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PRONAC 210006Apresentou prestação de contasMecenato

Várias mãos, uma cultura: Retratos da arte popular pernambucana

PROA CULTURAL LTDA
Solicitado
R$ 647,2 mil
Aprovado
R$ 647,2 mil
Captado
R$ 99,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

15.3%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Patrimônio cultural imaterial
Ano
21

Localização e período

UF principal
PE
Município
Recife
Início
2021-03-01
Término
2025-10-15
Locais de realização (11)
Belo Jardim PernambucoBezerros PernambucoCabo de Santo Agostinho PernambucoCaruaru PernambucoJaboatão dos Guararapes PernambucoOlinda PernambucoPassira PernambucoPetrolina PernambucoRecife Pernambuco

Resumo

Tendo como fio condutor as histórias de vida, memórias, relatos contados pelos mestres, mestras e seus familiares, o projeto "Várias mãos, uma cultura: Retratos da arte popular pernambucana" busca reconceituar e valorizar o trabalho feito por mãos de homens e mulheres, metade deles(as) considerados(as) Patrimônio Vivo, que, através de seus ofícios, simbolizam e perpetuam uma face da cultura pernambucana. Retratadas numa coleção de catálogos impressos e digitais (produto principal), um sobre cada artesão/ artesã, essas histórias também serão contadas em vídeos (produto secundário). E serão realizadas oficinas e palestras (contrapartidas sociais) para o público infanto-juvenil como forma de transmitir conhecimentos acerca desses mestres e mestras, e das técnicas artesanais, como forma de estimular a continuidade do artesanato.

Sinopse

Como um ensaio biográfico, “Várias mãos, uma cultura: Retratos da arte popular pernambucana” visa dar voz e legitimar os detentores desses saberes populares e, para isso, faremos entrevistas com mestres e mestras, metade deles(as) considerada Patrimônio Vivo, todos(as) presentes na Alameda dos Mestres da Fenearte, e com seus familiares, além de outras formas de pesquisa, como observação direta e consultas a fontes secundárias, a exemplo de outras referências institucionais e bibliográficas. Dialogando com o texto, cerca de 240 fotos serão produzidas e outras, selecionadas dos arquivos pessoais das famílias. A linguagem será equilibrada entre textos e imagens, buscando dar mais evidência à trajetória e às raízes desses artistas populares do que às obras propriamente ditas. Assim, buscaremos expor toda uma engrenagem sociocultural por trás de uma peça artesanal. Os catálogos serão impressos e digitalizados. Haverá tradução para o inglês e audiodescrição das fotos. Com um design arrojado e minucioso, esta coleção suscitará uma ferramenta apropriada para documentar, registrar e difundir as histórias de quem faz o artesanato pernambucano, ao reconhecer, valorizar e disseminar a importância dessas pessoas para a resistência e preservação da nossa cultura. Contaremos com uma rede de parceiros para garantir a consolidação e sustentabilidade das atividades do projeto, como o Espaço Memorial J. Borges, em Bezerros, o Centro de Artesanato do Cabo - Arquiteto Wilson Campos Junior, no Cabo de Santo Agostinho e o Museu do Estado de Pernambuco – MEPE, além do Espaço Monica Marques, da família do artesão José Fernando, em Tracunhaém. Todas as oficinas e palestras deste projeto acontecerão nesses espaços. Além disso, este projeto prevê um cachê para cada artesão e artesã que serão retratados nos catálogos, como forma de promover benefícios concretos para os mestres e mestras detentores do saber em questão, de modo a favorecer condições para que eles(as) mantenham as tradições associadas à sua prática cultural.

Objetivos

Objetivo geral: Produzir uma coleção CATÁLOGOS impressos e digitais, bem como uma série de pequenos vídeos, sobre a história de vida e a arte de doze mestres e mestras do artesanato pernambucano, metade deles(as) considerados(as) Patrimônio Vivo, que irão compor um importante acervo para reconceituar e valorizar o ofício desses criadores e criadoras com relevante contribuição para a preservação da memória e transmissão de saberes e fazeres tradicionais por várias gerações, evidenciando sua trajetória e expondo toda uma engrenagem sociocultural por trás das suas obras. Objetivos específicos: 1. Registrar, documentar e difundir as histórias de vida e da arte de mestres e mestras do artesanato pernambucano, metade deles(as) considerados(as) Patrimônio Vivo, através de 6.000 catálogos impressos e digitais e 12 vídeos; 2. Atualizar um inventário deste patrimônio cultural pernambucano que é o artesanato a partir dos 6.000 catálogos e dos vídeos com um olhar mais aprofundado para a trajetória dessas pessoas, como um ensaio biográfico, mais do que para as obras em si; 3. Dar voz e protagonismo aos criadores das artes artesanais, e com isso, elevar a autoestima e perspectivas de futuro para esses 12 mestres e mestras; 4. Despertar o desejo da população para consumir produtos do artesanato local, através da publicação e circulação dos 6.000 catálogos impressos e digitais e dos 12 vídeos; 5. Facilitar o acesso e contato direto do público aos mestres, mestras e suas obras através da publicação dos 6.000 catálogos impressos e digitais e dos 12 vídeos; 6. Ter nossa produção cultural devidamente apresentada a outras regiões e países, através da publicação dos 6.000 catálogos impressos e digitais e dos 12 vídeos; 7. Ajudar a garantir a sobrevivência digna de milhares de artesãos e artesãs pernambucanos, criando mais oportunidades para essas pessoas que, em sua maioria, estão à margem da sociedade, econômica e simbolicamente, permitindo, além do reconhecimento, a sustentabilidade de seus trabalhos; 8. Transmitir, através de oficinas e palestras (contrapartidas sociais), conhecimento e técnicas artesanais para cerca de 600 crianças e adolescentes de escolas públicas de municípios representativos para o artesanato, onde vivem ou trabalham alguns mestres e mestras, a fim de despertar o interesse nas novas gerações e garantir a perpetuação desta arte no Estado de Pernambuco; 9. Garantir o acesso à cultura a populações mais vulneráveis, ao distribuir cerca de 1.200 catálogos em escolas e bibliotecas públicas, incluindo a doação para crianças e adolescentes que participarão das oficinas e palestras (contrapartidas sociais).

Justificativa

Segundo a pesquisadora e curadora Adélia Borges, o brasileiro ainda enxerga o produto artesanal como algo rude, primitivo e pouco complexo. Segundo ela, "A única coisa primitiva sobre nosso artesanato é o nosso conhecimento a respeito dele." Quando se trata da história de vida dos mestres e mestras, essa noção é ainda mais obsoleta. É preciso desmistificar essa ideia e transformar o olhar para a arte popular e o artesanato. Se por um lado temos uma desvalorização do saber artesanal pelo senso comum, por outro, nós que trabalhamos com cultura e economia criativa, reconhecemos a importância dessa arte como ferramenta de transformação social, meio de expressão e preservação das culturas locais, de valorização de pessoas e comunidades e estilos de vida. Os mestres e mestras que criam com as mãos devem ser reconhecidos e prestigiados por perpetuarem de forma única as expressões regionais. Seu ofício feito com dedicação plena, originalidade e criatividade, ainda carrega um simbolismo ancestral que nos conecta às nossas raízes e merece ser respeitado e louvado. O trabalho artesanal está ligado ao saber de quem o faz, conectado por várias gerações, e carrega a permanência da nossa cultura, da nossa tradição. Precisamos produzir mais ferramentas para salvaguardar e disseminar essa arte, esses mestres e mestras e sua relevância nacional para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira. Nesse sentido, tanto a coleção de catálogos, quanto os vídeos e as ações formativas propostas por este projeto, são uma forma de contribuir para isso. Segundo o designer pernambucano Aloisio Magalhães chamava de "tecnologias patrimoniais", este conhecimento é transmitido através de gerações que revelam grande sabedoria na lida com as potencialidades e limitações dos biomas e das condições locais. Corrobora Marcelo Rosembaum: "Ao falar do artesanato popular e dos artistas populares, estamos falando de bioma também. Estamos falando de natureza, integração. Da relação do homem com o meio ambiente." É uma manifestação artística que está na direção de um estilo de vida atual que valoriza o consumo mais consciente, a produção local, o comércio justo e menos impacto ambiental. Muito mais do que saber fazer peças, é preciso entendê-las, dialogar com as matérias primas, compreender a linguagem das coisas e buscar sempre uma forma de expressão que fale diretamente ao público. Além desses aspectos mais emblemáticos, a necessidade de sobrevivência de artesãos e artesãs faz dessa arte um meio de vida. Milhares de família vivem da renda do trabalho artesanal. Segundo dados do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) de julho de 2020, em Pernambuco, são 10.030 artesãos cadastrados. Esse número, no entanto, deve ser maior porque há muitos no interior não registrados (há outros com cadastro vencido também então é difícil precisar). O fato é que o fortalecimento desta cadeia produtiva é urgente, pois gera sustento e dignidade para inúmeras famílias. Segundo Janete Costa, "A necessidade de sobrevivência do artesão é transmitida para as obras, o que transparece empenho, entrega, dedicação, visceralidade, intensidade... Ele não produz apenas por desejo ou vontade, muito menos por vaidade. São conhecimentos e técnicas transmitidas informalmente de geração em geração, que expressam a cultura de um povo. É diferente dos artistas e designers mais intelectualizados." A ideia do projeto "Várias mãos, uma cultura: Retratos da arte popular pernambucana" é justamente contribuir para legitimar cada vez mais esses personagens que estão por trás das obras de arte. Queremos contar um pouco sobre sua infância, o lugar onde cresceram, as memórias da família, o cotidiano, as lembranças, os sentimentos, inspirações e perspectivas de vida, entrelaçadas e refletidas no seu processo de criação e de produção das peças. Entendemos que é preciso preservar o patrimônio como um ato de resistência ou um instinto de sobrevivência. Tradições e identidades estão em jogo, especialmente no Nordeste, que é muito rico na quantidade e na pluralidade de mestres e mestras das artes artesanais, muito em função dos contrastes sociais. São conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades. Segundo Adélia Borges, "O artesanato é um patrimônio inestimável que nenhum povo pode se dar ao luxo de perder." Para esta primeira edição, selecionamos doze mestres e mestras representativos(as) de Pernambuco, metade deles(as) considerados(as) Patrimônio Vivo, de diferentes cidades, todos(as) presentes na Alameda dos Mestres da Fenearte, importante ala da Feira Nacional de Negócios do Artesanato, na verdade, a "abre-alas" do evento, que dá as boas-vindas a milhares de visitantes e que, em 2019, contou com 64 mestres e mestras do artesanato pernambucano. A Fenearte é considerada a maior feira de artesanato da América Latina, que, em sua vigésima edição, recebeu cerca de 300 mil visitantes e é a principal fomentadora de negócios para o artesanato e as artes populares da região. Assim, teremos um repertório significativo de artífices que abraçam desde a arte sacra, passando pela arte figurativa até um perfil mais utilitário e decorativo, e uma pluralidade de proporções, técnicas e materiais que inclui a cerâmica, a madeira, a pedra, o papel e o bordado, considerado um patrimônio cultural de Passira e Pernambuco. Ao elencar criadores de diferentes cidades, contemplando distintas regiões de Pernambuco, buscaremos refletir, também, um pouco da história local, da essência e vocações culturais desses territórios. Vale reforçar que a proponente e equipe do projeto desejam dar continuidade a ele, produzindo outros volumes, contemplando outros artesãos e artesãs mais jovens e de outros estados, como forma de estimular a continuidade e ressignificação desta expressão. A coleção de catálogos será o produto principal, que, além de impressos na tiragem de 6.000 exemplares e 12 volumes, será digitalizada e disponível na internet de forma totalmente gratuita na plataforma artesanbrasil.com.br. Os vídeos, por sua vez, serão uma mídia de fácil acesso e disseminação do conteúdo, dando suporte à divulgação dos catálogos. Já as oficinas e palestras, cumprirão o papel de formação de novos artistas e disseminação de conhecimentos e técnicas artesanais para novas gerações, e serão as contrapartidas sociais do projeto. Diante do exposto, destacamos que este projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; e IX - priorizar o produto cultural originário do País. Ademais, serão alcançados os seguintes objetivos do Art. 3º da referida norma: III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; e II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural. Assim, ressaltamos a importância deste projeto ser incentivado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, no Artigo 18, uma vez que garante a salvaguarda, identificação e registro do patrimônio cultural imaterial (art. 18, § 3º, alínea g), ao valorizar o trabalho feito por artesãos e artesãs expressivos do Estado de Pernambuco, com relevante contribuição para a preservação da memória e transmissão de saberes e fazeres tradicionais por várias gerações.

Estratégia de execução

Os artesãos e artesãs selecionados(as) para esta primeira edição da coleção de catálogos "Várias mãos, uma cultura: Retratos da arte popular pernambucana" são: Patrimônios Vivos, presentes na Alameda dos Mestres da Fenearte: Família Manuel Eudócio - Considerado o último discípulo do Mestre Vitalino, Manuel Eudócio Rodrigues foi um dos maiores artistas da arte popular de sua época. Nascido em 1931, foi criado no Alto do Moura, em Caruaru, Agreste de Pernambuco. Conheceu o famoso Mestre Vitalino em 1948 e, juntos com Zé do Caboclo, os três começaram a produzir esculturas em barro natural. Faleceu em 13 de fevereiro de 2016, aos 85 anos, porém seu legado permanece firme com três dos seus nove filhos. Ainda em vida, o trabalho do mestre ficou conhecido em todo o Brasil e, no exterior, teve peças na Alemanha, França, Portugal e EUA. O reconhecimento de Eudócio foi tanto que sua peça “Família de Retirantes” foi presenteada ao Papa Bento XVI pelo ex-presidente Lula. Em 2005, foi homenageado na Sala do Artista Popular do Museu do Folclore do Rio de Janeiro com a exposição “Manuel Eudócio – Patrimônio Vivo”, e também recebeu uma homenagem na Feira Brasileira de Artesanato (Febrarte), no Recife. Em 2017, a Fenearte, na qual ele e seus filhos integram a Alameda dos Mestres há muitos anos, lhe rendeu mais uma homenagem. Família Mestre Nuca - Nuca, apelido de infância, nasceu em 1937, em Nazaré, Mata Norte pernambucana. Mas foi em Tracunhaém que se tornou conhecido por sua arte. Em 1968 esculpiu o primeiro leão, quando sua personalidade artística ganha relevância. Com o falecimento de Mestre Nuca, dois dos seus filhos dão continuidade à sua arte: Marcos Borges da Silva, ou Marcos de Nuca, que faz os leões, e José Guilherme Borges da Silva, que faz as bonecas. As obras da Família do Mestre Nuca já chegaram a diversas exposições, como também atenderam encomendas para o Peru, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e várias regiões de Pernambuco. Família Mestre Zezinho - O Mestre Zé Carlos ou Zezinho de Tracunhaém é considerado um dos mais relevantes artistas populares do Brasil. Nascido em 1939, em Vitória de Santo Antão, José Joaquim da Silva foi criado cortando cana-de-açúcar para ajudar a família. Os santos revelaram a fé religiosa de Zé Carlos, patrimônio vivo de Pernambuco desde 2007. Uma escultura que mostra Nossa Senhora grávida, ao lado de São José, ganhou destaque na 1ª Bienal do Artesanato de Pernambuco. Isso projetou o nome do artista que ganhou amplo reconhecimento. Hoje, impedido de trabalhar por questões de saúde, sua produção é levada por quatro dos seus nove filhos e dois dos 13 netos. É possível encontrar suas esculturas em acervos de igrejas, museus e coleções particulares, como o Museu de Arte Contemporânea (PE), Museu Casa do Pontal (RJ) e Palácio do Planalto. Filhas de Ana das Carrancas – Ana nasceu em Ouricuri e começou a trabalhar aos sete anos de idade, ajudando a mãe a fazer potes e panelas de barro para vender na feira. Faleceu no dia 01 de outubro de 2008 em Petrolina-PE. Com suas peças em galerias, museus e coleções particulares, Ana conseguiu atingir às exigências da arte rústica, com seu currículo repleto de congratulações, homenagens, troféus e medalhas, como: Troféu do Conselho Municipal de Cultura do Recife, Ordem do Mérito Cultural (2005) e título de Patrimônio Vivo de Pernambuco (2005). Parte de sua obra está abrigada no Centro de Artes Ana das Carrancas, em Petrolina. Suas filhas Maria da Cruz e Ângela Lima são responsáveis pela administração do Centro, também são ceramistas e, com a morte da mãe, dão continuidade à produção das carrancas no mesmo estilo das produzidas por Ana. J. Borges - O mestre da xilogravura já traspôs infinitas fronteiras, tendo o seu trabalho como um dos mais conhecidos do planeta. A poesia de cordel chegou cedo a José Francisco Borges, o futuro mestre, através do seu pai, onde o menino nasceu, na Zona Rural de Bezerros, município do agreste pernambucano. São dezenas os prêmios, homenagens e distinções para o artista, dentre eles, os concedidos pela Fundação Pró-Memória (Brasília, 1984), pela Fundação Joaquim Nabuco (Recife, 1990), a comenda de Ordem do Mérito Cultural (Ministério da Cultura, 1999), o Prêmio Unesco. Em 2002, foi um dos poucos artistas escolhidos para ilustrar o calendário anual da ONU. Em 2006, foi tema de reportagem do The New York Times. Ao longo de mais de 50 anos de trajetória, J. Borges produziu 314 folhetos de cordel e um número incalculável de xilogravuras já expostas em diversos museus, como o Louvre (França), o de Arte Popular do Novo México (Santa Fé, EUA), o de Arte Moderna de Nova York (EUA) e a biblioteca do Congresso norte-americano (Washington, EUA). Atualmente, J. Borges continua em Bezerros, onde trabalha com os filhos em seu ateliê. Maria Amélia – Começou a manipular o barro quando tinha pouco mais de oito anos de idade, atendendo ao pedido do pai, João Bezerra da Silva, o mestre Dunde. A mais longeva artesã da cerâmica pernambucana e uma das pioneiras da arte santeira, Maria Amélia nasceu no dia 30 de abril de 1923, em Tracunhaém. Seus santos de rostos ovalados, mantos pregueados e delicadamente ornamentados fazem parte de acervos de museus e de coleções particulares no Brasil e no exterior. Por sua importância na cultura popular e pelo papel que assumiu ao longo de décadas na transmissão de saberes, Maria Amélia recebeu diversas honrarias, entre elas, o título de Cidadã Benemérita de Tracunhaém (2002), o Prêmio Memória do Artesanato Pernambucano (2006) e o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco (2011). Alameda dos Mestres da Fenearte: Cida Lima – Famosa pelas cabeças de cerâmica, a mestra começou a colocar as mãos no barro muito cedo, com apenas oito anos de idade, para ajudar família. É natural do município de Belo Jardim, no agreste pernambucano, terra conhecida pela sua grande riqueza artesanal e musical, um município de cultura popular efervescente. Jaime Nicola - Anjos, santos, cabeças e outras formas inspiradas no universo barroco são a marca registrada do Mestre Nicola, nascido no município de Quipapá, Pernambuco. Sua esculturas se espalharam pelo Brasil e pelo exterior e hoje suas obras são exportadas de Pernambuco para os Estados Unidos e para a Europa. Marcos de Sertânia - Uma de suas obras mais emblemáticas é o cachorro, esculpido em madeira, que foi inspirado em “Baleia”, a cadela de Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Já participou de diversas feiras e exposições de arte pelo Brasil e pelo mundo. Maria Lúcia Firmino – Fundadora da Associação de Mulheres Artesãs de Passira, que hoje conta com 50 participantes, dona Lucia herdou, ainda criança, as técnicas de bordado com sua mãe, que já haviam sido repassadas de sua tia. Moradora do município de Passira, no Agreste de Pernambuco, cidade popularmente conhecida como Terra do Bordado Manual, que consolidou a atividade como símbolo da identidade local, patrimônio cultural de Pernambuco. Nena – Nena cresceu ao lado de oleiros e grandes mestres artesãos, como Celestino José Mota Filho, o seu Celé, um dos precursores em Cabo de Santo Agostinho, fundamental na identidade da cerâmica do Mauriti, fundador e primeiro presidente da Associação do Ceramistas do município. Reconhecido mestre de ofício pelo Governo do Estado de Pernambuco, seu trabalho é referência em cerâmica no estado de Pernambuco. Tiago Amorim - Conhecido por suas esculturas em cerâmica, Sebastião Wilson Ferreira de Amorim, Mestre Tiago Amorim, nasceu no município de Limoeiro, em 1943, mas foi em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, que ele de desenvolveu como artesão. Teve a oportunidade de conviver com diversos ícones da arte, como Abelardo Rodrigues, Abelardo da Hora, Montez Magno e Maria Carmen, o que resultou nele um olhar diferenciado e uma mescla de estilos. Hoje, Tiago Amorim já é conhecido em todo Brasil, como também em diversos países mundo afora.

Especificação técnica

Catálogos: Capa: 25x60cm, 4x4 cores, Tinta Escala em Off-set 180g. Saida em CTP. Prova Digital. (12 modelos) Miolo: 40 págs, 20x25cm, 4 cores, Tinta Escala em Off-set 120g. Saida em CTP. Prova Digital. (12 modelos) Lombada:4mm, Dobrado, Intercalado, Cola PUR+Hot-Melt(Miolo). Boxes: 2 Lâminas, 46x64cm, 4x0 cores, Tinta Escala em Couchê Brilho L2 170g. Saída em CTP. Prova Digital. Faca Corte, Corte e Vinco. Vídeos: duração de até 5 minutos cada (total de 12)

Acessibilidade

Catálogo (produto principal) Acessibilidade física: não se aplica. Acessibilidade para deficientes visuais: Cerca de 60 fotos dos catálogos serão acessíveis por audiodescrição, 5 por volume, para garantir acesso dos cidadãos e cidadãs cegos(as) ou com alguma deficiência de visão, de modo que esse público “leia” através de seus próprios computadores usando aplicativos/ programas específicos de leitor de tela, como, por exemplo, o NVDA do Windows. A audiodescrição será elaborada por especialistas, disponibilizada na internet, e as equipes de produção e de comunicação do projeto se responsabilizarão por articular instituições que trabalham com este público para assegurar que as publicações cheguem a ele da forma mais apropriada. Acessibilidade para deficientes auditivos: não se aplica. Vídeo (produto secundário) Acessibilidade física: não se aplica. Acessibilidade para deficientes visuais: não se aplica (serão filmes com muitas falas, que, por si só, serão suficientes para se entender o contexto). Acessibilidade para deficientes auditivos: Todos os vídeos terão tradução em LIBRAS. Oficinas e palestras (contrapartida social) Acessibilidade física: Todas as ações educativo-culturais serão realizadas em locais já equipados para facilitar a locomoção no espaço físico, como banheiros e rampas, que são: o Espaço Memorial J. Borges, em Bezerros, o Centro de Artesanato do Cabo - Arquiteto Wilson Campos Junior, no Cabo de Santo Agostinho e o Museu do Estado de Pernambuco – MEPE. Acessibilidade para deficientes visuais: Haverá a presença de tradutor/ intérprete para público com deficiência visual em todas as atividades em que haja necessidade.. Acessibilidade para deficientes auditivos: Haverá presença de intérpretes de LIBRAS em todas as atividades em que haja necessidade.

Democratização do acesso

A fim de ampliar o acesso ao maior número possível de pessoas, priorizando as menos favorecidas econômica e socialmente e prezando pela diversidade em todos os sentidos, este projeto prevê algumas medidas do art. 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania, conforme transcrito abaixo. Democratização do acesso A fim de ampliar o acesso ao maior número possível de pessoas, priorizando as menos favorecidas econômica e socialmente e prezando pela diversidade em todos os sentidos, este projeto prevê algumas medidas do art. 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania, conforme transcrito abaixo. Catálogo (produto principal): IX - promover o uso do Vale-Cultura para aquisição dos produtos e serviços culturais resultantes do projeto que, eventualmente, venham a ser comercializados, nos termos da Lei nº 12.761, de 2012, no caso de não enquadramento da proposta cultural ao Parágrafo único do art. 20, desta Instrução Normativa; X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Secretaria Especial de Cultural (Disponibilizaremos, na internet, todo o conteúdo dos catálogos digitalizado gratuitamente e garantiremos a devida divulgação). Vídeo (produto secundário): X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Secretaria Especial de Cultural (Disponibilizaremos, na internet, todo o conteúdo dos vídeos gratuitamente e garantiremos a devida divulgação). Oficinas e palestras (contrapartidas sociais): II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos; III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22.

Ficha técnica

Proa Cultural Ltda (Proponente): Coordenação de produção/ Produção executiva Funções (todas serão remuneradas através das rubricas de coordenador geral, produtor executivo, produtor e assistente de produção): fazer orçamento, negociar com fornecedores, administrar planilha de custos e pagamentos, fazer pagamentos de todos os fornecedores, prestação de contas, dar suporte à curadoria, realizar contatos e checar disponibilidade de agenda com artistas e prestadores de serviços, coordenar receptivo e logística (transporte, hospedagem e alimentação), gerenciar atividades de comunicação (assessoria de imprensa, redes sociais, cobertura fotográfica e de vídeo, design, peças de divulgação), gerenciar cronograma e organograma de pré-produção, execução e pós- produção, coordenar equipe de produção, selecionar e treinar assistente, mobilizar público para oficinas e palestras (coordenar logística, transporte, certificados), articular e engajar o público cego ou com alguma deficiência visual, coordenar a distribuição dos catálogos. Currículo: Primeira empresa de Economia Criativa embarcada no Porto Digital, Recife, a Proa Cultural, há 10 anos, idealiza, elabora e executa projetos culturais de diversas linguagens. Entre os mais recentes, destacam-se: - Produção Executiva do livro biográfico “Janete Costa – arquitetura, design e cultura popular”, junto à CEPE – Companhia Editora de Pernambuco, em produção - Selecionada para o Juri do Prêmio Brasil Criativo, apresentado pela 3M, em 2019, na categoria Expressões Culturais – Artesanato Digital - Produção Executiva do livro “Memória Gráfica no Agreste”, junto à CEPE, 2018 - Produção Executiva do livro “Eu Acho é Pouco – O carnaval em vermelho e amarelo”, Funcultura 2018 - Produção Executiva do livro “Pernambuco Correia Virada” do fotógrafo Paulo Sultanum, Funcultura 2014 - Produção Executiva do “Livro do Sol”, do fotógrafo Gilvan Barreto, Funcultura 2012-2013, vencedor do primeiro lugar no Prêmio FCW 2013 de Arte - Coordenação de Produção e Comunicação da FENEARTE – Feira Nacional de Negócios do Artesanato, 2005 e 2006, para a AD Diper/ Governo de Pernambuco - Coordenação de Produção da missão dos artesãos pernambucanos à Feira de Artesanato Nancy, no Ano do Brasil na França, 2005, para a AD Diper/ Governo de Pernambuco Zolu Desing: Designer gráfico/ Editoração eletrônica Funções: Criação do projeto gráfico (diagramação, edição e finalização) dos catálogos e peças de divulgação; digitalização dos catálogos Currículo: Empresa de design que desde 1999 desenvolve projetos editoriais ligados a arte e cultura. Já produziu livros, catálogos, folders e sinalizações para exposições no Brasil e em Portugal. Teve trabalhos selecionados em várias edições da Bienal Brasileira de Design Gráfico, promovido pela ADG – Associação de Designers Gráficos do Brasil [2004, 2009, 2017, 2019] e no Salão Pernambuco Design [2004 e 2008]. A Zoludesign foi a única empresa pernambucana a participar da mostra Design brasileiro hoje: fronteiras, no MAM-SP com curadoria de Adélia Borges [2009]. Foi responsável pelo material gráfico, sinalização e design de montagem do 47º Salão de Artes Plástica de Pernambuco [2008–2012], realizado pela Fundarpe. Desenvolveu o material gráfico do Conexão Artes Visuais, projeto da Funarte, MinC e Petrobras [2012–2013]. Prestou serviços para a Fundação Joaquim Nabuco – Fundaj [2013–2016], cujos livros O retrato e o tempo: Coleção Francisco Rodrigues e Cotidianos Afrodescendentes ganharam o Prêmio ABEU de melhor projeto gráfico em 2015 e 2019, respectivamente. Obteve premiação internacional, o Clap Award, com o livro Colecionando o Tempo e o material de divulgação da Usina de Arte e Mamam na SP-arte [2017]. Cordão foi um dos cinco livros finalista do Prêmio Jabuti na categoria projeto gráfico e também recebeu medalha de prata no Brasil Design Award [2019]. Marcus Bruno Pontes de Albertim (Bruno Albertim): texto (pesquisa e redação) Funções: elaboração de roteiro para entrevistas, realização das entrevistas, consultas a fontes secundárias, levantamento de arquivos pessoais dos artesãos e seus familiares, transcrição das entrevistas, elaboração de textos Currículo: Jornalista, escritor, curador e antropólogo pernambucano, especializado em cultura e gastronomia. Por quase vinte anos, atuou na redação do Jornal do Comercio, do Recife. É membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Tem colaborado com publicações como a Folha de São Paulo, Continente Multicultural, Próxima Viagem, Prazeres da Mesa, Revista Gosto, SeLect Revistas de Artes Visuais, revista de bordo da Azul Linhas Aéreas e revista da União Brasileira de Compositores, entre outras. Autor do livro Nordeste – Identidade Comestível, editado em dois volumes (Editora Massangana - 2O2O), da Fundação Joaquim Nabuco. Publicada parcialmente sob a forma de reportagens pelo Jornal do Comercio no final de 2013, a pesquisa serviu de base para a série de cadernos Nordeste, uma identidade comestível, premiados com um prêmio Esso. Em parceria com os jornalistas Fabiana Moraes e Diogo Guedes, ganhou o grande prêmio Petrobras de Jornalismo, categoria nacional, em 2105, com a reportagem Casa-grande e Senzala – 80 anos, sobre como a obra do sociólogo Gilberto Freyre pode ainda ser usada para explicar dicotomias sociais perversas da sociedade pernambucana do século 21. É autor de Tereza Costa Rêgo - uma mulher em três tempos (CEPE, 2018), biografia da artista que é considerada o grande nome da arte moderna em Pernambuco no século 20. Também autor de Fennearte - 2O anos do imaginário popular na maior feira da América Latina (Cepe Editora -2O2O), livro sobre as duas décadas do evento e suas implicações. É também autor do livro Manuel Eudócio (Caleidoscópio Editora, 2O19), uma biografia e ensaio analítico sobre a obra do artista que integra a primeira geração de ceramistas do Alto do Moura. Escreveu, também Recife - Guia prático e histórico e sentimental da cozinha de tradição, e Ervas e temperos na cozinha pernambucana (Ed. Senac, 2008). É também apresentador, co-diretor e roteirista do programa de TV Frigideira de Bruno Albertim, exibido pelo canal fechado Chef TV e pelo canal homônimo do Youtube. Foi o curador responsável pela exposição Antes do Cio dos Gatos, um diálogo entre as obras de Tereza Costa Rêgo com a produção contemporânea das artistas Juliana Lapa e Clara Moreira. Realizada entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, a mostra ganhou o prêmio de segunda melhor exposição coletiva realizada em galeria privada no País pelo júri da revista especialista SeLect (SP). Marly Queiroz Miranda: curadora Funções: Seleção dos artesãos, articulação com esses artistas, supervisão e acompanhamento das entrevistas, filmagens, oficinas e palestras Currículo: Marly Queiroz Miranda, bacharel em Programação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE (1999-2003), possui MBA Marketing pela Fundação Getúlio Vargas – FGV (2005 – 2007) e Mestrado em Communication Design pela Swinburne University of Technology - Melbourne, Austrália (2008-2009). Recentemente (2019-2020) participou da incubação na Jump (Porto Digital) pela empresa OArtezan Comércio de Artesanato. Alguns projetos: “O Artezan: Participação da Parada Criativa, shopping Tacaruna - Recife/PE – 2018; “O Artezan: Participação da Feira na Rosenbaum - São Paulo/SP, patrocinado pelo Banco Bradesco em 2019; “O Artezan: Participação da 5a Edição da Casa Vogue Experience - São Paulo/SP – 2019; Projeto Gráfico do Catálogo “Diário de Votos e Ex-Votos - Cristos Anônimos” de Renato Valle, patrocínio BNB em Out 2010; Projeto Gráfico do Catálogo “Diálogos” de Renato Valle, patrocínio Funcultura em 2010; Projeto Gráfico do Livro “O Artista Contemporâneo Pernambucano e o Ensino da Arte” de Sebastião Pedrosa, patrocínio Petrobrás em 2011. *Os currículos dos Mestres que ministrarão oficinas e palestras e compõem esta equipe principal do projeto estão no campo "Descrição da atividade do Produto"

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

Sertânia Pernambuco
Tracunhaém Pernambuco