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Entrevistei 50 mulheres da América Latina, da África e da Ásia (incluindo oriente médio e a Papua Nova Guiné na Oceania), mulheres dos 5 continentes. Mulheresem contextos de violências nefastas aos seus direitos (violência doméstica, sexual, tráfico de mulheres, exploração sexual, racismo, limpeza étnica, mutilação genital, homo e transfobia, sexo como arma de guerra em conflitos, dentre outras). Meu objetivo é produzir um livro com essas histórias em português e traduzi-lo para o inglês, espanhol, francês e árabe (idiomas dessas mulheres). Produzir também na forma de ebook e áudiolivro nesses idiomas.
O projeto se trata da produção do livro "Pra dizer o que se Cala: 50 Histórias, Milhares de Vozes" resultado de 50 entrevistas realizadas junto à mulheres da América Latina, África e Ásia. América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, Indígena (brasileira), El Salvador, México, Venezuela) África (África do Sul, Cabo Verde, Congo, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe) Ásia (Afeganistão, China, Filipinas, Índia, Nepal, Rohingya (povo expulso de Myamar), Timor-Leste, Papua Nova Guiné [Oceania], Líbano e Palestina [Oriente Médio]). Europa - Espanha e Portugal - não houve enfoque em falar sobre as mulheres desses 2 países, mas sim entrevistar uma mulher sobrevivente de tráfico de mulheres e exploração sexual e entrevistar uma médica humanitária que faz assistência em campos de refugiados para falar sobre a situação de saúde física, psicológica, sexual e reprodutiva das mulheres nesses contextos de extrema vulnerabildiade) Mulheres de culturas muito diferentes da nossa e que se encontram nos 5 continentes. Mulheres que compartilharam comigo suas histórias mais íntimas, suas dores, suas lutas, seus sonhos. Mulheres que usam sua voz para dizerem o que se cala em nossa sociedade. São Mulheres indígenas, negras, brancas, amarelas. Mulheres sobreviventes de mutilação genital feminina, sobreviventes de violência obstétrica, sexual, estupros, tiros, facadas. Mulheres sobreviventes do tráfico humano e exploração sexual. Mulheres migrantes que conhecem o exílio e a vida em campos de refugiados, lixões e celas de prisões. Mulheres ameaçadas por serem “albinas”. Mulheres que se recusaram a serem tratadas como propriedades e sem direito social ou civil algum. Mulheres sentenciadas a não terem prazer sexual. Mulheres hétero, homoafetivas, transgênero. Mulheres que pela Educação e Informação, vencem todos os dias a pobreza extrema, a fome, a guerra, a des-esperança. Mulheres trabalhadoras dos 5 continentes: operária, catadora de material reciclável, artista, profissional da educação e da saúde, profissional liberal, servidora pública, estudante, dentre tantas outras condições que pertecem. Mulheres cidadãs, trabalhadoras, mães, solteiras, casadas, divorciadas, viúvas. 50 Mulheres, Milhares de Vozes e 1 luta em comum: sobreviver e vencer o silenciamento brutal da cultura machista contra as meninas e as mulheres. A falta de informação e de uma educação onde a diferença e as liberdades de ser e estar no mundo são valores humanos inegociáveis se mostram as principais causas pela manutenção do sofrimento de tantas meninas e mulheres no Brasil e em todo o planeta. Escolhi conversar principalmente com as mulheres da América Latina, da África e da Ásia porque são em países dessas regiões onde as violências são mais brutais e onde as mulheres têm menos ou nenhum direito social conquistado. O meu modo de usar a voz é por meio da escrita como arte potente que alcança um sem-número de pessoas. Eu quero escrever e compartilhar com você e com milhares de outras pessoas as histórias dessas Mulheres de tantas nacionalidades e de tantas culturas. Essas Mulheres são protagonistas no combate à violência e na semeadura de uma outra sociedade possível para as próximas gerações. As 50 Mulheres que entrevistei são incríveis! Mas as dores das mulheres pelo mundo são brutalmente terríveis e nefastas. A violência da cultura machista e do patriarcado precisa ser contida. E isso é possível por meio da informação, da educação que constituem nossa cultura planetária que pode transformar o mundo em um lugar melhor para todas as meninas e mulheres viverem, e com elas, toda a Humanidade.
Objetivos gerais e específicos revisados e constam subdivididos. Objetivo geral Produção de livro impresso, ebook e áudiolivro com as histórias das 50 mulheres que entrevistei na América Latina, África e Ásia para o combate às divesas formas de violência contra meninas e mulheres. Objetivos específicos 300 exemplares de Livro impresso em português 1 Ebook de acesso público e gratuito em português 1 Ebook de acesso público e gratuito em espanhol 1 Ebook de acesso público e gratuito em inglês 1 Ebook de acesso público e gratuito em francês 1 Ebook de acesso público e gratuito em árabe Áudiolivro de acesso público e gratuito em português Áudiolivro de acesso público e gratuito em espanhol Áudiolivro de acesso público e gratuito em inglês Áudiolivro de acesso público e gratuito em francês Áudiolivro de acesso público e gratuito em árabe Lançamento do livro em conferência a ser realizada no Brasil (Poços de Caldas e transmitido via internet) Lançamento do livro em conferência a ser realizada na Guiné-Bissau (online) Lançamento do livro em conferência a ser realizada no Chile (online) Lançamento do livro em conferência a ser realizada na Espanha (online) Lançamento do livro em conferência a ser realizada no Líbano (online) Lançamento do livro em conferência a ser realizada na Papua Nova Guiné (online)
Justificativa revisada e de acordo com a Lei 8313/91 em seu artigo 1º Minha contribuição foi a realização das 50 entrevistas com mulheres da América Latina, África e Ásia, 27 nacionalidades diferentes dos 5 continentes. As entrevistas se encontram gravadas em áudio e vídeo. Todas as entrevistadas manifestaram concordância de que suas histórias sejam publicadas no livro. Importante dizer que 7 países falam português, 20 países falam o espanhol, 30 países falam francês, 22 países falam o árabe e cerca de 350 milhões de pessoas falam inglês. Esses são os idiomas das mulheres entrevistadas. No entanto, meu projeto para a produção do livro na forma impressa, ebook e áudiolivro não poderá ser executado sem a Lei de Incentivo à Cultura, pois não possuo recursos próprios para financiá-lo e acredito ser um legado social importante à sociedade contemporânea e para as futuras gerações de meninas e mulheres de nossa Casa Comum, a Terra. O projeto dialoga com os seguintes artigos da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais - a produção do livro na forma impressa, ebook gratuito e áudiolivro gratuito, facilita e promove o livre acesso às fontes da cultura para todos. Especificamente, o áudiolivro, contribui para o acesso à cultura de meninas e mulheres analfabetas ou semi-analfabetas que não têm acesso ao direito à educação em determinadas localidades. VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações - as histórias das 50 mulheres da América Latina, África e Ásia, de 27 nacionalidades diferentes, dos 5 continentes, apontam à necessidade mundial da luta contra a violência às meninas e às mulheres e o reconhecimento da cultura como força motriz para a efetivação do direito fundamental à vida e às liberdades de ser e estar no mundo pelo respeito às diferenças VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória - a promoção da igualdade entre homens e mulheres e o combate a todas as formas de violência às meninas e às mulheres dizem respeito a bens culturais de valores universais incomensuráveis para a formação de conhecimentos, cultura e memória para esta e às próximas gerações. No tocante ao Art. 3º, o projeto se articula com os seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes - pelo carater internacional e de valores univeresais do projeto proposto, o mesmo se interconecta às áreas das ciências humanas, letras e artes. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos - a obra a ser produzida combate a desvalorização, o incentivo à violência ou a exposição de meninas e mulheres à situação de constrangimento, violências diversas no âmbito físico, psicológico, sexual, moral e patrimonial, bem como toda complexidade que circunda às questões de preconceito e discriminação por gênero em sociedades expliciamente patriarcais e de cultura machista que se materializa por meio do acervo cultural socio-histórico-cultural. V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: a) realização de missões culturais no país e no exterior, inclusive através do fornecimento de passagens - conferência de lançamento do livro no Brasil, Guiné-Bissau, Chile, Espanha, Líbano e Papua Nova Guiné como estratégia de encontro (mesmo que virtual) com mulheres protagonistas em seus países para o combate às violências nefastas contra as mulheres. As mulheres entrevistadas desses países promovem encontros nacionais e internacionais importantes com a missão de disseminar valores que promovam o empoderamento feminino, a educação para paz como bem universal, o respeito à diferenças e a promoção da igualdade e das liberdades de ser e estar no mundo com o mundo e com as outras pessoas sem preconceito ou discriminação por gênero, sexo, raça, cor, crença.
A contrapartida social foi revisada e está descrita de forma detalhada procurando atender o esperado no artigo 22 da IN º 02/2019 do Ministério da Cidadania. Após a publicação do livro será realizado como contrapartida social um Curso gratuito de 40 horas a ser ofertado presencialmente a professores da rede pública de Poços de Caldas e região intitulado "Pra dizer o que se cala: a violência contra as mulheres na América Latina, África e Ásia. O curso será dividido da seguinte forma: 10 horas - 1ª parte - Conceito de patriarcado e violência de gênero - Contextualização geopolítica da violência contra as mulheres na América Latina, África e Ásia - Apresentação dos países onde as entrevistas foram realizadas - categorias trabalhadas no livro - autoras da América Latina, África e Ásia como referenciais teóricos - respostas às perguntas do público 20 horas - 2ª parte - Contextualização e discussão sobre as causas da violência contras as mulheres na América Latina, África e Ásia: * neocolonialismo e racismo estrutural * exploração no trabalho e desqualificação do trabalho doméstico * machismo e violência sexual * religião, patriarcado e machismo estrutural * machismo e controle dos corpos das mulheres: violência obstétrica, mutilação genital feminina, submissão e docilidade na vida sexual * a cultura machista no cristianismo, islamismo, hiduísmo e budismo: a mulher como propriedade * a cultura machista na família e sociedade: o destino das meninas ao trabalho doméstico, à tuleta e ao casamento * a cultura machista na academia e na política * machismo, preconceito, discriminação para além do gênero * invisibilidade e lugar de fala: as mulheres que ninguém vê * políticas públicas e direitos das mulheres a partir de seus lugares de fala * a importância de uma educação libertadora para as meninas e para as mulheres * educar para transformar o mundo * respostas às perguntas do público 10 horas - 3ª parte - o que aprendemos com essas mulheres da América Latina, África e Ásia? - síntese sobre as múltiplas faces do patriarcado e a legitimação pelas mulheres - educação emancipatória é base de transformação social - A importância de contar as histórias dessas mulheres para alunos da educação básica - como incorporar as histórias dessas mulheres às aulas de história, geografia e literatura como forma de combater a violência às mulheres? - importância do incentivo à cultura para a produção literária e seu potencial dinâmico e criativo para educar meninos e meninas contra a violências às meninas e às mulheres. - respostas às perguntas do público. O curso aconterá 1 vez por semana com a duração de 4 horas cada encontro. O mesmo beneficiará 200 pessoas presencialmente e será realizado nas dependências da Universidade Federal de Alfenas, Campus Poços de Caldas com entrada gratuita. O curso será transmitido gratuitamente pela internet, canal youtube do projeto podendo alcançar inúmeras pessoas da comunidade nacional e internacional. As mulheres entrevistadas também serão convidas a participar do curso contando parte de suas histórias. No que diz respeito à acessibilidade, o curso contará com a presença de intérpretes de LIBRAS visando o acesso à informação e formação para pessoas surdas. Por ocasião da transmissão via internet, os vídeos também serão legendados. O local onde o curso será realizado atende todas as recomendações de acessibilidade e mobilidade para pessoas com deficiência física. Será enviado para o email dos participantes o ebook publicado em português.
Campo revisado e detalhado 300 exemplares de Livro impresso em português com cerca de 300 páginas que dizem respeito à produção em word, A4, fonte Times 12, espaçamento 1,5 para corpo do texto. Após serviço de editoração e diagramação, certamente terá um pouco menos de páginas. Livro produzido na forma de ebook em português e traduzido para o inglês, espanhol, francês e árabe. Livro produzido na forma de áudiolivro em português e traduzido para o inglês, espanhol, francês e árabe. Para cada idioma será convidada uma mulher com visibilidade na mídia de seu país com relação à luta contra à violência às meninas e às mulheres para fazer o prefácio do livro na forma de ebook/áudiolivro. O livro será composto por capítulos com a história das mulheres em estilo literário e com escopo articulado ao combate às divesas e nefastas violências contras meninas e mulheres geradas pela cultura machista e sistema patriarcal de sociedade. Se conseguir parceiros, talvez também coloque imagens e ilustrações. Mas como isso encarece a produção, por enquanto, está apenas no campo das ideias essa possibilidade.
O campo “responsabilidade social-acessibilidade” responde às expectativas para a promoção de inclusão às pessoas com deficiência física, visual e auditiva. Cada um dos produtos foi pensado justamente para atender a tal público conforme previsto na Lei nº 13.146, de 2015 e Decreto nº 9.404, de 2018. Responsabilidade social e Acessibilidade: No que diz respeito à acessibilidade na contrapartida social, o curso de 40 horas contará com a presença de intérpretes de LIBRAS visando o acesso à informação e formação para pessoas surdas. Por ocasião da transmissão via internet, os vídeos também serão legendados. O local onde o curso será realizado atende todas as recomendações de acessibilidade e mobilidade para pessoas com deficiência física. Será enviado para o email dos participantes o ebook publicado em português. Importante dizer que o livro no formato de ebook para acesso público e gratuito também garante acessibilidade ao conhecimento e o fomento à cultura às pessoas surdas, bem como às pessoas com condições mais restritas à aquisição do material pago. O livro no formato áudiolivro para acesso público e gratuito garante à acessibilidade ao conhecimento e o fomento à cultura às pessoas cegas, bem como às pessoas com condições mais restritas à aquisição do material pago. Inclusive promove o acesso às meninas e às mulheres em condições de analfabetismo, bem como possibilita que as mulheres em jornada dupla de trabalho possam cuidar de seus filhos e das atividades domésticas ouvindo as histórias de 50 mulheres protagonistas para o empoderamento feminino e combate à violência às mulheres. Os sites onde estarão hospedados o ebook e o áudiolivro serão observadas as medidas necessárias para garantir acessibilidade de conteúdo por meio de legendas, áudiodescrição e língua de sinais nos idiomas do livro publicado. Durante o lançamento do livro no Brasil serão escolhidos locais de acessibilidade física e com mobilidade irrestrita para pessoas com dificuldades de locomoção, bem como guias que orientarão os participantes nos espaços físicos. De certa maneira, também não podemos deixar de dizer que o fato do livro ser traduzido para o espanhol, inglês, francês e árabe, favorece a inclusão e a acessibilidade de um sem-número de pessoas ao conhecimento, à cultura e à arte pela escrita literária e narrativa das memórias dessas 50 mulheres por mim entrevistadas.
No tocante à “responsabilidade social-democratização de acesso”, todos os produtos foram pensados justamente para favorecer a democratização ao acesso à cultura com prioridade para pessoas com deficiência visual, auditiva, sensorial, bem como para pessoas de baixa renda por meio do acesso público e gratuito do ebook e áudiolivro em português e demais idiomas. A produção do livro "Pra dizer o que se Cala: 50 Histórias, Milhares de Vozes" a ser publicado em português e traduzido em espanhol, inglês, francês e árabe, já se traduz na materialização da democratização de acesso à cultura para o Brasil e demais países de língua portuguesa, hispânica, francesa, inglesa e árabe. O material nesses idiomas na forma ebook e áudiolivro será de acesso público e gratuito. Não serão cobradas taxas ou ingressos para participação no lançamento do livro no Brasil. O acesso será gratuito. Haverá transmição pela internet dos lançamentos realizados (presencial e online), sendo dispostos nos sites de divulgação e nas redes sociais relacionadas ao livro.
Campo “informações iniciais” revisado. A proponente, pessoa física, será a única responsável por todo processo decisório, bem como de execução do projeto. Não haverá outros participantes com funções específicas durante o projeto. Apenas prestadores de serviço que serão pagos durante o período de execução. Sílvia Ester Orrú (proponente): professora da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), campus Poços de Caldas. Doutorado e pós-doutorado em educação. Conferencista. Autora de artigos em periódicos científicos nacionais e internacionais publicados em diversos países. Autora de livros e capítulos de livros publicados no Brasil, Espanha, Estados Unidos e Itália. Já organizou diversos eventos e realizou diversas entrevistas na mídia. A proponente do projeto será a coordenadora geral, sendo a responsável por todo o processo decisório administrativo-financeiro. Apresentará a proposta em todas as etapas aos prestadores de serviços, mídia, patrocinadores, possíveis parceiros etc. A proponente realizou 50 entrevistas com mulheres da América Latina, África e Ásia e é autora do livro que está sendo proposto a ser produzido de forma impressa, em ebook e áudiolivro. Os prestadores de serviço de tradução, editoração e publicação ainda não estão decididos, embora todos os contatos já tenham ocorrido para a elaboração do orçamento do projeto.
PROJETO ARQUIVADO.