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A presente proposta consiste em realizar a exposição retrospectiva de Mana Bernardes. Durante sua trajetória artística de mais de 20 anos, com uma obra autoral que atravessa as artes plásticas e as visuais, a performance, a escultura, a literatura, o design, a manufatura, as sustentabilidades e as metodologias processuais de envolvimento humano, Mana é autora de uma narrativa poética sobre a vida. A exposição apresenta a obra, a vida e as ideias da artista transdisciplinar, aprofundando as relações, as formas, as tramas e os materiais que constituíram ao mesmo tempo matéria prima e inspiração para o seu trabalho. A proposta contempla também: realização de1 laboratório de desenvolvimento autoral para mulheres; 1 videoarte, 2 video documentários; publicação de catálogo e programação de 6 performances, 2 workshops, 2 bate papos, bem como oficinas de ação formativa em torno da manufatura, reciclagem e o trabalho artesanal durante o período expositivo.
1. EXPOSIÇÃO A exposição parte da narrativa poética de Mana Bernardes e da sua reflexão sobre os arquétipos de mulher para costurar um recorte, inteiro, de sua obra. Dividida em 1 abertura e 6 movimentos, a exposição apresenta a obra da artista, sua história de vida e suas ideias. Uma ode ao afeto, à manufatura, à reciclagem. A poesia como caminho. Um chamado de humanidade, não só pela reflexão, mas pela experiência e pelo ato de transcender. O percurso expositivo segue, conforme disposto abaixo. Classificação Livre. ABERTURA | atuar na dor do mundoMOVIMENTO 1 | A MULHER DO OCO SEM FIM | cair pra dentro de siMOVIMENTO 2 | A MULHER DO ABSURDO | ir na origem é o que nos deixa originalMOVIMENTO 3 | MULHER RECICLAGEM | de não caber mais lixo no mundoMOVIMENTO 4 | MULHER RAIZ | é emergencial se conectar com a TerraMOVIMENTO 5 | MULHER DO SILÊNCIO | (verso a definir)MOVIMENTO 6 | MULHER PASSARINHA | manifestar que estamos vivos 2. LABORATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO AUTORAL "Minha arte só faz sentido se eu puder fazer muitas mulheres expressarem suas histórias, conectá-las à origem. Por isso esse projeto começa com uma imersão de mulheres em um laboratório terapêutico para o desenvolvimento autoral. Com suportes de design, arte, materiais reciclados, tecidos, rendas, fios e tudo o que nos saltar aos olhos como potência material. Baseado na experiência que venho realizando há mais de dez anos nesse sentido em todo o Brasil. Gerar representatividade, design, arte e economias criativas atuais para mulheres é a pauta que esta ação quer transbordar." Mana Bernardes Classificação 16 anos. 3. VÍDEOS # 1 videoarte para composição da obra instalação EntreFios, a ser projetado sob uma enorme saia de vestido, por onde o público passa para assistir a projeção em tela curva. Roteiro e direção de Chlöe de Carvalho (o roteiro será desenvolvido na etapa de produção do projeto). # 2 videodocumentários estão previstos para compor o percurso expositivo, com direção de Joyce Prado (os roteiros serão desenvolvidos na etapa de produção do projeto). Um apresenta uma espécie de retrospectiva em vertigem do trabalho de Mana ao longo de 20 anos com lixo e cortes, apontando para urgência do mundo que grita por não caber mais plástico. O outro compõe a sala de vídeos da exposição, e se dedica ao registro do processo criativo de Mana, sua relação com o artista artesão de papel Kamori e a montagem da exposição. Classificação livre. 4. PERFORMANCES Durante o período expositivo, serão realizadas 6 performances, uma a cada 15 dias, em diferentes salas da exposição. Classificação livre. > SEMANA 1: InauguraçãoPerformance coletiva realizada por Mana e cerca de 30 mulheres que participaram do laboratório de desenvolvimento autoral realizado durante os 2 meses que antecedem a montagem da exposição. A performance conta com a participação de músico convidado e será co-criada durante o laboratório. > SEMANA 4: Ritos do Nascer ao Parir A performance é apresentada por Mana, Rute Queiroz e 15 pessoas (inscrições abertas para o público), acompanhadas por Marcelo Jeneci e um músico convidado. O ritual acontece em torno de um grande vestido feito de tyvek reciclado com manuscritos impressos com tinta feita de beterraba. > SEMANA 6: Mulher Reciclagem Performance coletiva realizada por Mana e 5 artesãs que trabalharam na construção das "tramas relacionais" feitas de PET, acompanhadas por músico convidado. "Saudamos aqui o artesanal como processo regenerativo desse mundo que anda com tanto débito socioambiental do sistema patriarcal. Aqui tudo é feito por cinco mulheres artesãs parceiras desse novo desenho essencial para um acordo ético mais justo com a humanidade e a Terra." Mana Bernardes > SEMANA 8: Mulher Raíz Performance realizada por Mana, acompanhada por Marcelo Jeneci. "Percebi a importância da bruxaria feminina ao estabelecer uma relação mais íntima, visceral e expressiva com os alimentos e o seu poder de manifestar cura, performances e novas formas de se alimentar. Elejo em cada momento da minha vida uma raíz e com ela estabeleço diálogo-performance-criação." Mana Bernardes > SEMANA 10: Desembrulho Poético Mana se apresenta embrulhada em um papel de cozo de 20 metros, cheio de manuscritos, falando trechos de seus poemas, acompanhada por um músico. "Neste papel eram flores de lírios, perfumadas e abertas. Com tanto amor, confesso que me embriaguei. Fiquei frágil como este papel. Que toda hora parece que vai romper, e rompe um pouquinho. Mas é nele que eu escrevo cada letra com medo, e quando a palavra acaba, me encorajo e outra vem." Mana Bernardes > SEMANA 12: Translúcida O movimento da performance, acompanhado por Marcelo Jeneci na sanfona, se dá em três momentos: a morte, o nascimento da nova terra e a dança da primavera de cascas em flutuação e a leitura dos oráculos. "Me vi no lugar de trazer esse oráculo adaptado agora a palavras que estamos elaborando na pandemia e que precisam ser abertas para o público como forma de significar, sentir e atravessar. Mais do que ofertar poesia quero ofertar a possibilidade da ampliação do vocabulário. Pois sou poeta por um único sentido, trazer novos significados para as palavras." Mana Bernardes 5. BATE PAPOS E WORKSHOPS Realização de 4 eventos abertos ao público, com Mana Bernardes, durante o período expositivo. Classificação 12 anos. bate papo #1: Ode ao Fazer "Em algum lugar miséria é não saber lidar com os recursos existentes. Por aqui imagino essa exposição como uma ode ao fazer. Fazer com papéis de sobra gráfica. Fazer com garrafas descartadas no lixo. Fazer com raízes plantadas na terra. O fazer aqui está acima do material. Aqui encontramos uma ode à manufatura, manufatura essa que estruturou em todos os tempos e civilizações a relação entre o pensar e o realizar. Entre o pensar e o realizar sempre esteve o fazer. Nesse fazer, nessas rodas de manufatura, todas nós tecemos a relação tanto quanto as novas tramas." Mana Bernardes bate papo #2: Um novo manifesto Inspirados pelo centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, e conscientes do momento presente do mundo pós pandemia, voltamos nosso olhar ao movimento que marcou a história cultural e artística do país com a condução de um estudioso sobre o tema, e nos dedicamos ao exercício criativo de pensar (e eventualmente co-construir durante o encontro) um novo manifesto das artes e da cultura no Brasil do século XXI. workshop #1: Sustentabilidades no Plural do Protagonismo Feminino A palestra busca fazer um contato emocional com platéia com o objetivo de inspirá-los a buscarem seus caminhos autorais. O conteúdo versa sobre a importância da criatividade. Podem fazer parte da palestra exercícios respiratórios com o grupo e sempre há uma abertura para um bate-papo para maior integração com a platéia. workshop #2: Toda Coragem é uma Escrita – Processo Criativo Aborda o processo criativo do projeto, desde a idealização, curadoria, até a viabilização e realização da exposição. 6. CATÁLOGO O catálogo é o registro da exposição, garantindo a permanência e a circulação dos conteúdos e experiências do evento que celebra os 40 anos de Mana Bernardes. Ao mesmo tempo, consolida a trajetória da artista brasileira no cenário da arte contemporânea. A publicação segue a proposta curatorial de apresentar uma visão retrospectiva da obra de Mana a partir da sua narrativa poética e reflexão sobre os arquétipos de mulher. 7. CONTRAPARTIDA SOCIAL Propomos a realização de um programa de atividades educativas de ação formativa em torno da manufatura, reciclagem e o trabalho artesanal. O trabalho será realizado a partir da metodologia de trabalho da artista Mana Bernardes, desenvolvido há mais de 20 anos, com a coordenação da artista e atuação direta de uma equipe ativa. Classificação livre.
OBJETIVOS GERAIS: - Realizar a exposição individual da artista brasileira contemporânea Mana Bernardes comemorativa do aniversário de 40 anos da artista;- Apresentar, a obra da, sua vida e suas ideias, aprofundando as relações, as formas, as tramas e os materiais que constituíram ao mesmo tempo matéria prima e inspiração para o seu trabalho;- Dedicar um olhar inédito em retrospectiva para a trajetória de 20 anos da artista, consolidando sua produção e atuação no cenário da arte brasileira contemporânea;- Abordar a transdisciplinaridade da obra autoral da artista, que atravessa as artes plásticas e as visuais, a performance, a escultura, a literatura, o design, a manufatura, as sustentabilidades e as metodologias processuais de envolvimento humano;- No momento em que o mundo pede cura e regeneração após uma pandemia sem precedentes, num período histórico de ruptura absoluta, de incertezas e inseguranças, olhar para a obra de Mana Bernardes como acolhimento, reflexão e vislumbre de futuro. Um chamado de humanidade a partir do percurso poético da artista;- Promover o protagonismo feminino no atravessamento de novas estruturas _ no processo de desenvolvimento autoral de mulheres e na relação de parceria da artista com mulheres de favela do Rio de Janeiro;- Reverenciar a manufatura e a reciclagem como pilares do pensamento sobre a arte, a estética e as sustentabilidades no novo milênio;- Inspirar a reflexão sobre um novo manifesto cultural e artístico no Brasil do século XXI, considerando o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Os objetivos gerais desdobram-se na realização dos seguintes objetivos específicos: 1. EXPOSIÇÃO DE ARTES (PRODUTO PRINCIPAL) realizar a exposição multidisciplinar TODA CORAGEM É UMA ESCRITA, em museu ou centro cultural na cidade do Rio de Janeiro, no período de 12 semanas, de novembro de 2021 a fevereiro de 2022, incluindo a criação e construção de obras/instalações de arte inéditas de Mana Bernardes, conforme detalhamento do projeto; 2. CURSO / OFICINA / ESTÁGIOS (laboratório de desenvolvimento autoral) realizar 1 laboratório de desenvolvimento autoral com cerca de 30 mulheres durante 2 meses prévios à montagem da exposição para a construção de uma obra coletiva com o artesão de papel Kamori; 3. VÍDEO (1 videoarte e 2 mini documentários) produzir 1 videoarte e 2 mini documentários para compor o circuito expositivo. 01 videoarte "EntreFios" para projeção cinematográfica em tela curva e ambientação sonora para obra-instalação; 01 mini documentário sobre os 20 anos de trabalho da artista com lixo e cortes; 01 mini documentário sobre o processo criativo de Mana, sua relação com o artista artesão de papel Kamori e a montagem da exposição. 4. ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS (performance) realizar uma programação de 6 performances abertas ao público durante o período expositivo; 5. OFICINA / WORKSHOP / SEMINÁRIO AUDIOVISUAL (workshops e bate papos) oferecer 2 bate papos e 2 workshops com a artista e equipe envolvida no projeto; 6. CATÁLOGO publicar o catálogo da exposição, com tiragem de 3.000 exemplares, em português, com tradução para inglês e espanhol e audiolivro. 7. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS (oficinas formativas) realizar uma programação de oficinas de ação formativa em torno da manufatura, reciclagem e o trabalho artesanal. O programa prevê agendamento de visitas monitoradas à exposição para até 1.440 pessoas ao longo do período expositivo (4 grupos de 30 pessoas por semana | 12 semanas).
TODA CORAGEM É UMA ESCRITA, exposição individual de Mana Bernardes, apresenta uma visão retrospectiva da longa e profunda trajetória de mais de 20 anos de uma produção compulsiva, e se propõe a abrir ao público na celebração do aniversário de 40 anos da artista, em sua cidade natal. A presente proposta consiste em um projeto inovador, singular, acessi´vel, que valoriza a diversidade, a experiência do pu´blico, a brasilidade e a cultura nacional; apresenta importância conceitual e tema´tica para a sociedade e possui a capacidade de disseminar o conhecimento e multiplicar ideias; atende a pessoas com diferentes faixas de renda, idade, gêneros, oferecendo acessibilidade para as deficiências visual, auditiva, motora, mental, ou mesmo a pu´blicos mais segmentados.. Trata-se de um projeto com caracteri´sticas singulares, multidisciplinares, e oferece diversas formas de experimentaça~o do conteu´do, além de possuir equipe te´cnica e arti´stica qualificada para sua execuça~o. Com o apoio fundamental da Lei de Incentivo à Cultura, será possível franquear ao público a programação intergral proposta, desde a entrada à exposição, incluindo a participação para o laboratório de desenvolvimento autoral, com chamada aberta ao público, a programação de performances, palestras, workshops, para além das oficinas formativas oferecidas no escopo do projeto (contrapartidas sociais) e da distribuição gratuita da cota de catálogos, visando a democratização absoluta do acesso. Destaca‐se que o projeto TODA CORAGEM É UMA ESCRITA enquadra‐se no Artigo 18, § 3º, da Lei nº 8.313/91, por ter o produto principal, a´rea e segmento principal como indicados no item d "exposições de artes visuais". Neste contexto, evidencia‐se também o alinhamento do projeto com as diretrizes do Art. 1º da referida Lei, que detalha a poli´tica de incentivos fiscais para a realizaça~o de projetos culturais na esfera federal, a saber: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais: na medida em que a exposição e toda a programação de ações e eventos relacionados ao período expositivo serão franqueados ao grande público, sem cobrança de ingressos; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais: na medida em que a artista pretende envolver diretamente comunidades do Rio de Janeiro para a produção das obras de arte / instalações que compõem a exposição; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores: na medida em que o projeto consiste em uma exposição retrospectiva da obra e vida da artista carioca Mana Bernardes; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro: na medida em que reverencia o artesanato e a manufatura como tecnologias fundantes da arte e da cultura brasileiras e sua relevância para o pensamento sobre o novo milênio; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória: na medida em que proporciona a criação e construção de novas obras de arte de uma renomada artista brasileira contemporânea, além de promover o acesso franqueado ao público sobre a programação integral e transdisciplinar proposta _ exposição, performances, palestras, workshops, oficinas. IX - priorizar o produto cultural originário do País: na medida em que se dedica a apresentar a trajetória dessa artista brasileira, que atravessa as artes plásticas e as visuais, a performance, a escultura, a literatura, o design, a manufatura, as sustentabilidades e as metodologias processuais de envolvimento humano; que se entrega ao uso de materiais de sobra de indústria, lixos urbanos, raízes e alimentos brasileiros como matéria prima de suas obras e prioriza a produção manufaturada e artesanal a partir da relação e do envolvimento com mulheres de favela do Rio de Janeiro. Da mesma forma, vale destacar que o uso da Lei de Incentivo à Cultura para viabilizaça~o do projeto TODA CORAGEM É UMA ESCRITA vem cumprir com integridade pelo menos três dos objetivos expressos no Art. 3º desta lei, sendo eles o fomento à produça~o cultural e arti´stica mediante a realizaça~o de exposições de arte; a preservação e a difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico mediante proteção do artesanato e das tradições populares nacionais; e o esti´mulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante a distribuiça~o gratuita e pu´blica de ingressos para espeta´culos culturais e arti´sticos. Pode‐se dizer ainda que a presente proposta apoia a outras atividades culturais e arti´sticas, considerando a contrataça~o de serviços especi´ficos para elaboraça~o de projetos culturais. Em sua i´ntegra, transcrevemos os incisos, abaixo: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais;
Mana Bernardes nasceu em 1981, no Rio de Janeiro, Brasil. Formada em Gestão de Artesãos, Organização Campo – Centro de Assessoria do Movimento Popular, Rio de Janeiro, Brasil (1998). Formada em Arte Terapeuta, pelo Instituto de Artes Terapeutas do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil (1999-2001). Graduada em Desenho Industrial, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), Rio de Janeiro, Brasil (2003-2009). Residência artística Leher Architects, Los Angeles, Estados Unidos (2010). Formação em Negócios Sociais, pela Artemísia, São Paulo, Brasil (2011). Mana Bernardes é artista transdisciplinar, autora de uma trajetória de 20 anos que atravessa as artes plásticas e as visuais, a performance, a escultura, a literatura, o design, a manufatura, as sustentabilidades e as metodologias processuais de envolvimento humano. Sua linha de joias feitas com plásticos encontrados no lixo e materiais do cotidiano circulou em lojas de museus como MoMA (NY), MAD (NY), MAM (RJ), MAR (RJ) e Inhotim (MG) entre 2002 e 2017. Realizou o Natal da Transformação em Canoas (RS) em 2009 e instaurou na cidade sua metodologia social com reciclagem e artesanato, deixando como legado a formação de um grupo de mulheres que até hoje realiza peças artesanais que compõem suas economias a partir desses pilares. Publicou o livro Mana e Manuscritos pela editora Aeroplano, em 2009, e o livro Ritos do Nascer ao Parir (feito por financiamento coletivo), pela editora Bazar do Tempo, em 2019. Seus manuscritos e poemas estão presentes em diversos projetos, como uma obra permanente no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e uma instalação digital para o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo (com data adiada de lançamento por conta do Covid-19). Desde 2011 atua como designer de objetos para loja de departamento Tok Stok, incluindo às suas linhas seus princípios de envolvimento humano, como na série de vidros reciclados (linha Flutuantes), que são centrais nessa parceria. Participou de exposições coletivas como: Museu de Arte do Rio -MAR, 2018, na exposição Mulheres na Coleção MAR, com Casulo de Cúrcuma, foto da performance Mulher Raiz, passando a compor o acervo do Museu; MuDe -Museu de Design de Lisboa, 2018, Portugal; na exposição Tanto Mar Fluxos Transatlânticos do Design, lançando a obra e performance coletiva Mátria em cocriação com vinte avós portuguesas; OiR Play, Outras ideias para o Rio, 2016, Rio de Janeiro, ao ar livre na praça do Ó, com a estrutura de quatro trepa-trepas de bambu e tramas de PET; MAD Museum, em Nova Iorque, 2014, na mostra Novos Territórios: Laboratório para Design, Artesanato e Arte da América Latina” Com a peça Môbiluz; MAXXI Museu, em Roma, 2012; na mostra SHAPE YOUR LIFE! Alcantara, onde apresentou o objeto Em Rede Na Rede; Fondation Cartier, em Paris, 2005, – exposição J’em revê com a vídeo instalação Conectar-se Pelo Cordão. Participou em 2017 da residência artística “A Casa Simples”, na qual concebeu peças feitas com tecnologias de barro típicas da Cidade de Tracunhaém e Bezerros do estado de Pernambuco. No momento, além da sua realização autoral como artista transdisciplinar, atua em consultorias e cocriações de metodologias sociais. Fundou em homenagem à Marielle Franco o coletivo FADHAS, Festival de Artes, Direitos Humanos, Afetos e Sustentabilidades; que envolve crianças da Escola Comunitária da Tia Maura, na comunidade Pedra Bonita, no Rio de Janeiro, cidade onde vive. Realiza performances com alimentos – TransLúcida e Mulher Raíz. Performance com lixo – Mulher Reciclagem. E performance com manuscritos em papéis gigantes – Desembrulho Poético e Ritos do Nascer ao Parir.
1. EXPOSIÇÃO DE ARTES (PRODUTO PRINCIPAL) Curadoria, produção e realização da exposição retrospectiva TODA CORAGEM É UMA ESCRITA – MANA BERNARDES em museu ou instituição congênere na cidade do Rio de Janeiro. A exposição apresentará poemas manuscritos, instalações, desenhos e esculturas, incluindo a criação e construção de instalações / obras de arte inéditas, conforme detalhamento do projeto. Inauguração prevista para novembro de 2021, aberta ao público com entrada franca, até fevereiro de 2022. Período: 12 semanas. 2. CURSO / OFICINA / ESTÁGIOS (laboratório de desenvolvimento autoral) Metodologia, aplicação e desenvolvimento de laboratório de desenvolvimento autoral com mulheres. Desdobrar em autoralidade é entrar em conexão com nossa origem dentro de um espaço de cocriação. Dessa maneira a oficina é entremeada de momentos terapêuticos dentro de uma espécie de ateliê onde as camadas de criação serão vividas num exercício com materiais em sua maioria sustentáveis. Mana Bernardes se dedicará a esse processo para construção de uma obra coletiva, a ser instalada na abertura da exposição. O grupo de cerca de 30 mulheres será composto por pessoas de diferentes idades, classes e contextos sociais, a partir de um processo democrático de seleção, a ser definido em conjunto com o museu. Vagas limitadas: 20 bolsas remuneradas para participantes de baixa renda e 10 voluntárias Duração: 2 meses | 3 dias por semana | 4 horas por encontro 3. VÍDEO (1 videoarte e 2 mini documentários) Produzir 1 videoarte e 2 mini documentários para compor o circuito expositivo. 01 videoarte "EntreFios" para projeção cinematográfica em tela curva e ambientação sonora para obra-instalação; 01 documentário sobre os 20 anos de trabalho da artista com lixo e cortes; 01 documentário sobre o processo criativo de Mana, sua relação com o artista artesão de papel Kamori e a montagem da exposição. Duração: até 30 minutos (cada). Formato, resolução e suporte: a definir. 4. ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS (performance) Realizar de 6 performances abertas ao público durante o período expositivo. A programação será construída com a equipe do museu, durante o desenvolvimento do projeto. > Performance Inaugural: Mana Bernardes; 30 mulheres e 2 músicos convidados. Duração: 40 minutos > Performance Ritos do Nascer ao Parir: Mana Bernardes; Rute Casoy; Marcelo Jeneci e músico convidado. Duração: 40 minutos > Performance Mulher Reciclagem: Mana Bernardes; 5 artesãs; músico convidado. Duração: 40 minutos > Performance Mulher Raíz: Mana Bernardes e Marcelo Jeneci. Duração: 60 minutos > Performance Desembrulho Poético: Mana Bernardes e músico convidado. Duração: 40 minutos > Performance Translúcida: Mana Bernardes e Marcelo Jeneci. Duração: 60 minutos 5. OFICINA / WORKSHOP / SEMINÁRIO AUDIOVISUAL (workshops e bate papos) Idealização, planejamento, produção e realização de 4 eventos durante o período expositivo. bate papo #1: Ode ao Fazer | com Mana e artesãs bate papo #2: Um novo manifesto | com Mana e conferencista convidado workshop #1: Sustentabilidades no Plural do Protagonismo Feminino | com Mana Bernardes workshop #2: Toda Coragem é uma Escrita – Processo Criativo | com Mana e equipe Entrada gratuita | Duração: 90 minutos (cada encontro) | Público estimado: 100 pessoas (cada encontro). 6. CATÁLOGO O catálogo é o registro da exposição TODA CORAGEM É UMA ESCRITA, garantindo a permanência e a circulação das informações e experiências do evento que celebra os 40 anos de Mana Bernardes. Está prevista também a produção do audiolivro, com a leitura na voz da artista de seus poemas, o som das performances, além da audiodescrição das imagens reproduzidas no catálogo, garantindo a acessibilidade dos conteúdos a pessoas com deficiência visual. O audiolivro poderá ser disponibilizado gratuitamente através de QRCode pela internet. Tiragem: 3.000 exemplares | Edição trilíngue (português, com tradução para inglês e espanhol). Formato e especificações técnicas a definir. 7. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS (oficinas formativas) Em atendimento ao Artigo 22 da IN 02/2019, como Contrapartida Social será desenvolvido o programa de atividades educativas de ação formativa em torno da manufatura, reciclagem e o trabalho artesanal. O trabalho será desenvolvido a partir da metodologia de trabalho da artista Mana Bernardes e sua equipe de artesãs e designers. Para integrar o calendário de ações, será realizado durante o período expositivo no Espaço Ateliê, tendo como objeto de reflexão as sustentabilidades no plural, em diversas etapas. O programa prevê agendamento de visitas monitoradas à exposição para até 1.440 pessoas ao longo do período expositivo (4 grupos de 30 pessoas por semana | 12 semanas) – especialmente alunos da rede pública (pelo menos 50%) e privada, e educadores com realização de oficinas. O programa é integralmente presencial e gratuito.
Com o objetivo de eliminar ou diminuir barreiras físicas, de comunicação visual, tátil, sonora e comportamental, o planejamento e a construção da exposição e sua programação serão co-construídos com uma equipe especializada em acessibilidade, dedicada a criar estratégias e sistemas de informação pensadas especialmente para este projeto, que favoreçam o acesso das pessoas com deficiência aos conteúdos, experiências e programação prevista. A intenção é atender aos diferentes modos de percepção e interação das pessoas com e sem deficiência para tornar disponíveis informações e experiências apresentadas. Nesse sentido, o ponto de partida para a escolha do museu que vai abrigar a exposição será o atendimento das normas de acessibilidade da ABNT NBR 9050, e o projeto expositivo irá considerar instalação de mobiliário específico, sinalização acessível, iluminação e planejamento de circulação, sob a coordenação de equipe especializada em acessibilidade e do arquiteto responsável, ao lado da curadoria. Com essas ações, o projeto TODA CORAGEM É UMA ESCRITA atenderá a lei brasileira de Inclusão – Lei no 13.146, destinada a assegurar e promover em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da pessoa com deficiência que se aplicam, entre outras coisas, ao acesso à cultura, à informação e à comunicação. Com o objetivo de realizar um projeto para todos, considerando o calendário integral de ações e eventos previstos, sempre que tecnicamente possível, apresentamos as medidas de acessibilidade previstas: 1. EXPOSIÇÃO DE ARTES Acessibilidade FÍSICA: o museu escolhido para abrigar a exposição e todo o fluxo expositivo desenhado e os acessos à programação prevista atenderão às normas de acessibilidade da ABNT NBR 9050-2015. Acessibilidade de CONTEÚDO: deficientes visuais: serão promovidas visitas sensoriais à exposição. Além disso, serão adotadas placas em Braille sobre as obras expostas, bem como serviço de audioguia específico sobre a mostra; os videos produzidos consideram o recurso de audiodescrição – desenvolvimento de roteiro para descrição de imagens e narração, incluindo profissionais com deficiência no processo (quando for o caso, serão apresentadas janela de Libras). deficientes auditivos: os poemas apresentados em áudios ao longo do percurso estarão reproduzidos em painéis expositivos; os vídeos produzidos consideram tradução em Libras / legendas descritivas. 2. CURSO / OFICINA / ESTÁGIOS (laboratório de desenvolvimento autoral) Acessibilidade FÍSICA: o laboratório será realizado no museu escolhido para abrigar a exposição (ou em instituições congêneres), atendendo às normas de acessibilidade da ABNT NBR 9050-2015. Assim, as instalações já contemplam sinalização acessível, iluminação e circulação adequadas (estas ações não geram custos à proposta, compõem as instalações permanentes do museu). Acessibilidade de CONTEÚDO: deficientes visuais: serão promovidas ações sensoriais durante o laboratório, que contará com equipe de acessibilidade para acompanhamento dos participantes que demandam de algum tipo de atendimento especial. deficientes auditivos: as atividades do laboratório serão acompanhadas por intérpretes de Libras. 3. VÍDEO (1 videoarte e 2 mini documentários) Acessibilidade FÍSICA: não se aplica. Acessibilidade de CONTEÚDO: deficientes visuais: os documentários que compõem o projeto expositivo serão apresentados considerando o recurso de audiodescrição – desenvolvimento de roteiro para descrição de imagens e narração, incluindo profissionais com deficiência no processo (quando for o caso, serão apresentadas janela de Libras). deficientes auditivos: os vídeos produzidos consideram tradução em Libras / legendas descritivas. 4. ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS (performances) Acessibilidade FÍSICA: as performances serão realizadas no museu escolhido para abrigar a exposição (ou em instituições congêneres concomitante ao período expositivo), atendendo às normas de acessibilidade da ABNT NBR 9050-2015. Assim, as instalações já contemplam sinalização acessível, iluminação e circulação adequadas (estas ações não geram custos à proposta, compõem as instalações permanentes do museu).. A programação de performances durante o período expositivo prevê a composição do receptivo por profissionais capacitados a acompanhar pessoas com deficiência auditiva e/ou visual, lugares reservados e com boa visibilidade para as pessoas com deficiência e seus acompanhantes Acessibilidade de CONTEÚDO: deficientes visuais: serão promovidas ações sensoriais durante as performances, que contará com equipe de acessibilidade para acompanhamento dos participantes que demandam de algum tipo de atendimento especial. deficientes auditivos: está prevista a atuação de intérpretes-atores de libras para acompanharem a artista durante as performances. 5. OFICINA / WORKSHOP / SEMINÁRIO AUDIOVISUAL (bate papos e workshops) Acessibilidade FÍSICA: a programação de workshops e bate papos será realizada no museu escolhido para abrigar a exposição (ou em instituições congêneres concomitante ao período expositivo) atendendo às normas de acessibilidade da ABNT NBR 9050-2015. Assim, as instalações já contemplam sinalização acessível, iluminação e circulação adequadas (estas ações não geram custos à proposta, compõem as instalações permanentes do museu). Acessibilidade de CONTEÚDO: deficientes visuais: os eventos contarão com equipe de acessibilidade para acompanhamento dos participantes que demandam de algum tipo de atendimento especial. deficientes auditivos: os eventos contam com o apoio de intérpretes de Libras, garantindo acessibilidade de conteúdo. 6. CATÁLOGO Acessibilidade FÍSICA: não se aplica. Acessibilidade de CONTEÚDO: definicientes visuais: Será produzido o audiolivro do catálogo gravado pela artista (incluindo a audiodescrição da programação visual), destinado a pessoas com algum tipo de deficiência visual, para o acesso ao conteúdo integral do catálogo. Esse recurso é realizado e desenvolvido por profissionais com e sem deficiência. O audiolivro poderá ser disponibilizado por QRcode em página dedicada na internet com acesso gratuito. deficientes auditivos: não se aplica. 7. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS (oficinas formativas) Acessibilidade FÍSICA: a programação de oficinas formativas será realizada no museu escolhido para abrigar a exposição (ou em instituições congêneres concomitante ao período expositivo), atendendo às normas de acessibilidade da ABNT NBR 9050-2015. Assim, as instalações já contemplam sinalização acessível, iluminação e circulação adequadas. Acessibilidade de CONTEÚDO: deficientes visuais: os eventos contarão com equipe de acessibilidade para acompanhamento dos participantes que demandam de algum tipo de atendimento especial. deficientes auditivos: os eventos contam com o apoio de intérpretes de Libras, garantindo acessibilidade de conteúdo.
A proposta pretende assegurar e promover em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de todos os indivíduos, sem distinção de gênero, credo, cor ou classe social, ao acesso integral à cultura, à informação e à comunicação. Além das medidas de democratização de acesso permanentes do museu escolhido para abrigar a exposição e seu calendário de atividades integradas, a presente proposta contempla em seus produtos medidas para garantir o acesso democrático, a saber: 1. EXPOSIÇÃO DE ARTES o acesso à exposição será franqueado ao público, sem cobrança de ingressos para entrada no museu. Além disso, será disponibilizado na Internet o tour virtual à exposição, em atendimento ao inciso III do Artigo 21 da IN nº 2/2019, que dispõe “disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22”; 2. CURSO / OFICINA / ESTÁGIOS (laboratório de desenvolvimento autoral) o acesso ao laboratório de desenvolvimento autoral será integralmente franqueado ao público, sem cobrança de ingressos, com chamada pública para inscrição dos interessados em participar. Pela natureza da proposta, o projeto garante a privacidade das informações trocadas durante o laboratório, não sendo possível a transmissão dos conteúdos via internet. Como medida de ampliação de acesso, das 30 vagas, serão oferecidas 20 bolsas (remuneradas) para participação no laboratório de desenvolvimento autoral (atividades de artes) para mulheres (estudantes ou não), em atendimento ao inciso X e tendo como inspiração o inciso VI do Artigo 21 da IN nº 2/2019, que dispõe "oferecer bolsas de estudo ou estágio a estudantes da rede pública ou privada de ensino em atividades educacionais, profissionais ou de gestão cultural e artes desenvolvidas na proposta cultural". 3. VÍDEO (1 videoarte e 2 mini documentários) Produções audiovisuais que compõem o conteúdo da exposição. Não se aplica. 4. ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS (performances) o acesso à programação de performances realizadas durante o período expositivo será integralmente franqueado ao público, sem cobrança de ingressos. A presente proposta permite também a captação de imagens das atividades previstas na programação e autoriza sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias, em atendimento ao inciso IV do Artigo 21 da IN nº 02/2019, que dispõe “permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias”; 5. OFICINA / WORKSHOP / SEMINÁRIO AUDIOVISUAL (workshops e bate papos) o acesso à programação de atividades integradas ao período expositivo será integralmente franqueado ao público, sem cobrança de ingressos. A presente proposta permite também a captação de imagens das atividades previstas na programação e autoriza sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias, em atendimento ao inciso IV do Artigo 21 da IN nº 02/2019, que dispõe “permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias”; 6. CATÁLOGO serão doados 20% da tiragem da publicação a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados, além da cota de 20% distribuída gratuitamente conforme disposto no item (a) do Artigo 20 da IN nº 02/2019, em atendimento ao inciso I do Artigo 21 da IN nº 02/2019, que dispõe “doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados”. Em relação aos exemplares disponíveis à venda (40%): 10% serão vendidos a preço popular (vale cultura: R$ 50,00) e os demais a R$ 100,00 nesta primeira edição. 7. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS (oficinas formativas) Conforme orientação desta Secretaria, não mencionamos neste campo a contrapartida social prevista.
Artista: Mana Bernardes Idealização, Curadoria e Direção Geral: Maria Duarte (proponente) Produção Executiva: Marcia Brandão Alves Artesão de Papel: Kamori (Katsutoshi Mori) Coordenação Artesanal: Lala Costa e Tatiana Dutra Pesquisa: Luciene da Silva Santos Direção de Multimídia: Marlus Araújo Direção de VídeoArte: Chloë de Carvalho Direção de vídeos Documentários: Joyce Prado Direção de Acessibilidade: Raissa Couto Designer e Fotógrafo: Rey Silva MARIA DUARTE (sócia fundadora da empresa proponente)IDEALIZAÇÃO, DIREÇÃO E CURADORIA Graduada em Comunicação Social (PUC-Rio), dedica-se desde 2001 à gestão, direção, curadoria e realização de projetos culturais no Brasil e no exterior. Atualmente é responsável pela gestão da obra da artista Mana Bernardes. Responde pela Direção de Produção do premiado espetáculo Grande Sertão: Veredas, de Bia Lessa (2017-2020) e pela Produção Executiva do filme Travessia, da mesma diretora, em fase de produção. Junto ao Projeto Portinari, realizou uma série de projetos ao longo de 19 anos. Destaca-se sua atuação como Diretora Executiva e Gestora Financeira do Projeto Guerra e Paz (2009-2016), que envolveu uma complexa produção com atuação internacional – Grand Palais, Paris, e ONU, NY. Prêmio de Melhor Exposição do Ano pela ABCA, em 2012. Elaborou e formatou diversos projetos em diferentes áreas culturais, como o projeto de restauro do antigo Teatro Cassino da Urca e o Plano Anual do Museu Histórico Nacional 2020. TODA CORAGEM É UMA ESCRITA foi idealizada por Maria Duarte, que responde pela curadoria e direção geral do projeto. MANA BERNARDES ARTISTA http://manabernardes.com/ Sou escritora, poeta, designer, artista plástica e atuo em projetos de envolvimento humano. Meu trabalho tem fixação em tornar protagonistas mulheres que, por um excesso da vida, não conseguiram disponibilizar a força total de sua expressão ao mundo e atuo em consultorias e criações de metodologias sociais para promover a autoralidade entre mulheres pelo Brasil. Tenho uma linha de joias feitas com materiais do cotidiano que circula em lojas de museus como MoMA, MAD, MAM, MAR e Inhotim. Publiquei o livro “Mana e Manuscritos” (2011) e, esse ano, o livro “Ritos do nascer ao parir”, onde Rute, minha mãe, é protagonista. Tenho uma obra fixa no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro e uma obra no acervo permanente do MAR. Participei de exposições coletivas no MAD Museum, em Nova York, Fondation Cartier, em Paris e no Museu Nacional, em Brasília. Minha última obra de grande dimensão, feita com vinte avós portuguesas, foi encomendada pelo MuDe - Museu de Design de Lisboa. KAMORI (Katsutoshi Mori) ARTESÃO DE PAPEL https://estudiokamori.tumblr.com/CV Kamori iniciou suas pesquisas como artista plástico em 1968, produzindo pinturas e gravuras. Começou sua investigação sobre papéis artesanais em busca de um suporte ideal para as suas obras. Seu primeiro contato com a confecção de papéis foi década de 1990. Desde então, desenvolve pesquisas em seu próprio estúdio com fibras vegetais diversas: kozo, cana-de-açúcar, bananeira, amoreira, moringa, curauá, espada-de-são-jorge, taboa, lírio, coco, etc. Pesquisa e produz também papéis reciclados, sempre prezando pela qualidade, pela utilização racional da matéria-prima e pela sustentabilidade. Kamori é considerado pioneiro nos estudos e produção do papel de kozo no Brasil. Ele resgata uma técnica milenar japonesa conseguindo aliar e adaptar aos recursos naturais brasileiros. MARCELO JENECI DIREÇÃO MUSICAL | TRILHAS Marcelo Jeneci é considerado um dos maiores artistas da música brasileira. O músico ganhou sua sanfona de Dominguinhos em 2000 e não a abandona, inserindo-a em um contexto contemporâneo, unindo a sintetizadores analógicos, beats programados, arranjos sinfônicos, melodias e letras marcantes. Jeneci é um artista popular e relevante ao mesmo tempo. É celebrado por artistas como: Marisa Monte, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes, Chico César, Elza Soares, Marina Lima, Spok Frevo Orquestra entre outros. O compositor e multi-instrumentista fez turnê nos Estados Unidos, passando por Washington, Miami e Nova York, onde contou com a presença de David Byrne na plateia. Suas canções ganharam destaques em diversas trilhas sonoras de cinema, programas de TV e mais de 10 trilhas sonoras de telenovelas. MARCIA BRANDÃO ALVES | MBA Cultural PRODUÇÃO EXECUTIVA www.mbacultural.com.br Formada em Desenho Industrial pela PUC RJ é sócia fundadora da MBA Cultural (1999), pioneira na implantação de Museus e Centros de Ciência, com ênfase em exposições interativas e imersivas. Indicada pela ABCMC, atua no desenvolvimento de projetos multissensoriais que caracterizam os Museus de Quarta Geração. Responsável por projetos expográficos e implantação de Exposições, Mostras Itinerantes, Mobiliário Temático, Multimídias e Jogos. MARLUS ARAÚJO DIREÇÃO MULTIMÍDIA http://marlus.com/ Designer e artista visual transdisciplinar, formado em Desenho Industrial pela Escola de Belas Artes da UFRJ, pós-graduado em Projetos Digitais pelo IED Rio, atualmente cursando o Mestrado Profissional em Mídias Criativas PPGMC/ECO/UFRJ. Interessado na convergência entre arte, design e tecnologia, possui mais de 15 anos de experiência no desenvolvimento de projetos digitais (interfaces, sites, games, animações, visualizações de dados), instalações interativas, interfaces físicas, ambientes imersivos, e visuais para espetáculos e performances. Seus trabalhos já foram apresentados em diversos museus e festivais como Multiplicidade, Oi Futuro, Museu do Amanhã, Casa Firjan, Brasília Mapping Festival, Festival Path, Dança em Foco. CHLÖE DE CARVALHO DIREÇÃO VIDEOARTE https://www.chloedecarvalho.com/ Mestrado em Direção Cinematográfica LONDON FILM SCHOOL Graduação em Ciências Sociais UNIVERSITY OF EDINBURGH HABILIDADES. Roteiro, Direção, Produção, Pesquisa, Consultoria de Roteiro, Pitching, Pós Produção, Gerenciamento de Equipe. Diretora de campanhas para Paul Smith, Basso & Brooke, Talisker/Diageo, The Bandits (Tailândia) e vídeo clipes para Hercules & Love Affair e Marcelo Jeneci. Roteirista e diretora do longa Rosa Ao Avesso. Parceria com o escritor Rajorshi Chakraborti no roteiro de longa metragem para a Termite Films. Contratada pelo British Council para produzir curtas-metragens no Uzbequistão para uma exposição (SILK ROAD) no Design Museum, em Londres. Recebeu financiamento da Fundação Sasakawa para um documentário sobre instrumentos tradicionais japoneses. Convidada para participar do ‘Kyoto Filmmaker’s Lab and Pitching Sessions” realizada pelo Toei Studios. Japão, 2010. JOYCE PRADO DIREÇÃO VIDEOS DOCUMENTÁRIOS oxalafilms.com Formada em Rádio e TV pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e especialista em Roteiro Audiovisual pelo Centro Universitário SENAC. Desenvolve trabalhos na área de cinema documental, ficcional e publicitário como diretora e produtora. Em 2014, fundou a Oxalá Produções realizando conteúdos focados na cultura afro-brasileira e diaspórica, dentre eles: Zion (longa em desenvolvimento), Cartas de Maio (2018), curta / fic Fábula de Vó Ita (2016) e Empoderadas (2015). Atualmente, é diretora administrativa da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN) com atuação frente a Administração Pública, instituições e empresas relacionadas ao audiovisual. RAISSA COUTO DIREÇÃO ACESSIBILIDADE Formada em Relações Internacionais pela PUC SP e pela UCA em Buenos Aires, com especialização em gestão cultural pela SECEC RJ, é consultora e especialista em acessibilidade criativa desde 2015. Foi produtora executiva do Fórum Unlimited de Acessibilidade na Cultura que realizou junto com o British Council, em 2016. É consultora de acessibilidade dos eventos e ações da produtora D+3 e do Festival ColaborAmerica, no Rio de Janeiro. Realizou acessibilidade do Festival Anima Mundi em 2017 e 2018 e do bloco de carnaval da Orquestra Voadora no Rio de Janeiro e em São Paulo em 2019 e 2020.
PROJETO ARQUIVADO. Saldo transferido.