| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 06628333000146 | FARMACE - INDUSTRIA QUIMICO-FARMACEUTICA CEARENSE LTDA | 1900-01-01 | R$ 869,7 mil |
Nos 150 anos da ordenação e instalação do Padre Cícero Romão em Juazeiro do Norte, produzir e distribuir documentário de média metragem (50 min), evidenciando referências e o patrimônio cultural relacionado ao sacerdote na sua cidade natal (Crato-Ce), trazendo informações sobre sua passagem pelo Seminário da Prainha em Fortaleza. Na investigação acerca da infância, juventude e das influências sobre o Padre Cícero no Cariri Cearense, a obra vai destacar a presença do Padre Ibiapina e a ação sociocultural dos beatos populares no Sertão. O vídeo será lançado no âmbito do sesquicentenário por meio de atividades presenciais, Dvd e plataformas digitais gratuitas, com contrapartidas sociais para fortalecer a Educação Patrimonial em espaço museugráfico e 10 escolas públicas.
Cícero Romão Baptista nasceu no domingo 24 de março de 1844, perto das cinco horas da manhã, em uma casa pertencente a Antônio Romão, localizada na antiga Rua Grande, 157, atual Rua Miguel Lima Verde no município de Crato-Ce. Quem conta é o Padre Ágio Augusto Moreira (1917-2019), um dos mais ilustres e queridos moradores do povoado do Belmonte, agora descansando mansamente em uma capelinha nas franjas da Chapada do Araripe. De acordo com os relatos do velho cura, fundador da Sociedade Lírica do Belmonte, o primogênito de Joaquim Romão Baptista e Joaquina Vicência Romana viveu mais de 90 anos, tornando-se o mundialmente famoso Padre Cícero Romão Batista. “Santo Padre Cícero, o mais importante santo brasileiro”, sintetizou Dr. Abelardo Montenegro, o sociólogo maior do Ceará, em uma de suas últimas entrevistas, concedida pouco antes de completar 96 anos. Filho de um comerciante empobrecido, o cidadão Cícero Romão Baptista descende de heróis cívicos da região nomeada Cariris Novos ou Cariri Cearense, localizada na porção Sul do Ceará, encravada na fronteira com os Estados de Pernambuco, Paraíba e Piauí. O bisavô materno, Francisco Gomes de Melo, no longínquo 21 de junho de 1764, teria sido o primeiro patriarca a tomar posse como capitão-mor da Vila Real do Crato, povoado que se desenvolvia pelas culturas do boi, do couro e dos engenhos de rapadura movidos pelo braço escravo. A família Romão Batista não era considerada rica porém tinha preocupação com a instrução dos filhos. O menino Cícero aprendeu a ler e escrever com o pai, na adolescência, foi enviado para estudar no Colégio do Padre Inácio de Sousa Rolim na cidade de Cajazeiras (Pb), onde teve acesso ao que de melhor era possível em matéria de Educação no Sertão nordestino desse tempo. A vocação religiosa teria sido despertada aos 12 anos. Na juventude no Crato, ao lado dos estudos preparatórios com a intenção de ingressar no Seminário da Prainha em Fortaleza e seguir como um homem da Igreja, Cícero convivia com beatos e beatas que transmitiam saberes relacionados a uma tradição de missionários populares, muito presentes no Brasil desde os primórdios da colonização. Na segunda metade do século XIX, quando o jovem Cícero iniciava a caminhada terrena, a violência da sociedade patriarcal escravocrata vigorava nos sertões brasileiros. No Crato, a injustiça e a impunidade contrastavam com a dignidade, o bom exemplo e as palavras humanistas do Padre Mestre Ibiapina (José Antônio Pereira), liderança maior do que veio a ser nomeado de “mundo dos beatos sertanejos” pela profa. Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros. Saudoso do tempo de criança que viveu com a família no Crato, Padre Ibiapina decidiu sediar o epicentro da sua obra no meio onde o jovem Cícero estava inserido. Padre Ibiapina, a quem Cícero teve oportunidades de ouvir pessoalmente nas décadas de 1850 a 1870, ergueu um projeto sociocultural popular sem precedentes na história do Brasil, porém duramente combatido pelas autoridades religiosas do seu tempo. A atuação abrangeu regiões interioranas de quatro estados nordestinos: o Cariri Cearense em Crato, Barbalha, Missão Velha, Porteira e Milagres; os Cariris Velhos em Cajazeiras e Sousa, a Serra da Borborema em Santa Luzia, Pariri, Soledade, Pocinhos, Arara, Areia, Pilões, Alagoa Nova, Alagoa Grande e Campina Grande; atingiu o Alto Capibaribe em Gravatá e Bezerros, o Pajeú em Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo; chegou ao Rio Grande do Norte em Acaraú e à fronteira do Ceará com o Piauí em Sobral. Assim, o jovem Cícero assumiu a vocação para o sacerdócio mediando a formação cultural junto da mãe, das beatas e beatos do Padre Ibiapina, com os estudos no Colégio do Padre Rolim em Cajazeiras e no Seminário de São Vicente de Paulo (Prainha) em Fortaleza (1865-1870). Depois de vencer a precariedade financeira e a desconfiança dos professores Lazaristas que condenavam sua condição de menino beato, o jovem conseguiu a ordenação em 30 de novembro de 1870, na Catedral de Fortaleza, por vontade do primeiro bispo do Ceará, D. Luís Antônio dos Santos, que pretendia fazer dele o agente da romanização dos costumes nos sertões. Quando o jovem Cícero retornou para o Crato ainda em dezembro de 1870, primeiramente celebrou na capelinha do distrito de Santa Fé e depois passou a frequentar o distrito de Juazeiro, com o intuito de colaborar com o Padre Manuel Almeida, pároco local. Padre Cícero iniciou o sacerdócio na Capela de Nossa Senhora das Dores perto do Natal de 1871 e no ano seguinte instalou-se definitivamente no povoado de Juazeiro, acompanhado da mãe D. Quinô, da irmã Maria Angélica e de uma mulher de pele negra e idade avançada. No mesmo ano quando o jovem Padre Cícero recebeu a direção espiritual do distrito, a perseguição ao Padre Ibiapina atingiu o ápice e a liderança dos Beatos foi forçada a sair do Ceará pelo bispo D. Luis dos Santos. Com a alegação de estar a prestar um grande serviço para a pureza da religião, o diocesano tomou as Casas de Caridade e expulsou os beatos, tentando colocar um ponto final à obra que entusiasmava a população sertaneja. Retirado do Crato amado, Ibiapina prosseguiu sua missão civilizatória nos Cariris Velhos, na Serra da Borborema e nos brejos paraibanos, escolhendo residir na Casa de Caridade de Santa Fé em Solânea, onde veio a falecer em 1883 e está sepultado, atraindo uma romaria de devotos anualmente no mês de fevereiro. Enquanto o Padre Mestre partia do Cariri Cearense para nunca mais retornar, cobrindo a região de tristeza e saudade, Padre Cícero, visto como um dos frutos mais promissores da romanização ensinada no Seminário da Prainha, era nomeado o sétimo capelão do distrito cratense de Juazeiro. Em terra conflagrada por violentas medições de poder entre coronéis, assolada por secas e a fome, Padre Cícero, procurando mirar os exemplos dos beatos e dos santos, recebeu a ricos e pobres com igual gentileza e atenção, benzeu, confessou, aconselhou, casou, batizou, receitou meizinhas, curou loucos e enfermos, encomendou almas, desconjurou fantasmas, celebrou a paz entre famílias beligerantes, intercedeu pelos famélicos junto ao governo, fez circular a riqueza como se dirigisse um banco popular, apoiou a abertura de oficinas de artesanato, as gráficas de cordel, os poetas, cantadores, repentistas e os mestres de reisado, fixou o homem no campo e orientou o trabalho pelo o que hoje seria chamado de agroecologia, colocando sempre o ser humano, a cultura e meio ambiente como questões centrais do desenvolvimento, tornando-se um santo aos olhos e no coração da sua gente. Uma vez que o média metragem traz conteúdos positivos, instrutivos acerca da história, do patrimônio e da cultura brasileira, sem apelar para recursos narrativos como cenas de violência explícita ou fantasiosa, presença de armas, medo, tensão, angústia, terror, linguagem chula ou depreciativa, exaltação do consumismo ou qualquer outro elemento que prejudique o desenvolvimento psicológico de crianças, a classificação indicativa etária, de acordo com o Guia Prático do Ministério da Justiça, é LIVRE.
Objetivo geral: Em 2021, no âmbito dos 150 anos da ordenação e chegada do Padre Cícero em Juazeiro do Norte, produzir um documentário de média metragem, resolução 1920x1080, classificação indicativa livre, identificando origens, referências culturais, percursos e memórias do nome maior do hagiológio popular brasileiro no Crato, a sua cidade natal. Objetivos específicos: - Por meio da produção do documentário, identificar lugares de memória e referências culturais do Padre Cícero no Crato, como o imóvel onde nasceu, onde residiu, estudou, a capela rural na qual celebrou pela primeira vez e outros elementos com imenso valor histórico hoje encobertos no território; - Ao confrontar a experiência cultural do jovem Cícero junto com os beatos do lendário Padre Mestre Ibiapina no Crato com a sua formação no Seminário da Prainha em Fortaleza, trazer uma chave importante para a compreensão do modelo de trabalho que o Padre Cícero veio a desenvolver em Juazeiro do Norte; - Ao identificar as referências culturais do Padre Cícero na cidade natal, gravar em vídeo e mostrar expressões como Reisado, Banda Cabaçal, Dança de Maneiro Pau, Dança do Coco, Lapinha, poetas, cantadores, violeiros, festas de santo e pegas de boi que persistem até os dias atuais no Cariri Cearense, fortalecendo a memória, os saberes tradicionais e o patrimônio imaterial; - Proteger o acervo audiovisual reunido pelo proponente durante 10 anos de pesquisas no Cariri Cearense, com cerca de 100 horas de gravações abrangendo entrevistas com pesquisadores, religiosos, mestres da cultura, moradores, romeiros e imagens de festas populares, a ser disponibilizado para apoiar a confecção do vídeo e a realização das contrapartidas sociais do projeto; - Promover a exibição da obra em atividades públicas, gratuitas e presenciais em Crato, Juazeiro do Norte, Fortaleza e Rio de Janeiro, como também em Sobral-Ce onde o Padre Ibiapina nasceu e em Solânea-Pb onde está sepultado, com o apoio de parceiros locais; - Distribuir o vídeo por meio de plataformas digitais gratuitas e tiragem comemorativa de 3 mil Dvds, a serem doados ou vendidos a preços populares, visto que a mídia continua a preferida dos milhares de romeiros que visitam o Cariri Cearense, na maioria pessoas de menor renda que tem o costume de adquirir o item como lembrança da viagem. Assim, a obra alcançará grande difusão, chegando pelas mãos dos peregrinos nos sertões mais recônditos do Nordeste; - Ao mostrar as origens do Padre Cícero no Crato para o Brasil e o mundo, colaborar para o Desenvolvimento Regional Sustentável no Cariri Cearense, induzindo a valorização do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, a Economia Criativa e o Turismo; - Como contrapartida social, doar o acervo audiovisual sobre mestres e expressões culturais populares reunido pelo projeto para a Casa Museu do Padre Cícero em Juazeiro do Norte, colaborando para a salvaguarda da memória e a criação de uma expografia inédita sobre as tradições estimuladas pelo sacerdote, possibilitando a pesquisa e a fruição por parte do grande número de visitantes que procuram o espaço diariamente; - Como contrapartida social, realizar atividades formativas em 10 escolas públicas de Crato e Juazeiro do Norte, por meio da exibição do vídeo seguida de roda de conversa com o diretor da obra, um mestre da cultura popular e um turismólogo, visando sensibilizar as novas gerações para o cuidado com o patrimônio cultural, colaborando com os moradores e as instituições nos esforços para o desenvolvimento da região como destino do turismo cultural.
Ao propor a produção do documentário "Padre Cícero no Crato", o proponente assume a responsabilidade de retratar o nome mais vivo, forte e polêmico da religiosidade popular do Brasil, presente nas formas do catolicismo sertanejo, religiões de matrizes africanas, indígenas e nas mais diferentes linhas espiritualistas. Padre Cícero dá sentido de mundo a cerca de 40 milhões de brasileiros, é um indutor da economia, da cultura e motiva a continuidade de bens percebidos como patrimônio cultural. Ao reconhecer sua vida como exemplar e enviar seu nome para a "Secretaria da Causa dos Santos", o Papa Francisco pode declarar sua beatificação a qualquer momento. Cícero Romão Batista nasceu a 24 de março de 1844 no Crato-Ce e abraçou a vida missionária por influência de José Antônio Pereira, o lendário Padre Mestre Ibiapina (1805-1883), que por meio de uma "Irmandade de Beatos" populares acolhia e educava os sertanejos na segunda metade do século XIX. Num largo território desafiado pelas intempéries e a fome, Ibiapina mobilizou um projeto sociocultural sem precedentes na história do Brasil, por meio de 22 Casas de Caridade em quatro estados (CE, PE, PB e RN), tendo como epicentro o Crato na década de 1860. Após a ordenação a 30 de novembro de 1870 em Fortaleza, Cícero voltou para o Crato onde iniciou a vida sacerdotal, mediando saberes do mundo beato com os aprendizados recebidos no Seminário da Prainha. Em 1872, ao tempo em que Ibiapina era expulso do Ceará pelo bispo contrário às ideias dos beatos, o novato Cícero instalava-se no distrito cratense de Juazeiro, onde viveu até os 90 anos e veio tornar-se o Santo dos nordestinos. O olhar da pesquisa mostra que antes do famoso "Milagre da Hóstia" do Padre Cícero com a Beata Maria de Araújo em Juazeiro (1889), a representação popular do "Padrinho Cirço" pelos artistas já difundia a lenda e consolidava a canonização pelo povo, admirado com seu despreendimento e conselhos. Como divisor de águas, o sangramento da hóstia na comunhão da beata deflagrou um embate entre apologistas e detratores do Padre Cícero, alimentado pela Diocese do Ceará, para quem os chamados "Factos do Joaseiro" consistiam de mais um embuste dos beatos. No contexto de desmoralização do Padre Cícero pela Igreja, uma parcela da população do Crato, a primeira a crer no milagre, sentiu-se enganada e passou a repudiar o sacerdote, os romeiros e as culturas do mundo beato. Por orientação do bispo D. Joaquim José Vieira, a partir de 1892, os padres foram instruídos a convencer os cratenses de que beatos eram atrasados e fanáticos, semeando uma discórdia na cidade natal do Padre Cícero e entre Crato e Juazeiro que perdura até hoje. Em 2002, após mais de um século de repúdio, a Diocese de Crato recebeu ordens do Pontífice para reconciliar-se com o Padre Cícero e os milhões de romeiros que visitam Juazeiro anualmente. A autorização para leigos consultarem itens sigilosos, como as cartas trocadas entre os membros do clero e os Autos do Processo sobre os "Factos do Joaseiro", aconteceu no centenário de emancipação de Juazeiro em 2011. Desde então, o próprio Bispo do Crato passou a elogiar o Padre Cícero, porém, as décadas da pregação do embuste no púlpito e nas escolas construíram sólidos preconceitos. A população cratense não consegue responder perguntas simples como onde Padre Cícero teria nascido, o nome da mãe, onde estudou, trabalhou ou rezou. Como traço identitário peculiar, moradores chegam a repelir o turista curioso acerca das origens do Santo e a comunidade não participa da economia movimentada pelos romeiros em visita ao Cariri. No entanto, ainda que encobertas ou ignoradas, diversas referências culturais continuam de pé no território e a memória popular, por meio de reisados, bandas cabaçais, rezadeiras ou camponeses da Chapada do Araripe, revela-se rica em saberes, modos de vida e tradições que ajudam a reconstituir as pegadas do santo na terra natal. Pelo exposto, o projeto "Padre Cícero no Crato" é uma produção independente, resultante de 10 anos de pesquisa, desenvolvido na convivência com os principais estudiosos e os mestres da Cultura Popular. O produtor busca o amparo da Lei de Incentivo à Cultura para alcançar as metas descritas na linha (a) do II objetivo do Art. 3º da Lei 8313/91, em específico, fomento à produção cultural e artística, mediante a produção de vídeo documentário de média metragem, com a preservação do acervo reunido pelo proponente e a reprodução da obra de caráter cultural. Ao recuperar memórias do Padre Cícero na cidade natal, o documentário vai evidenciar um patrimônio cultural na forma de edificações, saberes tradicionais, modos de vida, festas, dança, poesia e artes visuais (xilogravura). O projeto se enquadra no Inciso IV do Art. 1º da Lei 8313/91, vai fortalecer expressões culturais de grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional, como também no Inciso V, ao reforçar a urgência da adoção de salvaguardas para a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver desses segmentos. Dado o interesse mundial em torno do Padre Cícero e das culturas populares do Cariri Cearense, a proposta enseja um produto de valor universal, formador e informador de conhecimento (Inciso VIII do Art. 1º da Lei 8313/91). O projeto se enquadra no Inciso III do Art. 1º da Lei 8313/91, pois vai apoiar, valorizar e difundir as manifestações culturais do Cariri e seus respectivos criadores que são os Mestres da Cultura, inserindo profissionais locais na equipe técnica, colaborando para promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística, com valorização de recursos humanos e conteúdos da região retratada (Inciso II do Art. 1º da Lei 8313/91). De acordo com a literatura, na virada do século XIX para XX, até 250 pessoas chegavam por dia em Juazeiro, entre elas mestres de Reisado, Guerreiro, Banda Cabaçal, poetas, cantadores, entre outros. Por costume, o peregrino primeiro visitava o Padre Cícero e pedia sua permissão para residir na cidade. Durante a conversa, era comum o padre perguntar o que o romeiro sabia fazer e quando este respondia que era mestre da cultura, ele o orientava a continuar a tradição. Antes de iniciarem as festas do Ciclo Natalino, reisados, guerreiros, cabaçais e outros grupos se dirigiam à casa do Padre Cícero para que ele assistisse e aprovasse a brincadeira. Durante a exibição, o sacerdote orientava como melhor desenvolver o brinquedo, fazia recomendações sobre o comportamento dos brincantes, abençoava os grupos, dava cartas para que fossem recebidos e apoiados pelas famílias. Nessa metodologia, Juazeiro tornou-se um abrigo de culturas populares, agora na quarta ou quinta geração de famílias brincantes. Hoje a casa onde o Padre Cícero residiu é um patrimônio tombado pelo município. O prédio abriga a Casa Museu do Padre Cícero, com a cama onde ele dormiu, móveis, louça, vestimentas, livros, entre outros pertences. No entanto, o Museu não faz qualquer menção às expressões culturais que ele tanto recebeu e estimulou. Efetivamente, Juazeiro ainda não possui um centro de referência para a chamada tradição. Como contrapartidas sociais, o proponente almeja desenvolver atividades para Educação Patrimonial em 10 escolas públicas do Cariri e doar o acervo audiovisual reunido pelo projeto para a Casa Museu Padre Cícero constituir uma expografia inédita sobre as expressões culturais apreciadas pelo sacerdote. As medidas se inscrevem nas linhas (a) e (d) do III Objetivo do Art. 3º da Lei 8313/91, pois vão propiciar a preservação e difusão do patrimônio cultural, mediante a formação, organização e ampliação do acervo do museu para a pesquisa e fruição do público, estimulando a proteção das tradições populares nacionais.
Estratégia de abordagem Ao ser criada em 1914, a Diocese de Crato assumiu a guarda dos documentos das paróquias que a constituíram, entre eles as peças do inquérito instaurado em 1891 pela Diocese do Ceará para investigar o chamado Milagre da Hóstia. Após a morte do Padre Cícero, passou a abrigar também parte do acervo do sacerdote, com cerca de 8 mil cartas, bilhetes e telegramas. O “Arquivo do Baú” permaneceu sob sigilo até 2002, quando historiadores da própria Cúria iniciaram a organização de subsídios para o processo de Reabilitação Canônica do Padre Cícero no Vaticano. Em janeiro de 2009, em pesquisa para a realização de um filme documentário sobre o reisado e as culturas populares do Cariri Cearense, o proponente teve a oportunidade de visitar o Departamento Histórico Diocesano do Crato e conhecer o famoso Arquivo do Baú. De acordo com Padre Historiador Francisco Roserlândio de Sousa, o material estava em risco de deterioração e não havia previsão de recursos para a salvaguarda dos itens. Diante do exposto, o proponente disponibilizou-se para elaborar um projeto técnico, com o intuito de criar um plano de trabalho e captar recursos para a preservação dos originais, fazer a digitalização dos itens e a publicação de dois livros, colocando finalmente a público documentação tão relevante para o conhecimento da história. A ideia foi bem acolhida pelo Bispo D. Fernando Panico e o projeto teve êxito na captação de patrocínio junto a parceiros regionais. A "Coleção Padre Cícero e os Fatos do Juazeiro" teve início em julho de 2009, com o objetivo de salvaguardar cerca de 10 mil itens e publicar dois livros, o Volume I, “Processo instruído sobre os Factos do Joaseiro”, com as peças do Inquérito do Milagre da Hóstia e 800 cartas trocadas pelos membros do clero ao tempo da celeuma; o Volume II, “Padre Cícero e a Emancipação Política de Juazeiro do Norte”, pretendeu analisar a participação do sacerdote na política partidária. Os volumes, elaborados por um Conselho Editorial composto por estudiosos de alto nível como Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros, Padre Francisco Roserlândio, Francisco Régis Lopes, Marcelo Camurça, Renato Dantas, Renato Casimiro e Fátima Pinho, foram lançados em 2012. Observa-se que proponente, na condição de idealizador do projeto técnico e membro do Conselho Editorial, recebeu autorização para compulsar a documentação original e responsabilizou-se pelo acompanhamento videográfico da Coleção. Ao lado de registrar as reuniões do conselho, gravou entrevistas com pesquisadores, mestres da cultura, romeiros, a atividade espontânea de grupos de tradição e os festejos populares, com a finalidade de, oportunamente, produzir um documentário ou uma série de Tv com o tema da vida do Padre Cícero. No período seguinte, o proponente veio a realizar outros projetos envolvendo a temática, como o Mestrado Acadêmico "Dia de Quilombo: Cinema e Cultura Popular no Juazeiro do Padre Cícero" (PPCULT/UFF 2016) e a "Cartografia Cultural do Crato" (URCA-2017), aprofundando pesquisas, redes de confiança e reunindo acervo de materiais audiovisuais variados. Assim, o proponente esclarece que o projeto "Padre Cícero no Crato" resulta de pesquisa consistente, apoia-se em uma forte rede de colaboradores e dispõe de acervo de imagens, com 100 horas de materiais gravados em suporte digital. O conjunto de fatores pode facilitar o tratamento do tema proposto, um contato mais profundo com os atores envolvidos e qualificar o produto. Na janela criada pelos 150 anos de ordenação e instalação do Padre Cícero em Juazeiro, que pode vir a ser potencializada com a beatificação pelo Vaticano, ao lado de registrar o momento histórico, o proponente vai recuperar o acervo reunido, acessando conteúdos e entrevistas com grandes nomes como D. Fernando Panico (Bispo Emérito do Crato), Padre Ágio Augusto Moreira (fundador da SOLIBEL – Sociedade Lírica do Belmonte), Padre Giuseppe Venturelli (Diretor do Santuário do Horto-Juazeiro), Abelardo Fernando Montenegro (cientista social), Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros (antropóloga), Diatahy Bezerra de Menezes (sociólogo), Oswald Barroso (escritor e professor da UECE), Napoleão Tavares Neves (escritor memorialista), Renato Dantas (estudioso das culturas do Cariri), Maria de Fátima Morais Pinho (Coordenadora do Curso de História da URCA), Anette Desmoulins (pesquisadora e coordenadora da Pastoral Romeira de Juazeiro), Carlos Gomide (Grupo Carroça de Mamulengos), Poeta Pedro Bandeira (cantador repentista) e Maria Margarida da Conceição (Mestra da Cultura Tesouro Vivo do Estado do Ceará), entre outros. Contrapartidas sociais: Informações sobre a natureza das atividades formativas que, na medida que as condições sanitárias permitirem, serão promovidas pelo proponente nas escolas públicas de Crato e Juazeiro, também podem ser significativas para avaliação da proposta. A ação buscará interagir com os sistemas de Educação, Cultura e Turismo das duas cidades, objetivando informar a juventude e fomentar um laço de solidariedade nas novas gerações. O trabalho será reforçado por meio de uma persistente campanha educativa pelos meios de comunicação (Rádio e TV aberta). Ao tempo em que divulga o projeto, a campanha de Educação Patrimonial vai dar visibilidade para os bens culturais do território, estimulando a participação da sociedade na formulação e promoção de salvaguardas para o patrimônio histórico, as expressões e os mestres da Cultura. O projeto vai selecionar 05 escolas públicas em Crato e 05 em Juazeiro, que se tornarão geminadas ou irmãs durante a ação cultural. No dia da atividade na escola cratense, a comunidade receberá a visita de um ônibus de estudantes da escola irmã de Juazeiro. Quando for a vez da ação acontecer na escola juazeirense, a situação se inverte. A proposta é apresentar o vídeo sempre para duas comunidades conjuntamente, seguida de debate com o diretor da obra, um mestre da Cultura e um turismólogo. A ideia é construir espaços de diálogo para superar de vez antigas rivalidades intermunicipais e entusiasmar os jovens de 12 a 18 anos acerca do patrimônio cultural da região, quebrando preconceitos sobre a cultura popular, tornando-os difusores de informações que auxiliem moradores, pesquisadores e turistas. Muitos dos jovens provavelmente fazem parte de comunidades brincantes e terão sua identidade fortalecida. No final da atividade, os particiantes serão presenteados com o Dvd do filme, para que possam levar a experiência a suas famílias e bairros. O público esperado é de 800 estudantes. Resultados serão mensurados por meio de registro fotográfico e listas de presença. Além de visibilidade, é importante destacar que o projeto propõe ações estruturantes, cria oportunidades de trabalho e renda para os detentores dos saberes, abraçando mestres, brincantes e artistas populares que vivenciam precariedade material e dificuldades para continuar as tradições. Conforme relatado, entre outros nomes, participam da ação: - Domingos da Rocha - Líder da Banda Cabaçal Padre Cícero, fundada em 1905 pelo pernambucano Clemente da Rocha. Entre as memórias da banda centenária, Clemente tocou para os romeiros enquanto cavavam os valados para defender Juazeiro do ataque das tropas rabelistas em 1914. - Mestre Aldenir Callou - Reisado do Mestre Aldenir. Mestre da Cultura e Tesouro Vivo do Estado do Ceará, reside na Vila Padre Cícero em Crato. - Mestra Zulene Galdino. Mestra da Cultura e Tesouro Vivo do Estado do Ceará (Crato). - Mestra Marinês - Grupo Dança de Coco Frei Damião. Mestra da Cultura residente no Bairro João Cabral em Juazeiro do Norte. - Adriano Pereira da Silva - Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto. Com mais de 200 anos, a banda é reconhecida como Patrimônio Cultural pelo município de Crato.
1 - Obra de média metragem Padre Cícero no Crato (produto principal) Vídeo documentário de média metragem (50 minutos), classificação etária livre, finalização em suporte digital tecnicamente superior (resolução 1920x1080), para distribuição por meio de plataformas digitais gratuitas (youtube) e tiragem de 3 mil Dvds, com opções de exibição com janela de Libras, audiodescrição, legendas descritivas, legendas em Inglês e Espanhol. A decisão de apresentar a obra em Dvd justifica-se pela natureza do público destinatário, em grande parte pessoas de menor renda que apreciam o formato e procuram adquirir o item como lembrança da visita anual a Juazeiro. Nesse sentido, a edição é comemorativa dos 150 anos da instalação do Padre Cícero no Cariri Cearense. O Dvd será apresentado em caixa acrílica, capa com xilogravura do Mestre Stênio Diniz, encarte na forma de cordel, 11x16 cm, 08 páginas, trazendo texto e poesia sobre a efeméride, o projeto e a equipe técnica. Os peregrinos vão poder comprar o Dvd por valor simbólico (10R$), levar e divulgar a obra nos seus locais de residência, colaborando para que a distribuição chegue nas regiões mais interioranas do país. Outra vantagem é possibilidade de presentear o Dvd a parceiros, colaboradores e patrocinadores, o envio para seleção de mostras e festivais, além do uso nas atividades formativas previstas nas contrapartidas sociais do projeto. Após o lançamento no Cinema na Praça, o documentário ficará disponível na web com opções de acessibilidade e poderá alcançar número imprevisível de visualizações. Uma eventual reformatação em blocos poderá facilitar a veiculação por meios televisivos educativos, em especial, pela TV Verde Vale de Juazeiro do Norte que declara o interesse em veicular a obra. 2 - Obra exibida: Cinema na Praça O proponente trabalha com o prognóstico que no momento quando o documentário estiver finalizado, no segundo semestre de 2021, a crise do coronavírus terá sido superada, o que possibilitará a promoção de atividades presenciais para lançamento da obra, aproveitando o grande afluxo de pessoas esperado para as comemorações dos 150 anos do Padre Cícero no Cariri. Assim, como produto secundário, planeja-se duas sessões de "Cinema na Praça" em Crato e Juazeiro do Norte, com ampla divulgação pelos meios de comunicação. As atividades serão em praça pública e ao ar livre, com utilização de telão de Led ou projetor com pelo menos 20 mil lumens e equipamento de som de médio porte. Em Juazeiro, o evento acontece no Largo da Basílica de Nossa Senhora das Dores, em Crato no Centro Cultural da RFFSA. A organização vai disponibilizar 500 cadeiras por sessão, respeitando protocolos do distanciamento social, o conforto e segurança do público. A programação do Cinema na Praça abrangerá a apresentação de grupos de tradição (Reisado - Banda Cabaçal - Dança do Coco - Poetas - Repentistas) antes e depois do filme. Membros da equipe técnica, patrocinadores e colaboradores serão convidados a se pronunciar no microfone acerca dos objetivos do trabalho. Se a emergência sanitária não tiver sido vencida, aventa-se a alternativa do lançamento por meio televisivo educativo. 3 - Contrapartidas Sociais: Ações Formativas para Educação Patrimonial O projeto propõe atividade com metodologia inovadora, mirando a sensibilização das novas gerações para o cuidado com as referências culturais e o fortalecimento do Turismo Cultural de Base Regional. A primeira ação consiste da organização do acervo do projeto, com a doação de 30 horas de imagens envolvendo expressões, festas, mestres e grupos de tradição cultural para iniciar a conformação de uma expografia do patrimônio imaterial na Casa Museu do Padre Cícero em Juazeiro do Norte. O proponente planeja doar um "Totem Touch", contendo computador e tela touchscreen de 42 polegadas para os visitantes acessarem os conteúdos sistematizados em pastas temáticas por expressões culturais. O projeto vai elaborar um mapa de Juazeiro do Norte com a localização das comunidades brincantes e um painel em vinil de 250x200 cm, com imagem e texto acerca da relação do Padre Cícero e a Cultura Popular, para ser posicionado junto ao Totem Touch. Ao lado de salvaguardar a memória e incentivar o Patrimônio Cultural por meio da Casa Museu, o projeto propõe realizar atividades formativas em 10 escolas públicas de Crato e Juazeiro. Em síntese, as escolas vão sediar uma ação que consiste da exibição do documentário na quadra ou auditório do colégio, seguida de roda de conversa com o diretor, um mestre da cultura popular e um turismólogo. O diferencial de inovação será o intercâmbio a ser implementado entre as escolas, propiciando interações, descobertas, laços de amizade e cooperação entre os jovens. A atividade tem início com uma oficina junto a diretores e professores na Casa Museu do Padre Cícero, com intuito de apresentar a proposta e nivelar conhecimentos. Durante a oficina, o público vai formar cinco duplas de escolas irmãs, sendo uma de cada município. Nos dias subsequentes, professores vão levar os conteúdos para as salas de aula e suscitar o engajamento de estudantes de 12 a 18 anos. A ideia de que é preciso conhecer e cuidar do patrimônio cultural será reforçada por meio de uma campanha de Educação Patrimonial pelo rádio e a TV. Na data da exibição do filme, a escola receberá a visita de 40 jovens oriundos da sua escola irmã do município vizinho. Após o vídeo, o diretor e mestres da cultura retratados vão conversar com a comunidade sobre o patrimônio cultural, o turismólogo vai demonstrar como lugares de memória do Padre Cícero, do Padre Ibiapina e as comunidades brincantes constituem elementos importantes para desenvolver roteiros para o Turismo Cultural de Base Regional e a Economia Criativa. A meta é promover 10 sessões com 150 minutos e 80 jovens por edição. Ao final das atividades, os participantes vão ganhar um Dvd para difundirem a obra junto às suas famílias. Como a ação pode colaborar para a formação de quadros para qualificar a região como destino turístico, parcerias estão sendo pensadas no diálogo com o Curso de Turismologia da URCA, SEBRAE e Secretaria de Turismo do Crato.
OBRA DE MÉDIA METRAGEM "PADRE CÍCERO NO CRATO" O vídeo documentário será distribuído por meio de plataformas digitais gratuitas (youtube) e tiragem de 3 mil Dvds. Nos dois suportes, o público terá disponível menu de opções para exibição com janela de Libras, audiodescrição ou legendas descritivas. OBRA EXIBIDA - CINEMA NA PRAÇA A obra será apresentada em duas atividades presenciais, públicas, gratuitas e ao ar livre, a se realizarem no âmbito dos festejos alusivos aos 150 anos do Padre Cícero no Cariri Cearense. Em Juazeiro do Norte, o evento acontece no Largo da Basílica de Nossa Senhora das Dores, localizada na zona central da cidade, conhecida por abrigar grandes missas campais durante as romarias. O local encontra-se adaptado com rampas de acesso e barras de segurança para pessoas com deficiência física. Observa-se a proximidade com terminal de ônibus, estacionamento de automóveis e pólo gastrônomico popular. Em Crato, a exibição acontece no Centro Cultural da RFFSA, que abrange uma extensa área adequada para receber eventos de médio porte junto à antiga Estação de Trem. O local também encontra-se adaptado com rampas e barras para facilitar o acesso de pessoas com deficiência física e fica próximo de terminal de transporte público. O proponente vai disponibilizar 500 cadeiras em cada sessão, a serem posicionadas respeitando protocolos de distanciamento social, o conforto e a segurança do público. As duas atividades contarão com intérprete de Libras para acompanhar o trabalho do apresentador, os pronunciamentos do diretor, de membros da equipe técnica, colaboradores e patrocinadores, com tradução simultânea para inclusão de pessoas com deficiência auditiva. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS - ATIVIDADES FORMATIVAS O documentário vai ser exibido em 10 escolas públicas em Crato e Juazeiro do Norte, seguido de roda de conversa do diretor do obra, de mestre da Cultura Popular e de turismólogo com a comunidade escolar. Como critério para seleção da escola a receber a atividade, os problemas relacionados à acessibilidade de deficientes físicos ao espaço escolar devem estar resolvidos pelas autoridades competentes, com a oferta permanente de rampa de acesso, barra de segurança e banheiro adaptado. Em caso de necessidade ou se por vontade da comunidade escolar visitada, a exibição do vídeo poderá ser realizada com janela de Libras. Após a projeção, o debate da comunidade com os convidados terá acompanhamento de intérprete de Libras.
OBRA DE MÉDIA METRAGEM "PADRE CÍCERO NO CRATO" A apresentação da obra será em Crato e Juazeiro do Norte, aproveitando, na medida em que as condições sanitárias permitirem, o ciclo festivo pelos 150 anos de instalação do Padre Cícero no Cariri Cearense (2021-2022), quando a região poderá receber mais de um milhão de peregrinos e turistas de diversas partes do Brasil e do mundo. A meta inicial é realizar o Cinema na Praça para mil pessoas nas duas cidades, com grande repercussão pela mídia televisiva, impressa, falada e redes sociais. A divulgação do lançamento será inscrita numa grande campanha midiática para a Educação Patrimonial, com a valorização do patrimônio histórico, de referências, identidades, expressões e bens culturais estimulados pelo Padre Cícero e retratados pela obra, como reisados, bandas cabaçais, cordel e xilogravura. Todos os materiais de divulgação informarão que ao lado da exibição em praça pública, o projeto vai disponibilizar um Dvd comemorativo, com menu de acesso por meio de audiodescrição, janela de Libras, legendas descritivas, legendas em Inglês e Espanhol. O proponente almeja apresentar o documentário em atividades presenciais em Fortaleza e Rio de Janeiro, a serem viabilizadas com apoio de parceiros como o Seminário São Francisco de Paula na capital cearense, o Programa de Pós Graduação em Mídias Criativas e o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. Objetiva-se, com o apoio de colaboradores, a exibição presencial em Sobral-Ce onde o Padre Ibiapina nasceu e em Solânea-Pb, na Casa de Caridade de Santa Fé onde está sepultado. No caso de impedimentos por motivos sanitários, como alternativa a atividades presenciais, o proponente considera a formalização de parceria para lançamento por canal de Tv educativa. Nesse ponto, observa-se a declaração de interesse de veiculação por parte da Tv Verde Vale, emissora educativa sediada em Juazeiro do Norte e com boa audiência no sul do Ceará. A obra será enviada para seleção de mostras e festivais no Brasil e no exterior. Após a exibição no território, ressalta-se que o documentário ficará disponível para fruição por meio de plataformas digitais gratuitas (youtube), com menu para acesso por meio de audiodescrição, janela de Libras, legendas descritivas, legendas em Inglês e Espanhol. Ao lado da exibição presencial e a disponibilização por plataformas digitais, o proponente vai fabricar tiragem comemorativa com 3 mil Dvds, celebrando 150 anos do Padre Cícero no Cariri Cearense. O plano de distribuição prevê que 60% dos exemplares (1800 Dvds) serão doados para equipe técnica, colaboradores, patrocinadores, universidades (UFCA, URCA, UFC, UFRJ, UFF), para órgãos governamentais e instituições ligadas à Cultura, Educação e ao Turismo nos três níveis da administração, para o Sistema de Bibliotecas do Ceará que coordena 420 bibliotecas e aos participantes das atividades formativas previstas nas contrapartidas sociais do projeto. Estima-se que 700 Dvds possam ser vendidos a preços populares (10R$) no âmbito dos festejos alusivos ao Padre Cícero no Cariri. Após as festas, cerca de 500 exemplares ficarão disponíveis para compra em locais de visitação de turistas em Juazeiro e Crato, como Casa Museu do Padre Cícero e Santuário do Horto. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS - ATIVIDADES FORMATIVAS O documentário vai ser exibido em 10 escolas públicas de Crato e Juazeiro do Norte, para público estimado em 80 estudantes por sessão, totalizando 800 jovens que serão presenteados com um exemplar do Dvd ao final do trabalho. A definição das escolas a receberem as atividades formativas será mediante o interesse do dirigente escolar em desenvolver a ação cultural. Uma vez que a proposta seja transformada em projeto cultural, o proponente vai restabelecer contato com as escolas pré-selecionadas e verificar o compromisso do gestor em impulsionar o projeto pedagógico, na direção da sensibilização da comunidade para o cuidado com o patrimônio cultural e a difusão dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. A atividade deverá ser apresentada em sala de aula pelos professores, para ativar a curiosidade e a participação dos(as) estudantes de 12 a 18 anos no debate gerado pela obra. Se a demanda por vagas ultrapassar a oferta inicial do projeto, critérios para seleção ou ampliação do número de participantes serão aprovados junto com a coordenação das escolas.
Coordenação geral: - Felipe Teixeira Bueno CaixetaJornalista (ECO/UFRJ - 2003), mestre em Cultura e Territorialidades (PPCULT/UFF-2016), mestrando em Mídias Criativas (PPGMC/ECO/UFRJ), iniciou como videodocumentarista em 1998. Idealizador e dirigente da empresa proponente (KINECOS FILMES), sua função é pesquisar, dirigir e coordenar a execução do projeto. Como proponente, responsabiliza-se pela formalização de contratos de parceria e coprodução, contratação de serviços, gestão de pessoal, pela entrega do produto e a prestação de contas. As atividades técnicas referentes à pesquisa e direção serão realizadas de forma não voluntária e a remuneração consta em rubricas específicas no orçamento. Serviços relacionados à coordenação administrativa serão executados voluntariamente, com apoio de contador e advogado remunerados pelo projeto. Ficha técnica dos principais participantes: Fotografia: Aderbal NogueiraCriador da produtora Laser Vídeo (Fortaleza-Ce), uma das mais conceituadas do Ceará. Aderbal é documentarista das Culturas Populares do Sertão Nordestino, com 30 anos de atuação no segmento audiovisual. Dirigiu e fotografou diversos documentários sobre o cangaço, sendo o principal nome do audiovisual na temática. Diretor do filme "O Último Apito", sobre a história da estrada de ferro no Ceará. Fotografou e dirigiu diversos filmes institucionais para empresas como GERDAU, NORSA/Coca-Cola, FIEC, SESI, SENAI, COELCE – Companhia Energética do Ceará, CAGECE, Grupo GUANABARA, ECT – Empresa de Correios e Telégrafos, SAM’S Club (Wall-Mart), Grupo Vicunha, entre outros. Coordenação Cultural: Dane de JadeProdutora cultural com larga experiência de campo, gerenciou o Programa Cultura do SESC Ceará (2002-2012), foi Assessora Especial de Cultura da Fecomércio-Ce e secretária municipal de Cultura do Crato (2013-2016). Identidade visual - Xilogravura: José Stênio Silva Diniz Artista múltiplo, ator, cantor, sobressai por seu talento como xilógrafo e cordelista. Neto do lendário José Bernardo dos Santos, fundador da Gráfica Lira Nordestina em Juazeiro do Norte. Mestre da Cultura reconhecido como Tesouro Vivo pelo Estado do Ceará, Stênio tem obras espalhadas nos principais museus de artes visuais do país e também no exterior. Edição: Daniel GarciaMontador de cinema e vídeo desde 2002, é oriundo da turma 2003 da ECO/UFRJ e integrante da rede de profissionais da Kinecos. Um dos mais celebrados montadores da atualidade, com vasto portfólio de projetos realizados para Cinema e TV. Finalização de imagem e videoarte: Ricardo VilaroucaCoordena junto do Irmão Renato a empresa "Vilaroucas", sediada no Rio de Janeiro. Um dos arte-finalizadores mais criativos e competentes do país, é também oriundo da geração da ECO/UFRJ turma 2003 e integrante da rede de profissionais da Kinecos. Finalização de som e mixagem: Damião Lopes Ator: Samir Murad MelhemAtor de teatro, cinema e televisão, trabalhou com Augusto Boal, Moacyr Góes, Sérgio Britto, Bibi Ferreira, Paulo de Moraes, entre outros. Formado pela Uni-Rio, tem pós-graduação em Teatro na UFRJ com orientação de Aderbal Freire Filho. Em 2019, desenvolveu o espetáculo solo "Padre Cícero: Anarquia de um Corpo Santo", a partir da pesquisa em cartas de autoria do próprio Padre Cícero, selecionadas em conjunto com a equipe do projeto Padre Cicero no Crato. Poesia: Pedro Bandeira Pereira de Caldas (in memorian)Poeta, cantador repentista, escritor de cordéis, Mestre da Cultura reconhecido pelo Programa Tesouros Vivos do Estado do Ceará. Produção executiva: Hidário Cavalcante Matos Participações culturais pré-confirmadas: - Mestre Aldenir Calou - Reisado do Mestre AldenirMestre da Cultura, Tesouro Vivo do Ceará, reside na Vila Padre Cícero em Crato e tem mais de 60 anos de atividades ininterruptas. - Mestre Zulene Galdino - Lapinha da Mestra ZuleneMestra da Cultura, Tesouro Vivo do Ceará, rezadeira, benzedeira. - Mestra Marinês do Coco - Grupo Dança de Coco Frei DamiãoGrupo formado por mulheres residentes no Bairro João Cabral em Juazeiro do Norte. - Adriano Pereira da Silva - Banda Cabaçal dos Irmãos AnicetosHerdeiro da tradição dos Anicetos, família de pifeiros do Cariri Cearense. A Banda dos Anicetos, com 200 anos, é reconhecida como Patrimônio Cultural pelo município de Crato. - Antônio Evangelista - Reisado Discípulos de Mestre Pedro Mestre da Cultura, Tesouro Vivo do Estado do Ceará, dirige o grupo desde 1980. - Domingos da Rocha - Banda Cabaçal Padre CíceroMestre da Cultura, continua a banda cabaçal iniciada por seus antepassados em 1904. - Maria Margarida da Conceição - Guerreiro Joana d'ArcMestre da Cultura, Tesouro Vivo do Estado do Ceará.
PERÍODO DE EXECUÇÃO DO PROJETO ATUALIZADO.