela mesma tarde providenciar botes para que pudéssemos chegar ás embarcações mesmo antes delas chegarem ao porto. Sabíamos que era uma tarefa audaciosa e que precisaríamos muito da ajuda de nossos deuses.Quando falei minha ideia para meu povo logo surgiram muitos negros para se juntar ao meu exercito de libertação. Por alguns dias montamos nossas estratégias. Atacaríamos principalmente as embarcações que chegavam a noite, nas encostas, pois era difícil que os tripulantes conseguissem ver pequenos botes em direção ao seu navio negreiro na escuridão do mar; depois, com cordas tomaríamos os navios pela lei do facão. Quem se atrevesse a se opor morreria e era jogado para os peixes. Muitos se atreveram! Tínhamos muito medo de que não desse certo, mas no ano de 1700 se espalhou o boato de que negros atacavam aos navios negreiros, comandados por uma negra, princesa de Cabinda... Zacimba Gaba. Aquela princesa, que parecia frágil, incorporava definitivamente a figura de uma guerreira, e de facão em punho e coroa na cabeça surgia na lâmina d’água, como o andar pelas ondas do mar. Comandando as pequenas canoas e atacando as embarcações negreiras pelos flancos... ?como um raio na escuridão?. Logo, a cada navio saqueado e negros libertos, nosso quilombo crescia em numero e poder e quanto mais crescia maior era a ameaça para os brancos e maior era a segurança para nós negros.Mas nestas noites, neste tempo de vida, aprendi uma lição muito importante. Toda princesa tem que cuidar de seu povo. Tem que torna-lo forte para que possa vencer as batalhas. Uma mulher Negra não pode se acovardar e se dobrar à vontade do seu algoz, pois a mulher Negra traz em seu sangue a honra de suas ancestrais, o poder de suas deusas e a história de seu povo. Isso deve ser defendido ainda que suas escolhas justifiquem sua própria morte. Cena 12 A morte da guerreira. Foi em uma noite de lua minguante. O mar estava agitado e ventava muito. Duas embarcações surgiram próximas ao rio Itaúnas com sinais visíveis de que traziam escravos. Distantes, umas mil braças mar adentro, avistamos as velas dos navios. Preparamos as canoas e afiamos nossos facões... E esperamos algumas horas mais para uma melhor aproximação. Lembro-me de ver os músculos salientes e fortes dos negros brilhando pelo clarão da lua, e de suas mãos ágeis que faziam com que as canoas flutuassem no ritmo acelerado por entre as ondas. A rapidez dos movimentos e a destreza dos guerreiros davam a entender que mais uma vez seriamos vitoriosos. Zacimba Gaba, princesa libertária, estava à frente daquela legião de negros livres, buscando a liberdade para os que também foram arrancados de suas terras... Muito... Muito distantes. Cercamos na calada do mar o primeiro navio, que não ofereceu resistência, Subimos pelos flancos, mas fomos surpreendidos pela tripulação que estava acordada e fortemente armada de mosquetão e clavinote, tendo ainda o outro navio a atacar os que ainda estavam no mar. Naquela noite, pela primeira vez, tive medo. Uma luta encarniçada tomou conta do mar de que só o mar é testemunha...Assim Zacimba Gaba, princesa guerreira de Cabinda, que soube esperar toda a juventude para livrar-se de seu senhor, liderou seu povo contra as atrocidades do homem branco. Princesa de feições finas e olhos esfumaçantes e que possuía uma coragem de mulher... Mulher Negra... Terminou a vida de lutas no mar... como um raio na escuridão... Zacimba Gaba negra de todos, mas que nunca foi de ninguém, mulher que amava a todos, mas que nunca amou ninguém, princesa que serviu a todos, mas que nunca serviu ninguém... Morreu na luta encarniçada, enfrentando o estanho com seu facão, como deveria ser. E hoje sua alma corre solta pelos campos e savanas de sua amada mãe África, seu lar, e não há chibatada que a faça temer e impedir que seja livre, pela historia e pelo resto de sua eternidade. Fim.

Objetivos

OBJETIVO GERAL: Propagar o conhecimento e a valorização da cultura negra em escolas da rede de ensino municipal do Espírito Santo, localizadas em áreas com baixo desempenho socioeconômico e elevado índice de homicídio entre jovens negros. OBJETIVO ESPECÍFICO: ESPETÁCULO ZACIMBA GABA - A HISTÓRIA DE UMA GUERREIRA - Realizar duas apresentações do espetáculo "Zacimba Gaba - A história de uma guerreira" em duas escolas da rede de ensino público do município da Serra/ES, atendendo até 600 pessoas gratuitamente. - Realizar duas apresentações do espetáculo "Zacimba Gaba - A história de uma guerreira " em duas escolas da rede de ensino público do município de Vitória/ES, atendendo até 600 pessoas gratuitamente. - Realizar duas apresentações do espetáculo "Zacimba Gaba - A história de uma guerreira" em duas escolas da rede ensino público do município de Cariacica/ES, atendendo até 600 pessoas gratuitamente. - Realizar duas apresentações do espetáculo "Zacimba Gaba - A história de uma guerreira" em duas escola da rede ensino público do município de Vila Velha/ES, atendendo até 600 pessoas gratuitamente. - Realizar duas apresentações do espetáculo "Zacimba Gaba - A história de uma guerreira" em duas escola da rede ensino público do município de Guarapari/ES, atendendo até 600 pessoas gratuitamente. - Realizar três apresentações do espetáculo "Zacimba Gaba - A história de uma guerreira" em duas escola da rede ensino público do município de Linhares/ES, atendendo até 600 pessoas gratuitamente. - Fazer a cobertura na íntegra de toda circulação do espetáculo "Zacimba Gaba - A história de uma guerreira" com gravações e fotos. 01- OFICINA DE PERCUSSÃO BRASILEIRA PANDERÊ (CONTRAPARTIDA SOCIAL) - Como contrapartida social será realizada a oficina gratuita de percussão brasileira "Pandeiro para todos" em duas escolas da rede de ensino público do município de Cariacica/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes), atendendo até 50 pessoas gratuitamente. - Como contrapartida social será realizada a oficina de percussão brasileira "Pandeiro para todos" em duas escolas da rede de ensino público do município da Vitória/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes), atendendo até 50 pessoas gratuitamente. - Como contrapartida social será realizada a oficina de percussão brasileira "Pandeiro para todos" em duas escolas da rede de ensino público do município de Vila Velha/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes), atendendo até 50 pessoas gratuitamente. - Como contrapartida social a oficina de percussão brasileira "Pandeiro para todos" em duas escolas da rede de ensino público do município de Linhares/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes), atendendo até 50 pessoas gratuitamente. - Como contrapartida social será realizada a oficina de percussão brasileira "Pandeiro para todos" em duas escolas da rede de ensino público do município de Guarapari/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes), atendendo até 50 pessoas gratuitamente. - Realizar como contrapartida social a oficina de percussão brasileira "Pandeiro para todos" em duas escolas da rede de ensino público do município de Serra/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes), atendendo o total de até 50 pessoas gratuitamente. 02- OFICINA DE INICIAÇÃO TEATRAL - TEATRO NEGRO (CONTRAPARTIDA SOCIAL) - Realizar como contrapartida social a oficina de Iniciação Teatral "Negro Em Cena" em duas escolas da rede de ensino público do município de Vila Velha/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes). - Realizar como contrapartida social a oficina gratuita de Iniciação Teatral "Negro Em Cena" em duas escolas da rede de ensino público do município de Serra/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes). - Realizar como contrapartida social a oficina gratuita de Iniciação Teatral "Negro Em Cena" em duas escolas da rede de ensino público do município de Cariacica/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes). - Realizar como contrapartida social a oficina gratuita de Iniciação Teatral "Negro Em Cena" em duas escolas da rede de ensino público do município de Linhares/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes). - Realizar como contrapartida social a oficina gratuita de Iniciação Teatral "Negro Em Cena" em duas escolas da rede de ensino público do município de Guarapari/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes). - Realizar como contrapartida social a oficina gratuita de Iniciação Teatral "Negro Em Cena" em duas escolas da rede de ensino público do município de Vitória/ES, com limite de 26 pessoas por oficina (1 oficineiro + 25 participantes).

Justificativa

"Os jovens negros e pardos, moradores de periferia e com o ensino fundamental não concluído são os que mais morrem vítima de homicídio no estado do Espírito Santo", segundo dados do "Atlas da Violência", divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Malungo quer dizer, na gíria falada pelos negros brasileiros durante a escravidão, "companheiro", pessoa da mesma condição. O projeto quer estimular a cultura negra nas escolas públicas a fim de reduzir a taxa de evasão escolar de jovens negros do ensino fundamental. Objetivando em preservar a memória e a importância da cultura afro-brasileira em futuras gerações, dito no Art. 1° I e III da lei 8.313 de Incentivo à Cultura. O Circuito Malungo nas Escolas Capixabas é fundamentado na Lei 10.639/03, alterada pela Lei 11.645/08, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio, fortalecendo a relação da criança com sua herança cultural. Atendendo ainda a IN02/2019 artº 22 O Circuito Malungo irá oferecer como contrapartida social, duas oficinas de formação cultural durante a realização do projeto.

Estratégia de execução

- LOCAÇÃO E ALUGUEL DO SOM: Considerando à distância entre os municípios escolhidos e os futuros locais das apresentações, optamos por fazer a locação de cada equipe de som junto do seu município selecionado, assim reduzimos custos de frete intermunicipal. Isto torna o nosso orçamento mais baixo no setor LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS. - ALUGUEL DE TRANSPORTE DE MATERIAL E EQUIPE NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO: Optamos por alugar um automóvel em cada município escolhido pela circulação para facilitar o transporte dos materiais necessários para a apresentação do evento bem como a equipe do projeto. - HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO EQUIPE DO PROJETO: Será necessário a hospedagem da equipe do projeto do Rio de Janeiro: dois atores e um músico oficineiro em cada município de apresentação, bem como alimentação, incluindo almoço e jantar. - CONTRATAÇÃO EQUIPE AUDIOVISUAL PARA REGISTRAR A CIRCULAÇÃO: Será contratada uma equipe de audiovisual local (filmagem, fotos e captação de áudio) para gravação do espetáculo na íntegra e cobertura do Circuito Malungo nas Escolas Capixabas. - AQUISIÇÃO DO INSTRUMENTO “PANDEIRO” PARA REALIZAÇÃO DAS OFICINAS: Tendo em vista a impossibilidade e a desvantagem de uma locação para esse instrumento, será necessária a aquisição de 25 pandeiros de material couro ou nylon com corpo de madeira e tamanho de 10 polegadas para a circulação da oficina de percussão brasileira “Panderê" no Circuito Malungo em Escolas Capixabas.

Especificação técnica

ESPETÁCULO "ZACIMBA GABA – A HISTÓRIA DE UMA GUERREIRA"O espetáculo terá duração de cinquenta minutos e contará com uma atriz em cena acompanhada de uma musicista na sonoplastia. A equipe técnica da circulação será formada por produção local, assistente de produção, fotógrafo e um intérprete de libras para garantir a acessibilidade à deficientes auditivos.O cenário, o figurino e o enredo do espetáculo contarão a temática afro-brasileira e serão definidos no período da pré-produção.Será necessário o uso de som para melhor performance do espetáculo:- 1 microfone condensador lapela para uso da atriz;- 1 microfone dinâmico para uso da sonoplastia;- 1 Caixa de som ativa grande;- 1 Caixa de som passiva média para retorno dos artistas;- 1 Suporte para caixa de som;- 1 Mesa de som com 6 canais;- 2 pedestais para suporte do microfone dinâmico.Para divulgação do projeto será necessário:- Identidade visual e site do projeto realizado por um designer;- 1 ensaio de fotos posada com a atriz para confecção das artes;- Ações presenciais de pré-divulgação nas escolas selecionadas;- Uniformes personalizados para melhor comunicação;- Posts patrocinados nas redes sociais que alcancem o público alvo da região selecionada.CONTEÚDO PRAGMÁTICO DA OFICINA "PANDEIRO PARA TODOS"Tema: Os ritmos brasileiros com influências africanas.1. Alongamento dos braços e das mãos.2. Breve história da origem do instrumento e a popularização do pandeiro na música brasileira.3. Conhecendo os ritmos brasileiros.4. Aplicando ritmo e coordenação motora junto do método d’O passo em pequenos grupos de 5 participantes.5. Tirando as primeiras notas no instrumento (graves, agudos e médios)Metodologia: Será utilizado o método d’O passo, de Lucas Ciavatta, para melhor compreensão do ritmo e da unidade de tempo por todos.Número de participantes por oficina: 1 oficineiro + 25 participantes.Carga horária: 45 minutos.Classificação: LIVRE.Para a realização da oficina serão necessários:- Aquisição de 25 pandeiros de couro e corpo de madeira no tamanho de 10 polegadas para a realização dasoficinas gratuitas;- 25 capas de pandeiro tamanho 10 polegadas feitas com material sinteco a fim de prevenção à danos materiais;METODOLOGIA OFICINA INICIAÇÃO TEATRAL "NEGRO EM CENA"Tema: "Performance a partir da vivência com elementos da cultura afro-brasileira".1. Breve preparação corporal e vocal;2. Bate papo sobre a origem do teatro e referências negras;3. Esquetes com temáticas improvisadas;4. Jogos teatrais que envolvam dinâmica e coletividade;5. Montagem de uma cena improvisada com o tema sorteado.Metodologia: Roda de conversa sobre racismo e desafios da criação artística negra em cena.Número de participantes por oficina: 1 oficineiro + 25 participantes.Carga horária: 45 minutosClassificação: LIVRE

Acessibilidade

Para proporcionar o acesso a todos, o Circuito Malungo nas Escolas Capixabas, proverá cuidados especiais aos portadores de Necessidades Especiais, as exigências cumprem, a Lei 13.146/2015, que instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Durante todas as apresentações do espetáculo serão cumpridas as seguintes medidas: Espetáculos Teatrais ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Um profissional de libras local, preferencialmente negro, será contratado para acompanhar a circulação do projeto a fim de garantir o acesso de deficientes auditivos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Serão disponibilizados dispositivos móveis com audiodescrição. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES COM MOBILIDADE REDUZIDA: Rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados. CONTRAPARTIDAS - Oficina de Percussão e Iniciação teatral - Teatro Negro ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Um profissional de libras local, preferencialmente negro, será contratado para acompanhar a circulação do projeto a fim de garantir o acesso de deficientes auditivos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Serão disponibilizados dispositivos móveis com audiodescrição. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES COM MOBILIDADE REDUZIDA: Rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados.

Democratização do acesso

Todas as apresentações serão em escolas da rede de ensino público municipal e abertas para a comunidade presente, respeitando a capacidade máxima de lotação. Visando gerar o maior público possível para fruírem das ações do projeto de acordo com os artigos III E IV referente à IN 02/2019: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do Art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; A proposta é atingirmos os seguintes públicos: - APRESENTAÇÕES DO ESPETÁCULO "AFRICANIDADES": Média de 300 pessoas por exibição, durante 18 espetáculos em circulação em 6 municípios do Espírito Santo. Estimação de alcance de público total: Até 5.400 pessoas gratuitamente. CONTRAPARTIDAS: Após o término de cada espetáculo, serão realizadas 2 oficinas em cada escola selecionada: Percussão Brasileira e Iniciação Teatral. 01 - OFICINA DE PERCUSSÃO: A formação educativa será desenvolvida através da oficina de percussão “Panderê”, que tem como foco o instrumento pandeiro. Serão disponibilizadas 25 vagas gratuitamente, durante 18 oficinas distribuídas em 6 municípios do ES. Estimação de alcance de público total: Até 450 participantes gratuitos. Carga horária: 1 HORA. 02 - OFICINA DE INICIAÇÃO TEATRAL: A oficina de Iniciação Teatral "Negro em Cena" é direcionada para estudantes artistas e não artistas e visa criar a conexão dos participantes com o universo teatral sob uma metodologia de criação em performance a partir da vivência e treinamento com elementos da cultura afro-brasileira e teatro negro. Serão disponibilizadas 25 vagas gratuitamente, durante 18 oficinas distribuídas em 6 municípios do Espírito Santo. Estimação de alcance de público total: Até 450 participantes gratuitos. Carga horária: 1 HORA * A reserva das vinte e cinco vagas de cada oficina será preferencialmente para alunos e professores da instituição, podendo ser aberta ao público em caso de desistência ou vagas remanescentes. A inscrição será feita através de preenchimento de ficha na secretaria da escola e/ou formulários online produzidos pela produção local, divulgada previamente, e o controle de acesso será por lista de presença. *

Ficha técnica

PROPONENTE: RAPHAELA ALMEIDA SANTOS 15934142771 – CANARINHO PRODUTORA – GERENTE DE PRODUÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL. Formada em Gestão de Recursos Humanos, como proponente será responsável por toda execução do projeto, gestão da captação de recursos humanos e financeiros, relacionamento com os patrocinadores, planejamento estratégico, contratação de equipe e prestação de contas. RAPHA MORRET: MÚSICO E OFICINEIRO DE PERCUSSÃO. Possui formação técnico musical em percussão pela Faetec/RJ. Foi educadora musical do Sesc, Cacique de Ramos e Som das Comunidades. Já tocou com artistas: Teresa Cristina, LanLanh, Dorina, Áurea Martins. Desenvolveu um módulo do workshop ?O teatro e a rua? e projeto ?Beleza Negra?, contemplados pela Prefeitura do RJ em 2016 e 2017 em parceria com o Grupo Teatral Aslucianas. É idealizadora dos projetos: Empandeiradas, Firula Nossa e Raízes DANA OLIVER: ATRIZ 1 E OFICINEIRA DE TEATRO. Formada em licenciatura em Artes pela Universidade Claretiano e técnica em Teatro pela FAFI/ES. Possui mais uma década de experiência no teatro e cinema. Foi educadora teatral nas atividades socioeducativas do Núcleo Afro Odomodê no resgate da cultura afro-brasileira através Coordenação de Políticas dos Direitos da Juventude em Vitória/ES. Ganhou o prêmio de melhor atriz com o espetáculo - O Cortiço dos Anjos (2018). No cinema, foi protagonista do filme - Abelha Rainha (2019), um curta-metragem da Caju Produções, lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Cine Açude Grande em Cajazeiras/PA. Em 2020 integrou a "Ocupação Ovárias", movimento indicado ao Prêmio Shell de Teatro em 2019, pela Inovação em fomentar o protagonismo artístico das mulheres negras VÃO BRINCAR REALIZAÇÕES: PRODUÇÃO LOCAL (ES) Com sede em Vila Velha/ES, realizará o processo de seleção e comunicação com as escolas locais definidas juntamente com a gestão do projeto no período de pré-produção, executando as visitas técnicas, fazendo observações e comunicação direta com a gestão do projeto de modo a supervisionar a instalação dos equipamentos necessários para as apresentações do espetáculo e espaço para a realização das contrapartidas. ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: À CONTRATAR DIREÇÃO CÊNICA: À CONTRATAR DIREÇÃO MUSICAL: À CONTRATARFOTÓGRAFO: À CONTRATAR DESIGNER: Á CONTRATAR EQUIPE AUDIOVISUAL LOCAL: À CONTRATAR EQUIPE SOM LOCAL: Á CONTRATAR INTÉRPRETE DE LIBRAS LOCAL: À CONTRATAR

Providência

Prestação de Contas Reprovada por Omissão no Dever de Prestar Contas.

06/05/2026Prestação
Prestação de contas desaprovada com notificação de cobrança

Histórico inicial = baseline (situação atual no momento da primeira ingest). Próximas mudanças de status serão capturadas automaticamente a cada nova sincronização SALIC.

Cariacica Espírito SantoGuarapari Espírito SantoLinhares Espírito SantoSerra Espírito SantoVila Velha Espírito SantoVitória Espírito SantoRio de Janeiro Rio de Janeiro