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PRONAC 210262ArquivadoMecenato

Absurdo

ATORES DE LAURA PRODUCOES CULTURAIS LTDA
Solicitado
R$ 358,8 mil
Aprovado
R$ 358,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
21

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2021-03-01
Término
2021-08-31
Locais de realização (2)
Rio de Janeiro Rio de JaneiroSão Paulo São Paulo

Resumo

Absurdo trata-se de um espetáculo teatral de criação coletiva da Cia Atores de Laura, em repertório, que aborda questões do Teatro do Absurdo, camufladas no cotidiano contemporâneo, nas mesas dos bares, nas mesas de cada casa e nas mesas que tentam servir de apoio às angústias coletivas da existência humana. A intenção é observar e refletir sobre o absurdo da incomunicabilidade nos tempos atuais, abrindo espaço para o paradoxo entre intimidade e distância, conhecimento e desconhecimento. O projeto pretende disponibilizar uma cota de 20% dos ingressos, durante todas as apresentações do espetáculo, para alunos e professores da rede pública de ensino. Além de realizar, gratuitamente, 1 ensaio aberto, como ação de democratização de acesso. Já como ação formativa cultural (contrapartida social), será realizado o workshop sobre prática teatral na contemporaneidade com a Cia Atores de Laura. Esta atividade e 1 apresentação do espetáculo contarão com tradução em Libras e Audiodescrição.

Sinopse

Absurdo trata-se de um espetáculo teatral de criação coletiva da Cia Atores de Laura, em repertório, que aborda questões do Teatro do Absurdo, camufladas no cotidiano contemporâneo, nas mesas dos bares, nas mesas de cada casa e nas mesas que tentam servir de apoio às angústias coletivas da existência humana. A intenção é observar e refletir sobre o absurdo da incomunicabilidade nos tempos atuais, abrindo espaço para o paradoxo entre intimidade e distância, conhecimento e desconhecimento. Com texto coletivo inspirado no Teatro do Absurdo e nas obras de Eugene Ionesco, o espetáculo mostra o cotidiano de dois casais, casados há 20 anos, que por medo vivem enclausurados dentro de casa. A peça aborda também o contraponto de que quanto mais íntimo o ser humano se torna um do outro, mais distante muitas vezes ele fica.

Objetivos

O projeto Absurdo apresenta os seguintes objetivos gerais: - Oferecer ao público um espetáculo de qualidade que conta com uma equipe de criação e técnica de relevância para o teatro brasileiro. - Comemorar os 28 anos de existência da Cia Atores de Laura com a montagem de um espetáculo inédito que aborda a verdade como tema central de interesse. - Apresentar ao público um espetáculo construído a partir de um texto, no qual a falta de sentido prevalece, tangenciando a existência humana de maneira radical, assim como a incomunicabilidade e a morte. - Provocar o estranhamento e a reflexão da plateia, por meio de metáforas que ajudam a construir e a elaborar, até mesmo com humor, o paradoxo em torno do Teatro do Absurdo. - Contribuir para ampliação do acesso da população aos bens e serviços culturais, apoiando a produção e a expressão cultural e fortalecendo a economia criativa e desenvolvimento do país. O projeto Absurdo apresenta os seguintes objetivos específicos: - Realizar dois meses de temporada do espetáculo na cidade do Rio de Janeiro, totalizando 24 apresentações. - Realizar um mês de temporada do espetáculo na cidade de São Paulo, totalizando 12 apresentações. - Disponibilizar uma cota de 20% dos ingressos, durante todas as apresentações do espetáculo, para alunos e professores da rede pública de ensino dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. - Realizar, gratuitamente, 1 ensaio aberto, como ação de democratização de acesso, atendendo o inciso V do artigo 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania. - Realizar, como ação formativa cultural (contrapartida social), atendendo o disposto no artigo 22 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania, a seguinte atividade para 360 pessoas (nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo), considerando no mínimo 50% de alunos e professores de instituições públicas de ensino: - workshop sobre prática teatral na contemporaneidade com a Cia Atores de Laura, abordando os processos criativos da Cia ao longo de sua trajetória. Esta atividade contará com tradução em Libras e Audiodescrição, possibilitando o acesso de pessoas com deficiência auditiva e visual. - Realizar 1 apresentação do espetáculo com tradução em Libras e Audiodescrição (em cada cidade: Rio de Janeiro e São Paulo), possibilitando o acesso ao conteúdo do espetáculo às pessoas com deficiência auditiva e visual.

Justificativa

A Companhia Atores de Laura vem ao longo dos seus 28 anos de existência se reinventando. Iniciou sua trajetória com textos autorais do diretor Daniel Herz, aos quais se seguiram textos de autores clássicos da dramaturgia universal tais como Shakespeare, Molière e Jean Anouilh, entre outros. A Cia passou também por adaptações dos romances O Filho Eterno e Beatriz, ambos do premiado escritor Cristovão Tezza. Além disso, dedicou-se a alguns processos de criações coletivas - marca fundamental dos Atores de Laura - que resultaram em espetáculos como Adultério e Romeu e Isolda. Este último levou a Companhia para apresentações no Festival de Lyon na França. Em parceria com a Editora Garamound, a Cia assinou duas publicações que reuniram os textos autorais criados ao longo do percurso criativo. Nesse momento a Cia apresenta novas pretensões, entre elas, retomar a temporada do espetáculo Absurdo, presente no repertório da Cia e tão caro aos tempos atuais, justamente por tratar do absurdo da incomunicabilidade. A peça aborda o contraponto de quanto mais íntimo o ser humano se torna, mais distante muitas vezes ele fica. Quanto mais conhecemos alguém, mais abre-se um vale do desconhecimento em relação a essa mesma pessoa. O teatro do absurdo foi pautado por uma visão irracional, e disparatada da realidade num contexto europeu, pós- Segunda Guerra Mundial. Com os escombros deste conflito, emerge também uma identidade fragmentada, despedaçada por uma descrença e cepticismo generalizados. É uma forma do teatro moderno que utiliza, para a criação do enredo, das personagens e do diálogo, elementos chocantes do ilógico, com o objetivo de reproduzir diretamente o desatino e a falta de soluções em que estão imersos o homem e a sociedade. Além de Eugène Ionesco, cuja obra, inspirou esse novo trabalho da Cia, outros importantes representantes do teatro do absurdo são Samuel Beckett, Jean Genet, Georges Schehadé, Antonin Artaud e Jacques Audiberti. Duas casas em uma casa. Um filho de duas famílias. Fora dessas casas, um mundo tão perigoso que quase ninguém mais consegue sair. Separados ou unidos por uma mesma mesa, temos um homem que não suporta sua própria companhia e uma mulher aprisionada por obsessões cotidianas. O casal tenta comemorar 20 anos de casamento. Um outro Homem procura a sua casa perdida há vinte anos. Enquanto não a encontra, vive há muito tempo com uma outra mulher que não tem objetivo, nunca muda e está sempre diferente. E um filho que nunca saiu de casa e quer conhecer o mundo. Pela relevância do trabalho da Cia Atores de Laura no cenário artístico-cultural do país e pela importância dos temas a serem abordados e debatidos, o projeto Absurdo se justifica. O projeto prevê a necessidade do uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, uma vez que, pretende captar recursos junto a empresas que patrocinam projetos de cultura, utilizando a Lei Rouanet como principal ferramenta de incentivo. Para tanto, a proposta se enquadra nos seguintes incisos do Art 1º da Lei 837/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. E o projeto alcançará os seguintes objetivos previstos no Art. 3º da referida norma: IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.

Estratégia de execução

O projeto Absurdo não apresenta proposta museográfica ou de bem patrimonial. O projeto Absurdo pretende realizar apresentações em espaços fechados. O espetáculo Absurdo não prevê exposição temporária ou acervo. Declaramos que o espetáculo Absurdo não adquirirá, para a sua realização, bens ou materiais permanentes. Declaramos que o proponente do projeto Absurdo se responsabilizará pela autorização dos titulares dos direitos autorais conexos à imagem e às obras de terceiros.

Especificação técnica

O projeto Absurdo apresenta como produto o espetáculo de artes cênicas de mesmo título. Seguem abaixo as especificações técnicas do material gráfico e de divulgação do espetáculo: - Convite virtual - Banner - Filipeta - Flyer virtual - Mídia impressa - Mídia radiofônica - Mídia virtual Atendendo o disposto no artigo 22 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania, o projeto em tela pretende realizar como ação formativa cultural (contrapartida social) a seguinte atividade para 360 pessoas (nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo), considerando no mínimo 50% de alunos e professores de instituições públicas de ensino: - workshop sobre prática teatral na contemporaneidade com a Cia Atores de Laura, abordando os processos criativos da Cia ao longo de sua trajetória.

Acessibilidade

O projeto Absurdo compromete-se a proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas e portadoras de deficiência, em cada produto cadastrado no plano de distribuição, de acordo com as seguintes ações: - Facilitação do livre acesso, por meio da realização do espetáculo e do workshop em espaços devidamente equipados com rampas e sinalizações, possibilitando o pleno exercício dos direitos culturais. - Realização de 1 apresentação do espetáculo (em cada cidade: Rio de Janeiro e São Paulo) com tradução em Libras e Audiodescrição, possibilitando o acesso ao conteúdo do espetáculo às pessoas com deficiência auditiva e visual. - Realização de workshop sobre prática teatral na contemporaneidade com a Cia Atores de Laura, abordando os processos criativos da Cia ao longo de sua trajetória, com tradução em Libras e Audiodescrição, possibilitando o acesso de pessoas com deficiência auditiva e visual.

Democratização do acesso

O projeto Absurdo pretende organizar a distribuição dos ingressos do espetáculo da seguinte forma: - 50% dos ingressos serão colocados à venda com valores normais (entrada inteira e meia entrada) - 10% dos ingressos serão colocados à venda com valores promocionais (entrada inteira e meia entrada) - até 10% dos ingressos serão oferecidos ao patrocinador do espetáculo - até 10% dos ingressos serão destinados à divulgação do espetáculo - 20% dos ingressos serão destinados à ação de democratização de acesso Através deste último item, o projeto pretende contribuir com o processo de formação de plateia, por meio de ações sociais em parceria com as Secretarias de Educação do Rio de Janeiro e de São Paulo. A intenção é disponibilizar a cota de 20% dos ingressos para alunos e professores da Rede Pública de Ensino nas apresentações da peça. Além disso, atendendo o inciso V do artigo 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania, o projeto realizará, gratuitamente, 1 ensaio aberto, como ação de democratização de acesso. A disponibilização dos ingressos para a Secretaria de Educação será registrada e comprovada através de cartas das instituições, informando a quantidade de ingressos oferecidos para cada apresentação. O ensaio aberto gratuito será comprovado através de material de divulgação.

Ficha técnica

O proponente do projeto Absurdo assumirá as funções e realizará as atividades de coordenador do projeto, direitos autorais – texto, diretor geral e ator, sendo remunerado pelas rubricas de mesmos nomes e sendo o responsável pela gestão do processo decisório. Seguem abaixo os currículos dos principais envolvidos no projeto: Texto: Cia Atores de Laura Fundada em 1992, a Cia Atores de Laura, sob direção de Daniel Herz, dedicou-se desde logo ao trabalho coletivo, com o objetivo de pensar e realizar o ator como força principal do jogo cênico, em torno do qual são construídas, paralela e posteriormente, a direção, a cenografia, a vestimenta e a iluminação. Em seus 29 anos de trabalho, a Cia já se apresentou em várias cidades do Brasil e no exterior (festivais na França e na Argentina). Tem no seu repertório 21 montagens teatrais e 23 premiações. Dentre seus últimos espetáculos, podem-se destacar: O Pena Carioca (da obra de Martins Pena / direção e concepção: Daniel Herz), Absurdo (criação coletiva: Atores de Laura / direção: Daniel Herz), O Filho Eterno (do romance de Cristovão Tezza / adaptação: Bruno Lara Resende / direção: Daniel Herz), Adultério (criação coletiva: Atores de Laura / direção: Daniel Herz), O Enxoval (criação coletiva: Atores de Laura / direção: Luiz André Alvim), As Artimanhas de Scapino (de Molière / tradução: Carlos Drumond de Andrade / direção: Daniel Herz), Beatriz (do romance de Cristovão Tezza / adaptação: Bruno Lara Resende / direção: Daniel Herz). Direção: Daniel Herz Daniel Herz é diretor, professor, ator e autor. É fundador e diretor artístico da Companhia Atores de Laura. Dirigiu também outros espetáculos fora do grupo, tais como “Zastrozzi” (de Georg F. Walker), “Geraldo Pereira, um escurinho brasileiro” (de Ricardo Hofstetter), “Nós no tempo” (de Marcius Melhem), “Otelo da Mangueira” (de Gustavo Gasparani), “Tom e Vinícius” (de Daniela Pereira e Eucanaã), “O Barbeiro de ervilha” (adaptação de Vanessa Dantas), Nadistas e Tudistas ( adaptação de Renata Mizrahi), “A importância de ser perfeito” (de Oscar Wilde com adaptação de Leandro Soares), “O elixir do amor”(adaptação de Vanessa Dantas), Fonchito e a Lua (adaptação de Pedro brício), As Bodas de Fígaro, com tradução de Barbara Heliodora, Acorda para cuspir (de Eric Bogosian), Tudo que há flora, (de Luiza Prado), A vida de Galileu (de bertold Brecht), Valso n:6 (de Nelson Rodrigues). Em 2016, dirigiu a ópera Mozart e Salieri (de Rimsky-korsakov) no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2017 dirigiu Ubu Rei, de Alfred Jarry, no Teatro OiCasagrande com Marco Nanini, Rosi Campos e os Atores de Laura no elenco. Também em 2017 dirigiu Perdoa-me por me traíres, de Nelson Rodrigues. Em agosto de 2017 dirigiu Fulaninha e Dona Coisa, de Noemi Marinho. Em janeiro de 2018 dirigiu Conexão: Solidão. Entre os prêmios e indicações que recebeu destacam-se, Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem na categoria melhor direção pelo espetáculo “Romeu e Isolda” , Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem nas categorias de melhor direção, melhor texto e melhor espetáculo por “Decote” , Prêmio Qualidade Brasil na categoria de melhor direção por “As artimanhas de Scapino” , indicação para o Prêmio Shell de melhor direção pelo espetáculo “As artimanhas de Scapino” , indicação para o Prêmio Shell de melhor direção pelo espetáculo “Adultério”, Prêmio Orilaxé de melhor direção pelo espetáculo “O filho eterno”. Indicado para o Prêmio Cesgranrio de melhor direção pelo espetáculo “As Bodas de Fígaro” e para o Prêmio Cepetin de melhor direção pelo espetáculo “Fonchito e a lua”. Indicação para o Prêmio APTR e Prêmio FITA de melhor direção pelo espetáculo “A importância de ser perfeito”, de Oscar Wilde. Indicado para o Prêmio Cesgranrio e Prêmio Botequim Cultural de melhor direção pelo espetáculo “Cálculo Ilogico. Livros publicados: Editora Relume - Dumará “A Entrevista seguida de Cartão de embarque" Editora Garamond "Decote seguido de Romeu e Isolda". Editora Garamond “Textos reunidos Cia Atores de Laura: Romeu e Isolda, Decote, Adultério. O enxoval e Absurdo” Desde 1988 dá aulas de teatro na Casa de Cultura Laura Alvim. Desde 1992 dirige a Companhia de Teatro Atores de Laura. Elenco: Cia Atores de Laura Ana Paula Secco Anna Paula Secco é atriz. Tendo alguns trabalhos como figurinista, diretora e dramaturga. Iniciou seus estudos de teatro em 1990 na Casa de Cultura Laura Alvim e na C.A.L. Integrante fundadora da Cia Atores de Laura e do Grupo Pedras de Teatro. Em 2019 completou 26 de anos de trabalhos ininterruptos no teatro. Ao longo desses 26 anos de prática teatral (27 espetáculos como atriz, e 10 como atriz/autora), foi lapidando seu fazer teatral com mestres fundamentais na história do teatro mundial. Tais como: Enrico Bonavera (Picollo Theatre de Milão), Sotigui Kouatê (Griô e ator de Peter Brook), Eugênio Barba (Odin Theatre), Mime Theatre of London (Com discípulos de Decroux) e Ariane Mnousckine (Theatre du Soleil) que é e sempre foi a sua maior influenciadora de seu trabalho como atriz desde de seu encontro com a diretora Francesa em 2001 num Seminário Mundial de teatro que aconteceu em Belo Horizonte. Recentemente esteve em cartaz com o espetáculo musical “As Comadres” sob a orientação da de Ariane Mnousckine. Leandro Castilho Leandro Castilho é ator, músico, diretor musical e compositor. Iniciou seus estudos teatrais no teatro O Tablado em 1991, onde permaneceu até 1995. Integrou a Cia Prática de Teatro, sob a direção de Michel Bercovitch, de 1996 até 2002, e participou de montagens como Muito barulho por Nada (1998) e As Aventuras de Tom Sawyer (2002), onde foi indicado para o prêmio Maria Clara Machado de melhor ator. Em 2002 ingressou na Cia Atores de Laura, onde participou de diversos espetáculos como As Artimanhas de Scapino (2002), O Conto do Inverno (2004), Adultério (2011) e O Pena carioca (2015), todos dirigidos por Daniel Herz. Em 2017 a Cia foi convidada para atuar junto com Marco Nanini em Ubu Rei, onde além de ator também foi responsável pela direção musical. Fora da Companhia trabalhou com diretores como: André Paes Leme, em A Hora e Vez de Augusto Matraga (2007) e 1958 (2013); João das Neves, em A farsa da boa preguiça (2009); Bianca Byington e Leonardo Netto, em Um dia como os outros + Cozinha e dependências (2011); Leonardo Netto e Camila Amado, em O bom canário (2012); Ana Paula Abreu, em Tra-lá-lá (2017). Em 2018 montou Arraial das lobas, com texto e músicas de sua autoria, além de atuar e fazer a direção musical, dirigido por Anna Paula Secco. Na televisão participou das microsséries, Hoje É Dia de Maria, Primeira e Segunda Jornadas, ambas dirigidas por Luiz Fernando Carvalho e produzidas pela Rede Globo. No cinema participou do filme Tropa de Elite (2007) de José Padilha, e Atlântico (2008), de Fábio Meira. Iniciou seus estudos musicais em 1987, e hoje, após participar de diversos trabalhos como músico, toca piano, violão, viola caipira, acordeom, gaita, percussão e canta. Foi responsável pela direção musical e pela música original dos espetáculos As Aventuras de Tom Sawyer, dirigido por Michel Bercovitch (2002), Verdade Verdadeira, dirigido por Vanessa Dantas (2007), Mangiare com o Grupo Pedras (2007), Nadistas e tudistas, dirigido por Daniel Herz (2013), A importância de ser perfeito, dirigido por Daniel Herz (2013), A hora perigosa, dirigido por Daniel Herz (2014), A reunificação das Duas Coreias, dirigido por João Fonseca (2016) e Ubu Rei, dirigido por Daniel Herz (2017). Em O barbeiro de Ervilha, dirigido por Daniel Herz, recebeu o Prêmio Zilka Salaberry 2010 de melhor música, por sua adaptação musical da ópera de Rossini, e foi indicado no mesmo prêmio na categoria melhor ator. Em As bodas de Figaro, dirigido por Daniel Herz, recebeu o Prêmio Cesgranrio (2014) de Melhor Música, sendo também indicado na mesma categoria ao Prêmio Shell e ao Prêmio APTR, no qual também foi indicado na categoria melhor ator. Marcio Fonseca Marcio Fonseca, ator, diretor, professor e administrador de teatro. Tem 29 anos de experiência no mercado profissional em teatro, tv e cinema. É membro da Cia Atores de Laura desde 1996, administrador do Teatro Miguel Falabella, professor de interpretação da Oficina de Atores Cesgranrio e coordenador do projeto Artista Integral. Verônica Reis Verônica Reis é atriz fundadora da Cia Atores de Laura e professora de interpretação. Estudou Teatro na Casa de Cultura Laura Alvim com Daniel Herz e Susanna Kruger entre 1990 e 1994. Na Cia. participou dos seguintes espetáculos; "A entrevista"(1992), "Cartão de Embarque" (1994),"Sonhos Shakespeareanos de uma noite de inverno" (1995), "Romeu e Isolda" (que participou da La Biennalle Théatre Jeunes Public Lyon, na França), "Decote" (1996/2004), "O Julgamento" (1998), "A Casa bem-assombrada" (1998), “Melodramas de Picadeiro: As Rosas e Nossa Senhora” (1999), "O Conto de Inverno" (2004), "N.I.S.E" (2006), “Pessoas” (2009), “ O Enxoval” (2010), “Adultério” (2011) e "Absurdo" (2012). Em 2017 atuou no espetáculo “Ubu-rei” junto com a Cia. Atores de Laura em comemoração aos 50 anos de carreira de Marco Nanini, protagonista da peça. Fora da Cia, atuou em algumas montagens da dramaturga Renata Mizhari: "Os Sapos" (direção de Renata Mizhari com Priscila Vidca) - no qual ganhou como Melhor atriz no Prêmio FITA de teatro ; "Silêncio" 2014 (outra direção da dupla) – no qual recebeu indicação de Melhor atriz coadjuvante no Prêmio FITA de teatro; e “War” (direção de Diego Molina). Seu último trabalho em teatro foi em “Édipo e o Rei – uma comédia mitológica” com direção de Adriano Pinto. Cenário: Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque Em 1975, depois de desistir definitivamente do curso de Direito, muda-se para o Rio de Janeiro onde dá continuidade à carreira de ator e iluminador e começa uma aproximação com o experimentalismo. Participa do elenco de “O último carro”, de João das Neves; do espetáculo “A morte de Danton[HL1] ”, direção de Aderbal Freire Filho; do Grupo Navegando com Lucia Coelho e Caíque Botkay, como ator e aderecista. Em 1983, conhece Bia Lessa, numa das montagens do Grupo Navegando, e começa aí uma parceria na investigação da plástica e do processo de criação no teatro por vários anos. No ano seguinte assina sua primeira cenografia e seu primeiro figurino, para o espetáculo “O pintor”, adaptação do livro de Lygia Bojunga e recebe a indicação para o Prêmio Mambembe de melhor cenografia. Foram mais de dez trabalhos ao longo de onze anos de parceria com Bia Lessa, trabalhos que modificaram a cena carioca. A seqüência “Ensaios”: “O pintor”, “A tragédia brasileira”, “ Idéias e repetições”, “Os possessos” – e espetáculos como “Orlando” e “Cartas portuguesas”, paralelos a uma oficina permanente de cenografia dentro do projeto Sesc Ensaios, que produz a série de espetáculos denominados “Exercícios”, consolidam a trajetória do cenógrafo, autodidata, ligado a pesquisa e ao experimentalismo. Desde sua chegada ao Rio de Janeiro, Fernando se estabelece no morro do Vidigal, lugar que, na época, era ponto de convergência da classe artística, onde estabelece outra parceria que dura há vinte anos. Com Guti Fraga funda o “Grupo de Teatro Nós do Morro”, projeto que busca dar acesso e voz aos moradores dessa comunidade. Desde 1998 dirige a Companhia de Teatro Nós do Morro. Em 2001, começa uma parceria com o cenógrafo Rostand Albuquerque, com quem, paralelo à sociedade no atelier de criação de cenografia Galpão6centos, passa a assinar em conjunto algumas das cenografias deste período. Da primeira cenografia, em 1984, até hoje, a marca dessa carreira é talvez, ao lado da inquietação com a cena, o estabelecimento de parcerias com diretores com esse olhar investigativo para a cena. Nomes como Jefferson Miranda, José Luiz Rinaldi, Jocy de Oliveira, Moacir Chaves, Aderbal Freire Filho, são constantes no currículo do cenógrafo. Iluminação: Aurélio de Simoni A partir de 1984, passa a trabalhar sozinho, realizando a iluminação para diversos diretores nos espetáculos: Emily, de William Luce, direção de Miguel Falabella, 1984; Galileu Galilei, de Bertolt Brecht, direção de Celso Nunes, 1987; A Caravana da Ilusão, de Alcione Araújo, direção de Luiz Arthur Nunes, 1993; Sermão da Quarta-Feira de Cinzas, de Padre Antônio Vieira, direção de Moacir Chaves, 1994; Lima Barreto ao Terceiro Dia, de Luís Alberto de Abreu, direção de Aderbal Freire Filho, 1995; Noite de Reis, de William Shakespeare, direção de Amir Haddad, 1997; A Capital Federal, de Artur Azevedo, direção de André Paes Leme, 1997; Bugiaria - O Processo de João Cointa, novamente Moacir Chaves, 1999. Em 2001, retoma a parceria com Luiz Paulo Nenen em Cócegas, de Ingrid Guimarães e Heloisa Périssé, 2001. Entre 1989 e 1999, recebe 6 prêmios em teatro infantil. Nos anos de 1992, 1995, 1996 e 1997, recebe o Prêmio Shell por espetáculos adultos, entre eles Don Juan, de Molière, com direção de Moacir Chaves, com quem estabelece parcerias constantes. Seus próximos trabalhos com esse diretor são: Inutilezas, textos do poeta Manoel de Barros (1916), e Por Mares Nunca Dantes, de Geraldo Carneiro, ambas em 2002 e, no ano seguinte, Fausto, de Goethe, e Violência da Cidade, autoria do próprio diretor. Em 2003, faz a luz para o grupo Intréída Trupe, em Sonhos de Einstein. Direção de produção: Elaine Moreira Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais (FGV – Fundação Getúlio Vargas), formada em Produção Cultural e Bacharel em Ciências Sociais, com habilitação em Produção e Política Cultural pela Universidade Candido Mendes, Elaine Moreira atua na área cultural há 15 anos. Atualmente é diretora de produção da Barata Comunicação, da Cia Atores de Laura e da CultConsult, onde presta consultoria em projeto cultural e atua no mercado de produção. Dentre seus principais trabalhos, podem-se destacar: Fronteiras Invisíveis (texto: Cia Atores de Laura / direção: Daniel Herz); O Marido do Daniel (texto: Michael Mckeever / direção: Gilberto Gawronski); Pós-Hamlet (texto: Gilberto Nascimento / direção: Marcio Fonseca); O Filho Eterno (texto: Cristovão Tezza / direção: Daniel Herz); Fulaninha e Dona Coisa (texto: Noemi Marinho / direção: Daniel Herz); Minha Vida Daria um Bolero (texto: Artur Xexéo / direção: Rubens Camelo e Paulo Denizot); Timoneiro – Hermínio Bello de Carvalho por Hermínio Bello de Carvalho (audiovisual / roteiro: Eliana Monteiro / direção: Pedro Murad); A Caverna (texto: Gabrielle Farias / direção: Bruno Heitor / supervisão: Marcos Caruso); Um Amor de Vinil (texto: Flavio Marinho / direção: André Paes Leme); Sakurá (texto e direção: Gabriel Naegele); Álbum de Retratos (show de Vidal Assis / direção: Lucas Porto); Os Vilões de Shakespeare (texto: Steven Berkoff / tradução: Geraldo Carneiro / direção: Sergio Módena); Estúpido Cupido (texto: Flavio Marinho / direção: Gilberto Gawronski); Desinventando a Bossa (texto e direção: Lucio Mauro Filho); Ivon Curi – O Ator da Canção (texto: Pedro Murad / direção: Lucio Mauro Filho); Jazz do Coração (texto e direção: Delson Antunes); Zé Trindade – A Última Chanchada (texto: Artur Xexéo / direção: João Fonseca); Pequenas Tragédias (texto: Alexander S. Pushkin / direção: Fabiano de Freitas); Clementina, Cadê Você? (texto: Pedro Murad / direção: Duda Maia); Três Curtas sem Palavras (audiovisual / roteiro e direção: Pedro Murad); A Vingança do Espelho: A História de Zezé Macedo (texto: Flavio Marinho / direção: Amir Haddad); Jim (texto: Walter Daguerre / direção: Paulo de Moraes); Freud – A Última Sessão (texto: Mark ST. Germain / direção: Ticiana Studart); Uma Peça Como Eu Gosto (texto: Marcelo Morato / direção: Lucio Mauro Filho e Duda Maia); Editora Temporária (evento de design); Escola Aberta (evento de design); Emily (texto: William Luce / direção: Eduardo Wotzik); Nós Sempre Teremos Paris (texto: Artur Xexéo / direção: Jacqueline Laurence); A Garota do Biquíni Vermelho (texto: Artur Xexéo / direção: Marília Pêra); Restos (texto: Neil Labute / direção: Marcio Aurélio); Doce Deleite (texto: Alcione Araújo / direção: Marília Pêra); Lucio 80-30 (texto e direção: Lucio Mauro Filho); Hedda Gabler (texto: Henrik Ibsen / direção: Walter Lima Jr.).

Providência

PROJETO ARQUIVADO.