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PRONAC 210612Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

CANTOS DO ENGENHO: Imersão cultural na Fazenda Boa Esperança e sua história

Leandro dos Santos Magalhães
Solicitado
R$ 200,0 mil
Aprovado
R$ 200,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Acervos arquivísticos culturais do Patrimônio
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
21

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2021-03-01
Término
2023-12-31
Locais de realização (2)
Belo Horizonte Minas GeraisBelo Vale Minas Gerais

Resumo

CANTOS DO ENGENHO é uma experiência de imersão digital no engenho de açúcar da Fazenda Boa Esperança no período colonial. No ambiente reconstruído digitalmente as pessoas poderão observar o funcionamento do local como fora no século XVIII. Serão promovidas também ações educativas como contrapartida do projeto.

Sinopse

CANTOS DO ENGENHO é uma experiência em realidade virtual retratando uma cena de trabalho das pessoas escravizadas no engenho de açúcar da Fazenda Boa Esperança de Belo Vale no período colonial. Enquanto trabalham os homens e mulheres representados entoam cantos de trabalho que remetem às relações e histórias do período da escravidão. Cantos do Engenho permite uma experiência individual sensível e imersiva e enaltece os cantos de trabalho como elemento cultural. É uma viagem para o passado onde somos convidados a repensar as relações daquele momento que ecoam nos dias de hoje. É uma obra inovadora que representa e valoriza aspectos da cultura e história de Minas Gerais. A experiência imersiva é vista a partir de uma câmera fixa posicionada ao centro do engenho cabendo ao visitante escolher a direção que irá olhar. O vídeo se inicia com o espaço em sua apresentação atual, silencioso e desfalcado de elementos fundamentais como a moenda de roda d’água e o fogão. Uma transição suave sobrepõe a reconstrução digital e gradativamente os sons da natureza e animais ao redor surgem. Os trabalhadores (personagens criados digitalmente) adentram o espaço atravessando o largo portal do engenho que rasga um de seus muros de pedras fazendo entrar também a luz do sol que projeta sombras alongadas deixando evidente que o dia amanhece. Os homens e mulheres pretos, escravizados, assumem seus postos de trabalho observados o tempo todo. Eles não dialogam entre si. Iniciam o trabalho certos da cooperação do outro e rapidamente como uma máquina o engenho acorda com seus sons síncronos, ritmados. Os barulhos, batidos, rangidos são atravessados pela voz de um dos trabalhadores que começa a entoar os cantos. Os cantos de trabalho serão representados através das vozes de membros das comunidades quilombolas próximas à Fazenda com a qual sua história se mistura e pela qual o visitante será guiado e apresentado durante sua jornada.

Objetivos

OBJETIVOS GERAIS - Dotar a Fazenda Boa Esperança de um recurso expográfio capaz de ampliar as leituras sobre seu espaço, especificamente do Paiol do Engenho, abrangendo camadas de leitura materiais, imateriais, e históricas. A partir da ação pretende-se inaugurar uma tradição digital neste importante equipamento cultural. As lacunas físicas da Fazenda como a ausência de mobiliário podem ser superadas por recursos digitais imersivos como a realidade aumentada ou virtual. É uma oportunidade que surge a partir do que fora um limite. - O fortalecimento da identidade, da imagem, da história, da tradição das expressões das comunidades quilombolas afro-brasileiras, Chacrinha dos Pretos e Boa Morte. Pretende-se atingir este objetivo ao colocar dentro da experiência digital a voz das pessoas e a expressão cultural presente cânticos tradicionais preservados através da tradição oral. - Estabelecer-se como uma referência enquanto linguagem inovadora para a fruição de manifestações culturais múltiplas ao passo que integra em uma produção, manifestações da cultura afro brasileira através dos cânticos, a representação de bens culturais materiais, e conteúdo histórico. - Enaltecer a presença das populações afro brasileiras desde a constituição dos territórios até os dias de hoje na região da Fazenda Boa Esperança em Belo Vale através da inserção das vozes de pessoas das comunidades quilombolas, Chacrinha dos Pretos e Boa Morte. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Promover a preservação e contribuição ao acervo cultural da Fazenda Boa Esperança, produzindo uma mídia para imersão digital na Fazenda Boa Esperança para exposição a público presencial e não presencial. Ao final do projeto, esperamos um público mínimo de 800 pessoas durante o projeto. - Realizar ação formativa, como contrapartida social, palestra sobre a importância de se preservar o patrimônio cultural brasileiro. Serão disponibilizadas 80 vagas.

Justificativa

CANTOS DO ENGENHO é um forte instrumento de promoção, valorização e fortalecimento da identidade, da imagem, da história, da tradição e das expressões da população negra, pois traz a expressão identitária das comunidades quilombolas dentro de um instrumento de fortalecimento cultural e construção de conhecimento, um recurso museológico. O projeto buscará se estabelecer como referência por ser capaz de convergir representações do patrimônio material, da história, das manifestações culturais e patrimônio material em uma linguagem contemporânea. O projeto também pretende que seja construído em um processo exemplar com a participação e compartilhamento das informações com as comunidades e agentes culturais da região. O projeto CANTOS DO ENGENHO preenche importantes lacunas em seu campo. Primeiramente é valioso enquanto instrumento de fortalecimento de identidade e laços de pertencimento ao passo que coloca em um espaço de cultura a expressão cultural preservada de um povo que poucas vezes se vê representado. Curiosamente deve-se considerar que o projeto se apresenta na ruína do engenho, palco de relações de trabalho e sociais questionadas e debatidas nos cânticos alusivos ao período colonial. CANTOS DO ENGENHO será o meio e o palco para a discussão do passado, construção da memória e ponte para o futuro. Esta proposta possui a inovação em seu cerne ao passo que utiliza avançadas tecnologias disponíveis porém pouco exploradas no campo museal, principalmente na realidade brasileira. Além disso é relevante o fato de que apesar de toda tecnologia o recurso depende apenas de um smartphone de custo médio e óculos estereoscópicos (VR para celular) configurando baixo custo e fácil manutenção. A utilização da realidade virtual conecta criativamente diversos aspectos culturais e dá ao visitante da Fazenda Boa Esperança uma experiência que extrapola seus limites físicos. Paralelamente o proponente deste projeto observa dentro de seu doutoramento a percepção das pessoas dos espaços e conteúdos museais através das realidades mistas, virtual e aumentada. Assim, mediante sua concretização, CANTOS DO ENGENHO será também importante referência para a inovação no campo acadêmico podendo orientar o surgimento de outros caminhos no futuro. É fundamental que o projeto consiga financiamentos para sua continuidade através desta Lei de Incentivo à Cultura para viabilizar sua realização. A proposta ainda atende os seguintes incisos do artigo 1º da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. A proposta também se enquadra no seguinte inciso do artigo 3º da Lei 8.313/91: III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;

Especificação técnica

Ao visitar a Fazenda Boa Esperança, os visitantes eventualmente irão chegar ao paiol do engenho, a edificação ambientada pelo projeto. Dentro da mesma estarão disponíveis dois óculos de realidade virtual, posicionados exatamente no ponto correspondente da imersão digital. Os óculos são compostos de um aparelho smartphone de configurações médias e óculos estereoscópicos para VR com celular. Uma vez com os óculos o usuário se vê imerso em um ambiente digital do engenho e ao movimentar a cabeça pode observar tudo ao seu redor como no mundo real. Primeiramente os usuários observarão o engenho como está e a narração conduz para a transição entre presente e passado. Gradativamente surgem elementos como a pilha de bagaço de cana, o eixo e a moenda, a roda d’água. Assim, aparecem os elementos físicos. Cada “canto” do engenho é ocupado gradativamente e ao surgir um objeto uma pequena narração explica o porquê de sua presença ali. Finda esta etapa surgem as personagens digitais representantes dos trabalhadores escravizados, trabalhando em etapas distintas da produção. Simultaneamente ao surgimento visual das personagens surgem as vozes, emprestadas pela comunidade, entoando cantos tradicionais. Espera-se a construção de uma atmosfera semi realista onde os elementos existentes estão retratados com maior fidelidade à realidade enquanto os objetos da reconstrução apresentam-se com aspecto onírico deixando evidente que são uma possível ocupação passada. A narrativa apresentada busca a não romantização da cena mas sim uma abordagem que seja esclarecedora quanto ao fluxo produtivo mas ao mesmo tempo crítica quanto às relações sociais ali representadas, fato fortalecido mediante as letras dos cantos que revelam entre outros aspectos rotinas de dor, submissão e trabalho pesado. Narrações pontuais podem ser usadas como recurso complementar. É uma experiência de caráter sensível. Estima-se que as experiências terão duração entre 5 e oito minutos. Cada usuário terá uma experiência distinta pois pretende-se dispor diversos cantos ao passo que cada acesso reproduz um deles. Também cabe ao usuário decidir o que observar no espaço. Ao remover o óculos de realidade virtual o visitante se vê novamente no engenho atual e agora sua percepção espacial está alterada pois é capaz de compreender o espaço considerando a função que abrigava. Ficam evidentes suas características físicas como pé direito, tamanho das aberturas, proporções, etc.

Acessibilidade

Modernização e Equipagem de Espaço Cultural Acessibilidade física: O espaço já é adequado para atendimento de pessoas com deficiência física. O vídeo de imersão também estará disponível na internet, facilitando acesso ao conteúdo produzido e à Fazenda Boa Esperança. Acessibilidade para pessoa com deficiência auditiva: O material produzido contará com janela de intérprete de libras para descrição dos sons do espaço reconstruído. Acessibilidade para pessoa com deficiência visual: Será produzida uma audiodescrição que informará explicitamente quais os sons do espaço reconstruído, além de descrever todo o espaço que será apresentado. Contrapartida social Acessibilidade física: O espaço de realização da contrapartida será adequado para pessoas com deficiência física. Acessibilidade para pessoa com deficiência auditiva: A palestra contará com intérprete de libras. Acessibilidade para pessoa com deficiência visual: O material pedagógico produzido será disponibilizado em braille ou audiodescrição para os participantes.

Democratização do acesso

O projeto será totalmente gratuito, sendo entregue de forma gratuita à Fazenda Boa Esperança o vídeo e alguns equipamentos para visualização do conteúdo, assim como o vídeo será disponibilizado na internet em plataformas como Youtube. Assim, atendemos o exigido pelo inciso I do artigo 21 da IN de 2019: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados.

Ficha técnica

Leandro Magalhães - Proponente, Coordenador-Geral e Artista 3D O coordenador e proponente é graduado, mestre e está em doutoramento em arquitetura e urbanismo investigando o campo das realidades mistas (Virtual e Aumentada). Também é professor universitário tendo sido premiado por suas inovações pedagógicas. Tem ampla experiência com coordenação de projetos culturais tendo também sido premiado no campo pelo ministério das comunicações pelo desenvolvimento dos Jogos Patrimoniais (http://jogospatrimoniais.com.br/) que abordam Cidades e bens tombados brasileiros. Outra atividade do proponente, arquiteto e urbanista, é o desenvolvimento de projetos de exposições para instituições museais em todo país, campo de forte apelo cultural e convergência com o tema. Também já desenvolveu e coordenou projetos captados através do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Guiadobem.org, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Circuitosdeminas.com.br e atualmente através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Belo Horizonte) coordena o projeto Marcosurbanos.com.br. As atividades do proponente serão a coordenação geral de todas as etapas do projeto, a digitalização de elementos de interesse, a produção dos modelos volumétricos (3D) das estruturas da Fazenda, a definição da arquitetura do dispositivo de interação, produção de textos, contato comas comunidades, entre outras. Leonardo Souza de Araújo Miranda - Historiador O historiador é mestre em história, possui ampla atividade no campo da museologia tendo realizado pesquisas históricas para a implantação de exposições em todo o país inclusive para a própria Fazenda Boa Esperança. Atuou como Pesquisador vinculado ao Projeto República: núcleo de pesquisa, documentação e memória - Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG. Consultor do Programas das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil, PNUD BRASIL, Brasil. Autuou na Elaboração de pesquisa temática a respeito da linha de pesquisa Lutas na Prisão: presos políticos, relacionada à Anistia Política no Brasil para publicação e desenvolvimento de conteúdo para as atividades do Memorial da Anistia Política do Brasil. Entre 2009-2010. EquipeB, Brasil. Atuou como historiador na equipe responsável pela elaboração de vários projetos museográficos como: requalificação da exposição da Casa dos Açores - Museu Etnográfico (CAME); implantação de exposição de longa duração na Fazenda Boa Esperança, em Belo Vale/MG; implantação de exposição permanente no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, Minas Gerais; elaboração do projeto expográfico do Museu da Cidade da Parnaíba, em Parnaíba PI; elaboração do projeto expográfico da Casa da Cultura, na cidade de Santa Bárbara- MG; elaboração do projeto expográfico da Casa da Cultura, na cidade de Santa Bárbara- MG. Códice Consultoria em História, CÓDICE, Brasil. Atividades de pesquisa relacionada à coleta e catalogação de dados em acervo particular, além da realização de sessões de entrevistas, direcionadas à elaboração de um livro sobre a trajetória pessoal e profissional do ex-ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel. Pesquisa historiográfica para a produção da biografia Teófilo Ottoni: a República e a Utopia do Mucuri, autor NilmárioMiranda. Pesquisa histórica, produção textual que forneceram subsídios para museografia responsável pela criação do Museu dos Militares Mineiros em Belo Horizonte, Minas Gerais em 2014. Joyce de Paula Carvalho - Designer Joyce também é arquiteta e está concluindo a graduação em design. Tem experiência com fotogrametria, técnica para elaboração de modelos 3D digitais a partir de fotos - recurso este que será fundamental nesta proposta, através do projeto Monumento DIgital 120 que hoje evoluiu para o projeto marcosurbanos.com.br . Também possui experiência no desenvolvimento de interfaces gráficas. Experiências: 2018 extencionista voluntária, projeto “design para fabricação digital” pela UFMG.2017 participante do 5o caricaturizando no Design na escola de arquitetura da UFMG.2017 projeto de extensão “Monumento Digital 120” pelo uni-bh2017 participante do Arquimemória 5 - encontro internacional sobre Preservação do Patrimônio edificado. publicação do artigo “Digitalização tridimensional de elementos escultóricos de espaços públicos de Belo Horizonte.2017 palestrante do workshop “Metodologia Processual” no 16o jornada academica do uni-bh.2017 participante do concurso premio design - São Judas (grupo Anima). 3o colocação.2017 participante do 4o caricaturizando no Design na escola de arquitetura da UFMG. Philipe Pereira Rocha - Desenvolvedor O desenvolvedor (programador) desta proposta possui experiência em arquitetura de software etapa crucial para a estruturação do projeto. Apesar de estar em formação o jovem desenvolvedor tem conhecimento das plataformas de jogos e recursos interativos contemporâneos. Áreas de experiência:Java;Python;SQL;PHP;JavaScript;CSS;Laravel (arquitetura de sistemas WEB MVC);Análise e desenvolvimento de sistemas; Os demais membros da equipe serão selecionados dando preferência aos membros das comunidades quilombolas próximas à Fazenda Boa Esperança em Belo Vale ou outros profissionais com interesse de se envolverem no projeto como coletivos de estudos afro-brasileiros. Serão contratados também: Designer 3D de espaço, de personagens, de animação e de renderização. Designer de som. Editor de Vídeo Cantores

Providência

PROJETO ARQUIVADO.