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PRONAC 204975Apresentou prestação de contasMecenato

ÍTAKA

NASCEDOURO SERVICOS ARTISTICOS LTDA
Solicitado
R$ 572,9 mil
Aprovado
R$ 656,2 mil
Captado
R$ 572,9 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (1)
CNPJ/CPFNomeDataValor
17469701000177ARCELORMITTAL BRASIL S.A.1900-01-01R$ 572,9 mil

Eficiência de captação

87.3%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
20

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2023-01-01
Término

Resumo

Esta proposta tem dois produtos culturais principais: 1) Produto Espetáculo de Artes Cênicas: circulação nacional do espetáculo solo "Ítaca", com concepção e atuação de Thiago Andreuccetti e direção de Luciana Viacava, com realização de 20 apresentações gratuitas ao público em 5 estados. 2) Produto Contrapartida Social: realização de uma ação formativa, a palestra "Minha Vida no Soleil" para alunos e professores de escolas públicas.

Sinopse

Sinopse: Um barco chamado Ítaca, tripulado por um único, valente e pitoresco marinheiro, cruza o oceano. De repente, uma implacável tempestade muda o rumo da aventura. Barco e barqueiro, levados pela tormenta, encalham em uma ilha deserta. A luta pela sobrevivência apenas começou. Ali, a urgência da vida se traduzirá em cada gesto, cada rabugice e cada sonho. Com humor sensível e técnica apurada, Ítaca é um espetáculo para todas as idades; uma oportunidade para se divertir e refletir a partir dos desvios do destino. Classificação Etária: Livre para todos os públicos Cenografia: A cena economiza em recursos materiais. Tudo se resume ao aparelho circense sobre o qual o ator estará atado a maior parte do tempo (uma base convexa de 1,50m de diâmetro e um mastro central de 3m de altura). O aparelho poderá ser lido como barco pela audiência, mas também viabilizará que a escrita cênica se dê em planos horizontais e verticais, bem como em diagonais a partir do movimento da base convexa. O barco contrasta com a iluminação e as suas cores, ajuda a construir cenários e tempos da fábula (mar, céu azul, tempestade, dia e noite etc.). A luz também ajuda a construir atmosferas que revelem a tensão mito/cotidiano, descrito acima. Finalmente, a iluminação constitui elemento de escrita cênica na medida em que valoriza a volumetria do corpo em sua relação com o aparelho e com o palco como um todo. ROTEIRO ÍTACA, de Nereu Afonso ÍTACA I. Dia – Mar – Tudo vai bem disco ao centro sol mar brisa marolas música assobiada barco e barqueiro surgem felizes vento em popa vela na cara cara na vela flauta cai na água resgate da flauta tudo vai bem toca a flauta âncora vara de um lado pescaria pão isca flauta encanta peixes peixe morde gira o molinete peixe vivo flautada na cabeça do peixe peixe grita peixe morre vara em outra direção (encantar e pescar público) canto de baleia conversa com baleia peixe pra baleia buzina de navio navio em sua direção sobe no mastro gesticula reza navio passa perto deixa marolas e susto vara do outro lado mais pão isca mais flauta encanta peixe peixe morde peixe resistente molinete não funciona lança arpão trovão recolher âncora entre âncora e vara primeiro a âncora - dificuldade peixe escapou e levou a vara mais trovão II. Dia – Tempestade – Sobrevivência relâmpagos vento chuva ventania barco oscila barqueiro oscila tempestade trovão barco tomba barco volta barco e barqueiro desgovernados barco tomba barco volta barqueiro cai no mar duelo contra as ondas alcança o barco barco tomba plano miniatura trovões e relâmpagos barquinho sofre homem ao mar luta pela sobrevivência Corta para: III. Dia – Chegada à ilha – Avarias corpo estendido o náufrago acorda na praia cospe água salgada tosse tosse dores mosquitos está vivo mas onde ele está? um pássaro pia susto um bicho peludo cruza a praia susto onde ele está? olha ao redor mais mosquitos levanta avista o casco do barco alívio afeto ao barco: “querida Ítaca” inspeciona o casco inspeciona o interior do casco retira pequenos objetos cachimbo camafeu diário flauta garrafa luneta etc abre a luneta mira o barco grito! desespero dividido com o público revela a vela destruída vela quebra mais cai no seu pé grito desespero raiva: “maldita Ítaca” chuta o casco grita IV. Dia – Ilha – Fome e Sede joga água da garrafa no pé dolorido vai beber água não há mais água insiste nem um pingo chora pássaro pia xinga o pássaro lamenta para a plateia a falta d'água e a vela quebrada o pássaro pia pega a garrafa e ameaça jogar no pássaro interrompe o gesto ideia “humm, se eu te pego eu faço isso” delira em mímica como comerá o pássaro (com todos os requintes da cidade: talheres, temperos, taça de vinho, guardanapo na gola etc) pássaro pia fim do delírio não há banquete só há fome mostra ao público barriga vazia e garrafa vazia trovão susto trauma e raiva das tempestades chuva começa de repente: ideia tentar capturar os pingos com a garrafa – não consegue tentar capturar os pingos com a língua – não consegue corre para trás do casco procura algo acha uma bacia de alumínio atrás do casco põe a bacia na chuva ouve-se os pingos metálicos na bacia a bacia enche molha o lenço lenço molha o rosto lenço molha o pescoço lenço molha as axilas torce o lenço na bacia bebe a água da bacia arrota suspira o bichinho peludo entra em cena o barqueiro tenta agarrá-lo não consegue se esconde atrás da bacia se aproxima lança a bacia bichinho escapa armadilha com a bacia bichinho escapa novamente resmunga mosquitos o incomodam mata um mosquito ideia olha para um lado e para o outro come o mosquito V. Dia – Ilha Eco – Contato buzina de navio ao largo gestos e gritos vela como sinalizador vela quebra mais cai no seu pé grito desespero raiva chuta o casco grita eco responde ao grito novo grito novo eco outro grito outro eco sussurro eco sussurra conversa eco conversa bate papo eco bate papo resmunga eco resmunga peida eco peida ri eco ri “você é de mais” “você é de mais” (eco) “você é incrível e...” “você é incrível e…” (eco) “sensacional” (eco responde com outro som) susto V. Dia – Ilha Rádio – Contato II indaga o eco sobre a falha eco responde com outro som estática “o que tá acontecendo” eco responde com um som diferente som do eco oscila som do eco = som de rádio inquietação ideia barco = antena parabólica vários sons de rádio fone de ouvidos e telefone bombril na antena várias estações de rádio tentativas de comunicação – sem sucesso pequena desolação estática música no rádio lembrança afetuosa pequena dança rádio falha dança falha rádio para grito eco não responde grande desolação a noite cai estrelas VI. Noite – Ilha Cabana – Sombras cabana fogo/lanterna relação com o camafeu afeto cantarola a música do rádio pousa o camafeu fecha o telhado com a vela volta a música do rádio sombra silhueta do barqueiro silhueta da noiva ações românticas beijo etc coração fogo apaga música sumindo ronco estrelas sumindo VII. Dia – Ilha – Mãos à obra pássaro pia barqueiro vai xingar – desiste prefere piar em resposta simpática pássaro pia mais um pouco barqueiro: “bom dia pra você também” mão à obra arregaça as mangas testa o vento: dedo em mímica: projeta a movimentação do barco “isso vai aqui, aquilo vai ali, depois isso...” move o barco para um lado: “vamos Ítaca” para o outro: “força!” quando está de costas movendo o barco: bichinho entra quando virou: bichinho já saiu “será que eu ouvi alguma coisa?” “não, não era nada” quando volta a ficar de costas movendo o barco: bichinho entra bichinho entra quando virou: bichinho já saiu “será que eu ouvi alguma coisa?” “não, não era nada” volta a mover o barco ponta do mastro no centro – casco na beira cansaço apoia no casco casco roda impede o giro cansaço – apoia novamente casco faz um grande giro pelo palco tema musical que evoca o da tempestade controle e descontrole do cansaço e dos giros “calma Ítaca, calma” risco de ser esmagado pelo casco esquiva luta vence casco imóvel corpo estendido - extenuado bichinho passa devagar barqueiro não tem força para caçar cai a tarde Noite – Ilha Casco – O tempo passa (cena do relógio/radar no casco) Sombra, historia de amor Dia Colocar o barco em pé Zarpar.

Objetivos

Objetivo Geral:Circulação nacional do espetáculo solo de Artes Cênicas "Ítaca" por 6 cidades em 5 estados brasileiros, Salvador/BA, Belo Horizonte/MG, Sabará/MG, São Francisco do Sul/SC, Iracemápolis/SP e Curitiba/PR, realizando 22 apresentações gratuitas ao público, sendo 10 delas sessões exclusivas para alunos de escolas públicas. A proposta é oferecer transporte gratuito a estas escolas de modo a viabilizar a mobilidade e incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais.Objetivos Específicos:1) Democratização do Acesso: realizar 4 apresentações gratuitas ao público nas cidades: Salvador/BA, Belo Horizonte/MG, Sabará/MG, São Francisco do Sul/SC e Iracemápolis/SP; e realizar 2 apresentações gratuitas ao público na cidade de Curitba/PR. Totalizando 22 apresentações, estimando beneficiar um público de até 6.600 pessoas.2) Formação de Plateia: do total de 22 apresentações do projeto, 10 sessões serão exclusivas para alunos e professores de escolas públicas, estimando beneficiar um público de até 3.000 pessoas. A proposta é oferecer transporte gratuito às escolas participantes de forma a proporcionar mobilidade aos alunos uma excursão aos teatros de suas cidades. Nessa ação, busca-se atingir populações de baixa renda, que têm mais dificuldade em acessar atividades culturais como o teatro. 3) Promover Acessibilidade: Em cada cidade será realizada 1 apresentação com audiodescrição e 1 apresentação com tradução em libras. Serão escolhidos os teatros e escolas que tenham adaptações para acesso às pessoas com deficiência físicas e idosas. 4) Registro e Difusão: edição de um teaser, com duração entre 5 e 7 minutos, a partir do registro de cada viagem para ser disponibilizado na internet de forma a ampliar o acesso do público geral. Ou seja, serão produzidos 6 vídeos no total do projeto.

Justificativa

Conforme descrito nos objetivos do projeto, ele está totalmente alinhado aos seguintes incisos do Art .1º da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Para a realização de 20 apresentações gratuitas do espetáculo "ÍTACA" em 5 cidades em diferentes estados do território brasileiro, é imprescindível o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e assim seguir alinhado aos seguintes incisos do Art. 3° da Lei 8.313/91 II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; Pois a realização de um projeto de circulação de um espetáculo de teatro pelo país que tem distâncias continentais é fundamental a existência de patrocínio via lei de incentivo para o pagamento dos altos custos relacionados à deslocamento para as cidades e até mesmo dentro das cidades, hospedagem, alimentação, transporte de cenários e figurinos, além do pagamento dos cachês de artistas, técnicos, produção e contratação de equipe de profissionais nas localidades. É impossível para pequenos grupos de teatro, que sobrevivem de pagamento de suas apresentações, conseguir arcar com todos esses custos de recursos próprios. A pesquisa de criação do espetáculo "Ítaca" foi iniciada em 2014, como um experimento cênico chamado "Pé Na Estrada", quando Andreuccetti ainda nem imaginava que embarcaria pouco tempo depois para uma turnê com o  Cirque du Soleil, como palhaço do espetáculo Amaluna, ficando longe do Brasil por dois anos, retornando ao país em março de 2020.  Depois de quase 8 anos amadurecendo a concepção, roteiro e a estética do espetáculo, em 2022 a montagem do espetáculo foi viabilizada através do Edital de Fomento ao Circo da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, a partir de 2023 a proposta é dar sequência às temporadas e circulação nacional do espetáculo. O espetáculo "Ítaca" alia a linguagem palhaço ao Teatro Físico para criar uma obra universal voltada a todos os públicos, buscando referências em artistas e palhaços como  Gardi Hutter, Avner Eisenberg, Vincent Martinez, entre outros intérpretes que trabalham o não verbal. A equipe de criação do espetáculo é composta por experientes atores palhaços. Na concepção do roteiro Thiago Andreuccetti convidou Nereu Afonso para assinar a dramaturgia, Luciana Viacava para a direção artística e Alexandre Maldonado para a trilha sonora original. O argumento do espetáculo "Ítaca" se apoia em diversas referências biográficas, como a Odisseia de Homero, O Velho e o Mar de E. Hemingway, Paratii de Amyr Klink e O Lobo do Mar de Jack London, além de diversos filmes como O Farol de Robert Eggers, All Is Lost de J. C. Candor e Castaway de Robert Zemeckis. Na Odisséia de Homero, Ítaca aparece como a ilha natal do herói grego Ulisses, que deixa seu lar para lutar na Guerra de Tróia por 10 anos e demora mais 10 anos tentando voltar pra casa. Alguns séculos depois, o poeta grego Konstantinos Kaváfis (1863-1933) escreve o poema Ítaca falando desse caminho de volta como metáfora da vida. Enquanto na Odisséia a história se concentra nos desafios do herói e de sua família que acredita no seu retorno, a poesia de Kaváfis sugere a todos nós viajantes que aproveitemos o caminho e descubramos todos os tesouros que a vida nos oferece diariamente, como é assustador e ao mesmo tempo mágico o desconhecido e que ao fim da jornada possamos voltar para nossa "casa" com a bagagem cheia de encontros e descobertas. Ítaca, ou seja, o destino não é importante, ela só serviu para que o herói se pusesse em movimento, o destino só existe para que você possa fazer a viagem. É nessa metáfora de Kaváfis que a "Ítaca" de Andreuccetti é baseada. Na história um pescador prepara sua embarcação como sempre e sai antes do sol nascer. O dia vai nascendo quando ele já venceu a correnteza e lança sua rede ao mar. A primeira cena da peça são cenas corriqueiras do trabalho artesanal que é a pesca em alto mar, sua relação com os elementos naturais em volta, sol, mar, vento, pássaros que sobrevoam a embarcação e a espera pelo peixe. O personagem também evidencia que tem alguém que o espera em terra num jogo de cumplicidade criado entre o ator e alguém da plateia. A ideia é manter esse jogo por toda a encenação, trabalhando a noção de distância entre quem fica e quem parte.   No Cirque du Soleil, Andreuccetti não só se aprimorou na arte da Palhaçaria mas também desenvolveu uma nova habilidade acrobática: o mastro chinês. A proposta de cenografia tem como elemento principal um aparelho ainda inédito no Brasil chamado Mastro Culbuto, invenção do performer francês Vincent Martinez. Esse aparelho mistura o mastro chinês a uma base convexa, criando o que conhecemos como "João Bobo". Com essa base instável, cria-se a ilusão de que o "barco" está realmente navegando no mar. Vale dizer que a presença desse aparelho não caracteriza o espetáculo como circo, pois o foco não será na virtuose acrobática de Andreuccetti nesse aparelho e sim o efeito cenográfico de uma embarcação mais sensorial para a encenação. O figurino e concebido por Marichilene Artisevskis, inspirado nos trabalhadores do mar, taifeiros, piratas, marinheiros e caçadores de focas que trabalham de forma artesanal e fazem do mar seu meio de sustento, esta pesquisa se debruça sobre a vida simples de um homem do mar, que assim como seus antepassados, pesca tendo apenas seu barco, uma linha e suas mãos. A ideia é explorar a sensação de céu para dar conta da imensidão que é o alto mar. Para isso, a iluminadora Giuliana Cerchiari trabalha com um fundo onde as horas do dia serão traduzidas em cores. O escuro da madrugada antes de partir, o vermelho que rasga o preto da noite antes da alvorada, o sol escaldante e amarelo do meio dia e mais pra frente, a tempestade e a loucura que vão tomar conta do coração do nosso pescador. Num dado momento, o tempo vira e se fecha. A calmaria das ondas dá lugar a uma tempestade, o céu antes aberto e claro se transforma num amontoado de nuvens pesadas e cinzas e os ventos sacodem o barco fazendo o pescador perder o controle e naufragar.  Acreditamos que após a experiência vivida por todos na quarentena, falar sobre o isolamento, a solidão, medo, saudade, questões existenciais, através de um espetáculo não verbal possa ser uma forma das pessoas, em especial crianças e adolescentes, poderem elaborar os sentimentos vividos nesse período.

Estratégia de execução

Essa proposta originalmente inscrita em 2020, previa plano de trabalho e custos relativos à criação e montagem do espetáculo, tratava-se de uma montagem inédita, uma vez que o artista Thiago Andreuccetti acabava de retornar do Cirque de Soleil ao Brasil e planejava montar seu espetáculo solo com a bagagem artística que adquiriu nessa experiência. Com a pandemia se estendendo e com poucas oportunidades de captação de recursos pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, Thiago buscou outras alternativas para que o espetáculo fosse concretizado, em 2021 o projeto de montagem do espetáculo foi contemplado no Edital de Fomento ao Circo da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, o que tornou possível a estreia do espetáculo em julho de 2022 no Teatro Municipal Alfredo Mesquita. Nesse processo, a ficha técnica escalada em 2020 foi sendo alterada de acordo com as indisponibilidades e possibilidades dentro de um cenário muito diverso de reabertura, ainda dentro de um contexto pandêmico. Este projeto foi contemplado pelo Edital da Fundação ArcelorMittal que tem por objetivo a circulação nacional de espetáculos voltado ao público infantojuvenil, foi aportado 100% do orçamento pleiteado junto à Lei Federal de Incentivo à Cultura, sendo assim, apresentamos uma adequação à nova realidade do projeto que não prevê mais os custos com a criação e montagem, apenas manutenção e circulação do espetáculo, ampliando o alcance da itinerância para as regiões nordeste (Salvador, Recife e Fortaleza) e norte (Belém) incluindo também o interior de São Paulo na cidade de Bauru. A principal mudança que fizemos nos objetivos do projeto que impacta significativamente o orçamento foi oferecer transporte gratuito aos alunos de escolas públicas de modo a viabilizar a mobilidade e incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais.Diante da aprovação da nova prorrogação do prazo de execução do projeto até 31 de dezembro de 2025, e considerando que já executamos todas as atividades previstas no projeto aprovado e captado 100%, solicitamos a inclusão de uma nova cidade, Curitiba, no estado do Paraná, para qual estamos solicitando o trâmite de Complementação Orçamentária utilizando o saldo remanescente da aplicação financeira (com mais uma margem para mais rendimento de aplicação), incluindo todas as rubricas necessárias para realização de 2 apresentações do espetáculo, gratuitas ao público.

Especificação técnica

Não se aplica

Acessibilidade

Acessibilidade física: o critério principal para escolha das salas de teatro nas cidades é a adaptação e acesso às pessoas com deficiência e idosos. Acessibilidade para PcD Visuais: realização de 1 sessão com audiodescrição em cada cidade da circulação, nas quais esse público fará uma visita sensorial dos objetos de cena, figurinos e outros elementos cênicos, com um momento de conversa com o artista para perguntas. Item na planilha orçamentária: Audiodescrição. Acessibilidade para PcD Auditivos: realização de 1 sessão com tradução em libras em cada cidade da circulação. Nas sessões exclusivas para alunos de escolas públicas, as mesmas serão consultadas da necessidade de intérprete de libras. Item na planilha orçamentária: Intérprete de Libras.

Democratização do acesso

A democratização de acesso é intrínseca aos objetivos do projeto, uma vez que todas atividades desenvolvidas serão gratuitas ao público. Com a complementação orçamentária serão realizadas no total 22 apresentações em teatros, estimando beneficiar um público total de 6.600 pessoas, conforme informado no Plano de Distribuição. Em todas as cidades, exceto Curitiba (onde não haverá sessões para escolas), as apresentações exclusivas para alunos e professores de escolas públicas buscam beneficiar populações de baixa renda, que têm mais dificuldade em acessar atividades culturais como o teatro, será oferecido transporte gratuito de modo a garantir a mobilidade desse público da escola para o equipamento cultural.

Ficha técnica

Concepção e Atuação: Thiago Andreuccetti Dramaturgia: Nereu Afonso Direção Artística: Luciana Viacava Trilha Sonora Original: Alexandre Maldonado Iluminação: Giuliana Cerchiari Figurino: Marichilene Artisevskis Produção Executiva: Marina Mioni Direção de Produção e Coordenação de Projeto: Milena Marques e Elisa Taemi (Nascedouro Gestão Cultural) NASCEDOURO GESTÃO CULTURAL (Proponente) - Coordenação de Projeto e Direção de Produção. Criada no ano de 2011, em São Paulo, pelas produtoras Elisa Taemi e Milena Marques, ambas com experiência há mais de 15 anos na área cultural, é uma empresa de gestão e produção cultural, principalmente nas linguagens de Teatro e Circo, e em especial, no Teatro voltado ao público infantojuvenil. Principais projetos contemplados em Editais e Leis de Incentivo nas funções de Produção Executiva e Coordenação de Projeto: “Circulação Canções Para Pequenos Ouvidos” da Orquestra Modesta (2022/2023) contemplado no Edital da Fundação ArcelorMittal (Lei Federal) para circulação por 8 cidades; Cia Las Cabaças circulação do espetáculo “O Dia da Caça”, contemplado no Edital BR Petrobras Distribuidora (2018/2019), com circulação por 4 estados AM, AC, RR e RO, abrangendo 10 cidades; Cia Vagalum Tum Tum (SP) dois projetos contemplados nos Editais BR Petrobras Distribuidora, circulação do espetáculo “O Príncipe da Dinamarca” (2013/2014) por 5 estados: PE, DF, AC e AM e “Bruxas da Escócia” (2015/2016) por 2 estados: AC e DF. Marina Mioni - Produção Executiva Formada em Rádio e TV pela UNESP (2005-2007) / Universidade Anhembi Morumbi (2007 - 2009), e especialista em Administração de Empresas pela PUC-SP, atua no cenário teatral paulistano desde 2015, e é fundadora da Caruá Produções, empresa de gestão e produção cultural com foco no teatro para crianças e no circo. Produziu e administrou mais de 20 projetos via Lei Rouanet, ProAC ICMS, ProAC Editais, Prêmio Zé Renato de Teatro, Ocupação de Espaços da Caixa Cultural, Fomento ao Circo de SP. Realizou a produção do espetáculo Othelito em sua primeira apresentação internacional, pelo festival FamFest (Chile, 2016); É produtora da 1ª SerCriança - Semana de Teatro para Crianças de Penápolis. Thiago Andreuccetti - Concepção e Atuação Artista que trabalha desde 2013 misturando técnicas de teatro físico como Commedia dell’arte, Mímica Corporal Dramática, Mimesis Corpórea e Mastro Chinês. Formou-se ator em 2006 pela Fundação das Artes, São Caetano do Sul, estudou técnicas de teatro direcionadas ao corpo como ferramenta de expressão com Esio Magalhães, Tiche Viana, Bete Dorgam, Aziz Gual, Eduardo Okamoto, Luciano Draetta, Mario Bolognesi, Claudio Carneiro e André Casaca. Atuou em mais de 20 peças sendo dirigido por Francisco Medeiros, Hugo Possolo, Cris Lozano, Fernando Escrich e Ricardo Karman. Em 2018 passa a integrar o casting do Cirque du Soleil como o personagem Tito no show Amaluna, onde ficou até seu encerramento em março de 2020. Já se apresentou no Chile, Peru, Colômbia, Equador, Canadá e Estados Unidos para um público de mais de um milhão de pessoas. Nereu Afonso - Dramaturgia Nereu é autor, ator, palhaço e professor. Integra os Doutores da Alegria desde 1996, onde atua como palhaço em hospitais e formador. Seus textos dramatúrgicos já foram dirigidos por Cristiane Paoli Quito, Fernando Neves, Fernando Escrich, Luciana Viacava, André Carreira, Gustavo Kurlat, entre outros, e montados pela Cia Teatral As Graças, Doutores da Alegria, Trupe Dunavô, Piccolo Circo etc. Foi aluno de Jacques Lecoq e professor na escola de Philippe Gaulier, na França, país em que atuou, escreveu e dirigiu espetáculos por 10 anos. Trabalhou como Orientador de Núcleos e formador no curso de humor da SP Escola de Teatro. Como diretor de filmes documentários, participou de festivais na Europa, África e América do Norte. É o vencedor do Prêmio Sesc de Literatura, em 2006. É baterista no Circo Zanni e em outros coletivos circenses. Luciana Viacava - Direção Artística Atriz, palhaça, diretora, professora e preparadora de atores, desde 1995 tem sua pesquisa voltada para o Teatro Cômico e Gestual. Estudou no Escola Célia Helena em São Paulo, na Escola Jacques Lecoq em Paris e na Kiklos Scuola e Centro Maschere (Padova/Italia). Aprofundou-se na linguagem do palhaço e da comicidade física com profissionais como Bete Dorgam, Cia LaMínima, Philippe Gaulier, Avner Eisenberg, Luiz Carlos Vasconcelos, entre outros. Trabalha com preparação corporal, de máscara, palhaço e/ou de bufão para atores em diversas companhias. Dirigiu os espetáculos: As Três Mulheres Sabidas da Cia. Dedo de Prosa, Divagar e Sempre da dupla de palhaças Las Cabaças, Alvorada do Centro de Pesquisa da Máscara, Choque Rosa com o Circo di SóLadies e Contratempo com Iara Gueller. Foi professora de Teatro Físico no CEFAC e no Curso de Humor da SP Escola de Teatro. Como atriz trabalhou em grupos como As Meninas do Conto, Cia. Vagalum, Cia. Fraternal de Arte e Malasartes e Cia. As Graças. Foi uma das fundadoras da Cia. do Ó, com pesquisa na palhaçaria feminina. Hoje é formadora na Escola de Palhaços dos Doutores da Alegria e palhaça do elenco desde 2006, integrante do Coletivo Sampalhaças, do Piccolo Circo, dos Palhaços Sem Fronteiras Brasil e da dupla Lola e Charlito (com Ronaldo Aguiar). Alexandre Maldonado - Trilha Sonora Original Ator formado pela Escola livre de Teatro e músico multi-instrumentista com formação na Oficina de Teatro da Usp TUSP - ministrada pelo ator e diretor Edgar Castro; Universidade Livre de Musica – bateria, percussão e ritmo; Conservatório Souza Lima – bateria e percussão, harmonia, canto popular e historia da musica. Professor e arte-educador por 15 anos na Casa do Teatro e na Escla Superior de Artes Cênicas Celia Helena. Faz parte da Orquestra Modesta, Cia Barracão Cultural, Cia Vagalum Tum Tum. Marichilene Artisevskis - Figurinista Formada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e Modelagem no Senac. Trabalhou na TV Cultura de 1979 até 1990, no cinema realizou alguns filmes e ganhou prêmio de melhor figurino pela longa De Passagem (2002) direção de Ricardo Elias. Em teatro realizou vários espetáculos, entre eles: Camille e Rodin, direção de Elias Andreatto (2012); Pais e Filhos, direção de Adolf Shapiro (2012); Gaivota, direção de Nelson Baskerville; A Paixão segundo Nelson (2016), direção Debora de Dubois ; Isadora, dir. Elias Andreato (2016); Pequena Ladainha Anti-Dramática para a fuga do Leão do Circo e outras ou Poucas histórias nada interessantes (2016), direção de Chico Carvalho; Canções Para Pequenos Ouvidos, direção Fernando Escrich (2017); Mal-Entendido, direção Ivan Andrade (2018); Condomínio Visniec, direção Clara Carvalho (2019); Entre, direção Yara Novaes e Carlos Gradim (2019); A Queda, direção Nelson Baskerville (2019) e Av. Dropsie (2005), direção de Felipe Hirsch, que concorreu junto com Veronica Julian ao Prêmio Shell de Melhor Figurino. Giuliana Cerchiari - Iluminação Espetáculos "Letras Perambulantes"(2012) e “Vidma, a menina trança-rimas”(2015) do Núcleo Caboclinhas; “Henriques”(2016) e “Shake Show” (2019) da Cia Vagalum Tum Tum; “Antes do Dia Clarear” (2015) da Cia. 2dois; “Intempéries – Ruminações Sobre o Pertencer” e “Pó” grupo de dança Mumbra Corpo Móvel; “Canções para pequenos Ouvidos” (2017) e “Canções Para Pequenos Ouvidos 2” (2022) da Orquestra Modesta; “Lavadores de Histórias” (2018) Cia de Achadouros; “Aurora e o Tempo” (2018) da Cia. Temporã; “Shakespereando” (2019), da Trupe Irmãos Atada; “Aquele Momento em que...”(2019) dos Doutores da Alegria; “O Circo Bélico” (2019) e “Fábrica dos Ventos” (2022) da Trupe Lona Preta e “Ítaca” (2022) de Thiago Andreucetti.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2025-05-31
Locais de realização (8)
Salvador BahiaBelo Horizonte Minas GeraisSabará Minas GeraisCuritiba ParanáRecife PernambucoSão Francisco do Sul Santa CatarinaIracemápolis São PauloSão Paulo São Paulo