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PRONAC 204826Apresentou prestação de contasMecenato

Da Academia para o Povo - Aulas/Oficinas de História, Socializando Conhecimentos

INSTITUTO DE PESQUISA E MEMORIA PRETOS NOVOS
Solicitado
R$ 140,9 mil
Aprovado
R$ 126,3 mil
Captado
R$ 113,3 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

89.7%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações educativo-culturais
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2020-12-11
Término

Resumo

As obras de revitalização da Região Portuária restauram uma parcela importante do patrimônio histórico e arqueológico da localidade, a partir do qual foi criado o Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana. Inserindo-se nesse novo contexto, o IPN (Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos) se propõe, neste projeto, oferecer ações educativas com aulas de História no IPN ou em parcerias de seu entorno e Oficinas/Aulas de História a Céu Aberto, com o objetivo de socializar a memória e o patrimônio da Região Portuária com o público interessado e dar visibilidade às iniciativas patrimoniais constituídas em seu entorno. Com isso, pretende valorizar a dimensão histórica e criar elos de entendimento entre o passado, o presente e o futuro de uma região que tanto se dinamiza. O valor histórico e cultural do presente projeto é incomensurável.Prevê-se palestra sobre o projeto como contrapartida social.

Sinopse

29Resultados Anteriores O projeto oficinas/aulas de história e a Céu Aberto - Memorial Pretos Novos – ?Resgatar a Cultura de um Povo é Preservar a Memória de um País? apresenta o resultado dos seis anos de projeto Total de Oficinas do período = 364 Total de participantes nas oficinas = 9.270 Oficinas de História – IPN Trata-se de oficinas/aulas gratuitas realizadas online, ministradas por professores de História, Arqueologia, Geografia e Antropologia. Seu intuito é o de divulgar o conhecimento sobre a história da Zona Portuária, com ênfase na história dos afro-brasileiros e dos indígenas na localidade. Cada modalidade de oficina tem duração de 2h / 3h cada uma, repetindo-se ou alternando mensalmente ao longo do ano de 2021 totalizando 29 oficinas. Oficinas de História a Céu Aberto Oficinas gratuitas que consistem em passeios-aulas de história pelas ruas da Zona Portuária. Desdobram-se em roteiros: Caminho da Escravidão e Memória e Patrimônio da Zona Portuária. As Oficinas a Céu Aberto serão ministradas nos sábados ou domingos pela manhã, com duração média de 04 horas cada uma. As oficinas não são roteiros turísticos, mas sim de aulas a céu aberto, ministradas por professores de história e áreas afins, em que a história dos moradores e trabalhadores da Zona Portuária é contada através de seus lugares de memória. Cada um dos roteiros será realizado uma vez por mês, durante o período de 06 meses de: abril a junho e de agosto a outubro. Haverá, 70 oficinas durante 2022 e 2023.Em função das demandas, os roteiros poderão sofrer algumas modificações de data ou percurso. O projeto prevê estimando o mínimo de 1800 alunos participantes do projeto. OBS: As oficinas/aulas e palestra são presenciais, porém devido a pandemia do Covid19 as aulas serão virtuais. Caso não haja mais restrições as aulas voltam a ser presenciais.

Objetivos

Objetivo Geral O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, instituído como Ponto de Cultura desde 2009, localiza-se sobre o Sítio Arqueológico Cemitério dos Pretos Novos, na Zona Portuária. O antigo cemitério de africanos cativos recém-chegados e ainda não comercializados, chamados de Pretos Novos, funcionou entre as últimas décadas do século XVIII e as primeiras do XIX. Sua importância é única por ter sido uma das raras necrópoles que abrigava essencialmente africanos. Desde que foi criado, em 2005, o IPN se empenha em divulgar a memória deste cemitério e dos que ali foram enterrados, bem como a história dos africanos escravizados e de seus descendentes. É com esse intuito que promove regularmente atividades culturais de essência afro-brasileiras e oferece gratuitamente a um público amplo as ações educativas/oficinas/aulas sobre a história e cultura dos afrodescendentes e da região portuária. A seriedade do seu trabalho levou a um reconhecimento por parte do Estado, que o tornou Ponto de Cultura desde 2009 e que lhe concedeu, através do IPHAN, o prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, no quesito ?Preservação de sítio arqueológico?. Mais recentemente, outros sítios arqueológicos foram encontrados no local: um ?sítio de contato? entre índios tupinambás e europeus, do século XVI, e um sambaqui pré-histórico, onde foram enterrados indígenas caçadores-coletores do período neolítico. Tais descobertas levaram à necessidade de inclusão das oficinas/aulas sobre a história e a cultura indígenas. Objetivos Específicos - Oferece 29 ações educativas/oficinas/aulas gratuitas de História _ IPN no ano de 2021. Trata-se de oficinas online gratuitas realizadas no auditório do IPN ou de parceiros da região, ministradas por professores de História, Arqueologia, Geografia e Antropologia. Seu intuito é o de divulgar o conhecimento sobre a história da Zona Portuária, com ênfase na história dos afro-brasileiros e dos indígenas na localidade. - Oferecer 70 ações educativas/oficinas/aulas gratuitas de História a Céu Aberto. Consistem em passeios-aulas de história pelas ruas da Zona Portuária. As oficinas serão realizadas durante 2021, 2022 e 2023. - Realização de uma palestra gratuita sobre o projeto para professores da rede pública municipal, como ação formativa cultural (contrapartida social). OBS: As ações e palestra são presenciais, porém devido a pandemia do Covid19 as aulas serão virtuais. Caso não haja mais restrições as aulas voltam a ser presenciais.

Justificativa

A Região Portuária é aberta ao futuro, mas contém uma importante dimensão histórica que não pode ser esquecida. Nas últimas décadas do século XVIII e nas primeiras do XIX, a localidade atuou como um importante complexo relacionado à escravidão. Neste período, o Rio de Janeiro foi o mais importante porto de desembarque de africanos do Brasil e do mundo. Pelo Cais do Valongo passaram algumas centenas de milhares de cativos, que eram postos em quarentena no Lazareto e, em função da sua sorte, eram enterrados no Cemitério dos Pretos Novos ou vendidos no mercado de escravos da Rua do Valongo. Com o fim da escravidão, a região atraiu uma enorme quantidade de negros, vindos de todas as partes do país, e passou a ser conhecida como Pequena África, termo cunhado pelo músico e artista visual Heitor dos Prazeres. Suas ruas, praças e largos foram palco de importantes manifestações culturais e religiosas: rodas de samba, ranchos carnavalescos, cultos de matriz africana e capoeira. A região também abrigou conhecidas revoltas populares, como a da Chibata e a da Vacina. O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN) foi criado a partir da descoberta do sítio arqueológico do Cemitério dos Pretos Novos. Desde sua criação, o IPN tem por missão divulgar a história do cemitério e dos que ali foram enterrados. O IPN entende que um museu é um espaço aberto e democrático, em constante diálogo com o seu entorno, a cidade e os diversos territórios que se conectam com ele e contribuem para a construção da cidadania. Suas atividades têm por principal objetivo estimular o conhecimento, a reflexão e a fruição do patrimônio histórico e cultural, sobretudo o que se relaciona à Zona Portuária e às culturas indígenas e afro-brasileira. Para tanto, oferece Oficinas de História em que procura atrair um amplo público, realizadas na sua sede e na Escola do Olhar, do Museu de Arte do Rio (MAR). Assim, desfaz as fronteiras entre o seu espaço físico e a localidade circundante e investe em visitações aos sítios históricos e arqueológicos em sua sede e na vizinhança. O IPN entende que o seu papel é divulgar a história e valorizar as ricas memórias da Região Portuária, que contribuem para um maior entendimento da História do Brasil. Acredita que suas atividades pedagógicas não podem se restringir ao seu espaço físico interno, uma vez que os sítios históricos e arqueológicos da região portuária formam um complexo: mantêm estreita relação entre si e não podem ser pensados isoladamente. As Oficinas/Aulas de História no IPN e as Oficinas/Aulas de História a Céu Aberto pretendem socializar o conhecimento sobre a história e o patrimônio da localidade e oferecer uma visão da sua complexidade. Com isso, o IPN procura dar visibilidade e dinamismo ao Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana, criado pela Prefeitura através do Decreto nº 34803, de 30 de novembro de 2011. O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos acredita que todo patrimônio, seja ele histórico ou cultural, precisa encontrar ressonância junto à população para que seja valorizado e respeitado como tal. Para tanto, precisa ser conhecido e socializado. As Oficinas de História no IPN e as Oficinas de História a Céu Aberto vêm contribuindo para esta socialização, atraindo um amplo público composto de alunos do ensino médio e superior, professores, profissionais do turismo, moradores da localidade e da cidade, turistas e outros interessados. O IPN aposta na democratização do conhecimento como uma forma de inclusão social e por isso acredita que as oficinas/aulas devem ser gratuitas e abertas a todo e qualquer interessado, independentemente de sua classe social. Munido deste objetivo, o IPN pretende estimular a reflexão e a valorização das memórias representativas da diversidade étnica e sociocultural no Brasil. Incisos do Art. 1º e do Art. 3ª da Lei 8313/91, serão alcançados por este projeto: Art. 1º: Todos Art. 3º: III d e IV b

Estratégia de execução

N/A

Especificação técnica

Para as inscrições, através de formulário em nosso site o interessado preencherá com os seus dados e o nome de interesse da oficina. Será montado um cronograma para cada oficina evitando superlotação. As oficinas/aulas serão realizadas em nossa sala de aula com 40 lugares, situada na sede do IPN Museu Memorial, sito à rua Pedro Ernesto 32 e 34, bairro da Gamboa Zona Portuária RJ.

Acessibilidade

I - Acessibilidade física: o MAR – Museu de Arte do Rio, sede de algumas oficinas/aulas, disponibiliza acessibilidade para acesso às salas de aula e tem banheiros adaptados à cadeirantes. As salas do IPN Museu Memorial, sede de algumas oficinas/aulas, que poderão ser ministradas no térreo, sendo acessível aos PNEs. Durante a realização das atividades PNEs e idosos serão posicionados em locais adequados para que possam participar do evento com a mesma qualidade que a média do público. II – Acessibilidade de conteúdo: Na palestra haverá oferecimento de intérprete de libras para os deficientes auditivos. Como não se trata de conteúdo exclusivamente textual e ilustrativo, os deficientes visuais podem ouvir as aulas/oficinas/palestra através da linguagem oral.

Democratização do acesso

Todas as ações ofertadas no projeto serão totalmente gratuitas. O nosso público é composto de estudantes do ensino fundamental, médio e universitário (das redes públicas e privadas), professores, pesquisadores, moradores do entorno e da cidade, empresários e comerciantes locais, artistas, agentes culturais, turistas, profissionais do turismo e interessados em geral. O projeto prevê a multiplicação do conhecimento histórico e arqueológico da região, contribuindo para o processo de capacitação e geração de renda de guias de turismo, artesãos, fotógrafos, artistas plásticos, entre outros. Em atendimento ao disposto no Artigo 21 da IN nº 2/2019, adotaremos, como forma de ampliação de acesso e divulgação dos resultados do projeto, a seguinte medida: IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias;

Ficha técnica

Professores/pesquisadores: - Julio Cesar Medeiros da Silva Pereira - Doutorado em História das Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (2011). Pesquisador do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos e coordena o núcleo de pesquisa histórica do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos. É professor adjunto de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF). - JD Lucas - Escritor e professor. Ministra cursos e palestras no campo da Literatura, Humanidades, Mitologia, Cultura de Massas e Imaginário Afro-Brasileiro. - Alfredo Bronzato da Costa Cruz - Doutor em História pelo PPGH/UERJ (2015-2019). Mestre em História pelo PPGH/UNIRIO (2011-2013). Bacharel e Licenciado em História pela PUC-Rio (2005-2009). Bolsista CAPES (2015-2019) e FAPERJ/Nota 10 (2017-2019). Coordenador associado do GT de História das Religiões e Religiosidades da ANPUH-Rio. - Reinaldo Tavares - Doutor e mestre em Arqueologia, arqueólogo, historiador e professor de História. Possui graduação em Licenciatura Plena em História pela Universidade Salgado de Oliveira (2008), Mestrado (2012) e Doutorado em Arqueologia pela UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional (2018). Atualmente é servidor público da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Atua como professor de história / historiador e arqueólogo do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos. - Carla Nogueira Marques Doutora em Políticas Públicas e Formação Humana/ UERJ Mestre em Geografia Humana pelo PPGEO/UERJ Espec. em Políticas Territoriais no RJ. Graduada em Ciências Sociais pela UERJ. Atualmente é pesquisadora adjunta do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos. - Haidar Abu Talib historiador, pesquisador independente, paleógrafo. Participou das subcomissões de temática e relatoria das conferências municipal e estadual de Igualdade Racial. Foi delegado pelo RJ na I Conferência Nacional de Igualdade Racial em Brasília - DF no ano de 2005. - Claudio De Paula Honorato - Doutorando Claudio De Paula Honorato - Mestre em História Social Moderna pela Universidade Federal Fluminense (2008). Diretor de pesquisa Histórica do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – IPN. Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação, Especialização e Aperfeiçoamento - CEPEA/FEUDUC, Coordenador do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em História da África e professor de História da África da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Duque de Caxias - FFCLDC/FEUDUC. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Moderna, História do Brasil Colônia e Império, História da escravidão, da África e do Mundo Atlântico. O proponente participará na rubrica de Coordenação Geral, atuando de forma efetiva na gestão de todo o projeto. Proponente - A instituição foi fundada oficialmente em 2005, onde realizamos atividades de planejamento estratégico, gestão orçamentária e o desenvolvimento de projetos educativos, pesquisas e cultura, visando a modernização organizacional da instituição, com o propósito de promover a disseminação do conhecimento histórico do Sitio Arqueológico do Cemitério dos Pretos Novos e da Cultura Afro-brasileira. Criamos diversos Núcleos temáticos, como o Núcleo de Pesquisas que é formado por pesquisadores multidisciplinares graduados que dão suporte técnico aos outros Núcleos.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2024-04-30
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro