| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 33592510000154 | VALE S.A. | 1900-01-01 | R$ 800,0 mil |
| 07358761000169 | GERDAU ACOS LONGOS S.A. | 1900-01-01 | R$ 655,0 mil |
O projeto tem por objetivo garantir, em 2021, a manutenção do ia - Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto que irá preservar e difundir o patrimônio cultural brasileiro através de iniciativas e atividades culturais para viabilizar o acesso da população à arte contemporânea.
Plataformas digitais (Site e Aplicativo): (anexo detalhamento) Responsivo com 10 seções: Home, Empresa, Serviços, Galeria de Mídias, Formulário de Contato, Formulário de Orçamento, Notícias, Clientes, Casos de Sucesso, Resultados de busca. Especificação funcional, arquitetura de informação (UX), sitemap, wireframe, layout e desenvolvimento front-end e back-end para um novo website. Painel de Administração para atualização de conteúdo. HTML desenvolvido utilizando os padrões W3C (HTML, XHTML, CSS, XML, etc), separação em camadas e código (X) HTML semânticos. Configurações básicas para indexação em buscadores. Testes nas últimas versões dos principais navegadores. Planejamento, set-up e gestão de SEO O conteúdo do site e do aplicativo será em três idiomas (inglês, francês e espanhol). Portal Desenvolvimento de CMS utilizando o framework WordPress em sua versão mais recente utilizando PHP 7.1, MySQL ou MariaDB. Desenvolvimento de área pública utilizando HTML5, CSS3 e Javascript 100% adaptável a dispositivos móveis Aplicação de técnicas de otimização de performance e SEO Aplicação de politicas padrões segurança da informação regidas pelo OWASP Desenvolvimento de API privada para comunicação entre o portal e o aplicativo móvel utilizando PHP 7+ Aplicativo Móvel Desenvolvimento de aplicativo móvel multiplataforma utilizando React Native Integração do aplicativo móvel desenvolvido a API do portal de conteúdo Disponibilização dos aplicativos nas lojas para aplicativos móveis Google Play Store e Apple Store.
Objetivo Geral Unir, através da tecnologia de plataforma digital à produção artística e o debate crítico, a produção cultural material e imaterial da população de Ouro Preto, Mariana e região e os cidadãos brasileiros interessados em arte e cultura, inclusive populações geograficamente excluídas do eixo tradicional de eventos culturais. A partir da união desses três eixos, construir, de forma colaborativa, conteúdo que fomente um pensar crítico sobre arte contemporânea, criando, assim, ambiente que ofereça um canal de aprendizado e apropriação, bem como uma plataforma de divulgação da cultura mineira para o mundo. Fomentar discussões, eventos e atividades culturais; Estimular a visitação e despertar o interesse da população pela arte contemporânea; Fomentar o desenvolvimento dos profissionais da região para alavancar sua produção e inserção no mercado; Embasar parcerias para residências artísticas entre artistas locais e artistas consagrados; Consolidar as práticas, saberes e produção cultural material e imaterial dos habitantes da região de Ouro Preto e Mariana, em um processo investigativo do patrimônio humano histórico, aliado à inserção dos artistas e artesãos no circuito artístico, sendo essa a primeira etapa que levará a mapear outras regiões adjacentes à Estrada Real e, posteriormente, ampliar a pesquisa para áreas habitadas de todo o Brasil, inserindo a cultura dita periférica no cenário cultural. Objetivos Específicos: Produtos Culturais: 01 _ PESQUISA Realização de pesquisa para Mapeamento etnográfico inicial Levantamento de dados (pesquisa de campo) para mapear a produção cultural e patrimonial (material e imaterial), oriunda da região dos Inconfidentes. As informações levantadas serão organizadas de modo a gerar um arquivo (acervo) fluido e interativo, potencializando as vozes da expressão artística local. Como parte do projeto mais amplo, o mapeamento irá fornecer conteúdos para a plataforma digital, como também para o acervo do ia. 02 - PLATAFORMAS DIGITAIS _ CRIAÇÃO DE SITE E APLICATIVO Criação de Site, Aplicativo, Programa de Residência Artística e Criação e Execução de Plano de Marketing digital que tornará amplamente acessível material conceitual e visual de relevância para a discussão sobre a arte e a cultura contemporâneas, produzido por intelectuais e profissionais relevantes da cultura e irá divulgar o mapeamento etnográfico da região de Ouro Preto, especialmente no que concerne a produção de artistas e artesãos da região assim como a divulgação das etapas de desenvolvimento do instituto e atividades realizadas. O site será um canal de discussão colaborativa com a comunidade. Devido a grande interação com o público, a estratégia de marketing digital para gerenciar as redes sociais inclui monitoramento, por meio de ferramentas, de tudo o que está realizado pelo ia. Este monitoramento, quando processado, gera relatórios e documentos que servirão como base para organizar as estratégias do instituto, auxiliando na descoberta de novos mercados, produtos e serviços, ou até mesmo, reverter possíveis ideias e reclamações dos consumidores, em soluções. A presença nas redes sociais é uma obrigação para a divulgação de projetos culturais. O site dará acesso a todo o acervo digital do instituto em 03 línguas (inglês, espanhol e francês). Por uma questão circunstancial, devido ao isolamento provocado pela pandemia do novo coronavírus, e as incertezas com relação à vida e práticas sociais, achamos necessário abrirmos uma nova frente do ia _ Instituto de Arte de Ouro Preto: o iai? _ Instituto de Arte Interativo. Vamos iniciá-la com 12 (doze) programas de residência emergencial, que pretende apoiar de 6 a 8 artistas, com duração de 06 semanas. Todo material colhido será disponibilizado em meio digital, no portal do instituto www.ia.art.br, através de plataformas de visibilidade e discussões abertas ao público, iniciando, desta forma, o acervo digital do ia. Os artistas serão escolhidos através de edital e deverão, ao final de cada programa, nos entregar material/obra que transformaremos em conteúdo pedagógico digital para escolas públicas e privadas. Cada programa tem duração de 06 (seis) semanas cada; contendo: Cada programa terá um assunto da contemporaneidade a ser discutido e desenvolvido pelos artistas, a escolha será do nucleo curatorial do instituto. Serão: 02 (duas) lives semanais, com aproximadamente 1h (uma) cada, sendo 01 (uma) em grupo, com os artistas envolvidos e 01 (uma) individual, entre curador e artista; totalizando, 12 (doze) lives por programa; Os artistas serão escolhidos através de edital e deverão, ao final de cada programa, nos entregar material/obra. Todos os dados/material coletados transformaremos em conteúdo pedagógico digital e fornecido para escolas públicas e privadas com orientação aos professores através de aula on line. 03 - EXPOSIÇÃO - PROJETO ESTAÇÃO de Arte Pública Serão 04 Instalaçõs de Arte Contemporânea a Céu Aberto. O Projeto ESTAÇÃO reúne um conjunto de ações públicas que, por sua vez, também se tornam catalisadoras de outras, tecendo uma rede de ações/projetos de forma a expandir o alcance cultural e de fruição na sociedade. Estas ações não serão impostas à população, mas geradas mediante a ação educativa e crítica, via material digital didático e monitoria digital, explicando o porquê de cada situação. Esta fase do projeto engloba, , 04 (quatro) ações simultâneas e 04 (quatro) instalações de arte contemporânea. A base do projeto consiste no fato de que a arte no espaço urbano pode ativar contextos históricos, arquitetônicos, sociais, políticos e estéticos, e é capaz de gerar espaços, ao invés de ocupá-los, notadamente no contexto pós-COVID 19. A arte ao céu aberto permite um maior distanciamento entre as pessoas e a cidade de Ouro Preto, e é cenário ideal para tal ação, gerando temas de debate atuais e históricos. Os artistas convidados, via a curadoria do "iai?", poderão experimentar e explorar formas de produção colaborativa com artistas/artesãos locais. 04- SEMINÁRIO - PROJETO ESTAÇÃO Realização de um seminário em Ouro Preto, em lugar a ser escolhido, com os artistas convidados para a mostra a céu aberto das instalações, curadores, filósofos, arquitetos, professores, pesquisadores e público interessado, com duração máxima de três dias, com o objetivo de investigar, refletir e debater questões, a partir do tema "Intervenções artísticas contemporâneas na arquitetura barroca", alinhavando as especificidades dos espaços pós-covid, no século XXI, e as mudanças e novas tendências das práticas museológicas. Além de presencial, o Seminário será transmitido via plataforma digital do ia, no formato bilíngue e tradução em libras, fomentando e democratizando o acesso a esses saberes. 05 - APRESENTAÇÃO MUSICAL Realizar 02 apresentações musicais, com 01 (um) artista local e 01 (um) global, na abertura do seminário. 06 - SEMANA DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE OURO PRETO _ ARTE COMO FUNÇÃO Realização da 1ª Semana de Arte Contemporânea de Ouro Preto que irá ressignificar os espaços da cidade a partir de diálogos horizontais, quebrando a hierarquia geopolítica cultural a partir de estéticas díspares brasileiras contemporâneas. O evento terá duração de 10 dias, sendo composto por atividades formativas (palestras, oficinas e debates) e uma programação artístico-cultural (instalações artísticas, exposições e shows). O evento executará as seguintes atividades culturais: ● Promoção de 02 debates. ● Realização de 03 palestras. ● Realização de 03 instalações artísticas. ● Realização de 06 apresentações musicais. ● Produção de 04 exposições, incluindo debate com os artistas.
O fomento através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, neste momento, é a única forma de viabilização de execução e cumprimento das metas culturais do projeto. O ia - Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto é uma associação civil sem fins lucrativos, focada no compromisso social por meio da arte. Foi concebido como uma instituição que edifica o diálogo universal entre a comunidade e a arte contemporânea. O desenvolvimento das plataformas digitais é um dos pilares iniciais para estruturação (e divulgação) de suas atividades, juntamente com o mapeamento etnográfico da região, que servirá de parâmetro para a construção do acervo digital do Instituto. As plataformas digitais chegam nesse momento no ia para disseminar as suas ações e será o principal canal para a geração de discussões no campo da arte, educação e cultura. Após o desenvolvimento das plataformas digitais, passa às diversas atividades para o ano de 2021, que irão gerar conteúdo para o ambiente digital. Sua atuação, em consonância com sua missão e valores, vem de forma democrática buscar a sua implantação através de um seminário internacional, no qual serão discutidas as melhores formas e práticas com o objetivo de investigar, refletir e debater questões, a partir do tema "Intervenções artísticas contemporâneas na arquitetura barroca", alinhavando as especificidades dos espaços pós-covid, no século XXI. Esses debates irão propiciar um espaço de aprendizado, trocas e provocações sobre arte, patrimônio cultural, antropologia do espaço, sustentabilidade, apropriação local, dentre outras discussões, mas que também atenda às demandas da comunidade. Após 2021, continuará trilhando sua estratégia operacional para que as metas iniciais sejam alcançadas. Posterior à primeira fase, a cidade pode começar a desfrutar de um novo polo cultural contemporâneo. O Instituto tem como missão trazer à tona o fomento etnográfico, viabilizador do desenvolvimento da comunidade, a partir do trânsito que se dá entre a arte moderna e contemporânea, inicialmente nas cidades de Ouro Preto, Mariana e região dos Inconfidentes - diáspora negra e, originalmente, de enraizamento histórico do Brasil - através dos Programas Emergenciais de Residências Artisticas, num princípio de descolonização para traduzir a etnografia através do tempo como geradora do autoconhecimento da cultura de um país por intermédio da arte contemporânea e suas vertentes. Tem como meta consolidar o senso crítico do cidadão em relação ao plano cultural de seu contexto sócio-político-econômico; proporcionar às pessoas uma nova forma de experimentar e viver a arte resultante do contexto cultural em que estão inseridas, estimulando uma nova visão sobre o velho e o novo. A realidade sócio-cultural de Ouro Preto exige um diálogo profundo entre o passado, o presente e o futuro. O Manuscrito Barroco Urbano, que irradia a cultura dos antepassados para a visão contemporânea de museu apresenta questões referentes à sustentabilidade imaterial do passado. Sustentabilidade essa que projetar-se-a, por meio dos planos para o futuro, em ações e decisões a serem tomadas para que o restauro geocultural local das cidades-monumentos redesenhe o mapa cultural latino-americano, o qual irá reverberar no tempo e no espaço. Nesse sentido, o ia nasce com a função de interligar diversos setores em Ouro Preto e seu entorno com o mundo. Estima-se que, em dois anos, após o início das atividades propostas, já será possível testemunhar o desenvolvimento cultural da população e do turismo local. Depois disso, já se notará um reflexo na economia, destacadamente no mercado hoteleiro e de serviços. O ia tem por vocação criar afinidades entre os artistas, suas obras, o público e o território de seu entorno, oferecendo, por meio de uma plataforma colaborativa, uma diversidade de linguagens e formas dinamizando a vida cultural e o fomento às atividades artísticas. Trata-se de acreditar no potencial criativo do indivíduo, no conjunto de artistas e espectadores, nas associações e comunidades e, também, nas instituições parceiras que fazem parte do corpo do ia. As influências locais estarão sempre presentes na cultura do Instituto, fruto do fenômeno chamado "glocalização", que se refere à presença da dimensão local na produção de uma cultura global. Assim, o instituto apresentará, majoritariamente, ideias e estilos internacionais por meio de movimentos artísticos multiculturais (dança, música, artes visuais, estendendo-se a instalações, site especific, performances, land art, ocupações e mixed media) que evidenciam uma ruptura com os conceitos tradicionais de arte, ao mesmo tempo em que fomentam a discussão com os espectadores sobre o significado da arte. O ia terá uma programação continuada de workshops, cursos, palestras, fóruns, formação de professores e alunos de escolas. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, o projeto cultural atenderá através dos seguintes objetivos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: d) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
Continuação de Detalhamento dos produtos: SEMANA DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE OUTRO PRETO A 1ª Semana de Arte Contemporânea de Ouro Preto é um projeto do ia - Instituto de Arte Contemporânea com o objetivo de ressignificar os espaços da cidade a partir de diálogos horizontais, quebrando a hierarquia geopolítica cultural a partir de estéticas díspares brasileiras contemporâneas. O evento terá duração de 10 dias, sendo composto por atividades formativas (palestras, oficinas e debates) e uma programação artístico-cultural (instalações artísticas, exposições e shows). 1. Promover 02 debates (cada debate com 03 “profissionais” da área + 02 mediadores) a. Transições tangíveis: marcos cognitivos entre moderno e contemporâneo b. Produção independente e mercado 2. . Realizar 03 palestras a. Arte para a cidade sensível - com Brigda Campbell b. A morte para a cidade espetáculo - Natasha Rena (MG) c. A produção do sentido - Renato Cymbalista (SP) 3. . Realizar 03 instalações artísticas (projetos comissionados/inédito) a. Largo do Pilar - Henrique Oliveira (SP) b. “Sinos” - Vivian Caccuri c. Praça Tiradentes - Advânio 4. Apresentações Musicais 06 shows a. Igreja do Pilar: Artho Lindsay b. Igreja Santa Efigênia: Marcos Felinto dos Santos c. Igreja do Rosário: Wagner Tiso d. Casa da Ópera: Xênia França e. Igreja São José: Juçara Marçal O ia tem como ideologia a conservação do centro histórico, por este motivo, os shows não serão em palcos de estrutura metálica montados na praça Tiradentes (ou outro qualquer lugar do centro histórico), pois tanto o peso das estruturas quanto a altura do som abalam a paisagem, a arquitetura dos casarões e os acervos dos museus, principalmente o do Museu da Inconfidência. Portanto, todos os shows da Semana serão nos espaços que a cidade disponibiliza, como: Igreja do Nossa Senhora do Rosário, Igreja de Nossa Senhora do Pilar, Igreja de São José, Igreja de Santa Efigênia e Teatro Casa da Ópera. O instituto reconhece a cidade como organismo vivo, patrimônio cultural da humanidade, e deseja mantê-lo vivo. 5. Produzir 04 Instalações a. Anexo do Museu da Inconfidência: Emiliana Marquetti (MG) + Leda Catunda (SP) b. Galeria FAOP: Artesãos da Serra dos Palmitos (MG) + Beatriz Chachamovits c. Casa dos Contos: Edgar de Souza (SP) + Sr. Adão Cassiano (MG) d. GLTA: Daniel Murgel (RJ) + Anderson [bracinho] (MG) As instalações artísticas serão feitas tanto em espaços urbanos da cidade de Ouro Preto, com as devidas aprovações legais da Secretaria de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto quanto do Iphan. As exposições serão montadas nos espaços expositivos da cidade 6. Organizar 04 conversas entre os artistas que estarão expondo. As conversas serão promovidas com o intuito de dar oportunidade do artista falar da sua vida, trajetória e obra. Expor suas trocas de experiências para o público. Serão feitas entre os artistas expositores. As exposições são fruto de links curatoriais do instituto entre artistas locais e artistas de outras origens brasileiras, da cena do mercado de arte brasileiro. Usaremos os anfiteatros do Museu da Inconfidência, como também do GLTA - Grêmio Literário Tristão de Ataíde para esses encontros. 7. Oficinas nas escolas públicas Serão escolhidas 3 escolas públicas da região de Ouro Preto para receber um ciclo de oficinas composto por 3 módulos, sendo eles: Introdução a Arte Contemporânea, A Arte na Contemporaneidade , Expressões de Arte Contemporânea. Cada turma deverá ter aproximadamente 30 alunos e no final da oficina será realizada uma intervenção artística na escola, reunindo todo o conteúdo absorvido durante os módulos. 8. Palestras As palestras são voltadas para com os seguintes temas: Arte para a cidade sensível - com Brigda Campbell, A morte para a cidade espetáculo - Natasha Rena (MG), A produção do sentido - Renato Cymbalista (SP). SEMINÁRIO O seminário é composto pelas mesas de discussão, como parte do projeto mais amplo de implementação do ia, o seminário articula-se com outras ações, fornecendo conteúdo para as plataformas digitais, abrindo e dando voz ao Projeto de arte publica ESTAÇÃO. Entre os temas verticais que perpassam a transversalidade que será a própria criação arquitetônica do ia podemos citar: Pontos-chave: - Antropologia do espaço; - Sustentabilidade; - Espaços expográficos na contemporaniedade para pequenas, médias e grandes obras Inserção territorial - Nova centralidade em OP - Capacidade de indução de melhoria da qualidade do tecido urbano - Conectividade /Integração - Compreensão do raio de influência (continental, nacional, regional e local) em função do papel que se pretende para instituição. - Análise de empreendimentos concorrentes e complementares nos diversos raios de influência. - Mobilidade - Implantação das Instalações estabelecendo relações de qualidade e respeito com o entorno imediato - Sustentabilidade - Soluções que promovam a conservação de energia e preservação dos recursos naturais. Qualidades Urbanísticas - Marco urbano em uma cidade histórica - Promoção do encontro e compartilhamento - Ponto novo na rede de espaços de usos públicos na cidade - Permeabilidade urbana - Referência para melhoria do tecido urbano de OP Programação do Seminário O evento abrirá o Projeto ESTAÇÃO e terá a duração de 03 (três) dias através do convite à profissionais especializados em áreas distintas que possam contribuir para o desenvolvimento de uma nova abordagem sobre aos espaços culturais pós covid-19. Local: A combinar 9:00h Abertura: O que é o ia e a importância da discussão Maria Isabel do Amaral Gurgel - presidente executiva do ia Abre para: Presidente do IPHAN Presidente do IBRAM Reitoria UFOP Presidente do IAB Minas Gerais Governador de Minas Gerais Prefeito da cidade de Ouro Preto As mesas serão organizadas com uma apresentação (palestra) e posterior debate. Atividades paralelas ao Seminário - 01 show para a comunidade em local público com abertura de uma banda local - 01 exposição sobre o resultado do mapeamento inicial etnográfico em Ouro Preto e Mariana - curadoria em análise
PESQUISA (detalhamento anexo) O trabalho de mapeamento etnográfico surge da necessidade de compreender as relações socioculturais, os comportamentos, os ritos, as técnicas, os saberes e as práticas da comunidade local e regional. Esse projeto faz parte da fase inicial de implementação das ações do ia que pretendem trazer o contemporâneo para Ouro Preto, Mariana e região dos Inconfidentes, levando em conta a relevância da produção local, ao atuar de forma a construir pontes entre essa comunidade e a comunidade artística nacional e internacional, através das residências culturais. O levantamento dos dados (pesquisa de campo) será de responsabilidade dos núcleos culturais do projeto, sob a tutela do conselho curatorial, em parceria com líderes comunitários. Assim, será possível mapear a produção cultural, material e imaterial oriunda da região. As informações levantadas serão organizadas de modo a gerar um arquivo (acervo) fluido e interativo, potencializando a expressão artística local. Especialistas das áreas de antropologia, sociologia, história, arte e filosofia serão convidados a realizar a análise dos dados coletados e desenvolver textos críticos, fomentando o debate, quanto à memória local em relação à história do Brasil. Como parte do projeto mais amplo de implementação, os dados levantados no projeto, bem como os desdobramentos teóricos, mapeamento dos artesãos e imagens da produção ligam-se a outras etapas do projeto, da seguinte maneira: 1) Plataformas digitais: o mapeamento vai fornecer conteúdo às plataformas digitais do ia (site, aplicativo para celular e programa de residência artística emergencial), tornando o material amplamente acessível e permitindo a participação do público na construção e elaboração do saber. Esse material irá integrar um acervo digital, fomentando a criação de um museu virtual do patrimônio cultural brasileiro, que irá expor artefatos e práticas. Daí a necessidade de fotógrafos, curador digital, e cinegrafistas especializados no registro de materiais culturais, aptos a captar a essência da população local e comunicá-la e difundi-la artisticamente para o público. Realizar o mapeamento etnográfico da população que habita os seguintes bairros: Ouro Preto: 1. Alto da Cruz 2. Santa Cruz 3. Vl. Cruzeiro 4. Piedade 5. Caminho da Fábrica Mariana: 1. Passagem de Mariana 2. Barro Preto 3. Cabanas 4. Santana 5. Colina O processo de mapeamento seguirá as seguintes diretrizes: 1) Treinamento do pessoal de campo, realizado através de workshops com profissionais selecionados pelo conselho cultural do ia, para determinar estratégias e diretrizes conceituais, garantindo que o trabalho de entrevista, coleta de dados e registro das histórias e produções locais seja devidamente realizado, com respeito aos habitantes e minúcia de pesquisa. 2) As equipes de mapeamento serão composta por um líder comunitário, oriundo das associações de bairro e de núcleos representativos dos grupos locais, levando em conta a importância da representação de temas de inclusão social. Serão 06 (seis) equipes, cada uma formada por um coordenador, três estagiários (estudantes de áreas afins), um fotógrafo e um cinegrafista para registro. Todos contarão com o auxílio técnico-conceitual constante do ia. 3) O foco da pesquisa são as práticas culturais de Ouro Preto, Mariana e região dos Inconfidentes, compreendendo: gastronomia, horta orgânica, queijaria artesanal, bordado, crochê, tricô e afins, cantaria, pintura, gravura, escultura, entalhe, confecção de velas, encadernação, marcenaria, restauro, ourivesaria, design de jóias, artesanato, cestaria, lapidação de pedras, revestimentos naturais, literatura, teatro, dança, música, artes visuais, paisagismo e outras. O trabalho de mapeamento propriamente dito será realizado no período de três meses. Os dados levantados compreenderão as seguintes informações sobre os artistas e artesãos locais: nome, endereço, história pessoal, inserção na dinâmica socioeconômica local, técnicas de produção, produto desenvolvido/criado, imagens e testemunhos. As diretrizes de pesquisa serão determinadas por profissionais e pesquisadores das áreas de antropologia, sociologia e filosofia da arte; os registros de imagens serão, em si, artísticos, daí a necessidade de profissionais capacitados. 4) Em posse dos dados levantados, o ia acionará uma equipe de pesquisadores das áreas de antropologia, sociologia, filosofia e artes para análise do material. Serão produzidos textos e artigos crítico-conceituais à partir da elaboração do levantamento, procurando aprofundar o conhecimento sobre o patrimônio cultural da região. Este material será disponibilizado no site, aplicativo e redes sociais do ia para apreciação de todos, no formato de revista digital. Além disso, haverá no portal um espaço de discussão (fórum),onde o público, incluindo os habitantes da área mapeada, poderão tomar voz na construção do debate sobre patrimônio cultural. 5) Outro resultado do estudo etnográfico compreende a elaboração de um mapa, constando o endereço dos artistas e artesãos da região, bem como informações sobre sua produção. Esse mapa permitirá que o visitante de Ouro Preto e de Mariana vá além do centro histórico, propiciando a descoberta do entorno e sua riqueza cultural. O mapa será impresso e distribuído, gratuitamente, em pontos-chave das cidades de Ouro Preto e Mariana, além de disponibilizado no site do Instituto. Pretende-se também a integração ao Google Maps, através da ferramenta My Business. 6) Para garantir que o fluxo de visitantes em direção ao entorno de Ouro Preto e Mariana será frutífero para as comunidades da região, tanto do ponto de vista econômico, quanto do ponto de vista da construção de um diálogo cultural, o ia pretende realizar encontros periódicos com a população local, capacitando-os para recepção de turistas, organização de produção e valorização das atividades que eles mesmos desenvolvem. Assim, as pessoas estarão prontas para receber os turistas que desejarem conhecer, por exemplo, uma fábrica de velas, oficinas bordados, degustação de comidas típicas, artesanato, pedra sabão... E, claro que, com o tempo, essas qualificações ficarão cada vez mais evidentes. 7) Será realizado um workshop de empreendedorismo e produção para os artistas e artesãos que tiverem interesse, oferecendo, assim, ferramentas para seu aprimoramento e inserção no mercado. 8) Os resultados do mapeamento serão essenciais para o processo de desenvolvimento de projetos futuros do ia, promovendo uma interlocução radical com a população local, conceito chave na construção de um pensamento e prática artística inclusiva. A partir do mapeamento, o ia realizará residências artísticas com artistas renomados do Brasil e do mundo, promovendo o encontro desses artistas "consagrados" com os artistas e artesãos locais. Dessa troca e aprendizagem mútuas, acreditamos que podemos conferir dignidade à cultura imaterial da região e estimular seu desenvolvimento, difusão e proteção. CRIAÇÃO DE SITE E APLICATIVO É muito importante para o projeto a criação de site, aplicativo, plataformas e perfis de redes sociais, num modelo contemporâneo que permite a proteção e divulgação da arte digitalmente, como canal de fomento de discussão ativa sobre preservação, história e arte contemporânea, no formato de vitrine do trabalho artístico e de pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto. Funcionará como plataforma de divulgação do trabalho de artistas populares de Ouro Preto, Mariana e região dos Inconfidentes, potencializando a visibilidade de seus trabalhos e a inserção na discussão sobre patrimônio cultural e arte através também dos Programas Emergenciais Pós Covid-19. Divulgará também as atividades realizadas pelo instituto, servindo como portal de comunicação com a comunidade local e interessados. Inclui o desenvolvimento técnico, a produção de conteúdo e o gerenciamento/manutenção das plataformas. Curadoria digital: com o objetivo de criar um espaço digital inovador e verdadeiramente contemporâneo, entendemos como essencial a contratação de um curador digital. Esse profissional será responsável pela gestão dos conteúdos críticos e artísticos, de forma que as plataformas digitais do ia sejam, de fato, uma proposta que dialoga com a materialização de um Instituto de Arte Contemporânea virtual. Além disso, esse profissional deverá observar as leis de ‘compliance’ e adequar-se aos pré-requisitos de patrocinadores, bem como da Lei Federal de Incentivo à Cultura, garantindo a coerência do projeto para além do artístico. Criação de conteúdo: haverá investimento considerável na criação de conteúdo, pois o estofo intelectual do projeto é essencial para que ele se estabeleça no horizonte artístico-cultural. Dado que o desenvolvimento das plataformas digitais pretende, também, constituir, fortalecer e divulgar o ia, promovendo sua inserção e a adesão da população ao projeto, é importante que os profissionais contratados para produção de conteúdo sejam altamente especializados e aptos a desenvolver as discussões propostas. O site tem por objetivo tornar amplamente acessível e de relevância material conceitual, visual e os programas para a discussão sobre a arte e a cultura contemporâneas produzido por intelectuais e profissionais da cultura, em diálogo com a missão do ia; divulgar o mapeamento etnográfico da região de Ouro Preto e Mariana, especialmente no que concerne a produção de artistas e artesãos da região; divulgar as etapas de desenvolvimento do ia, atividades realizadas e chamadas para eventos e abertura de um canal de discussão colaborativa com a comunidade. - conceito: apresentação do Instituto, com informações sobre sua formação e objetivos, além de material relevante para pesquisa e debate sobre o contemporâneo na arte. - análise etnográfica de Ouro Preto e Mariana: surge da necessidade de compreender as relações socioculturais, os comportamentos, os ritos, as técnicas, os saberes e as práticas da comunidade local e regional. Com esse foco, o ia vai mapear a população e a produção cultural das cidades de Ouro Preto, Mariana e arredores. Assim, olhando para além da tradicional arquitetura e do barroco, trazer à tona sua realidade artística sob o ponto de vista etnográfico, atribuindo dignidade à produção popular local. Serão criados núcleos culturais no ia, sob a tutela do conselho curatorial, para mapeamento da cultura imaterial oriunda da cidade de Ouro Preto e arredores. Tais setores deverão documentar e divulgar as pesquisas etnográficas e artísticas do Instituto, num primeiro momento, pelo prisma digital. Com essa iniciativa, o ia pretende ser, institucionalmente, um suporte contemporâneo que dará voz à expressão artística local, mapeando, organizando e formando um acervo fluido e interativo do patrimônio. Assim, iremos propiciar intercâmbios culturais entre as várias expressões das linguagens artísticas regionais e internacionais, que serão contatadas e convidadas a integrarem a iniciativa. - construção de acervo material e imaterial: compreendendo que a linguagem digital é parte integrante da contemporaneidade, operando como ferramenta de acessibilidade e preservação de patrimônio, o acervo digital do ia abrange: 1) as obras de arte de museus parceiros, disponibilizadas para visualização no site, bem como textos críticos acerca de sua relevância histórica e artística; 2) obras de arte criadas para o ia, durante a realização de seus projetos de residência artística, além do registro de seus processos criativos e material paralelo selecionado pelo conselho curatorial; 3) mapeamento e divulgação da produção cultural de Ouro Preto, Mariana e região dos Inconfidentes, fruto do projeto de pesquisa etnográfica, que dará acesso à essa nova cartografia imaterial, criando uma plataforma de divulgação para os artistas/artesãos/produtores da região. 4) galeria de mídias, com fotos e vídeos das atividades desenvolvidas no projeto. - conteúdo crítico: contando com a participação de intelectuais e pesquisadores de áreas diversas - tais como filosofia, antropologia, história da arte, artes plásticas, sociologia, curadoria, etc - gerar e difundir conteúdo sobre as discussões atuais sobre arte, patrimônio e sociedade, tornando amplamente acessível as discussões que costumam ficar restritas à academia e aos círculos especializados. - Portal de transparência: de acordo com a lei de acesso à informação, tornará disponível para o público as despesas do projeto, alimentado mensalmente. Ainda, o site contará com seções tradicionais, tais como: amigos do museu; conselhos; programação paralela; casos de sucesso; conselhos; home; serviços; resultados de busca e loja digital de souvenir do ia. APLICATIVO O aplicativo, software para aparelhos móveis, como smartphones e tablets, pretende 1) oferecer conteúdo similar ao site, porém acessível de forma mais condensada; 2) Divulgar o trabalho de artistas locais, pautado no mapeamento etnográfico realizado pelo ia, além da difusão dessa produção cultural, oferecendo espaço virtual de escoamento do mapa da cultura local; 3) Oferecer conteúdo dinâmico sobre o que acontece no ia e as discussões em pauta; 4) permitir uma participação ativa do público, através da interatividade dos dispositivos móveis; 5) divulgar dicas práticas sobre eventos e infra-estrutura da região aos turistas e visitantes; 6) ser um canal de avaliação e feedback do o público. Seções previstas: mapa da cultura; projetos do ia; sobre o ia; residências artísticas; obras; entorno; imperdível; favoritos; mapas; tours; hotéis; contato. Importante: o aplicativo será disponibilizado para download gratuitamente, bem como suas eventuais atualizações. Redes Sociais Essa plataforma será um canal que facilitará a comunicação do instituto com o público, de maneira prática e dinâmica. Terá as seguintes funcionalidades: 1) Gestão e criação de conteúdo especializado para os canais, com periodicidade e frequência de publicação; 2) Publicação de conteúdo próprio ou de terceiros, a partir das discussões do conselho curatorial junto às comunidades e de profissionais (professores, curadores, artistas, etc); 3) Divulgação em redes sociais: Facebook, Instagram, YouTube; 4) Oferecimento de canais de comunicação, através dos serviços de mensagem das redes sociais (messenger, direct, etc), garantindo atendimento e informações de fácil acesso para ambas as partes; 5) Análise de presença, planejamento e gestão da marca nas redes sociais. iai/? - PROGRAMAS EMERGENCIAIS DE RESIDENCIA ARTISTICA pós COVID-19 São inúmeras as pessoas e instituições no mundo que hoje sofrem com as perdas, humanas e econômicas, em meio à crise do COVID-19. Estamos vivendo tempos de incerteza e mudanças de paradigma. O impacto da pandemia nos atinge em todas as dimensões: trabalho, saúde, vida pública, relações sociais, debate político, economia, meio ambiente e cultura. O ia, que tem por sua natureza fomentar o encontro e intercâmbio entre a população de Ouro Preto, artistas e artesãos locais e agentes do campo da arte de outras regiões, vê, no momento, seus programas extremamente abalados, como os de tantas outras instituições e organizações. No esforço de continuar fornecendo uma formação cultural e artística às comunidades e territórios atingidos, o instituto enxerga a necessidade de se reestruturar e repensar seu papel de responsabilidade social e cultural. Como podemos seguir fomentando e criando comunidades com as portas fechadas? Como podemos reunir e compartilhar uma infinidade de ideias e perspectivas, facilitando o diálogo em meio ao distanciamento? Em resposta aos desafios decorrentes do COVID-19 e seus efeitos no setor cultural, o ia decide dar início a um programa emergencial mensal chamado iai?, que consiste em dar apoio à comunidade artística, com o objetivo de amenizar os efeitos econômicos e sociais, no marco dessa situação excepcional. Neste sentido, o ia dá continuidade à sua missão, abraçando a diversidade social, econômica, de gêneros e vivências, em um diálogo entre artistas e a comunidade que vive nos arredores da região dos Inconfidentes, através do iai? - Programa de Residência Emergencial. As residências artísticas, durante anos, facilitaram situações de encontro, fomento e compartilhamento de conhecimentos através de intercâmbios, imersões e reuniões de indivíduos e grupos. Ao sentir-nos sensibilizados por uma crise sanitária mundial, decidimos estruturar um novo programa de residência e convidamos artistas e pesquisadores a traçar paralelos entre suas práticas artísticas de ateliê e a inevitabilidade atual de observar e interagir a partir de um distanciamento social ou isolamento obrigatório. Complexificando a efetividade dos meios virtuais, e colocando em debate a problemática de acessibilidade e temporalidade, o programa explora novas formas de habitar esses espaços de encontro e troca e incentivar a criação de trabalhos a partir dessa perspectiva. De que forma as plataformas digitais podem colaborar com os programas e criar outras formas de produzir e estar no mundo? Como pode servir para encontrar outros tipos de temporalidade nos trabalhos artísticos? Como essa nova realidade pode evidenciar territórios invisíveis e contribuir para uma discussão social e política? Essas são algumas das perguntas que orientam os processos de trabalho. Serão selecionados de 6 a 8 participantes através de convocatória aberta ao público para artistas brasileiros ou estrangeiros residentes no país maiores de 18 anos. O programa será formado por encontros virtuais em 03 modalidades: a) coletivos, reunindo todas as vozes e ampliando as discussões sobre os processos de trabalho; b) individuais, com a coordenação do programa para aprofundar temas específicos de cada pesquisa; c) abertos ao público, para dar visibilidade à formalização dos trabalhos. Todos os trabalhos desenvolvidos na ocasião do programa de residência e os debates facilitados em cada uma das pesquisas serão estruturados e transformados em ferramentas pedagógicas digitais. Os conteúdos gerados, que têm como foco a rede de ensino público, serão disponibilizados em uma plataforma on-line, servindo de material para trabalhar em salas de aula virtuais, de modo que, futuramente, possam ser incorporados pelos professores em diversas matérias. O material será difundido pelo ia a professores e diretores das escolas da região. O iai? – Programa de Residência Emergencial tem como objetivos centrais: apoiar artistas e pesquisadores que se encontrem em situação de vulnerabilidade; auxiliar os agentes que tenham sido obrigados a interromper suas atividades de ensino, curadorias, escritos e produção devido a fechamentos institucionais ou cancelamentos de eventos, exposições e programas públicos, em função das circunstâncias atuais; apoiar artistas e pesquisadores no desenvolvimento de trabalhos a partir das questões levantadas, que reflitam com responsabilidade sobre o cenário atual e futuros possíveis; fornecer para a comunidade, principalmente professores e alunos da rede pública de ensino, novas ferramentas de trabalho. Ficha Técnica 06 (seis) programas anuais, de 06 (seis) semanas cada; 02 (duas) lives semanais, com aproximadamente 1h (uma) cada, sendo 01 (uma) em grupo, com os artistas envolvidos e 01 (uma) individual, entre curador e artista; totalizando, 12 (doze) lives por programa; 06 (seis) materiais didáticos interativos, sendo 01 (um) relativo a cada programa, coordenado por uma arte-pedagoga, para realização de oficinas e workshops direcionados a professores da rede pública de ensino para posterior utilização em sala de aula; PROJETO ESTAÇÃO – Arte pública Palestras, oficinas e entrevistas compõem o projeto, gerando debates nas redes sociais, além de um acervo digital da concepção à instalação da obra. Há também a possibilidade do projeto se transformar num programa de pesquisa para universidades e pesquisadores interessados no tema. A presença e o desaparecimento das obras/instalações temporárias desencadeiam um campo de tensão entre o espaço e a temporalidade, os quais são temas que podem ser explorados, principalmente agora no momento que estamos vivendo. Os artistas terão que utilizar materiais que podem permanecer expostos ao ar livre, durante certo período de tempo, em que o efêmero é a ordem de fruição do espetáculo na contemporaneidade. Não há mais acervo físico, apenas digital. As obras ficarão expostas à visitação na cidade de Ouro Preto – a céu aberto - no prazo de, aproximadamente, 06 (seis) meses que, é o tempo estimado para a duração dos materiais usados pelos artistas. As obras serão retiradas pelo instituto num período anterior à sua degeneração total. Todos os procedimentos serão tomados com especialistas para a instalação das obras não causando assim danos ao patrimônio histórico.
· Pesquisa Não se aplica, trata se de pesquisas a serem efetuadas por equipe especializada · Site e Aplicativo (Plataforma digital) Acessibilidade deficiente Visual - Pesquisa: Acessibilidade de conteúdo: Todo o material levantado no mapeamento, bem como os textos críticos de análise desenvolvidos serão disponibilizados na internet através de ferramentas de acessibilidade para pessoas com deficiência. Serão utilizadas no site a utilização de leitores de tela, opção de contraste de cores; alternância de tamanho da fonte, navegação por meio do teclado, alternativas de conteúdo como, por exemplo, Acessibilidade para deficiente Auditivo: Vídeos com tradução em libras; e criação de textos ajustados à linguagem das mídias digitais. Acessibilidade Física – não se aplica · Exposições Acessibilidade Física - As exposições (instalações artísticas) serão construídas em céu aberto nos espaços públicos da cidade, para atendimento Acessibilidade para deficiente Auditivo - Aos deficientes visuais haverá placa em brille com o descritivo da obra. Acessibilidade para deficiente Auditivo - (não se aplica) · Seminários Acessibilidade Física - Os espaços utilizados para o seminário e para as instalações serão preparados para dar acesso a cadeirantes dentro das possibilidades das edificações utilizadas. Em se tratando de prédios tombados da cidade de Ouro Preto, não é possível garantir a implementação de rampas de acesso e banheiros adequados. No entanto o ia se compromete a tomar todas as medidas necessárias para que o potencial de acesso físico seja aproveitado ao máximo. Acessibilidade para deficiente Auditivo - As falas contarão com tradução simultânea, em linguagem de libras. - Acessibilidade de conteúdo: As mesas serão transmitidas ao vivo no site do ia. Os vídeos ficarão disponíveis no acervo do site e no YouTube, bem como os textos críticos de análise desenvolvidos, e disponibilizados em três línguas (francês, inglês e espanhol), viabilizando o acesso ao público estrangeiro. Garantindo acesso a deficientes auditivos, os vídeos serão legendados, em português. Acessibilidade para deficiente Visual - Implantação de Ferramentas de acessibilidade para pessoas com deficiência visual serão utilizadas no site para inclusão digital desse público, através das plataformas digitais previstas neste projeto. · Apresentações Musicais Acessibilidade para deficiente auditivo- As apresentações contarão com intérprete de libras Acessibilidade Física - Os espaços contarão com rampas de acesso e estrutura e ou reserva para cadeirates e pessoas com deficiência de mobilidade. Acessibilidade deficiente visual – Não se aplica · Festival Acessibilidade deficiente auditivo - As apresentações musicais, exposições e palestras inseridas no festival contarão com interprete de libras. Acessibilidade Física - Os espaços contarão com rampas de acesso e estrutura e ou reserva para cadeirates e pessoas com deficiência de mobilidade. Acessibilidade deficiente visual - As apresentações musicais, exposições e palestras inseridas no festival contarão com audiodescrição quando possível. · Palestras contrapartidas Acessibilidade Deficiente Visual e Deficiente auditivo - as palestras contarão com interprete de libras e tradução simultânea.
Todas as ações e conteúdos do projeto serão disponibilizados ao público, de forma totalmente gratuita. O acesso ao site e ao aplicativo será disponível a todos os interessados, inclusive eventuais atualizações. Através do uso social da tecnologia, oferecer acesso livre e gratuito a todo conteúdo cultural desenvolvido, incluindo a disponibilização virtual de obras de arte, acervos, pesquisas e documentos. Permitir aos brasileiros, moradores de todas as regiões do país, o acompanhamento e participação, em tempo real, de atividades/ações artísticas e debates. O seminário terá conteúdos amplamente acessíveis, permitindo a participação do público na construção e elaboração do saber, através das plataformas digitais. Em consonância com o artigo 21 da IN 02/2019, o projeto irá atender a seguinte medida de ampliação do acesso: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais das apresentações musicais em redes sociais gratuitas.
Direção e Coordenação Geral - O proponente será responsável pela gestão administrativa do projeto e será remunerado pelos serviços de direção e coordenação geral Maria Isabel do Amaral Gurgel - Coordenação geral do projeto Nos anos 1990, estudou design moveleiro com Angélica Santi e iniciou suas atividades como designer. Em 1995, abriu a Antagônica Design e Arte em sua cidade natal, Jundiaí, uma loja de design de móveis e galeria de arte, quando representou diversos artistas e designers nacionais e internacionais como: Gustavo Rosa, Antonio Peticov, Ivald Granato, Roberto Aguilar, Gregorio Gruber, Vera Café, Beccheroni, Irmãos Campana, Moshe Gorban, Duílio Ferronato, Ingo Maurer, Rosenberg Ring, entre outros. Logo em seguida, viajou para Minas Gerais e, impressionada com a riqueza do artesanato mineiro, inaugurou um novo ponto, a Viela Rica, uma feira de rua que misturava do design italiano ao artesanato mineiro. Em 2002 iniciou um projeto social no distrito de Antônio Pereira, criando a marca Preguiçosa, uma linha de colchas, almofadas, tapetes e pufes feitos por mulheres de baixa renda no distrito em Ouro Preto, a partir da releitura de técnicas tradicionais mineiras. Ministrou cursos de produção cultural pelo FAT e oficinas ligadas à cultura e gestão cultural como “O caminho do artesanato no mercado brasileiro” e “Mapas urbanos: qual é o caminho da cidade histórica?” nos Festivais de Inverno em Minas Gerais. Produziu, via a empresa Comunicação Nacional, em Ouro Preto, o 1º Concerto de Sinos, conduzido pelo maestro catalão Llorenç Barber, discípulo de John Cage. À convite do professor doutor Oliver Tabares, realizou, na Universidade de Medellín (Colômbia), a palestra “Projeto FAOP | Fundação de Arte de Ouro Preto: arte e patrimônio”. De 2007 a 2011 foi assessora de comunicação da Fundação de Arte de Ouro Preto, entidade pública vinculada à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. Desenvolveu projetos no estado de Minas Gerais junto à G11 | Associação para o Desenvolvimento da Arte e da Cultura, criando e dando suporte a exposições e projetos especiais. Atualmente é presidente do Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto (ia) e idealizadora e responsável pelo projeto “B*Art – a new path”, em Barbados, Caribe. Por vocação, dedicou-se à política cultural para entender e buscar um sentido de universalização, acesso e desenvolvimento econômico sustentável como forma do entendimento do eu coletivo e da valorização de cada indivíduo no processo artístico. Saulo Rios - Comunicação e Relações Institucionais Saulo Rios é graduado em Comunicação Social / Jornalismo (Universidade Federal de Viçosa), Pós-Graduado em Comunicação, Imagens e Culturas Midiáticas (Universidade Federal de Minas Gerais) e mestre em Comunicação e Temporalidades (Universidade Federal de Ouro Preto). Com inglês e espanhol avançados, possui mais de 10 anos de experiência em Comunicação, Marketing, Relações Públicas, Gerenciamento de Mídias e Assessoria de Imprensa, adquiridas como coordenador de comunicação na Orquestra Ouro Preto (2011 – 2019) e assessor chefe de comunicação na Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP, entidade vinculada à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. Entre as atividades exercidas, destacam-se, gestão, planejamento e acompanhamento de estratégias e de todas as atividades de Comunicação, Marketing, Mídias Sociais, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas com Patrocinadores, liderando equipes e realizando análises diárias, semanais e anuais de indicadores, impactos, custos, desempenho dos trabalhos, equipe e outras. Produção Acessibilidade Acesso para todos https://www.acessoparatodos.com.br/ União de duas empresas e de profissionais qualificados na oferta de criação de sites acessíveis de forma elaborada e competente. Oferece o desenvolvimento de sites visualmente atraentes, funcionais e acessíveis para todos os públicos, com recursos modernos, conteúdo de qualidade, navegação fácil e intuitiva. Oferece também consultoria de apoio, orientação e validação de acessibilidade para empresas. Casa Rex - Design gráfico e identidade visual Já recebeu mais de 470 prêmios internacionais de design gráfico. Sua vasta área de atuação é reflexo do modo como enxerga design: como um diálogo. Portanto, quanto mais se dialoga, mais rica torna-se a experiência profissional. Como frutos dessa postura, assistimos não apenas seu livre trânsito por todas as áreas do design gráfico — de projetos globais para marcas de consumo à projetos locais para empresas independentes — mas também a remoção das habituais fronteiras da profissão, expandindo sua atuação por ilustrações (que você pode conhecer aqui), objetos (aqui), tipografia (aqui) e culminando nos 20 livros de sua autoria já publicados (aqui), todos marcados pela livre mistura entre design, história, arte e literatura e que resultam em narrativas contemporâneas que testam os limites da linguagem e tornam obsoletas as próprias definições e subcategoria daquilo que nos acostumamos a chamar de livro. Escritório Cesnik, Quintino e Salinas advogados - Assessoria Jurídica Pioneiro em consultoria jurídica na área de entretenimento e utilização de incentivos fiscais para viabilização de projetos culturais, esportivos e no terceiro setor. Desde o início de suas atividades, em 1996, o CQS Advogados contribuiu para a profissionalização e o crescimento do mercado assessoria jurídica de entretenimento no Brasil. Antecipando tendências com soluções inovadoras para a consolidação deste segmento no país, tornou-se elo fundamental na estruturação de diversos negócios de mídia e entretenimento. A atuação destacada no terceiro setor demonstra o comprometimento do escritório no desenvolvimento de iniciativas desinteressadas de lucro de alta relevância à sociedade. O CQS Advogados tem sido pioneiro, também, na estruturação de negócios sociais e tem participado das iniciativas de estímulo a empreendimentos que almejam resultados econômicos e sociais. traust it - Tecnologia A Traust é formada por dois jovens, Tácito Viero e Gerhard Diefenthaeler. Sua expertise é transformar ideias audaciosas em negócios digitais trazendo soluções carregadas pelo estado da arte em tecnologia da informação, junto a uma criação artística original. Desde 2017 realiza vários projetos, dentre eles: identidades digitais, produtos mínimos viáveis, buscadores, lojas virtuais, marketplaces, plataformas de negócios inovadoras e disruptivas. A Traust se compromete com a visão do cliente e realiza planejamento alinhado com as suas necessidades. Sistemas web são pensados desde o design inicial com foco nos mais diferentes tamanhos de telas dos dispositivos e saem prontos para serem indexados, com o melhor formato, pelos provedores de busca da internet. Sirlene Ciampi - Coordenação Administrativa e Financeira Formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi atua desde 1994 prestando consultoria na utilização dos mecanismos de incentivo fiscal à cultura. Executa desde o estudo do mecanismo mais adequado até a habilitação do projeto junto ao órgão incentivador. Especializada em prestação de contas e execução financeira de projetos incentivados por leis federais e estaduais.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.