| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 11234954000185 | CMPC CELULOSE RIOGRANDENSE LTDA | 1900-01-01 | R$ 14,77 mi |
Propõe-se a construção do CENTRO CULTURAL MULTIUSO FIBRALAB, em Guaíba _ Rio Grande do Sul, cidade com população urbana estimada em 94.000 habitantes, um espaço integralmente dedicado à cultura que irá sediar, desenvolver e disseminar atividades artísticas e as relacionadas à arte-educação, elegendo como matéria prima os elementos existentes na natureza, em especial os retirados de florestas. Com foco na economia criativa, nos saberes manuais, sempre alinhados com as inovações tecnológicas, o centro será dotado de toda a infraestrutura física e técnica para abrigar manifestações artístico-culturais, em toda a sua diversidade, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento da cidade, da região e de seus cidadãos. O presente módulo destina-se ao custeio da execução das obras físicas, visto que o projeto executivo de arquitetura e complementares já se encontram finalizados. Uma iniciativa do Instituto CMPC.Como contrapartida social, serão realizados 2 seminários técnicos.
GERAIS 1. A execução das obras civis, instalações e infraestrutura necessária à implantação dos ambientes internos e externos que irão compor o CENTRO CULTURAL MULTIUSO FIBRALAB, em conformidade com o projeto executivo de arquitetura e complementares, já desenvolvidos; ESPECÍFICOS Os objetivos específicos caracterizam-se pela realização do seguinte conjunto de atividades:1. Execução das obras civis contemplando infraestrutura para a criação de ambientes da área a ser ocupada pelo Centro Cultural Multiuso FibraLab; 2. Execução das instalações, sistemas e equipamentos que garantirão o pleno funcionamento do equipamento cultural e proporcionando as condições para a futura implantação de todas as atividades propostas; 3. Execução das ações de acessibilidade necessárias para garantir a segurança, conforto e usabilidade da edificação pelo público com mobilidade reduzida e portador de necessidades especiais; 4. Acompanhamento técnico, gerenciamento e coordenação de todas as ações técnicas da obra e do projeto, garantindo o fiel cumprimento do projeto em conformidade com normas e legislação vigentes; 5. Aquisição de mobiliário e equipamentos; 6. Divulgação das ações de implantação do Centro Cultural por meio da realização de seminários técnicos de modo a debater, compartilhar e gerar troca de conhecimento acerca dos processos de implantação do equipamento cultural, dada a complexidade e de acordo com o interesse em difundir as experiências obtidas com os demais entes da sociedade e do mercado. Esse novo equipamento cultural será provido de uma sala de teatro e uma sala de cinema, além de espaços de interação para os visitantes _ crianças, estudantes, professores, moradores da comunidade em geral - onde serão realizadas atividades de cunho cultural com potencial transformador. O Instituto CMPC, dessa forma, contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, respaldada pela participação cidadã. O projeto elege o universo da cultura, em seu entendimento mais amplo, para o alcance de um ideal de formação humanista e permanente, que coloca em primeiro plano os valores da liberdade, da solidariedade, da diversidade cultural e da ampliação dos saberes.
O acesso da população aos espaços de cultura e lazer é um direito expresso inclusive na Constituição brasileira, em seus artigos 182 e 183, regulamentados pela Lei Federal 10.257. Necessidade fundamental do ser humano, a atividade cultural, criativa, de lazer e de encontro comunitário ultrapassa largamente a ideia de "complemento" do cotidiano e do trabalho: é alimento, renovação, identidade e ferramenta de reflexão para a vida. O município de Guaíba, no RS, tem aproximadamente 94 mil habitantes - e nenhum equipamento cultural para seus eventos e manifestações artísticas culturais gratuitas. O patrimônio cultural é construído pela memória do grupo, é a espinha dorsal da comunidade imediata e do círculo mais amplo da Humanidade. O Instituto CMPC tem essa exata finalidade. Um complexo multiuso capaz de oferecer arena gratuita para manifestações artísticas, esportivas, de desenvolvimento técnico e tecnológico, de capacitação profissional, espaços e acervo de leitura, tem o condão de estimular o pensamento identitário e de colaborar com a comunidade no sentido de promover a manutenção de práticas sustentáveis, em defesa do meio ambiente. Será um espaço de diálogo intelectual e afetivo, de avanço na convivência urbana e até de criação de novas frentes de trabalho para os setores atendidos. Será uma âncora para atração de atividades culturais de fora da cidade e de presenças formadoras. Um tripé de atividades embasa o projeto do Instituto CMPC. A primeira é a combinação os saberes manuais, a tradição e a inovação tecnológica na abordagem arte-educativo do uso da floresta, da madeira e suas fibras, entre outros materiais. A segunda é a ampliação da oferta de treinamento, capacitação, formação e experimentação na área da Economia da Cultura, oferecendo conhecimento, estimulando a criatividade e sistematizando o planejamento; a terceira abre um fundamental espaço para apresentações artísticas _ como peças teatrais, eventos, exposições, música, atraindo artistas locais, nacionais e internacionais. Com essa estrutura, será possível firmar parcerias com entidades privadas, organizações da sociedade civil e o poder público, turbinando os objetivos do Instituto e adentrando possibilidades complementares até mesmo de natureza assistencial. Será ainda possível estender o trabalho para a edição de livros e revistas e produção de vídeos que atendam aos objetos do Instituto, seja nas áreas artística, técnica, educacional, científica e _ na abrangência do termo _ cultura. O empreendimento consiste em um complexo multiuso, com sala de cinema, área para exposições intinerantes e espaços de leitura, área de exposição permanente, salas multiuso para aulas e atividades culturais, cursos, palestras, workshops, e atividades sugeridas pela comunidade, uma ampla área de apoio com espaço administrativo, áreas de depósito, cozinha, sanitários, vestiários e área de doca, além de uma área ampla no segundo pavimento, onde se encontra o espaço cênico e outros espaços que poderão ser utilizados como auditório para aulas, eventos culturais, eventos de danças típicas, concertos e atividades de interesse da comunidade local, além de grande praça no entorno da edificação e área de estacionamento. O projeto se enquadra nos seguintes dispositivos da legislação vigente: Artigo 1º da Lei 8313/91: I- Contribuir para facilitar, a todos, os meios para livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II-Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III- Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. Artigo 3º da Lei 8.313/91: III - Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos. Artigo 18 da Lei 8313/91: § 3º - As doações e os patrocínios na produção cultural, a que se refere o § 1o, atenderão exclusivamente aos seguintes segmentos: h) construção e manutenção de salas de cinema e teatro, que poderão funcionar também como centros culturais comunitários, em Municípios com menos de 100.000 (cem mil) habitantes. Artigo 25 da Lei 8.313/91: VII - patrimônio cultural, inclusive histórico, arquitetônico, arqueológico, bibliotecas, museus, arquivos e demais acervos; Artigo 4º da Instrução Normativa nº 2 de 23 de abril de 2019 V - construção e manutenção de salas de cinema e teatro em municípios com menos de 100.000 (cem mil) habitantes. Como principal patrocinadora do Centro Cultural, a CMPC Celulose Riograndense Ltda. multiplica, com o projeto de construção do Centro Cultural Multiuso FibraLab, seu diálogo com a comunidade; oferece assim uma contribuição social, cultural e econômica ao município e às atividades de crescimento e aperfeiçoamento que dão sentido à existência em grupo.
Produto Construção Acessibilidade Física: O projeto arquitetônico e construtivo do futuro Centro Cultural Multiuso Fibralab atenderá a todas as determinações legais de acessibilidade como rampas, elevadores, instalações sanitárias acessíveis e demais itens preconizados pelas diversas legislações nos âmbitos Federal, Estadual e Municipal. Consultoria especializada em acessibilidade acompanhará o desenvolvimento do projeto executivo, de forma a possibilitar, em especial, o atendimento ao Decreto Federal 5.296/04 e às Leis Federais 13.146/15 | e 10.741/03. Acessibilidade Cognitiva ou de Conteúdo No que tange à acessibilidade cognitiva (conteúdo), projetos específicos no sentido de viabilizar o acesso a todas as pessoas portadoras de quaisquer necessidades especiais serão contratados e implantados oportunamente, tendo em vista que com o dilatado prazo para a execução das obras físicas as tecnologias de acessibilidade cognitiva, ou de conteúdo, poderão sofrer modificações expressivas. Produto Contrapartida Social Acessibilidade física - Os seminários serão realizadas em espaço com acessibilidade universal, com rampas de acesso e/ou elevadores, permitindo o acesso para pessoas de mobilidade reduzida, idosos e portadores de necessidades especiais. Acessibilidade para deficientes auditivos - as palestras contarão com tradução realizada por intérprete de libras. Acessibilidade para deficientes visuais - serão reservados lugares para os portadores de deficiência visual e monitores serão colocados à disposição para direcionar e acompanhar essas pessoas no espaço de realização das palestras.
Nos termos do Artigo 21 da IN nº 2 de 23 de abril de 2019, serão adotadas as seguintes medidas como forma de ampliação de acesso ao futuro Centro Cultural Multiuso Fibralab, na cidade de Guaíba - RS: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; IX - promover o uso do Vale-Cultura para aquisição dos produtos e serviços culturais resultantes do projeto que, eventualmente, venham a ser comercializados, nos termos da Lei no 12.761, de 2012, no caso de não enquadramento da proposta cultural ao Parágrafo único do art. 20, desta Instrução Normativa; ou A maior parte das atividades realizadas no futuro Centro Cultural Multiuso Fibralab serão realizadas gratuitamente, incluindo o acesso às exposições, cursos, seminários, programas educativos, etc., de forma a favorecer todas as classes sociais, faixas etárias e de renda, sem qualquer discriminação. Com relação às contrapartidas sociais, serão adotadas as medidas previstas nos incisos III e IV do Artigo 21 da IN nº 2 de 23 de abril de 2019.
O Instituto CMPC é responsável pelo gerenciamento integral do projeto, bem como das ações relacionadas ao desenvolvimento e coordenação dos projetos, supervisão e controle da obra, articulando as decisões para o melhor encaminhamentos das soluções técnicas, metodologias construtivas, estruturais e logísticas. A equipe do Instituto CMPC está encarregada do planejamento da obra, articulação da gestão de qualidade, de pessoas, cronograma, custos, controle financeiro e econômico da receita e dos gastos de execução das atividades do canteiro. Dentre outras atribuições, estão também o comando dos processos licitatórios para a contratação de empresa construtora, aquisição de equipamentos, soluções e materiais necessários ao progresso da obra, bem como para a contratação de fornecedores para desenvolvimento dos projetos, execução da obra, supervisão do controle físico financeiro da obra e suas medições. DANIEL DA ROCHA RAMOS PEREIRA | Diretor de projetos do Instituto CMPC Diretor do projeto Profissional, formado em marketing e urbanismo, natural de Santos, que atua como executivo na área de responsabilidade social e cultural há mais de 13 anos. De 2006 a 2008, foi o principal agente de mobilização cultural no Programa Cultura em Rede da Fundação Vale, atuando na formação grupos e circulação de bens culturais nas áreas de artesanato, música e artes cênicas. De 2010 a 2011 atuou como Coordenador de Território na Consultoria Diagonal, sendo responsável pela elaboração do plano de investimentos sociais da Vale na cidade de Serra, ES, incluindo a construção do maior espaço multiuso do estado para atividades relacionadas a cultura, educação e esportes para populações em situação de vulnerabilidade social no contraturno escolar. De 2011 a 2018 atuou como Gerente de Responsabilidade Social da Vale, sendo responsável por elaborar e executar a política de investimento social da empresa ao longo de mais de 50 municípios do Espirito Santo e Minas Gerais. Ao longo destes anos, gerenciou as atividades do Museu Vale, e suas inúmeras iniciativas, entre elas as exposições de arte contemporânea, o programa de arte educação e seu museu de história ferroviária, que recebem juntos anualmente mais de 20000 visitantes e frequentadores. Também como executivo da Vale foi o responsável pelo programa Vale Música, iniciativa que ocorre há mais de dezessete anos na Grande Vitória e atende há mais de 250 jovens na inicialização musical e formação instrumental. Foi ainda o responsável pelas iniciativas do Parque Botânico Vale, local que recebe anualmente mais 50000 visitantes em suas diversas atividades relacionadas a cultura, educação ambiental e lazer. Desde 2019 atua como Diretor de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade da CMPC no Brasil sendo o responsável pela aprovação e execução de 16 projetos via lei de incentivo à cultura que vem ocorrendo em 2019 nas dezenas cidades de atuação da empresa no Rio Grande do Sul. Eduardo Almeida | arquitetura | CAU RS A67250-5 Responsável pelo projeto arquitetônico Arquiteto e Urbanista, graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Cursa Pós Graduação em Gestão de Projetos UFRGS - é sócio fundador do escritório em 2013. Especialista em projetos legais para aprovação em órgãos públicos e detalhamento para projeto executivos. Atua na criação e conceito dos projetos, estudos de viabilidade urbanística, orçamentos e acompanhamento da execução e gestão do escritório. Experiência anterior em escritórios especializados em projeto executivo e detalhamento de edificações residenciais e comerciais para as construtoras Rossi, Cyrela, Arquisul. Priscila Elisa Berselli | arquitetura | CAU RS A72979-5 Responsável pelo projeto arquitetônico Arquiteta e Urbanista, graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Pós Graduada em Design Moveleiro pela Unisinos e Pós Graduanda em Design Gráfico na UFRGS. É sócia fundadora do escritório Moove, em Porto Alegre, em 2013. É especialista em projetos de interiores, detalhamento e concepção de mobiliário. Atua na criação e conceito dos projetos, orçamentos e acompanhamento de execução, e gestão do escritório. Experiência anterior em escritórios especializados em projeto executivo e detalhamento de edificações residenciais e comerciais para construtoras como Rossi, Cyrela, Arquisul; projetos de interiores de residenciais e de áreas condominiais e construtoras especializadas em empreendimentos sociais, como o Minha Casa Minha Vida. Sobre a CMPC e o Instituto CMPC Fundada no ano de 1920, a CMPC iniciou suas operações no Brasil em 2009, quando adquiriu a Unidade Guaíba da Aracruz Celulose. A planta industrial de Guaíba foi inaugurada oficialmente em 16 de março de 1972 e, nas décadas seguintes ficou reconhecida como referência pela qualidade nos processos e sustentabilidade. Somos renováveis por natureza. Nossa natureza é trabalhar com áreas de conservação e plantações florestais. Vemos, todos os dias, o ecossistema dando forma àquilo que é cultivado e entendemos que para brotar uma semente, é necessário ter as condições ideais para isso. Nossa natureza é estar com pessoas. Sabemos que dentro de cada um existe o potencial para criar, executar ou estimular soluções que possam, de fato, impactar o seu entorno e gerar oportunidades para o desenvolvimento conjunto. Entendemos que para chegar a soluções realmente verdadeiras, é necessário ter escuta. Nossa natureza é atuar em rede. O caminho do eucalipto à celulose passa pelas mãos de múltiplos parceiros, que compartilham suas potencialidades para chegar à excelência. Entendemos que para desenvolver negócios de impacto, é necessário conhecimento e cocriação. Nosso recorte geográfico é o estado do Rio Grande do Sul, mais precisamente os municípios de atuação da CMPC no Brasil. Nosso papel dentro do investimento social é dar insumos para que empreendedores possam desenvolver suas ideias de forma inovadora, gerando respostas às verdadeiras necessidades das pessoas, que perdurem ao longo dos anos de forma autônoma e sustentável. Para isso, buscamos empreendedores sociais e iniciativas que: - Atendam aos pilares de “geração de renda”, “educação” e “qualidade de vida" por meio de inovação social nas comunidades em que atuamos;- Gerem valor compartilhado por meio de negócios de impacto, estimulando e capacitando agentes locais;- Evoluam os indicadores sociais, junto com a autonomia e a sustentabilidade do ecossistema em que estamos inseridos;- Tenham como premissa a escuta e proponham soluções relevantes e colaborativas junto aos nossos públicos;- Entendam e trabalhem as oportunidades que a nossa cadeia de produção apresenta para incentivar a economia circular. De forma clara como entendemos nossos pilares de atuação: Qualidade de Vida Iniciativas de alto impacto social para melhorar a qualidade de vida das comunidades em temas coerentes com a realidade local.
PROJETO ARQUIVADO.